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Original subtitles

ANTERIORMENTE…

- É o Jenkins. - Cisco, tudo bem?

Fomos colegas em Quantico.

O Batra era um ótimo analista.

Eu encontro o Jay e os relatórios.

O escritório recebeu vários relatórios de atividades suspeitas. RAS.

Transações de alto valor

de empresas americanas para uma carteira cripto.

A carteira pertence a Raul Zapata e à LFS.

Como é que um grupo terrorista amador abate um avião comercial?

É óbvio que é o corretor.

Oito anos, três eleições juntos.

Não nos esqueçamos de quem trabalha para quem.

Vernon Tyvek?

O oficial de conformidade que fez os relatórios.

Heroes In Healing?

São uma ONG para veteranos.

Parecia legítima até eu sinalizar as atividades.

- Qual é o seu veneno? - Uma IPA.

Este analista que tu queres…

Todos conseguem o que querem.

Quero nomes de agentes corruptos do FBI e da CIA.

Vamos alinhar. Gravamos a troca. A lista dele pelo analista.

Podemos prendê-lo de vez, Peter.

Prometi ao Jay que o protegia.

E querem que o ofereça ao maior bandido que conhecemos?

Como combinado.

Desliga o motor e sai do veículo!

Para trás! Agora…

Catherine.

SEIS ANOS ANTES

Equipa dois, em posição.

Todos ao meu sinal.

Entrem!

FBI!

- Não te mexas. - Livre!

- Mostra as mãos. No chão. - Andar de cima livre!

No chão, porra! Não!

- No chão! - Baixa-te, já!

Livre!

Merda.

Porra.

- Merda. - Certo.

Reporta, Jenkins.

Agente abatido

Raios!

Podia jurar que verifiquei a porta.

Ele só nos quer enervar.

- Não o deixes. - Não, a culpa foi minha.

É o objetivo disto. Deixar os erros para trás.

- Esquece. - E eliminar os mais fracos.

Cisco, tu não és fraco.

Morreste por minha culpa.

Não morri. Estou bem, olha para mim!

Estou bem. Isto não é real.

É apenas um treino.

É esse o objetivo, repetir várias vezes

para não aprendermos como é

perder realmente alguém em serviço.

Está bem?

Estás bem?

- Sim. Estou bem. - Ótimo.

Vamos repetir até atinarmos. Prometo.

- Está bem? - Sim.

Anda. Vamos.

Anda.

O AGENTE DA NOITE

Ela era uma ótima agente.

Era uma excelente pessoa.

Devia ter convencido o Jay e a Catherine a desistirem.

- A culpa é minha. - Peter…

Esse corretor tirou-me a Catherine.

Tirou-me a Alice e a Rose.

- Senta-te. - Não.

Tenho de fazer algo, de resolver isto.

É a Casa Branca. O tapete é caro. Senta-te.

Avisou a família dela?

Sim, a irmã dela.

E os outros agentes dela?

E o Sami? Eles eram chegados.

Estamos a tentar. Alguns agentes são menos acessíveis.

E, por enquanto, vamos controlar o que podemos.

Este corretor… Esquece o crime, fala-me do homem.

Como é que ele é?

Empresário? Das finanças? Militar? O quê?

Ele tem muito dinheiro.

Mas…

O quê?

Ele estava mais magro do que me lembrava.

E como usou o chapéu dele… Parecia…

Lembrou-me de quando a minha mãe fez químio.

O meu pai comprou-lhe uma peruca cara,

mas percebi que ela a odiava.

Ela cobria-a sempre com um boné azul.

Mas…

Não sei, ela parecia ter vergonha do cancro.

O sacana está doente.

O sacana é humano.

- Sr. Presidente. - Então…

Li o relatório.

Entendi grande parte, mas ainda tenho dúvidas.

Como é que uma investigação a um mero contabilista federal

se tornou um rapto público em solo estrangeiro

e uma operação secreta com explosão

que mata uma oficial sénior em Nova Jérsia?

Sr. Presidente, nós apenas seguimos as informações.

O Batra fugiu para Istambul porque estava assustado,

mas insistiu em ajudar-nos.

Mas agora a Catherine Weaver morreu e o vosso analista desapareceu.

- De quem foi a ideia da operação? - Eu autorizei.

- O Sutherland liderou-a. - E ainda gostamos disso?

Só perguntei. É o meu primeiro carro-bomba.

Eu percebo.

Espero que não leve a mal

quando pergunto se ele é a pessoa certa.

Sou a única opção… senhor.

- Ele disse-te para não falares? - Sim.

Há poucos anos, atendias um telefone na cave.

Não é?

Sim.

Começa do princípio.

O Jay Batra alega que os relatórios contêm provas

de que o ataque ao Pima 12 foi financiado por americanos.

Wallace, o chefe dele, tentou impedir a investigação

e atacou o Jay,

que o matou em legítima defesa e fugiu do país.

Agora, o Batra é um ativo numa outra investigação.

Calma lá. Que outra investigação? É outra Ação Noturna?

A ex-presidente Travers iniciou-a antes do seu mandato.

Um homem, que ainda não identificamos, um corretor de informações

que comprometeu as agências de inteligência.

E acreditamos que ele pode ter financiado o ataque ao Voo Pima 12.

O Batra descobriu isto, encontrou provas,

e achamos que foi por isso que o corretor foi atrás dele.

A Travers iniciou-a?

Mas o ataque aconteceu depois dela.

O que fez este homem antes disso?

Achamos que ele esteve por detrás da fuga do Dedaleira na ONU.

Que fez o meu adversário desistir da corrida no final.

Sim, senhor.

E ninguém pensou em informar-me.

Estava inativa. É a primeira atividade desde a ordem da Travers.

Porque és a única opção?

Sou o único que viu o corretor. O único que falou com ele.

E, quando ele se apercebeu disso, ameaçou alguém importante para mim

e tentou recrutar-me.

Ele matou a Catherine Weaver e deixou-te vivo. Porquê?

Ele acha que me pode controlar.

- E pode? - Não, senhor.

Muito bem.

Continuem.

Se ele é tão mau como dizem, não sabemos o que ele trama.

Vamos descobrir.

Mas quero atualizações e discrição.

Sim, senhor.

Preciso da minha esposa para dar o nó.

Mas obrigado por virem tão rápido.

E, Mosley, mande-me o contacto da família da Weaver.

- Quero ligar-lhes. - Sim, Sr. Presidente.

Viu aquilo?

Ele nem pestanejou quando falei da ONU.

- Fala baixo. - Como se não o tivesse eleito.

Ele podia não saber de onde veio.

- Só aproveitou. - E agora?

E se o corretor tiver uma relação com o presidente? A quem reportamos?

É o problema de amanhã.

Vou tratar das intimações às empresas.

- Pode levar semanas. - Vou tentar a jornalista.

Os repórteres adoram ajudar o governo sem pedir nada em troca.

Consigo convencê-la a fazer o melhor para o Jay.

Está bem. E, se o corretor voltar a ligar…

- Eu aviso. - Tenho gente atrás dele.

Mas dependerá provavelmente de mim, de ti e do telemóvel.

Entendido.

A morte da Catherine é culpa nossa.

Vamos resolver isto, por ela.

Peter.

- Chelsea. Há quanto tempo. - Vi o teu nome na lista e vim ver-te.

Estás bonita. É o teu uniforme habitual?

Baile do governador. Não quero chamar a atenção.

Não muita, pelo menos.

Boa.

A Rose disse-me que estavas em NI?

Ainda lá estou. Sim.

FBI?

Sim.

Há quanto tempo estás na Casa Branca?

Estou com o Hagan desde a campanha.

- Passas muito tempo com ele? - Estou sempre por perto.

Como é que ele é? Quando mais ninguém está por perto?

Cá entre nós, ele é fantástico.

Toda a família é.

Estás desiludido?

Não.

Só… Desculpa, é só curiosidade.

- Mas tenho de ir. - Sim.

- Foi bom ver-te. - Vai.

Liga-me quando voltares. Vai ser bom conversar.

Sim, claro.

Crianças!

Que queridas!

- Olha ali! - Que giro!

- Olá. - Quem soltou os gremlins?

Já não vos tínhamos dito boa noite?

Não funcionou.

- Como foi a escola hoje? - Vamos tirar uma foto.

- Uma foto, Sr. Presidente? - Uma foto.

- Prontos? - Vais sorrir?

Olha o passarinho!

Melhor encenação era impossível.

Encenaste aquilo?

Por favor, não sou mágico.

Aquilo ali é orgânico, com certificado e tudo.

Estás bem?

- Pareces um pouco… - Eu? Não, eu…

Vou relaxar quando ele terminar o discurso.

Só quero que tudo corra bem, sabes?

Avisas a equipa?

Está bem.

Emmett, fico feliz pelo apoio.

Mas esta lei é pelo bem do país.

O foco não está nas aprovações, mas em apanhar os culpados pelo Pima 12.

- Raul Zapata? - Sim.

- Temos pistas que levam a ele? - Estamos a trabalhar nisso.

A retirar Sicómoro.

Sr. Presidente, se mandar a SEAL Team Six matá-lo,

garantirá o segundo mandato.

Não nos precipitemos.

É uma vitória para si e para o país.

Eu percebo, mas o foco agora é o presente.

Com licença, senhores.

Foi bom vê-lo, governador. Lydia.

Como está o seu filho?

Minha heroína. Foi difícil.

- Entediante? - A halitose.

Olá.

Estou a abusar do nosso sinal.

- Achas que começam a reparar? - Não.

Mas é melhor voltarmos ao colar um dia.

Sim, boa ideia.

Campbell Porter. Estás linda.

Com licença. Posso falar consigo

sobre definir beneficiários para os meus benefícios em caso de morte?

Sei que é tarde. Por favor.

Nome?

Peter Sutherland Jr.

E quantos beneficiários são?

Só um. Só ela.

E há quanto tempo estão casados?

Não somos casados.

Lamento, os benefícios só são recebidos por cônjuges

casados no mínimo nove meses antes da morte.

Pode ter direito a uma pensão

para filhos maiores de idade.

Não tenho filhos nem nada.

Lamento. A apólice é feita por terceiros.

Os seus pais são vivos?

Não.

Irmãos?

Sabe que mais? Esqueça.

Desculpe o incómodo. Boa noite.

Eu e a Jenny estamos honrados e orgulhosos por vos receber esta noite,

e espero que se estejam a divertir.

Como parceiros e líderes nas linhas da frente…

O que se passa?

… vejo o quanto exigimos a cada um de vocês…

Sicómoro saiu do Salão Leste. Falem comigo.

Temos um problema. Arrington ao Salão Azul.

A caminho.

Só quero que saibam o quanto aprecio tudo o que fazem por mim e pelo país.

Podermos fazer isso juntos, com as nossas caras-metades…

Às vezes, metades bem melhores que nós. É para ti, Bill.

Estranhamente, esta noite representa o ideal…

Salão Azul livre. Onde estão?

Merda, é o Salão Vermeil. Vai!

Chelsea Arrington…

Agente Arrington…

… amor da minha vida e ladra dos meus cobertores…

… não quero passar nem mais um dia sem ti ao meu lado.

És a minha rocha, a minha alegria, tudo…

- Sim! - Deixa-o terminar, Chelsea.

Desculpa. Termina.

Merda, onde fiquei?

"Queres casar comigo?"

Sim.

Meu Deus.

Não podias ter encenado isto melhor.

Orgânico, com certificado.

Obrigado, malta.

Obrigado, senhora. Agradeço a ajuda.

- Tão giros. - Apanhaste-me.

O coitado estava nervoso.

Tu também estavas.

Eu sabia que aceitarias.

Estavas mais do que nervoso. Tinhas as mãos suadas.

Foi mais fácil pôr o anel no meu dedo de grávida.

Decidimos esperar, lembras-te?

Tanto faz.

Os teus eleitores não quereriam saber, e tu sabes disso.

Sim. Talvez.

- O que foi? - Nada, só cansaço.

Estiveste estranho a noite toda. Vamos conversar.

Lembras-te do Jacob Monroe?

Sim. Porquê?

Dois meses antes das eleições, ele procurou-me

e deu-me informações sobre o meu adversário.

A fuga da ONU?

Sim.

- Disseste que era uma fonte anónima. - Eu sei.

Não sabia como a tinha conseguido. Nem queria saber.

Mas agora ele está sob investigação federal.

- Por isso? - Não, por questões financeiras.

Não sei se é grave, mas…

Pagámos por isso?

Não. Não há nada que possam expor, mas…

Tentei tirar-lhe essa ideia da cabeça,

mas ele pode achar que eu lhe devo alguma coisa.

Não deves.

Não.

Porque não me contaste?

- Porque não me contaste? - Desculpa. Eu…

Não queria que pensasses mal de mim.

- Quando entrámos na política, prometeste… - Eu sei.

Sempre juntos.

Sempre.

O que devemos fazer?

Ele que se foda.

Sim, ele que se foda.

Olá. Esperava que aparecesses.

Diz-me que ele te deu a mala dele.

Sim.

Aqui tens.

Obrigada, Fran. É uma grande ajuda.

Ora essa. Só a guardei aqui atrás, como sempre.

É difícil de processar.

Estava a falar com um tipo e, do nada, caiu.

Pois é.

Qual tipo?

- Este aqui. - Ele disse-te algo?

Pediu uma IPA.

Lembro-me porque ele pediu a mesma que o Mike pediu.

Era simpático, falador. Deixou uma boa gorjeta.

Sim.

Tão triste.

- Lamento imenso. - Sim.

- Posso? - Sim, claro.

MAS HAVIA ALGO ESTRANHO. MT

PERGUNTAR AO VERNON SOBRE GREEN POINTE

Tentei ligar-te. Está aqui um tipo para te ver.

- Quem? - Kevin. Conheceu-te em Istambul.

- Olá. - Olá. Kevin, não é?

Não tens cara de Kevin.

Tens mais cara de Peter Sutherland Jr.

Não raptaste a Maddie Redfield, mas raptaste a minha fonte na Turquia.

Não raptei. Eu queria ajudá-lo, está bem?

Podemos falar no teu gabinete?

Não.

Ouve, o Jay Batra era suspeito numa investigação de homicídio,

e mandaram-me localizá-lo.

Saber o que ele te disse ajudar-me-ia.

E saber para quem trabalhas e para onde o levaste ajudar-me-ia.

Podes dizer-me se tiveste notícias dele?

- Se tive notícias dele? - Sim.

Não sabes onde ele está, não é?

- Raptaste-o e perdeste-o? - Não o raptei.

Não o raptei.

Ambos queremos o mesmo.

É por isso que não respondes ao que pergunto e mentes sobre o teu nome.

Só posso dizer que o Jay está em apuros.

A investigação é mais perigosa do que achas.

Não fazes ideia do que eu acho.

Ainda trabalhas para o FBI?

Não encontrei registos atuais.

Trabalho para o governo americano.

Ambos queremos o melhor para o Jay e descobrir a verdade.

Com uma pequena diferença:

o que faremos com essa verdade.

Por favor.

Tu podes ajudar-me.

E tu podes ir embora. Agora, ou chamo a segurança.

Ótimo. Obrigado pelo teu tempo.

HISTÓRIA DE ORIGEM

Guarda isso. Está na hora do TPC.

Posso ir contigo hoje?

Como assim, ir comigo?

Para o trabalho. Só para ver o que fazes.

Ver?

Já fiz as redações.

Deste-me Muito Bom nos últimos testes.

Se perderes um dia, ficas para trás.

Acabo no fim de semana.

Os fins de semana são para brincar.

Tens de cumprir o horário.

Mas acabo sempre cedo e aborreço-me.

Aborreces-te?

E os teus Legos?

- Já montei tudo. - Monta algo novo.

A questão é essa. Mesmos brinquedos, nova aventura.

Que tal continuarmos a campanha quando eu voltar?

- Estamos no Palácio de Gelo de Garon. - Eu sei, mas…

Não posso jogar sozinho.

Está bem, então…

O que sugeres?

Talvez

descarregar um jogo no iPad.

Já falámos sobre isso.

O iPad é uma ferramenta de aprendizagem.

Ouve…

Eu tenho o meu trabalho e tu tens o teu.

E, quando terminarmos o nosso trabalho,

podemos divertir-nos.

Mas de uma coisa tenho a certeza:

tu não vais gostar do meu trabalho.

Lê-me o teu plano de estudos de hoje?

Está bem.

Nova unidade sobre Emily Dickinson.

Vais adorar.

Os três primeiros capítulos de Cosmos.

Vai ser um dia em cheio!

Sinceramente, tenho um pouco de inveja.

Adoraria reaprender tudo isso outra vez.

Mas não me posso atrasar hoje.

- Está bem? - Está bem.

Muito bem.

O que é isto?

- Pequeno-almoço. - Nunca te vi fazer torradas.

Agora já viste.

Estou impressionado.

Ainda bem, porque eu fiquei muito impressionada ontem à noite.

Sim?

- Como cronometraste a torradeira? - Uma senhora nunca conta.

Merda. Tenho de ir.

E o pequeno-almoço?

É para ti.

Mastiga com cuidado. Podem ter caído cascas.

Certo.

- Amo-te. - Amo-te.

FERRY DE STATEN ISLAND

Olá?

Olá?

Vernon?

É a Isabel De Leon, do Financial Register.

Falámos há uns dias.

MACHADO DO LEVIATÃ

Meu Deus.

Vernon?

112, qual é a sua emergência?

Isabel. Sou eu, o Peter.

Fica atrás de mim!

- Estás bem? - Sim.

Fica comigo.

Não consegui ver a matrícula.

Vamos sair daqui. Reporto isto pelo caminho.

Não fomos seguidos. Já verifiquei.

- Como sabes isso? - Confia em mim.

És especialista em perseguição?

- Vigilância. - Qual é a diferença?

A intenção.

Acredita em mim, só te quero ajudar e encontrar o Jay.

Obrigada. Pelo que fizeste há pouco.

Quem era o tipo no chão?

Vernon Tyvek.

Ex-oficial de conformidade do Walcott Capital.

O meu parceiro disse-me para ir vê-lo.

- Ele disse porquê? - Não.

- Pergunta-lhe. - Não posso.

- Isabel, tens… - Não fales como se me conhecesses.

Nós não nos conhecemos.

- Sou oficial de inteligência. - Para quem?

Isso não me diz se és da CIA, do FBI ou do Capitólio.

Diz o suficiente.

Fui incumbido de encontrar o Jay e trazê-lo para interrogatório.

O Jay falou-me do rasto do dinheiro que levou ao ataque ao avião.

Eu tentei ajudá-lo, mas outro suspeito levou-o.

- Que outro suspeito? - Não sei o nome.

Ele matou a minha chefe.

Se encontrar esse tipo, encontro o Jay.

Mas, agora, não tenho nada.

Não tenho pistas nem provas.

Só tenho uma repórter sem motivo algum para confiar em mim.

Na verdade, preciso da tua ajuda, e o Jay também.

E, se me deres uma oportunidade, também te posso ajudar.

O meu parceiro, o Mike, morreu há dois dias.

Ele morreu de repente, num bar.

Alguém quer matar esta história e quem sabe algo sobre ela,

mas o que querem esconder?

É o que quero descobrir.

E lamento pelo Mike.

Quem o matou deve ter matado a Catherine.

É a tua chefe?

Sim. E amiga.

E o assassino na casa?

Profissional. Deve ter sido enviado pelo mesmo tipo.

Mas ele vai voltar.

E não vais querer estar sozinha.

Vou trabalhar contigo nisto, mas com uma condição.

Quando chegarmos ao fundo disto, vou publicar tudo.

Sem censura, sem revisão por segurança nacional.

- Não depende de mim. - Depende, sim.

Estás a decidir agora.

Tudo isto será publicado, até a tua participação.

Se queres a minha ajuda, é esse o preço. É pegar ou largar.

Desculpe, estamos fechados.

Deixa-a entrar, Margo.

Está bem.

Uma visita presencial.

Sabes fazer alguém sentir-se especial.

És meu cliente há mais de uma década.

Achas que abdico de ti assim tão facilmente?

Olha para isto.

Já tenho uma cópia, mas esta foi assinada pelo próprio Charles.

Isso é incrível.

- Sim. - Sabes que mais?

Eu ofereço-to.

- Não posso aceitar. - Ora essa.

Considera-o um incentivo para quando reabrires as tuas contas.

O problema é esse.

O teu banco já não é seguro.

Porque dirias isso?

Bom, tive um encontro com um jovem analista da FinCen

que estava a voltar de Istambul.

Miúdo inteligente.

Disse-me coisas perturbadoras.

Não sei do que falas.

De certeza que sabes.

Era por isso que o procuravas.

Ele encontrou uma ligação clara

entre ti e pessoas muito más.

- Não sei… - Do que estou a falar.

Sim, já disseste isso.

Vamos resolver isso, como sempre.

Aqueles relatórios nem deveriam existir, muito menos serem divulgados.

Lamento, Freya,

mas perdi toda a confiança na tua instituição.

Posso fazer alguma coisa para restaurar essa confiança?

Talvez.

Que tal apresentares-me

a um dos teus outros clientes?

Sabes que não posso fazer isso.

As pessoas procuram-me pela confidencialidade.

Foi por isso que me procuraste.

Esperava que abrisses uma exceção.

Lamento.

Desejo tudo de bom para todos os teus empreendimentos.

O analista…

Onde está ele agora?

No Hudson.

Mas, graças à maré,

deve chegar ao Atlântico de manhã.

Sabemos que está no espaço pela forma como afeta o que vemos.

É como a cola invisível que une as galáxias.

E como sabemos isto tudo?

Os cientistas medem a massa e monitorizam o movimento das coisas.

E não há coisas suficientes com massa ou gravidade

para fazer o espaço comportar-se assim.

Não entendo como a medem, mas talvez entenda quando estudar Física.

Não sei, mas a matéria negra existe.

Só não a conseguimos ver.

- E sabemos porquê? - Não.

- Não? - Ainda não.

E que mais as pessoas não conseguem ver,

mas sabem que existe?

Raios ultravioleta,

wi-fi,

peidos.

Interessante.

Vai mais fundo.

O que mais não vemos, mas temos a certeza de que existe?

O amor.

O amor.

E que mais?

O mal?

Aconteceu algo no trabalho hoje?

Sim.

O quê?

- Uma coisa fora do comum. - Com um cliente?

Sempre cheio de perguntas…

No bom sentido?

Acho que sim.

Mexeste na minha mala de manhã?

Não.

O fecho tinha sido mexido.

Mexeste-lhe, apesar das minhas instruções.

Eu só queria saber mais sobre o que fazes.

A culpa é minha.

Defino regras rígidas,

mas espero que sejas curioso e respondas a todas as perguntas.

E questione todas as respostas?

Não volto a fazê-lo.

Acho que vais voltar, sim.

Prometo que não.

Vai buscar a mala.

Abre-o.

Não quero.

Queres, sim.

Querias ver o que continha. Olha.

Abre-o.

Agora.

O que é isto?

Uma PlayStation?

Não fiques aí especado.

Liga-a.

Boa!

Vamos relembrar os movimentos.

O presidente chegou há dez minutos,

seremos nós e a segurança da Casa Branca durante três dias.

Gary, tu e a tua equipa ficarão na escola.

Fala com o novo chefe de segurança da Sidwell Friends.

- Aquele tipo é um cretino. - É mesmo.

- És dos Serviços Secretos. Sê pior. - Entendido.

"Ser pior…"

Bom trabalho no baile ontem.

No geral, a noite foi um sucesso.

Não foi, Arrington?

Nenhum imprevisto.

Mas se algum de vocês, idiotas, me esconder algo de novo…

- Entendido. - Então?

Já deve dar.

Incrível.

Quem é o Vernonator?

É um cliente antigo.

Que tal criarmos um perfil novo?

Está bem.

É tudo o que estava na pasta do Jay.

Foi o Vernon que fez os relatórios.

Quando o fomos ver,

ele disse-nos para investigarmos uma ONG para veteranos, a Heroes In Healing.

Achas que é dinheiro sujo?

O Mike tinha uma fonte que sabia, e foi vê-la naquele dia,

mas não me disse quem era.

As anotações dele da entrevista.

Ele ligou-me para ir ter com ele ao bar,

mas já estava morto quando cheguei lá.

"MT"? O que significa?

Ele achou que essa pessoa disse "muita treta".

E isto? Porque está sublinhado?

Não sei. Não encontro nada relacionado com finanças.

Pode ser uma cidade, um sítio, uma empresa.

Será algo relacionado com política?

Claro. Porquê?

O tipo que raptou o Jay chantageia e extorque pessoas importantes.

Ele compra políticos?

Acho que comprou pelo menos um,

o que explicaria o secretismo do Mike.

Merda.

Há um supercomité.

Presidencial?

Não, congressistas e senadores.

Talvez uma operação específica?

Liberais, conservadores e o resto.

Mas o que têm em comum?

Espera.

Quando o Mike me ligou,

ele pediu o ficheiro Anderson.

Ele entrevistou estas pessoas para o artigo.

A fonte pode estar aí.

- Aqui está. George Lansing. - A fonte secreta do Mike.

- Qual é o nome da ONG? - Heroes In Healing.

Vejamos se há uma ligação entre a ONG e o senador Lansing.

Posso ajustar isto?

Não, a cadeira não funciona.

O Mike aparafusou-a na altura perfeita para ninguém mexer nela.

- É cá dos meus. - Ele era…

Ele era fantástico.

Acolheu-me, orientou-me.

Suportava as minhas tretas. Sou teimosa.

Mais do que alguém que aparafusa a cadeira?

Sim.

Como era a Catherine?

Ela era dura.

Demorámos a aproximar-nos, mas…

… chegámos lá.

O que foi preciso?

Tempo.

Não sei.

A confiança é um tiro no escuro, não é?

Aqui.

A ONG doa milhões de dólares

para o supercomité do George Lansing anualmente.

Parece que o senador mentiu ao Mike. Porquê?

Vamos perguntar-lhe.

Eu seguro.

Algo delicioso?

Sandes para o chá. Quer uma?

Estou bem.

- Olá. - Olá.

Recebeste a mensagem? Ofereci-me para substituir o Finn.

Sim, está tudo bem.

Podemos falar?

O que foi?

Deixaste isto em casa.

Eu sei. Não a queria perder.

O dedo serve para isso.

É contra a política.

Teria de a tirar e guardar.

- Sabes que a perderia. Perco tudo. - Pois.

Achaste que eu não a queria usar?

Adoro-a. Amo-te.

Ponho-a assim que chegar a casa.

Posso estar ligeiramente envergonhado, por isso, vou-me embora.

Acorda-me quando chegares.

Então, porquê jornalismo?

Nunca quis ser outra coisa. Foi por isso que vim estudar para cá.

Vieste de…

Cidade do México.

Não tinha muito dinheiro, e sempre gostei de ler,

por isso, lia os jornais.

Lia sempre o jornal do dia anterior.

E havia um repórter incrível, o Manuel Jimenez.

Ele cobria a política local.

Os artigos dele pareciam thrillers sobre barões da droga,

suborno e corrupção.

Era tudo muito empolgante para mim.

Até que, um dia, li o jornal

e o nome do Manuel Jiménez estava na manchete.

Encontrado esfaqueado em casa.

E aí as histórias deixaram de ser só histórias.

Eram a verdade, importavam.

Descobriram quem o matou?

Se sequer investigassem…

Vim para Nova Iorque aos 18 anos,

pensei que o jornalismo tinha a mesma importância aqui,

mas pelo menos seria mais seguro.

Acho que me enganei.

Porquê jornalismo financeiro?

Em vez de algo importante?

- Não. - Não.

Pensa em algo terrível que acontece no mundo.

Narcotráfico, terrorismo, tráfico de pessoas, de armas.

Nada disso seria possível sem pessoas nas instituições financeiras

dispostas a lavar dinheiro e guardar segredos.

E, às vezes, quem comete o crime vai preso,

mas quem esconde o dinheiro, não.

Quero mudar isso.

Ouve, vou fazer uns telefonemas,

ver se conseguimos falar com o Lansing.

Achas que um senador

teve algo que ver com a morte do Mike?

Veremos.

Ainda não acredito que ele morreu.

Quando vou acordar e perceber que nada disto aconteceu?

Sei como te sentes.

Eu moro ali, do outro lado da rua.

Não queres que te arranje outro sítio, com proteção?

- Não, tenho porteiro. - Está bem.

Pelo menos, fica com o meu número.

Pronta?

Pronta.

Kathy, viste o mordomo passar por aqui?

Não, senhora.

Sra. Hagan?

Sra. Hagan? Está tudo bem?

- Sai! - Por favor. Não vou sair.

Socorro!

Código vermelho.

- Sicómoro na suíte presidencial. - Sai, já disse!

Sai daqui!

Socorro!

Ele está armado!

- Arrington? - Ela está bem.

Revistem-no, está armado.

Jenny? Certo.

Jenny, respire comigo, sim?

- Está bem. - As crianças.

- Quem está com elas? - Estão bem.

Estão todos bem.

Arrington. Onde está a arma?

- A minha? - A dele.

- Ele não tem arma. - O quê?

Procuraram bem?

Procurámos. Ele não está armado.

Ele morreu.

As mãos.

Quem és tu?

Chamo-me Adam.

O que fazes aqui?

O presidente enviou-me.

Sou o teu novo parceiro.

Legendas: Miguel Oliveira

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