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Original subtitles

ANTERIORMENTE…

Sra. Hagan?

Ele tem uma arma!

Chelsea Arrington! O Brian era meu irmão.

Adorava o trabalho. Não faria mal a uma mosca.

Encontrei o telemóvel do Mott. Ela mentiu e disse que estava armado.

E mentiu sobre não o conhecer. Encontrava-se com ele há meses.

Cofundador da Heroes In Healing, uma ONG para veteranos.

Ele financia o Raul Zapata.

O Raul Zapata e a LFS são uma pequena organização terrorista.

E voltaram ao ativo.

A carteira cripto da LFS…

Vários depósitos novos foram feitos esta semana.

Estão a planear algo.

- E agora? - Devias ligar ao teu pai.

Dou-te o Jay. A vida dele pela da Isabel. E ela não publica.

Agora é insuficiente.

- Fá-lo hoje. - Priorizo a jornalista?

A jornalista, o delator, o agente e o Jacob Monroe.

Mentiste-me sobre o que fazes.

És um espião. Caças os maus e eu sei disso.

Sou um espião.

Tenho acesso a todas as informações para derrubar o Zapata,

toda a LFS,

e impedir o próximo ataque deles.

Quero todos os espiões, agentes e políticos corruptos que conheces.

E, quando eu arrancar a tua operação pela raiz,

apanhas perpétua.

É o descodificador.

Como funciona?

Se te dissesse, porque me protegerias?

- Já o tens? - Já.

Onde está o Peter?

Não quero saber. É muito arriscado. Há uma investigação.

Não posso voltar de mãos a abanar.

Não há "eles". É só um homem.

Um homem de quem o FBI suspeita de financiar o terrorismo.

Então, não. Diga-lhe que acabou.

Por favor. Só preciso das fotos.

Já disse que não. Já foi longe demais.

É o tratamento do cancro do meu filho. Estou quase falido.

Se não fizer isto, vão deixar de pagar.

Lamento. A sério.

Se é só pelo dinheiro, posso ajudar.

Esqueça. Eu faço-o sozinho.

Não. Brian, pare.

Ouça. Não, temos opções.

Brian. Ouça-me.

- Pare, já disse! - Não, você tem opções.

É intocável. Mas eu?

Se não o fizer, a minha vida, o meu filho…

- Podemos protegê-lo. - Quem?

O seu marido nem sabe disto.

- Mas vai saber se… - Se o quê?

Não vou ser o único envolvido nisto.

Saia. Saia daqui.

- Saia, por favor. - Brian…

Não volto a pedir.

Brian, saia daqui.

Sra. Hagan? Está tudo bem?

Socorro!

O que está a fazer? O que…

Não, pare! Saia!

Alguém me ajude!

Está armado!

Jenny?

O AGENTE DA NOITE

Isto é mesmo necessário?

Provavelmente não.

Tenho de falar com o vice-diretor, ver se ele sabe do Peter.

Fica de olho nele.

Deixa comigo.

Ótimo. Podemos falar?

Só quero ouvir uma coisa de ti.

O Peter foi salvar-te. Tu voltaste, ele não. O que aconteceu?

- Ele deu-me tempo para fugir. - Tretas.

Ele queria-te preso.

- Onde está ele? O que fizeste? - Nada.

- Não sei onde ele está. - Devo acreditar em ti?

Depois das tuas mentiras todas?

Sabias que nos iam atacar durante a nossa conversa?

Claro que não.

A minha prioridade era proteger-te.

O Peter percebeu a importância disso.

Ele estava a ajudar-me.

Tenho informações sobre o Walcott Capital

que os faria desistir de te matar.

Foi o que eu fui fazer.

Eles estão por detrás de tudo.

- O banco? - A Freya Myers, em específico.

No papel, ela é só uma executiva muito bem paga.

Mas o trabalho dela é supervisionar as contas

de uma clientela muito exclusiva e de rendimentos muito elevados.

Criminosos como tu.

Criminosos piores do que eu.

Pessoas que pagam à empresa dela

para esconder detalhes dos seus negócios e acordos.

Estás a dizer que ela matou o Mike e o senador?

Sim.

O chefe do Jay que o atacou. Benjamin Wallace?

Estava no bolso dela.

Ela representa a rede bancária nacional do Raul Zapata.

O trabalho dela era esconder isso.

O segredo foi revelado devido aos erros dela

e agora ela quer encobrir tudo.

Não compreendes?

Se publicares, é a pele dela que está em jogo.

É por isso que ela te quer matar e quem puder provar o que ela fez.

Esta manhã, fui buscar um livro muito importante.

Uma edição rara com erros de Contos de Grimm.

Tu já o viste.

Esta cópia, e apenas esta,

é a chave para aceder a uma base de dados

com documentos que podem ser usados para deter a Freya.

Como?

Expondo-a como cúmplice das minhas operações.

E, através do Peter, eu ia entregar tudo ao FBI.

Mas só funcionaria se eu saísse de lá vivo.

E o Peter percebeu o valor disso.

Ele fez tudo o que pôde para me ajudar.

Eu estava a entregar-me.

Mas, sem o livro, foi tudo em vão.

Foi tudo por ti.

- Eu só queria um pai. - Isabel…

- Mas tornaste isso impossível. - Isabel, estou doente.

As pessoas más também adoecem. Não muda quem elas são.

- Tiveste sorte? - Não há sinal do Peter.

O FBI está à procura com a ajuda da polícia.

Até agora, nada.

O que fazemos?

O vice-diretor pediu-me para descobrir

o que pudermos sobre o próximo ataque da LFS.

O Jay está a ser operado. Sem ele, não temos nada.

Levem-me até ao David Hutson. Posso fazê-lo falar.

É o nome dele, não é? O financiador da LFS que prenderam ontem?

- Deixem-me falar com ele. - O FBI não vai aceitar.

Então, contorna o FBI.

Não é o que a Ação Noturna faz?

Se o Peter estiver vivo, está detido para ajudar o Zapata.

Se vai haver outro ataque,

o Hutson transferiu o dinheiro por ordem do Zapata.

O Hutson pode dar-nos o Zapata.

Se o detivermos, detemos a LFS e resgatamos o teu parceiro.

Porque te importas?

Porque o Raul Zapata é o culpado pelo que aconteceu à mãe da Isabel.

Ele tirou-me a Sofia.

Não ouses usar o nome da minha mãe para te justificares.

E porque achas que ele vai falar?

Porque sei ser persuasivo quando preciso.

Vou deixar-te dinheiro para jantares.

Podes pedir comida. Piza, hambúrgueres, o que quiseres.

Mas pede água, não refrigerantes.

Vais chegar tarde outra vez?

Pensei que íamos continuar a nossa campanha.

Desculpa. Continuamos no fim de semana.

Mas ainda é dia de escola, quero que faças os TPC antes de jogar.

- Está bem? - Está bem.

Estás bem?

Vais partir numa missão de espionagem e eu fico aqui a fazer os TPC.

Ser espião não é um jogo de fantasia nem uma obra de ficção.

É um trabalho difícil e requer muita paciência.

E, na maioria das vezes, é uma seca.

Se me disseres qual é a missão, eu posso ajudar.

Mais uma noite, está bem?

E depois vamos passear, só eu e tu.

Está bem.

O que é isto?

A tua identidade secreta. Não querias uma?

Aqui está.

Oríon?

Oríon é o teu novo nome de código.

O que achas?

Adoro.

Muito fixe.

- Obrigado, pai. - Mereceste-o.

- Pai? - Sim?

Posso ir buscar a minha mochila ao carro?

Serei rápido.

Claro.

Estou?

Temos o Jacob Monroe.

Como assim?

Está algemado ao aquecedor do apartamento do Peter.

Está sob a minha custódia e está a cooperar.

O que disse ele?

Ele quer falar com o David Hutson.

Não tem nada que ver com a LFS,

mas tem informações que podem impedir o próximo ataque.

E acreditas nele?

Ainda não sei.

Deixa-me ver se percebi.

Devemos acreditar no Peter Sutherland, que diz que esse Jacob Monroe

é a ameaça ilusória dele,

que matou agentes federais, comprometeu a nossa inteligência,

divulgou documentos confidenciais da ONU

e pode ter financiado o ataque ao Pima 12 por razões desconhecidas?

O vice-diretor Mosley disse que o Sutherland desapareceu,

pode estar morto, mas o Monroe disse outra coisa?

Só acerca do Pima 12.

Ele diz que não financia a LFS,

mas admitiu que o resto é verdade.

Ele aceitou entregar-se e entregar provas de tudo.

Tudo o quê?

Tudo em que está metido.

- Sem mais nem menos? Qual é o senão? - Ainda não sei.

Mas ele pode usar o Hutson para deter a LFS

e talvez até localizar o próprio Raul Zapata.

Só precisa de um encontro.

Está bem. Vou tratar disso.

Mas assim que ele deixar de ser útil,

quero que seja entregue ao FBI em Washington.

E quero que tu o entregues, Adam. Não confio em mais ninguém.

Considera-o feito.

O Jacob Monroe vai entregar-se.

Fiz bem em manter a distância.

Ele tem muitos segredos obscuros.

- Bem pensado. - Esperemos que seja o fim desta história.

Acordaste.

O que queres?

A localização de Jacob Monroe, Isabel De Leon,

e do agente da FinCEN, Jay Batra.

E poderemos saltar uns passos.

Foi o que pensei.

Não gostas de agulhas?

Não te preocupes.

O soro é só para te manter hidratado.

Durante a Segunda Guerra Mundial, chamavam-lhe Blue 88.

Eram pequenos comprimidos azuis.

Mas funcionava bem.

Por isso deram-lhe o nome da arma de artilharia mais eficaz da guerra.

A Flak 88.

De que estás a falar?

Amobarbital.

Usavam-nos para os soldados contarem lembranças traumáticas

do campo de batalha, mas o medicamento tinha os seus defeitos.

Mas, felizmente, há um barbitúrico mais estável.

Um bastante comum, usado diariamente em anestesias gerais ou…

… ataques epiléticos

ou até em injeções letais.

O tiopental de sódio.

É engraçado, não é?

A única diferença entre um medicamento e um veneno é a dose.

Estás a perder tempo.

Talvez.

Ou talvez não.

Seja como for,

tenho muitos talvezes para explorar nos próximos 30 ou 40 minutos,

não achas?

Cuidado.

- Se puxares demais, vais-te cortar. - Vai-te foder.

Tenho de admitir que és forte.

Mas essa é a beleza da química psicoativa.

Não ataca o teu corpo, mas a tua mente.

E podes ser duro e esperto,

e isso é útil fora desta sala,

mas aqui, comigo, com esta seringa…

… toda a gente fala, querendo ou não.

É só uma questão de tempo.

Este livro deve ser importante para ele.

Ele arriscou muito para o ir buscar.

Não sei.

Vais começar a sentir-te tonto à medida que o medicamento chega ao cérebro

e abranda os recetores celulares.

Não dói, mas baralha tudo,

dificultando o cérebro de realizar processos de pensamentos complexos,

como decidir o que queres responder

ou se queres dizer a verdade ou não.

Então…

A tua amiga Isabel, a jornalista.

O que fazias com ela?

Quem…

Quem é a Isabel?

Está bem.

Vamos começar por algo mais corretivo.

Qual é a tua cor preferida?

Verde.

- Pelo menos quando era miúdo. - Verde.

Também é a minha cor preferida.

O que é que o verde te transmite?

Alegria? Tristeza?

É só uma cor.

Não, as cores podem revelar muita coisa.

Gostavas de brincar ao ar livre?

- Claro. - Espaldares, certo?

Havia um parque ao lado da tua casa. Não, havia um campo grande.

Era uma praia.

Sim.

Aposto que aquelas ondas eram geladas.

Eram quentes, na verdade.

Eram?

O Oceano Atlântico tem esse efeito, não é?

É de lá que és? Da Costa Leste?

Foi lá que arranjaste isto?

Porque a CIA e o FBI ficam na Virgínia,

e ouvi dizer que têm praias lindas.

Mas a NSA fica na costa de Maryland, então…

Quem és tu?

Vais sentir um ligeiro ardor sob a pele.

É quem eu sou.

Quem és tu?

- Não importa. - Não?

Não.

Então, és alguém dispensável na agência? Uma peça sobresselente?

Não disse isso.

Então, o teu nome é importante para ti.

Como deve ser.

Um nome carrega muito páthos.

Um número, não.

É Peter.

Peter.

É um bom nome. Forte.

Como Pedro, o Grande.

O criador do Império Russo.

És russo…

… Pedro, o Grande?

- Não. - Peter Alekseyevich.

Não, é…

É Sutherland.

É Peter Sutherland.

Bem…

Prazer em conhecer-te, Peter Sutherland.

Porque não me dizes de onde és?

De todo o lado.

Mudei-me muito quando era miúdo.

Deve ter sido difícil.

Não, foi… Foi bom.

Não, ser filho de um militar, saltar de base em base.

O meu pai não era militar.

Então… estou confuso.

Como acabaste no FBI?

Fui recrutado.

Claro.

Então, és da Virgínia.

Merda.

Fala-me do teu trabalho, Peter.

Não, eu…

Achas gratificante?

Acho, sim.

Porquê?

Posso proteger as pessoas de quem gosto.

Sim, o meu trabalho é…

O meu trabalho é tudo o que tenho.

A sério?

E de quem gostas?

Gostas da tua amiga jornalista? Do agente da FinCEN?

Parecem ser importantes para ti.

São.

Porquê?

Porque fiz-lhes uma promessa.

E pessoas com complexo de herói, como tu, cumprem as suas promessas.

Vá lá! Porque me estás a fazer isto?

Esta conversa assusta-te, Peter?

Sim.

Está tudo bem, amigo.

Vamos mudar de assunto.

Falar de outra coisa.

- Sim, por favor. - Está bem.

Como é ser um agente especial?

- Não sou um agente especial. - O que és, então?

Um agente noturno.

Certo.

- Diretor Patterson. - Arrington.

Temos de falar.

Ia falar consigo.

Está tudo bem?

Tens o telemóvel pessoal do Brian Mott?

Onde ouviu isso?

Tens o telemóvel ou não?

- Chelsea… - Não entende.

Encontrei-o ontem à noite.

Violaste o protocolo e destruíste a cadeia de custódia.

Vinha literalmente a caminho para lho dar.

Que conveniente.

Só queria tentar desbloqueá-lo. Não estou a mentir.

Quem lhe disse que eu o tinha?

A primeira-dama pediu-me uma atualização da investigação.

Ela queria saber se encontrámos algo no telemóvel.

Perguntei: "Que telemóvel?"

Ela disse que te viu a apanhá-lo na noite do ataque

após cair da mão do Mott.

Ela presumiu que o tinhas entregado.

A primeira-dama está a mentir-lhe.

Desculpa?

Ela e o Mott têm-se encontrado em segredo há meses.

- O telemóvel tem fotos… - Chelsea, isso é…

… de briefings presidenciais de inteligência.

A primeira-dama escondeu o telemóvel.

- Encontrei-o no escritório deles ontem. - Invadiste o quarto do presidente?

Não, eu entrei.

Sabia que ela estava a mentir sobre a relação com o Mott.

Há imagens. Verifique as câmaras. Não vê o que ela está a fazer?

Ela quer fazer parecer que estou a sabotar a investigação

porque sabe que a topei.

Topaste o quê?

O que ela quer encobrir. Não sei.

Divulgar documentos confidenciais, acho eu.

Chelsea…

Quero estar do teu lado nisto, mas está difícil.

- Esta obsessão não é saudável. - Ela mentiu…

Ela não é a única pessoa preocupada com o teu comportamento.

Esta manhã, o teu noivo disse o mesmo.

O que lhe disse ele?

Está preocupado com o stress que este ataque te causou.

Estás de licença disciplinar até concluirmos a investigação.

Sugiro que não saias da cidade.

- Não a deixe fazer isto. - A decisão é minha e está tomada.

A senha do telemóvel do Mott.

O irmão dele desbloqueou-o,

pois não sou a única desconfiada disto.

Chelsea, estás aí.

Como estás?

Sabes que podes falar comigo, certo?

Se quiseres falar, ou desabafar, estou aqui.

Não guardes nada aí dentro.

Essas histórias vão enlouquecer-te.

Ótimo.

Vamos falar.

Sei que ele tinha informações secretas.

Sei que escondeu o telemóvel dos Serviços Secretos.

Sei que não esperava que eu aparecesse naquela noite,

e, quando apareci, entrou em pânico.

E agora o Brian Mott está morto.

Mas também sei que se encontravam há meses,

sempre que ele recebia dinheiro de origem desconhecida.

A única coisa que ainda não sei é porquê.

Mas o telemóvel foi entregue, desbloqueado, ao Patterson.

O que quer que esteja a fazer, espero que valha a pena.

Deve ser bom

ter com quem falar

depois de tudo por que passaste.

Gostas de falar com a Isabel?

- Confias nela? - Sim.

Sim, ela é teimosa, mas eu…

Sim, confio nela.

Este artigo em que ela está a trabalhar

não é do conhecimento público, pois não?

Não, mas…

… vai ser.

Quando ela publicar, toda a gente vai saber.

És um homem interessante, Peter.

Infelizmente, as sensibilidades modernas não têm a mesma moral que nós.

Nós os dois somos como relíquias de outra época,

onde crimes eram cometidos em segredo, sob o manto da escuridão,

com uma certa vergonha envolvida.

Agora, são como ervas daninhas, a crescer no jardim, em plena luz do dia.

Por cada uma que arrancas, nascem outras dez. Entendes?

Sim, talvez.

- Mas tenho de tentar. - Tens?

Porquê passar por isso?

Não há ninguém que ames, com quem queiras viver?

Há…

Havia.

Sim, mas não…

Não resultou.

Então, ser agente noturno é assim? Sem relações?

Disseram que era perigoso demais.

Isso é horrível. Porque não te demites?

Não posso.

Não posso demitir-me. Eu…

Eu sou responsável.

- És responsável? - Sim.

Responsável pelo quê?

Por tudo isto.

- Por tudo. - Está tudo bem.

De que tens medo?

- Disto. - Certo.

Não gostas de falar, pois não?

Não.

Estou muito sensível. Odeio isto.

É da exposição, não é?

Sim.

É disso que tens mais medo?

Mas exposição do quê? De seres uma fraude? Um fracasso?

- Sim. - Sim.

É isso, não é?

É o que vês quando te olhas ao espelho.

Não é?

Alguém que, por mais que tente, não consegue ser bem-sucedido.

Deve ser cansativo.

É como manter um músculo flexionado durante horas a fio.

Sim, é.

É um fardo enorme para carregares, Peter.

Sim.

Mereces isso?

Sim.

- Alguém te magoou muito, não foi? - Não.

- Quebraram a promessa que te fizeram. - Não, eu…

Eu quebrei a promessa…

… que lhes fiz.

Quem te desiludiu?

Foi um parceiro no terreno?

Uma namorada?

Um pai?

- Para. Por favor. - Está bem.

Amas o teu pai, Peter?

Sim.

- Fala-me dele. - Não posso.

O meu pai morreu.

Era um homem complicado?

Não sei nada. Ele morreu com…

Com segredos.

Ele mentiu muito, e eu não…

Não conheço o meu pai.

Para, por favor. Não consigo…

- Não consigo fazer isto. - Certo.

Está tudo bem. Calma.

Falemos dos teus amigos.

Está bem.

Do Jacob, da Isabel e do Jay.

Está bem.

Onde estão eles, Peter?

Comecemos pelo Jay.

O que se passa? Porque paramos?

Merda.

Eu não falei.

Diz-lhe que eu não falei!

Não disse nada.

Vou cumprir a pena.

Ele não precisa de se preocupar.

Não estou aqui por isso.

Então, o que queres?

Precisas de entender que estás aqui a falar comigo

em vez de estares na tua cela

porque eu assim quis.

Não estamos a ser vigiados nem gravados

porque eu assim quis.

Percebido?

Tenho uma proposta para ti.

Sei que a tua situação pode melhorar drasticamente

se cooperares com o FBI.

És um deles?

Vai-te foder.

E também sei que não queres cooperar

devido a um tal Raul Zapata.

Já disse que não quero entrar na Proteção de Testemunhas.

Já ouvi isto antes.

Tens a informação de que preciso.

Informação mais valiosa para mim do que para ti.

Informação que pode mudar as circunstâncias da tua vida

para melhor

se a partilhares comigo.

Quem és tu?

Sabes que tens os dias contados.

Então, quem sou eu?

Sou a resposta abençoada às tuas preces.

Ando a caçar o Zapata há muito tempo,

antes de ele se esconder para reconstruir a LFS.

E agora vais voltar a pô-lo no meu mapa.

Vou retirá-lo do jogo.

Só precisas de indicar a direção certa.

E, se a tua informação for boa,

farei com que sejas libertado.

Não acredito em ti.

Não te pareço um homem de palavra, Diego?

Vê as notícias.

Se o Exército americano

não atacar o Zapata nas próximas 24 horas,

eu devo ser uma fraude.

Mas toma a decisão certa e vê o que acontece.

És ele,

não és?

O tipo que obtém informações.

Aquele cuja cara ninguém viu.

Só quando é importante.

O Peter?

- Ele não sabia nada sobre ele. - Perguntaste?

O livro que está com o Peter é mais importante do que imaginas.

Acredita, eu perguntei.

O Peter não foi capturado por ordem do Zapata.

Então, só resta o banco.

Muito bem.

O que é que o Hutson sabia?

Espero que isto me dê uma cela confortável.

A transação cripto que o Jay sinalizou

foi um pagamento para uma transportadora, a Albertelli Maritime.

A LFS usa-a há anos para traficar armas internacionalmente.

Quanto ao Zapata,

está escondido num destes três locais.

Está tudo aí.

Não o desperdices.

Pode passar-me ao quarto 2916, por favor?

Obrigado.

Atende.

Raios.

Vá lá.

Esta aí alguém?

Olá.

Está tudo bem, podes sair.

Está tudo bem.

Como te chamas?

Eu chamo-me Peter.

E tu?

Está tudo bem. Podes dizer-me.

Oríon.

Oríon?

Que nome fixe.

Sabes onde estamos agora?

Sabes?

Ótimo. Podes…

Podes fazer-me um favor?

Depende.

Boa resposta.

Podes ir lá fora,

encontrar alguém, pedir para chamarem a polícia

e dizer-lhes que estou aqui?

Podes fazer isso?

Por favor, é muito importante.

Acho que o meu pai não ia querer que eu fizesse isso.

O teu pai?

O teu pai não sabe que estás aqui?

Isso… Não te preocupes, está bem? Eu…

Não lhe vou dizer, prometo.

Mas sabes o que podes fazer?

Arranjar-me um cobertor, um casaco ou algo assim.

Estou a ficar com frio.

Claro.

Obrigado.

Sim, isso é perfeito.

Muito obrigado.

De onde és?

De todo o lado. Mudamo-nos muito.

Eu sei como é, acredita.

Porque estás amarrado?

És mau?

- Não. Porque acharias isso? - São as ferramentas do meu pai.

Ele é um espião que prende maus, por isso estás em apuros.

Acertaste numa coisa. Estou em apuros, mas não sou mau.

Isto não é o que parece.

Estás confinado a uma cadeira aparafusada. É isso que parece.

Confinado?

As crianças não usam palavras dessas.

- Eu leio muito. - Boa.

Há um livro naquela mesa. Já o leste?

CONTOS DE GRIMM

Sim, há uns anos.

- Gostaste? - É bom.

O que é isto?

Não te posso dizer. É confidencial.

É só uma foto tua e um número longo.

Não é um número qualquer.

É um número muito importante, específico,

atribuído especialmente a cada espião.

Na verdade, o teu pai…

Sabes que mais? Esquece.

Não te posso dizer isto.

Dizer-me o quê?

O teu pai

tem um número igual a esse.

- Tem? - Sim.

É mais baixo do que o meu, porque ele é espião há mais tempo,

mas ele tem um.

Queres saber como sei?

Como?

Eu e o teu pai somos parceiros.

Ele nunca me falou de ti.

Nem devia. Um bom espião guarda os seus segredos.

Então, porque me dizes?

Porque não sou tão bom espião como o teu pai.

Se ele é teu parceiro,

porque te amarrou?

Pensa nisto como um…

Um exercício de treino.

O teu pai colocou-me numa situação difícil para ver se eu me safava.

O problema é que não consegui e preciso da tua ajuda.

És a minha única saída.

Acho que não te devo ajudar.

Oríon, amigo, se eu não sair daqui em breve,

não vou conseguir acabar a minha missão.

Está bem?

Se não me ajudares,

não vou passar no teste.

Está bem? E quero impressionar o teu pai.

Mas o meu pai pode zangar-se comigo.

- Porquê? - Porque te ajudei.

Ele não te diz para seres bom, ajudar os outros?

- Sim. - Exatamente.

Porque não me ajudas?

A informação parece ser boa,

o que significa que temos de levar o Sr. Monroe para Washington.

Vamos.

Se se quiserem despedir,

agora é a altura.

Obrigado.

Escrevi o endereço do site da base de dados, caso o Peter volte.

Nunca chegámos a acabar a nossa conversa de há pouco.

Dadas as circunstâncias, esta pode ser a nossa última…

A nossa última oportunidade de falar.

A tua última oportunidade foi há muito tempo.

Ouve, eu sei que te desiludi,

e sei que te devo respostas.

Não. Não estou desiludida. Tenho as respostas de que preciso.

Partiste o coração da minha mãe.

E não me vou importar o suficiente para me fazeres o mesmo.

Adeus, Jacob.

Ficas bem aqui?

- O que foi? - Isto parece batota.

- Não te preocupes. Está tudo bem. - A sério?

Sim. Eu…

Não quero que aches que estás a fazer batota.

O teu pai vai entender se eu não passar.

Contigo entende, não é? Ele é porreiro.

Tu consegues.

Com força.

Perfeito. Obrigado.

- Pai? - Fica atrás de mim.

- Ele está bem aqui. - Desculpa.

Sei que devia ter ficado no hotel, mas eu…

Está tudo bem. Ajudaste-me com a missão, certo?

Sim, eu ajudei.

Missão?

O exercício de treino?

Estavas a testar o Peter, não estavas?

Sim.

Sim, estava.

Agora que a missão terminou, estamos bem, certo?

Isso não depende de mim.

Depende, sim.

Há outras partes envolvidas. Temos de considerar outras coisas.

A única pessoa que tem de considerar agora és tu.

- Estás bem? - Porque não me falaste dele?

Sempre com boas perguntas.

Está tudo bem. Um bom espião guarda os seus segredos.

Não é, Peter?

Sim. Isso mesmo, amigo.

Estamos bem?

Detesto assuntos inacabados.

Ir embora assim não é nada profissional.

Mas, neste caso, posso abrir uma exceção,

se estiveres disposto a fazer o mesmo.

Sim.

Desde que seja um "adeus" e não um "até logo".

Então, adeus, agente noturno.

Oríon.

Obrigado pela ajuda.

Continua a ler.

Espera. Não te esqueças do crachá.

Sim, obrigado.

Ouve, amigo.

- Tens um bom pai. - Eu sei.

Aproveita enquanto ele está aqui.

Está bem?

- Não o tomes como garantido. - Está bem.

Ótimo.

Certo. Até logo.

Jenny, estás aqui?

O que se passa?

Não é nada.

Tens a certeza?

Sim. De que precisavas? Estavas à minha procura.

O Patterson queria falar contigo.

Mas sabes que mais? Não é importante. Amor.

Tens de falar comigo, está bem?

Tens andado estranha. Eu sei quando algo te incomoda.

Sim.

Há uma coisa.

É…

… o Jacob Monroe.

Posso fazer-te uma pergunta?

Qual é a coisa mais importante para ti neste mundo?

Se soubesse a resposta, teria continuado reformado.

Para mim, é a minha filha.

Antes disso, era a vingança.

E, antes disso, era a mãe dela.

Caço o Raul Zapata há 30 anos.

Ele é inimigo dos Estados Unidos há 20 anos.

No entanto, não foi o Exército que o apanhou.

Não foi a CIA.

Fui eu.

O meu único arrependimento é que ele nunca saberá.

A vida é melhor quando estás no controlo.

E, quanto mais penso nisso,

é só isso que importa.

Pergunto-me se seremos capazes de chegar a algum tipo de acordo.

Não, confundiste-me com alguém que negoceia com terroristas.

Um homem de valores morais fortes.

Eu compreendo.

O Peter era assim, até determinarmos o que era importante para ele.

E acho que, hoje, até ele admitiria que saiu a ganhar com o acordo.

Tenho de atender.

Podes continuar a falar.

Sim.

Está tudo bem?

O tempo dirá.

Parece que acabaste de receber más notícias.

Ex-militar, certo?

O serviço exige muito de ti, aposto.

E raramente recompensa na mesma medida.

Eu sei como é estar nessa posição.

Não é errado quereres o melhor para ti.

Não é a ganância que motiva o impulso.

É a sobrevivência.

Não tenhas vergonha disso.

Está bem, vou morder o isco.

Hipoteticamente, se estivesse interessado no que tens a dizer…

… o que ouviria?

Algo que vai valer a pena.

Chelsea?

Amor, o teu telemóvel vai direto para o voicemail.

Não íamos jantar no Giorgio's?

O que se passa?

Passa-se que nem posso confiar em ti durante 24 horas.

- De que estás a falar? - O que disseste ao Patterson?

Que o ataque te deixou muito stressada.

Nunca te vi assim.

Preocupa-me que isto te deixe…

- Louca? - Não.

Não acho que estejas louca. Eu só…

- Não sei como te ajudar. - Eu disse-te como.

Basta apoiar-me.

O meu chefe acha que estou passada devido ao que tu disseste.

Desculpa. Eu não…

Aonde vais?

Aparentemente, para um manicómio, se continuar em Washington.

Acho que é melhor do que a prisão.

Ouve.

Desculpe. Posso usar o seu telefone, por favor?

Por favor?

Só precisas de me levar até à pista de aterragem.

Eu trato do resto.

Receberás o teu primeiro pagamento lá…

… e a segunda parte quando eu aterrar.

Afinidade com a arte africana.

O que posso dizer?

Coleciono coisas raras.

PASSAPORTE – CANADÁ

Surpreendeste-me, sabes?

Achei que não conseguiria fazer um acordo contigo.

Bem, dizem sempre que sou cheio de surpresas.

Tenho de perguntar. O que mudou?

Ordens.

F…

NÚMERO DESCONHECIDO

Sim?

Adam.

Peter. Porra, meu. É bom ouvir a tua voz.

- Onde estiveste? - É uma longa história.

Preciso que me venhas buscar.

É melhor vires ter comigo.

Legendas: Miguel Oliveira

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