Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ANTERIORMENTE…
O escritório recebeu vários relatórios de atividades suspeitas.
O que diziam?
Transações de alto valor de empresas americanas
para uma carteira cripto. Era estranho.
O Jay Batra era suspeito numa investigação de homicídio.
Mandaram-me localizá-lo.
- Não sabes onde ele está, não é? - Tu podes ajudar-me.
- Heroes In Healing? - São uma ONG para veteranos.
Parecia legítima até eu sinalizar as atividades.
A Heroes In Healing doa milhões
para o supercomité do George Lansing anualmente.
O senador mentiu ao Mike.
- Porquê? - Vamos perguntar-lhe.
- Qual é o seu veneno? - Uma IPA.
- Quem és tu? - O presidente enviou-me.
Sou o teu novo parceiro.
Chelsea Arrington, não quero passar nem mais um dia sem ti ao meu lado.
- Viste o mordomo passar por aqui? - Não, senhora.
Sra. Hagan?
Ele está armado!
Ele não tem arma.
- O quê? - Não está armado.
Theo, vá lá, dá-me qualquer coisa.
Que tal: "Antes, eu era um lanche,
mas agora sou um Happy Meal, porque venho com brindes e crianças"?
As mulheres não querem ser isso.
- Certo. - E ainda sou um lanche, Theo.
Certo.
"A maternidade é um conto de fadas ao contrário.
Começas elegante e acabas a limpar a porcaria alheia."
- Não. - Tem a certeza?
É uma boa piada?
- Não, senhora. Não é. - Vês?
Não. Tem razão, desculpe. Não sei o que as mães querem ouvir
além de: "Entrei em Harvard."
Theo, concentra-te.
Senhora. Está na hora.
Ótimo.
Estas mulheres vão comer-me viva.
Diga-lhes a verdade.
Continua.
Fale-lhes da sua manhã difícil.
O seu mais novo está doente, tem um rasgo nas meias
e o seu assessor não tem piadas boas.
- Tenho as meias rasgadas? - Se as rasgar agora, sim.
Com todo o respeito, é uma péssima ideia.
Dá-me a tua caneta.
- Tenho as meias rasgadas. - Sim.
- Como te chamas? - Chelsea.
Chelsea, Theo.
Theo, Chelsea.
Vou ficar de olho em ti.
Deem as boas-vindas à futura primeira-dama dos EUA, Jenny Hagan.
Sicómoro em movimento.
- Isto nunca vai resultar. - Queres apostar?
Sim, quero.
Jantar?
Senhoras, tenho uma confissão a fazer.
Dormi umas três horas hoje.
O meu filho mais novo está doente.
Tenho um rasgo enorme nas meias.
Que… Olhem, nem é…
Pronto, aperitivos. E não estou a ser forreta.
Tive uma manhã e tanto.
Mas de certeza que me entendem.
- Sabem exatamente o que estou a passar. - Sim.
Somos mães.
E, mesmo quando está tudo de pantanas, perseveramos.
Não é?
Uma bebida.
- Durante anos… - Bebes um copo comigo?
Sim.
… tiveram de lutar para que os seus interesses…
O AGENTE DA NOITE
Devias comprar uma planta.
Sem conversa fiada.
Não é conversa fiada. É uma sugestão prática.
Já vi prisões afegãs mais bonitas. Compra um feto.
- A quem estás a ligar? - Não vou ficar à espera do Mosley.
Então, vais dizer o teu código, e vamos ver se é verdade.
Certo. O código.
Sim, força.
Ação Noturna.
Código, por favor.
Vela, machado, alfinete…
… regato.
Ceifeiro?
Sou eu. Pode passar-me ao vice-diretor Mosley, por favor?
É importante.
Um momento.
- Diretor Mosley, pode falar. - Estou?
Olá, é o Peter.
O meu novo parceiro está aqui. Diz que o Hagan o mandou.
Sabe disto?
Não.
O Ceifador entrou para a Ação Noturna, mas não me informaram do seu envio.
Está na tua casa?
Sim, ele invadiu-a.
O Hagan interessou-se pelo caso ao ponto de ignorar o protocolo.
Isso não é bom.
Então, o tipo é uma ama ou um espião?
- O que faço com ele? - Informa-o.
Mas tem cuidado. Falamos depois.
Tenho fome. Tens fome?
O corretor queria o Jay porque ele percebeu
que a LSF pagou pelo ataque terrorista.
Mas as finanças são um labirinto, e o corretor tem empresas de fachada.
Achas que esse Jay ainda está vivo?
Espero que sim.
Podia… Esqueci-me de pedir a salsicha.
E traga-me gelatina, por favor.
- Não queres nada? - Não tenho fome.
Nunca deves ter fome. Não tens comida em casa.
Então…
Não comes, tens péssimo gosto para decoração.
Que mais?
Espera. Não, eu sei.
Perdeste dois colegas devido ao corretor.
Li o teu ficheiro. Sofreste, amigo. Que ano!
- Quando vou ler o teu ficheiro? - Não depende de mim.
- Onde estavas antes disto? - Estive na CIA.
E depois…
… por aí.
Esclareceste tudo. Obrigado.
Presumo que isso tenha
que ver com o serviço?
Em que posso ajudar?
Quem não quer falar agora?
Touché.
Uma lista de relatórios de atividades suspeitas
que vieram de um banco, Walcott Capital.
Tentamos localizar o dono das empresas.
- Tentaram? - Eu tentei.
Queres ajudar?
Procura ligações ou semelhanças entre as empresas.
Certo, vou começar pela base de dados Aleph.
O que vais fazer?
Tenho um informador,
mas é uma situação delicada e exclusiva.
Não confias em mim. Tudo bem.
Começamos devagar.
Muito bem, malta.
Arrington, vem comigo.
O nome do invasor era Brian Mott.
Sem historial de instabilidade.
Era mordomo na Casa Branca há mais de sete anos.
Sim, eu conhecia-o de vista.
Esposa? Filhos?
Sim. Ambos.
Já entendi o básico.
Ele entrou com a comida
e reparaste que ele demorou a sair?
Oito minutos.
A primeira-dama achou que estava armado, mas não era visível.
Não.
Mas houve uma altercação física. Ameaças verbais.
Sim, senhor.
Algo mais?
- Não. - Faremos uma reunião oficial amanhã.
Faz a avaliação psicológica.
O presidente quer-te de volta rapidamente.
- Estás bem? - Sim, senhor.
Vai para casa.
Dá-me isso.
Precisas de alguma coisa? Um chá?
- Temos chá? - Não, obrigada.
Queres ver uma parvoíce? Para te distraíres?
O que achas que aconteceu nesses 8 minutos?
O invasor esteve oito minutos lá dentro.
Porque é que a primeira-dama não gritou antes?
Devia estar a tentar acalmá-lo.
Ela só carregou no botão de pânico quando me ouviu à porta.
Devia estar muito assustada para reagir.
Ela sentiu-se ameaçada.
O que foi?
Não sei.
Era um homem estável, pelo que se sabe, com esposa e filhos,
funcionário antigo da Casa Branca,
e, de repente, passa-se e ataca a primeira-dama?
Não faz sentido.
Não o conhecias para o analisares dessa maneira.
A maioria das pessoas não faz sentido.
Acho que passaste por um momento angustiante
e estás à procura de sentido onde não existe.
Ouve.
Salvaste-lhe a vida.
És uma heroína.
E eu amo-te.
O gabinete do senador Lansing está a evitar-me.
Primeiro, não tinha tempo, e agora está fora da cidade,
num sítio desconhecido.
Ele deve saber de algo. Senão, porque mentiria?
Pode estar envolvido.
Pode estar a encobrir um doador. Não sei.
Ouve, acho que devias tentar falar com ele.
O que achas de referir…
De referir o Mike?
Liga para o gabinete dele
e diz que, pouco depois da reunião com o senador, o Mike…
Morreu?
Estamos sem opções. Pode acelerar as coisas.
O que achas?
Acho ótimo. O Mike adoraria isso.
- A sério? - Sim. Dá-me isso.
Gabinete do senador Lansing.
Olá, sou a Isabel De Leon, do Financial Register.
Eu era colega do Mike Fonseca.
Não sei se sabem,
mas, pouco depois de ver o senador,
ele morreu sob circunstâncias muito suspeitas.
- Lamento. - Investigação.
Sim, obrigada.
Estão a abrir uma investigação à sua morte.
Estou a ver.
Qual é o seu nome?
Isabel De Leon.
Tenho as anotações do Mike,
incluindo uma mensagem importante para o senador.
Fiquei com o artigo sobre o supercomité,
que agora incluirá as circunstâncias da morte do Mike.
Se o senador quiser comentar, pode contactar-me.
Certo, eu vou…
Aliás, pode aguardar um momento?
Claro. Ela pôs-me em espera.
Rita, qual foi o site que usámos para o artigo do oligarca?
- Sayari. - Devíamos verificar.
Sinaliza sanções a empresas de fachada.
Olá.
Olá.
Mna. De Leon, aguarde para falar com o senador.
- O senador. - Olá, Mna. De Leon.
Então, quer entrevistar-me?
Sim, senador. Eu assumi…
O artigo do Mike, sim. Lamento muito pela morte dele.
- Era bom homem. - Sim.
Era uma ótima pessoa. Eu queria…
Porque não vem falar comigo ao meu retiro?
Terá a minha atenção total e poderá fazer-me perguntas.
- Ótimo. Posso perguntar… - Maravilha.
Se chegar ao Heliporto West 30 ao meio-dia,
terá um helicóptero à espera.
- Até logo. - Certo. Até logo.
Cum caraças!
Ele está preocupado.
Estás bem?
Só estou a pensar se é sensato
ir sozinha a um sítio desconhecido com este homem.
Não estarás sozinha. Vou assim que puder.
- Não sabemos onde é. - Sabemos.
Verifiquei o número do helicóptero.
Têm de registar a rota.
Herdade de Caça Barrow Valley.
Já ouvi falar desse sítio. É superexclusivo.
Não se entra lá sem convite.
Então vou conseguir um convite.
Mas estarei lá. Prometo.
Sabes, não és tão idiota como eu pensei.
Dá-lhe tempo.
Obrigada por terem vindo.
Estou confiante de que alcançaremos a meta da campanha neste trimestre.
- Obrigada. - Obrigada.
- Boa noite. - Obrigada.
Sra. Primeira-Dama. Vou falar com o chefe de gabinete…
Chelsea, entra.
Mantém-me informada.
Ainda bem que estás aqui.
Naquele caos de ontem, nem te agradeci como deve ser.
Não tem de quê.
Já voltou ao trabalho.
Não é fácil reunir todos os membros do conselho.
E, na verdade, a ONG dá-me algo em que pensar.
Além de mim.
Como estás? A sério.
Bem. Autorizaram-me a voltar ao trabalho.
Sinceramente, estou mais preocupada consigo.
Sou ótima a compartimentalizar.
É a única forma de ser uma figura pública e manter a sanidade.
- Uma bolacha? - Não, obrigada.
Algo em que estou sempre a pensar é:
o que o levou a atacá-la?
Conhecia-o bem?
Bem, não. Só como conheço todos os funcionários.
Sou sempre simpática, claro, mas não como família.
Só perguntei porque percebi que ele ficou algum tempo aqui,
e perguntei-me se ele a ameaçou desde o início, ou…
Chelsea…
Sei que fiz uma piada sobre compartimentalizar, mas é verdade.
Prefiro não reviver um evento traumático e perturbador.
De certeza que entendes.
Ser-te-ei eternamente grata por me salvares a vida.
Mas eu adoraria deixar isto para trás.
Claro.
Bem-vinda à Herdade de Barrow.
É um prazer recebê-la, Mna. De Leon.
Por aqui.
- Este é o átrio. - Olá.
Temos uma sala de fumadores, uma sala de bilhar,
e, claro, o restaurante,
que recentemente recebeu a sua segunda estrela Michelin.
E temos casas particulares à venda,
para os entusiastas da caça.
- Vai caçar? - Não, acho que não.
Deixe-me mostrar-lhe a sala das armas, é impressionante.
E estamos na época dos veados e dos faisões.
Só nos EUA.
Sim.
Vou mostrar-lhe o seu quarto.
E aqui estamos, na suíte White Tail.
Por aqui.
Trouxemos-lhe vinho e petiscos.
Se quiser observar uma caçada,
podemos providenciar um piquenique completo no campo.
Para a caça ao faisão.
Para a caça ao veado não é possível.
Não. Claro que não.
O senador Lansing solicita o prazer da sua companhia ao jantar.
Às 19 horas, no Greenhead.
Com estrela Michelin.
Isso mesmo,
com estrela Michelin.
Bom, foi um prazer.
Se precisar de alguma coisa, diga.
Claro. Obrigada. É muito amável.
Põe isso ao lume, pega nos talheres
e vamos pendurar a linha para fazer o jantar.
- Está bem. - E amanhã vamos pescar no rio.
Fixe.
Em que posso ajudar?
Vim para uma entrevista de emprego com o Sr. Marmo.
- Chamo-me Kevin Williams. - Aguarde.
Obrigado.
Não vejo o seu nome aqui.
Aqui está.
Vire à esquerda, para a estrada de serviço.
- Os funcionários não usam a principal. - Obrigado.
- Chegaste. Entra. - Olá.
- Rápido, antes que a Brenda te veja. - Quem?
A minha rececionista VIP.
Há queijo grátis. Vou jantar com o senador hoje.
- É um detetor de escutas? - Sim. O Mike deu-mo.
Ele dizia para conferir sempre se fôssemos hóspedes de entrevistados.
Mas o quarto está limpo.
É um belo quarto.
Vais ter de trocar de roupa para te misturares aqui.
Muito bem.
Esta é gira. Sim.
- Gosto. - Credo.
Donegal.
Toma.
E calças da Filson. São giras. Qual é o tamanho?
- Tamanho 44, regular. - Certo.
Certo. Toma.
Casaco encerado. Precisas disto.
Os teus sapatos denunciam-te. Tamanho?
É 44.
Com licença. Tem botas Moncler de tamanho 44?
- Claro. Vou ver lá atrás. - Obrigada.
Percebes imenso do assunto.
Sapatos e roupas certos.
Cresci pobre, mas já convivi com muitas pessoas ricas.
Estudei os seus modos e costumes.
- Tipo antropóloga? - Especializada em idiotas ricos.
Como acabaste nesses círculos?
Temos o tamanho. Quer provar?
Não. Vamos levar, juntamente com isto.
- Certo. - Obrigado.
Isso tudo vai rebentar com o meu salário.
Não, eu pago. É por minha conta.
Olá.
O teu rapaz vai falar?
Por falar no Diabo.
Boa tarde.
Muito obrigado por virem tão em cima da hora.
Ontem à noite, houve um incidente na Casa Branca.
Por volta das 21 horas, um funcionário doméstico da Casa Branca
entrou no quarto presidencial e atacou a primeira-dama.
Graças à reação rápida dos Serviços Secretos,
a primeira-dama não se feriu, a ameaça foi neutralizada
e o invasor armado foi morto.
O presidente e a primeira-dama
agradecem profundamente aos Serviço Secretos
pela sua bravura e profissionalismo,
e estendem um agradecimento especial à agente Chelsea Arrington
pelo seu raciocínio rápido e heroísmo.
Quando soubermos mais, partilharemos.
Entretanto, o presidente quer voltar a trabalhar para o povo.
Não vou responder a perguntas. Obrigado.
Porque disseste o meu nome? É contra o protocolo.
Eu sei, desculpa. Foi uma mudança de última hora.
A primeira-dama pediu. Achou importante reconhecer-te.
Agora estou ligada a isto.
E divulgaste que o criminoso estava armado.
É falso. Ele não estava.
Falamos disso na minha casa.
A tua casa? Achei que fosse a nossa casa.
Disseste que agimos imediatamente. É falso.
Como disse várias vezes, ele ficou oito minutos no quarto dela.
Está bem. Eu quis dizer… Olá, Nancy.
Eu quis dizer que, assim que percebeste que algo estava errado, agiste.
Não disseste isso.
A assessoria escreveu o comunicado,
e essa cronologia levantaria perguntas indesejadas.
Pensámos muito nisto, e o presidente aprovou.
Queremos conter a história. Também tenho um trabalho.
E isso inclui mentir ao público?
Essa é uma acusação muito séria.
Eu sei.
Eu distorço, não minto.
Quando decidires ignorar as regras
e expor publicamente uma agente dos Serviços Secretos, diz a verdade.
A política tem um axioma.
Não é tanto o que dizes sobre os problemas,
mas o que os problemas dizem sobre ti.
E…
E essa é uma das coisas que jornalistas como você
precisam de estar cientes.
Não só a posição política, mas a crença nela.
Por isso, senador, quero perguntar…
Como está a truta?
Está ótima.
Devia ter pedido o pato. São famosos pelo pato.
Sim, foi o que disse.
Nas notas do Mike, ele…
Quá.
Quá.
Quá-quá.
Estou a brincar. Estou só… Desculpe.
Segundo as notas do Mike, ele perguntou pelo supercomité.
- E você mentiu. - Ainda bem que fala nisso.
Eu e o Mike conhecíamo-nos há muito tempo.
Oficiosamente,
ele sabia que podia confiar em mim para revelar os verdadeiros podres.
Os Pulitzers provam-no.
Como acha que os jornalistas, que tenho a certeza de que admira…
Como acha que conseguem artigos premiados e escrevem os seus livros?
Contactos. Relações.
Não vejo a relevância disso.
Não, é muito relevante. É completamente relevante.
Sou da comissão judiciária do Senado. Temos audiências sobre ética.
De novo, oficiosamente,
você não sabia, porque essas sessões são secretas.
Mas é o tipo de furo que eu lhe posso oferecer.
Aqui tem, senhor.
Posso dizer-lhe exatamente o que acontece nessas reuniões.
- Em troca de quê? - Em troca de quê?
Que mente tão mercenária!
Ouça, é uma relação simbiótica.
Ajudar-nos-íamos mutuamente.
Voltemos ao artigo do supercomité.
Não é nada de mais. Os supercomités vieram para ficar.
As finanças podem ser suspeitas, mas não são ilegais.
Não perca o seu tempo.
Mas, quando eu voltar a Washington, ligue-me e falamos sobre as audiências.
Muita gente do seu ramo
faria qualquer coisa para me ter como fonte.
O maior doador do seu comité
foi ligado ao financiamento do ataque da LFS ao Pima 12,
que matou 157 cidadãos americanos.
Não é nada de mais?
Pode alegar que não sabe quem é, mas vou descobrir a identidade dele.
Pode ficar do lado certo
ou do lado errado do artigo, mas será publicado.
Agora, tem algum comentário?
Oficialmente.
Está a cometer um erro.
Boa noite.
Ela não aceitou.
Ela não vai desistir. Temos de nos ver.
Eu vou ter contigo.
Merda.
Pippet. Amigo.
Esperem.
- Estás aqui? - Posso ajudar?
Sim. Estou à procura do meu cão.
É uma área restrita.
O meu cão não sabe isso. Pippet!
Vou ter de lhe pedir para sair.
Está bem. Desculpem.
Façam-me um favor, se virem um pointer castanho,
avisem a receção.
- Sim, senhor. - Obrigado.
Pippet. Amigo!
O nome da casa é Anchor Point.
Porque te coças?
Porque estas roupas estão a enlouquecer-me.
Não encontrei nada. A Brenda disse que são particulares.
Vamos verificar na conservatória?
Eles têm de ter um registo.
Podes parar quieto, por favor?
Senta-te na cama. Não sou Amish.
Achas que o Lansing falava com o doador?
Com o representante do doador.
Seja quem for, parecia estar a dar ordens ao senador.
- Sabes quem é, não sabes? - Quem? O doador?
Tenho uma teoria.
Queres partilhá-la?
Não posso.
Não vou deixar que me lixes, Peter.
Não te quero lixar.
Nem sei o nome do tipo.
Quero aproximar-me, como tu.
Nem tu, nem ninguém vai roubar-me isto.
Isabel, ninguém te quer roubar nada.
Está bem?
O teu telemóvel.
Sim, eu sei.
- Estou? - É a Isabel?
Sim, senador.
Não aguento mais.
Encontramo-nos amanhã. Às 7 horas, no átrio.
É melhor.
Ele quer falar comigo amanhã. Vai confessar.
Amanhã de manhã, vou saber quem é o dono de Anchor Point
e tu falas com o Lansing.
Está bem? Eu prometi que não te impediria de publicares o que quer que descubras,
e falei a sério.
Está bem.
Descobrimos amanhã.
Não vou conseguir dormir, por isso…
Anda. Vamos aproveitar a estância.
Pega nas tuas coisas. Vamos sair.
O gato voltou no dia seguinte
O gato voltou
Pensei que tinha morrido Mas o gato voltou
Ele não conseguia ficar longe
Longe, longe, longe
Chegámos.
O que vamos fazer?
Olha para cima.
Dá para ver tudo! Até se vê a Via Láctea!
Não há poluição luminosa aqui.
Podes falar-me das constelações.
- Está bem. - Pronto. Anda cá.
Ali está a Sirius. É só uma estrela.
Ali está a Ursa Menor. Uma ursinha.
Não sabia que se chamava assim.
Tem outros nomes, mas este é o técnico.
E a Cintura de Oríon. Vês?
Vês a cintura?
E ali estão as Meias de Oríon.
- Que desleixado. - Não.
- Conheces a história de Oríon? - Não.
Ele era filho de Zeus, e era caçador.
Aquele é o arco dele. Ali.
E ele conseguia matar qualquer animal. Qualquer um.
A deusa da Terra, Gaia, não gostou,
então mandou um escorpião para o matar.
Mesmo depois de ele morrer, quando Oríon foi para o submundo,
ainda caçava com uma clava de ouro.
Já caçaste?
Não.
Mas não julgo nenhum homem que ponha comida na mesa da família.
E acho…
Acho que os caçadores entendem melhor
o lugar deles na ordem natural das coisas.
O que te fez querer ser agente federal?
É uma longa história.
Só isso?
Pareces uma concha.
- Uma concha? - Sim, todo fechado.
- Não se saca nada de ti. - Tu não és muito melhor.
Já jogaste pool? Bilhar?
Na faculdade. Em bares.
Certo. Eu joguei num bar da faculdade uma vez,
por isso, tens a vantagem.
Vou apostar na mesma.
Por cada bola embolsada, tu respondes a uma pergunta.
Está bem. E vice-versa.
Está bem.
Vamos jogar.
Escolhe o taco mais curto para a tua altura.
Obrigada por isso. Nunca sei a ordem delas.
Ora essa.
Eu dispus as bolas, tu abres.
Posso pôr aqui?
Sim, mas mantém-na atrás do ponto.
O que te fez querer ser agente federal?
Ainda bem que estás segura.
Ainda bem que estás em casa.
Agora é mesmo a nossa casa, não é?
Sim.
Terás dois mandatos, os nossos filhos vão crescer aqui
e tu entrarás para a história.
Tu também.
Como achas que a Chelsea está?
O quê?
Pergunto-me…
Acho que o incidente a abalou.
Deixo que te preocupes com todos os outros, mãe-galinha.
Não consigo evitar.
- O Theo foi ótimo. - Sim.
Ele é sensacional.
Vamos fazer algo bom para eles.
Porque não os convidamos para jantar?
Só nós os quatro, como agradecimento?
- O que achas? - Acho ótimo.
- Sim? - Sim.
Não quero discutir assim.
Desgasta-me muito.
Eu sei.
Não sou de gritar.
Ela levou o telemóvel dele.
O quê?
Depois de ele ser morto, no meio da confusão,
vi a Jenny apanhar algo do sofá e pô-lo na secretária dela.
Acho que era o telemóvel dele.
Porque faria isso?
Não sei.
Quem é ela?
- Porque achas que é uma ela? - Sei que é.
Chamo a atenção dos homens desde os 14 anos. Mas tu?
Não me olhas de cima a baixo.
Nem olhas.
Eu olhei.
E Istambul não conta, sei que foi a fingir.
Vá lá, quem te partiu o coração?
Ela não me partiu o coração.
Só não podemos ficar juntos.
- Porque não? - São duas perguntas.
Porque não?
Sabes que mais? Vou ter pena de ti. Não precisas de responder.
Qual foi o teu primeiro animal?
Vais perguntar-me sobre o meu cão morto agora?
O primeiro animal de uma criança geralmente é um hámster ou um peixe.
Mas tu és um campo minado de luto.
Pronto. Contente? É a tua vez.
Porque desconfias tanto dos ricos?
- Desconfio? - Sim.
O meu pai é rico.
E não sei bem o que acho dele.
Porquê?
São duas perguntas.
Porquê?
Ele abandonou a minha mãe antes de eu nascer,
e apareceu quando eu tinha 15 anos, a tentar comprar o meu perdão.
Comprou o meu apartamento pagou os meus estudos…
… e eu deixei.
Talvez…
… seja melhor parar.
Foi demasiado?
Não.
Consideremo-lo um empate.
Vais ficar sozinho duas horas.
Mas fica por aqui, está bem?
Está bem.
- Tens tudo aí? - Sim.
Protetor solar, cantil, apito, sandes, chapéu.
- E o meu diário. - Boa.
Quero que fiques calado e ouças.
Ouve os sons dos pássaros.
Anota os cantos que reconheceres.
Fica de olho nas cores.
E, se ficares muito quieto,
a floresta revelar-se-á a ti.
- Regista tudo o que vires. - Está bem.
Mas afasta-te da margem do rio.
- Entendido? - Sim.
Também vais ficar sozinho?
Sim.
Lembra-te…
Quando o Sol estiver ali,
eu volto.
- Está bem? - Está bem.
- Senador. Ainda bem que ligou. - Sim.
Está na hora.
- Quer tomar o pequeno-almoço? - Não me sinto à vontade aqui.
Vamos dar uma volta. Acompanha-me?
- Claro. - Certo.
Obrigado por compreender. Ali dentro era demasiado público.
Senador Lansing, quer a espingarda?
Sim. Eu e a minha acompanhante vamos caçar faisões.
Só…
- Quer que avise o canil? - Não, eu trato disso.
- Boa sorte, senhor. - Obrigado, Robbie. Fica bem.
Olá.
Bom dia. Em que posso ajudar?
Sou amigo do senador Lansing,
e ele sugeriu-me comprar uma propriedade aqui.
Tem algum chalé disponível?
Sim. A Casa Fletcher é uma residência maravilhosa.
Eu mostro-lha.
Este sítio é incrível.
Vi um tipo a apanhar uma galinhola americana.
Em qualquer outro sítio, seria proibido.
A caça delas também é proibida aqui.
Devia avisar aquele tipo, ou alguém vai ser multado.
Com licença.
Claro.
HERDADE DE CAÇA BARROW VALLEY
ANCHOR POINT (VENDIDO)
PROPRIETÁRIO: DAVID HUTSON
- Tome. E as munições. Boa sorte. - Obrigado.
Com licença. Viu o senador Lansing?
Sim, ele foi caçar com uma amiga.
Foram para o campo.
- Por aqui? Obrigado. - Sim.
ENTRADA PROIBIDA INFRATORES SERÃO PUNIDOS
Não sei bem por onde começar.
Comece pelo motivo para querer enterrar o artigo.
Não é óbvio?
Há pessoas muito perigosas envolvidas no que descobriu.
- Quem financiou o atentado? - Não sei.
Acredite em mim. Sou um americano de bem.
Mas agora sabe.
Não sabia quem ele era. Eu…
Ouça, admito que aceitei dinheiro de origens suspeitas,
e não o devia ter feito, sem dúvida.
Mas eu…
Eu trabalho com um doador,
e ele é o responsável por alguns acordos financeiros suspeitos.
Então…
Eu sabia, mas não queria saber.
- Queria poder negar. - Sim. E posso negar.
Eu podia.
Mas, sabe,
é por isso que deve dar ouvidos à razão.
Isto já nem sequer é sobre mim.
Sim, isto pode destruir-me, mas…
Ouça, estas pessoas são muito perigosas.
- Mataram o Mike? - Não sei.
Como saberia? É o que estou a dizer. Não sou culpado de nada.
- Quem financiou o atentado? - Não entende?
Não vai encontrar respostas.
E, se continuar com este artigo,
vamos morrer os dois.
Senador, publicar este artigo é o que nos vai proteger.
Não! Não disto.
Senador, compreendo que esteja assustado,
mas tenho a obrigação de divulgar a verdade.
Não posso permitir isso.
Espere.
Porque não aceitou o acordo?
Posso aceitar. Posso, senador.
Senador, por favor.
Senador!
FBI. Largue a arma agora.
Lamento.
Lamento imenso.
Vamos! Anda!
Meu Deus!
O que aconteceu?
- Merda. - O que foi?
- Sabotaram os travões. - O quê?
E o de mão.
- Não. - Merda!
Merda! Segura-te!
Peter. Acorda, Peter!
Estás bem?
Peter! Estás bem, Peter?
Sai do carro.
Vamos!
Peter!
- O que fazemos? - Baixa-te e vai para ali.
Vai!
Isabel. Ouve, eu…
Baixa-te. Anda.
A merda da minha arma?
A minha arma?
Dá-me o teu telemóvel.
- Quando eu disser, corre para ali. - Está bem.
Vai.
Peter.
Estou bem. Continua.
Peter.
- Olha. - Espera.
Estás a sangrar.
Vou deixar um rasto para ele seguir.
Eu vou por ali.
Vai por aqui.
- Não. - Isabel, tens de ir. Está bem?
Vais ficar bem.
Vais ficar bem. Vai.
Meu Deus.
Legendas: Miguel Oliveira
www.tvsubtitles.net
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.