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DESTROYER
Agradecemos a colabora��o dos oficiais e demais membros da
base de destroyers e da Academia Naval de Treinamento de San Diego, California.
Os destroyers: "Latas"
Como s�o chamados carinhosamente por seus tripulantes. S�o os intrometidos da frota.
Sempre procurando problemas e geralmente encontrando.
Barcos pequenos orgulhosos de ter o nome de grandes her�is da Armada
e mant�m viva a tradi��o guerreira da nossa Marinha.
"O John Paul Jones Afundado no Pacifico"
"Veterano Destroyer torpedeado por salvar um porta-avi�es"
"Fim do John Paul Jones depois de 25 anos de servi�os heroicos".
A Marinha anuncia um projeto para construir um novo
destroyer que mantenha a tradi��o do seu nome.
Como sabem, esta � a quilha do John Paul Jones Segundo.
J� ouviram que o primeiro foi afundado por salvar um porta-avi�es.
Os "japas" o temiam muito por se chamar John Paul Jones.
E os nazistas tamb�m se lembravam o que ele fez na I Guerra Mundial.
N�o quero fazer um discurso, mas ou�am:
Este ser� outro John Paul Jones. Ter� que honrar o seu nome. . .
ent�o, fa�a bem feito, fa�a o seu melhor.
Esta garota vai cantar. E ser� muito doce.
Ei, Boley, Kansus! O que fazem aqui?
Estou entusiasmado em constru�-lo. H� algo de mal nisso?
Bem. . . O que estamos esperando? Vamos, vamos l�!
Ei, Marty! N�o apertam bem se estiverem frios!
Espera um pouco.
- Boley, o que voc� tem? - N�o tenho nada.
- N�o pode colocar frio. - Quem disse?
Sei que pode, mas n�o vai fazer.
Temos que fazer um bom barco. E doce.
Haver� homens lutando neste conv�s.
Deve ser doce. . . Tem que ser. . .
N�o diz mais nada. Deve ser doce.
Esse est� com defeito, � melhor retirar.
Vai, arranque.
Me passe o cinzel para cort�-lo. Por que tanto trabalho com esse treco?
O que voc� chama de treco?
Ei, caipira, n�o o chame de treco. Quando tiver trabalhado bastante,
ver� que barcos s�o como mulheres. Tenha um pouco de respeito.
- Ah �? Por qu�? - Por que tem as curvas mais perfeitas para um homem.
Como se faz para que um monte de sucata deixe um cara irritado?
Agora � um monte de sucata.
Ferro, rebites, tinta. Mas logo vai deslizar sobre a �gua.
Ter� nome. A tripula��o se movimentar� pelo conv�s.
Como sangue em suas veias.
Vai pulsar, respirar. . . Estar� vivo, Kansus.
Teimoso, mal-humorado, sempre imprevis�vel. Como uma mulher.
Como uma mulher. . .
Ei, o que acham que est�o fazendo?
Montando, � nisso que estamos trabalhando.
- Cuide da sua solda. - N�o posso deixar que fa�am tudo de qualquer jeito, precisa ser bem feito.
Quantos gal�es!
Deve ser batizado com todas as honras.
Pelo bem de todos, espero que se comporte como uma boa menina.
Ser� uma grande dama. Olha, tem personalidade. . . Estilo.
Ei, Kansus, n�o gostaria de navegar nele?
- Nunca te disseram? - O qu�?
Olha, v� as minhas m�os? Vai cada uma para um lado.
Acontece o mesmo comigo e o mar.
Aonde a minha filha se meteu?
Ol�, Chefe.
Boley!
- Parece muito bem. - Voc� tamb�m.
- Caramba, dois gal�es e meio. - Sim.
Isso est� bom.
O velho John Paul Jones n�o se parec�a muito com este.
N�o, mas este � maior e mais veloz.
- Melhor? - Isso ainda n�o sabemos capit�o.
Kansus, venha aqui. Este � o Capit�o de Corveta Clark.
Meu amigo Kansus, Jackson.
Muito prazer, Boley e eu navegamos no velho Jones.
Por isso estava animado para construir este treco. . . Este barco.
Voc� o construiu?
Sim. E nos dava bronca para tudo sair perfeito.
Em mim tamb�m dava broncas. Quando era meu chefe dizia que
eu poderia chegar a oficial, me obrigava a trabalhar duro, tentar ser o melhor e
aqui estou.
Me diga, quanto tempo vai ficar?
Venho me encarregar do meu primeiro barco.
- Espero que seja bom. - Tem que ser.
Voc� o construiu.
- Eu? - Sim.
- Mas o qu�? - � isso mesmo, Boley.
Mas o que diz?
Olha quem vai estar no comando. Que boa not�cia, � maravilhoso.
- Ol�, papai. - Mary, aonde estava?
Est�o prestes a lan�ar o barco.
- Eu sei, mas. . . - Mary, o capit�o Clark veio.
- Voc� se lembra? - Capit�o.
- Como vai Mary? - A �ltima vez que o vi. . .
N�o � hora para isso. Tem que batizar o barco. . .
- Mas antes ponha sua condecora��o. - Isso n�o � importante.
Desde quando n�o � importante a Cruz da Marinha?
- Vamos, r�pido, suba. - Sempre apressando a gente.
Eu tamb�m tenho que subir. Se retornar ao servi�o ativo,
- podr�amos voltar a navegar juntos. - Sim, n�o seria m� ideia.
- Procure arrumar uma boa tripula��o. - Voc� sabe como �, Boley.
80% ser�o novatos.
Novatos. . . N�o gosto disso.
Kansus, gostaria de embarcar comigo?
Vamos, se tem que lan�ar, vamos lan��-lo ao mar.
Em honra � mem�ria do pai da nossa Armada.
Queremos batizar este destroyer com o nome de John Paul Jones.
Olha, ele flutua!
A bombordo, todos a seus postos!
- Que tal? - Me lembro de ouvi-lo mais alto.
- Sim, estou enferrujado. - Terei de alargar um pouco.
Voc� acredita? Uma semana no mar e servir� como uma luva.
Em forma, em fila �nica!
- Em forma! - Isto teve um pouco mais de charme.
Sim, vou pegando o jeito.
Vou praticar meu apito de contramestre.
Est� feliz?
Ol�, Mary. � de Washington. Boas noticias espero.
Eu tamb�m, John.
Sua solicita��o para embarcar no John Paul Jones, n�o foi aprovada.
Prestar� servi�o como instrutor de recrutas.
Dever� se apresentar imediatamente na unidade de
instru��o naval de San Diego, California.
Em forma! Primeiro pelot�o para a fortaleza de proa!
- Melhor agora? - Antes voc� n�o fazia assim.
- Creio que te falta algo. - S� pr�tica.
Como demora para o carteiro vir hoje.
Sempre a papelada de Washington.
Se minhas ordens n�o chegarem logo, o Jones zarpar� sem eu.
- E se for assim? - E se for assim?
Que bobagem � essa.
Bem, talvez tenham decidido lhe dar outro destino.
Solicitei o Jones e vou para l�.
Ou talvez queiram lhe dar um trabalho como o do Swanson.
Swanson, aquele marinheiro de �gua doce.
Aquele � o seu lugar, o centro de recrutas de San Diego.
Mas n�o o meu.
Que horas o maldito carteiro vem hoje?
Minist�rio da Marinha. Queria brincar comigo?
Minhas ordens. . .
N�o podem fazer isso comigo.
N�o quero ir para San Diego. Vou para o Jones!
N�o quero treinar recrutas em San Diego.
N�o vou a um centro de instru��o. � Claro que n�o!
Desembarquem! Em forma��o em coluna dupla em frente ao �nibus!
Vamos, n�o durmam!
Depressa, n�o esque�am o equipamento! Vamos, mexam-se!
- Ei, n�o h� m�sica. - Isso n�o � bom.
Ei, Boley!
Como est�?
- O que voc� faz na marinha? - Algu�m tinha que cuidar de voc�.
Sim, mas, n�o dizia que. . .
Tenho contatos em Washington. Tranquilo, vamos ficar em terra.
- Nada de �gua. - Entre em forma��o, formar.
N�o se alegra em me ver? Quero falar com voc�.
Para isso ter� que pedir permiss�o. Vamos, em forma!
Em frente, marchem!
Esquerda, direita, esquerda!
Obrigado, an�o.
Me d� um com salto alto e sem ponteira, Almirante.
Como voc� quer espertinho? Grandes ou pequenos?
Justamente o m�dio.
- Estamos aqui para serv�-lo, pr�ximo! - Gosta das garotas?
Claro que gosto. Voc� n�o?
Sente-se.
Talvez algumas destas perguntas lhe pare�am estranhas.
Mas nos ajudar� a saber seu lugar na Marinha.
- Sim, Senhor. - Se visse se aproximar um barco
de guerra inimigo. O que voc� faria?
Torpedearia e o afundaria.
E de onde lan�aria o torpedo?
Do mesmo lugar que voc� no barco.
Encha bem a caldeira soldado.
Far� melhor com isso.
Dia duro, n�o �?
Andou tanto que j� n�o sabia se ia ou vinha.
J� passei por isso.
Igual ao resto dos homens que vestem este uniforme.
Mas eles e voc�s pertencem � melhor marinha do mundo.
Se mant�m a f� e continuar com seus costumes e tradi��es.
Algum dia perceber�o isso. Agora honrem seus lugares.
Se sentem sozinhos.
Para muitos de voc�s � a primeira vez que se separam de suas fam�lias.
Sei como se sentem. Se quiserem gritar. . . Fa�am!
N�o se envergonhem, v�o se sentir melhor.
Acalme-se garoto, n�o me deixa dormir.
Esquerda, direita, esquerda!
Um, dois, tr�s, quatro!
Esquerda, direita, Esquerda!
Um, dois, tr�s, quatro!
Um, dois, tr�s, quatro!
A, � frente! B, � frente! C, � frente! D, � frente!
Na minha cidade eu trabalhava numa fabrica de lavadoras. E veja agora.
Eu disse para fazer os exames.
Toma, j� � um marinheiro.
- Fica enjoado com a �gua do balde? - Chama isso de �gua?
Me deram um oceano. Vou embarcar na pr�xima substitui��o.
Fico feliz por voc�. Em que barco vai?
Est� brincado? Vou no Jones, como todos. Voc� n�o vem?
- Os destinos est�o na placa? - Sim.
Aparece o meu nome?
N�o, mas comunicam a voc� de outra forma, n�o �?
- Que estranho. . . - N�o � assim?
N�o, n�o �.
Est� dizendo que tenho que embarcar no Jones sem voc�? S�zinho?
Calma, estaremos juntos no Jones.
Ei, olhe. Um flutuador!
QUART�IS TEMPOR�RIOS
- Onde est� o capit�o Clark? - Em seu escrit�rio.
Obrigado.
ESCRIT�RIO DO BARCO
Boley! N�o podem convencer um lobo do mar que fique em casa, hein?
- Ol�, Capit�o. - Voc� parece bem.
- Obrigado, Senhor. - Est� melhor que nunca. Sente-se.
- Obrigado. - Sente-se.
Obrigado, Senhor.
O que o traz aqui?
Me apresentar para o servi�o, Senhor.
Ah, isso � muito bom, Boley.
Homens como voc� fazem falta.
Qual � o seu barco?
O John Paul Jones.
Ah, o John Paul Jones.
Bem, disse que gostaria de voltar a navegar comigo e aqui estou.
Seria um prazer Boley, mas n�o pode ser.
J� me designaram um outro homem como segundo contramestre.
Isso n�o � problema, pode fazer que o mandem para outro navio. N�o � Senhor?
- N�o posso deixar que o Jones zarpe sem eu. - Temo que assim ser�, Boley.
- Parece que n�o me quer a seu lado. - N�o, n�o � isso, � que. . .
Est� h� muito tempo no dique seco.
A Marinha mudou muito, n�o posso correr este risco.
Risco? Que risco?
Onde acha que estive esses anos? Sentado em casa sem fazer nada?
Estive construindo barcos. Eu constru� o Jones.
Conhe�o cada solda, cada palmo. Como a minha pr�pria m�o.
- Sei como se sente, Boley. - Que tripula��o levar�, Senhor?
- Novatos? - Ser� uma boa tripula��o.
Boa n�o � suficiente. Deve ser magn�fica.
Se lembra dos rapazes do velho Jones, Senhor?
Eram duros, arrogantes. Eram reconhecidos a uma milha por sua maneira de andar.
Era porque pertenciam a um grande barco do qual se orgulhavam.
Essa parte da Marinha n�o mudou, Senhor.
- N�o Boley, n�o mudou. - Ent�o. . .
Por que n�o me deixa navegar nele por um tempo?
At� o pessoal ganhar experi�ncia.
Eu gostaria, acredite. Eu adoraria, mas. . .
Bem, adeus Senhor.
Boa sorte.
Boley!
- Acha que est� preparado? - Claro que estou, Senhor.
E se n�o estiver, pode guardar segredo at� quando estiver?
- Sim, Senhor. - Me d� suas ordens de destino.
N�o haviam me dado nenhuma, Senhor.
Mas agora que me quer com voc�, ter� que me dar, n�o � assim?
Boley, saia daqui antes que eu mude de ideia.
Sim, Senhor.
Voc�, aonde est� a tripula��o do Jones?
- Acho que est�. . . - Voc� acha? Tem que ter certeza!
Fique como se deve.
A seus postos.
- Alcance quatro mil. - Alcance quatro mil.
- Subam para cinco mil. - Alcance para cinco mil.
- Muni��o? - Muni��o.
Abram fogo.
Cessar fogo. Descansar.
Vamos ver. O que voc� faria se matassem o chefe em combate?
Saia, est� me irritando.
Perguntei o que faria.
- Nada. - Como nada?
Estou morto, sou o chefe. Quer fazer o favor de sair?
- Quem � voc�? - Sou o segundo contramestre.
Era o segundo contramestre. Me passe o livro de revistas e me d� o lugar.
Sou Boleslavski, o novo chefe das Pe�as.
- Ah �? Desde quando? - Vamos, me d� o livro de revistas.
Est� bem, � o chefe das pe�as. D� as �rdens, n�s cumpriremos.
Sim, isso mesmo. Pelo que vi ainda temos muito a aprender.
Sim, espero que saiba o que � isso.
� melhor voc� saber ou logo ver� suas divisas sumirem da camisa.
Cuide das suas coisas. Agora est� num destroyer.
Agora? Escorreu tanta �gua salgada das minhas meias que se afogaria nela.
- Um ex-marinheiro que reengajou. - Sim, por que?
Bem, j� viu mais far�is de um barco que eu postes de telefone de um trem.
E chegou na marinha h� tanto tempo que seu primeiro gancho foi por
- estarem sujos seu arco e flechas. - Mais alguma piada?
Sim. N�o parece um homem do mar. Parece um homem de metal.
Prata no cabelo, ouro nos dentes. Chumbo nos p�s. . .
Fique na praia onde � seu lugar.
Ser� melhor me livrar de voc� antes que sonhe em me enforcar.
Isso n�o me preocupa. Se lhe der corda suficiente, se enforcar� sozinho.
- N�o gosta do trabalho? - Ah, sim, posso ficar horas assim.
Tem um pincel e cabelos na cabe�a. Com qual prefere pintar?
Vamos, n�o durma, depressa! D� uma m�o aqui!
Gostaria de zarpar antes da guerra acabar!
Lar, doce lar. Ao calor da lenha para desfrutar. . .
Mude a m�sica, para ver se pinta mais r�pido.
�s ordens.
Cuide para colocarem mais empenho.
- Fazem o melhor que sabem. - N�o � o suficiente.
Para continuar nesse ritmo de louco, vou precisar de mais homens.
N�o h� mais homens. Vai fazer com os que tem.
E acabaram as licen�as para voc� e para eles at� terminarem.
- Senhor, solicito transfer�ncia. - Por qu�?
Como tem um novo segundo contramestre. N�o precisa de mim.
Isso serei eu quem decide. Quero que continue aqui.
Sim, senhor.
Fofocando com o capit�o, hein?
O melhor que podia fazer � pedir transfer�ncia.
Eu pedi, mas o capit�o disse que precisa de algu�m como eu aqui.
Sen�o as coisas v�o mal.
Boley.
Est� sendo muito duro. N�o pode pedir mais a estes homens.
D�o tudo o que t�m.
�s vezes se consegue mais com um tapinha nas costas.
Na parte baixa das costas.
Se voc� quer um barco tranquilo, n�o leve o Boleslavski.
Eu discordo.
Precisamos de um homem como Boley, que d� car�ter ao barco como no velho Jones.
- Eu apostaria no Donohue. - Eu quero os dois.
Senhor, ter� que fazer alguma coisa se quer que se d�em bem.
N�o � m� ideia. Acho que j� sei o que fazer.
Ouvi dizer que aumentaram o seu pagamento.
E, no que gastar� o dinheiro?
Um pouco em cerveja, garotas. E o resto em bobagens.
� isso.
Pode deixar comigo.
Obrigado.
Ei, esquilo. Umas voltas?
- Sim. - S�rio? Ent�o segure-se.
Gostaria de experimentar?
N�o sei se devo confiar em voc�.
Vamos.
Que tal?
Teria que ouvir tudo o que os rapazes me dizem.
Oh c�us, meu bem. Tesouro. Posso morrer amanh�.
- Marinheiros vivem uma vida por dia. - Se embarcar pode voltar uma vez.
Pode ser que volte duas, mas na terceira. . .
E eu arrisco a minha vida pela sua seguran�a.
Tenha cuidado com esse rolo, Mary. Sua m�e era irlandesa e picou com ele.
N�o � um encanto?
- Bravo! - Outra!
- Mais, queremos mais! - Vamos, se animem!
Bem, mas � o Boley. Ol� Boley. Posso fazer algo por voc�?
- Cai fora. - Que brincalh�o!
Me chamo Donohue. Mickey Donohue.
- Mickey Donohue? - Sim, n�o se esque�a, Boley.
Ei, Boley. A senhorita disse que voc� � um encanto.
Ouvi que aumentaram seu pagamento.
Sim.
Por que n�o vamos sentar um pouco?
Sabe, desde o momento que te vi, disse a mim mesmo:
- Essa � a minha garota! - Assim t�o f�cil?
F�cil assim.
N�o custou muito se decidir, marinheiro.
N�o. Navego num destroyer.
J� sei. Golpear duro e fugir depressa.
Mas com voc� ser� diferente.
- S�rio? - S�rio.
- Te levo para casa? - Sinto muito, mas. . .
Para todas as garotas. Sob nenhuma circunst�ncia as recepcionistas
aceitar�o encontros com marinheiros. A comiss�o.
Esqueceu o cart�o.
Obrigada, mas continua proibido.
E da�?
� perigoso, n�o acha? Se te pegam. . .
O que � o perigo para mim se posso morrer amanh�.
Vivo a vida dia a dia. Quando me vou, pode ser para sempre.
Posso voltar na primeira vez. E na segunda.
Mas na terceira. . .
Por isso Mary.
Levando em conta que logo vou estar combatendo,
arriscando minha vida por uma causa nobre.
Bem, n�o acho que seja pedir demais. Pedir para se arriscar um pouquinho. . .
em nome dessa causa.
Entra, vou fazer um caf�.
Certo, tomarei um caf�.
As garotas n�o costumam te dizer n�o, certo?
- Todas dizem n�o, mas. . . - Mas o qu�?
Mas. . . Quanta luz!
N�o quero que tropece nos m�veis.
Quer s� caf�?
J� que estamos aqui, gostaria de dizer que. . .
- N�o gosto de caf�. - E uns ovos com bacon?
N�o obrigado, tenho pouco apetite.
Nesse caso preparei um para mim.
- Vou te dar uma m�o. - N�o precisa.
Sente e descanse.
Havia muita luz no barco.
Cigarro?
N�o.
Sabe que nunca tinha visto um veludo t�o suave como sua pele?
Obrigada.
N�o sei o que vejo em voc�, c�us.
Mas, � diferente das outras garotas. Tem personalidade, estilo, �. . .
N�o pode falar sem usar as m�os?
- O que fa�o com elas? - Coloque nos bolsos.
Na Marinha n�o temos bolsos.
Sei que esteve com muitos rapazes e j� ouviu muitas coisas bonitas, mas. . .
n�o me dou muito bem com as palavras.
Pare de tentar. A resposta � n�o.
Acha que tentava te beijar?
E n�o era isso?
Sim!
- O que houve? - Tenho algo a dizer.
Sempre t�m algo a dizer.
- Isso � importante. - Sempre � importante.
O Boleslavski � meu pai.
- Abandonar o barco. - O assunto n�o � t�o grave.
Num mundo cheio de Johns, Smiths e Calahans, tive que escolher Boleslavski.
Fui eu quem escolheu. Queria falar com voc� por que. . .
bem, porque sei o que h� entre papai e voc�.
Por isso me convidou para entrar.
O capit�o Clark teme ter que ser obrigado a transferir meu pai. . .
- Fico feliz! - Mickey. . .
Posso te chamar de Mickey?
- Claro, Mary. . . - Mickey, preciso que me ajude.
Como?
Se o Jones zarpar sem meu pai, ele ficar� muito triste.
N�o faz ideia de como funciona um barco. N�o � o seu lugar.
A �nica coisa que sabe � que ajudou a constru�-lo.
E precisa cuidar dele por um tempo. � um bom homem, d�-lhe uma chance.
N�o disse que � um mau sujeito,
acontece � que vive no s�culo passado. � s� isso.
Poderia aprender muito com voc�. Te considera inteligente.
Ele disse isso?
Por que n�o tentam se dar bem?
Vai ser dif�cil, Mary. Fui segundo contramestre. . .
30 minutos. At� que seu pai chegou.
E se h� algo que n�o gosto, � que estejam me incomodando.
Se pelo menos soubesse seu of�cio, poderia aguent�-lo.
Mas cada vez que abre a boca se v� que n�o sabe o que fala.
Por isso quero que me ajude. O resto n�o deve perceber isso.
Se chegasse a conhec�-lo, gostaria dele.
A pr�xima vez que o ver, por que n�o se aproxima e aperta sua m�o?
Tente pelo menos.
Est� bem. Lhe darei uma oportunidade.
E na pr�xima vez que o ver diga-lhe que tamb�m n�o sou um mau sujeito.
Est� bem, vou dizer.
Tchau, Mickey e obrigada.
- Obrigado, por que? - Por me acompanhar at� em casa.
- Vou embora desiludido. - Por que?
Por nada, � que afinal n�o tive nem caf� nem bacon, nem. . .
Nada de nada.
Da pr�xima vez n�o crie tantas ilus�es e n�o ficar� decepcionado.
- Tchau. - Tchau.
Tem que haver uma forma melhor de se despedir.
Tchau.
Tchau, tchau. . .
Ol�, Boley.
- O que est� fazendo aqui? - Tem uma filha muito bonita.
- Voc� est� me gozando? - S� disse que � muito bonita.
� contra as regras sair com as recepcionistas.
- � noite sigo as minhas regras. - Vou dar parte disto.
N�o pode me mandar para a cadeia pelo que fiz.
Vai para a pris�o.
Se vou para a pris�o, que seja pelo menos por algo s�rio.
- O capit�o me chamou. - Eu cuido dele.
N�o era voc� quem ia me dar corda para me enforcar?
Eu disse isso?
Sim, disse muitas coisas. Lembra-se?
Ou�a, s� lembro de uma coisa, � que tenho trabalhado duro para
ser nomeado segundo contramestre.
Mas se � porque tem medo de mim que quer me prejudicar. . .
Podem entrar.
Den�ncia de falta, capit�o.
Tire o quepe.
Donohue, � acusado de ter batido num suboficial.
Creio que voc� apresentou a acusa��o.
Retiro a acusa��o, Senhor.
- � um assunto pessoal. - Ent�o, concordo.
- Podem se retirar. - Ponha o quepe.
Sim, senhor.
Saiam.
O John Paul Jones II, est� pronto para o servi�o.
Novo destroyer construido em tempo recorde.
� Todo seu, Senhor. � um grande barco, capit�o.
Ainda me lembro quando o deixei no trem a caminho.
Estou orgulhoso de voc�.
Obrigado Boley, bom trabalho.
Voc� o construiu, o lan�ou, voc� o p�s em servi�o
e agora est� em nossas m�os. Obrigado mais uma vez.
De nada, Senhor.
- H� mais uma coisa. - Eu sei, Senhor. Aqui est�.
N�o achava que fosse me esquecer?
O capit�o sempre i�a a primeira bandeira
quando um barco entra em servi�o.
- Obrigado Boley. - Ensinaremos estes rapazes a se comportarem.
DEVIDO A URG�NCIA. COMECEM IMEDIATAMENTE OS TESTES.
- Postos de combate. - Sim, Senhor.
Postos de combate. Postos de combate.
Postos de combate! Postos de combate!
Vamos, para cima, para cima! Ei, voc�!
- Sim? - Olho nessa coisa
- e n�o carregue um palmo de feno. - O qu�?
Certifique-se de que o proj�til v� para a frente.
Ei, um momento, n�o esque�a de colocar a espoleta.
- O qu�? - Na �ltima guerra,
coloc�vamos antes de carregar.
Hoje estamos em outra guerra. As espoletas j� chegam montadas.
E, sabe? Faz tempo que tamb�m n�o se carrega pela boca.
N�o discuta comigo. Eu aviso. Espero que fa�a direito
ou haver� um novo Chefe de Pe�as.
Por que n�o se atira pela amurada e nos deixa em paz?
N�o permita que fale assim com voc�.
O que voc� tem?
Vinte segundos.
Tomou as devidas precau��es no conv�s?
- Quais precau��es, Senhor? - Controle de danos:
Baldes, areia, mangueira. . .
- Dez segundos. - Aten��o ponte.
- Assustado rapaz? - Senhor. . .
Calma, eu tamb�m me assustei quando ouvi pela primeira vez um desses.
V� para o seu posto, n�o aconteceu nada.
O avi�o acaba de passar, Senhor. O alvo est� � vista.
- Prepare baterias antia�reas. - Preparar baterias antia�reas.
Lembre do que eu disse. Calma e coloque os carregadores sem for�ar.
- Abrir fogo. - Abrir fogo.
- Abrir fogo. - Se adiante ao alvo.
- Dispare � frente do alvo. - Ei, voc�. Ponha ele na mira!
Fale com o outro artilheiro.
Suba um pouco mais! Enquadre o alvo na mira!
- Estou bem. Vou por. . . - Cale a boca, estou te dizendo
- o que tem que fazer! - N�o sabe como apontar!
Como se atreve me falar assim? Sou o segundo em comando.
- Pois n�o parece. - Vamos suba mais, aponte no alvo.
- Cessar fogo nas bater�as antia�reas. - Cessar fogo nas bater�as antia�reas.
Bem, fez um bom trabalho Boley. Conseguiu marcar um zero.
Marcar? A culpa n�o � minha.
Seu lugar � na praia e n�o neste destroyer.
Est� certo capit�o? �s 08:15hs o leme falhou por
superaquecimento no motor. Usar o motor el�trico o resto do teste.
�s 9:36hs, obstru��o na linha de vapor da cadeira por causa de um deslocamento.
10:20hs condensador de vapor falha por sobrecarga.
Para o motor � vapor e repara o condensador.
- Est� correto senhor? - Sim.
N�o esque�a a b�ssola, tamb�m falha.
Sim, Senhor.
Entre.
- Sente-se, Boley. - Obrigado, Senhor.
- Um cigarro? - N�o, obrigado.
Vamos, pegue um.
O que acontece, Boley?
A que se refere, Senhor?
Por que n�o pode lidar com seus homens?
Posso lidar com eles senhor, mas. N�o sabem como tratar o meu barco.
Meu barco, meu barco. A tripula��o est� cansada de ouvir isso.
Carregar um nome famoso n�o faz um bom barco.
Tem alguma d�vida sobre alguma coisa, Senhor? sobre algo se�or?
Muitas.
Bem, nos primeiros testes sempre acontecem alguns problemas.
Mas n�o como os que voc� provoca.
Lembra que quando aceitei ter voc� a bordo,
prometeu ficar calado at� saber como o barco funcionava?
N�o tem nem ideia de como funciona. E n�o se dedicou nem cinco minutos.
Est�o fartos de voc�, Boley.
Isso � tudo.
Espere um momento.
Ou�a, Boley. Quero que fique, mas tem que manter a tripula��o feliz.
Deixe de incomod�-los e de repetir a toda hora: Meu barco.
Digo pelo seu bem e pelo meu. Far� isso?
Sim, Senhor.
Ouvi dizer que disparam muito bem.
N�o queremos desperdi�ar nosso talento em treinamentos.
Deveriam tirar os canh�es e darem sacos de batatas.
Claro que faria mais alvos com batatadas.
- Acho que disse uma grande verdade. - Nisso acredita.
Por que n�o volta para sua caverna para fabricar vapor?
L� em baixo n�o � melhor do que aqui.
Ent�o pare de reclamar deste barco e diga o mesmo aos seus companheiros.
O que foi, saiu de moda reclamar da Marinha?
Sim, se quiser se dar bem comigo.
E quem quer se dar bem com voc�?
O que foi? Por que perde vapor?
Porque neste barco nada funciona.
Capit�o. O motor de bombordo est� superaquecendo.
- Quebrou? - Est�o examinando.
Fa�am o que puderem, voltaremos com o motor de estibordo.
Sim, Senhor.
N�o. Por que tudo tem falhar?
Lutei no estaleiro para que tudo saisse bem.
Entregaram para estes macacos e est�o destruindo tudo.
Pouco a pouco tudo ir� melhorando.
- A "monal" deste barco � p�ssima. - Se diz, moral.
Seja como for, � p�ssima.
Ei, Boley. Quanto acha que essa lata pesa?
Umas 1800 toneladas. Por que?
Poder�amos fazer uma bela doa��o para a campanha de sucata.
Sabe o que passaria por uma piada assim no velho Jones?
O qu�?
Entre.
Boley, quero que solicite transfer�ncia.
- � por bater no Donohue? - N�o quero discutir.
- Solicite a transfer�ncia. - N�o posso fazer isso, Senhor.
Ent�o n�o me deixa alternativa.
O tenente Marton deu parte de voc�. O conselho de guerra � inevit�vel.
- Sim, mas. . . - Isso � tudo.
Sim, Senhor.
Ponha em c�digo e transmita pelo r�dio.
Tubos principais de lubrifica��o, obstruidos.
Turbina do motor a bombordo a ponto de romper.
Imposs�vel continuar os testes. Voltaremos ao porto. Isso � tudo.
Tire o quepe.
Resultado da corte marcial, do processo contra o segundo
contramestre Steve Boleslavski da Marinha dos Estados Unidos.
Culpado de incompet�ncia no comando em seu cargo.
Senten�a: Ser rebaixado ao posto imediatamente inferior.
Expedido e aprovado, capit�o DC Brown da Marinha dos Estados Unidos.
Aprovado por RM Whatson, chefe do departamento pessoal naval.
Ponha o quepe.
Donohue, est� nomeado segundo contramestre.
Sim, Senhor.
- Sinto ter feito isso a voc�. - Fez o que devia.
- N�o guardo rancor. - Obrigado, Boley.
- Adeus. - Adeus?
Isto n�o significa que tenha que sair do barco.
E ficar sob as ordens do Donohue?
Ficarei sob as ordens de qualquer um. N�o quero abandonar o barco.
- Isso est� nas m�os do Donohue. - Posso falar com ele, Senhor.
- Se quiser. - Obrigado, Senhor.
Donohue.
N�o quero abandonar o Jones.
O capit�o disse que a decis�o � sua. Eu fico?
- Me p�e numa situa��o dif�cil, Boley. - Do que est� falando?
Bem, se disser n�o, sou um patife. E disser sim. . .
Vai precisar de ajuda. Servirei bem.
Certo, vou pensar.
Como? Como vou dizer n�o a um cara assim?
N�o saia com sua filha e ser� f�cil. Diga N � o. N�o.
- Est� a�. - Obrigada.
Me conhece? Sou sua filha.
- Como sabia que havia voltado? - Um passarinho me contou.
Por que n�o veio para casa?
� que achei que embarcar�amos imediatamente.
Uns pequenos reparos e. . .
- Sim, me. . . - Eu gosto.
Isso me lembra quando era pequena.
Aprendi a contar at� tr�s com suas divisas.
Um, dois, tr�s.
N�o se preocupe com isso, papai.
Voc� n�o entende.
Claro que eu entendo. Continua no Jones.
Pode continuar cuidando dele mesmo n�o sendo segundo contramestre.
N�o, nem mesmo estou no Jones. Querem que eu saia.
Me pediram para solicitar transfer�ncia.
- O Capit�o. . . - Ele deixou nas m�os do Donohue.
Agora tenho que esperar que ele decida.
Eu, dependendo de Donohue!
Posso saber mais sobre essa lata em cinco minutos que ele em anos.
Claro, papai.
- Ol�, por que tanta pressa? - Tenho uma loira a algumas
quadras daqui e n�o quero faz�-la esperar.
Bem, nesse caso serei direta.
Quero falar sobre o meu pai.
De novo? Algum dia vai me surpreender
e querer falar de n�s?
Bem, o que foi agora?
Fa�a ele ficar no barco.
Isso � pedir demais.
Sim, acho que assim.
Ficaria feliz se eu disser sim?
- Sim. - Quero que seja feliz.
Muito obrigada, Mickey.
Tchau, rapazes. At� logo!
Dentro de meia hora saberemos do que � capaz.
Avise a sala de m�quinas que navegaremos a toda for�a ao sair do porto.
Sim, Senhor.
Rapaz, � lindo.
O que h� agora?
N�o consertou o ar condicionado?
Venha aqui e ou�a isto.
Est� caindo aos peda�oes e o velho pede mais rota��es.
Mais rota��es, mais rota��es. . .
Sempre pedindo mais rota��es.
N�o se satisfaz. Isto � uma cafeteira velha e quer mais rota��es.
- Vamos. - O que houve?
- O que houve? - Vamos subir com cuidado.
- Cuidado. - Venha, vamos.
Est� bem? Onde est� o Casey?
Para cima!
- O que houve? - Arrebentou uma junta
do tubo principal. Vazou �leo e pegou fogo.
Feche essa porta!
O Casey est� l� embaixo tentando apagar o fogo!
N�o fa�am nada, Traga-me um balde de �gua.
Feche as v�lvulas. Cortar� a passagem.
N�o � o tubo principal. � a junta do auxiliar com a principal.
Com isso n�o far� nada.
Tem raz�o. Me d� isso.
Assim n�o far� nada. Traga o traje antifogo!
Se esperarmos mais, o coitado se queimar�!
- Vamos rapazes, ajudem! - Depressa, vamos!
- Agarrem ele. - Tem mais algu�m?
- Cuidado. - Vamos, r�pido.
- Est� bem, Boley? - Vamos, diga alguma coisa.
- Levem-no � enfermaria! - Estou bem, Senhor.
Acomode-o bem, com cuidado. Vamos.
Codifique a mensagem que vou ditar e envie ao Comando da Marinha.
Voltamos para reparar novas avarias.
A �nica coisa que fazemos � zarpar e voltar. Isso � muito mon�tono.
Sim, � por causa do Boley. Tomara que deixe o barco.
O John Paul Jones II n�o se unir� � frota at� ter superado os testes.
At� segunda ordem o Jones ser� usado como navio de correio e
de abastecimento para a frota no noroeste do Pac�fico.
- O que significa isso? - Que n�o serve.
- N�o passou nos testes. - V�o nos fazer de carteiros
- enquanto os outros lutam. - Quero sair daqui.
E eu tamb�m. Os barcos s�o como mulheres, saem boas ou ruins.
- Se for ruim, se livra dela. - Como se livra de um barco?
Sabe o que � pedir uma transfer�ncia de posto?
Ao Capit�o Clark, do marinheiro de primeira classe Sarecky.
Me tire desta lata de sardinhas imediatamente.
Clark, n�o quero obrig�-lo porque sou seu superior.
Nos conhecemos muito para isso.
Mas tem que recusar essas transfer�ncias.
Desculpa, Senhor, mas n�o vejo porque. O Henderson se desfez de 30 homens.
Est� certo, mas n�o foi ele quem os dispensou.
E neste caso s�o seus homens que est�o pedindo a transfer�ncia.
N�o pode ser.
N�o levarei nenhum homem que n�o respeite o barco.
N�o tenho o privilegio de n�o zarpar com uma tripula��o descontente?
Sim, tem. Mas tamb�m tem o privilegio de pagar o pato.
Ent�o, fa�a ficarem contentes.
- O que sugere, senhor? - N�o sei, esse � seu trabalho.
Lembre-se que este � o seu primeiro barco. N�o quero que estrague tudo.
Sim, Senhor.
De que barco voc� �?
John Paul Jones. Me d� um caf�.
� da Marinha?
Por que n�o solicita um bom barco?
Esse � o melhor.
Me d� um copo de leite quente.
Parece que nunca conseguimos terminar um baile.
Surpresa?
N�o.
- Mary. - Sim, Mickey?
O que acha do casamento?
� a escolha certa para duas pessoas que se amam.
Ent�o aceita a minha proposta?
N�o sabia que voc� estava se declarando.
O que acha que estava fazendo, ensaiando?
Meu sobrenome ainda � Boleslavski.
Logo ser� Donohue.
Do que est� rindo?
Estava pensando sobre quando falar isso ao meu pai.
Bem, tem que contar a ele. N�o podemos casar assim.
Precisa de convidados?
Meu pai precisa saber.
Para que tenha a oportunidade de me recusar?
Que hist�ria, decido me casar e o velho recusa.
- E se n�o fizer isso? - Por que correr riscos?
Perguntei para voc� e disse sim.
Tudo bem. Te amo muito, sou louca por voc�.
Espere um minuto. Por 22 anos vivi com uma mula teimosa.
Amo voc�, mas mesmo assim n�o quero me unir a outra mula.
Ent�o, se n�o se importa. . .
N�o, espere, Mary.
Perder as estribeiras �s vezes n�o significa que n�o posso mudar.
Vamos falar sobre este assunto com um pouco de sensatez e com calma.
E agora os declaro marido e mulher.
J� pode ir ao seu pai.
- Ah, n�o, voc� dir� a ele. - Espera um pouco,
al�m de tudo, voc� est� mais unida a seu pai que eu.
N�o o conhe�o direito. � melhor que seja voc� quem lhe
d� a not�cia. N�o acha?
Bem. . .
- Mas agora tamb�m � seu pai. - J� sei. . .
Mas n�o me acostumo com a ideia.
Ser� melhor escondarmos as alian�as.
Obrigado. Vamos querida. Vamos.
N�o queria deix�-lo ir sem tirar as d�vidas.
Olhe estas radiografias.
Sou eu, Senhor?
Parte de voc�.
� isto que me preocupa. V� esta sombra?
Querem me dixar na praia por causa dessa coisinha?
Esta coisinha � uma les�o no pulm�o.
Causada por fuma�a e gases que respirou no inc�ndio.
Est� sarando, mas se despe�a do mar para sempre.
N�o � t�o grave assim, Senhor. Me sinto bem.
Estarei em plena forma antes do Jones zarpar novamente.
Desculpe Boleslavski. Entregue o relat�rio m�dico ao capit�o Clark.
Pegue seus pertenences no Jones e volte para iniciar o tratamento.
Sim, Senhor.
- O que acontece aqui? - Vou lhe contar um segredo.
O Jones n�o passou nos testes de navega��o.
Mas foi aprovado para servir de barco correio.
Com chuva, neve, granizo, o que for. Sempre cumprimos o nosso dever.
Ou o que for.
Regresso a bordo, Senhor.
Onde est� minha escova de dentes?
O que te interessa? Faz seis semanas que n�o a usa.
N�o uso para os dentes. Uso para os sapatos.
- O que fazem, rapazes? - A mochila.
N�o entendo.
Vou explicar. Pega as coisas daqui e p�e aqui.
Isso se chama fazer a mochila. Significa ir para outro barco
melhor enquanto aprovam as transfer�ncias.
- Transfer�ncias? - V� pegando.
Estamos fartos do Jones e de todos rirem de n�s.
Esperem um pouco rapazes. Se fazem isso por minha causa. . .
Vamos sair do barco porque nos alistamos para lutar, n�o para entregar cartas.
E qual � a diferen�a? Ter�o que fazer o vosso trabalho.
Isto � uma guerra, queremos estar num barco para atirar.
- � um sucessor do Jones I. - Jones, estou farto desse nome.
N�o vai fazer nada?
Eu fiz tudo que podia.
Viram isso? Sabem quem �?
� aquele que deu o nome a esse barco. John Paul Jones.
Leia isto, Sarecky. Vamos, leia logo.
Ainda n�o comecei a lutar.
Sim. O John armou uma boa quando disse isso.
Foi durante a batalha entre o velho Von Hold Richard e o Sheraby.
O cara que deu nome a este barco era o capit�o do Von Hold Richard
De todas as banheiras com canh�es que existiam, o Richard era o pior.
Era uma fragata de 40 canh�es.
Embora Jones o chamasse de outra forma. Mas n�o dizia a ningu�m.
Solicitou um barco e conseguiu.
Reuniu uma tripula��o e come�ou os testes de navega��o.
Diabos, que pesadelo. Havia infiltra��o de �gua.
N�o respondia ao leme e as armas n�o disparavam.
Quando voltaram ao porto, a tripula��o disse ao Jones para pegar o barco
e devolver aos franceses que o haviam dado.
N�o sei como conseguiu que abandonassem a ideia
e foram ao mar para lutar.
Deram de cara com os 42 canh�es do Sheraby.
L� estava, o orgulho da Armada Real. e junto dele, o Lyon com seus 20 canh�es
manejados por vinte soldados.
E aqueles soldados sabiam realmente lutar.
Viram o Von Hold Richard e come�aram a disparar com tudo o que tinham.
Jones n�o podia fazer nada a n�o ser enfrentar aquilo.
Um oficial foi � fortaleza da popa de onde Jones dirigia a batalha e disse:
� o fim, Senhor. afundaremos em menos de 20 minutos.
Vamos ficar ao lado do Sheraby e quando afundarmos vamos arrast�-lo conosco.
Ent�o o Von Hold Richard estava completamente em chamas.
E o capit�o do Sheraby n�o podia ver a nossa bandeira por causa da fuma�a.
Abordar o Von Hold Richard, ele disse.
Abaixou a bandeira? Vai se render?
O que acha que o Jones respondeu?
Leia, Sarecky. Leia o que ele disse.
Ainda n�o comecei a lutar.
N�o estava mentindo. Lan�aram ganchos.
E levou seus homens a uma das mais sangrentas batalhas da hist�ria.
Foi a primeira vit�ria naval americana.
E l� de p�, sobre o conv�s do Sheraby.
Se voltaram para olhar como o Von Hold Richard, queimava e afundava.
Alguns davam vivas.
Outros cantavam emocionados.
E alguns se afastaram. Mas todos tinham l�grimas nos olhos.
N�o sabiam que amavam aquele barco at� que tiveram que lutar por ele.
Assim eram as coisas na Marinha.
E esse sentimento continua o mesmo at� hoje.
A rela��o com o barco � como com uma mulher.
Quando voc� se casa � para o bem e o mal. N�o pode largar se as coisas v�o mal.
Eu n�o quero saber. Quem se importa?
Em frente, v�o embora procurar um barco melhor.
Bem, creio que estamos prontos para zarpar.
Kansus?
O que voc� tem, Kansus?
J� vai passar.
- O que quer? - Sou o chefe da manuten��o.
Sim, e aonde estamos?
No meio do pac�fico.
- E voc�, o que faz? - Eu?
Sou o primeiro ajudante deste cerebro que nomearam chefe da manuten��o.
O que � isto?
Condensa��o. Quando construo um barco fa�o bem feito.
Esta junta est� solta.
O construiu bem, hein? Veja.
Eu disse que o havia construido bem.
Como isso chegou a bordo?
N�o quero ver nem uma lata mais.
Satisfeito?
Est� satisfeito?
Ei, Boley. Me sinto um idiota por perguntar isso, mas. . .
Posso me casar com sua filha?
- O qu�? - Eu fiz uma pergunta.
- O que responde? - N�o!
"A Marinha comunica que os japoneses est�o fazendo esfor�os desesperados. . .
para fortalecer suas posi��es. Barcos de abastecimento se dirigem
para l� fortemente escoltados. Um cruzador japon�s foi afundado. . .
e outros oito barcos danificados. Este movimento de tropas japonesas. . .
tem destino conseguir desembarcar em novas ilhas,
de onde possam atacar o continente".
Com todos os dem�nios, Vamos direto para l�.
Sim, sim.
"Todos os barcos em �guas do Norte do Pacifico.
Se coloquem sob as ordens do comando das for�as destacadas
nas Aleutas. Ponto de reuni�o: X24Z".
- Mudar o curso para 310. - Curso 310, Senhor.
Aten��o todos. � o capit�o falando.
Mudamos o curso. Nos dirigimos ao encontro de
outras unidades para enfrentarmos a frota japonesa.
E quanto ao correio, nosso dever � entreg�-lo.
Mas pode haver um pequeno atraso. Boa sorte.
Bem, parece que o Jones declarou guerra.
Traga o mapa, vamos dar uma olhada.
S�o os barcos que se dirigem ao ponto de reuni�o X24Z.
Bem. O que � isto? O John Paul Jones?
Sim, iam para Dutch Harbour com o correio.
Diga para essa banheira sair do meio.
Que se dirijam a Sitka at� que n�o haja problemas.
N�o poderiam afundar nem um barco de papel.
- Desculpa, Senhor. - Entre, Boley.
Eu sei que n�o � meu assunto, mas. . .
Boley � verdade, mudamos o curso. Nos mandaram para Sitka.
- Sitka? - Ordens.
- N�o querem que lutemos. - N�o t�m o direito de fazer isso.
J� fizeram.
Aqui o radar. Avi�o n�o identificado na posi��o 342.
- Dist�ncia aproximada: Cem milhas. - Aguarde.
Contato de radar. Um avi�o sem identifica��o, curso 342 a cem milhas.
- Me mantenha informado. - Sim, Senhor.
Continue informando.
Ordens s�o ordens.
Mas eu sempre disse que n�o se pode escapar dos problemas.
Sim, Senhor.
Se pensar que esses avi�es n�o s�o nossos,
mudar de curso n�o servir� para nada.
Continuam sem identificar. Se aproxima no curso 340 a 75 milhas.
- Postos de combate. - Postos de combate!
Postos de combate!
Postos de combate! Postos de combate!
- Venha, vamos! - Vamos peg�-los rapazes!
Vou para a popa.
Fique comigo!
N�o estou de f�rias. Este barco n�o admite passageiros!
Cale-se!
Seis Mitsubishis, gire setenta graus para a esquerda!
Setenta graus. Aten��o!
- Abrir fogo! - Abrir fogo!
Kansus, n�o fique de bra�os cruzados!
Traga cobertores, colch�es, qualquer coisa!
Aqui podem mat�-lo se n�o se cuidar!
At� nunca mais irm�o!
Com esse s�o quatro!
Homem ferido na torre tr�s!
S� nos resta um, Senhor!
Brigada de inc�ndio, acudam a fortaleza da popa imediatamente!
Por que n�o deixa de se enganar de uma vez?
N�o pode deter a �gua com colch�es e madeira!
Nesta banheira n�o h� como deter a �gua!
N�o creio que nada possa impedir que a �gua inunde a popa.
Se chegar �s caldeiras, estamos fritos.
Senhor, detectei um submarino no curso 325, em 4500.
- Devemos ficar longe dele. - Com esse buraco do lado?
- N�o conseguiremos. - N�o h� outra solu��o.
Logo estaremos ao alcance dos seus torpedos.
Depois que escurecer poderemos despist�-lo.
V� l� em baixo e veja como v�o os reparos dos danos.
- Sim, Senhor! - Leme a estibordo!
- Leme a estibordo! - Motores tudo a frente!
Motores tudo a frente, Senhor.
A� vem o resto do oceano!
Senhor, a esta velocidade n�o podemos conter a �gua!
- As madeiras n�o resistem! - Um submarino est� nos seguindo!
Um submarino? N�o podemos nos manter flutuando!
Vai se acabar em peda�os! O que fazemos?
Um milagre?
N�o deixe que a �gua chegue nas caldeiras ou n�o vamos contar!
Eu ainda tenho o submarino na tela. Curso 204 em 5000.
Estamos muito adernados?
O inclin�metro marca 10�, Senhor.
A �gua est� chegando nas caldeiras?
Sim, Senhor. Continua subindo.
Finalmente perdemos o contato com o submarino.
N�o poder�amos aguentar mais uma noite.
Qual � a nossa inclina��o?
18�, Senhor.
Donohue. Continua entrando �gua na sala de m�quinas!
Todos os anteparos t�m rachaduras. H� homens trabalhando nisso.
Vamos cuidar logo dos anteparos!
� aqui onde temos que deter a entrada d'�gua e isso deve ser feito soldando.
J� n�o est� nos estaleiros. Est� num destroyer!
- E que est� afundando. - N�o vai afundar!
- Cuidado segurem-se! - Aguenta Jones, aguenta!
Ou�o o submarino novamente, Senhor. Curso 225 em 5500.
- Ponte. - N�o nos movemos, Senhor.
- Os motores pararam. - Chamam da sala de m�quinas.
Duas caldeiras est�o inundadas. N�o h� press�o na bomba principal.
As bombas submerg�veis n�o d�o conta da �gua.
Duas caldeiras est�o inundadas. As bombas n�o podem tirar a �gua.
O inclin�metro marca 22�, Senhor.
Nos inclinamos muito depressa.
Bloqueie as cargas de profundidade.
Ordene a todos os homens para abandonar o barco.
Abandonar o barco! Aten��o! Abandonar o barco!
Todos aos botes! Abandonar o barco!
Abandonar o barco! Aten��o! Abandonar o barco!
Abandonar o barco! Abandonar o barco!
- O que est�o dizendo? - Abandonar o barco!
Vamos, vamos.
Vamos, Kansus.
"Destroyer inimigo detectado pelo sonar. N�o h� barulho de motores".
"Navegamos submersos. Objetivo n�o vis�vel pelo perisc�pio".
Thompson, leve isto imediatamente ao bote n�mero tr�s!
Sim, Senhor!
Vamos, Boley!
Saia daqui, vamos!
N�o abandone o barco, Senhor! Posso reparar a rachadura!
Pode afundar a qualquer momento. H� 250 homens que precisam
se salvar para lutar em outro barco.
Sim, mas posso salv�-lo para que lutem neste.
Agora que est� parado e n�o tenho que lutar com a press�o da �gua,
- posso soldar a rachadura. - Continuamos ao alcance do submarino.
V�o querer aproveitar seus torpedos e esperar�o que amanhe�a
- para garantir o alvo. - N�o pode soldar nesse tempo.
N�o quero contradizer o senhor Marton, mas o Boley tem raz�o.
Deixe-me tentar, Senhor. Aposto minha vida que conseguirei.
Deixe alguns comigo e o resto desembarquem. Apenas alguns.
- Est� bem Boley, escolha. - Obrigado, Senhor.
- Mickey. - Vamos.
Kansus, Kasey, Lou, Jerry. . .
Cuidado com as cabe�as!
Depressa, tomem seus lugares nos botes.
Odeio abandonar um amigo quando est� com problemas.
Oficial, abandone o barco.
- Cuide deles, Berg. Boa sorte. - Obrigado, Senhor.
Vamos timoneiro, vamos sair do barco!
"O sonar continua detectando o destroyoer inimigo".
"Continuamos sem ver o alvo. Atacaremos ao amanhecer 01:36hs".
- Tenha cuidado com isso. - Boley!
Quanto demora para soldar?
- Umas tr�s horas. - N�o vai dar.
N�o ter� todo esse tempo de escurid�o. Veja.
Amanhecer� � 01:36hs.
Quando acabar precisaremos de 40 minutos para esquentar os motores
e recolher os homens se n�o se afastarem muito.
Tem que terminar �s 24:50hs. Voc� tem 2 horas e 12 minutos.
- Continue, Boley. - Sim, Senhor.
- Pode v�-lo. - N�o, Senhor.
Mas com certeza continua flutuando.
N�o queria perder de vista esse barco?
Sim, mas isso foi ontem.
Capit�o, ou�o o submarino a uns 3500 metros.
- Selou os anteparos de tr�s? - Sim, est�o todos consertados.
Como est� o gerador a diesel?
Tem luz e corrente para soldar.
N�o deixe ele parar.
Mickey, continuo ouvindo o submarino.
O submarino continua l�, Senhor.
- Dist�ncia? - Dist�ncia?
Tr�s mil e setecentos metros.
N�o entendo porque o submarino n�o nos lan�a um torpedo.
N�o quer desperdi��-los. Esperar� amanhecer para atirar em n�s.
Que grande consolo.
- Me d� outro eletrodo. - S� tem uma hora!
Fa�o o m�ximo que posso, Senhor.
- O que est� fazendo, rezando? - Sim, tem algum problema?
Boley, n�o terminou ainda?
- Que horas s�o, Senhor? - 12:50hs.
J� terminei, Senhor.
Prepare as cargas de profundidade e venha para a ponte.
- Sim, Senhor. - Donohue, para a sala de m�quinas.
- As caldeiras est�o prontas, Senhor. - Casey.
- Quanto tempo para termos press�o? - Uns vinte minutos.
Que sejam quinze.
- Que sejam dez e nem um a mais. - Sim, Senhor.
- E ent�o, Casey? - J� temos press�o, Senhor.
Estou dando tudo o que ele aguenta.
Cargas de profundidade preparadas, Senhor.
V� para baixo e d� uma m�o para o Casey.
Sim, Senhor.
Perisc�pio a estibordo, Senhor.
Um torpedo se aproxima, Senhor. A estibordo.
- Cargas de profundidade. - Sim, Senhor.
O submarino est� atacando!
- Pegue o tim�o, Boley. - Sim, Senhor.
Tudo a estibordo, preparar para colis�o.
- Colis�o? - Sim.
Se as cargas de profundidade n�o destru�-lo
emergir�o para nos destuir com o canh�o. O que h�, Boley?
- Acha que vai aguentar? - Sim Senhor, � um grande barco.
Veja, o submarino!
Vai abord�-lo.
Prove o seu valor!
Bem no meio!
Boley, Boley!
N�s conseguimos! Partimos ele ao meio!
Eu disse que era um grande barco, Senhor.
"Imposs�vel evitar atraso por causa de encontro com for�as hostis.
Nos dirigimos a Sitka com o correio como ordenado. Clark.
A marinha imperial japonesa perdeu seis avi�es e um submarino.
N�s n�o perdemos nem uma carta".
"Destroyer Americano destr�i um submarino e derruba seis avi�es".
"Navio postal consegue uma vit�ria espetacular em sua primeira viajem"
"Destroyer vitorioso chega ao porto".
"O destroyer John Paul Jones recebe congratula��es do presidente".
Te dei isso a antes de zarparem. Devia ter informado isso.
Ir para terra e ficar em terra. Ir para o mar em suas condi��es. . .
Para que acha que somos m�dicos?
Desculpe, Senhor.
Desta vez n�o quero brincadeira.
Mas, entre n�s Boleslavski.
N�o sabe o quanto fiquei feliz que estivesse nesse barco.
O que os m�dicos sabem, Boley.
Voltar� ao Jones e navegaremos juntos outra vez.
J� n�o precisa de mim.
Cuidarei bem do Jones, Boley.
- Creio que � hora de ir embora. - N�o vai se despedir da tripula��o?
Para que? V�o ficar contentes de n�o me ver mais.
Pegue suas coisas, te espero no conv�s.
Sim, Senhor.
N�o posso acreditar nisso.
Boley, n�o querem que v� embora.
Obrigado, mas. . .
Obrigado, rapazes. N�o precisam mais de mim.
Voc�s t�m um bom segundo contramestre.
S� h� uma coisa que quero que fa�am por mim.
Quando andarem na rua, fa�am isso de cabe�a erguida.
Porque pertencem � melhor lata da Armada.
Em suma, afundem muitos barcos e n�o molhem seus p�s.
- Boa sorte, Boley. - Nos veremos depois da guerra.
- Adeus, Boley. - Adeus.
Espere, deixe-me levar isso.
Adeus, Kasey.
J� n�o preciso disso.
Obrigado, Boley.
Quer ir para San Diego comigo, Kansus?
Posso arrumar.
Ou�a, Boley. Agora v�o de vez.
Adeus, Kansus.
- Permiss�o para deixar o barco, Senhor. - Permiss�o concedida. Boa sorte.
- Obrigado, Senhor. - Boley!
Adeus, Capit�o.
Obrigado por devolver minhas divisas.
- A bandeira? - Ela pertence a voc�.
E obrigado por me dar o melhor barco da Marinha.
Boa sorte, marinheiro.
Adeus, querida.
Ei, o que h� aqui?
Ah, papai, meu marido. . .
Acredito que havia dito n�o.
Sim, mas foi quando dizia n�o para tudo, lembra?
Por que escolheu um da Marinha?
Todos a seus postos, preparar para soltar amarras!
Far� isso toda a vida, te dar� um beijo e voltar� correndo para o barco.
Por que n�o escolheu um marido daqueles que est�o sempre em casa?
Como fez a mam�e?
Retirem-na.
Cuide bem desse barco, filho.
E voc� cuide bem dela! Papai!
Vamos papai, com orgulho.
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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