All language subtitles for The Night Agent - 3x07 - Once Upon a Time....WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

ANTERIORMENTE…

Raul Zapata e a LFS são uma pequena organização terrorista.

E voltaram ao ativo.

Achas que está no bolso do corretor?

Vamos ver aonde vão.

Temos uma identificação. Chama-se Jacob Monroe.

Foi uma aquisição recente de uma livraria falida.

- Ofelia. Aquela de que te falei. - Nunca lá fui.

Não tenho medo do cancro.

- O que aconteceu ao Jay? - Ele está vivo. Estou a dizer a verdade.

Não tive nada que ver com a LFS nem com o ataque ao Pima 12.

Querem enterrar a história.

- E matar-me. - Porque não me contaste?

- Eu teria… - Não confio em ti!

Queres que eu finja que nunca me abandonaste e à minha mãe?

Onde foi a operação do Monroe na CIA?

Cidade do México.

Ela é filha dele.

Quando eu voltar, conto-te tudo.

Eu fico de olho nele, e tu nele.

Vê aonde ele vai, com quem fala.

Então, o teu pessoal anda atrás dela.

Já silenciaste o Mike Fonseca.

"Servir acima de tudo" só se aplica aos nossos clientes.

Se não posso mais servir-te

e me ameaçares, ou os meus clientes, ou o meu banco…

Dou-te o Jay em troca da vida da Isabel.

E ela não vai publicar.

Agora é insuficiente.

Vais arrepender-te, Freya.

- Fá-lo hoje. - Priorizo a jornalista?

A jornalista, o delator, o agente e o Jacob Monroe.

- Encontrei o Jay preso. Podes vir? - Sim.

- E agora? - Devias ligar ao teu pai.

CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO

FEVEREIRO DE 1995

Chegaste cedo.

Chegar a horas é chegar cinco minutos atrasado.

É uma honra conhecê-lo, Sr. Zapata.

Não acredito!

Mandaram um gringo que fala espanhol!

Chamo-te "Sr. Monroe"?

Basta Jacob.

Vamos?

Não é só nos Estados Unidos.

Os meus clientes estão a expandir-se para a Europa, América Latina.

A procura está a explodir,

os fornecedores nacionais não conseguem acompanhar.

Foi por isso que mandaram um advogado de falinhas mansas para me lixar.

Para comprarem o meu produto por tostões

e o venderem pelo triplo do preço.

Senhor, garanto-lhe que só estou aqui

porque o meu cliente acredita

que uma parceria com a Zapata Solventes e Sabões

seria uma oportunidade sem precedentes.

Calma, estou só a brincar.

Precisas de sabão barato para vender caro às brancas.

Eu preciso de um investidor para continuar a crescer.

Posso não ser o meu pai, mas sou esperto, reconheço quando todos saem a ganhar.

Então, parece que caiu na minha armadilha de advogado malvado.

Sofia!

Vem conhecer o advogado gringo.

Deixo-o contigo.

Sofia De Leon, nova chefe de operações.

- Jacob Monroe. - Eu sei.

Os americanos mandaram-no para nos avaliar?

A diligência é importante em qualquer negócio deste tamanho.

Todo o cuidado é pouco numa parceria.

Mas é recíproco.

Também está a ser avaliado, Sr. Monroe.

E como me estou a sair?

Ainda não há decisão. Aviso-o quando souber.

Jacob.

Antes de falecer, o meu pai contratou-a para eu não fazer asneira.

Ou tentar, pelo menos.

Algumas coisas são impossíveis.

Quanto tempo fica por cá?

No melhor dos casos? Até fechar o negócio.

Tendo em conta o âmbito da parceria, meses, no mínimo.

Então, tenho de me habituar a vê-lo por aqui.

- Receio que sim. - Sim.

Vamos.

Adeus.

Deste lado é onde empacotam tudo.

A produção fica toda lá atrás.

Certo.

Posso ajudá-la?

Traga-me uma margarita com sal picante, por favor. Obrigada.

Americano, certo?

Tenho olho para estas coisas.

O que o traz ao sul da fronteira?

Negócios. Sou consultor jurídico.

Um americano a fazer negócios no México?

Deve haver muita burocracia. Aposto que é uma seca.

Com licença. Tenho de trabalhar.

Sente-se, Sr. Monroe.

Quem é você? O que é isto?

Pode chamar-me Costa. É uma investigação de suborno.

Investigação de suborno?

Sou um empresário sério.

Acabei de falar com Carlos Diaz, que disse o contrário.

O consultor?

Ele iniciou o negócio, mas não falo com ele há um ano.

Ele mostrou-me documentos assinados por si

a autorizar a sua empresa a transferir-lhe 250 mil dólares.

E, imagine só, o dinheiro foi parar ao gabinete do presidente da câmara.

O Diaz ajuda americanos com a burocracia daqui.

- Se os métodos dele são… - Os métodos dele são subornos.

E alguém tão inteligente como o Jacob deve ser

chegaria a essa conclusão.

O que faz de si cúmplice de vários crimes.

Isso é ridículo.

Bom, eu consigo convencer um juiz mexicano de que não é.

Está a tentar chantagear-me?

Quero oferecer-lhe emprego.

Só gosto de começar as negociações a partir de uma posição de força.

A minha organização tem razões para acreditar

que o seu novo amigo, Raul Zapata, não está a seguir as regras.

Vai ajudar-me a prová-lo.

Ou faço uma chamada

e passa cinco a oito anos numa prisão mexicana.

O que seria…

… muito diferente disto.

Sou americano. Vou à embaixada.

- O governo americano… - Jacob…

Quem acha que é a minha organização?

A CIA?

Vê?

É inteligente

quando quer.

Bem-vindo à equipa.

Eu entrarei em contacto.

O AGENTE DA NOITE

Ligou para Isabel De Leon do Financial Register.

Deixe mensagem.

CÂMARA 6 – PORTÃO LATERAL

CÂMARA 11 – ESCADAS

Era o Durham.

O FBI está à porta dele.

Ele vai empatá-los,

mas já têm mandados para seis empresas suas.

E os fundos?

É só uma questão de tempo.

Isabel.

Estás bem?

Sim, estou bem.

Graças a Deus. Onde estás?

- No hospital. - Estás ferida?

Não, mas o Jay sim. Mas ele vai ficar bem.

Ouve, eu posso explicar tudo, mas…

Tens de saber que eu nunca te colocaria em perigo conscientemente.

- Diz que sim. Deixa-o pensar… - Continuas a mentir!

Fartei-me de não saber nada. Não sou uma criança.

Sou teu pai.

Estou a tentar ser uma pessoa melhor.

Eu só…

Dá-me uma última oportunidade.

Está bem.

Vou mandar-te uma localização em Tribeca. Vemo-nos lá numa hora.

GARAGEM

Estarei lá.

Fica bem.

Tu também.

Vamos ter uma equipa a postos. Ele não vai escapar desta vez.

Ótimo.

Queres mesmo envolver-te nisto tudo?

Não precisas de participar. Deixa-nos tratar disto. Não faz mal.

Ele é um monstro, não é?

Faz o que tens de fazer.

O que foi, meu?

MARÇO DE 1995

Desculpa.

Não tenho dormido bem.

Sim, esta cidade tem esse efeito.

Vai com calma… Já a vi destruir gringos mais rijos do que tu.

Vou tentar.

Mas, se não quiseres tentar, diz-me.

Posso mostrar-te coisas que não vêm nos guias.

Sei que estás numa posição difícil,

mas tens de dizer aos teus chefes que pedir 38 % da empresa,

uma empresa que o meu pai construiu,

faz-me passar por idiota.

Posso oferecer mais seis milhões se aceitares vender 40 %.

É um bom negócio.

Tenho de ir. Manda a proposta por escrito e depois falamos.

- O que estás a fazer? - Que vergonha!

Vim aqui a pensar que sabia espanhol.

Estudei-o na faculdade,

mas, às vezes, não entendo o que o Raul diz.

Por isso, espreitei algumas…

Algumas notas da reunião para entender melhor as coisas.

O teu segredo está seguro comigo.

As universidades americanas só ensinam o espanhol de Espanha.

Chorizo, vosotros, tudo isso.

É por isso que não entendes o Raul.

Bom, não sou completamente ignorante.

Sei que o espanhol é diferente, mas o Raul estava a falar…

… outra coisa.

Não posso discordar.

Posso pagar-te uma horchata?

Não.

Mas aceito um sumo de laranja.

E gosto de como dizes "horchata".

Obrigado.

É delicioso.

Porque vem de uma laranja e não de uma fábrica.

E fica perto do meu sítio preferido da cidade.

Anda.

LIVRARIA OFELIA

Procuras algo em particular?

Não. Só gosto deste sítio.

É sossegado.

Eu posso ajudar.

O meu pai queria mesmo que eu aprendesse inglês.

Mas não tínhamos dinheiro para pagar as escolas internacionais.

Então, em vez disso, todas as noites, ele lia-me

uma cópia inglesa de Contos de Grimm.

Azul com folhas douradas na capa.

Devo ter ouvido cada história umas cem vezes.

Depois, quando cresci,

eu lia-lhe para ele praticar.

Já leste?

Vi os desenhos animados.

Poupa-me!

São versões censuradas.

Estou a falar dos originais,

onde as meias-irmãs arrancam os dedos do pé

para tentar pôr o sapato de cristal.

- Eras uma daquelas crianças mórbidas? - Não.

Só gostava das consequências que existiam nessas versões.

Se fores um cretino, não há final feliz.

Quando o meu pai morreu, eu vinha aqui procurar o livro.

Mas ele achou que não valia a pena guardá-lo.

É isso que procuramos?

Encontrei algumas versões, mas não aquela.

Parece que fizeram uma edição com umas dezenas de cópias,

que a editora mandou imprimir sem revisão.

Estão cheias de erros ortográficos e de impressão.

Ele fazia-me mostrar-lhe os erros enquanto lia para ele.

O meu pai nunca leu para mim.

Mas ensinou-me a ler as pessoas.

- Tens andado a ler-me. - Tenho tentado.

És difícil de ler.

Mas ainda não desisti.

Vou ficar aqui bastante tempo.

E, como podes ver,

preciso da tua ajuda para me integrar.

Não me compete ajudar forasteiros a integrarem-se.

Mas, se um certo forasteiro me convidasse para um encontro…

Gostarias?

Gostaria, sim.

Mas vou ser muito clara.

Trabalhei muito para chegar onde estou.

E tenho planos para o meu futuro.

Não vou estragá-los porque acham que ando a comer o advogado.

Se fizermos isto,

tem de ficar entre nós.

Parece-te bem?

Posso aceitar esse acordo.

Estão a seguir-nos.

- Podes despistá-lo? - Com prazer.

Filho da mãe!

Espera aqui. Volto já.

Dado o que se está a passar,

estarmos assim em público não é arriscado?

Estamos prestes a entrar numa negociação muito importante.

Quero fazê-lo a partir de uma posição de força.

Pai?

Estás a caminho?

O Peter ainda está aí?

Eu sei que ele te ajudou e ao Jay a fugirem ontem.

- Podes parar de mentir. - O que queres?

O homem que vos tentou matar ontem está atrás de mim.

Ganhei algum tempo, mas ele vai entrar aqui em breve

e matar-me.

Eu…

Preciso da tua ajuda, Peter.

Se tivesse de ajudar alguém, seria ele.

Não acredito nisso.

Desde que te conheci, infernizaste a minha vida.

Com tudo o que fizeste e me obrigaste a fazer.

Nunca te obriguei a fazer nada, Peter.

Sempre te dei uma escolha.

E a Alice?

E a Catherine? Que escolha tiveram elas?

A mesma que o Solomon Vega teve.

Eram todos soldados. Às vezes, há baixas.

Sim? Bem, parece que és a próxima.

Boa sorte.

Estás disposto a olhar para a Isabel e dizer que não vais salvar o pai dela?

Logo tu?

O que queres de mim? Pena?

Eu tive de renunciar a tudo o que amei por tua causa.

Fazes ideia do que isso é?

Não, não fazes.

Porque tudo,

toda a gente, é só uma moeda de troca para ti.

Isso não é verdade.

És um mentiroso.

Não sou burro. Não vim de mãos a abanar.

Vou oferecer-te uma coisa.

- Não faço mais acordos contigo. - Vais querer ouvir.

Já todos sabem o meu nome.

Graças a ti, imagino.

E essas pessoas têm motivos

para não me darem a oportunidade de falar.

Só confio em ti para me entregar em segurança.

Não teria tanta certeza.

Interessei-me em ti por um motivo, Peter.

Sempre soube que farias a coisa moralmente certa.

És fácil de prever e de manipular,

mas também significa que és decente,

mesmo que queiras que eu pense o contrário.

Não me interessa o que pensas.

Safa-me desta

e eu dou-te informações.

Tenho acesso a todas as informações para derrubar o Zapata,

toda a LFS,

e impedir o próximo ataque deles, que será em breve.

Prova-o.

Só posso fazer isso pessoalmente.

CONTOS DE GRIMM

E, se não vieres em breve,

não vou ter essa oportunidade.

Por favor, Isabel. Fala com ele, por favor.

A última vez que te vi não pode ser a última.

Ele parece assustado.

Nunca o ouvi assim.

Por favor, Isabel.

Por favor.

Está bem.

Mas eu quero tudo.

Não só o Zapata e a LFS.

Todos os espiões, agentes e políticos corruptos que conheces.

E, quando eu arrancar a tua operação pela raiz,

apanhas perpétua. Entendido?

Está bem.

Tretas. Porque concordarias com algo assim?

Porque atacaram a minha filha.

E ela é a única coisa que ainda me interessa.

Onde estás?

OUTUBRO DE 1995

O que foi?

Gosto de como fazes isso.

O quê?

Qualquer coisa.

Fica aqui. Tenho uma surpresa para ti.

É o teu aniversário. Eu é que tenho de te dar um presente.

Eu sei.

Mas chegou ontem à noite e…

Não sei,

parece ser o momento certo.

Está bem.

É a edição certa?

Com todos os erros?

O que foi?

Isto não fazia parte do plano.

Não devia haver sentimentos.

Então, vamos fazer um novo plano.

Não faças isso.

O negócio vai ser fechado e vais ter de ir embora.

E se voltasses comigo?

Não digas isso se não for a sério.

Sofia…

Eu quero estar contigo.

Amo-te.

Também te amo.

Todas as reuniões do Zapata no último mês.

É um bom começo.

Começo?

E o que fiz nos últimos meses?

Deste-nos uma base sólida.

Agora começa o trabalho.

- Estás a gozar? - Não comeces.

Lembra-te, tu meteste-te nesta situação.

Porque estás impaciente?

Só quero acabar isto. Recuperar a minha vida.

Eu percebo.

Não escolheste estar aqui. Não gostas de mim.

Mas tens de entender.

O trabalho que estás a fazer é importante para o teu país.

Estás a sair-te bem.

E podes continuar assim.

Podes ao menos dizer-me o que estou a fazer e porquê?

No ano passado, surgiu um novo vendedor de armas

no radar da Agência.

Alguém que transporta grandes quantidades de armas rapidamente para outro país

e negoceia com pessoas que mais ninguém negoceia.

Estou a falar

de grupos terroristas, de coisas…

… sérias.

- Achas que o Zapata é um terrorista? - Bom…

É uma palavra forte.

Mas achamos que, quando ele assumiu a empresa do pai,

começou a usar a empresa para transportar coisas pesadas.

Armas de assalto, antiaéreas, tudo.

Espera. Ele pode ter feito marosca, mas…

Achas que me mandariam aqui

por alguém que só faz marosca?

- Não sou polícia municipal. - E o Raul não é terrorista.

Porquê? Porque é engraçado e joga golfe?

Por cada dez idiotas com um manifesto,

há um tipo como o Zapata,

que vai a clubes, doa a instituições de caridade

e garante que esses cabrões apareçam nos noticiários.

O Zapata é assim.

É por isso que não te posso deixar ir embora.

Não tão cedo.

Não quero fazer mais isto.

Jacob, teríamos levado anos

a ter um dos nossos tão perto do Zapata

como tu estás agora.

E, se fizermos isto bem,

muitos inocentes não morrerão às mãos de um fanático

com um póster do Che Guevara na parede.

- Isso não vale nada para ti? - Não vale a minha vida, o meu futuro.

Certo. Claro.

Com a tua nova namorada, não é?

A Sofia?

- Como… - Com quem achas que estás a trabalhar?

Parabéns, já agora.

Não te comprei nada.

Espera!

Posso arranjar provas.

- A sério? - Sim.

O suficiente para derrubar a organização dele.

Mas, se fizer isto, fico livre.

Para sempre. Tábua rasa.

Está bem.

Mas, se formos em frente com isto, tem de ser infalível.

Uma garantia de que, se informarmos os federales

e apreenderem um contentor do Zapata, terá armas lá dentro.

Qualquer outra coisa…

… e nada feito.

Desculpa não te ter contado antes.

Mas achei que estarias mais segura.

Quando é que ela te abordou?

Não sei a data exata.

Foi antes de nós?

Sim.

Então, cada minuto

que passámos juntos foi uma mentira.

Nunca te conheci realmente.

Não, Sofia.

A conversa sobre o nosso futuro…

Isso foi real?

Desculpa. Não tive escolha.

Mas isto é real.

Amo-te, e tu és o meu futuro.

Há uma forma de sairmos disto.

De começarmos as nossas vidas.

Mas, para isso, preciso da tua ajuda.

Estás mesmo a pedir-me o que eu acho que estás?

Não é justo. Ouve.

Tens de ir embora.

Espera.

FELIZ ANIVERSÁRIO!

NOVEMBRO DE 1995

Obrigado por fazeres isto.

Depois da morte do meu pai,

fiquei sozinha e foi difícil.

Mas o facto de não ter mais nada a perder reconfortava-me.

- Agora tenho medo. - Sofia, lamento…

Não preciso que me digas que lamentas.

Preciso que me digas que vamos ficar bem

e que tudo vai valer a pena.

Vamos ficar. E vai valer.

Não nos posso perder, Jacob.

- Não posso. - Eu sei.

E isto tudo vai acabar em breve.

E depois vou compensar-te.

Espero que fales a sério sobre voltar aos EUA,

porque, quando prenderem o Raul,

temos de sair da Cidade do México.

Quem sabe quantas pessoas do governo…

- Isto não chega. - O quê?

Não, eu conheço todos os nossos clientes.

Esses contentores não são deles.

Devem ser os carregamentos secretos.

Eu sei, mas só vão agir se tiverem a certeza.

É a única forma de sair disto de vez.

Sabes onde ele guarda as chaves?

Quem está aí?

Sei que está aí alguém! Sai agora!

Que porra estás a fazer, Jacob?

Estava à tua procura!

- Há um contrato novo… - Cabrão!

De joelhos!

- Para ali, de joelhos! - Raul!

Não queres fazer isto.

- Claro que não, sobretudo aqui. - Espera!

A verdade é que…

Eu suspeitava há algum tempo.

E vim aqui hoje para confirmar.

E o que descobriste?

Que tens sido desleixado.

Eu percebi,

e sou apenas um civil que seguiu o dinheiro.

É só uma questão de tempo até que mais alguém também perceba.

Mas, se tivesses o parceiro certo…

Tens uns tomates do caraças!

Como me vais ajudar?

Sou advogado de direito comercial.

Ocultar é o meu trabalho.

Posso esconder isto numa estrutura de fachadas.

Um contabilista forense levaria uma década a chegar até ti.

Gosto de ti, Jacob.

Mas és um forasteiro.

Tens razão.

Não conheço este sítio, este ofício.

Mas sei que vais ser apanhado,

e pior: estás a perder dinheiro.

Sou todo ouvidos.

Pelo que consegui entender,

só vendes a pessoas de um lado.

Não preciso de traficar armas para saber que não é um bom negócio.

Os meus clientes não se irritariam se soubessem que vendo para os dois lados?

Se soubessem.

Posso garantir que não sabem.

E o que ganhas com isso?

Pensei em começarmos a negociação com 10 % do lucro líquido,

e 5 % das ações da empresa,

depois negociamos a partir daí.

Gringo de merda.

Como sabes?

Porque o abri e vi um míssil.

Bom trabalho.

E agora?

Vou encaminhar.

Os federales vão intercetar e, se estiver lá…

- Está. - Então, serás livre, Jacob Monroe.

Avisa-me quando acabar.

Tens talento para isto, sabias?

A maioria não tem.

Se um dia quiseres mudar de carreira,

serias muito útil para a Agência.

Achas? Trabalhar para ti?

Não sou assim tão má quando me conheces melhor.

- É uma vida emocionante. - Não quero emoção.

Não quero voltar a falar contigo.

Não é complicado. Não vás ter com ele.

- E o que diria ao Raul? - Não quero saber.

Daqui a três dias, estaremos longe. Falta pouco.

É por isso que não posso alertá-lo agora.

O Raul só quer ouvir-se a falar.

Jacob…

Tenho um novo plano.

E envolve um quintal,

contar histórias aos nossos filhos à hora de dormir

e um homem que amo tanto que dói.

Promete-me que não vou perder isso.

Não vais.

Prometo.

Volto antes de terminares a cozinha.

Jacob.

Desculpa a hora, mas temos de conversar.

Está tudo bem?

Não, mas estará em breve. Anda.

Vou cancelar o negócio contigo e os gringos.

Preciso que digas aos teus chefes.

E o nosso negócio também.

Adeus.

Raul.

O que quer que tenha acontecido, podemos resolver.

Não há nada para resolver. Eu fiz asneira.

Descobri que há um informador na empresa que me quer destruir.

Quem?

A Sofia.

Das Operações.

Não. Não pode ser.

Estou a dizer-te.

E eu digo-te:

trabalhei de perto com ela este tempo todo e nunca vi indícios

de que ela fosse outra coisa senão dedicada e leal a ti.

Posso prová-lo.

A menos que saibas algo que eu não sei, cala-te.

E não me fales assim.

Entendido?

Desculpa.

Então,

sabes algo que eu não sei?

Desculpa ter reagido desta maneira.

Estou chocado.

Pensei que a conhecia.

Eu também.

Nunca se conhece realmente alguém, meu amigo.

Mas não te preocupes.

Estamos a tratar disso.

Sofia!

Sofia.

Vá lá.

- Estou? - Costa!

Jacob, este número é apenas para emergências.

O Zapata levou a Sofia. Ela desapareceu.

Costa!

O que queres que eu faça?

Ajuda-a, por favor! Foste tu que a meteste nisto!

Não, foste tu.

Dá-te por feliz. Podias ter sido tu numa vala comum.

Agora cumpre a tua palavra e nunca mais fales comigo.

Vá lá. Não podes!

Não podes!

Como sei que não me vais lixar quando te tirar daqui?

Há uma base de dados segura

com as informações de que precisamos e muito mais armazenado.

Está encriptada. Nem eu a consigo aceder sem este livro.

Vou deixá-lo contigo como prova de boa-fé.

- É o descodificador. - Sim.

Como funciona?

Se te dissesse, porque me protegerias?

- Sim? - Quando chegas?

Chego à saída leste em 30 segundos.

Certo, muda para o rádio.

Entendido.

Já o tens?

Já.

Peter? Vens?

Merda.

Fica aqui.

ARLINGTON, VIRGÍNIA

Avó, dás-nos dinheiro para um gelado?

Está bem.

MAIO DE 2011

Mas…

… não vai ser de graça.

Pronto. Está pago.

Que giras.

São suas?

Céus, não.

São da minha filha.

Mas, sempre que posso, fico com elas.

Deve ser bom.

Como lhe chamam?

Avó?

Margaret?

Agente Miller?

Talvez Costa?

Como te encontrei?

Devagar…

… e a muito custo.

Estás diferente.

Deixei de beber e levei a minha nova carreira a sério.

Havana, 1998.

Vi muita coisa desde a última vez que falámos, mas isto…

Isto foi feio.

Bravo.

Seguia ordens da Agência.

Talvez.

Mas, se isto se souber,

achas que a Agência assumirá a culpa?

Porque os vejo a sacrificar-te.

O que queres de mim ao fim de 15 anos?

Uma explicação?

Não, eu sei o que aconteceu.

Usaste as minhas informações para fazer o acordo com o Zapata.

Os EUA e os seus aliados deixam-no em paz e a Agência recebe armas

para atividades extracurriculares.

A Guerra Fria tinha acabado.

Os orçamentos encolheram.

A supervisão ficou mais apertada.

Precisávamos de novos parceiros.

Como um traficante.

Quando estão do nosso lado, são lutadores pela liberdade.

Até a aliança ser inconveniente.

E, quando acontece, traem-nos sem pensar duas vezes.

Sempre que a administração muda, as prioridades também mudam.

O presidente quis dispensá-lo?

Ele quis enterrá-lo, na verdade.

Aprovou uma operação para o matar.

Mas a informação era má. Ele não estava lá.

A irmã e os sobrinhos dele estavam.

GELADO CASEIRO DO EGGER

Depois disso, ele escondeu-se, ficou mais violento,

mas raramente temos notícias dele.

Vão ter,

um dia.

Por muito que adore pôr a conversa em dia,

tenho coisas melhores para fazer do que relembrar.

Externato Kendall.

Não testes a minha determinação.

O que queres?

Um pedido de desculpas?

O que aconteceu à Sofia?

Um dos termos do acordo

era entregarmos o informador nas operações dele.

Era ela ou tu.

Tu eras um ativo nosso, ela era apenas danos colaterais.

Não.

Era a minha hipótese de ter uma família. Devias ter-me entregado.

Nada te impedia de te entregares, de tomares o lugar dela.

Podias ter contado tudo ao Zapata.

Nada a teria salvado.

Isso deve ajudar.

Acreditar nisso.

- Eu amava a Sofia mais do que tudo. - Não.

As provas sugerem que te amavas um bocadinho mais.

Espera.

Espera.

Ele não a matou.

A Sofia era mais útil para ele como bode expiatório do que morta.

Ele usou os contactos no governo mexicano

para a condenar sob outro nome

por alguns dos crimes dele.

Ela está viva?

Morreu na prisão há dois anos.

Mas, alguns meses após ser presa, ela teve um bebé.

Uma rapariga.

Posso ajudar-te a encontrá-la.

Eu entro em contacto.

Quando tocar, atende.

Isabel.

JULHO DE 2011

O que fazes aqui?

Isabel.

Disse à tia para te mandar embora há três horas.

Não tenho melhor lugar para estar.

Não sejas condescendente.

O meu inglês é melhor do que o teu espanhol.

Estou enferrujado.

A tua mãe costumava rir-se do meu espanhol.

Não sei o que ela te disse sobre mim.

Disse que não valia a pena conhecer-te.

Quero mudar isso, se puder.

Isto era dela.

Queríamos ler-to um dia.

O nosso primeiro encontro foi numa livraria.

Na Ofelia.

A tua mãe…

Não leio contos de fadas. Não sou uma criança.

Eu sei.

Soube que és melhor do que alunos mais velhos.

E que superas sempre as expectativas.

É, no mínimo, impressionante.

Há uma escola internacional na cidade.

Tem um programa avançado que abre portas para as melhores faculdades.

Tenho lá amigos.

Eles devem-me favores. Podes começar na segunda.

Não conseguimos pagar a luz. A renda está atrasada.

- Como vamos pagar? - Já está pago.

Quanto à renda,

o apartamento agora é de um fundo em teu nome.

Se quiseres, podemos encontrar algo melhor

e podes arrendar este.

Vai-te embora.

- Isabel… - Vai-te embora.

Se quiseres falar sobre o teu futuro…

Se tiveres curiosidade…

CONSULTORIA

Onde está o Peter?

Legendas: Miguel Oliveira

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