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Eu devia ter mandado o Vasco e o Enes levarem ele pra delegacia.
Então eu tô perto de vir aqui.
Queria me humilhar, Leonor. Queria me humilhar.
Queria me ver de cara no chão. Pois quem ficou com a cara no chão foi ele.
Você vai mesmo na rádio?
Não. Não vou dar esse gostinho a ele, não.
Eu se fosse você ia.
Fazia ele ficar rebaixado na frente de todo mundo.
Mas o que já tá?
Ah, tá aqui na zona boêmia. Mas se você for na rádio, aí que esse povo da
sociedade vai ficar sabendo que ele se arrastou nos seus pés.
Ele sabe, Leonor.
Ele sabe.
É isso que importa.
E vai passar o resto da vida tentando ler na cara dos outros se eles sabem
também. Isso dói mais do que ter certeza.
É que sabe.
É o congênio que eu tenho, viu? Não deixava passar, não. Esclachava logo.
Uma pena, né, Hilda?
Uma pena que outro sapato não veio.
Cartomante deu tanta certeza.
Cartomante.
Fiquei isso aqui, culpando o parco.
Eu não vou jogar fora, não.
Vou deixar aqui.
Assim eu me lembro e não me iludo mais.
E aquela pergunta que você queria fazer pro Juca?
Lembra quando o Roberto foi lá no Rio conversar com ele?
Você fez?
Não.
Fazer pra quê?
Você sabe se o Roberto tá indo montanhar? Não vi, não.
Eu vou lá na portaria ligar pra ele. Ei!
Você vai contar tudo pro Roberto?
Senhor, vamos.
Não perdem de vista.
Recua, recua, recua, recua.
Olha a Bete, a filha do Macedo. É, Bete.
Eu tô perdida.
Bete, minha filha, você aqui a essa hora, sozinha. Que ideia, você não
tem mais aparecido no Minas Tênis. Por quê?
Olha, as missas dançantes estão cada vez melhores.
Pois é, né?
Seu pai, sua mãe, como é que vão?
Estão bem, eles estão na Europa.
Só voltam no fim do mês.
Ah, é?
Olha, precisamos marcar um jantar lá em casa.
Eu vou ligar pra você, pra combinarmos, tá bem?
Onde é que você disse que ia mesmo, Beth?
Eu vou na casa de uma amiga, fazer um trabalho pro colégio. Nessa hora, minha
filha? Então vem pra cá, passa pra cá. Vem pra cá, ou de novo, vai lá, paga o
táxi dela.
Doutor Ventura, não precisa.
Claro que precisa, minha filha, mas que ideia.
Então você acha que nós vamos deixar você aqui a essa hora, sozinha?
Não, velho. Onde é que a sua amiga mora?
Que vergonha, Procópio. O que você está esperando para soltar essas três?
Calma, calma. Na hora certa, eu sou. Está esperando a ordem do padre. E quem
delegado aqui nessa cidade? É você ou o padre? É. Mas ali conseguiram juntar
vocês dois, hein?
Já sei, já sei.
Porque quando vocês partam, elas ficam cobrando aos gritos os favores que elas
devem para vocês dois.
Não seja ridículo, Procópio. É uma questão de justiça.
As cabegas se rebelaram. Estão fazendo comício lá na cadeia. Não se pode
uma coisa dessa.
Padre Nelson mandou elas ficarem presas. Agora a senhora também não sabe o que
querem, né? E ela que pediu uma providência, foi tudo bem. Tomou,
circunstância era outra.
querem fazer a ruaça, que façam lá, do outro lado da ponte. O delegado
ele não quer tomar providência nenhuma sem falar com o padre Nelson.
Agora, o padre Nelson diz que precisa ficar fora uma semana, dez dias. O que é
que a gente vai fazer? A gente vai ter que aturar essa situação mais uma
mais dez dias, é?
Eu sinto muito, não posso fazer a ordem do padre.
O que é isso?
O que é isso, moleque? Larga isso, você é meu menino.
Larga.
pintura de mulher.
Ah, Roberto, entra.
Ilda.
Não diz nada que eu vou adubinhar.
Você resolveu me contar tudo.
Você finalmente vai me dizer por que veio pra cá, pra Zona Boêmia. Eu já
que eu não posso. Isso não é a hora.
Recebi seu recado e larguei tudo.
Hilda Furacão querendo falar comigo?
Vai fazer alguma revelação, não vai?
E o santo?
O santo?
Tá no Rio de Janeiro. Vai ficar lá pra sempre?
Não.
Se depender dele, eu acho que ele volta.
Ele tá muito preocupado com o coral dos meninos de Deus.
Maltos vive pra aquele coral.
Ele acha que se ele ficar muito tempo fora, o coral se desfaz.
Pois é.
Por isso que eu chamei você aqui.
Isso aqui?
É uma ajuda que eu estou dando para o coral do santo.
Eu sei que eu tenho que precisar.
Papagaio. Não é nada especial, não.
Todo mês eu faço uma caridade mesmo.
É uma promessa que eu fiz.
Mas 25 mil cruzeiros?
Pensei que você odiasse o santo.
Mas eu gosto muito do coral.
Eu acho lindo aqueles meninos cantando.
Parecem uns anjos de verdade.
Parecem anjos de verdade? Ela disse isso, Jesus.
Eu não falei que meu coral ia chamar de volta para Deus a ovelha desgarrada?
Isso é uma prova, Jesus.
Eu vou aceitar esse cheque.
Batidas na porta da frente, é o tempo
Eu bebo um pouquinho pra ter
argumento
Mas fico sem jeito
calado, ele ri, ele zomba do cu
porque sabe passar e eu não sei.
Um dia azul de verão, vento, vento...
Qual deve ser?
Saiando com o Gabriel, hein?
Ai, que morena mais linda, Roberto.
Você tinha que ter visto.
Nós fomos lá no Mocó da EA pra conversar sobre o MC.
Eu escutando tudo o que ela sentia pelo MC.
Sabe o que eu já tô começando a ficar com raiva desse sujeito?
Eu sou o meu próprio rival.
Isso cabe na cabeça de alguém?
Onde foi que é você?
Não, não. Aí ela vai sumir daqui e não vai aparecer nunca mais aqui na rádio.
Não. Deixa assim como tá. Deixa como tá.
Garoti, chegou uma coisa pra você.
O que foi?
Uma carta.
Vou despedido.
É, garotinho, eu tinha escutado os comentários por aí.
Mas por quê?
Tô entendendo.
Você tá metido nesse movimento comunista, não tá?
E os novos diretores lá do seu jornal não tão querendo saber de comunista por
lá, não.
Senta aí, garotinho, senta.
Ah, mas também não é o fim do mundo, né? Você se vira, você se arranja.
Também você não é mais tão foco assim como antigamente.
Olha, eu vou conversar com o meu amigo Cascão lá no jornal Trinômio.
Ele trabalhou durante muito tempo com José Maria Rabelo no binômio e agora
fundando seu próprio jornal.
Olha, eu acredito que ele vai se interessar muito por essa sua história
Hilda Furacão.
Ô garotinho, levanta a cabeça.
Vai dar certo. Calma, confia em mim.
Estava aí tão bem, Aramel.
Até eles diziam que eu estava bem.
Tinha apurado tanta coisa para a matéria da Hilda.
É.
Vocês me criticam porque eu penso em mim.
Mas o mundo é assim, Roberto.
As pessoas só querem saber dos interesses delas.
Você fica preocupado com a humanidade e a humanidade não está nem aí para você.
Quer um café?
Ninguém se dá bem sozinho, Aramel.
Você vive num mundo puro.
Outro acontece com um, amanhã com outro.
Depois de amanhã pode ser com você.
Tá sendo uma questão de sorte.
Anabel, a gente tem que se dar bem porque tem o direito de se dar bem. E
sorte.
Ia ser lindo, Roberto.
Ia ser lindo se fosse assim.
Mas não é.
Imagina ter direito de ir pra Hollywood.
Se brigar pela minha passagem pela metade do dia já tá difícil que dirá
direito de todo mundo ir pra Hollywood.
Vamos, Roberto, acorda.
Olha pra trás.
Essas pessoas que viveram preocupadas com a humanidade só se deram mal.
Isso é besteira, Aramel.
Tô mentindo?
Tô mentindo?
Viveram mal, morreram mal por causa dessa tal revolução.
E o mundo tá aí, Roberto.
Do mesmo jeito. E Cuba?
E Cuba, Aramel? Cuba tá aí.
Morreram muitas pessoas pra ser possível acontecer uma sierra maestra.
Você que sabe, Roberto.
O mundo só faz sentido se você tem um ideal, um sonho.
Cada um paga o seu preço.
Eu tô pagando o meu.
Merda de mão, eu pago o preço dela, Roberto.
Eu pago o meu.
Sonho é sonho.
Pois é.
E não é que o senhor Jônio Quadros venceu o Marechal Lott nas eleições
presidenciais?
E olha, venceu por uma margem recorde de votos.
Você está vestido igual ao Jânio, deslaque.
Isso aqui é uma grande invenção, dona Ciana. O Jânio sabe das coisas.
Vocês viram? O Jânio aboliu o terno e a gravata. Diz que o clima de Brasília é
muito quente.
Agora ele só despacha assim, deslaque.
Com licença.
Vem dar um beijo.
Sabe como é que estão chamando essa roupa?
Tipo Jânio.
Estou gostando do jeito do Jânio. Já que ele disse que vai varrer a indecência e
a corrupção.
Essa roupa é muito mais adequada do que um terno e uma gravata, né? Vocês vão
ver o que é um presidente.
Tô adorando as proibições dele.
Já proibiu esses maiôs indecentes nesses concursos de missa.
Falei pra vocês que ele moralizava, não falei?
Dá licença.
Isso passa através de bilhetinhos, seu Olavo.
Diziam que o Juscelino é o presidente de Bossa Nova.
O presidente de Bossa Nova é o Jânio. Só nesse primeiro mês escreveu mais de 300
bilhetinhos. Olha aqui. Somos governados por um moço namorador que manda
bilhetinhos românticos para a namorada presidente.
Seu Olavo também não leva nada a sério.
Eu acho que a formalidade tem uma grande importância.
O que importa são as atitudes.
O senhor não pode negar que o homem é firme. O homem tem personalidade. Tem
ter, né? Vocês viram o que ele escreveu ontem? Pois escreveu filo porque quilo.
E daí, bonfim? É português corretíssimo.
Bonfim, isso aí vai fazer carreira.
Ventura, você é tipo do homem que chega perto da mulher, abraça, tranca, passa a
mão e quando ela vai reagir, você diz com voz forte.
Filo, por que quilo?
Ela fica paralisada. Qualquer um paralisa com uma frase dessa.
E quando recobra consciente e vai enfiar a mão na cara, o senhor tá longe.
Boa vez com você.
Vá, revá, revá, revá, revá, revastoria.
Vocês venceram mesmo, com todas as letras. O Brasil se transformou numa
Santana. O Jânio é o Padre Nelson no poder. É muito cedo para fazer
Muito cedo.
Não, não, não. Espere os próximos bilhetinhos. Ele vai proibir o decote, o
na praça.
O Padre voltou. Não
teve
nenhuma notícia dela o tempo todo?
Não.
Não procurou saber, não perguntou por ela, ninguém.
E o livro? O livro das tentações, você continua lendo?
Eu joguei no mar.
Jogou?
Então posso dizer que você está curado.
É meu pastor.
Nada a mim, meu filho.
De todas essas penitencias que o pai do Nelson já me passou, essa foi a pior.
Ah, meu filho.
Ficar todos esses meses sem viver, sem me abraçar.
Agora você veio pra ficar.
Oi.
Hoje mesmo eu tô voltando pro oriente.
Ué, mas...
Bem que o Paulinho não te podia deixar, você ia ficar aqui em Santana pelo menos
até o final de semana.
Eu não posso, mãe. Eu tô preocupado com o meu coral. Quero ver como é que estão
os meninos.
Mas agora eu tô pertinho, eu venho sempre.
Tem geléia?
Tem um monte.
Tive um monte de geléia pra você.
Tá aqui na despedida. Ah, vou arrumar sua mala.
Eu vou ver o filho.
O que aquele sapato está fazendo na sua mala?
Ah, é. Foi uma senhora do movimento de defesa da moral que pediu para eu
Estava no Rio para conferir.
É um sapato muito avançado para uma senhora.
Cheio de brilho.
Deve ser moda, né, mãe?
A senhora não conta pro padre Nelson que eu trouxe isso não, tá?
Porque essa senhora pediu que ele trouxesse e ele não trouxe.
Pode se aborrecer comigo.
Sendo contra as famílias,
Os comunistas pregam a devassidão completa.
O matrimônio, o santo sacramento do matrimônio é abolido, banido
da sociedade.
E em seu lugar instaura -se o amor livre.
Ninguém mais se casa, porque se Deus está proibido, está proibido também os
casamentos abençoados por ele.
E as pessoas são obrigadas a viver em pecado, em devassidão, praticando o amor
livre.
A sociedade se transforma num imenso bordel.
Mas e se a pessoa não quiser? Se não se sujeitar à ideia? Não tem querer.
Eles obrigam.
As pessoas não são donas do seu próprio corpo.
O Estado não deixa.
O Estado...
Não quer que as pessoas sejam de uma pessoa só.
Se dediquem a uma pessoa só.
Eles querem que as pessoas sejam de todos.
Mas isso é um absurdo, é abominável. Eu não aceito, é demais.
Padre Ciro, isso quer dizer que as senhoras da sociedade são assim,
socializadas.
São. Meu Deus.
Por isso que nós estamos fazendo esse curso.
Para que as senhoras possam se preparar, se dediquem mais bravamente à causa
democrática. Não podemos deixar que essa corja tome conta do poder.
Vocês estão começando a entender o que significa essa gente comandando o país.
Vamos pegar em armas, se for preciso.
Não, por enquanto basta pegar a caderneta de telefone.
Eu quero que cada uma das senhoras entre em contato
com mais dez senhoras, que por sua vez vão contatar mais dez, de modo que
precisarmos fazer uma manifestação, um ato de desagravo, possamos reunir
rapidamente um exército destemido de bravíssimas mulheres
a serviço da democracia.
Ó. Ai, que linda, hein, Bê?
Não aguento mais esperar a minha hora, sabia?
Quando é que vocês casam, hein?
Assim que o Celso se formar. Roberto já sabe?
Deve saber.
Eu convidei as filhas dele pra festa do noivado.
Foi lá na fazenda de Santana.
Elas não foram.
Mas ficaram sabendo, devem ter contado pra ele.
Bem feito, né?
Ele ainda tá com aquela loura lá?
Eu não sei.
Não quero saber.
Eu tenho raiva de quem...
Desde que você deu aquele telefonema para a Sofia, você está sem o sujeito. O
que foi que ela te falou que você deixou do sujeito?
Problema de família.
Vai ter um grito de carnaval lá no Montanheiros.
Fica aí comigo.
Nós dois?
Num baile de carnaval? É. Nós somos clandestinos.
A gente coloca uma fantasia, ninguém vai saber.
Eu tô.
A gente já tá namorando na clandestinidade mesmo.
Eu contei uma mentira pra minha mãe e outra pro Padre Nelson.
Mas é porque eu queria voltar.
Porque aqui que é a minha casa.
Eu sei que eu vou conseguir vencer as tentações.
E alcançar a santidade que eu tanto quero.
Eu menti pra eles.
Mas eu não tô mentindo pra ti.
De uma coisa que eu nem sei direito o que que é.
Mas é coração de mãe, padre.
O coração de mãe não se engana. Alguma coisa está ameaçando o meu santinho.
Pense bobagem, dona neném.
Que conversa é essa?
Eu não vou aguentar ver o meu santinho se desvirtuando.
Não há perigo disso.
Não há perigo.
Foram tantos os sinais que eu tive.
A visão da Nossa Senhora.
Me avisando que eu ia parir um santo.
O anjo que me apareceu dias antes dele nascer, abençoando a minha barriga.
O senhor é testemunha.
E eu nunca fiz nada pra desmerecer essa graça. Muito pelo contrário.
O senhor viu, né, padre?
Fiquei viúva tão nova, tão cedo.
Me enfiei na igreja.
Nunca mais quis saber de marido.
De diversão.
Pois se Deus me escolheu para ser a mãe de um santo, eu tinha que viver e
que agir como a mãe de um santo.
Vá tranquila, dona Neném.
Vá tranquila.
Padre Nelson, eu... Eu encontrei um sapato de mulher dentro da mala dele.
O sapato na mala dele?
É.
Ele disse que era de uma amiga de Dona Lola Ventura e que o sapato tinha ido
fazer uns reparos lá no Rio de Janeiro e ele estava fazendo o favor de trazer de
volta. É verdade, o sapato, claro.
É verdade, padre.
O senhor sabia dessa história?
Ele pediu pra eu não lhe falar nada e eu...
Eu desconfiei. Eu sabia, sabia, sim.
Vá para casa.
Cuide do seu santo como a senhora sempre cuidou.
Lembre a ele a sua visão com Nossa Senhora, a história do anjo.
Conte aquela tarde que a senhora sentiu o cheiro de rosas, lembra?
Esteja sempre lembrando a ele essas histórias, porque essas histórias
impressionam.
Ah, padre.
O Senhor me devolveu a vida.
Obrigada.
Você está precisando de alguma coisa, pai?
De silêncio.
Não adiantou ele ter ido para longe.
Meu Deus, como é que se resolve um problema desses?
O senhor está falando comigo, padre?
Ah, Dindim, um padre sabe como demonstrar a existência de Deus,
sabe como preservar nos fiéis o temor a Deus, conhece os caminhos que levam aos
céus, conhece os caminhos que levam ao inferno.
Isso que parece tanta coisa, num caso desses não vale nada.
Nada do que eu sei me ajuda a segurar uma ovelha que se desgarra.
Porque ela se desgarra para uma outra religião que
eu não conheço.
E é porque eu não conheço que eu não consigo destruir.
O amor.
Entra.
Minhas pernas me levaram.
Eu só saí para andar, como eu sempre faço.
Não entendi.
Quando eu dei por mim, eu estava ali, olhando aquela janela.
Por quê?
Por que eu sinto essa vontade de ver a pecadora?
Às vezes me dá uma vontade de voltar para aquele convento, de entrar na
onde ele reza.
Para quê?
Para nada.
Só para lembrar.
Posso olhar a cara desse sujeito e eu tenho ganas de acertar ele. Só de me
lembrar que ele teve a coragem de quebrar Nossa Senhora Marretada na
Não se segue enquanto o mundo transformar Belo Horizonte numa Sodoma e
Batidas na porta da frente, é o tempo.
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento.
Mas fico sem jeito calado, ele ri,
ele zomba do cão.
Porque sabe passar e eu não sei.
Um dia do de verão, vento, vento.
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