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ANTERIORMENTE…
Sai.
Não, ele fica.
Cumpri a minha parte do acordo.
Peter.
É bom ver-te, Richie.
Quanto mais me aprofundo no trabalho, quanto mais descubro, mais receio.
Preciso de um amigo comigo.
- Cenas da Casa Branca. - Não é disso que falo.
- Quem és? O que fazes aqui? - Adam. O presidente enviou-me.
Sou o teu parceiro.
Vais ficar sozinho duas horas.
Afasta-te da margem do rio.
- Também vais ficar sozinho? - Sim.
Dá-me o telemóvel.
Vai.
CLONAGEM REGISTADO EM NOME DE: ISABEL DE LEON
A carteira cripto da LFS…
Vários depósitos novos foram feitos esta semana.
Estão a planear algo.
Se for como no primeiro ataque,
temos menos de uma semana antes que aconteça.
Vi o nome do Jacob Monroe.
Esta investigação sobre ele é assim tão grave?
Ele é um grande doador há anos.
A investigação a ele e ao atentado
são a mesma coisa.
Chelsea?
Passa-se algo estranho com o presidente e a primeira-dama.
Não devia falar sobre isto,
mas acho que és o único com quem posso falar.
Se encontrar este tipo, encontro o Jay. Mas não tenho nada.
Tenho uma fonte. Ele já me ajudou. Posso ir agora.
- Queres que vá contigo? - Não. Iria assustá-lo.
Ele conhece-me e confia em mim. Vou sozinha.
OITO ANOS ANTES
MEDIDOR DE MONÓXIDO DE CARBONO
O AGENTE DA NOITE
Ela parece nervosa.
Achas que está no bolso do corretor?
Começo a achar que estão todos.
Ela disse que era uma fonte. Mas uma jornalista é útil para ele.
Ali está ele. Estou a vê-lo.
- Disseste-lhe que ele era perigoso? - Sim, e ela procurou-o.
Estão a sair.
- Não foi forçada. - Andam a comer-se?
Raios! Podia jurar que fazia o género dela.
Parece que és.
- Estás a chamar-me velho? - Estou.
Tens reconhecimento facial?
Sim, envia-me a foto.
- Temos áudio? - Kyemera a 47 %.
Metade do FBI anda atrás dele. Ligamos ao Mosley?
Ainda não. Vamos ver aonde eles vão.
Estás mesmo a manter a distância.
Isso é que é contenção.
Nem toda a perseguição é um passeio em Istambul.
Experimenta Havana durante um desfile.
A interestadual de DC, com trânsito.
Isso já é irresponsabilidade.
Temos uma identificação.
- Sim, é ele. - Chama-se Jacob Monroe.
- Antecedentes? - Nada.
- Afiliações? - Nada.
Aqui diz que ele tem uma empresa de consultoria.
Faz de tudo, de avaliação de conformidade a apoio à negociação.
Apoio à negociação?
- Que raio é isso? - Ele é rico, tem contactos.
À primeira vista, parece legítimo.
Espera lá.
- RMG Management. - O que tem?
Ele já trabalhou lá. É só um palpite, mas…
A minha linda lady, a Linda, em Langley, mas que trava-línguas,
deve-me um grande favor.
Vamos ver se o consegue rastrear pela calada.
- Achas que o Monroe é da CIA? - Sim, ou algo parecido.
RMG Management.
É o tipo de fachada que usariam para pagar a funcionários.
Linda!
A nós.
Já lavei os dentes.
Não, quero brindar ao nosso sucesso, ao nosso futuro.
E comparar o nosso vinho barato habitual
ao bordéus favorito do presidente antes de esquecer o sabor do bom gosto.
- O teu bom gosto trouxe-te até mim. - Sim.
Não noto a diferença.
Não, acho que noto.
Pediste cerveja com sabor a cerveja no nosso primeiro encontro.
Antes de sermos convidados para jantar na Casa Branca com o presidente.
Agora somos chiques.
- Não estás empolgada? - Estou.
É muito fixe, mas…
Não reparaste em nada estranho com a primeira-dama hoje?
Não se riu da minha piada sobre heranças, que é sempre um sucesso.
Era outra coisa?
Desculpa, não devia ter falado do intruso.
Não, algo entre mim e ela.
Ela deu um jantar de agradecimento. Ela adora-te.
O presidente não estava estranho?
Achei-o calado na sobremesa.
O meu trabalho seria mais fácil se ele soubesse estar calado.
Explica-me. O que se passa?
Sempre do meu lado, sim?
Sempre.
Encontrei o telemóvel do Brian Mott.
- Não estava com a primeira-dama? - Tirei-o ao jantar.
- De onde? - Da secretária dela.
Então, roubaste-o?
Recuperei-o para a investigação.
A dos Serviços Secretos ou a tua?
Ela mentiu, Theo.
Mentiu sobre o Mott estar armado.
Não havia arma.
E mentiu sobre não o conhecer. Ela encontra-se com ele há meses.
- Não foi o que ela disse. - Eu sei. Ela mentiu.
É mulher de um político. Eu sei que ela pode mentir.
- Mas preocupo-me contigo. - O problema não sou eu.
Roubaste algo da residência privada do presidente.
- Recuperei. - Isso é grave, Chelsea.
Pode acabar com a tua carreira e meter-te na cadeia.
Por favor, devolve-o.
- Ninguém precisa de saber. - Os Serviços Secretos precisam.
Eles podem receber uma pista anónima depois de o devolveres.
Amor, se precisares de tempo para recuperar,
basta pedires.
Ninguém te vai culpar.
Mas tens de te distanciar do que aconteceu.
Não se trata disso.
Então, do que se trata?
Estamos a brindar ao futuro,
e estás a arriscar tudo, caso alguém descubra.
Não quero que te preocupes comigo.
Está bem?
Ótimo.
Então, devolve o telemóvel
amanhã de manhã.
Certo.
- Sim. Está tudo bem? - Tens algo?
- A empresa de fachada confirmou-se. - A Corepoint Dynamics?
- Achaste o chefe do Mott? - Sim.
Tens um nome?
- Sim. - Mas não podes falar.
- Nem por isso. - Então, ouve.
Encontrei o telemóvel do Brian Mott na residência.
Vi a primeira-dama a escondê-lo após o ataque.
- Transferência feita. - Ela faz parte disto.
Ela esconde algo. Sei que parece absurdo, mas…
Não parece.
Estás no caminho certo, mas tenho de ir.
Obrigada.
Vou enviar-te a minha morada em Nova Iorque.
Mas mantém-me a par.
- Fica bem. - Igualmente.
Adeus.
Alguma coisa importante?
Não, nada que ver com isto.
Só uma amiga a precisar de uma opinião.
Parece que chegámos.
Como funciona esse Kyemera?
Basta dizer ao programa para ligar à Isabel,
e o malware será descarregado em segundo plano.
Estou a ligar-lhe.
Precisas de atender?
POSSÍVEL FRAUDE
É apenas spam.
- Ela ignorou? - Está ligado na mesma.
- Ela não tem de fazer nada? - Já fez.
É o programa mais invasivo de todos.
Isso é um problema?
Não. Força.
Redecoraste desde a última vez que aqui vim
ou sempre foi tão grandioso?
Tive algum tempo para brincar.
Tenho preferido passar as noites aqui e não na cidade.
Imagino que seja um bom sítio para recuperar.
Bom, a químio não tem sido um problema.
Nem o cancro te abranda.
Sabia que não era uma virose.
Tenho muito que fazer.
Sabes que a minha porta está sempre aberta para ti,
e, na verdade, só a comida faz a viagem valer a pena.
Conseguir tirar a chef Maggie do La Capirucha,
e pedi-lhe para fazer pudim para a sobremesa.
Obrigada, mas só posso jantar. Tenho um prazo a cumprir.
- Tens sempre. - Tenho muito que quero alcançar.
Aposto que já tens um rascunho
que ainda vais pesquisar e aperfeiçoar.
Foi a pesquisa que me trouxe até aqui hoje.
Preciso da tua experiência. Oficiosamente.
Esperava que fosse uma visita social, mas vamos fazer um acordo.
Respondo ao que quiseres se ficares para a sobremesa.
Então, vou comer pudim.
Está bem. Só um segundo.
Maggie?
- Acho que ela não gosta dele. - Mas ele gosta dela.
Isto é ridículo. Precisamos de visão.
- O Kyemera funciona com rádio? - Sim.
Trinta segundos! É o meu recorde!
Não, subestimou e distorceu este trabalho desde o início.
Deu-me um novo cliente todos os dias, e agora há gente experiente a interferir.
As lesões evitam-se sabendo o adversário, e é óbvio que não sabe.
- Posso ir… - Só um minuto.
- O que é? - Posso ir buscar os óculos?
Sim.
- Pega numa toalha para não pingares. - Sim.
Ouça.
Contratou-me pela minha experiência,
porque não me pergunta o que preciso para terminar isto?
Força, pergunte-me.
Sem correr.
- Os óculos? - Não os encontrei.
- Este é novo. - Sim.
Lembrar-me-ia da primeira edição de O Grande Gatsby.
É lindo. Devia estar exposto.
Bom, o expositor é de museu.
Quis dizer que devia estar exposto para que todos pudessem desfrutar.
Foi uma aquisição recente de uma livraria falida
que não sabia o que tinha. Ofelia.
- Aquela de que te falei. - Nunca lá fui.
Bom, levo-te lá quando estiveres livre.
Tenho de tratar de um assunto.
Sim, eu sei. Mas gosto de falar contigo.
Conseguimos ter visão se saltarmos aquele muro
e entrarmos na propriedade.
A minha Linda não desiludiu.
O Monroe participou numa operação nos anos 90.
Porque não apareceu no relatório?
A CIA é melhor a guardar segredos.
Então, ele foi da CIA. Faz sentido.
Ele teria o conhecimento, os contactos.
Vais saltar o muro. Prometi aos meus joelhos não cair mais.
Como queiras, velhote.
Está bem. Faz as tuas perguntas.
Fá-las antes do jantar.
Força.
Câmara inativa.
Tens conta no Walcott Capital?
Já tive. Porquê?
Há uma semana, recebi vários relatórios de atividades suspeitas do Walcott.
Indicam que grandes clientes do banco realizaram transferências suspeitas.
O banco emitiu os relatórios porque é legalmente obrigado.
Sim, eu entendi essa parte.
Mas o responsável pelos relatórios
foi despedido pouco depois.
E o supervisor da FinCEN tentou encobrir tudo.
Os dois morreram.
- Estás bem? - Sim.
- Onde entras nisto? - Eu tinha um delator.
Ele ligou o ataque da LFS ao Pima 12 à maioria das empresas dos relatórios.
Não parecem cúmplices.
Ela pode achar que ele é legítimo.
Americanos financiaram o ataque ao Pima 12?
É uma história enorme para ti, presumindo que há provas.
Tenho provas.
Disso e de muito mais.
Em que posso ajudar?
Diz-me onde está o Jay Batra.
O meu delator. Tu raptaste-o.
- Raptei? Quem te disse isso? - Queres que revele a minha fonte?
Só para poder contextualizar as alegações.
Muitos entendem mal o meu trabalho.
O contexto é que me estás a mentir.
- O que aconteceu ao Jay? - Eu contratei-o.
Agora lembras-te dele.
O Sr. Batra encontrou provas de corrupção no meu antigo banco.
Então, fechei as minhas contas e contratei-o.
É recente,
perdoa-me por não reconhecer o nome dele imediatamente.
Onde está ele?
Já passou da hora de expediente. Como posso saber?
- Acreditas que sou capaz… - Não sei em que acreditar.
Tenho tentado perceber-te desde que apareceste na casa da minha tia,
a querer comprar os teus anos de ausência.
Onde foi a operação dele na CIA?
Cidade do México.
Cum caraças.
Ela é filha dele.
Podes mentir-me o quanto quiseres, mas o dinheiro diz a verdade.
Andaste a investigar-me?
A minha faculdade, o meu apartamento, a minha mesada,
tudo pago por um fundo anónimo criado para te esconder.
É uma prática comum para proteção de bens.
Convenci-me de que és paranoico.
Um capitalista desconfiado do Fisco. Mas fez-me pensar…
Como beneficiária do fundo, obtive os registos fiscais,
onde vi os outros ativos protegidos.
Um, a Corepoint Dynamics, estava no relatório do Jay,
ao lado de outras empresas que financiaram terroristas.
- Estás envolvido? - Em quê?
No rapto do Jay.
No ataque ao Pima 12.
Parece que a Isabel tem problemas sérios com o pai.
Perdi-os. Tenho de me reposicionar.
Uma fonte em quem confio disse-me, sem dúvidas…
Podes parar? Podes parar de fugir?
E diz-me quem é o meu pai, por favor?
A verdade é tão incriminatória?
Não tenho medo da verdade.
Não tenho medo do cancro.
Vou vencê-lo, não tenho dúvidas.
É óbvio que quero que melhores.
Eu só tenho medo de…
… não ter a oportunidade de resolver as coisas entre nós.
Então, podes começar a ser sincero comigo.
Muito bem.
O que disse a tua fonte?
Que o meu pai está envolvido em negócios ilícitos.
Suborno, terrorismo.
A morte do Mike.
Mike? O teu mentor?
- O que aconteceu? - Onde está o Jay?
- Ele morreu? - Não. O Jay está vivo.
Estou a dizer a verdade.
Não tive nada que ver com a LFS nem com o ataque ao Pima 12.
- Não sou o monstro que pensas que sou. - E a morte do Mike?
- Acabei de saber. - E o senador Lansing?
Foi morto à minha frente, dias após falar com o Mike.
Alguém quer enterrar a história. E agora querem matar-me.
Atacaram-te?
- Estão a seguir-te? - Sim.
- Porque não me contaste? Eu teria… - Não confio em ti!
Já não sei o que é negociação,
nem com o teu diagnóstico de cancro.
E agora queres que eu finja que sou uma boa filha?
Como se nunca me tivesses abandonado e à minha mãe.
Quero o meu pai na minha vida…
… mas tens de o merecer.
Deixa-me começar por te proteger de quem anda atrás de ti.
Eu cá me arranjo.
Isabel, o trabalho que faço obriga-me a nadar em águas turvas.
Não o nego.
Mas não sou um tubarão.
Eu nunca faria nada que te pudesse magoar.
Muito pelo contrário.
Ele está a exagerar.
Ele quer que seja verdade. Precisa que ela acredite.
Quem mandou alguém atrás de ti deve saber que vais publicar.
Pouquíssimas pessoas são ameaçadas pelo teu artigo,
e posso impedi-las agora.
- Mas preciso que tu… - Outro dos teus acordos?
Não. Só preciso que fiques aqui até poder garantir a tua segurança.
Não vai demorar.
E, quando eu voltar…
… conto-te tudo.
O Monroe saiu.
- Estás bem? - Sim, porquê?
A Isabel é filha dele e escondeu-o. Ainda confiamos nela?
Acho que ela só percebeu hoje.
Vê o que ela faz.
Isso dir-te-á tudo.
Ajuda-me a voltar para o telhado.
Eu fico de olho nele, e tu nele.
Vê aonde ele vai, com quem fala.
- Não o perco de vista. - Vou ligar ao Mosley.
Atualizá-lo, ver o que ele quer fazer.
Ele vai adorar. O presidente também.
Estiveste bem. Encontraste o corretor.
Pois.
Obrigada, mas eu e o meu pai já não vamos jantar.
Não faz mal. Ele costuma ser imprevisível.
O do hóspede está pronto.
- Quer o pudim para levar? - Não.
- A casa de banho é ali? - Sim, senhora.
O jantar está quase pronto. Diz aos outros.
Certo. Guarda um prato para mim, Mags.
O Neil repete sempre enquanto estou a trabalhar.
- Ele ajuda-me sempre a lavar. - Odeio mãos enrugadas.
CÂMARA 3 – ESCADAS
CÂMARA 4 – QUARTO DE HÓSPEDES
- Estou? - Onde estás?
- Em Manhattan. Porquê? - Vou mandar-te a minha localização.
É um pouco fora da cidade.
Avisa quando chegares ao portão. Não deixes que te vejam.
Em que me estou a meter?
Encontrei o Jay. Preciso da tua ajuda para o tirar daqui.
- Podes vir? - Estou a caminho.
Vens pelas muralhas de pedra do castelo.
Escondo-me nas sombras.
Várias vozes vêm da guarita no portão.
Posso identificar as vozes?
- E ver quantas são? - Rola.
1 NOTIFICAÇÃO DO CLONE
Treze, mais o meu modificador.
- Dezanove. - Boa.
Enquanto os soldados falam, ouves três vozes distintas.
Há pelo menos três guardas.
Pode haver mais, mas não falaram.
- Estás a ficar bom. - Posso ouvir o que dizem?
Com esses 19, ouves:
"Vocês, miseráveis,
vão acompanhar a carruagem do rei de madrugada.
Espero não ter de vos lembrar da importância deste transporte."
"Nada corre mal no nosso turno."
"Mas não tenho turno."
O que queres fazer?
Certo. Acho que vou esgueirar-me para a carruagem esta noite.
O rei parte com o ouro amanhã…
RECEBIDO. A CAMINHO, CHEGO EM 30 MINUTOS.
Pai?
Desculpa, campeão. Vamos ter de terminar por hoje.
- Tens de ir trabalhar? - Sim. É uma emergência.
Podes guardar tudo e ir dormir?
E prometo que falta pouco para voltarmos a comer gelados no Wanda's.
Que sabor vais querer?
Não sou um bebé.
Estou a tratar-te como um?
Estás a distrair-me. A mentir-me.
Está bem.
Quando te menti?
Não é a tua bolsa do trabalho! Mentiste-me sobre o que fazes.
O que achas que faço?
És um espião.
Caças os maus e eu sei disso.
Por favor, não voltes a mentir.
Como descobriste?
Deste-me o cartão errado.
Os teus óculos.
- E entraste? - Havia disfarces.
E tens ferramentas e armas especiais?
E sei que um mau te magoou.
Sabia que não ias acreditar na história do galho.
Porque me mentiste?
Para te proteger.
Porque tens razão.
Eu sou um espião.
E tenho uma identidade secreta para nos proteger.
- Dos maus? - Sim.
E juro que eles nunca nos encontrarão.
É por isso que tenho de fazer o meu trabalho.
Para travar os maus uma última vez.
Posso ter uma identidade secreta?
Quando voltar,
criamos uma para ti.
Uma visita particular? Na minha casa?
Quem é a miúda especial agora?
Gosto do novo visual.
Obrigado por me receberes tão tarde.
Bem, serviço acima de tudo.
É por isso que estou aqui.
Parece que preciso dos teus serviços de novo.
Parece que precisamos de um uísque.
Que pena. Eu ainda não bebo.
Mas as condições são simples.
Um cliente do teu banco está atrás de uma jornalista chamada Isabel De Leon,
e quero que o faças parar.
Garante a segurança dela,
eu reabro as minhas contas. Todas.
A Isabel deve ser importante para ofereceres isso.
Andas a comê-la?
Tens razão. A vida pessoal dos clientes não é da minha conta.
- Temos um acordo ou não? - Infelizmente, vou ter de recusar.
- Então, o teu pessoal anda atrás dela. - De uma jornalista?
Para quê? Já ninguém acredita nos jornais.
No entanto, já silenciaste o Mike Fonseca, do Financial Register
e as fontes dele.
O teu agente de conformidade, o senador Lansing.
Essas acusações são absurdas.
Este artigo vai expor a tua trapalhada.
Os teus clientes não perderão só dinheiro. E tu?
- Vais perder… - Nada.
Ela não pode publicar sem provas.
Vou garantir que o Jay Batra fale com outro jornalista,
desta vez com provas de um novo ataque.
E que sabes o suficiente para lucrares com isso.
Vou enviar tudo aos meus contactos no FBI
e destacar o teu nome no relatório.
Disseste que o Sr. Batra estava a flutuar no Atlântico.
Acho que a maré dele subiu.
Infelizmente, Jacob,
"servir acima de tudo" só se aplica aos nossos clientes,
e, como solicitaste, já não és cliente.
E, se não posso mais servir-te e me ameaçares,
ou os meus clientes, ou o meu banco…
Eu dou-te o Jay.
A vida dele pela da Isabel.
E ela não vai publicar.
Devias ter começado com essa proposta.
Mas agora é insuficiente.
Vais arrepender-te, Freya.
À tua saúde.
Temos acordo?
Admito que o trabalho é mais complicado do que previmos.
- Aceitamos o novo valor. - Retroativamente?
Foda-se, trata disso.
- Um bónus se o fizeres esta noite. - Priorizo a jornalista?
A jornalista, o delator,
o agente, o tipo que te baleou…
… e o Jacob Monroe.
Na ordem que quiseres.
Quem se intrometer é dano colateral.
- Não trabalho assim. - Abre uma exceção.
Deixa-o com medo. Eu pago a limpeza a seco.
- Eu vou. - Não, eu vou.
- É a minha vez. - Não.
- Não consigo dormir. - Fica na cama, está bem?
Estás com o Chase o dia todo. Deixa-me ser o pai, sim?
Tem sido todas as noites desta semana.
Ele só está um pouco tenso.
Ele pode não saber que alguém invadiu,
mas sente que algo está errado.
Está na hora de superarmos isso. Deixar isso para trás.
Como tu fizeste?
Vais dizer-me porque não dormes ou posso adivinhar?
Está tudo bem.
É difícil superar com a investigação em curso.
Estás tão preocupada com a Chelsea que te deixaste de parte.
Não faz mal ter medo.
Ela parecia bem.
Não tenho tanta certeza.
Apanhei-a no escritório a olhar para o chão.
- Quando? - No jantar.
Mas falámos, e acho que consegui reconfortá-la.
Parece que o pequeno também precisa disso.
Eu vou lá. Tenta dormir, está bem?
- Sim. - Certo.
Dá-lhe um beijo por mim.
Já vou, campeão.
Olá, campeão. Está tudo bem. O papá está aqui.
Está tudo bem.
Encontrei o Jay. Está numa casa de hóspedes.
Há câmaras por todo o lado. Consegui desligar esta.
Terás de descer colado às paredes.
Onde estamos?
- Na casa da minha fonte. - Quem é a tua fonte?
Jacob Monroe. Acho que é o corretor que procuras.
Ele disse que não tem nada que ver com o Pima 12
e contratou o Jay, não o raptou.
- Encontraste o Jay aqui? - Sim. Preso.
- Então, o que mais é mentira? - Onde está o Monroe?
Deve estar a voltar. Vamos salvar o Jay.
Ele saberá que ajudaste.
Ótimo.
- Tens carro? - Não. E tu?
- Não. - Como vieste?
- De Uber. - O quê? E o Adam?
- Está indisponível. - Está bem.
Há um Bentley na garagem.
Está bem.
Ben, vai à biblioteca. A filha do chefe passou-se.
Estou a ir.
A câmara 6 desligou-se. A reiniciar.
- Vai verificar, Jeff. - A caminho.
Eu disse-te que eles tinham problemas.
Código Eco-2. Invasor armado.
Ben, biblioteca. Neil, protege o hóspede.
Entendido.
- Jay. Olá. Temos de ir. - Peter?
- Vamos. Temos de ir. - Sabes do ataque?
Ao Pima 12? Tinhas razão. A LFS…
Não. O próximo.
- De que estás a falar? - Vai acontecer outra vez. Olha.
CÂMARA 4 – QUARTO DE HÓSPEDES
Não!
Por favor, não. Tenho uma filha.
Tenho uma filha. Por favor.
Fica perto e calado. Vamos para a garagem.
Vamos.
Jay, baixa-te.
- Estás bem? - Sim.
Pressiona. Anda. Estamos quase lá. Levanta-te.
Anda.
Vamos. Baixa-te.
Peter? Jay?
Faz pressão.
- Vou procurar a Isabel. - Cheira a fumo.
Também me cheira.
Fica aqui.
Isabel!
Isabel, é o Peter!
A janela!
Anda.
Estás bem? Vamos.
Anda. Para a garagem.
Vai.
Jay!
Chaves.
Jay! Jay, estás bem?
E agora?
Devias ligar ao teu pai.
Legendas: Miguel Oliveira
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