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A PARTIR DE HOJE, SOU HUMANA
ESQUADRA DA POLÍCIA DE SANGSEO, SEUL
Bolas!
Sr. Kang, pode sair.
Estás sempre a superar-te.
És cá uma peça, não és?
Olha lá, Si-yeol.
O quê?
Estás assim por ter dito para deixares o futebol?
Não, não é isso.
Céus! Não bates mesmo bem.
Pedir-me desculpa é assim tão difícil?
Tens um feitio mesmo tramado.
A sério!
Pronto.
Ganhaste.
Podes voltar aos treinos amanhã. Mas com uma condição.
É melhor que atines com essa cabeça!
Ouve.
Temos de ganhar o campeonato e subir à terceira divisão.
Estás louco?
Esperas que jogue na quarta divisão?
Estás bom da cabeça?
Não posso viver assim.
Não. Não viverei assim, raios!
A sério…
A sério, o que raio se passa com ele?
- Estou, Woo-seok? - Si-yeol.
Onde estás? Também estás em Londres?
Na verdade, Woo-seok…
- A questão é… - Não, espera. Vamos encontrar-nos.
Para falarmos pessoalmente.
Acho… que me tornei jogador da Premier League.
A questão é essa, Woo-seok…
É tudo graças a ti, Si-yeol.
Olha, Woo-seok…
A questão é que,
os nossos destinos foram trocados.
Como assim, "trocados"?
Tornaste-te jogador da Premier League no meu lugar.
E eu estou a jogar na quarta divisão no teu lugar.
Woo-seok?
Que fazemos agora?
Que acontece agora?
Eu perguntei.
Ela diz que tens de pedir um desejo
para que volte a trocar os nossos destinos.
Um desejo?
Tenho de pedir um desejo?
Sim, porque eu já não tenho dinheiro para poder pagar um.
Estou a ver.
Consegues ver nos teus bolsos ou na tua mala?
O cartão dos desejos dela estará por aí.
Woo-seok, vem aqui por um minuto.
É só um segundo.
Si-yeol, espera. Já te volto a ligar.
Woo-seok? Estou?
Woo-seok, espera…
Woo-seok, fazes ideia de como as coisas estão loucas agora?
Há vários clubes a disputar a tua contratação,
e os jornalistas não param de ligar. Ter um filho como tu é tão cansativo.
É hoje que decidimos para que equipa vais.
E, quando receberes o prémio de assinatura,
posso comprar…
… um carro novo?
- Pai… - Pronto.
Sei que já temos bastantes carros, mas…
Pai…
Estás feliz, certo?
O quê?
Claro que estou.
Graças a ti, tenho uma bela vida.
Claro que estou feliz.
Queria mesmo comprar aquele carro.
Estou? Olá, Woo-seok. Encontraste o cartão dos desejos?
A questão é que…
O quê? Não está aí?
Não, não é isso.
Então, o que é?
Temos mesmo de trocar já?
O que… queres dizer?
Só um mês. Trocamos daqui a um mês.
Prometo que voltamos a trocar aí.
- Olha! - Se vamos mesmo trocar,
importa quando o fazemos?
Claro que importa.
Dá-me só mais algum tempo.
Olha, Woo-seok…
Não podes fazer isto. Por favor.
- Desculpa. - Woo-seok!
Hyeon Woo-seok! Por favor!
Estou lixado!
Estou mesmo lixado!
Raios!
Raios!
PASSAPORTE KANG SI-YEOL
- Tenham um bom dia. - Obrigada.
Um bilhete para Londres, o mais cedo possível.
- De ida e volta? - Não, só de ida.
Desculpe, senhor.
Parece que o seu passaporte já não é válido.
Como?
O que faço agora?
Tenho de ir já para Londres.
E eu que pensava que a vossa amizade era especial.
Parece que não.
Tu!
Aprendeste a lição?
Eu não gosto muito de humanos burros.
Que lição, exatamente?
Eu é que preciso de aprender?
Parece que ainda não.
Espera!
Eu não posso mesmo viver assim.
Dá-me a minha vida de volta!
Por favor.
Não devias ter sido tão arrogante.
Bem. Deve ser suficiente. Acho que já te domei o suficiente.
Terminamos por aqui?
Quando acordares amanhã, estará tudo normal.
- A sério? - Sim.
Se voltares a pedir um desejo,
lembra-te sempre do que aconteceu hoje.
Para não voltares a cometer esse erro comigo.
E, a partir de agora, não confies tão depressa nas pessoas.
Considera-o uma lição gratuita minha.
Caramba…
A sério!
Nunca mais voltarei a pedir um desejo.
Nem mesmo se a minha vida depender disso.
Nunca mais, raios!
Desculpa.
Como?
Que foi isto?
Para onde?
Desculpe. Achei que era um táxi.
Tens razão. É um táxi.
Mas…
LIVRE
Senhor…
Levá-lo-ei exatamente para onde precisa de ir.
EPISÓDIO 4 O CUSTO DAS BOAS AÇÕES
Quem são vocês?
Porque mudou o tempo de repente?
Algo não está bem.
Fica quieto.
Quem raio são vocês?
Que estão a fazer?
Não está aqui.
Isso é impossível. Volta a ver.
Procura tu, então. Não está aqui.
Têm a pessoa errada.
Já não tenho um tusto.
Não chamarei a polícia. Deixem-me ir.
Cala-te!
Não tem nenhum cartão nem nada parecido.
Tens a certeza que é o tipo certo?
Vou direito ao assunto.
Procuramos algo.
Passa-o para cá e nada te acontece.
Não tens o cartão dos desejos?
Um cartão?
Isso mesmo. Tenho assuntos a tratar com aquela raposa.
Inacreditável!
Fizeram tudo isto só por isso?
Raptar e amarrar um inocente?
Pronto, eu dou.
Mas soltem-me primeiro.
Eu chamo-a para vocês.
- Achas que é uma brincadeira? - Calma!
Que acabaste de dizer?
Nem sequer tens o cartão. Como a vais chamar?
Pai, queres ir ver relógios?
Não, estou bem. Vamos comprar algo para ti.
Já me compraste tanta coisa.
Quem sabe quando teremos outro dia assim? Quero mesmo comprar-te um.
Haverá outras oportunidades.
Mas será que ainda têm aquela edição limitada?
- Vamos ver. - Sim?
Espera.
SI-YEOL
Quem é? Porque não atendeste?
Não é nada. Não preciso de atender.
Despachemo-nos para podermos ver uns carros.
A sério?
Pode esperar até as negociações…
Disseste que querias um. Porquê esperar? Vamos comprá-lo já.
Está bem, então. Vamos lá.
Porque não atende ele?
Esperem. Eu consigo chamá-la de certeza, sim?
Já agora, não sei que desejo estão a tentar pedir,
mas talvez devessem pensar melhor nisso.
Graças àquela raposa maluca…
Enfim, os desejos não funcionam como estamos à espera.
Eu sei.
Não vou pedir um desejo.
Então, porque querem a raposa de nove caudas?
Vamos matá-la.
Vão matá-la?
Não é por um desejo?
Então!
Estou?
Olá, Woo-seok.
Estou um bocado ocupado, daí não ter atendido a tua chamada.
Certo…
Si-yeol… suplico-te, por favor…
Só preciso de um mês.
É tudo o que peço.
Vamos matá-la.
Si-yeol?
Olha, Woo-seok…
Depois, ligo-te de volta.
Que estás a fazer?
Isto não vai resultar.
Olhem, também não gosto daquela raposa de nove caudas.
Mas também não precisam de a matar.
Muito bem.
Se é assim, não temos escolha.
Temos de encontrar outra forma.
Que se passa?
Vou perder uma grande parte do meu poder espiritual de novo.
Não percebi o que me estava a acontecer. Devia ter adivinhado que eras tu.
Espera lá.
Que é isto?
Olha para ti, a rastejar até cá, sem saber que vais morrer.
Reconheço essa cara.
E tu és aquele xamã!
O teu nome…
… era Jang Do-cheol?
És mesmo uma criatura malvada.
Como sabias o meu nome?
Credo!
Vocês… prenderam-me aqui?
Passei anos a estudar isto.
Não poderás fazer nada aí dentro.
Mesmo sendo uma raposa de nove caudas secular.
Um humano atrás da pérola da raposa…
Já houve outros como tu.
Já pensaste no que lhes aconteceu?
Consta
que esta adaga consegue trespassar qualquer coisa.
Humanos, fantasmas,
e até o destino traçado pelo Céu.
Que desilusão.
Achava que uma raposa de nove caudas secular seria diferente.
Já se vai embora?
Chegou o momento. Tenho de ir.
A sua longa vigília acabou finalmente?
O quê?
Então? Já não sou uma desilusão, pois não?
Isto dói mesmo.
Dói tanto!
Então, já queres saber?
O que aconteceu a quem ousou caçar a minha pérola?
Como conseguiste…
Andaste a investigar o meu passado, e eu investiguei o teu.
Jang Do-cheol, 54 anos.
E?
E foi gestor de fundos de grande sucesso.
Escolheu bem a profissão.
Com os seus poderes, previa a bolsa na perfeição.
E terá achado que era o talento dele.
Algo mais?
Há dez anos, deixou um emprego estável
e, desde então, anda por aí, sem ter um lar.
A sua última morada conhecida está aqui.
IDENTIFICAÇÃO: JANG DO-CHEOL YANGHEUNG-GUN, GANGWON-DO
Vim ver se conseguia descobrir alguma coisa,
mas parece que vai demorar.
Se têm algo a dizer, força.
Estou a ouvir.
O que me vais fazer?
Não sei bem.
Nada, na verdade.
- O quê? - Não viverás muito mais.
Mas já sabes isso.
Estás destinado a uma morte particularmente miserável.
Para quê dar-me ao trabalho de sujar as mãos?
E, quanto a ti…
Tratarei de ti em breve
já que é óbvio que não aprendeste a lição.
Não!
Isto nem sequer foi ideia minha!
Ele obrigou-me a fazer tudo isto.
Uma vez, ouvi alguém dizer…
Raios!
O que foi agora?
Tu…
"A rede do Céu é vasta e abrangente,
mas nada lhe escapa."
Que piada. As divindades não querem saber dos humanos.
Não há nenhum mundo onde culpados sejam punidos com justiça.
Por isso, só tenho de as enganar o suficiente para me safar também.
Levanta-te, Kang Si-yeol.
Será muito inconveniente para mim que morras desta forma.
Se queres morrer, morre amanhã. Já não será problema meu.
Se morreres com o destino trocado,
o pessoal lá de cima vai descobrir o que ando a fazer, o que seria…
… muito chato para mim.
Olha…
Estás bem? O que aconteceu aos outros?
Porquê? Queres vingar-te?
Tu…
… mataste-os?
O quê?
Já te deves ter esquecido.
Não mato humanos.
Pois é.
Mas vou visitá-los em breve e tornar a vida deles um inferno.
Enfim…
Desculpa.
O quê?
Sinto que foste arrastado para isto por minha culpa.
Vais ficar aí? Levanta-te. Eu levo-te a casa.
Pronto, está bem.
Eu disse-te
que isto ia acontecer,
Geum-ho.
Não me chamaste uma única vez.
Nem quando o teu filho adoeceu, nem depois de morrerem.
Nem com a tua família destruída,
nem quando o teu marido morreu nem quando passaste fome.
Enquanto vivias essa vida miserável,
porque nunca me pediste um desejo?
Nunca me deixaste ajudar-te.
Sinto o cheiro da terra em si, menina.
Cheira ao sítio
onde outrora vivi, há muito tempo.
Disse-te que serias infeliz.
Sabias que te esquecerias de tudo no fim
e que morrerias como uma velha solitária e mirrada.
Porque escolheste suportar tudo isso?
Meu Deus…
Sois deveras formosa.
Valha-me Deus, como sois formosa!
Vim para me despedir.
Porque vais morrer hoje.
Havia algo que eu precisava de dizer.
Nunca me tornarei humana.
Não amarei um humano como tu amaste.
Não viverei na miséria nem morrerei desesperada.
Nunca
viverei como tu.
Meu Deus! Minha senhora!
Minha senhora!
- Céus! - Meu Deus!
- Meu Deus! - Céus!
Minha senhora!
Ali está ela.
Santo Deus! Esta velha senil vem sempre parar aqui.
Já nem sabe voltar a casa.
Como encontra sempre este lugar?
O sol está a pôr-se. Venha.
Minha senhora…
Não…
Não. Minha senhora!
Meu Deus…
Minha senhora…
Não.
Não. Minha senhora! Coitada!
Espera,
estás a chorar?
Onde estou?
Trouxe-te aqui.
- Sentes-te melhor? - A luz é tão brilhante.
Que se passa?
O que se passa comigo?
O que acabou de acontecer?
Como é isto possível?
- O que fiz para merecer… - O que se passa?
Sim, tu.
É por causa de ti.
Isto é tudo culpa tua!
E porque é que é culpa minha?
Sabes o que passei por tua causa?
Essa não é a questão!
- Então qual é? - Eu…
… tornei-me humana.
O quê?
Tornei-me humana por tua causa!
PENSÃO
Aonde vais?
Deve ir cada um para seu lado agora.
Então, e eu?
Que vou fazer agora?
Muda de sítio todos os dias.
O quê?
Não fiques muito tempo no mesmo sítio.
Ser-lhe-á mais difícil encontrar a tua energia.
Espera!
Ficamos assim?
E se a raposa me encontrar aqui?
Talvez para ti morrer não seja um problema, mas e eu?
Isso não é problema meu.
Tem calma.
Explica para que eu entenda.
Tornei-me humana. Que mais há para explicar?
Mas isso é assim tão importante?
- O quê? - Segundo as lendas,
raposas de nove caudas comem fígados humanos para se tornarem um.
Perdeste a cabeça?
No meu lugar, escolherias mesmo perder os poderes, envelhecer, adoecer
e morrer antes de fazeres 100 anos?
- Achas que comeria um fígado por isso? - Pronto.
Eu percebo.
Então como é que isto aconteceu?
Não te tornarias humana do nada.
Foi…
… por te ter salvado a vida.
Estavas a morrer, e eu, a perder poder.
Assim, salvei-te para evitar isso.
Mas como podem considerar isso uma boa ação?
Faz algum sentido?
Fazem ideia das coisas horríveis que fiz? Tudo porque salvei uma vida miserável?
Bem, concordo. Ainda não estás apta para ser humana.
Deve ter havido um erro.
És da mesma opinião, certo?
Enfim, como te tornaste humana contra a tua vontade,
sinto mesmo pena de ti.
Mas há uma coisa que te tenho querido perguntar.
O quê?
Quando é que eu vou voltar à minha vida normal?
Como?
Foi o que disseste ontem à noite.
Tudo voltaria ao normal de manhã.
E já é de manhã.
Na verdade, já passa. Já é hora do almoço.
Quando trocaremos?
Tens estado a ouvir-me?
Agora, sou humana.
E?
Se sou humana, então, como devo fazer para que as coisas voltem a ser como eram?
Espera. O que estás a dizer?
Não acredito!
Estás a brincar, certo?
Parece-te que estou?
Isto não é uma piada. Isto é o Inferno!
Não. Isto não pode estar a acontecer. Por favor, não me faças isto!
Então, tenho de continuar a viver assim?
Sim, por enquanto.
"Por enquanto?" Por quanto tempo?
Umas semanas?
Bem…
Uns meses?
Diz alguma coisa!
O que vais fazer? Não posso continuar a viver assim!
Achas que quero viver assim?
Então, faz algo! O que for!
- Tem de haver uma solução, não? - Precisas de perguntar?
Se não houver, eu arranjo uma.
Que lentidão! Disse que estava com pressa.
Desculpe.
Lamento imenso.
Tens cá um feitio, credo!
Que fazemos nós aqui?
Tenho coisas a dizer e a perguntar.
Algo correu mesmo mal.
Tu aí, podes sair por um momento?
Tenho assuntos a tratar aqui.
- Então… - O que foi?
Ele… já não está aqui.
O quê?
Partiu ontem à noite.
Aquele maldito velho louco!
Já que fez uma viagem longa, porque não toma um chá?
Para onde foi ele?
Não lhe saberia dizer.
Como poderia um mero monge sondar a vontade divina?
Preciso de respostas para uma coisa.
Agradecia que me dissesses para onde ele foi.
Ele não disse.
Mas disse-me para lhe dar isto.
Como vai passar a viver no mundo humano,
disse que iria mesmo precisar disso.
O que é isto?
O seu nome é Ok-sun. "Ok" significa "jade", e "Sun", "puro".
O Senhor Pagun escolheu um nome assim para si
na esperança de que a ajude a controlar o seu temperamento.
CARTÃO DE RESIDÊNCIA
Como correu?
Há uma solução?
Então? Diz alguma coisa.
Como correu?
ARMAZÉM
O que vais fazer?
Olha!
Traz isso e anda.
São para quê?
O que vais fazer?
O que é…
Céus, que cheiro! Estás louca?
Olha!
Vou reduzir isto a cinzas!
Credo!
Larga-me!
Desculpe, o que se passa?
Larga-me!
Vou reduzir este sítio a cinzas!
Vou reduzir este sítio a cinzas!
- Que estão a fazer? - Larga-me!
- Porque estão a fazer isto? - Põe-me no chão!
POLÍCIA DE CONFIANÇA, AO SERVIÇO DAS PESSOAS
O monge superior falou em tua defesa.
Poderás sair amanhã de manhã.
Amanhã de manhã?
Estás a brincar? Manda-os libertar-me já.
Estás aqui por tentativa de fogo posto.
Devias ficar grata por saíres amanhã.
Não podemos simplesmente suborná-los?
Onde arranjo o dinheiro? Estou falido por tua culpa.
Tanto faz! Isto é patético.
Santo Deus!
Vai buscar aquelas mantas antes de chegarem os bêbados.
Já agora, a adaga com cabo de madeira?
- O quê? - Onde está a minha adaga?
Não estava lá quando acordei.
Não me digas.
Não a trouxeste ontem?
Havia uma adaga?
Aquela…
Eu não estava em mim ontem.
Deixaste-a lá?
Sim. Era importante?
Vai já buscá-la!
Já?
Queres que volte lá?
Porquê? Queres esperar até ao próximo ano?
Não é isso.
Depois de tudo o que aconteceu ontem, não posso voltar lá a estas horas.
Esperemos até amanhã, para irmos juntos, sim?
É a única Adaga do Ritual Sajin que existe no mundo.
Sajin… O quê?
É uma adaga sagrada que pode cortar e desafiar o destino.
Se queremos voltar ao que éramos…
… talvez precisemos dela.
Credo!
É aqui?
Sim.
O NASDAQ vai abrir. Aonde vamos a esta hora?
Credo!
Que sítio é este?
Onde estamos? Estamos à procura do quê?
Há muitas coisas estranhas lá dentro,
não fiquem chocados.
Coisas estranhas como o quê?
Espera.
Si-yeol!
Caramba.
Credo!
Espera, porque é que…
Porquê? O que é suposto estar aqui?
O quê?
- Nada, Beom. - O quê?
A sério.
É só um estaleiro de obras.
Dizes que há algo aqui? É óbvio que não está.
Estás bem, Si-yeol?
Sim.
ZONA DE RADIAÇÃO
É uma grande honra ter-te na nossa equipa.
Olhe, amigo.
As melhores equipas
do mundo inteiro fizeram ofertas.
Mas o meu menino escolheu esta.
Está contente?
Para, pai.
Eu sei. Não se vão arrepender.
A partir de agora, este será o teu estádio.
Bem-vindo ao Londinium FC.
ESQUADRA DA POLÍCIA DE SANGSEO, SEUL
Sra. Kim Ok-sun, pode sair.
Sra. Kim Ok-sun…
Disse que já podia sair.
Disse-te ontem.
Não me chamo Kim Ok-sun.
Então, vai ficar aí?
Vou sair.
Mas não sou a Kim Ok-sun.
Olha!
- Posso ajudar? - Liga ao Kang Si-yeol por mim.
- A quem? - Acabaram de me libertar daqui,
mas o Si-yeol não está. Manda-o vir depressa.
Não é sítio para brincadeiras. Vá-se embora.
Olá!
Kang Si-yeol?
Pensei que me tinhas abandonado.
Que dizes? Porque faria isso?
Nunca precisei tanto de ti.
A sério?
Entra. Vamos à Montanha Seoraksan. Depressa, antes que feche. Entra.
Põe o cinto.
- Despacha-te. Vamos. - Está bem.
Pronto. Vamos lá.
Vamos!
Porquê a Montanha Seoraksan de repente? Achas que temos tempo?
Encontrei uma coisa.
Certo. A adaga com cabo de madeira?
Não. Quando cheguei lá, já não havia nada lá.
A adaga e as cenas do xamã tinham desaparecido.
O quê?
Então, o que raio encontraste?
Outra
- raposa de nove caudas. - O quê?
Quanto tempo temos de ficar?
Não há nada aqui.
CASAL SALVO POR RAPOSA DE NOVE CAUDAS COMEÇA NOVA VIDA
Que autêntico disparate.
Não há outra raposa de nove caudas nesta terra além de mim.
- Como podes ter a certeza? - Tenho.
Se houvesse outro ser como eu, sentiríamos a energia do outro.
- Mesmo à distância. - Então, e aquelas pessoas?
Estão a dizer disparates. Os humanos são sempre assim.
Ou alucinaram ou queriam atenção.
Não foi o que pareceu.
Como podes saber?
Porque as conheci.
Céus, achei mesmo que ia morrer naquele dia!
Eram duas ou três da tarde quando entrámos no Cume dos Dinossauros.
Por volta dessa hora.
Mas, como foi no inverno, o sol pôs-se muito depressa.
Estava um gelo,
e tínhamos caminhado o dia todo, estávamos exaustos.
Não víamos nada à nossa frente.
E ela, de repente, disse que estava com sono.
Era devido à hipotermia.
Quando isso acontece nas montanhas, estamos mal.
Obriguei-a a manter-se acordada, enquanto a arrastava comigo
quando, de repente, ela apareceu.
Era uma jovem muito bonita.
Ela apareceu de repente e perguntou: "Precisam de ajuda?"
Achámos que estávamos a ver coisas.
Perguntámos quem era e se era um fantasma.
Ela disse que era uma raposa a tentar tornar-se humana fazendo boas ações.
Acendeu-nos uma fogueira e ajudou-nos a encontrar o caminho de volta.
Felizmente, sobrevivemos.
Ela disse que era uma raposa? A jovem disse mesmo isso?
Percebo que não acredites em nós.
Mas é verdade.
Na verdade, há outros além de nós.
Mais uns?
Depois de o artigo sair,
várias pessoas contactaram-nos, não só o menino.
Todos tinham sido salvos pela jovem da Montanha Seoraksan.
Já agora, disseste que não havia nada lá.
O quê?
Os objetos do xamã e a adaga não estavam lá.
Ah, isso.
Estava imaculado, como se tivessem ido lá limpar.
Quem conseguiria limpar tudo assim numa noite?
- Talvez os outros tenham regressado. - Não é provável.
Não saberiam que me tornei humana.
Porque arriscariam voltar lá?
Como adivinhariam que és burro ao ponto de deixar lá a adaga?
Pronto!
Vá lá, isso não é importante.
Que achas do que disse antes?
Se encontrarmos a raposa da montanha, ela não pode fazer tudo voltar ao normal?
Não achas estranho?
O quê?
Um estaleiro de obras imaculadamente limpo,
e um artigo sobre uma raposa de nove caudas
deixado lá, como se tivesse sido de propósito.
Já que falas nisso…
Tira-o.
Claro.
CASAL SALVO POR RAPOSA… DOMINGO, 16 DE NOVEMBRO DE 1997
Estás a ver? Eu sabia!
O quê?
Vê a data.
NOVEMBRO DE 1997
Este jornal tem mais de 20 anos.
Não é uma coincidência muito conveniente?
Há alguém a puxar os cordelinhos aqui.
Quem?
Provavelmente, o pessoal lá de cima. É como as divindades tratam os humanos.
Sob o pretexto de coisas como o destino ou as coincidências,
manipulam os humanos como querem.
Então, não há nenhuma raposa de nove caudas na Montanha Seoraksan?
Não te saberia dizer
se há mesmo uma raposa de nove caudas e nos estão a mandar ir lá
ou se há outro motivo para isto.
Vamos.
Preciso de ver por mim mesma aquilo que estão a tramar.
PARQUE NACIONAL SEORAKSAN
É a Park Bi-ryong?
Que maravilha!
Conheces este urso?
O sol vai pôr-se em breve.
E se encontrássemos um sítio para dormir e subíssemos amanhã?
Queremos mesmo perder-nos.
Mas não viemos mal preparados?
Tens um plano, certo?
É só uma noite numa montanha. Porquê tanto alarido?
Esqueceste quem sou? Vivi numa montanha durante séculos.
Segue-me.
Espera por mim.
Estás bem?
Vai. Continua.
Come isto e aguenta-te. Ainda és tão jovem.
Isto ainda vai ficar mais íngreme?
Que corpo humano tão inútil!
Ouve, jovem!
- Leva isto contigo. - Desculpe?
Não, eu estou bem.
Leva isso contigo.
E também…
Toma isto.
Se me der tudo isto…
Não tem problema.
Mas…
O que deu aos humanos hoje?
Dão-nos coisas, olham-nos com lágrimas nos olhos e apertam-nos as mãos.
Parecemos assim tão patéticos?
Desculpem!
Esperem!
Sim? Posso ajudar?
Recebemos um aviso.
Não é isso, repito.
Quem disse que alguém ia morrer?
- Credo! - Têm a certeza?
Se não estivessem a pensar isso,
porque subiriam a montanha a esta hora assim vestidos?
Recebemos vários avisos.
Não sei o que estão a passar, mas são um jovem casal cheio de futuro.
Pensem bem.
Não somos um casal.
E não queremos morrer, por isso deixem-nos ir.
Trouxeram-nos para aqui por nada. Como vamos voltar a subir agora?
Vão voltar a subir?
Claro que vou. Porque teria vindo de tão longe?
Céus, não fazem ideia de quão perigosa é a montanha.
Não podem subir agora. Não conseguem ver nada e está frio.
Até para montanhistas experientes seria difícil sem o equipamento adequado.
RESTAURANTE MULLEBOGO
Céus!
Credo!
Meu Deus!
Não viveste séculos numa montanha?
Fiquei certa de uma coisa.
Preferia morrer
a viver como humana.
Está tudo cozinhado. Podem comer já.
Bom apetite.
- Obrigado. - De nada.
Céus, estás a entornar tudo.
Caminhaste com as pernas, porque te tremem os braços?
Como hei de saber?
Não há uma parte do meu corpo que não doa.
Muito bem.
Toma.
Diz: "Ah!"
É bom?
Dá-me mais. E caldo também. É algo seco.
Toma.
Cuidado, está quente.
Tens bastante apetite.
Queres isto?
Sim, cebolinho também.
- Por favor, voltem. - Obrigado.
Já estás a dormir?
Credo!
Devia estar mesmo cansada.
Caramba, em que raio estou a pensar?
Acorda!
Vá lá, acorda.
O que é isto?
Porque estou, de repente…
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE SON SUK
A PARTIR DE HOJE, SOU HUMANA
Tiveste um sonho estranho ou quê?
Não foi um sonho, mais uma profecia…
Estás sempre a esquecer-te, mas, agora, és humana.
Já sei. Estás a meter-te comigo, estás a namoriscar.
Estás louca?
Vê o relatório do acidente de há nove anos.
Descobre tudo sobre onde ele mora e o que faz.
Não podes fazer isto do nada.
Como podes fazer isto?
Já viste outra raposa de nove caudas?
- Sim. - Estás bem?
Precisam de ajuda?
Geum-ho?
Legendas: Vânia Cristina www.tvsubtitles.net
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