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Zulu
ANTERIORMENTE…
Mil páginas sobre Camp David, sem censuras.
Ele é referido?
O Sutherland não trabalha para nós há dez meses.
- Deve trabalhar para uma agência. - Oficialmente, não.
Este corretor vai controlar um presidente em exercício.
Precisamos que determines a natureza exata da relação deles.
O Jay Batra era um ótimo analista.
- E o chefe? - Ben Wallace.
Carreira brilhante na FinCEN. Apanhou peixes graúdos.
Ele divulgou informações confidenciais.
Ele está assustado.
- Já te vi antes. - Não me parece.
Ele contactou uma repórter, Isabel De Leon.
É do Financial Register.
- Uma repórter? Estranho. - Sim.
Não parece alguém a tentar vender informações.
Parece que quer contar uma história.
- Está ocupado. - Não vamos demorar.
Acho que ele não mentiu. Estou a olhar para eles.
Já te ligo.
O que aconteceu há cinco dias?
Ele foi lá a casa e pressionou-me.
Destruiu o disco com os relatórios.
Eu tentei impedi-lo e ele sacou da arma. Disse que eles o obrigaram.
Prometo que, se vieres comigo,
farei tudo o que puder para te proteger,
- Há algo que não te contei. - O quê?
A carteira cripto pertence a Raul Zapata e à LFS.
Previste o ataque ao voo Pima 12?
Se eu estiver certo, significa que…
Americanos financiaram o ataque.
NÚMERO DESCONHECIDO
Estou?
Estou a ligar, Peter, porque parece que tens algo que eu quero.
Ou melhor, alguém.
CINCO DIAS ANTES
Para a próxima, manda mensagem.
Desculpa. O Kopelson quer o artigo da informação privilegiada para ontem.
Preciso de um favorzinho.
Trabalho de sapa só porque sou novata?
Não, porque tens mais energia.
- Mas é trabalho de sapa. - É aprendizagem.
O que é? Mais lixo do site de dicas?
O site de dicas não é lixo. Consegui o meu primeiro artigo de lá.
Pronto, a maior parte é lixo.
Mas, às vezes, temos sorte. Entendes?
Não quero que faças serão. Dá uma vista de olhos quando puderes.
Por favor, com uma cereja em cima,
e uma nota de 20 dólares em cima da cereja.
Está bem.
FINCEN – MEMORANDO INTERNO PARA BENJAMIN WALLACE
DE: JAY BATRA, ANALISTA JÚNIOR
INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA?
Tive sorte, não tive?
Se li bem e as datas estiverem certas,
este tipo, este Jay Batra,
previu o ataque terrorista ao Pima 12 dias antes de acontecer.
Com relatórios de atividades suspeitas. E ainda os tem.
Por isso enviou a dica.
Ele diz que as empresas citadas estão envolvidas.
Um delator com provas documentadas. É raro.
- Onde está ele? - Istambul.
- Turquia? Então, já está em fuga. - Receia pela vida.
Temos de ter cuidado nos próximos passos.
Se for verdade, isto pode ser maior que os Panama Papers.
Mas se não for…
- Mike, o FBI está a subir. - O quê? Porquê?
- Querem falar contigo. - Dá-nos um segundo.
Não podem já saber de nós, pois não?
Merda.
Quando recebi a tua mensagem, falei com a minha fonte na FinCEN
para verificar a autenticidade.
Ele deve tê-los avisado.
- Vou ligar aos advogados. - Espera.
Deixa-me ir até à prova.
Eu encontro o Jay e os relatórios.
Em Istambul?
Não é só perigoso, é de loucos. Não sabemos com o que lidamos.
Disseste que a loucura e a ousadia eram o mesmo.
São perspetivas diferentes.
Deixa-me ir. Agora, antes que nos impeçam.
Lembra-te, eu vou, quer tu queiras ou não.
Tem cuidado.
E guarda os recibos.
Obrigada.
De nada.
Posso ajudar?
FBI.
O AGENTE DA NOITE
São teus amigos?
Sim. Anda.
Só um segundo.
Espera aqui. Volto já.
Está bem.
O corretor ligou quatro vezes durante o voo.
- Ele está a rastrear-te? - Não, clonei o SIM.
O que ele me deu está em DC.
Quatro chamadas? Está ansioso.
O que quer ele do rapaz?
O Jay disse que os relatórios com que ele fugiu
ligam o ataque da LFS ao Pima 12 a empresas de fachada americanas.
O corretor deve saber.
- Achas que uma delas é dele? - Acho que são todas.
O Raul Zapata e a LFS são uma pequena organização terrorista
que estava dormente há dez anos.
Há mais tempo.
De repente, voltam ao ativo com dinheiro e equipamento
para abater um avião comercial?
O que insinuas?
Como é que um grupo terrorista amador se torna profissional de repente?
Quem poderia patrocinar isso?
Quem patrocinou o ataque à ONU há um ano.
Exato. É óbvio que é o corretor.
E o Jay ligou os pontos que não devia?
O Jay divulgou o que descobriu à imprensa. A quem?
Ao The Financial Register.
Merda.
Não foi ao Mike Fonseca, pois não?
Tentaram interrogá-lo em Nova Iorque.
- A repórter era a Isabel De Leon. - Vou pô-la sob vigilância.
Realisticamente, não vamos recuperar os documentos tão cedo.
Não sem um mandado.
- É ele. - Atende.
Põe em alta voz.
Estou?
Não atendes as minhas chamadas.
Estava a voar.
Acabei de voltar aos EUA. Estou em NI.
Bem-vindo a casa.
A encomenda chegou bem?
Sim. Estou com ele.
Ótimo.
Eu digo-te onde o deves deixar.
Imagino que possas fazer isso.
Peter?
Não. Não é assim que vai ser.
E como achas que vai ser?
Esclarece-me.
Ensinaste-me uma lição sobre valor.
Esta encomenda é obviamente valiosa para ti,
por isso, não o vou entregar sem obter respostas.
Tenho de te lembrar do nosso acordo?
Eu cumpri o acordo quando te dei os documentos da ONU.
Não és meu dono para sempre.
Tenho imagens que te farão mudar de ideias.
Então, usa-as.
Mas não o farás, porque assim não terei valor.
Vou fazer outra proposta.
Já jogaste ao Peixinho?
Só em miúdo.
Bom, estou a pedir-te um valete.
Uma única carta dispensável. Uma que eu sei que tens.
Se ma deres, podes pedir-me uma carta.
E eu tenho um baralho quase completo nas mãos.
Estás a sugerir uma troca?
Um benefício mútuo.
Ambos obtemos o que queremos.
Este analista que tu queres…
Não vou arriscar a vida dele.
Claro que não.
O que estamos a fazer é um exercício de economia.
Apenas uma troca de valores.
E se eu te mandar pescar?
Passamos a outro jogo.
Um muito mais letal.
Pensa bem.
Eu entro em contacto.
Bem-vinda.
Pensei que tivesses fome e pedi…
Aros de cebola? Às 10h? Qual é a tua?
És a minha mãe? São os melhores da cidade. Prova.
- Aqui tens. Simples. - Obrigada, Fran.
Queres guardar a mala no bar?
- Sim, por favor. - Certo.
Aqui estão os relatórios de atividades suspeitas
das empresas cujos levantamentos
correspondem ao fluxo de caixa destes aqui.
Registos de uma carteira cripto que financiou a La Fuerza de La Soberanía.
A LFS?
Credo, este miúdo tinha mesmo provas.
Sim, e tu não querias que eu fosse lá.
Não, só te fiz lutar por isso.
Constrói caráter. Podes agradecer-me depois.
Como estava o Jay?
- Apavorado. - Pudera.
Matou o chefe e fugiu do país.
O FBI interrogou-me durante horas.
Ele acha que o FBI quer matá-lo, não detê-lo.
- Isso é paranoia. - Talvez.
Assim que falei com ele,
apareceu um tipo que se atirou a mim na noite anterior.
Reconhece-lo?
PROCURADO POR RAPTO DA FILHA DO VICE-PRESIDENTE
Foi procurado pelo rapto da filha do Ashley Redfield há uns anos.
Peter Sutherland Jr.
- Mas ele foi exonerado. - Foi.
Mas o que faz um ex-agente do FBI com a nossa fonte?
Não mandam alguém como ele sem um motivo.
- Será um encobrimento? - Não sei.
Ensinaram-me a nunca presumir nada.
Mas o Jay não envia nada há 24 horas. Estou preocupada.
- Algo no site de dicas? - Não.
- Talvez se tenha escondido. - Talvez.
Muito bem.
Já temos o suficiente para começar a investigar.
- E agora? - Porque me perguntas?
Tu é que tens décadas de experiência em contabilidade forense.
- Fazes-me parecer velho. - Décadas e décadas de experiência.
Não finjas que não passaste o voo a analisar isto tudo.
Tens boa intuição.
Usa-a.
E agora?
Certo, procurei nomes em comum, e encontrei um dos grandes.
Vernon Tyvek? Quem é?
O oficial de conformidade que fez os relatórios.
Até ser despedido há dois meses.
- Tu não dormes? - É para isso que serve o café.
O problema é que estes banqueiros têm um LinkedIn ou um perfil algures.
Mas o Vernon não tem nada.
Está a ser difícil encontrá-lo.
- Que idade tem ele? - A minha idade. Porquê?
- Fran, vou levar isto. - Claro.
De que século é isso?
De 2019, a última edição impressa.
O que foi? Nem imaginas o quanto é útil.
Ele não vai estar aí.
Não, mas os pais dele podem estar.
E o apelido dele é diferente.
Está a tocar.
Aceitaria fazer o polígrafo?
Sim, por favor. Não tenho nada a esconder. Só quero a minha vida de volta.
Sou só um mero analista, caramba!
Não preciso de me envolver em seja lá o que isto for.
Muito bem. Fez uma longa viagem.
Há um duche lá em cima, toalhas lavadas. Tome banho. Vamos encomendar comida.
Não vamos para um escritório do FBI ou para um sítio com segurança?
Vamos ficar nesta casa aleatória?
Não é uma casa aleatória, Jay. É nossa. Estás seguro.
É só que…
Ouve, eu percebo.
Tens perguntas.
Prometo-te que vamos responder.
Mas, agora, temos de falar, por isso, vai tomar banho, sim?
Está bem.
Ouve, Peter.
Sim.
Obrigado.
Ora essa.
- Acho que ele está a dizer a verdade. - Eu também.
Devíamos usá-lo.
Ele encontrou a agulha no palheiro.
Com mais tempo e recursos, pode recriar as provas.
Então, ignoramos o corretor, deixamos de o tentar identificar
e talvez obter provas contra ele?
O jogo dele está viciado. Não temos de jogar. Temos trunfos.
Temos?
Só sabemos que ele quer o Jay. Mas nem o Jay sabe porquê.
O que sugeres? Usá-lo como isco?
Depois do que aconteceu na ONU no ano passado?
Vigiámos todos sítios a que ele foi,
revimos centenas de horas filmagens,
e, mesmo assim,
nunca estivemos sequer perto de ver aquele tipo.
Aiden, o que te diz isso?
Não podemos entregar o Jay. E se o corretor o matar?
Não podemos desperdiçar a oportunidade.
E se não fizermos nada disso?
Qual foi a tua parte preferida?
Gostei da parte em que o miúdo
encontrou o mapa do tesouro no baú do velho pirata Billy Bones.
Foi triste ele ter morrido,
mas também fixe e misterioso.
Como se a aventura estivesse só a começar.
- Vai lá. - Boa!
NÚMERO DESCONHECIDO
Sim.
Entendo.
Mas já tivemos esta conversa, e não aceitou o meu preço.
Contratou gente local em Istambul,
e causaram confusão,
com mais exposição e mais riscos.
O que significa que o preço de hoje já não é o preço de ontem.
Não.
É o triplo.
Envie os pormenores e começarei esta noite.
Vais trabalhar de novo?
Sim.
Mas, desta vez, vamos a Nova Iorque.
- Podemos ver a Estátua da Liberdade? - Vamos vê-la.
Agora…
- Subiste de nível na última sessão? - Sim.
Muito bem.
Vejamos que perigos nos esperam.
NÚMERO DESCONHECIDO
- Sim? - Está na hora de escolher, Peter.
Vamos fazer um acordo
ou vamos os dois embora de mãos a abanar?
Quero fazer-te uma proposta.
Excelentes notícias.
Estou a ouvir.
Quero nomes de agentes corruptos do FBI e da CIA.
É assim que justificas trabalhar comigo?
Prender alguns bandidos para dormires melhor?
Não é sobre ti.
Não posso entregar um agente da FinCEN sob minha custódia
sem ter alguém para culpar, daí precisar de agentes corruptos.
Para os meus chefes não desconfiarem de mim.
Felizmente para ti, tenho alguns nomes.
Dois chegam?
- Dez. - Dez?
Não exageres.
Se estivesse a exagerar, já terias desligado.
Está na hora de escolher.
Quatro.
Cinco.
Cinco?
És um sacana rijo quando queres, sabias?
Fazes bem.
Dou-te cinco.
Preciso de um dos nomes agora, com provas,
para verificar.
Não confias em mim, Peter?
No meu lugar, confiarias?
Envio-te um agora.
O resto, após a entrega.
Combinado?
Combinado.
Apanhámo-lo?
Só se ele estiver em sete cidades.
Merda.
ABRA PARA VER O ANEXO
É…
Ele enviou o nome.
- Não é a comida. - Vernon Tyvek?
Sou o Mike Fonseca, do Financial Register.
A minha colega, Isabel De Leon.
Queremos fazer-lhe umas perguntas.
- Como conseguiram esta morada? - A sua mãe ajudou-nos.
Ela adoraria que lhe ligasse.
- Podemos entrar? - Do que se trata?
O seu trabalho no Walcott Capital Bank. Soubemos que saiu de lá.
Queremos entender o motivo da saída repentina.
Simples. Redução de custos.
- Mas a indemnização foi boa. - Está a desfrutar da pausa?
- Sim. Mais alguma coisa? - Sim.
O nosso artigo trata de vários relatórios de atividades suspeitas
que emitiu no banco.
Queremos confirmar a veracidade.
- Onde conseguiram isso? - Não revelamos fontes.
Por isso, tudo o que nos contar
será mantido de forma confidencial.
Confidencial?
Ouçam, não posso falar convosco.
Nós entendemos. Podemos ir embora de vez.
Mas terá de nos dizer para onde ir,
senão, o rasto dos relatórios acaba aqui.
E terá perguntas difíceis de responder ao próximo que o vier procurar.
Está bem, mostrem-me.
Qualquer coisa ajudará.
Algum padrão nas empresas…
Eu identificava transações fraudulentas, não investigava nada.
- Isso é trabalho da FinCEN. - Eu sei.
Mas, olhando para os relatórios, há algo que se destaca?
Nem por isso.
São todas empresas de fachada.
Exceto esta.
- Heroes in Healing? - Sim, são uma ONG para veteranos.
Parecia legítima até eu sinalizar as atividades.
Pode explicar?
Movimentação rápida de fundos, documentação falsa, smurfing.
Sabem o que é?
Sim, grandes transações divididas em várias menores para não soar o alerta.
Sr. Tyvek, pode ajudar-nos?
A sua experiência seria útil.
Pediram-me para identificar, e fi-lo. Não posso fazer mais nada.
Certo. Nós compreendemos.
- Obrigada pela atenção. - Esqueçam.
Literalmente. Esqueçam.
- ONG para veteranos? - Heroes In Healing.
- Conheces? - Não, mas sei quem pode conhecer.
- Outro nome da lista telefónica? - Não, uma fonte antiga em Washington.
Vou marcar uma reunião. Talvez esclareça as coisas.
Vou investigar a ONG e ver o que encontro.
Não, vou deixar-te em casa. Deves estar exausta.
- O quê? - Sim.
Como podes pensar em dormir agora?
Mil páginas sobre Camp David, sem censuras.
- Ele é referido? - Queres um resumo?
Agente especial Shigeru Ando. E ele ia ser chefe de secção!
É corrupto.
Há mais quatro de onde esse veio.
Só se lhe dermos o Jay.
Certo?
Podemos alinhar um pouco mais.
Podemos acabar com as maiores fugas em décadas.
O agente Ando é só a ponta do icebergue.
Não sabemos que outros nomes ele dará, de que departamentos são.
Ela tem razão.
Vamos alinhar. Gravamos a troca.
A lista dele pelo analista. É um crime federal.
Conspiração, extorsão.
Podemos prendê-lo de vez, Peter.
Não daqui a um ano, mas hoje.
E recuperarias a tua vida.
- E a segurança do Jay? - Vamos protegê-lo.
Vou reunir equipas de resgate.
- Não vos perderemos de vista. - Não podemos envolver muita gente.
Não sabemos os outros nomes. Todos podem estar comprometidos.
Conheço pessoal do Grupo Especial de Antiterrorismo em Jersey.
Devem-me um favor. São de confiança.
Não estão a ouvir. Eu prometi que o protegeria.
E querem que o ofereça ao maior bandido que conhecemos?
Estás iludido. Não temos outra opção.
Não temos. O analista é o melhor caminho.
Não vou arriscá-lo
porque outras pessoas que não ele concordaram.
A escolha é dele, não nossa.
E se o Jay recusar?
Então, recusa.
- Peter. - A decisão é dele.
Olá.
- Olá. - Onde encontraste isso?
Estavam por aí.
Estou a tentar distrair-me.
Resolver algo para não me passar.
Pois.
Ouve…
Está tudo bem?
Há algumas coisas que não te contámos.
E mereces saber o que estamos a discutir
e o teu papel nisto tudo.
Está bem.
Há um ano, eu estava a trabalhar num caso.
E…
… fiz um pacto com o Diabo.
Ele é corretor de informações
e tinha informação sobre um atentado na ONU.
O acordo que fiz com ele salvou muitas vidas,
mas também lhe fiquei a dever um favor.
Agora, esse tipo quer cobrar a dívida.
Ele quer-te, Jay.
Como assim?
Como assim, ele quer-me?
Espera, quem é este tipo? Não podes prendê-lo?
Não é assim tão fácil.
Este tipo é muito cuidadoso com o que diz e a quem o diz.
Peter, disseste que eu estaria seguro.
Devia ter ouvido a repórter e pedido asilo.
A boa notícia é que tens opções.
Primeira: colocamos-te na Proteção de Testemunhas.
Vais para um sítio seguro e recomeças a vida.
O risco é baixo, mas a recompensa também.
Andarás sempre preocupado.
A segunda:
deixas-nos usar-te para atrair este tipo a um local público.
O risco e a recompensa são maiores.
Porque, quando o detivermos, ele desaparece.
Está bem? Não te voltará a incomodar.
Mas há muitas mais incógnitas.
Só isso? Duas opções?
Qual é a má notícia?
É que a decisão é tua.
Mais ninguém pode decidir. É a tua vida.
Que escolha é essa? Só não quero morrer.
E não posso continuar a fugir.
- O que farias no meu lugar? - Não estou.
Mas se estivesses, o que farias?
A minha vida é baseada em números. Em somá-los, ver se estão certos.
Mas não tenho como comparar o risco para o entender.
Dá-me uma ajuda e diz-me o que farias.
Por favor.
Se houvesse uma forma de prender aquele tipo antes, tê-lo-ia feito.
Mas isso sou eu.
- Então, devo… - Não digo que devas fazer nada.
Perguntaste-me o que eu faria e eu disse-te.
Tens de analisar as percentagens,
e nós vamos apoiar a tua decisão.
Isabel?
Isabel, o Mike ligou.
- Sim? - Sim.
Ele está a acabar com a fonte
e quer que vás ter com ele ao sítio dos aros de cebola.
Está bem.
E o ficheiro Anderson.
- Ele pediu-o. - Anderson?
- Foi isso mesmo que ele disse? - Foi.
- Toma. - Obrigado.
Que música é esta? Queres afastar os clientes habituais?
É um evento.
Nem parece música.
Não tem alma.
Como?
Eu disse que não tem alma.
Esta porcaria que está a tocar.
Sim, concordo.
Não quero insultar a nova geração,
mas é tudo muito processado, não é?
Não gosto.
Qual é o seu veneno?
Uma IPA.
Não, estou a falar da música.
Do que gosta? Journey, Eddie Money, Santana?
Sim, são todos bons.
E Bon Jovi?
Bon Jovi, sem dúvida.
Vi-os ao vivo em 1988, na Jersey Syndicate Tour. Incrível.
"Livin' on a Prayer." Ótima música para beber.
No meu caso, em demasia, mas sim.
Sabe o que é pior?
Ouvir as músicas da nossa juventude em anúncios contra a disfunção erétil.
É quando sabemos que estamos velhos.
O que podemos fazer? O mundo é deles.
Sabe o que eu digo?
Que se lixe.
A sério.
Quer Bon Jovi?
Ponha Bon Jovi. Eu pago.
- De certeza? - Sim.
Sabe o que fazer.
Isso! Voltámos à Jersey Syndicate Tour.
E a seguir vem "Don't Stop Believin'".
- Sim. - Saúde!
Desculpe.
Tem troco para o parquímetro?
Aqui tem.
Se apanhar outra multa, a minha patroa mata-me.
Não queremos isso.
- Mike, estás bem? - Eu…
Mike?
Então, amigo?
Liguem para o 112!
DESCONHECIDO
- Sim. - O que dizes, Peter?
Já confias em mim?
Verificámos o nome que enviaste. Se os outros forem assim…
Claro que são. Então, temos acordo?
Sim.
Sim, temos acordo.
Excelente.
E tenho a tua palavra de que vêm sozinhos?
Só tu e a mercadoria.
Desde que prometas não o magoar.
Fica combinado.
À meia-noite.
Street Bridge, 59.
Vou mandar buscar-vos. E, Peter,
estou ansioso por te ver.
Afastem-se.
- Senhora, para trás. - Tudo bem.
Ele é meu amigo. Está bem?
- Conhecia-o? - Vi-o hoje. O que aconteceu?
Ele tem historial de tensão alta, problemas cardíacos?
Não sei. Estive com ele hoje e ele estava bem. Estava ótimo.
Ele vai ficar bem?
Ele vai ficar bem?
NÃO INCOMODAR OBRIGADO
Voltei.
Olá.
O que trouxeste? Hambúrgueres?
Sandes.
Como foi o teu trabalho?
Como assim?
Em cada caso novo, imagino que haja aspetos diferentes.
Problemas e obstáculos diferentes.
Adoro as tuas perguntas. A sério.
Sim.
Este novo caso tem alguns desafios únicos.
É assim que nos avaliamos.
Isso mesmo.
Em que página estás?
Na 206.
Ótimo.
- Sabia que ias adorar. - Sim, não é mau.
Qual foi a tua parte preferida?
A parte em que Presa Branca é capturado.
Sim.
Toma, confere. Vamos.
A postos.
- Vamos. - Deixa comigo.
Peter, Jay.
- Este é o comandante Chip Highmore. - Prazer.
Ele e os seus homens irão seguir-vos.
- Obrigado pela ajuda. - Ora essa.
Tudo pela Catherine.
Boa sorte.
Estão em boas mãos. Estamos convosco.
Obrigado.
- O que foi? - Nada.
Nada mesmo.
Toma lá. É novo equipamento da DARPA.
Funciona por salto de frequência, impossível de ser detetado.
- É um rádio? - Mais ou menos.
Mas só funciona num sentido. Eles ouvem-nos, nós não.
Precisamos dos nomes em troca do Jay.
Depois, a Catherine, o Highmore e a equipa dele avançam.
Não o forces. Não queremos que ele suspeite.
Não queremos perder o caso.
Entendido.
Jay, as mesmas regras, e uma extra.
Não mostre que está a ser seguido.
Não olhe em volta. Finja estar confuso, irritado.
Sei que há muita coisa em jogo,
mas finalmente poderemos ouvir a voz deste corretor
e ver como ele atua.
E é tudo graças a ti.
Agora, vai apanhá-lo.
Por todos nós.
Sim, senhora.
O som está bom?
Aiden, estás a ouvir?
Alto e bom som.
Peter.
Sim.
Estou assustado.
Isso é bom. Usa o medo.
Não estamos na mesma equipa, lembras-te?
Certo. Daí as…
Sim, exatamente.
Ouve.
Vais ficar bem.
Contra o carro.
Não pensei que viesses.
- Aonde vamos? - Já vais ver.
Dirigem-se para oeste.
Entendido. O sinal está bom.
Merda! O túnel vai até ao fim?
Roma, liga para a USGS e vê se a NJT…
Espera.
Onde estamos?
Olá, Peter.
Estás com bom aspeto.
- Não posso dizer o mesmo de ti. - Não.
Um problemita estomacal.
Há de passar.
E você deve ser o esquivo Jay Batra.
É difícil apanhá-lo.
Não tive escolha.
Cumpri a minha parte. Onde estão os nomes?
Não sejas indelicado.
Falas do nosso amigo como se ele fosse um prémio
a ser regateado.
Sr. Batra, estou curioso.
O que sabe sobre mim? O que disse o Peter?
- Eu disse-lhe… - Não.
Quero ouvir da boca dele.
Bom, ele disse que é perigoso.
Por favor.
Mas que não me magoaria, pois cumpre a sua palavra.
É mais do que posso dizer dele.
Então…
É verdade.
O Peter não deixa boas primeiras impressões,
mas esteve bem ao permitir o nosso encontro.
Diga-me, como o fez?
Fiz o quê?
Os relatórios.
O seu trabalho é desvendar enigmas e redes financeiras,
mas foi o seu dom específico de juntar novamente as peças
que me deixou intrigado.
Sou apenas bom com números, acho eu.
É um grande talento.
Estou curioso para ver mais dessa capacidade em ação.
Terminámos?
A lista.
Quatro outros nomes, com provas, como combinado.
Mas primeiro,
aproveita o momento. Absorve tudo.
Porque uma verdadeira parceria é assim, Peter.
Uma mão lava a outra,
e todos conseguem o que querem, inclusive o nosso novo amigo.
- Estamos felizes? - Sim.
Vamos lá. Vai!
Para aqui.
Não.
Ainda não.
- Tínhamos um acordo. - Sim.
Mas dá-me só mais um momento.
Para quê?
Desliga o motor e sai do veículo!
PILOTO AUTOMÁTICO TERMINAR ROTA
EXPLOSIVO
Para trás! Agora…
O que foi aquilo?
Foi o som de uma lição muito difícil a ser aprendida.
Não mexas a merda das mãos.
Ofereci-te a cenoura, Peter,
e tu mentiste-me.
Por isso, vou lembrar-te do pau.
Existes neste mundo a meu bel-prazer.
Como qualquer outra pessoa infeliz o suficiente para ser teu amigo.
Quando te voltar a contactar e precisar de algo,
obedecerás cegamente.
E rapidamente.
Senão, a minha próxima fogueira
será na Califórnia, na casa da Rose Larkin.
Entendido?
Sim.
Ótimo. Agora sai.
Vamos.
Não.
Ele fica.
Cumpri a minha parte do acordo.
Essa integridade deve ser recompensada, não achas?
Peter.
Jay. Vais ficar bem.
O que se passa?
Catherine.
Catherine.
Catherine, estás aí?
Socorro!
Catherine, estás a ouvir?
Catherine.
Legendas: Miguel Oliveira
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