All language subtitles for Loveable_Elskling (2024)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

PARA SEMPRE

Pode me contar sobre o primeiro encontro de vocês?

Foi no verão.

Em uma festa.

Eu fui lá com uma amiga próxima.

Eu não estava bem. Estava passando por um divórcio.

Estive tempo demais em um relacionamento muito ruim.

Eu tinha dois filhos pequenos que precisavam de mim o tempo todo.

Ei. Ei.

Já vou. Só vou dar boa noite.

Estive trabalhando em alguns projetos e tentando me dedicar.

E então, de repente, ele estava lá.

O engraçado foi que senti como se o conhecesse.

Foi como se eu pensasse: aí está você.

Onde você esteve esse tempo todo?

Nunca estive com ninguém... Nunca me senti assim por ninguém.

- Oi. Oi. - Oi. Oi.

Sinto que conheço você.

- Eu simplesmente sinto que te conheço. - Entendo.

Ok.

Por meses, foi só nisso que pensei, em como conquistá-lo.

Fui a todos os lugares onde poderia cruzar com ele.

Será que eu conseguiria?

Isso não era nada certo.

É o que todo mundo quer.

Eu tinha que provar. Caso contrário, nunca teria me perdoado.

E então, uma noite, nos encontramos no mesmo lugar.

Ele era solteiro.

E tinha muitos amigos.

Eu tinha filhos.

E ele os amou desde o primeiro momento.

Então foi assim.

Sete anos depois

Alô?

Sim. Escrevi a proposta ontem.

Você precisa disso também? Ok, te ligo mais tarde, está um caos aqui.

Desce daí.

Rejeitado.

É... Espere um minuto.

Também negado.

Para com isso.

Ei, pode me ligar?

Você precisa transferir o dinheiro, não tem nada no cartão.

Mikael, por favor, pare.

Ei! Ei!

O claro, ou aquele com lantejoulas?

Quero fazer cocô!

- Então vai! - Você não liga.

Ludwig? Pode esvaziar a lava-louças?

Por que eu? A Alma que bagunçou a cozinha.

- Toma, Stella. - Tô com fome. O que tem pro jantar?

- O papai vem pegar vocês em 45 minutos. - A professora disse que não entregamos isso.

Stella, isso não.

- Mãe, você terminou... - Alma, você ajuda ele?

- Aff, não vou limpar a bunda dele. - Ah, por favor.

- Eu não tenho tempo. Tenho que arrumar as coisas. - Só faça o que eu digo.

- Então eu vou sem. - Nós vamos achar alguma coisa, Ludwig.

Você sempre diz isso. Eu não tinha um na última vez.

- Mãe! - Viu, ele não quer ajuda.

- Tá fedendo lá dentro. Merda! - Ótimo, você leva a Stella.

Você não veio buscá-los no fim de semana passado.

Tivemos um torneio, então não deu certo.

Você não podia? Você tem que falar comigo sobre isso.

As crianças ficaram te esperando.

Você não pode fazer o que quer, e não atender o telefone.

- Ok, vocês estão prontos. - Vou pegar meus fones de ouvido.

- Sai daqui! - Eu só quero falar com você.

Eu disse, sai. Cala a boca!

Eu entendo que é difícil de ver, quando seu pai e eu brigamos assim.

- Sai! - Se controla, isso machuca. - Eu disse, cala a boca!

- Eu não fiz nada. - Você é má e irritante. Sai!

- Já chega! Você não pode... - Eu te odeio!

Pai, posso ir morar com você? Não aguento mais aqui.

Não está fora de questão.

- Minha garotinha. Querida. - Sua boca fede.

Tchau, lindo.

Olhe nos meus olhos, quando nos despedimos.

Querida, você tem quarenta anos!

Venha para Barcelona comigo!

Eu te amo.

- Oi. Oi. - Oi. Oi.

Comprei roupa de baixo de lã para as crianças. Espero que sirva para eles.

Foi uma correria.

- Como você está? - O que você diria?

Acho que você percebe que estou incomodada, que você nunca vem quando diz que vai.

Eu entendo. Nós nos excedemos. Eu não fiz nada a respeito.

Você não atende o telefone.

Minha bateria acabou. Que droga.

Você é incrível.

Correu tudo bem? Conseguiu fazer tudo?

Foi muito bem. Sério.

Já toquei com algumas pessoas antes. Então funcionou.

Mas o produtor teve uma ideia um pouco diferente.

Então conversamos por um tempo.

Eu estava bem cansado. Estava fora de forma.

Geralmente não durmo bem em hotéis, então estava grogue.

Durou o dia todo. Foi exaustivo.

Deve ser exaustivo. Dormir em hotel e...

Ai, Deus, é ótimo estar em casa de novo.

Quarta-feira foi difícil. Não conseguíamos pensar em nada. Por horas...

Mikael teve problemas na escola. De novo.

Ele jogou uma pedra na janela de um aluno do segundo ano.

Eles estão nos pedindo uma reunião há dois meses.

Mas eu disse que tinha que esperar por você.

- Para que pudéssemos ir juntos. - Ok.

Nós vamos. Fico feliz que tenha me contado.

Eu te amo.

- Eu não gosto de você. - Não?

Isso é idiota.

Você é um idiota. Você me deixa aqui sozinha. É um inferno.

Eu devia te denunciar para a polícia.

Tentativa de homicídio. Quase não saí viva hoje.

E quando pensei que não podia piorar

e finalmente fiz o jantar, o alarme de incêndio disparou.

Você pendurou tão alto, que tive que empilhar três cadeiras.

Infelizmente, ao fazer isso, me vi no espelho.

E foi uma visão tão horrível, que você teria vomitado.

Eu te amo.

Eu te amo.

Querida.

E então hoje jogaram o projeto todo nas minhas costas.

- Ah, não. - Por favor, não diga "ah, não".

Eu simplesmente não consigo.

Você não pode tirar conclusões precipitadas de um único experimento.

Pode parar com isso? Não tenho nada a oferecer a eles.

Você não pode pensar assim. Você tem muita coisa pra lidar.

Você é forte, você se importa com a verdade.

Você poderia ter escolhido o caminho mais fácil. Mas não escolheu. É por isso que te amo.

Você consegue, tem que acreditar nisso. Tente ver as coisas com distanciamento.

Com distanciamento, você está sempre trabalhando, e isso significa que eu não posso fazer nada.

Não consigo fazer isso se estou sempre com todas as crianças. Estou exausta.

Não consigo me concentrar no trabalho.

Estou cancelando um compromisso essa semana atrás do outro, pra tudo, pro dentista...

Não está funcionando. Não consigo me concentrar no trabalho.

Vou ficar em casa por duas semanas agora, para você poder trabalhar.

Duas semanas? Está brincando comigo?

Combinamos, que você pararia de viajar agora.

- Não estava definido. - Estava. Você pegou outro trabalho?

Com os seus pedidos... não era uma coisa certa.

Se algo funcionar. E precisamos ter alguma renda.

- Então você presumiu que eu não conseguiria? - Não, para com isso.

Eu deixei claro, não quero que seja assim!

Não tenho tempo nem espaço para respirar. Não consigo fazer isso desse jeito.

Você não é a única que trabalha. Precisamos encontrar outra solução.

Não posso desistir agora. É em quinze dias.

Eu cancelo coisas o tempo todo. Então agora você vai fazer isso.

Isso é completamente antiprofissional. Nunca mais vou conseguir um emprego.

Bem, pelo menos você vai experimentar como eu me sinto.

Sim, eu entendo.

Fico feliz em ouvir isso.

Claro.

Com certeza.

É uma boa ideia.

Combinado.

Concordo totalmente.

Nós realmente nos importamos. Fico feliz que estejamos resolvendo isso.

Tudo bem, então.

Você está com a escola ao telefone?

Sim, agradecemos muito. Agradecemos?

- Temos que nos unir. - Nós vamos fazer isso juntos.

- Vou contar a ela. Tenho certeza que ela vai ficar feliz. - Pode desligar isso?

Ótimo, manteremos contato. Fico feliz que conversamos.

- Pode desligar? - Temos um plano. Até mais.

Que diabos você está fazendo? Estou falando com alguém!

Você resolveu com eles por telefone?

- Resolveu? - E por que não? Eles que ligaram.

Achei que você tinha dito que estávamos adiando por muito tempo e que precisávamos conversar.

Sim, eu disse, precisamos conversar.

É por isso que estávamos adiando, porque você esteve fora por meses.

Eu te disse que estava esperando por você, para que nós dois pudéssemos estar lá.

- Você não vê o quão importante isso é? - É realmente grande coisa assim?

Não tenho que pedir a você para te perguntar tudo.

Estive adiando isso por você. Mas você não dá a mínima para mim.

Acalme-se. Fizemos um acordo, alguém da comunidade vai analisar.

Então não caberá a nós.

- Foi isso que você arranjou? - Sim, foi.

Você não pode simplesmente arranjar isso, se eu não estiver lá.

Ele não precisa, ser julgado.

Você não tem ideia do que ele precisa agora. Você é um completo idiota?

Você é? Você simplesmente não pode fazer isso!

Você não pode entrar aqui, fazer isso e nem me perguntar.

Por que você fez isso?

Pode me responder?

Por que você fez isso? Você não dá a mínima para o que eu penso?

Vai se foder!

Para com isso! Para! Não vê que estou tentando te ajudar?

Estou tentando fazer algo certo. Eu não aguento mais isso!

Marie?

O que é?

Não é assim que funciona.

O que você quer dizer?

Eu não consigo. Alguém tem que te ajudar com a raiva.

- Ajudar? - Sim.

Algum tipo de curso de controle de raiva ou algo assim.

Eu não consigo fazer isso.

Nem eu.

- Estou falando sério. - Eu também estou falando sério.

Não vou fazer um curso de controle de raiva Eu não preciso de um curso de controle de raiva. Mas talvez você precise?

O jeito que você me trata, está me matando.

Meu comportamento? É o seu comportamento que está me matando.

Você também está com raiva. Olhe para você. Você está furiosa.

Você não pode estar falando sério. Eu que devo mudar, porque você estragou tudo?

Além disso, você é pelo menos tão raivoso quanto eu.

Alô?

Quem quer iogurte?

- Eu quero! - Aqui está.

Ah, não. Você viu isso?

Pode limpar isso? Obrigada. Obrigada. Isso ajuda muito.

Ficou um pouco sujo. Quer um pouco de leite?

Bom dia. Tem café na cafeteira. Pode pegar.

Mãe!

- Mãe! - Stella!

- Mikael. Temos que ir. - Tá.

Vamos.

- Pai... - É. (Risos)

Vamos, Mikael.

Vamos.

- Pai. - Vamos.

Estou disposta a trabalhar em mim mesma. Você sabe disso.

Mas não vou aceitar que você não faça parte disso.

Esperem pelo papai.

Você não quer o divórcio?

Você quer o divórcio?

Pelo amor de Deus, me responda.

O papai está vindo.

- Quem quer ir pra cama? - Eu...

Você vai dormir aqui?

Estou com dor de cabeça. Preciso dormir.

- Não podemos conversar? - Não tenho tempo pra isso agora, Marie.

Não podemos pelo menos dormir juntos?

Tenho que me recompor. Não estou me sentindo bem.

Não posso simplesmente mudar.

Você sabe como estou cansado. Eu não consigo.

Você vai acordar as crianças.

Falamos sobre isso amanhã. Está ficando tarde.

- Você conheceu outra pessoa? - De jeito nenhum.

Então o que está acontecendo?

- O que está acontecendo? - Conversamos amanhã.

Precisamos dormir um pouco. Por favor.

Eu não aguento isso.

Não posso ficar aqui assim.

- Ok, não. - Não?

Eu vou embora.

Até você decidir o que quer. As crianças ficam com você.

- Ok. - Ok?

Ok.

É uma boa solução na sua opinião? Eu ir embora?

Foi você que sugeriu. Se é o que você precisa, tudo bem.

Eu simplesmente não aguento ficar nesta casa, quando está assim.

Eu entendo isso. Só faça o que for melhor pra você.

Então você está pensando, que isso é a melhor coisa pra mim?

Mikael, você acha que eu sou muito brava?

- Não. - Marie, deixe ele fora disso.

- Mikael, sua mãe parece chateada? - Para com isso.

Ele teria me dito, se ele achasse que sim.

Pode pelo menos me dar um abraço?

Eu te amo.

Ah, merda... Você é um desgraçado.

Horrível...

- Obrigada. Você é muito gentil. - De nada.

- Eu te ligo. Boa sorte. - Obrigada. Pra você também.

Aqui é o Sigmund. Não posso falar agora. Por favor, deixe um recado.

Não posso falar agora. Por favor, deixe um recado.

A raiva está destruindo seus relacionamentos familiares?

Vai te ajudar O método britânico de controle da raiva.

Está aberto a qualquer pessoa com mais de 18 anos, que tenha problemas de raiva...

e manifestações violentas contra as pessoas mais próximas.

Qualquer tipo de comportamento violento pode ser mudado.

O problema precisa ser resolvido, antes que perturbe as relações familiares.

Dá um tempo.

- Oi. Oi. - O que está fazendo aqui?

Só queria te ver. Por que não tomamos um café?

Não entra aqui. É constrangedor.

O que há de tão constrangedor nisso? Eu vim dizer oi.

Só vai embora, mãe!

Você não vê o quanto isso dói? Só estou tentando ser legal.

Você não precisa falar comigo assim. Poderia pelo menos me dar um abraço.

Eu não quero que você venha aqui. É tão difícil de entender?

Por que não? Eu nunca venho aqui.

É tão horrível assim, alguém passar pra visitar?

Eu nunca vou à escola com você. Achei que ficaria feliz.

Meu Deus, é constrangedor, sua mãe vir dizer oi.

- Que vergonha! - Você é louca, mãe.

Então vai! Só vai! Fique à vontade!

Alma, me desculpe. Foi estupidez. Não funcionou, sinto muito.

Aqui é o Sigmund. Não posso falar agora. Por favor, deixe um recado.

Ei, sou eu.

Só queria saber, como você está.

E se você for à cidade amanhã, poderia me trazer pomada para eczema?

Está na prateleira de cima do banheiro, à esquerda.

Estou com muita coceira.

Mais do que o normal. Não sei o que é.

Não consigo dormir. Acho que vou ter que ir ao médico.

Você não podia me ligar, ou mandar uma mensagem?

Eu esqueci de trazer meias e calcinhas.

Se puder pegar pra mim também. Ok.

Boa noite.

Querida

Estou numa reunião agora. Acabei de encontrar as calcinhas azuis.

Eu sei que você não gosta muito delas, mas foi uma confusão terrível esta manhã.

E este é o creme, certo?

Você já decidiu o que quer?

Acho que nós dois precisamos de um pouco de tempo e espaço.

O que é importante pra mim agora é não definir nada.

- Tenho que voltar lá pra dentro. - Mas, uh...

Você tem que tratar a verruga do Mikael. Uma vez por semana.

- A solução está na prateleira do banheiro. - Já fiz isso.

E a garrafa térmica. Quando lavei depois do passeio da escola, estava fedendo.

Você tem que desmontar e enxaguar com água fervendo.

- Ok, vou fazer. - E...

Nunca tive tempo, de te dar isso.

Você tem que ler.

Ainda não encontrei uma babá. Mas vou encontrar.

Só pra você saber, o que está reservado para nós.

Quando estivermos juntos de novo.

As férias já estão pagas. Então você pode levar outra pessoa com você.

- Tenho que voltar. - Eu estava ansiosa para voltar a trabalhar.

Mas não consigo fazer isso nessa situação.

E se eu não tiver um emprego para conseguir licença médica, não vou ter dinheiro nenhum.

Então você vai ter que pagar todas as contas.

Bem, eu deveria voltar, para não perder meu emprego também.

- Eu quero tanto trabalhar. - Eu sei, eu sei.

Não entendo por que você está fazendo isso. Não entendo.

- Não podemos discutir isso agora. - Não sou mais boa o suficiente pra você?

Se eu melhorasse, você não estaria fazendo isso?

Mas eu não consigo melhorar. Eu não consigo.

Estou realmente tentando. Estou exausta.

Sacrifiquei tudo, ...tudo que eu sonhei.

- Sou um pedaço de merda total. - Não se culpe.

- Eu não valho nada. - Por favor, não faça isso.

Se eu fizer um curso com pessoas, que batem em crianças, ou psiquiatria,

então você me quer? Só me diga o que fazer!

Eu sou tão horrível, eu nem sei isso.

Olhe pra mim. Vou voltar lá pra dentro.

Você precisa se recompor. Converse com alguém. Vai te ajudar.

Ele não vai te deixar.

Eu não acredito nisso. Ele só precisa de um pouco de espaço.

Eu não sei.

Tenho a sensação, de que tudo pode acontecer.

É como se eu não o conhecesse mais. Não sei o que ele está tramando.

Nunca teve um relacionamento longo antes de você, ele nunca teve.

E então conheceu a Drácula.

Isso foi um pouco de azar.

Sério. Ele não tem a experiência que você tem.

Com crianças e relacionamentos anteriores.

- Ele teve algum relacionamento anterior? - Sim, seis meses.

Mas uma situação como esta ele nunca viu antes.

Quando um homem tem que se esforçar, pra fazer funcionar.

- Acho que você precisa de terapia. - Mas ele não quer terapia.

Ele quer que eu mude.

Ele não pode dizer isso.

Ele teria que dizer isso na frente de uma terceira pessoa.

Se ele está com tanto medo, de se expor a outra pessoa,

com certeza está escondendo algo.

Ele já foi à terapia? Não, ele não foi.

Ele fala sobre isso com os amigos?

Ele não desabafa muito. Exceto comigo.

Se ele realmente quer te deixar, um mediador é obrigatório.

Quando se tem filhos e quer se divorciar.

- Ele pode ter concordado com isso. - É o mínimo.

- Maria e Sigmund? - Sim.

Olá.

Entrem.

Então Sigmund diz, que sente que não tem espaço.

E que se sente preso. Entendi direito?

Sim. Está me matando. Eu não sei.

É difícil dar sentido a isso agora. Talvez seja por isso que preciso de espaço.

Você precisa de espaço? Você ainda está trabalhando.

E eu estou sozinha. Estou exausta.

Você tem muito espaço. Como pode dizer isso?

Combinamos que eu finalmente iria trabalhar e você lutaria a guerra em casa.

Você aceita o trabalho de qualquer jeito, eu digo, para cancelar, e você quer o divórcio!

Onde diabos nós estamos?

Eu entendo, que você está com muita coisa na cabeça, Marie.

Mas podemos focar primeiro em você, Sigmund?

- Tudo bem, Marie? - Tudo bem. Tudo bem.

Por que é difícil para você conseguir o espaço, que você precisa?

Não é tão fácil dizer.

Uma coisa é espaço privado e outra coisa é trabalhar.

Você tem pelo menos um deles, eu não tenho nenhum.

A Maria interfere em tudo, ela está em todo lugar.

Não sei como explicar.

Não me sinto bem em lugar nenhum.

Não tenho como me envolver. Não tenho espaço em casa.

Não tem espaço pra ninguém lá agora. É um momento muito agitado.

Estou começando a me perguntar, o que você está dizendo, Sigmund.

Por que é tão difícil para você criar esse espaço?

Não sei se é difícil.

Mas o que você quer dizer? Que você não está conseguindo esse espaço?

Estamos sempre em conflito.

Especialmente quando tento, abrir espaço.

Conflitos são difíceis para você?

Sim, são exaustivos.

Você acha que a culpa é só da Maria, de você não ter espaço suficiente?

Ou você pode fazer algo a respeito você mesmo?

Eu não sei. Na verdade, não sei o que dizer agora.

Há tanta raiva, não consigo ver com clareza.

Claro, a pessoa fica com raiva, quando tudo recai sobre ela.

- Isso não é justo. - Eu tenho muita coisa pra lidar também.

Cuidei dos seus filhos de um relacionamento anterior.

Isso custa algo também.

Vamos contar isso também?

Claro que agradeço, o que você faz pelos filhos mais velhos.

Mas o fato de você ter vindo até nós, nos custou algo também.

Se eu só tivesse eles agora, eu teria muito tempo e liberdade.

Só temos que sobreviver a essa fase.

As crianças são pequenas, não temos babá.

Não temos avós para ajudar, nossas finanças são incertas.

Com quatro filhos precisamos ficar unidos.

Você não pode sair fora, quando as coisas ficam difíceis.

- Já me divorciei uma vez... - Isso é das férias de inverno.

Você gravou?

Não podemos ir, se ele não estiver usando o macacão!

Era a única coisa pela qual você era responsável!

Mas você não liga! Você não dá a mínima!

Está fora de contexto. Não pode soltar isso assim.

Ok, ok, ok, ok. Eu acho, que não precisamos ouvir isso agora.

Ah, meu Deus.

Você nunca fica com raiva, Sigmund?

Não... Eu não sei.

Tenho certeza que você vai ficar com raiva, quando a Marie estiver com raiva de você.

Se você não consegue dizer se está com raiva, então talvez esse seja o problema também.

Mas você entende, que sua raiva o está afetando?

Essa é a distância.

Não acho que se eu fizer um curso de controle de raiva, vai se resolver sozinho.

Entendo que é difícil pra você, se defender.

Mas me parece estranho me retirar, para te dar mais espaço.

Agora que você tem mais espaço do que eu.

Precisamos resolver isso juntos, e estou disposta a fazer terapia. Juntos.

Ainda não estou pronto para isso.

Nosso tempo está acabando, então vamos encerrar.

Gostaria de explicar e resumir, em que estágio estamos agora.

Maria, você quer trabalhar neste relacionamento. Está certo?

E Sigmund, o que você pensa agora?

Não tenho certeza, se quero continuar.

Mas você tem que dizer alguma coisa. Não posso viver com essa incerteza.

Você tem que ser capaz de dizer se quer tentar consertar ou não.

Isso é horrível. Não tenho nada em que me segurar.

Não posso sair do meu lugar.

Isso é difícil para a Maria. Eu entendo.

Ele quer ir para casa e consertar as coisas.

- Sim. - Sim, eu entendo.

Poderíamos definir um prazo, de quando você dará uma resposta clara à Maria?

Tudo bem, então.

O que você diria? Um dia ou uma semana?

Seria bom, ela não ter que esperar muito.

Posso comentar em alguns dias.

Muito bem. Até quarta-feira à noite, então?

Está tudo bem pra você, Marie?

De qualquer forma, nos encontramos aqui na quinta-feira.

E vamos conversar mais, sobre o que vem a seguir para vocês.

Juntos, ou separadamente.

Acho que é importante.

Sinto muito. Sinto muito. Terminamos? Acho que recebi uma ligação do trabalho.

Você se importaria em me ajudar com algumas informações pessoais?

Claro.

Ele disse que me daria um retorno até hoje até hoje à noite, mas até agora, nada.

Tenho certeza que ele vai te responder. Ele normalmente cumpre as promessas, não cumpre?

Sim. Exceto a do casamento.

Vai ficar tudo bem. Eu só fico imaginando...

Eu não sei. O que você acha que ele vai escrever?

Tente não pensar nisso. Respire fundo.

Tente dormir um pouco. Ele te ama. Eu sei que ele te ama.

Se ele te deixar, ele é um idiota. E ele não é.

Tenho que ir pra cama. Você não podia me responder?

Adormeci com a Stella. Acabei de te enviar um e-mail.

Querida Maria,

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer por todos os ótimos momentos que tivemos juntos.

Significou muito para mim.

Mas você tem que se preparar, vou me afastar deste relacionamento.

Aqui é o Sigmund. Não posso falar agora. Por favor, deixe um recado.

Mãe!

Não aguento isso. Não aguento.

Prepare-se para isso, vou me afastar deste relacionamento.

Prepare-se para isso, vou me afastar deste relacionamento.

Prepare-se para isso, vou me afastar deste relacionamento.

Prepare-se para isso, vou me afastar deste relacionamento.

Aqui é o Sigmund. Não posso falar agora. Por favor, deixe um recado.

Não me importo se você não atender. Vou pra casa pegar as crianças.

Então vá para onde quiser. Eu me viro sem você.

Mas não vou dizer nem mais uma palavra sobre você na frente das crianças.

Espero que você seja feliz. Não vou ficar mais neste buraco.

Vou para casa e acabar com isso.

Pelo menos tenha a gentileza de confirmar que recebeu esta mensagem.

Beleza. Pode ficar com as crianças.

O quê? Ele realmente escreveu isso?

Então... Ótimo.

Sinto muito mesmo que seja assim.

Só vou ter que passar por um inferno terrível.

Eu consigo. Tenho muito trabalho de qualquer maneira.

Tenho que limpar o banheiro e enviar alguns e-mails.

Quer que eu passe lá depois?

Vou pegar minha escova. Posso dormir lá hoje tranquilamente.

Você é muito gentil, mas eu consigo. Não é preciso.

- Tem certeza? - Eu consigo.

Mas se mudar de ideia, você me liga. Promete?

- Promete? Eu ligo. - Então tchau.

- Olá. - Olá.

Temos que esperar pelo Sigmund.

Ele acabou de me escrever que não vem.

- Ele escreveu isso? E por que não vem? - Ele não escreveu.

Merda.

Mas já que temos tempo, você poderia entrar mesmo assim.

Sozinha?

Talvez você tire algum proveito disso. Quem sabe?

Aparentemente as coisas saíram um pouco diferentes do que você esperava.

Não sei por que eu estou sentada aqui, quando é ele quem precisa disso.

Ele vai simplesmente se safar e não fazer nada?

Ele vai ter que fazer a parte dele, venha ele aqui ou não.

Mas para você não é importante o que ele está fazendo agora.

Você precisa cuidar de si mesma agora e da sua própria vida.

Você precisa se concentrar em resolver as suas próprias questões.

O que está dentro de você.

O que quer dizer com o que tenho dentro de mim?

Essa é justamente a grande questão.

Deveríamos focar em qual papel você desempenha nisso?

Eu? É ele quem quer ir embora. Você acha que eu provoquei isso?

- É isso que você acha? - Não. Não sei o que você quer dizer.

Então você não tem nenhuma responsabilidade por esta situação?

Acho que sim. Provavelmente tenho uma pequena parcela nisso.

Mas isso não importa muito agora, já que é ele quem quer o divórcio.

Tudo bem.

Então vamos começar com a sua pequena parcela.

- Tá bom. - Da última vez você me disse,

que ele voltou do trabalho e quis pegar outro logo em seguida.

E que ele ligou para a escola, sem discutir isso com você antes.

E então, de repente, quis o divórcio.

Sim.

- Poderia me contar mais uma vez? - Eu já te contei.

Sim. Mas tente contar novamente.

Me conte como ele voltou para casa, depois de ter ficado fora por seis semanas.

Eu estava muito cansada. Estava enchendo a lava-louças.

E ele entrou pela porta naquele momento.

E o que acontece quando você o vê? Como você se sentiu?

Fiquei feliz em vê-lo. Eu o amo. Senti isso.

E depois?

Ele está feliz. Vem até mim, quer me abraçar.

Deixo a louça e vou até ele. Ele me abraça.

- Você o abraça também? - Não por muito tempo.

Você não quer abraçá-lo?

Na verdade, não.

Por que não quer abraçá-lo, se ficou tão feliz em vê-lo?

- Eu não sei. - E o que acontece depois?

Ele começa a me ajudar com a louça.

Você esqueceu de algo?

Quando você para de abraçá-lo, o que ele faz?

Eu não sei. Talvez ele fique um pouco surpreso ou triste.

E você?

Eu me afasto.

De que maneira?

- Eu não sei. - Por que você se afasta assim?

Quero que ele se sinta mal.

Por que você quer, que ele se sinta mal?

- Eu não sei. - Porque ele fez alguma coisa?

- Sim, ele nos deixou. - Mas vocês concordaram com isso?

- Sim. - E você concordou.

- Sim. - Então por que você quer que ele se sinta mal?

Eu não sei.

E o que acontece depois?

- Ele começa a falar sobre o trabalho. - Ele gosta de compartilhar isso com você?

- Sim. Ele fica feliz. Contando as coisas. - E você?

Eu não gosto. Quero que ele pare.

- Por quê? - Eu não sei.

Simplesmente me sinto desconfortável. Então eu interrompo.

E o que você diz?

Que o Mikael teve problemas na escola. De novo.

Você quer que ele sinta que a culpa dos problemas do Mikael é dele?

Sei que ele não é responsável por eles.

Mas mesmo assim você quer que ele sinta que é.

- Sim. - Por quê?

Porque aconteceu quando ele estava fora. Porque ele não estava aqui comigo.

Você acha que nessa situação ele poderia ter feito algo diferente?

Não.

Mas mesmo assim você quer que ele se sinta culpado.

Sim.

Por quê?

Por que você quer que ele se sinta mal?

Lembra de outras situações, onde você quis que ele se sentisse assim?

Tente se lembrar dos momentos, em que você se comportou assim.

Você está bem?

Com alegria Eu sei que teremos sorte

Enquanto eu estiver aqui Vivo com alegria

Sou simplesmente otimista

O que está acontecendo nessa situação?

Não quero dançar, porque não é confortável para mim.

Me sinto idiota.

Se ele vir que estou feliz, vai rir de mim.

Não quero fingir desse jeito.

- Deixa, eu faço isso. - Tudo bem.

Não vale a pena. Você nem sabe o que é o quê.

- Eu sei. Eu faço. - Quando é você que dobra,

eu fico com a cueca do Mikael e o Ludvig recebe as calças da Stella.

Você nem sabe distinguir lã de algodão.

Eu sei sim. Sente-se. Eu faço.

Não! Você nunca está aqui. Não sabe o que é de quem.

No fim, tenho que fazer sozinha. Só me dá mais trabalho.

Então tá bom. De quem é isso?

- Seu? - Claro, meu.

Maravilha, Sigmund. Olha só.

Serve? É da Mikaela.

E isso aqui?

São as calças da Alma.

É um pijama. O pijama do Ludvig. Viu?

Acho que você já sabia há algum tempo que ele ia te deixar.

Não entendo. Você fez tanto por esse relacionamento.

Você é a vulnerável. Ele é quem quer ir embora.

Talvez eu esperasse isso, porque conheço isso da infância.

Papai deixou a mamãe. E desde então tenho tanto medo disso,

que subconscientemente o empurro para fora do relacionamento.

Por que você faria isso?

Talvez eu esteja tentando segurá-lo de alguma forma.

Você tenta segurá-lo empurrando-o para longe?

Se ele se sentir culpado,

vai pensar que sou melhor que ele.

E então vai pensar que tem sorte de me ter.

E que tem que ficar comigo.

É assim que tento fazer, com que ele se sinta pior do que eu.

E não descubra como sou horrível na verdade.

Você está brincando.

Você não acha que é pior do que ele?

Você é incrível.

Gosto muito de você.

Desculpe. O suéter pinica muito.

- Pinica demais. O suéter. - Sério?

Tudo bem.

Você sempre teve medo, de que o outro te deixasse?

O que acontece, se ele te deixar?

Eu vou morrer.

- Vai morrer? - Sim. Ou desapareço.

Por quê?

Porque ele leva com ele tudo o que há de bom na minha vida.

Não sobra nada.

Então se sobrar só você... Não é bom o suficiente?

Tudo o que é bom, está ligado a ele?

De certa forma, sim.

De certa forma, ele é o que há de bom em mim.

Na verdade, não entendo por que ele está comigo.

Mas cedo ou tarde ele vai descobrir.

Quando ele tiver tempo, para criar espaço para si mesmo.

Ou para poder estar com outras pessoas.

Verá que é muito melhor estar lá do que comigo.

Oi.

Minha menina.

Você poderia pelo menos ter se penteado.

Olá. Aqui estão vocês.

- O pai está atrasado, ouvi dizer. - Sim.

Queremos falar sobre a Alma hoje. Você foi muito bem neste semestre.

Causou uma ótima impressão em mim o que você conseguiu.

E você cria uma boa atmosfera na sala de aula.

Você é gentil, alegre e atenciosa.

E entrega as tarefas no prazo.

Você viu o caderno de exercícios dela? Está muito bem feito.

Esse eu não vi. Por que não me mostrou?

Não preciso verificar as tarefas dela. Sempre está tudo em ordem.

É verdade.

Outros pais reclamam nas reuniões de classe.

Como as crianças não fazem a lição de casa.

Como eles têm que ficar sempre cobrando.

Eu nunca te cobrei. Você faz tudo sozinha.

Não pede ajuda nem conselho. É ótimo.

Exatamente. Isso não é um pouco demais para você, Alma?

Eu não me importo.

Deve ser seu pai.

É ele. Um segundo. Vou buscá-lo.

- Está indo muito bem. - Por que você fala disso?

- Do quê? - Que não olha o site. Não pode simplesmente ficar calada?

Eu só queria dizer que você é independente. Não posso nem te elogiar?

- Só não fale mais sobre isso. - Mas é verdade.

Nunca entrei nesse site. Não preciso. Você faz o que tem que fazer.

Ainda bem pra você. Certamente seria terrivelmente exaustivo para você.

- Ah, para. - Por que se incomodaria.

- Por que você está dizendo isso? - Você é horrível, mãe.

Você não entende nada. Quer, que eu me esforce e aguente tudo.

Mas eu não sou como você. Você não precisa de nada de ninguém.

Para você funciona assim, mas eu não sou como você.

Olá.

Só vou resumir, o que dissemos aqui.

A Alma está indo muito bem nos estudos e com os colegas.

Maravilha.

Aqui moram Maria Kristin e Erlend.

Já vou!

Oi. É você?

Pensei em dar uma passada.

Marinka. Como você está, minha menina?

- É... - Entre.

Felizmente você é forte. Você é.

Você é como eu. Sempre foi.

As mulheres da nossa família aguentam quase tudo.

Na verdade, penso nisso com frequência, como as mulheres da nossa família são fortes.

Mãe, eu, você, Alma...

Também penso muito naqueles anos com o papai e no divórcio.

Claro que foi difícil. Mas eu superei. Superei.

E você tem a mesma força em você. Vai ficar tudo bem de novo, Marie.

Vai ficar tudo bem. Vai sim.

- Trouxe isso para você. - O que será?

Só um presentinho. Nada de especial.

Tem muito papel.

É daquela loja bonita aqui na rua. Sei que você gosta dela.

- Ah. - Claro que você pode trocar.

Queria aquele sabor que você falou, naquela vez em Londres. Lembra?

- Sério? Não lembro disso. - Sim.

Você gostou muito. Você disse.

Tá bom, mas sabe de uma coisa? Parei de beber chá preto completamente.

Deixa os dentes amarelos. Isso na minha idade não é brincadeira.

A gente não aproveita nada.

Minha vizinha foi fazer clareamento dental.

Aparentemente está na moda agora. Clareamento dental.

Tenho muito trabalho hoje, então isso não estava exatamente nos planos.

A vizinha teve um vazamento de água. Tive que ajudá-la com isso.

E além disso estou com muito estresse com os ingressos para a casa de concertos.

E o Are me ligou pelo menos cem vezes esta semana.

Por causa do grande aniversário da nossa associação.

- Ah. - Aqui está a lista do que tenho que fazer.

Está uma bagunça tão grande aqui, que quase não dá para morar.

Queria colocar tudo no sótão, mas não cabe mais nada lá.

E você também não levou as suas coisas do sótão.

- Ainda está tudo lá. - Posso levar.

Vou acreditar quando ver.

Ainda posso tomar chá verde.

Este é excelente.

E olha que caixinha fofa.

É fofa. Não quer se sentar no seu lugar?

Podemos trocar. Eu sentaria no seu lugar.

Como quiser.

Mas não prefere se sentar no seu antigo lugar?

Você sempre sentava lá. Como uma rainha.

Você sempre queria sentar aqui. Para não ter que ajudar.

E eu e o Erlend fazíamos tudo. Ficávamos te servindo.

E você sentava como uma princesa e esperava sermos seus criados.

Era assim. Quer um pedaço de queijo caramelizado?

- Minha menina. Quer? Vou trazer pão. - Não.

Por que você está falando sobre o lugar à mesa? O que está tentando dizer com isso?

- O quê? - Que eu apenas sentava lá.

E vocês fazerem tudo por mim.

Era simplesmente assim.

Mas por que me diz isso agora? O que quer conseguir com isso?

Foi só uma brincadeira.

Você gostava de ser servida.

Você era uma prima donna.

Isso não é novidade.

- Você acha isso engraçado? - Pelo amor de Deus, tenha um pouco de senso de humor.

Tudo tem que ser um drama?

Quando você para de rir, não sobra nada.

Minha menina.

Comprei um queijo ótimo na delicatessen ao lado. Você quer?

Você está tentando me dizer, na verdade, que eu queria demais de você?

Na verdade, eu realmente me sentia um pouco como uma empregada.

- Às vezes. É verdade. - Em que sentido?

Você simplesmente era assim. Era difícil colocar limites em você.

Você era na verdade bem exigente. Realmente.

Então vamos ver.

Mãe?

- Mãe. - Sim. O que foi agora?

Acho que não te faz bem, quando você me dá alguma coisa.

Como assim? Não faço outra coisa além de dar.

Estive sozinha com você todos esses anos.

Se você não percebeu o que eu te dei, então estou realmente surpresa.

- Não estou dizendo que você não me deu nada. - Não. Então o que está dizendo?

Eu estava completamente sozinha com vocês dois.

Quando o papai fugiu. Bêbado e desesperado.

Eu chorava de cansaço na cozinha todas as noites.

Eu sei.

Eu era tão infeliz naquela época. Foi um pesadelo.

Não posso começar a pensar nisso.

Senão não faço nada hoje. Isso é certo.

Não estou dizendo, que você não dava nada.

- Não? - Estou dizendo...

que acho que não te faz bem, dar algo para mim.

- O que você quer dizer com isso, por favor? - Que não te faz bem dar alguma coisa.

Nem te faz bem receber algo.

- Como o chá que te dei. - Sim?

Acho que você não ficou feliz em recebê-lo de mim.

O que você está falando. Fiquei muito feliz.

- Sério? - Sim, fiquei.

- E como você demonstrou isso? - Eu odeio esses interrogatórios.

É exatamente isso que odeio em você.

Agora você está me dizendo que não gosta de mim. Que de certa forma me odeia.

- Pare. - Como se estivesse eternamente brava comigo.

Como se quisesse que eu fosse embora. Que eu não me sentisse bem.

Como se você quisesse, que eu me sentisse mal.

Talvez você sentisse essa raiva também pelo papai.

Antes de morrer, ele disse que você ria dele e que isso era desagradável para ele.

- Mesmo quando as coisas ainda estavam boas. - Olha quem fala!

Talvez você não fizesse isso, se soubesse o que estava fazendo.

Cuidado com a boca, Marie!

Tenha a gentileza!

Me parece que você quer, que eu me sinta mal.

Quem dera você também pensasse nos outros de vez em quando.

Mas isso nunca te interessou. É sempre só eu, eu, eu!

Quando você chegou hoje, eu pensei: "Isso é tão gentil.

Talvez ela me pergunte: Como você está? Não está cansada? Não precisa de ajuda?"

Mas de jeito nenhum, você não faz isso.

Seu irmão sim. Ele é gentil e atencioso.

Quando vocês eram pequenos, ele me cobria, quando eu estava cansada.

Você nunca fez nada disso. Você não é assim.

Você não vê que não quer lembrar de nada de bom sobre mim?

Não quer o que eu te dou. Nunca posso te fazer feliz.

Por que você nunca pôde acreditar, que tenho algo de bom em mim?

Que te desejo o melhor.

Que não sou má, que tenho um bom coração.

Como se eu não fosse boa o suficiente para você, faça eu o que fizer.

Percebi que vivo com uma voz, que me diz que sou terrível.

E uma inútil. Ela fica bem aqui no fundo do meu peito.

Ok.

E isso também é minha culpa?

Não estou dizendo que é sua culpa, mãe. Mas talvez...

Acho que não aguento mais isso, Marie. Estou completamente exausta.

Fiquei tão feliz quando você veio. Mas você veio só para me criticar.

Sou apenas humana.

Não sou uma máquina e não aguento tudo.

Vou dar uma volta. Quando terminar de comer, pode ir embora.

Não aguento tanta crítica.

Talvez os outros ao seu redor aguentem, mas eu não.

Como você está?

Muito bem.

Estive pensando sobre, o que discutimos da última vez.

Que você se sente a má da história.

Aquela que não sabe dar. Isso deve ser doloroso para você.

Não é tão... doloroso. É...

Tudo bem.

Ah é?

Muitas pessoas estão muito pior do que eu.

Mas isso não significa, que não dói em você também.

Acho que não consigo falar muito hoje.

Vůbec jsem nespala. Estou terrivelmente...

- Cansada. - Entendo.

- Quer terminar? - Estou tão cansada que não consigo pensar.

- Acho que preciso relaxar. - Pode relaxar aqui.

Tenho o sofá aqui. Não quer se deitar?

- Não posso fazer isso. - Por que não?

- Seria estranho, não seria? - Claro que depende de você.

Você está aqui para trabalhar. Certamente não quer perder tempo.

Isso estragaria todo o seu dia de trabalho.

Sim, mas quero dedicar esse tempo a você agora.

Se precisa relaxar, gostaria de permitir isso.

Você aceita isso de mim?

Você está cansada. E o que você precisa está aqui.

Pode relaxar aqui comigo.

Se quiser.

Está bem.

Isso é cuidado.

Foi muito gentil.

Vou sentar aqui com você.

Não precisa. Você deve ter muito trabalho.

Não se preocupe comigo. Logo vou melhorar.

Não vou a lugar nenhum.

Posso sentar aqui e olhar para você. Ou posso olhar pela janela.

Mas vou cuidar de você.

Fico feliz de ter essa oportunidade.

Droga... Só estou cansada.

Não é de admirar.

Me desculpe, só estou terrivelmente cansada.

Está tudo bem.

É normal, que você se sinta assim, Marie.

Me desculpe.

Não sei o que há comigo. Não dormi nada.

Normalmente não sou assim. Não sei...

Você é um idiota. Um tolo terrível...

Você é um idiota.

Eu te odeio.

Você é horrível. Eu te odeio.

Você é...

Você é...

Você está... totalmente bem.

Você é...

Você é uma boa pessoa.

Não consegui te dizer isso antes.

Porque...

Eu me sentia péssima.

Minha menina.

Você tem um bom coração.

Você merece...

Você merece amor.

Você pode tê-lo.

Você é incrível. Você é... incrível.

Está tudo bem, que você precise de amor.

Você é incrível.

Eu te amo.

Eu te amo.

Oi!

Oi!

Minha menina! Vem aqui.

Oi.

Oi.

Oi.

Você é completamente estúpida.

Você sabe que acho você estúpida?

Sim, eu sei.

Você está sempre cansada e diz, que tem um trabalho importante em Oslo.

Mas você não tem trabalho nenhum. Você é uma inútil.

Você não deveria ter tido filhos.

Quero me mudar para a casa do papai. Lá é muito melhor.

Ele é gentil. Não tão terrível quanto você.

Tudo bem, você querer isso.

Eu entendo, que você queira isso.

- Mãe. - Alma.

Minha menina.

É normal, que você se sinta assim.

Aqui está fechado, então temos que encontrar outra coisa.

Ali?

Olá.

Vou querer só água com gás e café. Cappuccino.

Eu também.

Na verdade não tenho muito o que dizer. Você que quis se encontrar.

Mas diga o que você precisa. Vou ouvir.

Talvez eu comece a chorar.

Mas não porque esteja triste agora.

E não quero que você se sinta culpado, quando eu falar.

Quero que saiba, que se quiser ir embora,

você pode.

Não precisa se sentir mal.

Se é isso, o que você precisa,

você deve fazer.

Você não precisa ter medo, de que eu não vá aguentar.

Porque eu consigo.

Eu consigo.

Ultimamente percebi, o quanto eu estava com medo.

Tinha um medo terrível, de que você me deixasse.

E foi tão difícil para mim dizer isso.

Para você.

Tinha um medo terrível, de ficar sozinha comigo mesma.

A quem eu odiava tanto.

Só quero te pedir desculpas.

Por não acreditar, que você se importava comigo.

E por impor culpa a você.

Por ter te criticado.

E me pendurar em você.

É vitalmente importante para mim...

resolver isso de alguma forma.

De certa forma, o que aconteceu, na verdade é um presente.

Eu desejaria muito, que estivéssemos juntos.

Mas agora eu entendo...

Que não quero isso...

Não quero, se você não quiser.

Se não ficarmos juntos...

Também está tudo bem.

Ainda posso viver uma vida boa.

Sem você.

Obrigado.

De nada.

Então vou ter que resolver meus próprios problemas.

Mas entendo, que estamos juntos nisso.

E que tenho que lidar com a minha parte.

Também sei que não te disse, o que eu realmente precisava.

Acho que era perigoso, sentir o que eu precisava.

- Tenho que ir. - Tá bom.

Então tá.

- Tchau. - Tchau.

Oi.

Oi.

Como você está?

É perigoso para mim. Aceitar o amor que você me dá.

Tenho medo disso.

Do que você tem medo?

Se eu permitir, que você me abrace...

- Penso que você vai me deixar. - É isso que você pensa?

Você pensa, que vou te deixar.

Vem.

Vem.

Base: www.titulky.com Adaptação: Eduardo Gabriel

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.