All language subtitles for Ruggine (2011)

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Original subtitles

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Equipe Art Subs 4 anos fazendo Arte para voc�

FERRUGEM

-O que est� fazendo? -Quero ver se voc� ri.

Voc� gosta de viver aqui?

-N�o sei. -Sente vontade de ir embora?

N�o sou eu quem decide...

Aqui as mulheres s� fazem crian�as e molho de tomate.

-N�o, voc� n�o ser� assim! -E como ent�o?

N�o sei.

N�o coloque sua l�ngua em minha boca.

Por que fechou seus olhos? Est� com medo?

Sente calafrios tamb�m?

� gostoso este calafrio...

Cinzia, eu fiz alguma coisa errada?

Ela estava nua sob o len�ol?

Vamos indo?

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

Voc�s todas se moveram.

-Eu tamb�m? -Sim.

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

Voc� se mexeu.

Bava, o que est� fazendo? Sai fora!

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

Voc� ainda est� aqui? Sai fora!

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

-Voc� se mexeu. Sai! -Mentiroso.

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

Batatinha frita, um, dois, tr�s...

N�o fica tirando sarro do seu irm�o!

Bravo! Bravo!

Procura outra pessoa para esta brincadeira de maricas, ent�o!

Mas voc� n�o viu o Bava?

-O que eu podia fazer, Carmine? -Por que n�o o parou?

Sandro, o que est� fazendo?

Com voc�s eu n�o brinco.

-O que h� com ele? -N�o sei.

-Dobre um pouco mais. -Eu consigo, mesmo retas.

Mostra.

-Paolo Pulici. -Voc� joga apostando?

O que est� fazendo?

-Pulici eu n�o aposto. -� tudo ou nada!

Peguei!

Michele!

Quer ver uma m�gica?

Senta aqui.

Aten��o. Est� pronto?

Fica quieto! Deixa, � apenas uma moeda.

-Viu? -Como voc� fez isso?

Quando voc� joga esta,

esta empura esta, que depois empurra esta...

...que no final empurra esta. Mas esta fica parada.

Entendeu? E voc� sabe algum truque?

Vou passar pela mesa.

-A moeda atrav�s da mesa? -Sim.

M�gico! Muito m�gico!

Ou�a,

vamos por tudo no lugar

e depois voc� vai tirar um cochilo.

Eu tenho que trabalhar um pouco, t�?

Me d� o dinheiro!

Me d� o dinheiro!

Michele!

Se voc� n�o dormir, sua m�e brigar� comigo.

Ela n�o para de encher o saco!

Vamos l�, Michele! Vamos l�!

Vem me ajudar e depois voc� dorme!

Michele, voc� quer me deixar bravo?

A gente s� dorme quando est� escuro.

Certo, ent�o feche a persiana e depois vai dormir, t�?

N�o, deve estar escuro l� fora.

Escuro l� fora!

Escuro l� fora...

Escuro l� fora...

Escuro l� fora...

Michele!...

Michele!

Voc�s v�o ter que chupar!

"Minha m�o � um castelo."

"Uma torre, 2 voltas, 3 voltas, 4 voltas, 5 voltas."

Sandro, o que est� fazendo?

Por favor, n�o se incomode.

N�o vamos encher o saco. Ele est� jogando.

Diego! Por que voc� n�o aposta na Super Lotto?

� muito pouco.

N�o gostaria de ganhar uma grana preta?

Eu n�o me importo com dinheiro.

N�o se importa em ganhar.

Apenas em roubar.

J� pagou a taxa de pobreza?

Mas que porra de taxa � essa?

-Mostre-me o recibo! -Que recibo?

-Mostre-me o recibo! -Mas... Eu n�o tenho nada!

Ele est� me atacando!

Trocou os rem�dios hoje?

Mostra para n�s... Onde est�?

Aqui est�.

S� escolhe n�meros de merda.

Cuidado! Este bilhete vale mais de 80 milh�es.

Voc� acha que gente rica joga nesta merda?

Claro que n�o! Eles j� t�m muito dinheiro.

Viu s�, eu tinha raz�o.

Voc� paga dois euros toda vez porque quer ficar rico,

mas se o governo pede mais dois centavos de taxas...

...ficam putos! Mas vivem jogando na loteria dele.

-E se ganharmos? -Quem? Mas quem?

Calcularam que � mais f�cil receber um raio

que ganhar essa merda!

-Agora fala o cientista. -Einstein.

-Mas algu�m tem que ganhar. -E nunca sou eu.

E ganhar na loteria s� d� azar. Muito azar.

Arruma mais um pouco?

Carmine, � a gangue do Cosme?

Sim, �.

Vamos, vamos! N�o podemos demorar.

Ela n�o fala italiano?

Voc� me entende quando eu falo?

Ou voc�s vieram do planeta dos macacos?

Sandro, tenta perguntar a eles em seu dialeto.

-O que devo perguntar? -Se s�o espi�es.

O que est�o fazendo aqui no castelo?

Eles falam italiano melhor do que voc�.

Tirem as roupas!

Tirem, todos os tr�s!

Eu quero ver todos nus! Nus! Vamos l�!

Esp�lios de Guerra! Vamos l�!

Pelado!

-N�o vai tirar a roupa? -N�o.

-Segure ela firme. -Me solta.

Cinzia, que est� fazendo?

-O que voc� est� fazendo? -Nada.

Me solta!

-Deixe a garota! -Cinzia, n�o se meta nisso.

O que foi? A gente n�o ia matar a garota.

Ela veio para nos espionar.

Onde voc� estava? Fazendo a li��o de f�rias?

-Quem voc� pensa que �? -Respeita ele!

Bem feito! Mas que bela gangue a sua.

Nunca vi gente t�o idiota.

N�o liga para ela.

Agora basta!

Precisamos de um plano.

Desta vez Cosme vai ficar puto.

E ele vai ferrar com a gente.

Levanta!

Me gira!

-Eu n�o posso. -Me gira.

Mas como? Aqui n�o tem espa�o.

Me gira mesmo sem espa�o.

-Esta n�o � a casa de antes. -Tenta!

-Vamos, vamos tentar! -Espere!

N�o, eu n�o posso!

Est� tudo bem?

Mas onde eu vou girar este pirralho?

Sabe de uma coisa?

Estou com fome. Eu quero comer um galeto!

Vamos colocar um pouco de manteiga...

Pesco�o de frango com manteiga � muito bom!

Depois eu pego a faca e corto as asinhas...

� mais gostoso...

E depois eu corto esta parte para ficar mais gostoso.

Especialmente as coxinhas do frango.

-Alho. -Espere!

Espere, espere!

Precisamos cozinhar o frango.

-Preciso fazer xixi. -Voc� n�o pode esperar?

N�o, est� escapando.

Cuidado, Rosalia!

-Quando os outros vir�o? -Quando Tonio vir�?

-Eu te ajudo. -N�o, posso fazer isso sozinha.

Ai... Ai...

Carmine, a entrada secreta est� bloqueada.

Vamos dividir as coisas.

Se eles vencerem, pelo menos n�o ficar�o com tudo.

Voc� � muito pequena para fumar.

Paolo Pulici. Este neg�cio � do Sandro.

Onde diabos a Cinzia se meteu?

N�o sei, ela estava atr�s de mim.

O que est� fazendo?

Eu n�o posso.

Precisa lamber, caso contr�rio vou pegar t�tano.

Vai, o que est� esperando?

-Onde diabos a Cinzia se meteu? -N�o sei, estava atr�s de mim.

O que est� fazendo?

Voc� tem fogo?

Mas vai fumar l� fora, t�?

Eu falo grego?

Fumar � l� fora!

Vou acender e sair.

N�o, acenda l� fora.

-Ah, sen�o vai chamar a pol�cia! -Vai l� pra fora.

Pode chamar ent�o!

Da� eles aproveitam a viagem e fecham esta bosta.

Olha...

No outro dia ela estava aqui.

� ela...

� a mesma.

Voc� n�o ia a algum lugar?

N�o tinha algo importante para fazer hoje?

-Eu tinha que ir... -Tinha nada.

Voc� DEVE ir embora!

Mas o que voc�s fariam sem mim?

Claro! � mais f�cil ficar aqui.

-Para encher nossos bagos. -At� estourar.

"Bagos" n�o... Por aqui se fala "saco".

Por que voc� � t�o educado?

Por acaso esteve na Bocconi?

N�o.

-Mas que porra � "Bocconi"? -Eu n�o sei.

Eu fugi da escola.

Cabe�as de pica!

Cabe�as de pica!

Cabe�as de pica!

Joguem quando eu mandar.

Seus amigos n�o est�o te esperando?

N�o pode andar por a� com esta bicicleta.

Mas eu queria brincar com os outros.

E como voc� vai para casa depois?

Sai! Sai!

Onde est� voc�, seu siciliano de merda?

Cabe�a de pica!

Se manda ou tiro esta merda e cai tudo em voc�.

Voc� vai embora sozinho ou devo acompanh�-lo?

Voc�s v�o me pagar por isso.

Minha casa � bem ali.

Buuhh!

-Quem �? -A bicicleta est� quebrada.

-Voc� nasceu aqui? -N�o, no sul.

"Sul"... E onde fica este "sul"?

Prazer. Dr. Boldrini.

Ol�, eu imaginei que fosse o senhor.

Sandro...

Ol�!

O que voc� tem?

N�o vai a lugar nenhum. Quantas vezes eu preciso dizer?

Um dia desses voc� acaba mal.

E da�, o que vai fazer?

Sua m�e se mata para lavar suas roupas.

Ela n�o � sua empregada.

E n�o temos muda de roupa para todos os dias.

Que inferno!

Quando vai crescer?

O est�dio inteiro grita por Zaccarelli.

Zaccarelli avan�a, Pulici pega a bola.

Pulici chuta, e � gol!

1348... Mais um pouco!

1349... Um pouco mais ainda!

1350!

Agora com os bra�os abertos, feito um avi�o.

-Espere um pouco. -N�o.

Espere um minuto.

Al�?

Sim?

Ah, sim, bom dia.

Sim, tudo bem, obrigado.

Olha, em mais tr�s dias envio a tradu��o.

N�o, n�o h� problema.

S� que o "ingl�s" foi escrito por um alem�o...

N�o � nada...

� que meu filho est� aqui hoje comigo, ent�o...

Posso enviar um esbo�o em 2 dias.

Um projeto quase definitivo.

Ent�o, s� preciso mesmo corrigi-lo e...

a vers�o final estar� pronta em uma semana.

Sil�ncio!

Sim, tudo bem.

Ligo de volta em dois dias. Obrigado, t�?

Desculpe-me. Desculpe-me, obrigado.

Voc� est� louco?

Seu pai estava no telefone.

Era uma liga��o importante.

N�o, n�o me mate!

Mas quando voc� vai crescer, hein?

Vamos l�! Eu sei que est� fingindo.

Eu sei que est� fingindo.

Eu sei que est� fingindo.

Voc� sabe por que estou aqui?

Vim aqui para trabalhar e encontrar uma esposa bonita.

Trabalhar e encontrar uma esposa bonita.

Vim fazer dinheiro e quando voltar levar uma esposa bonita.

Eu falo piemont�s...

Vim achar uma esposa bonita... E trabalhar, trabalhar...

Vim fazer dinheiro e quando voltar pra casa,

vou levar uma esposa bonita.

Eu n�o sou do sul, eu falo como um do norte.

Estamos atrasados?

N�o, eu que cheguei cedo.

Gennaro Baldoni... O que fazemos? Aprov�-lo?

Ele n�o � dos mais espertos, mas � esfor�ado.

O que voc� acha de Baldoni? Matem�tica?

Ele sempre faz a li��o de casa.

Pode at� tirar nota baixa...

mas pelo menos � esfor�ado.

Ent�o, nossa nova colega de educa��o art�s...

Como se chama agora sua mat�ria?

-Arte e Imagem. -O que voc� acha de Baldoni?

Estou h� pouco tempo. Devem conhec�-lo melhor do que eu.

Eu os conhe�o pouco.

Mas voc� tem uma opini�o sobre este garoto?

Eu o acho um pouco reservado, t�mido.

Eu acho que ele deveria "soltar-se" mais.

�s vezes, ao desenhar, faz isso. Mas isso n�o conta.

O que significa "n�o conta"?

Isso n�o � relevante para a aprova��o.

Eu acho que pode passar � s�rie seguinte.

-Muito bem. Todos de acordo? -Sim.

Vamos em frente...

Oh, aqui est�... Cardulli!

Este, por�m, � solto demais.

Este Cardulli � hil�rio.

Outro dia ele aprontou das suas...

E tive que me virar para n�o me verem rindo.

Ele � um palha�o...

Em meio � bagun�a, perguntei: "Cardulli, o que est� fazendo?".

"Professor, nada."

"Eu estava explicando ao Lopomo o que � uma mulher."

"Ah,..."

"Ent�o diga-nos o que � uma mulher?"

"Professor..."

"A mulher � um homem sem p�nis!"

D� para imaginar?

Ent�o, Cardulli � simp�tico e muito inteligente.

S� que n�o faz nada... Nada de nada.

-Esse � o problema... -O que devemos fazer com ele?

Cardulli e Ingl�s s�o como �gua e �leo.

-Ele mal fala o italiano... -�!

O que voc� acha de Cardulli?

Na verdade, � um menino um pouco "impulsivo"...

Um pouco!...

Mas na minha mat�ria ele tem t�cnica e imagina��o...

Para mim, ele deve passar.

Ent�o, vamos aprovar Cardulli tamb�m?

-Aprovado. -Est� bem.

Voc� j� escreveu? Ent�o...

Ent�o...

Desculpe a bagun�a, Dr. Boldrini.

Desculpe o mau cheiro. Eu cozinhei repolho.

Abri as janelas, mas hoje n�o h� uma brisa sequer.

N�o se preocupe.

A menina eu coloquei aqui, na cama grande.

Fechei as persianas pois o sol incomodava.

Sim, eu sinto muito. A l�mpada est� queimada.

Vou abrir as janelas agora.

Desculpe pela luz,

mas preciso ver o que voc� tem.

Ent�o? A menina est� com febre?

Eu medi esta manh�, Dr. Boldrini.

Ele tinha 38 e meio, Dr. Boldrini.

Sra. Mauriello, eu sei meu nome, Sra. Mauriello.

-Sim, me desculpe, Dr... -Boldrini.

Agora vamos medir outra vez a febre.

Por que est� com medo?

N�o deveria ter.

-Qual � seu nome? -Margherita.

S�rio? Voc� tem um lindo nome, Margherita.

� o nome de uma flor, sabia?

Levante o bra�o. Bom.

Agora vamos medir a febre.

� isso a�!

Agora voc� ri, n�?

Vamos esperar alguns minutos.

� muito importante que permane�a bem quietinha, sabia?

Como uma est�tua. Est� pronta?

Vou contar at� tr�s:

Um, dois, tr�s... Est�tua!

Boa menina, n�o se mexa.

Geralmente, ela n�o obedece a ningu�m.

O Dr. Boldrini � muito bom, n�o �, Margheri?

Tive que ligar tr�s vezes a outro m�dico antes que viesse.

Gra�as a Deus que est� aqui, Dr. Boldrini.

Obrigado, Sra. Mauriello.

Passa!

Quero uma cerveja.

L� na Universidade Bocconi...

Quem se forma l� pouco sabe da vida.

Eles t�m empregada, o pai abastece a conta deles.

S�o uns desgra�ados.

Os ricos s�o pessoas idiotas.

-Falta dez centavos. -S�o aqueles?

N�o s�o.

Eu deixo um gole no final. Ent�o pode devolver � garrafa.

Aos 12 anos eu n�o queria estudar.

Meu pai me disse: "Ent�o vai trabalhar!"... E l� fui eu...

Mas devo dizer uma coisa.

Um menino de 12 anos que n�o sente inveja de nada...

Que n�o � filho de um oper�rio e que talvez seja

de um advogado ou m�dico.

Acaba se tornando funcion�rio de posto de gasolina?

Ou gar�om?

Bravo!

� a segunda li��o do dia.

N�o, � dele.

Vou lhe contar o que acontece com uma crian�a rica.

Seus pais a colocam numa escola particular,

e esperam que se torne "gente"...

E enquanto eu estou aqui falando bobagens para uns idiotas,

o filho do m�dico tem um consult�rio onde ele � dono.

Se tamb�m fosse rico n�o teria esse discurso.

Teria orgulho de enviar seu filho a uma escola particular.

E n�o estaria cagando para gente como voc�.

� verdade.

Se fosse o filho de um m�dico, faria assim nas enfermeiras...

D� a minha cerveja, vai!

Vou usar o meu dedo.

Dois dedos. Est� faltando 5 centavos, vai!

Anda!

# Quem me impede em tal momento? #

Eu sei que voc� est� fingindo.

Eu n�o estou.

Sim, voc� est� fingindo.

Porque sou um drag�o de verdade! Um drag�o negro!

Drag�o negro! Drag�o negro!

-Ai, ai. -O Drag�o Negro.

Que tamb�m ataca sobre a cama.

O drag�o negro, mesmo com a boca machucada,

nunca se rende.

Voc� n�o escapa de mim. Nunca mais.

N�o importa onde se esconda, sempre te acharei.

Sempre.

Sim, porque tem duas cabe�as. Uma fala assim:

"Eu vou te encontrar..." E a outra fala assim: "Sempre!"

"Vou encontr�-lo." A outra: "At� no fim do mundo!"

-"Voc� n�o escapa" -"Voc� n�o escapa"

"Voc� nunca escapar� de mim!"

"Voc� nunca escapar� de mim!"

Eu nunca sou boa deste lado.

-Preciso ir para casa. -Espera um pouco.

Vamos terminar esta vez.

� s�rio. Espera um pouco.

Minha m�e disse que n�o sarei ainda.

A gente te acompanha de bicicleta.

N�o, eu vou sozinha.

-Tchau! -Tchau, Margherita!

Vou tentar de novo.

# Uma... #

# l�grima furtiva #

# apareceu em seus olhos #

# apareceu em seus olhos #

# Era o festival... #

# da juventude... #

# Inveja... #

# era o que eu sentia... #

# O que mais eu poderia querer? #

# O que mais eu poderia querer? #

# Ela me ama! #

# Sim, ela me ama! #

# Eu vejo... #

# Eu vejo. #

# Por um momento... #

# Sinto a batida... #

# A batida do seu belo cora��o. #

# Meus suspiros... #

# momentaneamente se misturam... #

# momentaneamente se misturam... #

# Sinta a batida do meu cora��o... #

# Meus suspiros se misturam... #

# Oh, agora posso morrer! #

# Era s� isso que te pediria. #

Eu te peguei, Black Dragon!

Eu te peguei! Eu te peguei!

Voc� n�o esperava uma briga corpo a corpo, cavaleiro!

Nunca!

N�o, voc� nunca vai me pegar!

Eu n�o ouvi.

Voc� desiste ou n�o?

O penhasco n�o basta...

-Eu me rendo. -Voc� se rende mesmo?

E ent�o ser� condenado por desistir.

Ser� lan�ado ao rio.

Ao rio...

Ao rio... Ao rio...

Ao rio!

Cavaleiro!

Oh, eu estou cansado, chega!

-Seja o drag�o negro outra vez. -Eu n�o ag�ento mais.

-Outra vez o drag�o negro. -N�o d�.

Agora o drag�o negro ser� voc�.

E eu vou me esconder.

Venha e sente-se aqui.

Coloca suas m�os assim e n�o olha.

Agora voc� come�a a contar lentamente e n�o para, t�?

-At� 20. -Mais, muito mais.

-At� 30. -Muito mais.

Conta!

Um, dois, tr�s, quatro, cinco,

seis, sete, oito, nove, dez...

Mais.

Onze, doze, treze, catorze, quinze,

dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte...

Mais, mais!

vinte-um, vinte-dois, vinte-tr�s...

Margherita!

Margherita, n�o!

� horr�vel.

Margherita!

N�o!

N�o...

N�o...

N�o!

Segure-a firme.

Foi o Bava.

Mas ele nunca fez mal a uma mosca.

Ele � um pervertido com as meninas.

Vamos pedir ao Cosme para nos ajudar a capturar o Bava.

Vamos matar esse porco imundo!

Ent�o...

Gargano...

Viola Gargano, 13 anos.

Ent�o... A menina, n�s sabemos, � um pouco "estranha".

Este ano, seu rendimento caiu drasticamente.

Ela � diferente das demais, at� no modo de se vestir...

Suas companheiras est�o sempre na moda...

e ela � muito simples.

N�o usa sequer maquiagem.

Talvez porque seja bonita e n�o precisa disso.

Sim.

Parece muito madura, mesmo fisicamente...

Absolutamente.

Desculpe, n�o podemos deixar Gargano para o final?

Como quiser... Ent�o vamos falar sobre...

-Quem � o pr�ximo? -Por que deix�-la para o final?

Foi apenas uma proposta...

N�s sabemos, n�o precisa se preocupar...

Achava n�o ser problema discutir Gargano no final,

mas podemos discutir isso agora.

Ent�o, conte-nos tudo.

Bem, eu n�o tinha notado que o desempenho de Viola caiu...

Na minha disciplina tem demonstrado muita sensibilidade.

Introvertida deve ser o jeito dela.

Mas isso n�o parece motivo para ser punida.

Ningu�m diz que seja um defeito e sim uma "particularidade".

"Particularidade" � uma palavra justa.

Ela n�o deve ser aprovada porque tem uma "particularidade"?

Vou contar um epis�dio.

Est�vamos na piscina, era nossa primeira aula de nata��o.

Todas as meninas estavam de mai�, exceto ela.

Eu disse: "Voc� vai mergulhar de roupa?"

Ela voltou ao vesti�rio e ficamos esperando.

Mas ela n�o voltou. Ent�o eu fui atr�s dela... Nada.

E ela tinha ido embora. Tinha ido embora sozinha.

Inacredit�vel!

Talvez dev�ssemos nos perguntar por que tal atitude.

Nada disso, eu n�o concordo.

Ganhamos pouco e ainda devemos ser psic�logos?

Tenha d�!

Para mim, as esquisitices dos alunos n�o interessam.

Para mim quem n�o estuda vai mal na escola.

E para mim � o caso dela.

Mas se voc�s querem aprov�-la, vamos l�. N�o � que...

Al�m disso, se aprovamos Cardulli...

Exatamente.

Ok, vamos l�. Seguindo em frente.

Desculpe-me, mas...

h� algo de errado.

O que h� de errado?

Voc� disse que n�s conhecemos os alunos melhor do que voc�...

N�o, � que tenho d�vidas porque...

as estranhezas dos alunos n�o s�o importantes.

Ah, t�...

Para voc� eles s�o estranhos e...

Claro, talvez porque eu tamb�m seja meio estranha...

Mas, uma vez sendo "estranha",

quero saber de meus ilustres colegas, o que leva

Viola Gargano, 13 anos, a ser estranha.

Eu n�o vou deixar a minha neta agora.

Em que mundo vivemos!?

"Em que mundo vivemos!?"

Em que mundo vivemos...

Desculpe-me doutor, tem algum paciente contigo?

Por favor, eu j� estava para chamar.

Que calor, n�o �, doutor?

Sim.

-Por favor, sente-se. -� o Sandro, ele est� tossindo.

Respire.

De novo.

Agora, tosse...

Mais outra vez.

Vista-se.

O garoto n�o tem nada.

Mas eu gostaria de prescrever um medicamento.

Ent�o, esse capetinha

poder� continuar a fazer sacanagem com seus amigos.

Desculpe-me doutor, n�o entendi. O que voc� disse?

O qu�?...

N�o entendeu o qu�?

Disse que pode continuar a fazer molecagem com os amigos.

Pode rir...

-Senhora... -Diga-me, doutor.

N�o � minha culpa se n�o sabe educar seus filhos.

Est� bem?

E continua vindo aqui me pedir para resolver seus problemas.

E n�o reclame se amanh� virar um bandido.

Desculpe-me, o que isso tem a ver?

Ah, o que isso tem a ver? Claro...

A senhora n�o entende o que isso tem a ver. Olha...

Da pr�xima vez vou explicar. Por favor, at� mais.

-Doutor, me desculpe... -Adeus.

-Eu n�o queria... -Adeus, senhora. Por favor...

Eu n�o queria...

Brincar, brincar, brincar...

Brincar, brincar...

Um momento, um momento...

Entra!

Sente-se...

O que ele est� fazendo?

Que idiota!

� o Dr. Boldrini.

Est� fazendo um com�cio enquanto mija.

Voc� � um idiota. N�o tem nada de engra�ado.

Que merda, n�o! Voc� est� sempre reclamando?

Isso � loucura. � ele quem trata nossas doen�as.

Olha, suas cal�as ca�ram!

Se a gente contar aos adultos, nunca v�o acreditar.

Beijam onde ele passa porque � um cavalheiro.

Olha! Agora est� falando com o carro.

Vou embora que j� est� tarde. Devem estar preocupados.

Deixa o retardado em paz.

Voc�s sabem o que ele fez, no outro dia?

Ele disse para minha m�e que eu n�o tinha nada,

e que poderia continuar a fazer sacanagem com meus amigos!

-Como assim? -Foi isso mesmo que ele disse.

Dr. Boldrini disse tudo errado.

Em vez de dizer "molecagem" ele disse "sacanagem".

-Minha m�e ficou chocada. -O que ele fez?

Em vez de desculpar-se, ficou furioso...

E ele disse que todos n�s somos marginais.

"Basti�es do Ocidente,"

"Muralha de Adriano,"

"agora sem nenhum guarni��o."

"Os invasores b�rbaros,"

"s� me resta para guarnecer a fronteira,"

"Sentinela solit�ria, fiel ao seu juramento."

"Eu n�o deveria estar aqui,"

"entre estas vacas e cheiro de frituras..."

"No meio..."

"Em meio a esses caipiras."

Chefe de departamento.

Departamento de Pediatria.

Se Hitler tivesse vencido...

Se Hitler tivesse vencido,

seria muito melhor.

Se tiv�ssemos vencido, sim...

"Oh, meu lindo castelo"

"p�, par�, par�..."

"Oh, meu lindo castelo"

"p�, par�, par�..."

"N�s vamos destruir..."

Voc� vem comigo, princesa?

Cabe�as de pica...

Cabe�as de pica!

Cabe�as de pica!

-Sabe de uma coisa? -O qu�?

Eu n�o vou atr�s daqueles cabe�as de pica!

Estou cagando.

Eles sabem onde me encontrar.

Aqui estou...

Ninguem pode ser mais sujo que a sujeira.

Cabe�as de pica...

Cabe�as de pica.

Cabe�as de pica...

Se a gente contar aos adultos nunca v�o acreditar.

Molecagem...

Sacanagem...

Molecagem...

Sacanagem...

Molecagem...

Sacanagem...

Assim sendo, eu pergunto...

aos meus ilustres colegas, por que essa menina,

Viola Gargano, 13 anos, � estranha.

Olha, eu n�o gosto dela, est� bem?

Ela conta um monte de mentira e bobagens.

Como o qu�?

No ano passado, numa reda��o, insinuou que recebeu...

"aten��es particulares" de um homem que vive com sua m�e.

Felizmente, sua m�e negou tudo.

Deve ter acontecido alguma coisa.

Sim, talvez... Mas nada s�rio.

Mas isto n�o � um problema f�cil de se lidar.

Olha, n�s precisamos avaliar o rendimento escolar,

e sua capacidade de passar nas provas...

e frequentar as aulas, certo?

Se ela passar...

O rendimento escolar dela pouco me importa.

Voc� precisa ter cuidado.

Voc� n�o deve se afastar dos pr�dios.

E voc� n�o deve voltar �quele lugar...

-Como voc� chama ele mesmo? -O castelo.

Voc� n�o deve voltar l�.

Entendeu?

Quando vai crescer?

Papai, onde est� voc�?

-Est� com medo! -N�o � verdade, sua mentirosa!

Depois pegue o "molotoffe".

Voc� � muito cagona.

Tenho medo do drag�o negro.

Ei, Michele!

Oh, mas o que � isso, Michele?

Michele, eu estava brincando.

Eu te assustei?

Me desculpe, meu querido...

Ei, Michele...

Michelino!

Mas quando voc� vai crescer?

Olha, eu n�o sou um drag�o, t�?

Oh! Eu n�o sou um drag�o! Olhe para mim!

Vem c�...

Venha aqui.

Eu n�o sou um drag�o.

Eu n�o sou um drag�o...

Os drag�es n�o existem.

N�o existem.

Eu n�o me importo com seus resultados na escola.

Mas o que significa "nada s�rio"?

Ele tateou apenas as n�degas?

N�o fale assim.

Talvez ela merecia isso mesmo.

Como � que voc� disse? Ela era...

Ela � madura, mesmo fisicamente, certo?

N�o � nossa culpa que ela pare�a ser mais velha!

� claro! Deve haver uma tabela do tipo da escala Mercalli,

para avaliar a aten��o especial?

E aqui estamos em que n�vel?

Com esta idiota n�o falo mais!

O feminismo j� era, percebe?

Claro, se fosse com um garoto, era diferente...

N�o vamos brigar por causa desta menina!

Ela me contou muitas coisas.

Ah! A mesma ladainha!

-Viola n�o mente. -Como sabe? Como diz?

Eu acredito nela.

E asseguro que n�o se trata de "aten��o especial".

� algo muito mais s�rio.

Mas por que ent�o n�o diz nada?

Eu n�o sei.

Isso n�o � f�cil.

Eu estava com medo de piorar a situa��o.

Fez bem, isto � coisa de Assistente Social,

Prud�ncia... � preciso tomar muito cuidado...

N�s n�o podemos assumir essa responsabilidade...

Se eles contarem, os adultos n�o v�o acreditar.

Molecagem...

Sacanagem...

Molecagem...

Sacanagem...

O que est� dizendo?

Nada.

Escreva isto:

"Professora de Arte e Imagem,"

"Cinzia Nigro..."

"diz que os professores de Hist�ria e de Ci�ncias..."

"est�o com inveja do padrasto de Viola Gargano."

"Eles tamb�m gostariam de transar com a menina,"

"se tivessem um pouco mais de coragem."

J� chega, est� bem?

Eu vou te arrebentar!

-Vamos nos acalmar. -Deixa pra l�.

Est� maluca!

# Podemos... #

# morrer... #

# Voc� pode morrer... #

Ai, ai, ai!

Me solta! Carmine, socorro!

Me solta! Carmine, socorro!

Deixa eu ir!

Deixa eu ir!

Mas por qu�?...

Florzinha!

Socorro!

Carmine, socorro!

Vai.

Pode ir.

Carmine, a Rosalia n�o saiu?

Ela se mandou de l�.

E onde est� o carro do Boldrini?

Onde est� Rosalia? Onde est� a minha irm�?

Vamos ao castelo!

Voc� quer ficar comigo?

Quieta!

Bem quietinha!

Solta ela!

Ainda est� vivo...

E se ele sobreviver e pegar a gente?

Se ele viver, algu�m vir� atr�s dele.

Todos para fora!

Todos para fora!

Vamos sair correndo!

Vamos!

Seu desgra�ado...

Mas onde est� Carmine?

Aonde voc� vai?

Meu irm�o est� l� dentro.

Quer uma cerveja?

Duas? Nada?

� melhor assim.

Como se costuma dizer: "Agora que � euro, n�o tenho uma lira!"

E usei meus poucos euros para beber e fumar...

E enquanto bebia e fumava, eu pensava:

"Devo ir atr�s daqueles retardados?"

Eu fumava e bebia...

"Devo ou n�o devo?"

Eu n�o tenho dinheiro...

Eu n�o tenho... E agora?

Voc� quer me matar? Anda logo.

Voc� j� matou um homem?

Um?

N�o?

Aproveita.

Quantos anos voc� tem, Carmine? 40, 45?

Voc� n�o se lembra?

Voc� sabe quanto tenho? Trinta.

N�o � legal dever aos mais novos, certo?

Mas n�o se preocupe, n�s n�o queremos nada de voc�.

Sua irm� Rosalia nos ligou...

Ela pagou a grana que voc� devia...

E qual � o problema?

Voc� � mesmo uma merda de homem, Carmine.

Eu n�o sei por que ela continua a salvar sua pele.

Mas o drag�o morre no final ou n�o?

N�o.

�s vezes ouve a voz dele dizendo:

"Eu ainda estou aqui".

"E nunca mais vai embora, papai?"

Depende...

Depende se voc� ficar sozinho...

ou n�o.

Sobre eles, o castelo erguido, em meio ao sil�ncio da noite.

Carmine olhou-o por um segundo e encolheu os ombros.

"� apenas ferro", disse em tom mon�tono.

Silenciosamente, sem olhar para tr�s, as crian�as

deixaram o dep�sito de sucata e levaram Rosalia para casa.

ATEN��O: Tem mais uma cena do filme nos cr�ditos finais.

Tradu��o: Pinguim-SP Revis�o: NoriegaRJ

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