All language subtitles for The Night Agent - 3x10 - Razzmatazz.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

ANTERIORMENTE…

Parece-me fraude.

Não tem de ser, com o banqueiro e o banco certos.

- O que te pediu? - Acesso ao briefing presidencial diário.

Com uma contabilidade criativa, podemos doar diretamente à campanha.

Há uma base de dados segura.

Está encriptada. Nem eu a consigo aceder sem este livro.

Um descodificador?

Sei que escondeu o telemóvel dos Serviços Secretos.

E agora o Brian Mott está morto.

A única coisa que ainda não sei é porquê.

O Adam ia entregar o teu pai ao FBI.

Ele pegou numa arma. Suicidou-se.

- A Arrington ainda está contigo? - Está aqui.

Preciso que me faças mais uma coisa. E não será fácil.

Entendido.

- Estás a salvo? - Sim, está tudo bem.

Volta para casa.

Não era a nossa saída?

Não faz mal. Vamos pela estrada secundária.

INSERIR CÓDIGO

PARTILHOU LOCALIZAÇÃO

Um dos seus agentes rebelou-se.

O Adam só está a obedecer-me.

- Afasta-te, agente. - Não posso.

Então, acho que isso é traição, Peter.

Tal como o teu pai.

Com todo o respeito, vá-se foder.

VINTE E TRÊS ANOS ANTES

Não te afastes, Peter.

Pronto? Agora!

EXPLOSÃO DE FRAMBOESA

Adoro-te.

O AGENTE DA NOITE

Força.

Ação Noturna. Preciso de…

Código, por favor.

Folha, torre, gelo, lâmina.

Esse código é inválido.

O quê? Não.

Folha, torre, gelo, lâmina.

É o Serpente. Uma agente dos Serviços Secretos está em apuros.

Lamento. O código é inválido. Não volte a ligar para este número.

Varremos a casa toda.

E lembra-te, deviam estar lá quatro tipos.

Para onde foram?

Era o que queríamos descobrir.

Então saímos do edifício, e eu vi, ao longe, uma estrutura,

um barracão ou assim, a uns 45 metros.

Eles tinham de estar lá.

Então fomos para lá.

De repente, ouvimos um movimento.

Começámos a disparar.

Dois segundos depois, ouvimos…

Não acredito!

Aquele burro não entendeu nada. Eu…

- É horrível. - Caramba.

- Ainda me sinto culpado. - Sim?

Tínhamos ordens para matar os homens, não o burro.

O coitado do animal não merecia morrer assim.

Não.

Quando é que soubeste?

Soube o quê?

Que algo não estava bem.

Larga a arma.

Mão esquerda.

Eu leio as pessoas há muito tempo,

e tu és boa. És excelente.

Enganaste-me até ao fim.

Esta história é engraçada, mas nem tanto.

Não tens de fazer isto.

Bem, eu…

Se serve de consolo, não quero.

O que vão a minha família e o meu noivo pensar que aconteceu?

Que tiveste um acidente terrível. Foi azar, só isso.

É exatamente isso. É apenas…

… azar.

Eu percebo a ironia de que estaria morto

se não fosse por ti.

Pois.

O erro foi meu.

Chelsea!

Merda.

Chelsea!

- Estás bem? - Sim.

Um confronto real, não é?

Não tem de ser.

Não sei o que o Hagan te disse, mas é tudo mentira.

Sim, claro. Tu é que és honesto, não é?

O tipo que invadiu a ONU

e roubou informações para o Monroe?

O Hagan está a usar-te, Adam.

Ele e a primeira-dama fazem acordos ilegais com o Monroe há anos.

Tretas!

A Isabel entrou no disco. Temos provas.

Os bons homens não se escondem atrás do sigilo.

Pergunta-lhe diretamente.

Peter, não o vais demover.

Vamos.

Raios, Adam.

Estás pronta?

Vai.

O Raul Zapata e a LFS financiavam o terrorismo com a conta.

E, separadamente, temos o pai da Isabel, Jacob Monroe.

- Um corretor de informações? - Sim.

E também um pouco terrorista.

Matou uma agente do FBI ao raptar-me, envolvido no ataque à ONU do ano passado.

Também envolvido com…

Jenny Hagan.

Ele enviou dinheiro pela ONG dela, Signature Initiative,

e para a campanha do Hagan ilegalmente

como chantagem em troca de informações privilegiadas.

Então, Zapata, Monroe, Signature Initiative.

De que precisam todos para lavar dinheiro?

- Um banco. - Muito bem, Jane.

É Jill.

Na verdade, todas estas entidades usaram o mesmo banco: Walcott Capital.

Claramente, tinham alguém lá

para aprovar as transações sem serem sinalizadas.

Eles falharam e eu entrei em cena.

O banco pagou pelo assassinato do senador Lansing,

do Vernon Tyvek e do Mike para encobrir tudo.

Com base na palavra de um assassino?

Foi legítima defesa. Estás a ouvir-nos, porra?

Está tudo no disco.

É o que o meu pai tinha sobre o banco.

Ainda nem começamos a analisar o resto da documentação.

Credo, se metade destas fugas forem reais, é explosivo.

Desculpem, posso só…

Tantas alegações contra pessoas tão importantes

deixa-nos muito expostos.

E nem vou falar das considerações éticas

de tu liderares esta investigação,

dado que o Monroe é teu pai.

Eu revelo tudo. Foi como consegui descobrir tudo.

- Concordo com a Jill. Sem pontas soltas. - Não há pontas.

Há mais de mil pastas.

Demoraria meses a verificar, e o presidente já está a encobrir tudo.

Não estou a pedir para publicar tudo.

Só uma parte, para divulgar a narrativa.

O que achas, Trip?

E se montarmos uma equipa de jornalistas para verificar tudo a tempo inteiro?

- Levaria semanas. - No mínimo.

Estamos a falar do presidente.

De que lado estás?

E se tivermos relatos de testemunhas?

Quem, além deste tipo?

A Chelsea Arrington,

dos Serviços Secretos, pode confirmar a relação deles com o Monroe.

A que matou o intruso?

O Johnson avisou-me há dez minutos.

A Casa Branca questionou a versão dela.

Querem desacreditá-la. Estão a encobrir tudo.

Trip…

… devíamos acelerar isto.

- Concordo. - Eu não aconselho.

Concordo.

Trip, a decisão é tua.

Desculpa, Isabel.

Concordo com os advogados. Não nos precipitemos.

FARMÁCIA

Eles vão para o Register.

Eles entraram no disco.

Ouve, acho que o Sutherland não vai parar.

Trata dele.

Rich, posso…

Posso falar contigo como amigo?

- Força. - O Peter disse coisas sobre vocês…

Uma relação com o Monroe.

Sim, é verdade.

O Monroe foi um dos meus doadores.

Então, para ele, faço parte da conspiração.

- Mas não fazes? - Por isso te liguei.

O Peter não vê além dos traumas do passado dele.

O pai era um traidor, por isso, vê todos como inimigos.

Nunca confiou em mim, em ti.

Adam, nós combatemos juntos.

Eu sei, meu.

Só quero esclarecer tudo. Só isso.

É uma questão de segurança nacional. Não está mais do que esclarecido?

Os generais questionam para não o fazermos.

Quantas vezes me disseste isso?

Pois.

Eu sei que estou a pedir muito,

mas não terás de o fazer sozinho.

Como assim?

Não foste o único que eu trouxe para a Ação Noturna.

VOU TENTAR IMPEDIR A PUBLICAÇÃO.

O Theo está a tentar impedir a publicação,

ou pelo menos adiá-la ao máximo.

- Ótimo. - E se forem atrás dele?

Ele não escolheu envolver-se.

Estás a fazer a coisa certa.

E parece que o Theo concorda.

Parece ser boa gente.

Sim.

Peter.

Estou cheia de medo.

Tenta pensar no que vais fazer quando isto acabar.

Vou estar de pijama no sofá, a encher o bucho de bolo.

Bolo?

Eu prefiro gelado.

Sabor preferido?

Sim, havia um gelado.

A minha mãe deu-mo…

… um dia, quando fomos à praia.

Na verdade,

é a minha última memória dela

antes de ela adoecer.

Sim, era…

Era vermelho.

Tinha bocados crocantes. Era delicioso.

Como se chamava?

Não me lembro.

Era de morango ou de framboesa.

O logótipo tinha uma vaquinha azul à frente.

Tento sempre encontrá-lo. É…

É assim tão bom?

Sinceramente, nem me lembro.

Talvez só esteja apegado

ao que senti naquele dia.

Pois.

- Olá. Onde estão? - No Register.

Estamos a regressar.

Fica aí e diz à segurança para não deixar ninguém entrar.

Afasta-te das janelas.

Só há janelas aqui.

- O Adam tentou matar a Chelsea. - O quê?

Estão bem?

Sim, mas o presidente está a atar as pontas soltas e…

- Vem atrás de nós. - Sim.

- E o artigo? - Não querem publicar.

- Não sem verificar tudo. É demorado. - Contaste-lhes…

Contei-lhes tudo. Não vão publicar.

E se tivesses uma fonte?

O Jay e a Chelsea não chegam.

E a banqueira?

Há provas naquele disco que a podem convencer a falar.

Desculpa, Evan.

E se alguém do Walcott falar?

- Quem? - Freya Myers, banqueira.

Se ela confirmar tudo, publicas em todas as plataformas hoje?

É um grande "se".

Se conseguir, publicas?

Tenho de falar com o Trip, mas é possível.

- Peter, aceitaram. - Ótimo.

Encontra-a. Vamos lá ter.

A Renee pediu-me para te ligar porque há uma adenda.

É importante. Vais querer publicar.

Só precisamos que esperem…

Não, eu sei que é muito em cima da hora.

Quanto tempo podes esperar?

Umas horas? Vá lá, Rina.

Ótimo. Não, prometo que te ligo primeiro. Muito obrigado.

Certo…

Olá, Samantha. É o Theo.

Estou a ligar a pedido da Renee sobre o artigo da Arrington.

O que estás a fazer?

Samantha, eu já te ligo.

- Olá. - Estás a falar a sério?

Isto é mentira e tu sabes.

Vou chamar a segurança.

Não te incomodes.

Demito-me.

Samantha, é o Theo. Desculpa.

Vamos abrir a conta.

E eu informo-o

quando os meus sócios passarem por Moscovo.

Sim.

Certo, para si também.

Sim?

Boa noite, Mna. Myers. A Mna. De Leon está aqui.

Diz que trabalha com um Jacob Monroe.

Dá-me cinco minutos e manda-a subir.

Dobra e enrola. Ótimo.

Se fizeres isso com tudo, haverá espaço para a PlayStation.

Aprendeste isto no trabalho?

Nos escuteiros.

- Sim? - Onde estás?

A jornalista que dizes ter tratado

está à minha porta.

- Estou a ver. - Não é para veres.

É para fazeres.

Posso empatá-la. Quando chegas?

Não vou conseguir ir.

- Já não trabalho neste ramo. - O quê?

Pagámos-te o triplo.

E acabei de devolver o pagamento na totalidade, menos os imprevistos.

Tínhamos um acordo.

Eu só atendi esta chamada por cortesia profissional

para a informar que me retirei totalmente deste ramo.

Espero que não haja ressentimentos.

O quê? Estás a ter uma maldita crise de meia-idade

a meio de um serviço?

É mais um despertar.

Preciso de ti agora.

Vens ou não?

Não.

Ouve com atenção, idiota.

Não és o único número na minha lista de contactos.

Mas, se decidires lixar-me,

tu e todas as pessoas com quem alguma vez te preocupaste

podem ter de viver sobressaltadas para sempre!

Tenha uma boa noite.

Está tudo bem?

Melhor do que nunca.

Olá. Desculpe incomodar.

- Sou a Isabel… - Isabel De Leon.

Adorei o seu último artigo no Register. Entre.

Então, a vida é assim no 80.º andar.

Quer saber um segredo? Acima do 50.º é tudo igual.

Em que posso ajudá-la?

Queria entrevistá-la sobre o Jacob Monroe.

Lamento. Tenho uma política de não falar de clientes.

Então, ele era seu cliente?

Eu não disse isso.

- Ele tinha registos detalhados. - "Tinha"?

Ele morreu.

Lamento imenso ouvir isso.

Imagino. Mas ele deixou algo.

Um disco online.

Todas as transações financeiras que ele fez.

E-mails, mensagens, áudios.

Tantos áudios que acho que ele andava sempre com uma escuta.

E há provas que a ligam a si e à sua instituição financeira

a lavagem de dinheiro.

Para o Jacob Monroe,

para o Raul Zapata e a LFS, através do casino de David Hutson,

e para a primeira-dama, através da ONG dela.

Pode verificar.

- Boa noite. - Igualmente, chefe.

Desculpem, precisam de assinar. Quem vieram ver?

Freya Myers na penthouse.

Entendido. Tenho de avisar.

Na verdade, queríamos fazer uma surpresa.

Já foi tudo carregado para um Dropbox seguro.

Nas próximas semanas, repórteres de vários jornais do mundo

vão validar tudo.

E depois vêm as acusações, os julgamentos, as condenações.

Se tiver sorte, terá uma cela com casa de banho privada.

- Porque está a sorrir? - A Isabel.

A jornalista durona que revela a verdade.

É adorável.

- Tenho provas. - Não.

Tem acusações enterradas em folhas de cálculo

que exigem um MBA para entender.

E quem me garante

que não são fabricadas pelos nossos concorrentes?

É a verdade.

A verdade não passa de uma opinião bem apresentada.

Uma jornalista devia compreender isso.

Não se pode esconder disto.

Não preciso de me esconder.

Pessoas más aproveitam-se de instituições financeiras a toda a hora.

E, felizmente, acaba sempre da mesma forma.

O banco é investigado,

pagamos uma multa leve, e voltam todos ao trabalho.

Pensou bem nisto.

E demorei apenas três segundos.

Tenha uma ótima noite, Mna. De Leon.

Boa sorte com esse artigo.

Não quer saber como morreu o Jacob Monroe?

Foi assassinado

por um profissional.

Não por um dos seus.

Não. Foi a mando do presidente para encobrir os crimes da mulher dele.

Mataram-no para o silenciar.

O que acha que vão fazer à banqueira que processou o dinheiro ilícito?

Quem é?

Olá, Mna. Myers. É da manutenção.

Há uma fuga no seu apartamento.

Podemos entrar e verificar?

Conhece-os?

Podem voltar amanhã?

Lamento. Não é possível.

Está a vazar para o apartamento de baixo, por isso, é urgente.

- Temos de nos esconder. - Mna. Myers?

Mna. Myers!

Fica aqui.

Há outra saída?

Há outro elevador lá em cima.

O seu telemóvel?

Deixei-o na outra parte do apartamento.

Ótimo. Marque o seu número.

Lá em cima, agora!

Merda, apanharam o segundo elevador!

Peter, entraram aqui. Querem matar-nos.

- Espera. Quem? - Não sei.

- Têm armas e rádio. - E foram-se embora? Estás bem?

A Freya fugiu. Foram atrás dela.

- Temos de a encontrar. - Estão perto?

Estou a descer.

Vou ter…

Isabel.

Merda.

CHAMADA FALHADA

Peter.

- Toma. - E tu?

Pousa isso.

Larga-o. Agora.

Anda.

Tenho a jornalista.

Desculpe. Preciso do seu telemóvel.

Não é nada disso. Posso pagar.

- Ela está na Grand Central. - É o Adam. Estou a chegar.

Socorro!

Socorro!

- Chelsea! - Onde está?

Não sei! Algemou-me e foi-se!

Vira-te.

Devagar.

Atira-a para ali.

Põe as mãos no corrimão.

Não!

Meu Deus!

Não!

Não!

Socorro!

Socorro!

Não, ele vai matá-la! Socorro!

Atenção, clientes,

para a segurança de todos,

não se sentem no chão ou nas escadas do Terminal Grand Center.

Agradecemos a colaboração.

É uma agulha num palheiro. Preciso de ajuda.

Acabei de chegar.

Está bem.

Ela tem uma camisola cinzenta e chinelos.

Desculpe. Com licença, FBI.

Temos um problema. Preciso da sua ajuda.

Agente! Graças a Deus!

Senhora, fique onde está.

Vire-se.

Vi a suspeita. Corredor leste.

Vim ajudar. Não grite. Vista isto e ponha o capuz.

- Olá. - Estou com a Isabel. Onde estás?

- Com a Freya. - Ótimo.

Vamos para o Register.

- Vemo-nos lá. - Aonde me leva?

Ela encontrou um amigo.

Vão para o metro. Prossegue com cuidado.

Vens?

Encontramo-nos lá. Acho que sei para onde vão.

Bloqueiem as saídas na Estação da Rua 28.

- Foi assim que o senador se envolveu. - E o casino?

Já falámos disso, Dan. Pergunta a quem prestou atenção.

Estão bem? O que aconteceu?

Estamos bem.

- Prepara o estúdio. - E a fonte?

Está a caminho.

- Espero. - O Peter vai trazê-la.

Saímos na próxima paragem. O jornal fica a uns quarteirões daqui.

Não vou falar com a sua amiga.

Eu cá me arranjo. Já o fiz antes.

Não são mercenários.

São agentes do ramo executivo do governo.

Talvez consiga chegar ao seu jato privado.

Mas aposto que a matam primeiro.

Merda.

Ouça, ou vem comigo, ou vai com eles. A escolha é sua.

Conheço outra saída. Venha.

ENTRADA PROIBIDA – ÁREA RESTRITA

Há uma entrada com ligação ao antigo Banco Park Avenue.

Foi o meu primeiro emprego.

Fica do outro lado. E sai perto do Register.

Mas que merda?

Muito bem.

Pronto. Vamos.

- Falta muito? - É só atravessar a rua.

Espera.

- Não queres fazer isto. - Conheces-me há uma semana.

Mas sei que, se me quisesses matar,

ter-me-ias acertado na cabeça.

Acerto na próxima.

O Hagan já não é um soldado, Adam.

É um político, é um mentiroso. Está bem?

Está a usar-te para encobrir o rasto dele.

É verdade.

O Monroe e a primeira-dama lavaram milhões para a campanha.

Eu ajudei-o.

Olha para mim.

Olha para mim, Adam.

Eu já estive no teu lugar, está bem?

Essa voz na tua cabeça que te diz que é tudo treta…

Ouve-a, por favor.

Não.

A próxima é tua, Peter.

Pois.

Estás disposto a morrer por isto?

Chelsea.

- Peter. - Olá.

- Foi baleado. - Deixa.

Leva-a lá para cima.

Vamos entrar em direto.

- Merda. - Calma. Devagar.

Há algum kit de primeiros socorros?

Temos opções melhores.

Só para esclarecer…

Vou contar tudo o que sei dos Hagan, mas o resto…

É tudo o que preciso, por agora.

Credo. Como estou?

Adorável.

Vamos lá.

É possível que tenham lavado dinheiro através do seu banco?

Como qualquer outro banco.

Isso é um "sim"?

Sim.

"O leão achou que seria melhor assustar o feiticeiro,

então rugiu muito alto, um rugido tão feroz e terrível…"

Desculpe, Sr. Presidente.

- Sim? - Precisa de ver isto.

Continuem a ler, está bem?

E como conheceu os Hagan?

Nunca os conheci.

Mas a ONG da primeira-dama

é cliente do banco há quase dois anos.

Nunca falou diretamente com eles?

Não.

Isso acabaria com o propósito da divisão secreta do Walcott.

E quando suspeitou de que a primeira-dama usava a ONG

para violar a lei

e lavar dinheiro para financiar a campanha do marido?

Não suspeitava.

Eu sabia exatamente o que ela queria quando procurou os meus serviços.

E tem provas das intenções criminosas da primeira-dama?

Se o Congresso e o Departamento de Justiça

quiserem fazer um acordo comigo,

eu divulgaria de bom grado tudo o que sei

sobre os Hagan e a sua conduta criminosa.

Isto vem depois da reportagem bombástica

da jornalista financeira, Isabel De Leon,

que expôs estes segredos após investigar os negócios

do seu pai distante, Jacob Monroe.

Hoje, tenho comigo o homem que a ajudou nesse trajeto.

Bem-vindo, Jay Batra.

Obrigado, Ali. É ótimo estar aqui.

Jay, era analista do governo,

a fazer o seu trabalho,

quando surge algo suspeito.

E depois seguiu as pistas.

Explique-me isto.

Sabe que mais? É mais fácil se mostrar.

Está bem.

Este sou eu.

- Sobre que estará a cantar? - Caramba.

Se tivesse de adivinhar, um tipo numa situação difícil,

sozinho.

Ele não sabia a quem recorrer, em quem confiar.

E depois ela apareceu.

Ela ajudou-o a entender as coisas,

e, juntos, eles corrigiram tudo.

A sério?

Foi o que ela disse antes de começar a cantar.

- Como estás? - Estou bem.

A mão está melhor, mas a perna ainda precisa de sarar.

Li os teus artigos. São ótimos.

Fizeste um belo trabalho. Estou orgulhoso.

Falaste mesmo de tudo.

Bom, quase tudo.

Só tu fizeste um acordo com o meu pai para tentar ajudar as pessoas.

O artigo não era sobre ti.

Deve ser bom poder falar de tudo.

Não só do escândalo e das coisas do teu pai,

mas analisar todas as mentiras,

contar a tua história.

Não é a minha história.

A minha ainda está a ser escrita.

E a tua também.

O que se segue?

Estou a pensar passar uns meses em Barcelona.

Barcelona?

Parece-me bem.

- Negócios? Lazer? - Os dois.

Tentar encontrar algum equilíbrio.

Sim, é bom ter equilíbrio.

E tu?

O que se segue?

Vamos falar da música.

A banda ao vivo tem outra energia,

mas ficas preso a um só estilo.

Tenho uma ideia.

- DJ? - Não.

E se partíssemos para algum lado?

- Tipo fugir para casar? - Sim.

Oficializamo-lo no cartório

e apanhamos um avião para o Belize ou assim.

Amo-te tanto.

Também te amo.

Mas quero um casamento.

Está bem. Nesse caso, DJ.

DJ, certo. Para as fotos,

pensei em algo menos editorial, mais fotojornalístico…

HAGAN PERDOA-SE E À MULHER

E DEIXA A CASA BRANCA

Que barracada.

Pode crer.

Parece que tomaram más decisões, ou então não têm qualquer pinga de ética.

Tenho de concordar.

- Está à espera de alguém? - Porquê?

Bem, vou pedir uma bebida forte,

e, se estiver à espera de alguém, contentar-me-ei com…

Não estou…

… à espera de ninguém.

Henry.

Nina.

Muito gosto.

Muito bem.

O que vai ser?

Um martíni perfeito.

Perfeito.

Sim, vou já.

Olá.

Desculpa a demora.

Não faz mal.

- Podemos comprar bolo? - Claro.

Estava aqui a pensar…

Se uma cobra-real

encontrasse um dragão-de-komodo, quem venceria?

É uma ótima pergunta. Vai.

A poeira vai demorar a assentar,

mas vamos investigar todos os agentes noturnos.

Vai arrumar a casa?

De cima a baixo.

Eu ia pedir mais tempo.

- Até a perna sarar? - Talvez mais.

Uma vez, alguém me disse que os melhores agentes

sabem encontrar o equilíbrio nas suas vidas.

Preciso disso.

Deverias dar mais ouvidos a essa pessoa.

Pensei no teu pedido para um parceiro.

Tenho alguém em mente.

Quem?

Não querias fazer uma pausa?

Sim.

- Quando estiveres pronto… - Sei o número.

Cuida-te, Peter.

- E um para ti. - Obrigada.

De nada.

DESFRUTE DO SEU GELADO

EXPLOSÃO DE FRAMBOESA

Olá. O que vai querer?

Legendas: Miguel Oliveira

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