Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Subpack e sincronia by DanDee
Bom dia.
Bom dia.
Atenda, Louisa!
Al�. Sim.
� o seu filho!
Oi, Jean-Mi, o que foi?
-Estou atrapalhando? -Sim, bastante.
Pode falar.
N�o � o Jean-Mi, � o Jerome.
Al�?
Est� ouvindo?
-M�e, est� a�? -Sim, estou.
-Onde voc� est�? -Em Paris.
Em Paris? Desde quando?
N�o estou ouvindo.
-Jerome? -Oi.
Por que n�o me contou?
Tenho uma reuni�o em Londres. Depois eu explico.
Eu n�o podia faltar.
-Tenho uma surpresa. -O qu�?
-Desligue isso, n�o consigo ouvir! -Al�?
-Pode falar. -Podemos jantar a�?
-Quando? Hoje � noite? -�.
-Preciso falar com o Jean-Mi. -Quero apresentar uma pessoa.
O qu�?
S�o engra�ados.
Voc� apareceu.
Linda. Adorei as cores.
Quem � a mulher de azul?
-Minha av�. -Sua av�!
Martine, veja a av� dela.
-O v�deo parou. -Passe para mim.
Agora voltou.
Onde � isso?
Nosso escrit�rio em Xangai.
-Quantos s�cios? -Tr�s, quase quatro.
-Chineses? -Chinesas.
N�o eram lindos?
O Jerome tinha nove, e o Jean-Mi tinha sete.
Onde era?
Em Ambray, uma cidade pequena.
A casa era muito bonita.
Grande demais, nunca ficava aquecida.
-Aque... -Quase congelamos de frio.
Voc� foi ver? N�o � horr�vel?
-O qu�? -O que constru�ram.
-Nunca voltei para ver. -Ambray � t�o longe assim?
Voc� n�o � curioso.
E voc� �? Nunca pergunta nada.
-Nossa. -Nem se preocupa quando t� na China.
-Jean-Mi! -O qu�?
Sabia da situa��o da casa?
Por que eu saberia, se entreguei a minha parte?
Por favor.
N�o constru�ram nada, est� igual! A casa continua l�!
� verdade, m�e?
N�o queria falar disso hoje.
Esse � o momento. Vou embora daqui dois dias.
O que aconteceu? Eles faliram?
-Quem? -Os compradores.
S� tinha o Piaggi, mais ningu�m.
-Quem � Piaggi? -O Gregoire!
O Greg? Ele � construtor agora?
-Entre outras coisas. -O que ele est� esperando?
O munic�pio vetou.
-Por qu�? -Querem comprar a casa.
Que piada! N�o d� para vender duas vezes.
Direito de prefer�ncia.
Mas j� foi vendida. N�o podem devolver o dinheiro.
-N�o cheguei a pegar o dinheiro. -N�o?
-Est� bloqueado. -Onde?
Com o advogado, o Vouriot, mas n�o foi ele.
Foi o juiz que bloqueou.
Agora tem juiz?
O Piaggi est� processando o munic�pio.
Por qual motivo?
-Abuso do direito de prefer�ncia. -Que palha�ada � essa?
N�o fa�o ideia.
E o contrato da venda?
Foi o primeiro pagamento. Estou esperando o resto.
Isso � loucura!
-Como est� sobrevivendo? -Adivinhe.
E voc� permitiu isso?
Queria que eu assaltasse o cofre do Vouriot?
-Procurasse um advogado! -Voc� ia pagar?
-Parem com isso! -Chega, Jean-Mi! Vamos!
Devemos processar igual o Piaggi?
Voc� devia ter ligado!
At� parece que viria correndo, como no funeral do pai!
Parem com isso!
-Solte! -Solte voc�!
Parem. Parem com isso, crian�as!
M�e!
-Por que n�o ligou mais cedo? -Cheguei aqui �s 9h.
-Ele foi embora? -Acho que vai voltar.
N�o, feche a porta! Feche!
Est� melhor?
Conseguiu dormir?
S� um pouco.
-Quase me matam. -Ele come�ou!
Chega.
Eu estava t�o exausta que tomei rem�dio �s 6h, e ele chegou.
Tocou a campainha, bateu na porta...
-Para qu�? -Pegar o contrato e a chave da casa.
E o que ele vai fazer?
-N�o o desencoraje. -N�o vou atr�s dele.
Pelo menos ele lembra que voc� existe.
Ele alugou um carro?
-N�o, pegou o meu. -N�o acredito!
-Al�? -Onde voc� est�?
-Em Ambray. -Mas j�?
-Sabia que trocaram as fechaduras? -N�o!
-Como vai entrar? -N�o vou.
-E a minha penteadeira? -N�o � urgente.
Tente pegar. � a �ltima coisa que quero de volta.
N�o consigo entrar!
-O Piaggi consegue. -M�e...
-Entre por cima! -Pare com isso, m�e!
Desculpe, eu estava em Moulins. � meio longe.
N�o me reconhece? Nem engordei tanto.
Voc� n�o mudou nada. N�o comem na China?
O qu�...
-Voc� fez isso? -Fiz, por qu�?
N�o pode tirar o selo! Quer me ver preso?
Algu�m viu?
-S� os p�ssaros. -Sem piadas.
N�o podem ficar sabendo na Prefeitura. S� me faltava essa.
-Seu irm�o lhe contou? -Em partes.
Contar "em partes" � a cara dele.
Esque�a, n�o vai conseguir.
Quem colocou isso?
-O oficial de justi�a. -Ele coloca de volta.
�, depois de ligar para a pol�cia.
-Vou esperar... -Deixe-me tentar!
-Tem um isqueiro? -Tenho.
Ainda tem esp�rito de escoteiro.
Meu pai dizia que era coisa de gente rica.
E agora o filho compra as casas dos ricos.
-Ainda n�o. -O que est� esperando?
CANTEIRO DO PARQUE
Vendi v�rias fora do plano.
Depois simplesmente parou.
Imagine o quanto eu perco por dia.
As vendas est�o paradas. Todo mundo est� esperando.
-O julgamento? -Sim.
Quando ser�?
-Em novembro. -Novembro?
Voc� vai receber o cheque duas semanas depois.
-A n�o ser que voc� perca. -N�o vou perder.
Esse neg�cio de prefer�ncia � bobagem. O Ribain vai explicar.
-Ribain? -Meu advogado.
Diga que estamos a caminho.
N�o posso, tenho reuni�es.
-Onde ele est�? -Em Limoges.
-Passe o telefone dele. -N�o precisa ter pressa!
O encontramos aqui.
-Ele vem at� aqui. -Quando?
Sei l�. Algum dia.
Pode ser um jantar na minha casa. Hoje � noite!
-N�o vou mais estar aqui. -Qual o problema?
-Nunca esteve t�o apressado. -Vou para Londres amanh�.
-Saia de manh�. -A reuni�o � ao meio-dia.
Bom, fa�a o que quiser.
V�, pode ir.
Nos encontramos daqui quinze anos.
-Bom dia, senhora. -Bom dia.
Poderia me dizer a que horas...
Com licen�a.
-Oi! Onde voc� est�? -Estou aqui ainda.
Ainda n�o terminei, mas est� bom...
-E voc�? -Estou indo para o Louvre.
-Como foi? -Tudo bem, mas � complicado.
-S�rio? -Acho que vou precisar ficar.
-Que pena. -Sinto muito, querida.
N�o vou conseguir pegar o trem das 7h30.
-N�o mesmo. -S� se eu voltar bem tarde.
N�o dirija � noite.
Sabe que n�o gosto. Posso ir sozinha.
S�rio? Tem certeza?
J� sou grandinha. Vou para o BCR
e come�amos a reuni�o sem voc�. Que horas consegue chegar?
Pego o trem das 11h30, n�o se preocupe.
O Sr. Prefeito n�o est�. Tem hora marcada?
N�o. Quando ele chega?
N�o sei. Com o festival, eu mal o vejo.
Ele chega de manh�.
-Que horas? -�s 8h.
Estarei aqui.
-Qual � o seu nome? -Jerome Varenne.
Filho do Dr. Varenne?
-Sim. -Eu sabia.
� a cara dele!
N�o nos esquecemos do seu pai.
Nunca vou esquecer. Ele salvou a vida da minha filha.
Fico feliz.
Tinha personalidade forte, mas todos n�s temos.
N�o �, senhor?
Senhor!
-Aonde vai? -S� estou olhando.
Precisa de alguma informa��o?
-N�o sobrou muita coisa. -S�rio?
Duas quitinetes. Tem filhos?
-N�o. -Temos um duplex. Tem interesse?
-Quantos metros quadrados? -Uns dois ou tr�s mil.
-Tr�s mil? -Muito grande?
-Sim, um pouco. -Talvez seja menos. Quer ver?
-Talvez outra hora. -Mas j� est� aqui.
-Vou pegar a chave. -N�o, espere!
N�o � por aqui. � do outro lado.
Vamos andando. O elevador n�o funciona.
Mas vai funcionar, como planejado.
N�o precisa, n�o vou comprar.
Tem certeza?
-Tenho certeza. -Muito grande, n�o �?
Venha ver as quitinetes.
N�o precisa. N�o vou comprar nada.
Que pena. � a primeira pessoa que vejo hoje.
Gostaria de ajudar, mas...
Quer um caf�?
Tem um pouco no escrit�rio.
Pode ser.
Por que veio aqui?
S� para ver. Aqui antes era uma cl�nica.
-Eu sei. -Era do meu pai.
Nunca voltei aqui.
Voc� chegou ao seu destino.
Espere a�!
-Obrigado. Qual andar? -Nono.
Eu tamb�m.
Tenho uma reuni�o com o Gregoire Piaggi.
-Voc�... -Eu tamb�m.
Sou o Jean-Pierre Ribain, advogado dele.
� claro.
J� ligo de volta.
O Gregoire � um alarmista.
Falando pelas costas?
-Claro que n�o. -Eu ouvi. Voc� n�o tem o direito.
N�o disse nada.
Jean-Pierre, entre! Era brincadeira.
-Ele era assim quando crian�a? -Pior.
Jerome, venha ver.
Lindo, n�o �?
Era tudo campo, lembra?
Sim, tudo campo.
And�vamos de tren�.
Fiquem � vontade. J� volto.
Como eu dizia, ser otimista em julgamentos n�o � comigo.
Mas a Prefeitura errou. N�o tem mais volta.
Tiveram um m�s para se apropriarem.
-Perderam o prazo. -O Gregoire contou?
-A carta chegou atrasada. -Greve dos correios.
Sim, algumas. Para isso devem usar um oficial de justi�a.
V�o demolir a casa e os jardins para constru�rem o qu�?
Apartamentos no centro. Mas n�o vai dar certo.
E mesmo se for aprovado e ganharem o caso,
em um ano, o Prefeito vai perder as elei��es.
O projeto vai ser arquivado.
A voc�, Jerome.
Ao filho pr�digo!
Na B�blia n�o � bem assim.
O filho pr�digo volta falido.
Louise?
N�o est� com a Marion?
-N�o. -Brigaram de novo?
-A irm� dela estava l�. -E da�?
N�o a suporto.
-Trouxe comida... -Estou ocupado.
Vou deixar na cozinha. Boa noite!
Boa noite, senhorita.
-Boa noite. -O que ele faz aqui?
-Est� maluca? -O qu�?
Esse � o Jerome Varenne.
-Eu sei. -Meu amigo de inf�ncia.
-Veio jantar? -N�o, eu...
-Se voc� ficar, vou embora. -Pare com isso!
Desculpe.
Venha, venha!
Venha!
Voc� a conhece?
A encontrei na cidade hoje.
-Sabe quem ela �? -N�o.
O Gregoire n�o lhe disse.
-Acho que teve medo... -Do qu�?
De lhe incomodar.
Ela � da fam�lia.
Qual fam�lia?
Da sua.
Bom, quase.
Ela � filha da Florence Def.
Florence Def, amiga do seu pai.
A companheira dele.
Deve ter ouvido falar dela.
Vagamente.
Bom, vou indo.
-Agora? -Diga ao Gregoire que vou ligar.
-Espere... -Nos vemos depois, tenho que ir.
-Mas eu devo... -Cad� voc�s?
At� mais.
Jerome!
Jean-Pierre!
-Por que foi embora? -Estou cansado.
O Ribain vem de Limoges, e voc� sai correndo!
J� encerramos.
-Est� chateado? Diga. -N�o.
Eu devia ter falado da Louise, mas voc� estava todo apressado.
O que ela tem contra mim?
-Voc� sabe... -Sei do qu�?
Voc� n�o a ajudou.
-N�o ajudou a m�e dela. -Nem conhe�o a m�e dela!
Florence Def, a segunda vida do seu pai.
Sabe disso, n�o �?
Moraram naquela casa por sete ou oito anos.
A Louise cresceu l� com eles.
Depois que ele morreu, o Jean-Mi os expulsou.
-Expulsou? -Foram despejados.
O oficial de justi�a e a pol�cia apareceram l� de manh�.
Foram expulsos ainda de pijamas.
-Ele n�o... -Seu pai n�o tinha planos para eles.
N�o tinham direitos, nem tiveram escolha.
N�o � culpa minha.
A Florence lhe escreveu uma carta.
Ela achou que voc� fosse ajudar, sendo o filho mais velho.
-Voc� nunca respondeu. -Como assim ela me escreveu?
O que foi?
A Louise nem ligava para mim.
Claro que n�o.
Namorava gente da idade dela.
Ent�o ela cresceu.
Frequentava as baladas, e eu tamb�m.
Ela me achava engra�ado. Foi assim que come�ou.
Depois...
Depois?
Eles foram despejados.
Eu dei uma for�a, disse: "N�o chorem por causa da casa".
Disse que ia compr�-la.
Exatamente, comprei.
-Fiz isso por ela. -E por si mesmo tamb�m.
Sim, mais por ela do que por mim.
E vice-versa.
Vou indo. Ela deve estar preocupada.
Normalmente � o contr�rio.
Tenho medo que ela v� embora.
Eu me esfor�o bastante, mas voc� sabe...
Estamos em Ambray.
Ela est� aqui pela m�e.
-Se n�o j� teria ido embora. -Para onde?
Para bem longe.
Para Zanzibar.
Por que Zanzibar?
Ela queria ir h� dois anos.
J� esqueceu essa ideia.
Mas vai achar outro lugar.
Sua casa n�o est� no projeto.
Voc� tem muitas lembran�as de l�, e eu tamb�m.
Os jantares, as brincadeiras...
Mas � muito valiosa para manter. As pessoas precisam de moradia.
N�o podemos isol�-las da cidade.
Seu pai teria concordado.
Sabe o que o Piaggi quer?
Ele lhe disse?
Um condom�nio de luxo!
-Em Ambray. -�, eu vi.
O que � isso? Hotel de praia?
-Ele n�o vai conseguir permiss�o. -Com voc�, n�o.
Entendi. Ele falou das elei��es?
Veja, Jerome... Posso lhe chamar de Jerome?
Conhe�o voc� desde o ensino m�dio.
Vamos sentar.
Onde est�vamos? Isso, as elei��es.
N�o importa se serei reeleito ou n�o.
Precisamos de moradia e ponto final. Todos concordam com isso.
Entre!
O que �?
-Documentos do festival. -Isso pode esperar.
O emiss�rio est� aqui.
No seu tempo n�o tinha o festival.
-Volte amanh�. -Estou indo embora.
Que pena.
Vai perder a abertura.
N�o s�o bonitos?
Est� quieto.
Sua opini�o � importante. Voc� representa a fam�lia.
Sim.
Quando v�o pagar minha m�e?
Culpa do Piaggi! O processo dele est� atrasando tudo.
Se ele retirar o processo, sua m�e pode receber.
A Prefeitura vai pagar bem mais r�pido.
Estou como voc�, cansado disso!
-Sr. Cotteret, os cheques est�o ali. -Eles v�o esperar.
Ela est� preocupada, � claro.
Quem?
Sua m�e.
Diga que n�o estou contra ela.
Quis ligar v�rias vezes.
Deveria ter ligado.
Tive medo que ela desligasse na minha cara.
�ramos muito pr�ximos quando ela morava aqui.
Ela � uma mulher dif�cil de esquecer.
Posso tirar uma foto?
Vai mostrar para ela?
Espere a�...
Meu cabelo est� horr�vel!
Podemos conversar?
-Como soube que eu estava aqui? -No seu hotel.
-Tinha acabado de sair. -O que foi?
A carta.
Nunca recebeu mesmo a carta da minha m�e?
Venha.
Recebeu ou n�o?
A carta? N�o, nunca.
N�o mentiu para o Gregoire lhe deixar em paz?
N�o, falei a verdade!
-Voc� jura? -Sim.
Fale.
Eu juro.
Feliz?
-E a outra? -Outra o qu�?
A outra carta. Minha m�e escreveu, e eu tamb�m.
-Cinco p�ginas. -Tamb�m n�o recebi.
Sei.
Para onde mandou essas cartas?
-Meu escrit�rio? Minha casa? -No endere�o que eu tinha.
-Para Huangpu? -Xangai.
N�o, Xangai � grande. Huangpu � o distrito.
-Quem passou o endere�o? -Vouriot, o advogado.
Ele disse que minha m�e estava certa em escrever.
-O que esperava? -Por que diz isso?
Ele � advogado do meu irm�o. O trabalho dele n�o � ajudar voc�s.
� a �ltima coisa que faria.
-Voc� acha que... -N�o sei, pergunte a ele.
Com licen�a, preciso ir.
-Vai encontrar o Gregoire? -N�o, estou com pressa.
Mas vou voltar.
-Quando? -N�o sei. Tenho que ir para Londres.
At� logo, eu espero.
M�e? � o Jerome. Estou saindo de Ambray agora.
Resumindo, est�o jogando a culpa um para o outro.
Depois ligo de volta. Estou indo.
-Voc� nem viu sua casa. -Vi ontem.
-Mas n�o entrou. -N�o posso.
-Pode, sim. Eu posso. -Como?
Era minha casa tamb�m, lembra?
N�o era s� sua.
Vamos?
Cuidado, tem degrau faltando.
-Pegue minha m�o. -N�o precisa.
Obrigado.
Voc� tinha o melhor c�modo da casa. O sol da manh�...
Eu queria esse, mas seu pai disse que era seu.
-Duvido. -O qu�?
-Que ele disse isso. -Talvez n�o.
-Mas ficou triste por ter ido embora. -Imagine, ele nem ligava!
Nunca falou direito comigo.
Perguntou uma vez como eu estava, depois que tirei o ap�ndice.
Qual era o seu quarto?
O do seu irm�o.
No meu tinha sol, no seu tem m�veis.
Preciso deles.
Quando venho aqui, fico um pouco, leio.
J� at� dormi aqui uma noite.
Onde achou?
Os m�veis?
Seu irm�o tinha tudo isso no escrit�rio.
Tudo que eles n�o queriam.
-J� viu meu irm�o? -Uma vez.
N�o gosta dele?
Odeio.
Voc�...
Vai ficar?
Voc� n�o vai?
N�o posso, vou para Londres. Estou de partida.
-Tchau, ent�o. -Tchau.
N�o atende nunca. Onde voc� est�?
-Na cidade. -Que parte da cidade?
O cara veio mostrar o duplex para a mulher. Voc� n�o estava.
-Eu tinha falado meio-dia. -V� para l�!
Ele est� pronto para assinar.
Ela ainda vai decidir.
� sempre assim. Seja legal, para variar.
A liga��o est� cortando.
O que est� fazendo?
Nada. � a penteadeira da minha m�e.
-O qu�? -Ela quer de volta.
Por isso voc� veio?
Por causa de uma penteadeira.
Estava com tanta pressa.
Ela vai mandar meu irm�o vir buscar.
Bom...
A mesa do seu pai... Ela n�o quer de volta?
-Est� aqui? -Voc� n�o viu?
No quarto de h�spedes.
-N�o v�o vend�-la. -V�o, sim.
Ficou surpreso?
Seu pai j� se foi.
Por que ficar guardando essas coisas?
Quem ainda pensa nele? Voc�, com certeza, n�o.
-Nem sua m�e. -Pode parar.
Voc� tem a chave?
Ei!
Louise?
-Por que est� fugindo? -Porque sim!
-Estar aqui com voc� � doloroso. -Por qu�?
Por tudo! A casa, seu pai...
Est� bem?
Calma.
Devagar.
O que fazemos?
-Carrego voc�? -N�o, estou bem.
N�o posso falar agora. Ligo de volta.
E ent�o? Falou com ele?
Ele est� ocupado no momento.
Vamos?
-Vou de moto. -N�o!
Vou devagar.
Eu levo voc�. Precisa ir a um m�dico.
Eu conhe�o um, n�o se preocupe. V� logo!
N�o vai conseguir chegar a Londres e dir� que foi minha culpa.
No caso de n�o nos vermos mais.
Concordamos com uma op��o de doze meses
e agora voc�s est�o com controle total imediato.
N�o � imediato.
S� se seus n�meros n�o baterem com a proje��o.
N�o sei se estamos preparados.
E n�o posso tomar essa decis�o sozinha.
� ele, posso...?
Fique � vontade.
Oi, onde est�? No trem?
N�o, tive um imprevisto, estou saindo s� agora.
Vou pegar o trem � tarde.
-Pergunte ao Peter se podemos... -Espere a�.
-Ele est� aqui. -Tudo bem.
Al�?
-Jerome! -Oi, Peter!
N�o estou entendendo, Jerome. Estou surpreso. Mudou o acordo?
O qu�? N�o mudei nada!
H� mudan�as no item oito.
J� discutimos bastante o item oito, Peter.
N�o est� igual, juro.
-S� pode estar brincando! -Posso ler pra voc�, ser� mais f�cil.
N�o estou com o contrato. Lemos juntos depois.
-Quando? -Estou a caminho, chego hoje � noite.
-Que horas? -Afaste-se.
Jerome!
Jerome!
Jerome!
-Solte-a! -Est� doendo!
-Solte-a! -Jerome, est� tudo bem?
Fa�a o que eu digo! Desculpe, Peter, ligo depois.
-A cem metros, vire � direita. -N�o, continue reto.
Ela sempre erra o caminho. Vou lhe mostrar.
-Muito r�pido? -N�o, estou bem.
N�o vai ligar de volta?
N�o est�o atendendo mais.
-Estamos perto? -Quase.
� um m�dico? Massagista?
� minha m�e.
-Sua m�e? -Sim, algum problema?
Voc� n�o precisa ficar.
Ela sabe o que fazer.
Trabalhou com o seu pai na cl�nica.
Voc� sabia, n�o �?
Por aqui vai encontr�-la.
Esquerda!
Venha me ajudar.
-Ol�. -Ol�.
Chega de andar de moto. Pode vender ou jogar fora.
-Vou andando? -Use a bicicleta.
Sem capacete? Assim vou morrer mais r�pido ainda.
Vou embora.
-J� vai? -Ele tem que ir para Londres.
Tire os sapatos dela.
Pronta? Relaxe.
Relaxe.
Relaxe.
-Deite-se. Vou dar uma inje��o. -N�o, estou bem.
Sem reclamar.
Tchau e obrigada.
Tchau.
Agora nos conhecemos.
-N�o vai mais? -Vou depois. Mudan�a de planos.
-Como ela est�? -Est� bem.
Quer caf�?
-N�o precisa se incomodar. -J� est� feito.
-A��car? -N�o, obrigado.
Por que est� rindo?
Nada. A Louise me chamou para tomar caf�, mas n�o deu certo.
E?
S� isso. Estou tomando agora com voc�.
N�o � engra�ado.
-Tem uma coisa mais engra�ada. -� mesmo? O qu�?
Como falamos mal de voc� aqui nessa mesa h� tr�s anos.
-Por causa das cartas? -Claro.
A Louise queria matar voc�, e eu tamb�m.
E aqui est� voc�.
Ela est� cochilando. Voc� n�o quis a��car.
Ela n�o � sua meia-irm�.
-Claro que n�o. -Por que "claro que n�o"?
-Todos acham que sim. -Eu n�o.
Nunca pensou nisso?
-Nunca. -N�o se anime.
-Ela tem um pai. -Onde ele est�?
Em algum lugar.
O Gregoire n�o lhe contou?
Desculpe.
Tenho que atender. � importante.
Espero que seja.
Onde est�vamos?
-Gregoire. -Isso.
-Ele fez esses projetos? -Sim, ele manteve essa casa.
Salvou minha vida quando seu irm�o decidiu nos expulsar.
De novo, n�o!
-� a mesma pessoa? -Sim.
-Ligue de volta, � mais r�pido. -Ela n�o atende.
Mulher ainda por cima. Vou deixar voc� � vontade.
N�o conseguem entregar semana que vem.
Resolvemos isso depois.
Sr. Bosquin!
Ela n�o apareceu. Ainda bem que estou aqui.
Ol�, senhora. Vou lhes mostrar o duplex.
-Quero muito ver! -Ent�o vamos.
-Mais nenhuma mensagem? -N�o.
O que houve? Voc�s terminaram?
Pode puxar esse galho para mim?
Perfeito.
-Deve dar bastante trabalho. -Eu adoro.
L�... Como posso falar?
Na minha casa? Na nossa casa?
L� havia muitas flores. N�s plantamos, semeamos...
Fiz seu pai gostar disso. Ele sempre queria mais.
Ele pretendia deixar a casa para voc�?
-Quem lhe contou? -O Gregoire.
Ele comentou.
Ele se foi cedo demais.
Tenho certeza que n�o joguei fora.
Aqui est�.
Jerome Varenne, CR 2.8 - Tajo 74, Xangai.
O qu�? Mostre-me.
Deixe-me ver.
Tajo 74... O Vouriot escreveu isso?
Sim.
Ele enganou voc�. Esse endere�o n�o existe.
Tem certeza?
Moro l� h� doze anos. Fora Xangai e China,
� muito curto para um endere�o.
Pode me levar?
-Para onde? -O escrit�rio do Vouriot.
Espere...
-Acha que ele vai lhe atender? -Acho bom.
-N�o vai atender voc�. -Ele n�o pode escapar dessa!
Eu quero uma explica��o.
� simples, ele � advogado da minha fam�lia.
Da sua fam�lia. Eu n�o fa�o parte.
Eu sou a malvada da hist�ria. Que ele venha me falar isso!
-Deixe-me entrar primeiro. -N�o.
Ele n�o sabe que eu voltei. Vou dizer que sei de algumas coisas.
Depois, eu ligo, e voc� entra com o papel.
Ele est� ocupado. Tem hora marcada?
N�o, � urgente.
-Vou esperar. -Ele vai embora depois.
Eu saio com ele. Avise que estou aqui.
Imposs�vel.
� urgente. Meu nome � Jerome Varenne.
Colette, pode deixar.
Por aqui, senhor.
Ela n�o sabe quem � voc�.
Jerome, voc�... Fabienne Letourneau.
Tamb�m n�o reconheci voc�.
-Lembra de mim? -Sim, claro.
Fabienne...
Que emo��o!
Procurei voc� por toda parte.
-O que houve? Est� doente? -Eu ca�.
-De moto? -�.
Toda semana! Aonde vai?
-Estou com sede. -Fique na cama!
-Est� doendo? -N�o, estou bem.
Foi a cidade?
Foi.
Quem trouxe voc� aqui?
-O Jerome. -Jerome?
-Ele n�o foi embora? -Tinha uma reuni�o.
-Onde? -Na Prefeitura.
Cad� sua m�e?
Na cl�nica, eu acho.
-N�o est�. -S�rio?
Aqui diz: "Fui ver o Vouriot com o Jerome.
Espere por mim".
E para ajudar, ele nunca pagou!
-Nunca? -N�o, dava uma desculpa todo m�s.
-Inacredit�vel! -O que eu ia fazer? Chamar a pol�cia?
Venha!
� uma profiss�o de alto risco.
-Com algumas vantagens. -Poucas...
-Tchau. -Tchau.
Sr. Vouriot, tomei a liberdade...
Ele queria v�-lo.
-Ol�, senhor. Jerome Varenne. -Claro, ol�.
-Voc� voltou? -Podemos conversar?
Tenho que sair. N�o avisaram voc�?
Eu avisei! A Fabienne deixou que ele ficasse.
-Serei r�pido. -Espero que sim. Estou atrasado.
S� vou pegar meu casaco.
Fabienne, venha aqui.
-O que ele quer? -N�o sei.
-N�o perguntou? -N�o.
Para que est� aqui? Tem que filtrar os visitantes!
Eu achei que ele...
N�o precisa achar nada, s� fazer seu trabalho!
Eu n�o...
Esque�a. Diga que tenho que ir. Invente algo.
Vou sair por essa porta.
E ent�o? O que foi?
-Aposto que foi embora. -Pela porta dos fundos.
-Um endere�o falso... -Voc� est� paranoica!
N�o estou, n�o. Veja!
Jerome!
Florence! O que houve?
Pergunte a ele.
Georges?
-N�o corra. -Estou �tima.
-Viu aquele tapa? -Claro que vi!
Ela estava guardando faz tempo.
-Odeio esse homem. -Ele tamb�m? Odeia muitas pessoas.
-N�o vai para Londres? -Vou, tive problemas.
-Tudo culpa minha. -Estou indo para Paris.
Por que est� aqui? Falei para ficar na cama.
-Eu estou bem. -Sabe o que ele me disse?
-Que n�o � a letra dele. -Vamos para o carro.
Florence, venha.
Qual � a sua?
O que voc� est� querendo?
N�o foi embora. Por que est� sendo enxerido?
-Enxerido? -�, expliquei ontem.
Hoje estava na Prefeitura para ver o Vouriot.
� alguma estrat�gia chinesa?
-Posso falar? -Ainda n�o!
-O Prefeito tem seus segredos. -Eu imagino.
-O que est� tramando? -S� estou perguntando!
-O que ele disse? -S� falou de projetos urbanos.
A zona industrial.
-O que voc� tem a ver com isso? -Quer saber?
N�o precisa se incomodar.
-N�o confia em mim? -Confio.
Nem eu. Chega.
-Gregoire! -N�o, esque�a.
Oi, Lin!
N�o precisa vir mais.
O acordo foi suspenso. N�o tem mais o que discutir.
N�o acredito. Quero v�-los, falar com eles.
-N�o precisa. -Chego amanh� �s 13h.
Marque uma reuni�o � tarde. Eu ligo para o Peter.
N�o tem volta, Jerome. N�o entende?
Acabou, est�o seguindo em frente.
-N�o tenho tanta certeza. -Voc� devia estar aqui.
Eu n�o tinha chance nenhuma sozinha. Sabia desde o come�o.
Eu sei, Lin, desculpe.
Vou voltar para ver voc�.
N�o, por qu�? N�o faz sentido.
Vou dormir agora, estou morta.
-S� quero dormir. -Isso, v� descansar.
-Volto amanh�. -Espero voc� em Paris.
-Fiquei no hotel, falaram para voc�? -Sim, falaram.
-Boa tarde. -Boa tarde.
S�o seis comprimidos por dia.
Vou tomar dois � noite.
Sim, n�o tenho tr�s anos, m�e.
Sim.
Sim.
N�o foi embora?
Fui, mas voltei.
� dif�cil acompanhar voc�. O Gregoire tem raz�o.
-O que aconteceu? -N�o deu certo em Londres.
-N�o deu certo? -�, n�o deu.
-Foi culpa minha? -Claro que n�o.
-Onde estava isso? -Aqui.
Minha m�e tem todos os outros.
-Ela o encorajou. -A qu�?
-A ter um di�rio. -Ele s� escrevia sobre ela.
E sobre voc�.
�, eu sei.
"27 de junho.
Piquenique no lago Combe.
Corrida de nata��o. A Louise ganhou, como sempre.
A Florence ficou em segundo, e eu, em �ltimo.
Cochilo.
Dormimos na grama".
�, eu li.
Nunca vi meu pai fazendo piquenique.
-Voc� n�o o conhecia. -Conhecia, sim.
Tamb�m tenho lembran�as dele, mas n�o s�o boas.
-Ele mudou. -Gra�as a voc�?
-� minha m�e. -N�o v� dizer que se amavam.
Muito.
Isso lhe incomoda?
Voc�s perderam.
Pode ficar.
Tenho que ir.
-Temos um jantar. -Com quem?
-Clientes do Gregoire. -Voc� pode se atrasar.
-N�o, estou indo. -Por qu�?
Quando ela vem?
-Quem? -Sua esposa chinesa.
Vai ficar em Londres?
-Quem lhe contou? -O Gregoire.
-Quando? -Agora mesmo.
S� sei de metade da hist�ria.
"Estou indo para Londres". "Para qu�?"
"Encontrar os ingleses". Nossa, ingleses em Londres...
Espere, Louise.
Nem mais um beijo?
N�o.
Ela chegou. At� mais.
Onde voc� estava?
-Pegando minha moto. -Durante tr�s horas?
-Foi guinchada. -Para onde?
-Eles tinham esquecido. -Claro.
-Penteie o cabelo e vamos. -Preciso me trocar.
-Est� bom assim. -N�o, vou me trocar.
-E o que digo para eles? -Que estou me trocando.
Nada disso, vamos.
-Voc� est� louco. -Desculpe.
Deixe-me em paz. Ou me troco ou vai sozinho.
O Bosquin quer mostrar o duplex para o filho �s 9h.
N�o vou.
Por que n�o? Tem outros planos?
Eu me demito.
Entendi. N�o gosta mais de im�veis?
N�o.
-Preciso achar emprego para voc�? -Vou dar um jeito.
Como? Vendendo camisetas?
O que voc� e sua m�e t�m?
Duas princesas. � o Jerome, n�o �?
-V� embora. -Estou aqui todos os dias!
Eu trabalho! Sustento voc�s duas!
O que fariam sem mim? N�o seriam nada!
N�o foi a inten��o. Sabe que n�o penso assim.
Desculpe.
Desculpe, Louise.
Abra a porta, por favor, Louise.
Perdoe-me.
N�o pergunto para onde v�o depois de sair.
J� voltou, senhor?
Jerome! Era quem eu estava procurando!
-O mesmo quarto? -Isso.
Preciso falar uma coisa sobre o Vouriot.
Hugo, fale "oi".
Seu filho?
-Oi, Hugo. -Oi.
Quando ele voltou, gritou com todo mundo.
Descontou em mim. Disse que eu era a culpada.
Ele queria me demitir.
-Vou falar com ele. -Espere!
Quando se acalmou, ele pegou um arquivo e levou para o escrit�rio.
Eu vi o que era.
A heran�a do seu pai! N�o � estranho? No mesmo dia!
-Est� fechado agora? -Claro.
-Tem a chave? -Tenho.
-Ent�o vamos, quero ver esse arquivo. -Essa sala est� trancada.
-N�o tem nenhuma c�pia por l�? -N�o fazemos essas coisas.
Mas acho que escanearam.
-Vamos! -N�o posso deixar o Hugo.
Deixe-o em casa.
N�o tem ningu�m l�.
N�o!
J� vi tudo isso.
Sente-se aqui.
O que eu n�o fa�o por voc�...
-Achou alguma coisa? -N�o.
Eu era apaixonada por voc� no col�gio.
-N�o sabia? -Eu imaginava.
Por que n�o correspondeu? Nem falava comigo direito.
-Tinha medo? -Era t�mido.
Desculpe, temos que terminar.
Volte.
113B. Avance.
115. Onde est� a 114? Licen�a.
-Tem documento faltando. -Certeza?
Preenchi todos.
-O que era? -N�o lembro, precisamos do original.
-Na sala de arquivos? -Est� trancada, j� disse.
Volte amanh�.
Quer ir para a minha casa?
Podemos tomar algo.
N�o, est� tarde.
N�o tem mais medo, espero.
Desculpe, Fabienne.
Cad� ela?
-A Louise. Cad�? -N�o sei.
Ela foi embora.
Sabia que ia acontecer. N�o dava mais.
-Talvez ela... -Ela foi embora!
Levou tudo. Acabou.
Eu a conhe�o.
Por que veio me contar?
Voc� � meu amigo.
Fui um idiota, desculpe.
N�o vamos brigar por isso. N�o depois de vinte anos.
Acha que est� escondida? Olhe embaixo da cama!
O que voc� faria? O mesmo que eu.
-J� tentou a m�e dela? -J�. M�e, amigos...
Ela foi embora da cidade.
-O que vai tomar? -Nada, pare com isso!
Ela diz que eu a sufoco.
Acho que est� certa em ir embora.
N�o ligo para o que ela faz.
Anouk!
-N�o tentei o Anouk. -Quem � esse?
� uma boate.
Gregoire!
Al�?
Al�?
Quem �?
Al�?
-Diga alguma coisa. -Quero o n�mero da sua m�e.
� voc�, Gregoire?
-Al�? -Quero o n�mero dela.
-Quem �? -O Piaggi.
-O que quer? -Preciso falar com ela.
-Passe o n�mero! -N�o pode ligar t�o tarde.
O que houve? Voc� n�o est� bem.
-Estou fora. -Fora de onde?
Do neg�cio da casa.
Preciso contar para ela. � o certo a fazer.
Passe o n�mero!
Onde morava antes?
Em Nice.
N�o lembro de l�.
Acho que apaguei da mem�ria.
Tinha quatro anos quando meu pai foi embora.
-Voltou a v�-lo? -N�o, nunca mais.
Viu? Voc� teve sorte. O seu pai queria ver voc�.
Meu pai?
Minha m�e n�o lhe contou?
N�o.
Eles iam para a China.
Ele estava com as passagens, mas ela tinha medo.
Medo?
Ele queria ir para Xangai.
Ele n�o sabia como voc� ia reagir.
Ele morreu um pouco antes.
Foi em junho.
Como ela chama?
Chen-Lin.
Chen-Lin.
V�o se reencontrar hoje.
-Pare. -N�o, por qu�?
Isso � bom.
-E voc� vai embora amanh�. -Depois de amanh�.
Tanto faz.
Vai voltar e se casar, n�o �?
J� tem data?
Tem.
Gregoire!
Seu irm�o!
E sua m�e!
-Vamos, temos que ser r�pidos. -Vamos.
-E os selos? -E da�?
Ainda � nossa casa.
-Voc� vem? -N�o vou entrar.
Muitas lembran�as.
-Voc� aqui? -Voc�?
O Gregoire n�o lhe contou?
-Jerome! -Bom dia, m�e!
Ele retirou o processo.
-Desde quando? -Ele ligou ontem � noite.
Ser� mais r�pido para a mam�e. A Prefeitura est� pagando.
Venha aqui!
Onde est� a mesa dela?
Na sala.
-Dormiu aqui? N�o ficou no hotel? -Depende do dia.
N�o � f�cil para mim.
Cuidado! V� ajud�-lo.
-Ficou maluco! Dormiu com ela? -Quem?
Quem? A menina est� nua l� em cima!
-Ficou aqui por causa dela? -Pare!
-A sua chinesa sabe disso? -Voc�s v�m?
N�o conte para a mam�e!
-E os puxadores? -Que puxadores?
Os puxadores n�o est�o aqui.
-Voc� os tirou. -Eu?
Deviam estar aqui.
Devem ter ca�do. V� peg�-los.
-V�o voc�s dois! -J� estamos atrasados!
N�o vou sem os puxadores.
N�o comece agora!
O Prefeito e o advogado est�o esperando.
-O cobertor! -Vamos colocar no carro.
-Cuidado, � delicada! -Sim.
-Aonde vai? -Ver o Prefeito.
-E depois o Vouriot. Voc� vem? -Descobri umas coisas...
-Na frente dela, n�o. -Coube?
-� s� uma imita��o barata. -Imita��o barata?
Encontre-nos l�, Jerome!
N�o se atrase!
Para voc�.
-Oi. -Estou a caminho.
Acabei de chegar na esta��o. Voc� est� no hotel?
-Ainda n�o. -Onde voc� est�?
Em Ambray.
O qu�? N�o acredito!
Inacredit�vel!
O que est� fazendo?
O que est� fazendo a�?
Minha m�e est� aqui com meu irm�o.
Quem mais? Com quem voc� est�?
Quem?
Qual � seu pre�o? A zona industrial?
Sim, j� concordamos. Voc� esqueceu?
Voc� faz projetos, eu trago a ind�stria, e voc� � reeleito.
Ent�o esque�a a casa dos Varenne.
Sim.
Por que est� desistindo?
A menina sabe?
A menina...
O qu�...?
-Pierre... -Suzanne.
-Ol�, Jean-Mi. -Ol�.
Est� tudo acontecendo de uma vez.
Fico sabendo da casa, e voc� aparece.
-Veio de carro? -Meu filho me acordou �s 2h da manh�.
Ele � louco!
-Por que ele n�o ligou? -Voc� tem um avi�o?
N�o, mas n�o sei.
Nem sei o que estou falando.
-Tenho que ir. -Tudo bem.
-N�o vai ficar? -N�o, eu tenho que...
Minha m�e est� na cidade.
-Em Ambray? -�, acabou de chegar.
Temos que...
-Eu ligo depois. -N�o precisa.
-Peguem mais cadeiras! -Quantos s�o?
N�o fa�o ideia!
-Um deles j� chegou. -Quem?
-Jerome Varenne. -Ele n�o! Feche a porta!
-Bom dia. -Chegou muito cedo.
-Quero ver uma coisa antes. -O qu�?
-O documento da heran�a. -Acha que � um bom momento?
-Eu n�o estava aqui antes. -Disso eu sei.
Fabienne, leve-o ao escrit�rio.
-Voc� tem o original? -N�o, est� na sala de arquivos.
Podemos?
Sra. Varenne, quanto tempo!
Que emo��o para n�s e para a cidade.
A cidade vai superar.
-Sr. Prefeito... -Ol�, Georges.
Por aqui, por favor.
Sentem-se, por favor.
A� est� voc�!
-Encontrou o que queria? -Sim, obrigado.
-Est� faltando um documento. -Como assim?
-� isso mesmo, Fabienne? -Sim, senhor, o 114.
Vamos encontrar, tem que estar em algum lugar.
O que era?
Um documento sobre os livros m�dicos do seu pai.
Ele os deixou para uma universidade. Lembra-se?
Sim, n�o pod�amos olhar por causa das imagens.
Falem disso depois, tenho que ir ao festival.
Vamos come�ar.
Ent�o...
D� para acreditar nele? Foi horr�vel.
Ela est� feliz, � o antigo amor dela.
-Amor? -Havia algo entre eles.
-Quando ela estava com nosso pai? -Mas � claro.
Sua m�e est� exausta. Est�o indo agora?
-Ela quer ir. -Ela disse que voc� quer.
-N�o. -Ela quer ver o festival.
-Hoje? -Sim, a abertura.
Ela precisa dormir um pouco.
Confiem em mim, como amigo da fam�lia.
At� logo.
-Calma, est� tudo bem? -Sim.
-Voc� nunca usa tudo isso. -Nunca se sabe.
-N�o tem lugar para guardar. -Vou voltar para levar.
-Quando? -N�o sei, logo.
-Droga! -Acalme-se!
-Sente-se! -N�o acabei.
Sente-se agora!
Por que na casa da Stephanie? Voc�s brigaram.
Fizemos as pazes.
-Ela tem uma loja? -Tem.
-Vou ajudar no bazar. -Bazar?
-� isso que voc� quer? -Tenho que ir.
-Para Lille? -�, para Lille.
Depois decido.
-Para onde mais iria? -N�o sei, para onde quiser.
Sempre quis ir para Zanzibar!
-Zanzibar ainda existe? -Claro.
Gregoire!
-Cheguei em m� hora? -N�o, s� estava arrumando.
-Posso entrar? -Claro, entre.
Serei breve.
-Quer tomar algo? -N�o, obrigado.
-Sente-se. -N�o precisa.
Queria que voc� ouvisse de mim.
A Prefeitura vai comprar a casa.
Eu prometi para voc�...
E n�o posso cumprir.
Logo eles v�o demolir.
Pode ficar aqui o quanto quiser.
Comprometo-me a colocar essa casa em seu nome.
Queria que soubesse...
Olhe, Gregoire...
Estou comovida. N�o quero que pense...
N�o precisa mais se esconder.
-Oi. -Ol�, Louise.
Eu j� estava indo.
Como quiser, Gregoire.
N�o culpo voc� por nada.
S� mais uma coisa.
Tenho que ir � abertura do festival. Se me virem sozinho...
Pode me acompanhar?
S� essa noite.
S� hoje.
-V�, Louise. -N�o tenho for�as.
-Que for�as? -De sorrir, conversar...
Ent�o n�o converse. E n�o sorria, � boa nisso.
Leia isso se ficar entediada. � interessante.
-O que �? -Um di�rio do papai. Achei na casa.
-Ele n�o tinha di�rio. -Ele teve, depois.
Oi, onde voc� est�?
Permita-me.
-Obrigada. -Por nada.
-Veio para o festival? -N�o.
Para onde vai? Podemos lhe dar uma carona.
N�o quero atrapalhar.
N�o vai atrapalhar!
Voc� enlouqueceu...
N�o acredito.
Ficamos um ano discutindo,
esperando para encontr�-los.
Cancelaram tr�s vezes.
�amos desistir, quando o e-mail do Peter chegou.
Voc� ficou muito feliz, lembra?
Ent�o viemos para Paris e...
Eu estava animada.
Ent�o voc� me mandou para Londres sozinha.
E tudo deu errado!
O que houve, Jerome?
Ficou maluco?
O que estava fazendo aqui?
Pode me dizer?
Fiz as pazes com meu pai.
Quem era a menina que estava com voc�?
Que menina?
A que estava gritando. Ouvimos tudo pelo telefone.
A filha de um amigo do meu pai.
-O que fazia com ela? -Ela s� queria ver a casa de novo.
� claro, sua casa.
� muito longe?
Tamb�m quero ver. A cidade, a catedral...
Assim n�o terei vindo � toa.
Vamos!
Sim?
Conseguiu dormir?
N�o, fiquei lendo.
Precisa se aprontar.
Posso ligar a banheira?
Sim, por favor.
-Devolva isso para o seu irm�o. -N�o quero.
Devia ler. Descobri muitas coisas.
N�o, obrigado.
Aquela mulher...
-Que mulher? -Amiga do seu pai, Florence.
-Florence Def. -�s vezes temos vis�es erradas.
-Ela tinha bons motivos. -Bons motivos?
Sr. Varenne...
-Boa tarde. -Tem um quarto maior?
-Tong-Lin! -Chen-Lin.
-Ol�! -Por que n�o me disse?
-Ela acabou de chegar. -Para o festival.
-N�o. -Tem um concerto hoje � noite.
Todos n�s vamos.
-Por que n�o vem conosco? -Ela est� cansada...
Eu adoraria.
-Boa noite. -Boa noite.
Com licen�a.
-� a Suzanne Varenne. -Ela voltou?
Tire uma foto!
Jerome!
-� essa? -N�o.
Ol�, senhora.
J� sei o que � o documento.
-Uma colega lembrou. -O que �?
Uma carta do seu pai. Nada sobre livros.
-Sobre a casa. -A casa?
Deixou para a Sra. Def.
Eu n�o disse nada!
Espere, Fabienne!
-Venha. -J� vai come�ar...
Vamos sair!
-Por qu�? -Preciso falar com voc�!
Georges!
Onde est� a carta?
-Solte! -Voc� jogou fora?
Deixe-me em paz!
Devo contar para seus clientes? Est�o todos aqui.
-Devo gritar? -O qu�?
Foi seu irm�o. Ele pegou a carta. Eu n�o pude fazer nada.
-Sr. Piaggi! A chave! -N�o pare muito longe.
-Sentem-se! -Desculpe, com licen�a.
Desculpe.
V�!
Onde est�? Diga!
-Onde est� a carta? -Que carta?
A carta do pai! Jogou fora? Queimou?
-Fez isso? -N�o queimei!
-Est� no cofre em Paris! -E o que diz?
Diga!
Que coisa feia o que fez!
-Por que fez isso? -Por voc�!
-Por mim? -N�o pod�amos ter vendido.
-Ele deixou para a outra! -Ela sabe?
Ela s� queria o dinheiro dele.
-� mentira! -N�o seja arrogante!
Est� sempre dando li��o!
Fugiu do papai e depois dormiu com a enteada dele!
-Quem? -A menina!
� verdade?
Parem!
O que foi?
Voc� viu a Louise?
Louise? Pergunte ao meu irm�o.
-Seu irm�o? -Passaram a noite na casa.
-Como �? -Eu os vi de manh�!
Suzanne, o que houve?
-N�o est� bem? -Estou.
Estou preocupada com voc�.
-Comigo? -Sim, muito.
-Seu projeto... -Sim?
Esque�a.
Meu marido deixou a casa para a Florence Def.
Imposs�vel.
-� sua. -Eu tamb�m achava.
Mas n�o �.
Parece que n�o �.
Acho que � melhor assim.
Mas o qu�...?
E?
Nada. Estamos esperando.
O que falaram?
Acho que ele vai ficar bem.
-Boa noite. -Boa noite.
� meu dever lhe contar.
Achamos uma carta. Uma carta do Paul.
Meu filho foi a Paris para pegar. Voc� pode ler amanh�.
Paul deixou a casa para voc�.
Voc� sabia?
N�o.
Nem eu.
Acho que est� na carta.
Mas e voc�?
Ele me deixou os jardins.
O que vai fazer com eles?
Vender para a Prefeitura. Saber�o o que fazer.
Pronto.
Isso � bom.
Fique � vontade.
Voc� n�o mudou muita coisa.
N�o sei se vou ficar.
-Entendo, � muito... -Sim, muito.
-Sua filha ainda n�o viu? -N�o.
-Ela ainda est� aqui? -Est�.
-Ela est� feliz? -Espero que sim.
Estou triste comigo mesma.
-Por qu�? -Zanzibar.
Eu que dei a ideia.
-Jerome procurou por ela. -Eu sei.
Ele ligou bastante.
Ela n�o me deixou contar.
Queria v�-la. Chega disso.
Eu a quero de volta.
Al�.
Subpack by DanDee
BELAS FAM�LIAS
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.