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Original subtitles

A ESPADA DE ROBIN HOOD

Tradução: KUNCKA

1194. A Inglaterra vive tempos conturbados.

O rei Ricardo Coração de Leão...

foi feito prisioneiro na Alemanha

e só se pagou metade do valor do resgate.

O seu irmão,o príncipe John,

conspira para ser coroado.

E no condado de Nottingham

Robin Hood e seus homens assaltam os viajantes ricos.

E realmente tem que ser um viajante audaz...

aquele que se aventurar na floresta de Sherwood.

Ouçam, ouçam, ouçam!

É do conhecimento dos leais habitantes de Nottingham...

que o ilustre sir John Fitzroy foi assassinado...

pelos bandidos da floresta de Sherwood.

Por isso, sua excelência, o xerife de Nottingham...

decidiu aumentar de novo a recompensa...

pela cabeça do seu líder, conhecido como Robin Hood.

O xerife recompensará com 5000 coroas...

quem trouxer vivo ou morto esse ladrão assassino.

Deus salve o Rei!

Poderiam traí-lo por essa fortuna.

Duvido, e o xerife também.

As pessoas gostam de Robin Hood,

mas eu daria 10.000 coroas por aquilo que Fitzroy levava.

O soldado sarraceno? Devem tê-lo deixado fora. É um brinquedo.

- O que seria? - Uma cerveja, Soltar?

Poderia custar a vida do rei.

Moraine, por 10.000 coroas, todos iriam rastrear o bosque.

E até o próprio príncipe John o faria.

Agora sabem que Fitzroy estaria aqui, se soubessem o que me trazia.

Sabe se há algum modo de encontrar o Robin Hood?

O xerife não o encontrou durante dez anos.

À sua maneira, Robin Hood é leal ao rei, eu sei-o.

Se ele soubesse o que significa esse brinquedo para Richard...

Quem me dera pudesse falar com ele.

Ele tem cem esconderijos em Sherwood.

Não pode estar em dois ao mesmo tempo. Rápido. Tenho uma ideia.

Ainda se acha bom, Tuck?

Claro! Se jogar não fosse contra os meus princípios...

- Apostava 6 a 4 que te desarmo! - 6 a 4!

Não é uma sorte que não goste de jogos?

Quem é o seguinte? Stoodley, é tão habilidoso..?

Três vezes!

- Little John! - Traz companhia para jantar.

Esperemos que seja um abade rico cheio de ouro.

E que goste de jogar!

- Cavalos a oeste! - Saiam da entrada.

- Quanto falta? - Umas jardas, lorde abade.

Verei o teu chefe?

Ele sempre recebe personalidades

que paguem por cruzar a floresta.

Bem vindos! Pela suia roupa, são padres.

As aparências enganam.

Sou o conde de Moraine. Este é sir Nigel Soltar.

- Você é o Robin Hood. - Sim, meu lorde.

Se têm alguma coisa planejada,

entre as árvores há vinte flechas apontadas para vccê.

Pelo seu bem é melhor que elas se contenham.

- Porque estão disfarçados? - Era a única maneira.

Estamos há dias à espera de uma emboscada.

E os seus homens?

Estão no meu castelo, a 10 milhas daqui.

Quero te falar de um assunto que afeta a segurança do rei.

Muito bem, cavalheiros. Por aqui.

- Podemos falar em privado? - A minha gruta é um lugar seguro.

Não há nada a temer mesmo.

Mas mantenham-se afastados de Tuck e dos seus jogos.

Volto a dar-Ihes a minha palavra, de que não assassinamos o Fitzroy.

Mas o xerife...

Se cai uma folha em Sherwood, culparão sempre o Robin Hood.

Nós não encontramos o sarraceno.

Não compreendo esse sarraceno...

Diz que é um brinquedo, mas dele depende a vida do rei?

Aqui podem falar mais abertamente do que na corte.

Contem conosco se for para servir o rei e não ao príncipe John.

- Confio neles. - Os alemães tem o rei.

Espero reunir parte do resgate.

O que não sabe é que o rei está livre e que já saiu da Alemanha.

- O quê? - E vem para Inglaterra.

Voltará e recuperará o trono antes que John o pegue.

- O príncipe sabe disto? - Espero que não, mas pode saber.

O que ninguém sabe, salvo o rei, é quando e onde ele desembarcará.

E o brinquedo sarraceno leva essa informação. Sim?

Aquilo encerra um enigma.

Se John o tem e decifrar a mensagem

Ricardo não chegará.

Quanto apostou?

Calado, gordo avarento. Sabe quando chega o rei?

Em breve, mas não sei o dia, nem em que parte da costa.

É o sinal para irmos jantar.

Não os vamos envenenar. Continuamos a falar depois.

- Fará isso? - O quê?

Encontrar o brinquedo e salvar o rei.

- Vi algo no seu olhar... - É a fome.

- Dizem que adora o perigo. - E também a comida.

- Brinca quando o rei... - Querem que os ajude quando vocês...

Os teus estão de acordo com tudo. Sabem coisas que ninguém...

- Que ninguém... - Que nenhum homem honesto saberia?

- Eu não disse isso. - Tem razão.

Tentarei encontrar o seu brinquedo.

Não prometo nada, mas quero servir o meu rei.

E também quero comer.

Tens noticias?

Não do brinquedo mas de dois homens que sabem onde ele está.

Tenho me encontrado com a filha do taberneiro.

- Como se isso fosse uma novidade. - Quando o coração é jovem...

- Querem ouvir? - Claro.

Vão em turnos à taberna desde a morte de Fitzroy...

e gastam muito dinheiro.

- Mas o Fitzroy levava pouco. - Alguém deve ter pago.

Pelo brinquedo. Quem são eles?

Chamam-se Dicken e Hub, são uns canalhas.

Eu falarei com eles.

- Vamos surpreendê-los. - Não, temos que ir com cuidado.

Se beber não fosse contra os meus princípios...

Mas é. Por isso ficas aqui.

Pensarei em princípios para ti e para o rei.

Nem a mim nem ao rei interessa isso.

Sei como trazê-los sem que eles suspeitem.

Tuck, ensina-me o jogo das nozes.

Ensina!

Começa, canalha.

Bem. com três cascas...

Mary!

Obrigado, querida.

- Olá, moça. - Olá.

Que jogo é esse?

Jogava isto por diversão.

O objetivo é adivinhar onde está a ervilha.

Observem.

- O quê? - É muito fácil, está aqui.

- Então viram isso? - Eu também vi.

Não o consegue descobrir outra vez.

Bruxaria! 5 coroas como não o fazem novamente.

Aceito!

É louco, está aqui.

- 5 coroas. - 5 coroas.

Moça!

Pelo menos deixem que os convide para beber. Mais cerveja!

Não guarde isso. Jogamos outra vez.

- 5 coroas? - 5 coroas.

Bem, qual deles?

Mary, mais cerveja!

Não, não posso mais, estou cheio.

- E você? - Não, não.

Permitem que eu os acompanhe.

Vamos lá!

Assim, pouco a pouco.

Contaremos até 50, Dicken.

Se não falarem, tenho um remédio para vocês.

12, 13, 14...

Jura nos soltar?

Não jurarei nada, a não ser que irão morrer se não confessarem!

38, 39, 40...

- Eu contarei tudo! - Idiota, enforcam-nos no mesmo.

Talvez. Mas por uma boa história poderia interceder por vocês.

- 48, 49... - Dá uma bebida.

Juro contar tudo.

Para quem trabalham? Um cavaleiro, mas não Ihe vimos a cara.

- Se mente... - É a verdade.

Vimos duas vezes mas ele vestia uma armadura.

Na primeira disse o que queria, e na segunda foi a entrega.

- Quanto ele pagou? - Você sabe, ficou com a maior parte.

- Quer brincar! - 200 coroas!

- Onde foi a segunda vez? - Em Brinley Falls.

Devíamos assobiar para nos identificarmos.

Assobia.

- Não viu a cara? - Vestia uma armadura.

- E um escudo? - Sim, um negro com uma águia branca.

- E entregaram-Ihe o sarraceno? - Sim.

- Isso é tudo? - Sim, eu juro.

- Vigiem-nos! - Mas prometeu...

Não prometi nada!

Tuck! Little John!

Uma águia num escudo...

Se conhecêssemos os brasões normandeses...

Esse brasão é do conde de Moraine.

Moraine?

Sim, mas apostaria 100 coroas em como não foi ele!

Não pode ser. Quem os contratou escondeu a identidade.

É muito grave apropiar-se do escudo de outro.

Ninguém o roubaria, nem um armeiro honrado o iria forjar.

- Isso quer dizer só uma coisa. - Um armeiro sem honra.

- E qual é o menos honrado? - Hugo de Nottingham!

Quem é a estas horas?

Alguém que te oferece 5000 coroas.

- Quanto? - 5000 coroas.

Se não as quiser, encontrarei alguém que as aceite.

Não, não, bom senhor! Esperem que eu abra a porta.

- Olá, Hugo. - Robin Hood e Tuck.

Boa noite. Que belo lugar tem aqui.

Deve ter ganho muito dinheiro.

Não tanto, acredite em mim.

Está louco, tem a cabeça a prêmio.

Nottingham será o último lugar onde me procurariam.

Mas se quer 5000 coroas...

Traindo-te? Vale mais me degolando.

Seria melhor.

Procuro informações sobre um escudo com uma águia branca.

Pelo que descreve, pertence ao conde de Moraine.

- Fez algum recentemente? - Nunca fiz nenhum para ele.

Para quem o fez?

Um armeiro que fez isso seria indigno de seu oficio.

Foi por isso que viemos falar com você.

- O que querem? - Quem te encomendou o escudo?

Lembra do que se passou...

Você me perdoou! Somos amigos.

Continuaremos a ser se me disser quem o encomendou.

Por Deus! Não fiz esse escudo para ninguém.

- Quem é? - Não sei.

A maioria dos meus clientes bate assim depois de escurecer.

Mande-o embora.

Não, isso seria suspeito. Deixe-o entrar.

Ali em cima, Tuck!

Rápido...

- Se me traír... - Não confia em mim?

Confio mais na minha pontaria, por isso tenha cuidado.

- Abre logo! - Já vou, senhor.

Muito bem, abre. Um passo em falso e...

- Boa noite, cavalheiros. - Ela é minha senhora.

Perdão, minha senhora.

Ninguém repara em mim com estas roupas.

- Trazemos o escudo de volta. - O escudo?

Acabou o torneio e nós ganhamos.

- A Milady não devia ter se incomodado. - Não foi nenhum incômodo.

Deixem que os brinde com a minha hospitalidade.

É muito amável, mas temos que ir.

Não voltarão?

A Milady está alojada na casa do xerife.

Tenho que ir a sua casa o quanto antes. Quanto Ihe devo?

Não grande coisa, Milady. Digamos... umas 50 coroas.

Eu declaro-as no recibo.

DIGAM AO XERIFE QUE ROBIN HOOD ESTÁ AQUl

- Mil vezes obrigado, Milady. - Obrigado, Hugo.

E se voltar a necessitar dos meus serviços...

É pouco provável, mas vou lembrar-me disso. Walter.

- Boa noite, Milady. - Boa noite. Vamos.

Ele deu-me um bilhete.

Não pode ler no escuro. Lê quando chegarmos na casa do xerife.

Então! Nunca fez esse escudo...

Quem é ela? Quem a enviou?

Não sei o seu nome.

É mentiroso e não gosto de mentirosos. Chama-se Milady.

É óbvio que é, mas juro...

Deixa de jurar, mentiroso!

- Quem é ela? - Não sei.

Apareceu há uns dias e queria o escudo para um torneio no castelo.

- Que castelo? - Não sei o seu nome.

Tuck!

- Uma corda? - Exalto.

- Fina, mas forte. - Bem!

Amarre-o como se fosse um porco!

Ele estava ali enquanto...?

Desta vez irei prendê-lo.

Roger! Kapley! Chamem os guardas!

Posso unir-me a eles? Seria uma satisfação prendê-lo.

- Como deseje, Walter. - Obrigado, Milady.

- Que tal isto? - Fabuloso.

Se nos perguntarem, não levamos nada e tiramos isso para os convencer.

Abram em nome do rei!

O xerife.

Rápido!

- Onde está ele? - No telhado, Milorde.

Como se sobe para ali?

Procurem-no!

- Como sabe que estão ali? - Ele e o frade Tuck subiram para lá.

Com esse saco na cabeça eles devem é ter ido para a caverna!

- Entramos? - Não até ele dar o sinal.

- Não sabemos o seu plano. - Ele não planejou isto.

Não, mas não o apanharam. Vamos dar-Ihe mais tempo.

Nem um gato poderia se esconder aí.

Também estão na caverna.

- Escaparam. - A casa está cercada!

Hugo, isto é uma das tuas brincadeiras?

Acha que eu me amarrei a mim mesmo?

Disse que Robin Hood e Tuck estavam nesta casa.

E que não podiam sair...

daqui.

Por todos os santos! Estão ali fora!

Bom tiro, John. Que tal este?

Soldados, dou 10.000 coroas se os apanharem vivos!

Olha é o meu velho amigo Hugo!

- Vamos levá-lo? - Não. Seguimos a moça amanhã.

Bom. Não me apetece carregar nada pesado esta noite.

Disse ser o abade de St. Jude, e nós retiveremos até à tua volta.

Fizeste bem, Clay.

Ouvi falar dele e nada a seu favor.

Trazia bolsas de ouro, jóias e roupas de luxo.

Será um prazer contá-las por ele!

Bom dia, abade! Desculpe por não o receber ontem à noite.

Mas os meus devem tê-lo tratado bem.

Se é o líder deste bando, se nos rouba ou se não sairmos ilesos daqui,

irão te enforcar na torre mais alta de Nottingham.

- Eu conheço bem o xerife. - E eu passei a noite com ele.

Com o xerife? Mente!

Não, ele me tem em grande estima.

Agora a minha cabeça já vale 10.000 coroas.

Não acredita em mim? Pergunta ao frade Tuck. Tuck?

Tuck!

Que lugar é essa Terra Santa para criar esta beleza.

Olha, Robin!

Os signos do zodíaco com incrustações de gemas.

Vou me divertir muito com isto!

É para a mesa do refeitório de St. Jude e...

Ouvi falar muito em St. Jude.

Um monestério rico que espreme as suas pessoas miseráveis.

Como te atreve?

Há bons clérigos na Inglaterra, mas também há os infames.

E quando um cai nas nossas mãos, tratamos como ele merece.

- Will Scarlet voltou de Nottingham. - Vem comigo, John.

Tuck, cuida para que o abade pague o alojamento e a comida.

- Com prazer. - A metade do que leva.

- Eu mesmo irei dividir. - Aviso que se...

Quer voltar a ver St. Jude, não é?

- Traz noticias? - Sim.

Conta lá dentro.

O cozinheiro do xerife falou.

Ela é a Lady Alice Boisoir, a protegida de sir Guy Belton.

Guy Belton. um dos conselheiros do Rei?

- Conhece-o, Robin? - Ainda não.

- A Lady Alice voltou para o castelo? - Partiu ao alvorecer.

O castelo de Belton...

Como era essa canção?

- Exato. - Quais são os teus planos?

Vou dizer.

Hoje um trovador irá tocar no castelo de Belton.

Um chamado... Como vamos Ihe chamar?

Gilbert de Lancaster!

Percorro o mundo com a minha viola,

desde a ilha ocidental até à Terra Santa.

E a única coisa que peço aos santos...

é uma voz para poder cantar, um coração que possa amar...

e o sorriso da minha amada,

minha querida dama.

Excelente! Mas diria que também ama a espada.

Maneja-a tão bem como à viola.

A canção não é minha.

Então canta uma tua.

Um momento. Onde ouviu essa?

Não me lembro, talvez ainda me venha à memória.

Canto a letra? É sobre um rei que deixou o seu reino...

Em outra altura. Milady está cansada.

Não para outra canção.

Pode se retirar, Alice. Amanhã ele te dará um recital especial.

Boa noite, trovador. Até amanhã.

Até lá passarão mil anos.

Trovador! Sir Guy quer falar contigo.

- Às suas ordens. - Segue-me.

- Quem é? - Lancaster, um humilde trovador.

Basta. Quem é que te enviou?

Um servo teu.

Pensei que poderia ser útil...

Para quê?

- Para o que nos preocupa. - E o que pode fazer?

Levar uma mensagem. Eu passo inadvertido.

- Que mensagem? - Não foi ideia minha ter vindo.

Não sei o que Fitzroy queria, só estou cumprindo ordens.

- Se não precisa mais de mim... - Espera!

Se o Fitzroy te enviou, terá as suas razões.

- Não tem mais mensagens? - Não.

Amanhã talvez chegue uma explicação. Guarda!

Acompanhem-no ao seu quarto e que não Ihe falte nada.

Obrigado!

- Boa noite, sir Guy. - Boa noite, Gilbert.

- Acredita nele? - Não sei, Hubert.

Se é amigo de Fitzroy, não me favoreceria ofendê-lo.

Eu penso mais que ofendê-lo, que ele poderá ser um espião!

A fôrca na torre é para os espiões.

Não farei nada até ter certeza.

Se for o que eu suspeito,

vai custar-Ihe muito mais sair do que entrar.

Obrigado, amigo.

- E boa noite. - Boa noite.

Começo a duvidar que ele tenha uma mensagem.

Se foi Richard que enviou um emissário para a entregar, tenho certeza que sim.

- Como? Onde? - Não sei como, onde, nem quem.

Temos que descobrir esta noite.

Se o ministro for um espião, temos que agir depressa.

Avisa-me quando decifrar.

Deseja algo?

Há alguém nos rodeando lá fora. Não pode ser perigoso para o castelo?

Ninguém pode se aproximar a estas horas. Vai verificar.

Onde?

Doeu mais em mim que em você, amigo.

Com sorte, não vai se mexer por uma hora.

E eu posso fazer muita coisa em uma hora.

Isto é muito importante, Hubert. Quando vem os outros?

Um emissário poderia avisá-los amanhã.

Que os homens se preparem!

Arthur! Walter! Acordem, há trabalho a fazer!

Para cima!

- Levantar! - O que se passa?

O Arthur deve sair com um ofício! Prepara o cavalo!

Acorda!

- Com o que me bateram? - Com isso.

Caiu emcima. Pensava que tinha morrido.

Faltaria muito mais para isso.

Hubert disse que eu tenho o crânio mais duro da Bretanha.

E ele deve ter razão!

Tem novidades?

O rei irá desembarcar em breve, mas não se sabe quando.

Temos que avisar o Conde de Moraine.

- E depois? - Nada até nova ordem.

Vai ao Castelo de Moraine.

Diz ao conde de Moraine ou ao Soltar o que sabe.

Reune o resto dos homens.

Lembra do poço claro? Acampa lá.

Nós esperaremos pelas novidades de Robin.

- Que Deus nos ouça. - Amém.

Acho que devo partir já. Foram muito hospitaleiros...

Não vá. Que diferença faz estar aqui ou ali?

Eu acho o mesmo, Gilbert. Deve-me um recital especial.

- Não posso ir contra... - Não vai, não vou permitir.

É muito amável.

Mas não gosto de ficar muito tempo debaixo de um teto.

O ar puro, as folhas, o céu...

Não tardará em vir, sir Guy. Estão tirando o barro.

Bem. Esqueci de te dizer, Gilbert, que temos companhia.

Um recém chegado da Terra Santa.

O abade de St. Jude.

O abade de St. Jude?

- Um clérigo muito erudito. - Não duvido.

Ele foi assaltado pelo Robin Hood.

- Sem dúvida que irá contar-nos. - Sem dúvida

- Se querem que eu cante... - Espera pelo abade.

Ansiava conhecer alguém que tenha visto o Robin Hood.

No outro dia não o vi por pouco.

O abade até falou com ele.

- Ele sabe como ele é. - Aposto que sim.

O abade de St. Jude.

Bom dia, meus filhos.

Que belo assado. Era só o que faltava na Terra Santa.

Os infiéis não criam os desgraçados.

Aqui criamos os melhores.

- Quer prová-los? - Da cabeça ao rabo.

Depois de comer, irá contar-nos relatos do misterioso Oriente.

Meu filho, irei contar relatos extraordinários.

Os sarracenos praticam bruxaria?

Não é a verdadeira bruxaria. Não como a conhecemos.

São só uns truques para enganar os estúpidos.

Como o de um homem que plantou uma semente na arena.

Ao fim de alguns minutos cresceu uma palmeira de 30 palmos.

O que é isso ao pé daquilo que eu fiz?

Nada, com certeza.

Tens razão, nada.

Lancei uma corda ao ar. E ela ali ficou.

Enviei um rapaz para a ir buscar e ele desapareceu.

É uma tolice, mas impressiona os estúpidos.

Pode fazer isso?

Com a corda adequada, sim.

Mas por desgraça não as tenho aqui.

As duas que eu trazia foram roubadas por esses bandidos de Sherwood.

Fale de Robin Hood.

É tão bonito como dizem?

Robin Hood é tão bonito como o rabo de um cavalo.

É pequeno, de pele escura,

estrábico e tem os dentes podres.

- É corcunda... - Não foi isso que eu ouvi!

Então informaram mal.

Prefiro não falar desse tema, sobretudo na sua presença.

E conheceu os outros?

Esse padre sem vergonha, o frade Tuck?

Oh, sir Guy.

Um homem de grande dignidade e de fé modesta.

Fiquei muito impressionado.

Mas preferiria falar dos sarracenos.

Sabiam que eles são artesãos esquisitos?

- Olhem para isto. - É belo!

São os signos do zodíaco. Touro, Capricórnio, Gêmeos, Balança.

- É uma obra de arte! - E eu que o diga.

Mas para que era utilizado?

- Para quê? - Para jogar.

- Não sei porque o estavam usando. - E como é que faziam?

Esta esfera representa o Sol,

que passa pelas casas do zodíaco.

Apostavam na casa em que ele parava.

Tirem tudo daqui. Primeiro precisamos do pano dourado.

O pano dourado do zodíaco, com todos os signos.

Peixes, o meu próprio signo.

Se tivesse apostado 2 coroas, teria ganho 20.

- Como é isso? - A banca joga em 10 para 1.

Como o homem desce baixo.

O meu signo é Sagitário. Voltou a sair nele.

- E o meu é Libra, a balança. - Trovador?

Obrigado, mas isso vai contra os meus princípios.

Leão! Perderam os dois.

Que azar.

Meu senhor! A Igreja desaprova o jogo!

É correto e faz bem.

Porque é pernicioso e um invento do diabo.

Lembro-me de uma noite em Chipre em que Escorpião saiu 17 vezes,

e logo depois 10 vezes Capricórnio. Estaria enfeitiçado?

- Escorpião! - E eu Capricórnio!

Escorpião e Capricórnio. E o jogo continua!

Não há mais apostas, a esfera està rodando.

Vamos, querida esfera. Quem terá sorte desta vez?

Esta é Elvira, a minha aia. Gilbert de Lancaster irá cantar.

- Retiro-me, minha senhora? - Claro que não.

Lembro quando Brian de Esdale...

Ela só quer ouvir-me cantar.

- Não sou o Brian de Esdale... - É o meu prometido.

Então sou culpado de inveja.

Esse é o único pecado do qual eu serei culpado.

Elvira pode ficar.

Lembra-me um trovador que conheci quando era jovem.

Percorria o oeste, precedido de escândalos

e perseguido por maridos furiosos.

Sim.

Não conhece nenhuma canção sobre Robin Hood?

Parece muito interessada nesse miserável bandido.

Não concordo contigo.

Alice Beau Forest não devia se casar com um homem que odiava.

Robin Hood raptou-a para que ela casasse com quem amava.

Eu sei.

- Não será um miserável. - Esperemos que não.

E da maneira que descreveu o abade,

corcunda e estrábico, não acho que o seja.

Eu também não.

- Esse abade não me parece confiável. - És perspicaz.

Se o seu protetor também o fosse ganharia muito dinheiro.

Touro ganha. Azar, Hubert. Era a tua aposta anterior.

Precisa ter uma estratégia.

Senhor!

O que quer?

É o cavaleiro Soltar?

- Parece um dos Sherwood. - Sim.

Veros mandou-me numa viagem ao castelo de Moraine.

- Traz noticias? - De Robin Hood.

Os rebeldes sabem que o rei irá chegar em breve.

- Como sabe disso? - Estão no castelo de Belton.

- Robin Hood em Belton? - Estará lá ás 20 horas.

Não me diga.

Bom trabalho, vou dizer isso ao teu chefe.

Não devo ver o Moraine?

Não, eu levo a mensagem.

Obrigado.

- Boa sorte. - Boa sorte.

Vamos idiotas, para Belton!

Touro! Novamente azar, cavalheiros!

- Nigel, chegou cedo. - Pelo contrário.

Robin Hood e Tuck é que se adiantaram.

- O quê? - São espiões do rei!

Cuidado!

Tuck!

Obrigado, sir Guy!

Arqueiros!

Afinem a pontaria! Castigo vocês se não acertarem!

Para trás, idiotas!

Eu já fiz tantas vezes.

Está bem.

- Tem alguma senha? - Não, para quê?

Será recebido pelo seu leal Nigel Soltar.

- Quantas escoltas levo? - Poucas.

Quatro arqueiros. Richard não deve suspeitar de nada.

Partirei já. Resta pouco tempo.

Chegará em duas horas, terá que esperar.

Prefiro esperar do que fracassar. Ricardo poderá estar chegando.

Nós apostamos alto.

- Deus salve o príncipe John. - Deus salve o Rei John.

- Padre David? - Sim, minha filha.

- Irá ver os condenados antes...? - Vou agora mesmo.

Leva-Ihe esta lima?

Minha filha! O que está dizendo? Que eu ajude os bandidos a escapar?

Eu já os ouvi. Conspiram contra o rei.

- O castelo será para o príncipe. - A política não me interessa.

- Faça-o para o bem estar geral. - Não posso.

É o único que tem acesso.

Por isso serei o primeiro que eles vão interrogar.

- Padre David! - Não quero saber de nada.

Carcereiro! Vem até à porta, ratazanas medricas!

Amaldiçoo-te, ladrão arrotador!

- Alguém conseguiu escapar daqui? - Não, e ninguém o irá conseguir.

Gosta de apostar?

Se for o padre David, deixem-no passar. Se for outro, avisem-me.

Padre David.

Obrigado, padre!

Não vamos desanimar na última noite! Cantemos algo alegre!

A malta do Robin vivia feliz.

Cantavam, bailavam, comiam perdiz.

Lutavam em Sherwood, todos pela justiça.

Procuravam ansiosamente salvar o seu rei.

Isso irá animar o padre David.

Amanhã tenho certeza que não cantam.

Se conseguissem escapar, o sir Guy iria me enforcar.

Lady Alice não iria permitir que te culpem, mesmo que fosse chicoteada,

o que é mais provável.

Sir Guy não irá perguntar quem tinha sido.

Está antecipando acontecimentos. Espere que eles escapem.

Tampem as pernas.

A malta de Robin vivia feliz.

Cantavam, bailavam, comiam perdiz.

Lutavam em Sherwood todos pela justiça.

Procuravam ansiosamente salvar o seu rei.

E cantamos...

por essa vida silvestre.

A malta de Robin vivia feliz.

Cantavam, bailavam, comiam perdiz.

- Então? - Funcionou!

Em breve libertarão-se das correntes. Como vão sair da cela, não sei.

Obrigado por me emprestar o hábito.

Quando o sir Guy souber...

Não tema. A única culpada sou eu.

E se está preocupado em não ter cumprido o teu trabalho, fará amanhã.

Se continuarem aqui, que eu espero não ser o caso.

- Posso retirar-me? - Mas é claro.

Se quer o meu conselho, deite-se e não pense mais no Robin Hood.

Vou procurá-lo. Boa noite.

Elvira!

- Não sentia tanta emoção...! - Desde que Brian partiu para França?

Não me referia a isso.

Não é emocionante?

A malta de Robin vivia feliz.

Cantavam, bailavam, comiam perdiz.

Parecia que era isso que estavam cantando, mas não podia crer.

Posso perguntar onde ouviram isso?

Os bandidos dissimulavam assim o ruído.

- Por quê? - Falaram de um ermitão?

Parece que não.

Nesse caso não importa.

Um ermitão, digo, A malta de Robin vivia feliz.

E cantamos...

por essa vida silvestre.

Havia um ermitão alegre que se alimentava de raízes.

Estou cansado de cantar!

Não quería estar alegre na noite antes de morrer?

Mudei de opinião, e também sobre morrer!

Carcereiro!

Carcereiro!

O que quer?

- Gostaria de ter uma fortuna? - O quê?

Escondi um tesouro no bosque.

Tenho certeza que sim.

- E é teu se nos deixar escapar. - Para que sir Guy me esfole vivo?

Já vamos estar a umas 30 milhas quando derem pela nossa falta.

E assim que tiver o meu tesouro, irá rir dele e de toda a nobreza.

É uma armadilha.

- Quando estiverem livres. - Sim, também sei montar armadilhas.

Como é que o teu bando vai me deixar ir buscar o tesouro?

O meu bando não sabe onde é que ele está.

- Mas digo a você... - Maldito seja!

Vai dizer-Ihe o que não revela aos teus homens?

Quer salvar a pele? Então?

Vai dizer-me primeiro onde está o tesouro?

- Sim, se prometer nos soltar. - Claro.

Amber será minha testemunha.

Entra e eu te digo.

Porque devo entrar?

Prefere que Tuck diga algo e que te impeçam de o buscar?

Não, parece-me lógico.

Vem, eu vou te contar.

Cuidado!

Vem alguém aí.

- Pode passar por aqui? - Nem que eu quisesse.

- Você, sim. - Os dois ou ninguém.

Vale mais um livre do que os dois presos.

- Não posso! - Volta! Dá a chave!

- Tiro daqui antes de amanhecer. - Tenta não demorar.

- Uma noite fria. - Está livre! E Robin Hood?

- E os carcereiros? - Estão na prisão.

Perdeu a chave mas podem derrrubar a porta.

E Robin Hood?

Se não cruzar com ele nas escadas, não sei.

- Aqui está a resposta. - Atrás dele!

Você, não, preciso de ti.

Hubert, leva todos e procure nos bosques.

Se esse homem continuar livre de manhã, terá companhia na fôrca.

Leva-o e não perca de vista!

Confie em mim, senhor. Vamos!

- Walter, gosta do jogo? - Jogo?

Vamos.

Frade, o guarda irá acompanhar-te nas tuas últimas horas.

Amigos, temos companhia!

Boa noite, filhos.

Uma companhia audaz, já que é um bandido.

Vai acelerar o teu caminho para o céu?

Quis serenar a alma. Posso sentar-me só?

Que seja longe da porta.

Junto à janela está bem. Obrigado.

Obrigado, filho.

Ouve-me?

Ensina aos guardas o jogo que nos ensinou em Greenwood.

Em uma hora darei um aviso de alerta.

Se jogar bem, não vão ter reação.

E então escapa.

Que Deus te acompanhe.

- O que tem aí, frade? - Isto?

É um presente que um amigo me deu antes de o enforcarem.

Umas imagens da cavalaria e dos brasões.

Um rombo, seis trevos, um cavaleiro...

- E a rainha da beleza. - Por Deus, é incrível!

Três trevos, o escudo do meu ex-patrão, Campoivoir.

Há um rei nesta coleção!

Para que serve tudo isto?

Na realidade, é um jogo bastante divertido.

Se algum destes valentes quiser apostar...

Desde quando é que temos dinheiro para isto?

Não, eu também não tenho.

Em Greenwood nós jogávamos as roupas.

É fácil, uma brincadeira de criança.

Só temos que memorizar nove mãos.

Um par, dois pares, trios...

Vão aprender depressa.

Deveria ir dormir, minha senhora.

Como é que posso dormir com tanto barulho?

Se estão à procura nos bosques é porque eles escaparam.

Posso ir descobrir.

Sir Guy irá perguntar como é que eles escaparam.

Sentemos enquanto ainda podemos fazer.

Espero que consigam esconder.

Uma citação ajuizada, temo eu.

- Posso entrar? - Robin!

Vim agradecer-Ihe a minha divida com você. A janela!

- O que faz aqui? - O Tuck continua prisioneiro.

E ainda não acabei a minha missão aqui.

Devem ajudar-me. Há alguém em quem confie?

Para levar uma mensagem aos meus homens.

E não quero nenhum idiota.

- Qual é a mensagem? - Ainda não sei.

Preciso de mais informações.

- Onde dorme o Hubert? - No fim do corredor.

- Não é seguro! - Nada é.

A vida do rei está em jogo.

Quando voltar terá o teu mensageiro.

Brian de Esdale...

Não pode ter sido o padre David, mas foi o único que os visitou.

- Hubert! - Lamento.

Não necessito dos teus serviços. Vai dormir.

Guarda!

- Senhor? - Traz o padre David.

Sim, senhor.

Um grito e acaba no céu.

Quero informações. O que vai acontecer ao rei?

- Soltar irá recebê-lo! - Onde e quando?

- Ao meio-dia, em Hough Beach. - E depois?

- Vai impedi-lo de desembarcar. - Vão matá-lo como a um cão.

- Miserável! - A ideia não foi minha!

- Quantos homens? - 40.

- Se estiver mentindo... - Juro, pela minha vida!

Que grande juramento!

Dá a volta!

- Vamos ver o que tem. - Quatro cavalos. Frade, o teu hábito.

Quatro ases. Walter, as tuas calças.

O teu mensageiro.

Isto não é serviço para uma mulher.

Só confio em mim. Escreve a mensagem.

- Não... - Escreve-a.

Capturaram duas mulheres?

Sou só um homenzinho! Essa amazona tem muita força!

- Retíra-te. - Obrigado.

- Guarda! - Sim, senhor.

Traga a lady Alice e a sua donzela.

Não seja amável e nem Ihes dê tempo para se vestirem.

Agora mesmo.

- Poderá sair? - Pela porta.

O acampamento está numa clareira do bosque.

Pergunta pelo Little John.

Uma ordem do sir Guy!

Desperta a tua senhora, criada!

A minha senhora vai indo ao bosque!

Bem, levanta-o.

Tem a cabeça muito dura,

por isso batam-Ihe a cada 50 segundos.

E esquece o sir Guy, estará ocupado.

- Está pronta? - Sim.

Robin, se tiver êxito nesta missão, fará algo por mim?

O que quiser.

Canta-me a parte do ermitão.

Seria melhor que faça o Brian de Esdale.

Boa sorte.

Se Robin Hood estiver por aqui, eu sou o rei de Escócia.

Eu acho que ele já está muito longe.

E não vai poder ajudar o frade. Vou informar-me.

Como se os bandidos crescessem nas árvores...

Vamos.

Venha cá, amigo! Vamos!

O quê? Mas é a lady Alice!

Solta-me ou o sir Guy irá perceber tudo.

Ele ficará surpreendido por saber disto.

Não deveria andar por aqui.

E se vier com o Robin Hood?

Nada me surpreenderia, menos numa dama.

- Que sir Guy o julgue. - Se for um erro, vamos pagá-lo.

Deixem-me e paz!

- Little John? Little John? - Chamou-me?

- É o Little John? - Sim, minha senhora.

Em má hora me deram esse nome.

Sim.

Uma mensagem de Robin Hood.

- Onde fica Hough Beach? - Em Wash, a meio dia de caminho.

Temos que chegar lá antes dele desembarcar.

Diz que eles nos alcançarão.

- Tuck conseguiu fugir? - Não, mas Robin tem um plano.

- A sua ajuda foi muito valiosa. - Assim o espero.

Hubert? Onde é que se meteu?

Hubert?

O quê? Por Deus!

Dá o alerta, por todos os santos!

Dá a minha roupa!

Levanta, rapaz! Não ouve o alerta?

O castelo está em perigo, e você dormindo como um bebê!

Walter.

O que está acontecendo? E o frade?

Estava aqui há um momento!

E o Robin Hood também, mas não estão mais.

Isto não fica assim. Antes vamos prender esses bandidos.

Se os quiser mesmo, podemos surpreendê-los...

com todo o bando incluído.

- Onde? - Em Hough Beach.

Ele dirige-se para lá para impedir Soltar de assassinar o Rei.

Hough Beach? Mas o Rei desembarca em Fosdyke.

Disse Hough Beach e ele acreditou em você?

Eu minto de forma convincente.

- Não vale a pena procurá-los. - Tem razão.

- Guarda! - Sim, senhor?

- Diz aos homens que vamos partir! - Sim, senhor

- Estão todos? - Em alguns minutos.

Hal, traga as máscaras!

Milady.

- Correu tudo bem. - O que está acontecendo no pátio?

- Perdão, a minha espada está aqui? - Sim.

Porque está vestido assim?

Este disfarce fica-me bem?

- Toma a tua espada. - Obrigado, senhora.

Porque se vestem assim?

Para quando matarmos o rei,

todos pensem que isso tenha sido feito pelo Robin Hood.

Vamos deixar escapar um companheiro do Rei...

Ele não desembarca em Hough Beach?

Isso foi uma mentira que o Hubert contou.

Não, o rei desembarcará em Fosdyke.

- Guarda, vamos depressa! - Vou já, senhor.

Ao seu serviço, minha senhora.

Quando eles tiverem saído, prepara o meu cavalo.

Tenho que avisar o Robin! Rápido!

Vamos chegar a tempo, Robin?

Sim, já andamos metade do caminho em meio-dia.

Eu dava uma moeda de ouro...

para ver a cara de sir Guy...

quando ele ver os guardas!

Está tudo pronto, senhor!

Em marcha para o bosque de Marley!

Como vamos reconhecer o barco?

Pela bandeira, os três leões da Inglaterra.

Não devem demorar.

O nosso soberano de regresso entre os seus leais súditos.

- Aqui, Guy? - Sim, isto dará uma boa cobertura.

Walter!

Coloque teus homens em bons lugares e que ponham as máscaras.

- Eles sabem o que fazer? - Sim, senhor.

Um dos companheiros deve escapar para revelar o culpado do ataque.

E se nenhum companheiro do rei quiser escapar?

Então deverão ferir um e eu chegarei a tempo para ouvir.

Aconteça o que acontecer, Richard deve morrer.

Nigel!

O seu súbdito mais leal de sua majestade.

Levanta. Alegro-me de ver um rosto amigo.

Conhece sir Henry e Brian de Esdale?

- Onde está Moraine? - Ele implora-Ihe o seu perdão.

Está doente. Ele irá recebê-lo no seu castelo.

E eu estou ansioso por chegar. Trouxe os cavalos?

- Os que vossa majestade desejar. - Então vamos montar.

E deixa-me ver de novo a minha amada Inglaterra.

Robin! Um cavaleiro!

Homens, esconder!

Lady Alice!

Graças a Deus encontrei-te. Algo horrível...

Hubert mentiu! O rei está desembarcando em Fosdyke.

Sir Guy vai preparar uma emboscada em Marley.

Em Marley? Nunca chegaremos a tempo!

Está a uma hora de Fosdyke, mas daqui são três horas.

- Nós devemos conseguir. - Impossível. Eles são 20 homens.

Temos que tentar.

Ouviram como fomos enganados. Para o bosque de Marley!

Lady Alice, fique aqui e descanse o cavalo e volte ao castelo.

Nós vamos pôr-nos a caminho. Que DBeus salve o Rei!

Este não é o melhor caminho para o castelo de Moraine.

Não a mais curta, mas a mais segura.

Os bandidos proliferaram no seu reino durante sua ausência.

Os de Robin Hood converteram Sherwood numa armadilha mortal...

para os viajantes.

- Isso é verdade? - Sim.

É melhor desviarmos para os evitar

até termos homens suficientes para dar-Ihe o que merecem.

Sim, isso deve ser prudente. Que caminho é este?

Aquilo ali chama-se...

o bosque de Marley.

Muito bem, o resto de vós para aquele lado.

- Prontos? - Prontos.

Escondam-se melhor.

- Tudo pronto. - Devem estar chegando.

- Pergunta se os vêem. - Sim, senhor.

- Há algum sinal deles? - Ainda não.

Mantem-se alerta.

Olhem! Dois cavaleiros ali à frente.

Sim, vejo os seus elmos ao sol.

- São Soltar e o Rei. - Muito bem.

Eu estou bem. Vamos nos esconder.

Ao ataque!

Rápido, em frente!

Sir Guy morreu. Nós perdemos.

Salve-se quem puder!

Quem eram aqueles bravos, Brian?

Os bandidos de que nos tinham prevenido.

Conheci o Robin Hood no casamento de Alan-a-Dale.

Os de trás pareciam o frade Tuck e o Little John.

Com eles ao meu lado, já teria fugido da Alemanha há anos.

Espero poder conhecê-los.

E isso é tudo, majestade.

Imploramos-Ihe o perdão pelos nossos delitos.

Mas é claro que o terão.

E também a minha gratidão por me terem salvo a vida.

Levantem-se, estão perdoados.

A lady Alice, devemos-Ihe o nosso mais sincero agradecimento.

- Brian? - Majestade?

O castelo Belton fica confiscado.

Preciso de alguém lá. Queria que você ocupasse ele

mas se tem algo melhor para fazer...

Está comprometido.

Nesse caso aceleramos as coisas

e vai encarregar-se de ambas as coisas.

- Robin! - Majestade?

A única coisa que não compreendo...

é como um só frade pode desarmar doze homens...

e deixá-los quase pelados.

Seria um prazer demonstrá-lo a você

e a qualquer outro cavalheiro que deseje fazer uma aposta...

Moraine, ouvi dizer que apesar da proibição de caça,

uns "criminosos" continuam matando cervos nos bosques reais.

Temo que sim, majestade.

Então, Robin, poderias brindar-nos com um banquete real.

Mãos à obra, rapazes!

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