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Legendas: Lu�s Filipe Bernardes
Oh!
Oh!
Minha Nossa!
'FUME CHARUTOS EL TORO'
Sra. Taylor! Sra. Taylor! Sra. Taylor...
- Fui seguida! - N�o diga, Srta. Flint. De novo?
Da obra de caridade at� a porta de casa por um homem.
Que terr�vel, que horror!
Acho que era jovem e moreno. Tinha um olhar diab�lico.
Do jeito que se veste me admira que n�o seja seguida por uma multid�o.
- Ora veja! - N�o est� sendo justo, Sr. Boldini.
N�o ligue para ele. N�o est� falando s�rio.
Sente-se para jantar antes que sua comida esfrie.
- Sr. Salmon. - Sente-se.
Obrigada.
Veja o Fanto, Srta. Flint. Ele n�o � maravilhoso?
Sempre achei Fanto um coadjuvante razo�vel...
- ...bastante razo�vel. - Coadjuvante?
Linguagem teatral, Sra. Taylor.
Sra. Taylor! Nora!
- Nora! - O que foi, Maggie?
Desce aqui.
Espera at� minha s�cia descer. Dir� a mesma coisa.
- Como sempre. - E por uma boa raz�o.
Se a Srta. Minnie estivesse viva, que Deus a tenha,
tamb�m diria o mesmo.
Eu sei.
Todos os seus pensionistas eram amigos da Srta. Minnie, que Deus a tenha.
Mas ela deixou a casa para voc� e a Srta. Taylor.
Com licen�a.
- Nora, � ele de novo. - Oh, Deus!
- Espero que n�o seja... - � isso mesmo.
- Quer que vendamos a casa, - Oh, Deus!
Como seu consultor devo avisar-lhes que � a �nica sa�da.
- O banco n�o pode esperar mais. - O banco que se dane.
- Eles querem dinheiro. - J� n�o tem bastante?
Enfim...
minha Sarah Jane est� fazendo o maior sucesso como atriz...
...em Atlantic City h� mais de um m�s.
Ela pagar�.
Quisera eu poder acreditar. Voc� acredita?
- N�o. - Ent�o o que pretende fazer?
Mandarei Padre McDuffy ao banco. Ele dar� um jeito neles.
Bem, n�o adianta. Mas verei o que posso fazer.
- Boa noite. - Boa noite.
Oh... oh.
Vai dar tudo certo, Maggie.
- J� tenho at� uma hist�ria. - Voc� e suas hist�rias.
Mas esta � sobre o Tommy.
Sei que ele me ama.
Apesar de nunca me ter escrito em cinco anos.
Ele est� em algum lugar, talvez Paris e...
Maggie, onde voc� acha que ele est�?
Srta. Taylor, hora da canastra.
Est�o todos esperando, venha.
Quatro ases, tr�s valetes.
O Sr. Boldini ganhou de novo.
Isso p�e ele na dianteira com... mil e oitocentos...
e trinta e quatro jogos.
Srta. Flint est� enganada. S�o 1835 jogos.
� bastante jogo.
N�o acha?
- Srta. Taylor. - Sim, Sr. Van Diver?
Quando a Srta. Minnie vai descer?
J� devia ter chegado h� horas.
Ora, Sr. Van Diver, sabe onde Minnie est�.
Ah, sim.
De repente me esqueci.
� t�o sossegado aqui. Sossegado e seguro.
N�o aceita n�o como resposta, �? Por isso me seguiu at� aqui!
T� pensando que sou trouxa, �?
N�o aceitou n�o como resposta e me seguiu at� aqui?
Achou que cairia na sua l�bia, �? Pois toma, seu animal!
X�!
Tudo bem, sou eu, Sarah Jane, pode abrir.
� a Sarah Jane.
Oi, Fanto, como vai o melhor amigo do homem?
Ol�, Sr. Van Diver!
- Ol�, Kits! - Seja bem-vinda, Sarah Jane.
- Sentimos saudades. - Seja bem-vinda, Sarah Jane.
Obrigada, Boldini.
Ei, voc�s ouviram meu o barraco com o Sr. Merkel na entrada?
- Ele a molestou? - Hoje eu fui molestada por um homem...
D� pra imaginar? Ele queria me tornar uma cantora de fossa.
Me levou at� seu est�dio e cinco minutos depois eu disse, 'Ah, �?'
'� isso que voc� chama de audi��o?'
Me seguiu at� aqui de taxi. Ainda por cima armado.
Como seu eu n�o soubesse enfrentar um paspalho armado.
- O homem que me seguiu... - Disse que queria me descobrir.
Logo eu! J� fui descoberta tantas vezes que me chamam Miss Am�rica.
- Cad� mam�e? - No quarto dela.
Boa noite, pessoal, continuam seu jogo.
Obrigada, Boldini. Como vai seu f�gado?
At� mais.
Parece o despertar da primavera.
- Voltei pra casa! - S� podia ser voc�!
Bela maneira de chegar! Acordando os vizinhos com toda essa algazarra.
- O que aconteceu em Atlantic City? - O de sempre.
Despedida de novo. � a sexta vez este ano.
Oh, Sarah Jane, por que n�o consegue segurar um emprego?
Estava certa que desta vez daria certo com o Sr. Greenfield.
Ele tamb�m.
�s vezes acho at� bom Minnie ter morrido, que Deus a tenha.
Pelo menos poupa-a de saber...
...que minha filha n�o virou uma assanhada.
N�o sou! Sou uma mo�a direita.
N�o �, n�o! N�o age, n�o fala e n�o se veste como mo�a direita.
Escuta, m�e, me visto, falo e ajo como quero.
Mas tecnicamente ainda sou uma mo�a direita.
N�o acredito.
Se outra pessoa dissesse isso voc� a mataria.
- Ah, m�e, te amo! - �, n�?
Quando fui para Atlantic City desta vez sabe o que planejei?
- O qu�? - Ia juntar dinheiro...
...pra te comprar um vestido novo, uns m�veis novos pra sala,
uma moldura de prata pra foto da Srta. Minnie...
Sarah Jane, onde est� querendo chegar?
- Me empresta 20 d�lares? - N�o!
Bem que eu sabia. Por que n�o pede um milh�o?
Voc� tem?
Agora que voltou, o que vai fazer da sua vida?
Neste momento vou ver se tem cerveja na geladeira.
Oh, m�ezinha, n�o est� feliz de me ver de volta?
Tchau, Minnie. Te vejo por a�.
Como voc� ousa?
Ah, Srta. Minnie, o que vamos fazer com ela?
Maggie,
Sarah Jane trouxe algum dinheiro?
- Queria 20 d�lares emprestados. - E o Padre McDuffy?
Eu liguei e ele disse que n�o podia fazer nada a respeito do Banco.
N�o se preocupe. Minha hist�ria sobre o Tommy est� cada vez melhor.
Sua imagina��o � muito f�rtil.
A hist�ria que inventei � que ele quer nos pegar de surpresa.
Est� trabalhando, juntando dinheiro...
e logo voltar� dirigindo um carro enorme...
...com teto de vidro e estar� com os bolsos recheados de dinheiro.
Ser� um grande compositor, tocar� para n�s...
...e dir� pra n�o nos preocuparmos.
Boa noite.
Isso � sentimental demais para essa hora da madrugada.
- Toca alguma coisa sua. - Por qu�?
Porque gostaria de ouvir.
Ei, nada mau. Quem sabe eu consigo publicar?
� o que disse h� 3 meses.
N�o � tanto tempo assim, talvez ainda consiga.
Acho que n�o vai. Vou desistir.
- Hm? - Pode acertar minhas contas.
- Como assim? - Cansei de tocar por trocados e promessas.
Cansei de andar armado pra te fazer a vontade.
Quando os tiras aparecerem n�o quero arriscar minha vida s� pra salvar a sua.
Prezo minha vida, � a �nica que tenho.
Ei, vem c�, vem c�.
- Pra onde voc� vai? - N�o sei.
Pra casa da mam�e?
N�o.
Ah, ficar� melhor comigo. Gosto da sua m�sica.
Vamos embora.
Maguire, batida da pol�cia.
Vamos, rapaz.
- George. - O que foi?
Abra o cofre.
O safado do Monks me dedurou.
Desliga as luzes.
Tira a papelada e joga tudo no ch�o.
Tragam os machados.
Pega alguma coisa pra botar fogo nisso.
Bico calado. Vamos, Tommy.
- Cad� o Maguire? - N�o sei!
Me passa o rev�lver.
- N�o, Chips. - Me d� esse rev�lver!
O velhaco do Monks me entregou.
Trabalhando comigo esse tempo todo e me dedura pra pol�cia.
Aonde pretende ir?
Pra completar ainda podem me pegar por t�-lo eliminado.
�s vezes a lei � meio cega.
- Perguntei pra onde voc� ia. - Hm?
N�o sei. Tenho alguns esconderijos...
...mas Monks tamb�m j� deve ter contado.
Ei...
Tua m�e tem uma pens�o, n�o �?
- Como voc� sabe? - Acha que contrato algu�m sem investigar?
Claro, dar� um �timo esconderijo at� meu advogado resolver a situa��o.
Inventamos uma hist�ria para ela n�o suspeitar...
Esquece! J� dei muito problema pra minha m�e.
- Voc� n�o vai ser mais um. - Se fosse voc� n�o agiria assim.
Esquece a pens�o!
Escuta aqui, Tommy.
Por que voc� acha que te dei uma pistola registrada no seu nome?
Os tiras v�o tirar a bala do corpo do Monks.
E se encontrarem a arma do crime?
Ent�o � isso.
Foi pra isso que precisei andar armado pra trabalhar no Cairo Club.
Claro, � sempre bom ter um �libi em caso de emerg�ncia.
Suponha que eu jogue a arma na rua, o que acontece?
Descobrindo que foi ela que matou Monks v�o procurar quem, eu ou voc�?
Eu, claro.
Mas quem disse v�o me encontrar?
Voc� talvez n�o, mas tua m�e com certeza.
�. Como acha que ela vai se sentir...
...quando souber que o filho est� sendo procurado por assassinato?
- Quer acabar com ela? - Safado!
Mas n�o chegar� a isso porque enquanto a arma estiver comigo...
...voc� far� exatamente o que eu mandar.
Agora d� o endere�o pro motorista.
Quem �? O que deseja?
� Tommy.
Tommy!
Tommy!
Sabia que voc� voltaria.
Num carro enorme...
Sabia que voc� voltaria.
Deixe-me olhar para voc�.
Espera, m�e.
Entra.
Este � o Sr. Grasselli.
- Como vai? - Prazer em conhec�-la, Sra. Taylor.
- N�o quer ir at� o sal�o? - Onde?
- O sal�o. - Ah, claro.
Voc� nem imagina como sonhei com isso.
Sim, claro...
- N�o mudou muito. - Precisa me desculpar, Sr. Grasselli...
...mas n�o vejo meu filho h� 5 anos.
Fique � vontade, se ele aguenta eu tamb�m posso.
N�o quer alguma coisa, jantar ou algo para beber?
N�o, obrigado. O Sr. Grasselli quer um quarto. Tem algum?
Sim. No andar de cima nos fundos.
Quem sabe eu posso ficar no quarto cont�guo?
- O que voc� quiser, Tommy. - � que ele n�o gosta de ficar sozinho.
Sou um bebez�o, Sra. Taylor.
Podem me acompanhar.
Que casar�o. Parece um museu.
Espero que goste, Sr. Grasselli. Era o quarto de um senhor idoso.
O que � isso?
Fazia parte de sua cole��o. Ele era um naturalista.
Sr. Grasselli, por favor n�o toque neles.
Pode deixar.
Esse era um dos seus melhores esp�cimes.
Era um homem excepcional. Morreu nessa cama.
Que Deus o tenha.
Pode usar isto se sentir frio.
N�o precisa se preocupar, Sra. Taylor. Boa noite.
Ora, mas ser� um prazer... Esquecemos das malas.
N�o trouxemos. Pegarei amanh� cedinho.
Est� bem. O caf� � �s nove.
Esqueci de dizer. O Sr. Grasselli quer suas refei��es no quarto.
Ele n�o quer sair do quarto.
Mas n�o enquanto eu estiver arrumando.
S�o ordens m�dicas. Estou convalescendo de um colapso nervoso.
- N�o me faz bem ver gente. - Ah, eu sinto muito.
Claro que n�o me incomodo.
N�o pe�o como favor, pagarei por fora.
Deve ter dinheiro sobrando, Sr. Grasselli.
Pagar por fora s� para olhar um quarto sendo arrumado.
Mas se est� doente precisa ir para a cama.
Incomoda-se se esperar a senhora sair?
Eu j� vou. Boa noite.
- Vou aprontar seu quarto. - Obrigado.
Escuta, Tommy, eu...
Sr. Grasselli, o banheiro � no fim do corredor.
Obrigado. Boa noite.
Pode pedir a sua m�e pra largar do meu p�?
- � o jeito dela. - Mas pede mesmo assim.
Odeio m�es. S� me faltava essa.
- Bom dia, m�e. - Boa tarde! O almo�o j� foi servido.
Melhor para minha silhueta.
Se quer comer nesta casa tem que fazer a sua parte.
N�o quero nenhuma refei��o, s� quero caf�.
Talvez prove um peda�o do fil�.
Claro. N�o acredito em dietas.
Que tal umas batatas com o fil�?
Bem, se tiver molho tamb�m aceito.
CHEF�O DO JOGO ESCAPA DA POL�CIA.
g�ngster MORTO DURANTE BATIDA
- Sarah Jane. - Hm?
- Sarah Jane. - Hm?
- Tommy voltou. - Tommy? N�o brinca!
Grande coisa.
Quem diria, Chips Maguire.
J� trabalhei pra ele no Club Villa Paradise.
- Disse que Tommy voltou. - J� ouvi, tudo bem.
Por dentro estou explodindo de entusiasmo...
...mas estou tentando me controlar.
Age como se fosse ontem que ele partiu.
Rapaz bem apessoado. Cad� o rosto dele?
- Bem, o Chips n�o � muito fotog�nico. - Olha essa l�ngua!
M�e, voc� s� pensa nisso.
S� quer dizer que ele nunca se deixa fotografar.
Sobrou merengue de lim�o, voc� quer?
Mais uma mordidinha n�o far� diferen�a.
Tommy trouxe um amigo com ele.
- Alugou um quarto. - �?
- Chama-se Sr. Grasselli. - Nunca ouvi falar.
Ele voltou. Est� no sal�o afinando o piano.
- Vai falar com ele. - Ele que venha falar comigo.
Houve algum problema entre voc�s dois?
Problema? Por que haveria?
Ent�o por que n�o quer falar com ele?
Falar do qu�?
Das cartas que n�o escreveu e dos postais que n�o recebi?
Pod�amos falar dele puxando meu cabelo em crian�a...
...e eu lhe dava um tapa, mas isso levaria a outra briga.
A menos que tenha mudado vamos brigar de qualquer jeito.
� s� uma piadinha e come�a tudo de novo.
- � s� controlar esse seu g�nio! - Controle o seu!
Vamos, Sarah Jane, tente s� esta vez.
Comece com o p� direito dizendo algo gentil.
Verdade, ele est� louco para v�-la!
- Vamos logo! - Por favor.
- Faz o que estou mandando! - Para de me controlar!
Maggie...
- Sabe o que penso? - Voc� n�o pensa, imagina.
Sempre uma hist�ria nova!
Mas esta � de verdade, sobre Tommy e Sarah Jane.
Est�o secretamente apaixonados
...e passados 5 anos est�o com medo do primeiro encontro.
Conversa fiada!
- Oi, fedelha. - Oi, espertinho.
Soube que tinha voltado.
Onde voc� tem andado?
Chicago, St. Louis, San Francisco...
Panam�, um monte de lugares.
E nunca escreveu pra sua m�e. Estava deixando ela louca.
N�o precisa voc� dizer.
Voc� n�o precisa de ningu�m para nada, n�o �?
Se quer dizer que me viro sozinho, tem raz�o.
D� pra ver pela sua cara.
- Tenho me virado bem. - Por que voltou pra casa?
Quem � Grasselli?
- Por que n�o cuida da sua vida? - Por que n�o se joga no primeiro rio?
- Dormiu bem, Sr. Grasselli? - Sim, muito bem.
Bem sossegado aqui, hein?
- Ei, ela mora aqui? - Quem?
- A ruiva que acabou de passar. - Deve ser a Sarah Jane.
Hm, � esse o nome, Sarah Jane.
� filha da Sra. Ryan. � 2 anos mais mo�a que Tommy.
Foram criados como irm�os.
Inventei uma historinha para eles. Quer ouvir?
Mais tarde, Sra. Taylor. Pra ser franco...
...estou tentando chegar ao banheiro.
- De chap�u? - Por que n�o?
Vou resumir minha hist�ria.
Agora que Tommy voltou,
ele vai se dedicar � sua m�sica e tornar-se um grande compositor.
Sarah Jane ser� descoberta e se tornar� uma grande estrela de cinema.
V�o se casar, ficar ricos e famosos e n�o teremos mais preocupa��es.
N�o � maravilhoso?
Parece meio piegas.
N�o gosta de hist�rias, Sr. Grasselli?
Gosto de coisa mais violenta, tipo luta livre,
- ...g�ngsteres, algo mais real... - Quer dizer com vil�es.
�, pode ser.
Mas eu n�o acredito em vil�es, Sr. Grasselli.
- Ah, �? - N�o. Nem na vida real.
Ningu�m � totalmente vil�o, ningu�m � totalmente mau.
Conhe�o gente que gostaria de ouvir isso.
Por favor, n�o fume outro cigarro, Sr. Grasselli.
Olha s�, tudo isso desde ontem � noite.
N�o devia fumar tanto nesse estado de sa�de.
Escuta, Sra. Taylor,
melhor pra minha sa�de seria se parasse de se preocupar com ela.
S� quero cuidar bem de voc�.
Por favor, n�o precisa.
- Sr. Grasselli, voc� � �rf�o? - Por qu�?
Fica t�o estranho sempre que procuro cuidar de voc�.
D� a impress�o de que nunca recebeu amor de m�e.
Acho que j� deve dar para eu ir.
Oh, meu Deus!
Ei!
O que est� bisbilhotando a�?
N�o estava bisbilhotando. S� guardava suas coisas.
Ademais, nossos pensionistas n�o costumam carregar armas em suas malas.
Espera, Sra. Taylor, n�o tire conclus�es apressadas.
� que costumo ca�ar. � um hobby que eu tenho.
Na verdade, assim que melhorar pretendo fazer uma ca�ada.
Por isso eu as trouxe.
- Bem, achei que... - Seria mais que natural.
Desculpe se me exasperei. Espero que me perdoe.
Claro, claro. Mas n�o espalhe por a�.
Os outros tamb�m tirar conclus�es erradas.
Dou-lhe minha palavra. N�o falarei com ningu�m.
Nem para Maggie.
Vou pegar sua comida.
Um m�s � tempo demais para ficar escondido.
Melhor ficar de olho, Tommy. N�o deixe que se arrisque.
Voc� s� fala em Grasselli. E eu?
Voc� estar� bem. � s� fazer o que Grasselli mandar.
Ele gosta de voc�. Est� em boas m�os.
Claro. Me segurando pelo pesco�o.
Boa noite, Tommy. Pode ir, Mike.
Ah, ol�.
Hora de meninas estarem na cama.
Ou n�o precisa de sono da beleza?
Quem � o homem de maleta e chap�u que sempre vem visitar o Sr. Grasselli?
Seu m�dico, o Dr. Roberts.
Ah, seu m�dico.
Se est� t�o doente por que n�o vai para um hospital?
Que nariz grande voc� tem, vov�,
O suficiente pra n�o gostar do cheiro do Sr. Grasselli.
Estava brincando. Mas por que ele nunca sai do quarto?
- De quem ele est� se escondendo? - N�o est� se escondendo.
O coitado s� quer ficar de repouso.
Parece que est� sendo dif�cil.
- � amigo chegado? - Sim.
Vai ajudar a publicarem minha m�sica.
Isso se eu puder me concentrar.
Estranho. N�o sei de nenhum agente chamado Grasselli.
Tem muita coisa que n�o sabe. Agora me deixa trabalhar.
Com todo prazer!
- Ainda est� a�? - N�o vai conseguir me irritar.
Contanto que n�o invente outra pergunta.
N�o. Chega de perguntas.
Que tal me dar uma pala das suas m�sicas?
Claro.
N�o achei que estivesse interessada.
Puxa vida, onde voc� aprendeu a fazer isso?
J� ouviu falar em genialidade?
Nem d� pra acreditar. Escrito e tudo.
N�o sabia que era t�o sabido. Onde voc� aprendeu a escrever m�sica?
Uma das coisas que aprendi por a�.
Que maravilha! Tem mais alguma?
Demais. Olha.
Me deixa cantar uma?
- Desde quando voc� canta? - Sempre cantei.
Ah, me lembro. Voc� e os gatos da Srta. Minnie.
Se aguentou os gatos vai conseguir me aguentar.
Quisera eu ter alguma coisa c�mica. Acho que seria mais apropriado.
Toma essa.
"Angel in Disguise", letra e m�sica por Tommy Taylor.
N�o, mais baixo.
Mais baixo ainda.
Afinal, em que tom voc� canta?
Toca no seu tom e eu canto no meu tom. Veremos no que d�.
Queria ter quatro m�os. Duas pro piano e duas para os ouvidos.
Chega pra l�.
# Tu �s um anjo disfar�ado #
# Descido do c�u pra namorar #
# �s um fasc�nio inesperado #
# Descido � terra pra me fazer amado #
# ...� t�o emocionante # # Que me faz acanhar #
# Ensinarei minha t�mida alma a voar #
# N�o sei o que fazer #
# Me pegaste de surpresa #
# Talvez o melhor a se fazer #
# Cortando tuas... #
Tenta de novo.
# Cortando tuas asas #
# E para o c�u jamais... #
# Terei um anjo disfar�ado #
# Pra sempre nos meus bra�os enla�ado. #
Ent�o, melhor que os gatos da Srta. Minnie?
Acho que empatou.
Tommy, acho que dev�amos trabalhar juntos.
- Seria bom. - Seria �timo.
- Mas morrer�amos de fome. - N�o.
Quem sabe seu amigo n�o arranja alguma coisa pra n�s dois?
Que tal prepararmos uns n�meros?
- Poder�amos ficar aqui em baixo e... - Trancar as portas.
Sim. E levantar paredes ac�sticas.
Talvez a� voc� parasse de me encher com o Grasselli.
- Vamos outra vez. - T� certo.
# Voc� � um anjo disfar�ado #
# Descido dos c�us pra namorar #
# � um fasc�nio inesperado #
# Descido � terra pra me fazer amado #
- Devia ter mudado de roupa. - N�o, voc� est� muito bem.
- Isso � o almo�o do Sr. Grasselli? - Hm, cada dia mais esperta.
Como � a pe�a?
N�o � uma pe�a, � um homem muito simp�tico.
- Ent�o por que Tommy tem medo dele? - Nunca soube disso.
A� tem coisa.
- Voc�s v�o entrar? - Sim.
- Ent�o tamb�m vou. - Acho que ele n�o gostaria.
Tr�s pessoas arrumam mais r�pido.
Nunca te vi se oferecendo para ajudar.
Sou outra mulher. Pronta para qualquer servi�o.
Est� � curiosa! Xispa!
Xispa!
- Quem �? - Sra. Taylor. Almo�o!
Pode entrar.
Quem � essa?
� minha s�cia, a Sra. Ryan. Ela n�o aguentava mais.
- Mas eu n�o disse... - Prazer em conhec�-lo.
Trouxe um refogado de carne pra te fortalecer.
Com comida minha doen�a n�o tem vez.
- N�o gosto de refogado de carne. - Mas vai comer.
- Quem disse? - Veja l� como fala, rapaz!
J� tratei de gente pior que voc�.
Tira esse charuto da�.
Tira!
Prova!
Por favor, Sr. Grasselli.
E nada de careta! Doente nunca gosta do que faz bem.
- Engole! - Por favor.
Agora s�o duas m�es.
Faz duas semanas que n�o larga dessa cortina.
Ele nunca sai do quarto?
S� para ir ao banheiro.
E mesmo assim s� vejo passar um robe de chap�u tapando o rosto.
Ah...
Ora, ent�o � a Sal.
Ent�o o Sr. Grasselli � Chips Maguire.
Burrice minha n�o ter adivinhado.
Olha que sou muito perseguido mas nunca fui emboscado num banheiro.
S� queria saber no que Tommy estava metido.
Bem, agora j� sabe.
Algo me dizia que era encrenca pra todos n�s.
Encrenca � meu neg�cio quando algu�m se mete comigo.
Incluindo mulheres que veem demais.
Guarda tuas bravatas pros teus capangas. � comigo que est� falando.
Como � que o Tommy foi se meter com voc�?
- Por que n�o pergunta a ele? - � o que farei.
Espera, Sal.
Agora que sabe que sou eu, n�o d� pra vir conversar comigo?
- Por qu�? - Estou entrando em parafuso.
Trancado num quarto cercado de m�es vendo se lavei bem atr�s das orelhas...
...e macacos pendurados pelas paredes.
- Est�o come�ando a fazer careta para mim. - Por que n�o faz tamb�m?
Mate eles de susto.
- Tommy. - O que voc� fazia ali dentro?
Esfregando as costas de Maguire, o que voc� acha?
Entra aqui!
- N�o precisa ser bruto. - Agora estragou tudo bisbilhotando.
N�o estraguei nada, s� esclareci a situa��o.
Ah, claro!
Tommy, voc� est� em apuros?
- O que ele te contou? - Nada.
Ent�o � a segunda vez que recebe a mesma resposta.
Tommy, s� estou falando como amiga.
- J� tenho um amigo. - Grasselli?
Escuta, Tommy...
N�o precisa me contar nada que n�o queira.
Mas se se abrisse comigo eu agradeceria.
Estou trabalhando para o Chips.
- Fazendo o qu�? - Tocando piano na boate.
Ah...
A� ele entrou numa fria e n�o tinha onde ficar.
S� fiz como favor pelo que ia fazer por mim.
O qu�, pegar cadeira el�trica?
N�o, publicar minha m�sica.
Ele tem influ�ncia com as pessoas que contam.
Como voc� � ing�nuo.
N�o percebe que � uma arma��o?
Conhe�o gorilas como ele e sei o tipo de amigo que pode ser.
S� promete enquanto pode te usar depois te esquece.
Tem que bot�-lo na rua!
- N�o podemos fazer isso! - Por que n�o?
Talvez tenha raz�o.
O mal j� est� feito. Alguns dias mais n�o far�o diferen�a.
E j� que est� aqui por que n�o tirar vantagem?
Que alegria � essa? Anivers�rio de algu�m?
Tommy, pode guardar um segredo?
O Sr. Grasselli vai descer para jantar hoje.
- O Sr. Grasselli vai fazer o qu�? - E n�o diga que contei.
Pra que ele vai fazer isso?
R�pido, est�o chamando para jantar.
- N�o gosto muito dessa ideia. - Deixa de ser medroso!
S�o apenas pensionistas. Tudo gente boa.
O que � isso?
Deve ser uma lembran�a da Sra. Flint.
- O que de quem? - Srta. Flint.
Estava at� admirada por que ela parou de se imaginar sendo seguida por homens.
A vida toda ela tem esperado seu grande momento.
- Parece que � voc�. - Agora � que n�o vou.
N�o pode desapontar mam�e e a Sra. Taylor. Est�o contando com voc�.
O que eu tenho a ver com as velhas?
Bem, voc� n�o faria por mim?
Sim... claro, por voc� eu faria.
- Vamos tomar o caf� no sal�o? - Mas claro, Sra. Taylor.
O que a Srta. Minnie diria se fosse em outro lugar?
A� poderemos dar a surpresa ao Sr. Grasselli.
Que surpresa?
Uma boa surpresa para comemorar seu primeiro dia fora do quarto.
Isto se todos concordarem. Foi ideia da Sarah Jane.
N�o imagina quanto talento temos nesta casa. Sr. Grasselli.
De vez em quando fazemos uma apresenta��o de vaudeville.
- O Sr. Salmon recita sua poesia... - Oh, n�o, n�o faria isso.
O terceiro poema que recitarei � dos meus tempos no interior.
Dias em que se vivia de forma libert�ria e impetuosa,
o que resultou em obras carregadas de uma beleza mais carnal.
Chama-se "Queixume a V�nus".
"Queixume a V�nus".
� V�nus, nascida dos mares, quente e langorosa
De homens e deuses �s tormento e alegria dadivosa
Erguida pelas ondas em todo teu resplendor, � cruel encantadora,
Teu desejo diz-me qual �.
Teu pulso firme inabal�vel,
Tua forma opulenta feito a mar�
�s divina demais para que nunca tenhas tocado com tua proa prateada
A corredeira da paix�o incensada
Teu desejo diz-me qual �.
Sair daqui.
Sobre um penhasco banhado de luar,
Num sonho vi-me como a marolar
� volta de tua concha n�car Que Netuno fazia balan�ar
A saltitar diante de tua beleza perolada
A saltitar diante de tua beleza perolada
Ele j� disse isso.
Teus cabelos a destilar
Em c�rregos de amor...
- Baboseira. - Sil�ncio!
De puro e doce desejo.
Ele n�o � maravilhoso?
Gra�as a Deus que acabou.
Sr. Salmon, foi lindo, foi singular.
- Poderia recitar tudo de novo? - Mas claro, com prazer.
Por que preciso sair para preparar meu ato. Obrigado.
- � V�nus... - Espera...
Fanto, vamos.
� V�nus, nascida dos mares, quente e langorosa
De homens e deuses �s tormento e alegria dadivosa
Senhoras e senhores, o grande Boldini.
Senhoras e senhores...
Por favor!
Senhoras e senhores...
Lamento dizer que n�o estou acompanhado das minhas seis dan�arinas romanas
e que o palco seja pequeno demais para uma apresenta��o...
... � altura do grande Boldini.
Contudo, faremos o poss�vel...
...e � com prazer que lhes apresento...
Fanto, o cachorro-maravilha mais famoso do mundo.
Por favor, lembrem-se,
Fanto � apenas meu coadjuvante.
Eu sou o grande Boldini. Obrigado.
Pobre Boldini e seus truques surrados.
Professor.
Prepararei um omelete.
Um omelete, isto �... um omelete.
Nesta panela.
Pego um ovo.
Quebro-o.
Pego outro ovo.
Tamb�m o quebro.
Um pouco de pimenta.
Sal.
Mexo.
Pego um f�sforo.
Olha s� o Fanto.
Nunca vi um cachorro t�o esperto.
Cachorro maravilhoso, esperto.
N�o se esque�a que � s� o coadjuvante.
Depois a gente conversa.
Sua aten��o, por favor.
Apresentarei meu truque mais sensacional.
Sem a ajuda de Fanto.
E assim, eu sinto dizer, encerro minha apresenta��o.
- Esse cara � �timo. - Por favor.
Professor.
Produzirei dois enormes vasos com peixinhos vivos.
Surgir�o a partir do nada.
E provo para voc�s...
...que n�o h� nada escondido ou disfar�ado...
...sob minha capa, meu figurino, meu corpo...
...ou o que quer que seja.
Est�o prontos?
Sim, continua.
Olhem atentamente.
Olhem atentamente.
Atentamente.
Fanto!
Sr. Boldini. Sr. Boldini!
N�o fique assim. Voc� foi um sucesso!
N�o era para ter acabado daquele jeito.
- Culpa dele! - Mas voc� n�o est� entendendo.
O Sr. Grasselli disse que nunca viu nada t�o engra�ado.
Vamos, desce para l� conosco.
Tommy e eu vamos nos apresentar assim que eu mudar de roupa.
N�o, nunca mais. Nunca mais.
Senhoras e senhores, a m�sica sertaneja parece estar em voga...
...ent�o entrei na dan�a e compus uma chamada "Serenada Sertaneja"
# Toda noite... #
# Sob o luar l� no Rio de Janeiro #
# Vem um homem tocando um instrumento #
# Com um chamativo sombrero #
# E a m�sica que nos traz # # e t�o bem solfeja #
# Chama-se Serenata Sertaneja #
# Sim, senhor, � um grande trovador #
# E estar� em tudo quanto � pra�a #
# Sim, senhor, ele � encantador #
# Deixando � volta toda sua gra�a #
# Todas as senhoritas formam # # Um coro que verseja #
# A Serenata Sertaneja #
# Sim, senhor, � um grande trovador #
# E estar� em tudo quanto � pra�a #
# Sim, senhor, ele � encantador #
# Deixando � volta toda sua gra�a #
# Todas as senhoritas formam # # Um coro que verseja #
# A Serenata Sertaneja #
# A Serenata Sertaneja #
# A Serenata Sertaneja #
O Sr. Grasselli foi muito gentil em substituir o Sr. Boldini.
Agora faz parte do grupo.
�... legal, n�o?
- Os dois est�o demorando. - Gente apaixonada � assim.
Lembra do que falei?
Viu s�? Est� se tornando realidade.
- Sinto muito, senhoras, ganhei. - Outra vez o Sr. Grasselli!
- Toma um amendoim. - Voc� que coma.
Devia estar feliz pelo Maguire ter gostado do nosso n�mero.
Fomos �timos. N�o viu como ele ficou aceso?
Hm-hm.
N�o pode esperar que ele reaja da mesma forma comigo e com voc�.
- Tem raz�o. - Ent�o por que est� assim?
Falei para se afastar do cara.
Tamb�m falou que ele ia te ajudar mas n�o � o que estou vendo.
Escuta, Tommy, deixa ele comigo.
Talvez eu consiga alguma coisa dele.
Talvez consiga mesmo, se quer tanto assim.
Obrigado.
Tommy!
Tommy!
Desculpe, Tommy, me desculpe!
Mas tentar te ajudar � como tentar levantar o Empire State Building com uma s� m�o.
Ningu�m pediu sua ajuda.
Talvez algum dia voc� me conte o que fizeram com voc�...
...nesses 5 anos para estar agindo desse jeito.
Nossa, Sr. Grasselli, adoro ver como embaralha e d� as cartas.
Teu amigo Grasselli est� te esperando acordado.
- Boa noite, Tommy. - Boa noite.
Ent�o, como est�o as coisas?
- Chega aqui para me dar sorte. - Ele nem precisa.
Ensinaram a ele como jogar?
O Sr. Grasselli aprendeu bem r�pido.
O Sr. Grasselli ganhou todas as partidas exceto uma.
- Sorte de iniciante. - Ele � nosso crupi�.
Ele d� as cartas muito melhor que n�s.
Bem, que tal fecharmos com esta partida?
Opa, foi mau.
Hm... parece que ganhei de novo.
- Nunca vi nada igual. - Nem eu.
Eu atendo.
Obrigada.
BANCO DE INVESTIMENTOS GIBRALTAR NOVA YORK Carta Registrada
M�e, que carta � essa do banco pra voc� e a Sra. Taylor?
O banco? Como vou saber?
Onde botei meus �culos?
- Eu leio para voc�. - Oh, n�o...
Bem, � melhor que fique sabendo.
Senhoras, esta � a �ltima notifica��o...
para quita��o dos impostos vencidos do seu im�vel...
...no montante de US$1.189,64...
...com vencimento amanh�.
Caso contr�rio entraremos imediatamente com ordem de despejo.
Sinceramente...
Puxa!
Bem, agora j� sabe.
- N�o que seja problema seu. - �, sim, se v�o ficar com a casa.
Pois n�o v�o.
A Srta. Minnie a deixou pra gente e banco nenhum vai tir�-la de n�s.
N�o podem!
O que seria do Sr. Van Diver, da Srta. Flint e do Sr. Boldini?
Como diz a Nora, sempre tem uma sa�da.
Via intima��o j� ser� uma.
Puxa, m�e, desculpe. Isso n�o � hora para brincar.
Tenho at� abusado de voc�...
...morando aqui �s suas custas e pedindo dinheiro emprestado.
- Por que n�o me contou? - N�o quis.
E n�o me conte pro Tommy.
Nora n�o quer preocup�-lo.
Algu�m tem que se preocupar.
Talvez seja eu.
Puxa, me sinto at� estranha tendo alguma responsabilidade.
- Sim, quem �? - Eu.
Entre.
Pode entrar.
- Feche a porta. - Uh-uh.
Melhor n�o. Mam�e ficar� pensando no purgat�rio.
- Onde ela est�? - N�o vai nos incomodar.
Espero n�o estar atrapalhando.
- Eu te convidei, n�o foi? - Assim t�o tarde.
Ora essa. Senta a�.
Estava querendo falar com voc� a noite toda.
Pensei que estivesse me esnobando mas agora vejo...
Vim aqui para te contar uma coisa.
Espera, primeiro deixa eu te contar uma coisa.
Tenho te visto h� anos pela Broadway, mas para mim voc� era s� Sal.
Uma vedete sempre metida em fria.
Mas hoje voc� chamou minha aten��o.
Fiquei ligado, e farei algo a respeito. Voc� tem talento, garota.
Se for esperta vai fazer sucesso.
Bem, o que voc� queria me contar?
De todos os vigaristas que conheci voc� � o mais safado.
Como assim?
Roubando no jogo numa mesa de velhinhas.
Quem estava roubando?
Puxava cartas at� das orelhas da Srta. Flint. Eu vi!
Ah...
Bem... e da�?
Tenho direito de me divertir. N�o era a dinheiro.
Mesmo se fosse a dinheiro.
Acabou com a divers�o delas. � tudo que elas t�m.
N�o tinha pensado nisso.
Mas tamb�m tenho direito de me divertir, n�?
J� virou at� h�bito. � s� botar um baralho na m�o...
Era s� isso que tinha a dizer. Boa noite, Sr. Grasselli.
Espera a�, Sal. Espera!
- N�o vai contar, vai? - Pra quem?
- Pras velhas. - Vai dizer que se importa.
Eu n�o, mas elas sim.
Quer mesmo limpar sua barra?
- Com voc� tamb�m? - Hm-hmm.
Claro. Como?
Bem, as duas est�o duras. Perder�o a casa se n�o for feito nada.
Ah...
- Estamos falando de quanto? - US$1.189,64.
64 centavos, hein?
Impostos que vencem amanh�.
Pensei que estivesse falando de dinheiro gra�do.
Tudo bem, fa�o tua vontade.
- � uma promessa perigosa. - Espera, n�o vai t�o r�pido.
Tive uma ideia.
Aposto que tem mesmo.
S�rio. Pensei nisso enquanto estava l� embaixo com as velhas.
O dinheiro dos impostos s� faz adiar o problema delas.
- Esta casa precisa ser autossustent�vel. - Sim, mas como?
Abrindo uma boate.
- Aqui? - Claro!
Uma coisa nova, entende?
Estava at� curtindo o ambiente l� embaixo hoje.
Podemos manter os m�veis, as cortinas e tal...
...e preservar esse clima caseiro tradicional.
Serve-se a comida da tua m�e e ser� um sucesso.
Pagar�o o que se pedir.
Ser� pequeno, exclusivo e caro.
Faremos uma pista de dan�a no lugar do sal�o e da sala de jantar.
E uns n�meros pra entreter os clientes.
Tipo o Boldini esta noite.
Voc� e Tommy cantando, � sucesso garantido.
E voc� ter� sua chance.
J� imaginou mam�e e a Sra. Taylor tocando uma boate?
Elas n�o, eu.
J� sei at� o nome.
Roaring 90's.
Qual � a jogada, Chips?
Vou acabar louco nesta gaiola de macacos.
Preciso agitar!
Tem certeza que � s� isso?
Bem, talvez sim...
...talvez n�o.
Que mais?
Vai dizer que est� se afei�oando a mam�e e � Sra. Taylor.
Acreditaria se estivesse?
Se est� pensando em n�s dois vai tirando o cavalinho da chuva.
Pede e n�o promete nada, hein? Voc� � demais, Sal.
Mas deixa pra l�, depois a gente fala disso.
- E quanto � boate? - Falarei com Tommy.
Tudo? Incluindo n�s dois?
N�o ponha a m�o onde o bra�o n�o alcan�a.
Passeando pelo parque um dia, bum, bum,
Num belo m�s de maio eu ia, bum, bum,
Fui pego de surpresa por dois olhos de princesa...
Pronto, Chips, este quarto j� foi alugado pra outra pessoa.
Fa�a suas malas e saia!
Deve ter tomado sol demais. Est� muito esquentado.
Chega de conversa. Ouviu o que disse!
Disse que era uma p�ssima ideia traz�-lo aqui.
Pelo menos voc� prometeu ficar no quarto.
Mas n�o se satisfez.
Desceu e assim que p�s os olhos em Sarah Jane...
V�-se que � compositor. Parece at� letra de balada.
Namoradinha de inf�ncia.
Voc�s n�o s�o mais crian�as. Crian�a cresce.
Sal j� � vivida. Sabe o que quer.
Vai sair ou tem que ser � for�a?
Melhor n�o bancar o valent�o. Esqueceu do arranjo?
Que tal contar at� dez?
J� passei dos dez! Vou abrir o jogo!
Posso te enfrentar porque n�o importa mais o que possa acontecer comigo.
Mas voc� se importa.
Esfria. Tem muita coisa que voc� n�o entende.
�? O qu�?
Bem, tua m�e e a Sra. Ryan est�o duras.
N�o sabia?
- Como assim? - Falo s�rio.
V�o ser postas na rua se nada for feito.
Tive que adiantar uma grana para n�o serem despejadas.
Voc� � mestre em deixar a pessoa sem a��o, hein?
N�o perca a esperan�a. Pode ser que as velhas nem aceitem.
Ademais, o que a Srta. Minnie diria...
de gente bebendo e dan�ando pela casa?
Pior seria se visse seus m�veis sendo leiloados por a�.
Talvez d� certo, Maggie. Aposto que...
Para, Nora. Vai come�ar de novo?
Conhe�o essa cara. J� est� inventando alguma hist�ria.
- Como sabia? - N�o � � toa que moro com voc� h� 40 anos.
J� se imagina at� dona de uma cadeia de boates.
Comprando presentes caros para os pensionistas.
Sarah Jane uma grande cantora de �pera.
Tommy um compositor famoso.
Dirigindo um carr�o com teto de vidro.
- Talvez seja assim mesmo. - Claro, m�e.
Esta � a cozinha. Desculpem se atrapalho.
Henry, suas futuras patroas. Sra. Ryan, Sra. Taylor...
- J� conhece a Srta. Ryan. - Oi, Pepi.
- Este � o Sr. Henri Pepi de Bordeaux. - Sr. quem?
Henri Pepi de Bordeaux.
- Pag�o, n�? - Pag�o? Quem ela pensa que �?
Ele � um mordomo, m�e!
Sim, e um dos melhores do ramo.
Ent�o, Henry, d� pra fazer disso uma boate?
O que tem em mente, lugar bacana ou muquifo?
Benza Deus!
Falamos dos detalhes depois. Que tal a cozinha?
N�o serve. A primeira coisa a fazer � jogar fora este fog�o...
...e instalar tr�s novos.
Botamos abaixo essa parede...
O que se pode fazer com isso?
Isto � lindo, pode ficar.
Isso vai... isso n�o serve para nada...
Entende? Jogamos tudo fora e constru�mos uma cozinha nova.
Ningu�m vai derrubar paredes ou mexer no fog�o da Srta. Minnie.
- N�o nesta cozinha! - Calma, m�e!
Acalme-se voc�! E tirem esse pag�o daqui!
- Pag�o, ouviu s�? - Ouvi, sim.
Tem raz�o, Sra. Ryan, a cozinha ficar� do jeito que est�.
- Mas, chefe... - Como est�!
Aqui quem manda � Sra. Ryan, entendeu?
- Entendo mas n�o gosto. - E eu n�o gosto de voc�!
- Pois eu fiquei louco por voc�. - Chega! Fora daqui!
Chega, Henri, obrigado por ter vindo.
- Muito bem, adeus. E buu! - Buu pra voc�!
Gostei dela...
Botar parede abaixo, trocar fog�o! Pag�o safado!
Me desculpe se ele te aborreceu, Sra. Ryan.
Tudo bem, Sr. Grasselli, n�o foi culpa sua.
Ent�o, m�e, que tal o plano dele?
� maravilhoso. E tudo por mim e Maggie.
Ent�o, m�e?
N�o digo que n�o... nem que sim...
...at� falar com o Padre McDuffy.
Bem, se o senhor concorda.
Contanto que seja um local simp�tico onde se possa comer e se divertir...
...como Sarah Jane diz, n�o vejo mal algum.
O que est� fazendo, Nora?
Acendendo uma vela votiva pela boa a��o do Sr. Grasselli.
Padre McDuffy, nunca conheci alma t�o boa.
Que ideia mais absurda. Faz disso seu esconderijo...
...depois transforma numa boate e convida todo mundo.
Tenho que fazer alguma coisa sen�o enlouque�o.
N�o preciso aparecer. Ficarei dentro do quarto.
E se entrar numa fria o rapaz leva a culpa.
� o Grasselli!
� ele mesmo!
Oh...
Oh...
Oh, minha nossa!
Nossa!
Oh...
Obrigado, nos falamos mais tarde.
Mas insisto que evite se sobrecarregar.
Lembre-se que ainda n�o teve alta.
Sr. Grasselli!
Preciso muito falar com voc�.
Se � sobre o figurino de Sarah Jane, fale com ela.
N�o, � sobre voc�. Melhor entrarmos para ningu�m ouvir.
- Ah, isso � que n�o. - Isso que sim.
- Afinal, o que foi? - Tive uma ideia.
- Descobri uma coisa. - Com certeza.
Por que n�o desce e termina seu croch�?
Sei de uma coisa mas n�o vou contar...
...mam�e j� tem muito com que se preocupar.
- O que deu em voc�? - N�o acha melhor fechar a porta?
- Nada feito. - Mas eu sei quem voc� �.
Voc� o qu�?
Li na revista 'Perfect Detective'. Tem um monte de fotos suas.
A maioria de chap�u e cara tapada. Mas tem uma em crian�a no reformat�rio.
Deixa ver isso!
- N�o sou eu. Voc� se enganou. - N�o me enganei, n�o.
Eu sei. Vi logo em seus olhos ardentes e dominadores, Chips Maguire.
N�o sou eu. Meu nome � Grasselli!
N�o � n�o, Chipsy.
- Me chame assim de novo e eu... - Ah, voc� � maravilhoso!
Voc� � maluca!
N�o sou n�o. Nunca aconteceu na em toda a minha vida.
- Mas agora vai... - E de repente convivo com um fugitivo.
S� de pensar que voc� � meu prisioneiro. Todo meuzinho.
- Acho que vou ter um treco. - Espero que tenha.
Nossa, conheci um g�ngster!
Chips, est� tudo resolvido com a igreja.
- Pois est� tudo desfeito. - O que foi?
- A doida da Flint sabe quem eu sou. - Como pode?
Por que n�o me disse que ela lia casos policiais?
Eu n�o sabia.
- Agora sabemos. - O que vai fazer?
- Vou me mandar. - N�o pode fazer isso, Chips.
Quem sabe eu dou um jeito? Pelo menos me deixa tentar.
- Como? - Sei l�. Pensarei em alguma coisa.
Essa � a c�pia de um dos vestidos mais bonitos que fiz para a Srta. Minnie.
O que � isso, por que est� t�o agitada?
Estou mesmo. � por causa de um segredo.
- Que segredo? - N�o posso contar.
Mas acho que acabarei tendo que contar.
N�o aguento mais.
Dezessete.
� sobre uma pessoa que voc� conhece.
N�o me pergunte quem. Algu�m aqui nesta casa.
N�o � um horror isso que fazem em Nova York?
Estou lendo aqui que mataram outro caguete.
N�o diga. O que � um caguete?
Caguetar � contar coisas que voc� sabe.
- Segredos? - Hm-hmm.
- Nossa. - Escuta s�.
Oper�rios trabalhando hoje no North River fizeram uma escabrosa descoberta...
...ao dragarem um barril contendo o cad�ver de um homem torturado...
e colocado no barril cheio de cimento.
Que horror.
O corpo estava em perfeito estado de conserva��o...
...em decorr�ncia do cimento que impediu a entrada de ar.
- N�o � terr�vel. - Horr�vel!
Tem mais!
A aut�psia revelou que o homem fora torturado antes de morrer.
Em seu pesco�o encontrava-se ainda o arame com que fora garroteado.
O que � garroteado?
Morte por asfixia lenta.
N�o me sinto muito bem, eu...
Oh...
Ah, isso tamb�m mexe muito comigo, querida.
Mas fica pior.
Parece que o homem tinha a l�ngua solta...
...e deu uma pista para a pol�cia que levou � pris�o de um g�ngster.
O corpo foi reconhecido pelos dentes.
Os dente de ouro pelos quais era famoso,
...foram-lhe arrancados provavelmente em vida.
- Quer ver a foto do barril? - N�o, n�o!
- Onde voc� vai? - N�o estou me sentindo bem...
- Vou me deitar. - Mas temos que terminar.
Outra hora.
Ah...
� voc�, Chips... isto �, Sr. Grasselli.
Ol�
- Coitada dela. - O que voc� fez com a maluca?
S� dei um susto nela. Pode ficar sossegado.
# Ela � filha de Rosie O'Grady #
# Como ela n�o se faz mais #
# N�o liga pra joias, de ouro ou rubi #
# Nem roupas caras, sedas ou tafet�s #
# A mo�a � simplesmente demais #
# Quando a conheceres ver�s #
# Toda a alegria que a filha # # De Rosie O'Grady me traz #
Por aqui, Sra. Taylor. Reservei uma mesa especial para seu grupo.
Obrigada.
Sra. Taylor, quem s�o todas essas pessoas estranhas?
Elas me assustam.
Acho que agora � assim em Nova York.
A Srta. Minnie n�o vai gostar.
Est� meio diferente do que eu imaginei ao inventar a hist�ria.
Onde est� o quadro da Srta. Minnie?
Trouxe voc� c� pra baixo, Srta. Minnie.
N�o ia deix�-la no meio daquela balb�rdia.
Vamos, r�pido a�!
Ah, Mama! Estamos entupidos de gente!.
Eu te mostro o que � entupido!
Gostei dela, o que estraga � o temperamento!
- Com os cumprimentos do Sr. Grasselli. - Nossa!
Nunca tomei champanhe. Pode ser que me acalme.
Ui. Ui.
Pode entrar.
- E a�? - Maravilha. Todo mundo est� a�.
- �timo. Tem certeza? - At� agora, sim.
- Me mantenha informado. - Sim, senhor.
Vou acabar louco neste quarto.
Ah, meus amigos. Fiquem � vontade.
O Sr. Grasselli mandou dizer que � tudo por nossa conta.
Oh, perd�o.
Gar�om, mais uma garrafa! Esta est� vazia.
Outra garrafa de champanhe.
Acho que tomarei s� mais um golinho.
Estou t�o nervosa que acho que vou acabar maluca.
Sempre que saio de casa sou seguida.
- Ainda seguida por jovens, Srta. Flint? - Jovens n�o.
Homens selvagens. G�ngsteres querendo se aproveitar de mim.
Por que um g�ngster iria se aproveitar de voc�?
Nem queira saber, Sra. Taylor, nem queira...
Gar�om, o vinho!
Acho que esqueceu.
Senhoras e senhores!
Bem-vindos ao Roaring 90's.
Vamos dar in�cio � nossa extravaganza extravagante.
Com os 'Four Ladykillers' e suas can��es picantes!
E aqui est�o eles!
# Lembran�as #
# Lembran�as #
# Sonhos de tempos passados #
# Todo mundo adora uma mocinha bonita # # Por isso me apaixonei por voc� #
# Mocinha bonita, mocinha bonita #
# Todo dia, toda noite # # Como nos divertimos #
# Sem dinheiro, mesmo assim, # # Como nos divertimos #
# Pensem o que for #
# � sempre um primor #
# O conforto de minhas lembran�as #
# Minhas lembran�as #
Entra.
Voc� viu o Tommy?
- Puxa, est� demais! - Perguntei se viu Tommy.
- Como, trancado neste quarto? - J� procurei por todo e n�o o encontro.
- Daqui a pouco aparece. - Sei n�o. Ele tem andado muito esquisito.
Devia estar pensando em mim hoje e n�o naquele garoto.
Preciso de um pianista.
- Chefe. - Fora.
N�o, espera, o que foi?
- O m�gico diz que n�o vai se apresentar. - Quem, Boldini?
Disse que riram dele da �ltima vez e n�o admite que se repita.
N�o quer que riam, �?
Chips, voc� n�o pode descer!
Vou dar um jeito no Boldini. Ningu�m vai me ver.
Mas prometeu que ficaria aqui em cima.
N�o se preocupe. Estou blindado de todos os lados.
N�o vou! V�o rir de mim! N�o vou!
O n�mero � para rir!
Sei que � dif�cil para um canastr�o bancar o canastr�o...
...mas � isso que voc� �, um m�gico canastr�o.
Agora v� e fa�a teu ato!
Tem que ser na for�a. S� consegue ser engra�ado estando danado.
Quanto mais melhor.
Espero que seja engra�ado, danado ele est�.
Pobre Boldini, est�o rindo dele de novo.
Pobre Srta. Flint.
N�o acha que j� bebeu demais, querida?
- Para, tira a m�o. - Nossa.
Bebe do seu.
Ohh!
- N�o vou aguentar... - J� disse que chega.
Prepara o barril e o cimento e arranja bastante arame.
Oh... oh... eu...
N�o posso ficar... tenho que ir!
Volte logo, sen�o perder� Tommy e Sarah Jane.
Sarah... n�o...
Oh... cruzes!
- Me leve pra delegacia mais pr�xima. - Sim, senhora.
Len�o.
Isto � um len�o.
Sente-se, coadjuvante.
Obrigado.
Me prenda. Voc� tem que me prender.
Escuta, mo�a, n�o podemos prend�-la se n�o fez nada.
Tem que me prender. Sou uma cidad�. Tenho meus direitos!
Escuta s�, estamos lotados.
N�o podemos admitir o primeiro que entra.
Por favor, seu juiz, me prenda.
Ele vai dar sumi�o em mim s� porque sei demais.
J� est� com o barril e o cimento prontos.
- Me desculpe, juiz. - Ei, espera a�.
Acho que andou bebendo um pouquinho demais.
Uma boa noite de sono d� jeito nisso.
Mandarei o Guarda Pinkus te acompanhar at� sua casa...
...e se sentir� melhor quando acordar.
Obrigada, seu guarda, pela gentileza...
Oh, n�o! Pra casa n�o!
N�o posso ir pra casa! Ele est� l�.
- Quem est� l�? - Grasselli!
Ele vai arrancar meus dentes!
Vai me enfiar num barril cheio de cimento e me atirar no rio.
- Quem � ele? - N�o posso contar, n�o posso!
Produzirei um enorme vaso de peixinhos dourados...
...que surgir� do nada.
Olhem com aten��o.
Com licen�a.
Olhem com aten��o!
As m�os s�o mais �geis que os olhos.
N�o sei por que estou aqui, mas aqui estou eu.
- Onde est� a Srta. Flint? - Ela j� volta.
Mo�a, faz o favor de deixar a gente em paz.
N�s gostamos daqui, � como se fosse nossa casa.
Digo e repito, voc�s t�m que me prender.
T� dando saudades at� da minha sogra.
N�o est� me ouvindo? O Sr. Grasselli...
J� sei, vai te enfiar num barril com cimento e te jogar num rio...
- Mas n�o existe nenhum Sr. Grasselli! Existe, sim...
- O que est� acontecendo, Sargento? - Nada, Danny.
Nada mesmo!
Essa mulher quer ir em cana s� porque deu na telha...
...que um g�ngster chamado Grasselli est� atr�s dela.
Grasselli, hein? Como � esse cara?
- Parece com Chips Maguire. - Chips Maguire?
- Disse Chips Maguire? - N�o!
- Disse, sim! N�s ouvimos. - Onde ele est�?
- N�o sei! - Como ele �?
- Onde ele mora? - N�o sei!
- Onde voc� mora? - N�o sei!
- Como � seu nome? - N�o sei, n�o sei, n�o sei...
# Querido, os anos est�o passando #
# Cabelos grisalhos v�o avan�ando #
# Hoje cobrem minha fronte #
# Enquanto a vida se afasta no horizonte #
# Mas, meu amor, tu ser�s, ser�s #
# Sempre jovem como tempos atr�s #
# Mas, meu amor, tu ser�s, #
# Sempre jovem como tempos... #
# Oh, the flat foot floogie with a floy, floy, #
# The flat foot floogie with a floy, floy, #
# Flat foot floogie with a floy, floy, #
# Floy, floy, floy, floy #
# Floy, floy, floy, floy #
# Se voc� est� tristonha # # E n�o sabe o que fazer #
# E que afastar seus males # # Est� � a dan�a pra voc� #
# Floy, floy, floy, floy #
# Se � pra esquentar nunca pe�a �gua # # Dance o floogie e espante qualquer m�goa #
# Oh, como voc� � linda #
# � linda de arrasar #
# Deixe-me abra��-la #
# Nunca poderei deix�-la #
# Oh, com essa sua sainha #
# Ser� pra sempre minha rainha #
# Nenhuma outra chega a seus p�s... #
Por onde tem andado? Tua namorada estava preocupada.
Passeando por a� pra dar uma acalmada antes de entrar em cena.
Melhor se preparar. Daqui a pouco � sua vez.
Sinto muito, senhores, estamos lotados.
Est� se divertindo, Maguire?
Oi, Danny.
N�o viram o aviso l� fora, 'Traje Formal'?
Pra onde voc� vai todos se vestem igual.
Vamos.
Espera. Estou envolvido nesse show. Est� bem legal.
- Que tal esperar at� terminar? - Por qu�?
Assim que terminar posso contar uma coisa que talvez lhes interesse.
Quem sabe descobrem que Chips Maguire n�o � quem est�o procurando?
�, ou talvez n�o descobrir.
�, e talvez n�o.
Mas o que t�m a perder? Vamos, ofere�o-lhes um vinho.
S� refrigerante.
S� refrigerante.
Tudo bem. Sentem-se. V�o gostar do show.
Tommy!
Tommy!
Tommy!
- Sim? - Onde voc� est�?
Aqui.
Te procurei por todo lado. N�o sabe que est� na hora?
- Eu sei. - O que est� fazendo aqui?
Esta � nossa grande noite.
- N�o � hora para discuss�o. - N�o vejo hora melhor.
Voc� realmente consegue me irritar.
Viu os dois homens sentados com Grasselli?
E da�?
S�o detetives. Quando eu sair sairei com eles.
- Tommy! - Como eu fui ot�rio.
Quando fui trabalhar para o Grasselli...
...ele mandou registrar um rev�lver no meu nome.
Ele usou esse rev�lver para matar uma pessoa.
- Mas ele n�o pode provar nada. - Pode e o far�.
Bela hist�ria pra contar para um j�ri.
O rapazinho n�o sabia o que estava fazendo.
Se meteu com um g�ngster s� para publicar suas m�sicas.
D� pra v�-los rindo.
Tommy, eu quero ajudar.
N�o tem nada que possa fazer.
A vida toda voc� diz a mesma coisa e estou farta disso.
Por que n�o diz logo que n�o me quer por perto?
Porque n�o seria verdade.
V� aquela cobertura ali?
Como todas as janelas acesas?
Quando eu era crian�a costumava subir aqui e sonhar com n�s dois.
Escolhi aquela cobertura para n�s.
Detestava as pessoas que moravam l�...
...por achar que estavam desfrutando de algo que na verdade era seu.
Por que esperou tanto tempo para me contar?
Achei que voc� n�o gostaria comigo junto.
Tommy, me faz um favor?
Sim.
Esquece a cobertura, as janelas acesas e tudo...
...menos voc� e eu.
E eu divido seu sonho.
N�o. Esse sonho j� n�o me pertence.
Quando eu descer estar� tudo acabado.
Minha m�e ver� uma das suas hist�rias terminar com um final errado.
N�o tem her�i, rapaz n�o fica com mo�a.
Tommy, ainda d� tempo. Voc� pode fugir.
N�o. Eu comecei a fugir, mas agora pensei melhor.
H� 5 anos estou fugindo de mim mesmo.
Me escondendo pelas esquinas para ningu�m saber quem eu realmente era.
Agora chega.
Quando Grasselli me acusar estarei aqui.
Agora des�a e v� cantar. Arrase!
Tenho uma encrenca nas m�os e preciso enfrent�-la sozinho.
- Enfrentaremos juntos. - N�o.
Escuta, h� pouco voc� se disse um ot�rio.
Pois quer saber? At� agora n�s dois fomos uns fracassados.
Mas uma coisa podemos fazer.
Podemos descer e fazer o melhor que podemos por mam�e, a Sra. Taylor e os outros.
Pela primeira vez na vida est� tudo l� esperando por n�s.
O palco, o p�blico, as luzes.
Vamos, Tommy, vamos dan�ar de acordo com a m�sica.
N�o importa o que acontecer, eu adorarei porque a m�sica � sua.
Sally.
Est� bem, Sally. Vamos.
Agora, senhoras e senhores, � com imenso prazer...
...que apresento as estrelas do nosso show.
- Sally. - Sim, Tommy?
P�e pra quebrar.
Ryan e Taylor.
# Tu �s um anjo disfar�ado #
# Descido do c�u pra namorar #
# �s uma fascina��o inesperada #
# Descida � terra pra me fazer amada #
# Conhecer este anjo � t�o emocionante #
# Que me faz acanhar #
# Mas j� que �s um anjo #
# Ensinarei minha t�mida alma a voar #
# N�o sei o que fazer #
# Me pegaste de surpresa #
# Talvez o melhor a se fazer #
# Cortando tuas asas fazer-te minha presa #
# E para sempre meu ser�s #
# E para o c�u jamais voltar�s #
# Terei um anjo disfar�ado #
# Pra sempre nos meus bra�os enla�ado #
# Conhecer este anjo � t�o emocionante #
# Que me faz acanhar #
# Mas j� que �s um anjo #
# Ensinarei minha t�mida alma a voar #
# N�o sei o que fazer #
# Tu me pegaste de surpresa #
# Talvez o melhor a se fazer #
# Cortando tuas asas fazer-te minha presa #
# Para sempre meu ser�s #
# E para o c�u jamais voltar�s #
# Terei um anjo disfar�ado #
# Pra sempre nos meus bra�os enla�ado #
# Tu �s um anjo disfar�ado #
Senhoras e senhores, cantarei agora uma sele��o de m�sicas mais tradicionais.
Ent�o, vamos nos divertir. Vamos, todos juntos!
# Sr. Dooley, Sr. Dooley, #
# O maior homem que este pa�s j� conheceu #
# � diplom�tico e democr�tico #
# Foi o povo que o elegeu #
# Sr. Dooley, Sr. Dooley, #
# O maior homem que este pa�s j� conheceu #
# � diplom�tico e democr�tico #
# Foi o povo que o elegeu #
# Chega mais pertinho, meu docinho #
# Enrosque-se em mim feito uma plantinha #
# Gosto de te ver coradinha #
# E bem aconchegadinha #
# Pois te amo inteirinha, meu docinho #
# Veste teu chap�u mais colorido #
# E vamos pelos bosques, impelidos, #
# Pelos campos passaremos # # � cidade chegaremos #
# Casados para sempre unidos #
# Cavaleiro, cavaleiro, # # N�o quer ser meu companheiro? #
# Diga sim, n�o fa�a isso comigo #
# Casa-te comigo, leva-me contigo #
# Vamos l�, vamos l�, eia, meu cavaleiro! #
# A mo�a � simplesmente demais #
# Quando a conheceres ver�s #
# Toda a alegria que a filha # # De Rosie O'Grady me traz #
# Os olhos de um irland�s a sorrir #
# S�o como a primavera a florir #
# E quando se p�e a festejar #
# D� para ouvir os anjos a cantar #
# O cora��o feliz de um irland�s #
# Torna o mundo feliz por sua vez #
# E os olhos de um irland�s a sorrir #
# Fazem seu cora��o pra ele se abrir #
Acabaram-se suas preocupa��es. N�o � maravilhoso?
N�o acho que a Srta. Minnie se importaria.
Preciso confessar uma coisa.
Acho que se estivesse aqui tamb�m gostaria.
Querida.
- Ela � boa. - N�o disse que iam gostar?
Sr. Grasselli, voc� nos fez t�o felizes.
- Huh? - Minha hist�ria, voc� a tornou realidade.
N�o precisaremos mais nos preocupar com o banco.
E Tommy e Sarah Jane est�o apaixonados.
- Como sabe? - N�o os viu?
N�o percebeu?
- Talvez ainda n�o tenha terminado. - Terminou, sim. Tenho certeza.
E o final foi feliz.
Se tentar agradecer-lhe...
...vou chorar.
Acho que vou chorar de qualquer jeito.
Estou t�o feliz.
Sr. Grasselli, voc� foi muito, muito generoso.
Ei, que isso?
Bem, Chips, o show terminou.
O qu�?
Sim, claro.
E aquilo que ia nos contar?
Ah... tinha at� esquecido.
Venham comigo.
O que ia nos contar, Chips?
Ah... ah, �...
Me d� um tempo pra eu falar com eles.
Tudo bem, mas nada de truques.
- Bem, Tommy. - Tudo bem, Chips.
- Est�o preparados, hein? - Sim, n�s dois.
Sabe muito bem entrei na sua esse tempo todo...
...s� para ver se nos dava uma chance.
Vamos nos casar.
Fique sabendo que o que fizer com ele estar� fazendo comigo tamb�m.
- Voc�s dois mudaram bastante, hein? - Talvez.
Acaba logo com isso.
Parece at� outra pessoa.
Pessoalmente, dou-lhe minhas condol�ncias. Nunca confiei em ruivas.
Ainda mais para casar.
N�o trocaria minha senten�a pela sua por nada neste mundo.
Onde quer chegar?
Vou assumir a culpa.
Tommy!
N�o precisa chorar por mim. Quem vai se casar � voc�.
Segundo meus c�lculos, vou pegar uns 124 anos de cadeia.
Pra que me preocupar com 30 ou 40 a mais?
Chips...
Tem certeza que n�o est� fazendo isso por mam�e e a Sra. Taylor?
Aquelas velhas? J� disse que odeio m�es.
Ainda est� valendo.
Ent�o, Chips?
Bem, adeus, Tommy.
N�o deixe ningu�m se meter entre voc�s dois.
Adeus, Sal.
- Vamos, rapazes. - Chips!
Assim que sair da pris�o te dou uma ligada, garota.
Vamos, Chips, e a prova de que voc� ia falar?
Ah, sim, aquilo. Mudei de ideia.
S� falarei depois que falar com meu advogado.
Farei valer meus direitos constitucionais.
Adeus, garotos.
Legendas: Lu�s Filipe Bernardes
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