All language subtitles for ocean.wreck.investigation.s01e04.1080p.web.h264-sylix_track11_[por]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Cinco naufrágios,

embarcações de guerra,

cada um contendo um segredo a ser revelado.

Não havia nada além de lama, e de repente...

Estava por toda parte.

Agora, novas provas...

Estamos começando a ver o contorno curvo do casco.

As forças envolvidas em algo assim

são inimagináveis.

E depoimentos e testemunhas oculares...

Dá para sentir a onda de calor sendo liberada.

É tão clara que dá para ver os ossos das suas mãos.

Tem algo ali.

Revelam como a corrida armamentista nuclear

e seu legado devastador...

Alerta vermelho!

A pressão é incrível.

Ela esmaga como se você não existisse.

...transformaram nossas vidas para sempre.

O experimento tornou este um lugar,

até hoje, essencialmente desabitado.

Três milhões de navios naufragados,

perdidos nas profundezas dos oceanos.

Ali está a proa. Puxa, é bonita.

Cada um é uma cápsula do tempo,

escondendo histórias de aventura, inovação...

O número de buracos naqueles destroços

é extraordinário.

...coragem, tragédia.

Estamos falando da morte de dez mil pessoas.

Agora a caçada começou,

para achar os navios, desvendar seus segredos...

Imagine estar em uma casa assombrada

com uma lanterna pequena.

Abandonar o navio.

Houve um acidente terrível.

Eu implorei para que eles voltassem.

E tudo ficou quieto.

...escutar suas vozes outra vez.

OPERAÇÃO NAUFRÁGIOS

NAUFRÁGIOS NUCLEARES

Uma equipe de cientistas da Universidade de Delaware

está no Atol de Bikini, no meio do Oceano Pacífico,

para desvendar o legado

de um grande experimento do governo norte-americano.

Nós transformamos

este barco de alumínio de aparência bem modesta

na mais avançada plataforma de mapeamento sonográfico

a ser trazida para Bikini.

Equipada com um Sonar 3D,

uma equipe de apoio e mergulhadores,

a equipe de pesquisa está à procura de vestígios

de um exercício naval norte-americano

conhecido como "Operação Crossroads".

Levamos aproximadamente seis dias,

doze horas e trinta minutos para chegar aqui.

É o local mais distante em que eu e minha equipe

já estivemos para realizar uma expedição.

Hoje, o atol está tranquilo.

A vida marinha floresce,

ao lado de uma vegetação exuberante.

Mas, debaixo da água azul cristalina,

há um grande cemitério

de navios de guerra desaparecidos.

Envolveu 242 navios de diversos tipos,

25.000 instrumentos de medição diferentes.

Trouxeram 5.500 cabras, porcos e ratos

para testar o efeito.

Era para ser um espetáculo midiático,

então convidaram 170 jornalistas de diversos países

com o intuito de espalhar a notícia

por todo o mundo.

Bikini fica em uma das partes mais remotas

das Ilhas Marshall,

que são um dos locais mais remotos do planeta.

Estamos o mais distante possível das terras

e de regiões altamente populosas,

e é exatamente por esse motivo que escolheram essa área.

Bikini pode até ser remoto,

mas em 1946,

era o lar de uma comunidade próspera.

Havia 167 pessoas

que haviam morado lá por gerações.

Tinham uma vida simples,

com base na pesca

e alimentos proporcionados pela natureza.

Após ocupar o Atol de Bikini em 1944,

o exército americano passou a querer

expulsar os ilhéus.

Havia pessoas muito poderosas lá,

todas de uniforme.

Perguntaram aos bikinianos

se estariam dispostos a ir embora.

E os bikinianos...

Eles nunca pensaram que tinham escolha.

Disseram a eles,

com uma forte ênfase na moral cristã,

que era a vontade de Deus

que eles se mudassem para outra ilha,

e que estariam contribuindo à paz mundial

se fizessem isso.

Os bikinianos foram realocados a 200 quilômetros a leste,

para Rongerik, um atol bem menor.

E então, em um dia de julho de 1946,

sua terra natal foi transformada para sempre.

O experimento mais explosivo da história

está prestes a começar.

E 73 anos depois,

a equipe de pesquisa tenta localizar

os destroços que afundaram durante a primeira fase

da Operação Crossroads.

Sim. A bombordo?

O sonar capta um objeto

em posição praticamente horizontal

no fundo da laguna.

Parece incrível!

Tem alguma coisa ali.

É a primeira vez que cientistas marinhos

localizaram destroços nesta parte da laguna.

É. É, com certeza tem uma linha saindo daqui.

É, parece que isso foi esmagado contra o fundo do mar.

Ao comparar sua localização na laguna

com o relatório de 1946 do governo,

a equipe concluiu

que esse pode ser o cruzador japonês Sakawa,

mas precisam confirmar.

Será que esses destroços são mesmo dele?

Um dos poucos grandes navios de guerra japonese

a sobreviver à guerra?

E bem ali,

no ponto mais alto dos destroços,

está a prova de que precisam.

Os resquícios de um dispositivo de monitoramento

instalado nos barcos da frota de teste.

Este só pode ser o Sakawa.

O levantamento dos mergulhadores hoje no Sakawa

vai nos ajudar na interpretação dos dados sonográficos.

Será a primeira oportunidade de uma pesquisa abrangente.

O Sakawa tem 168 metros de comprimento

e pesa mais de seis mil toneladas.

Entrou em serviço perto do final da guerra em 1944,

mas, a escassez de combustível devastadora do Japão,

fez que ele nunca saísse do território japonês.

Após a guerra,

foi utilizado para trazer soldados japoneses para casa,

até que foi entregue à Marinha dos Estados Unidos

como um troféu de guerra em 1946.

Era um navio novo e intacto no início dos testes.

Quanto resta dele hoje em dia?

Quando se mergulha até o Sakawa,

dá para ver a estibordo as dobras bem definidas.

Estes destroços foram esmagados.

Os danos são enormes.

Imagino que só uma temperatura bem alta,

um clarão, muito calor e compressão

seriam capazes de dobrar aço desta forma.

Ele levou uma surra.

Ninguém da equipe havia encontrado

um naufrágio como esse antes.

O que podemos ver

através dos dados sonográficos do Sakawa

são sinais de destroços danificados e retorcidos.

De volta à embarcação de pesquisa,

a equipe estuda as imagens do sonar.

O Sakawa foi bem danificado.

Teria sido fácil ignorar

essa pequena lombada que ele se tornou.

Seria esse o resultado

de uma explosão nuclear certeira?

O mundo nunca tinha visto esse tipo de teste,

os tipos de forças liberadas nesta laguna paradisíaca.

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Delaware

encontrou destroços que nunca foram inspecionados,

um cruzador japonês

afundado pelos testes nucleares da Operação Crossroads.

Pode ser bem difícil

reconhecer imediatamente que é um navio,

o que é, na verdade,

um dos motivos de, nos anos 80 e 90,

ele não ter sido encontrado.

Podemos ver que os destroços estão bem enterrados.

O que parece estar exposto

é o lado estibordo dos destroços,

e um pouco da superestrutura da proa

e da popa do navio.

Os destroços retorcidos do Sakawa

condizem com um relatório militar

escrito um pouco antes de ele afundar.

Sua popa inteira recebeu muitos golpes.

Sua torreta traseira não era visível

acima do nível de seu convés principal.

Suas chapas laterais foram retorcidas

e dobradas 45 graus para dentro.

O Sakawa recebeu um golpe incrivelmente poderoso.

Dois testes foram conduzidos em 1946.

O primeiro foi um teste

de detonação de uma bomba atômica no ar.

Por que os Estados Unidos

decidiram brincar de guerra nuclear?

Era 6 de agosto de 1945,

e a jovem Kikue Shiota, de 21 anos, estava em casa,

na cidade japonesa de Hiroshima.

Era um dia incrivelmente lindo.

Houve um clarão de luz ofuscante,

como se mil lâmpadas fluorescentes

tivessem sido acesas todas ao mesmo tempo.

A casa de Kikue desmoronou.

A cidade foi destruída.

Pelo menos 70.000 pessoas morreram instantaneamente,

incluindo a irmã de 14 anos de Kikue.

Logo, sua mãe também se juntaria

aos milhares que morreram por exposição à radiação.

A Segunda Guerra terminou

com os dois primeiros ataques nucleares

da história militar.

O impacto global

das explosões em Hiroshima e Nagasaki

foi gigante.

De repente, mudou a natureza da guerra.

Bombas atômicas são tão destrutivas

que muitos começaram a questionar

o valor das armas convencionais.

Os Estados Unidos se tornaram uma superpotência,

mas seus líderes enfrentaram vários dilemas.

Será que o Exercício, a Força Aérea e a Marinha

ficariam vulneráveis

assim que um inimigo desenvolvesse a bomba atômica?

E neste caso,

qual braço das Forças Armadas

teria melhores condições de guerrear na era nuclear?

Defensores da Marinha queriam demonstrar

que uma frota naval resistir a bombas atômicas,

enquanto defensores da Força Aérea

queriam demonstrar que eles estavam vulneráveis.

A única maneira de resolver a questão

era com uma série de testes em larga escala.

Assim nasceu a Operação Crossroads.

E, em primeiro de julho de 1946,

o primeiro teste nuclear, nomeado Teste Able,

estava prestes a começar.

Quase cem navios foram selecionados

para servirem como alvos em um ataque na laguna.

Cruzadores, encouraçados, contratorpedeiros,

assim como navios alemães e japoneses capturados.

A bomba foi colocada em um Boeing B-29 Superfortress

da Força Aérea dos Estados Unidos.

Era bem parecida com a bomba de Hiroshima,

pelo modo como seria detonada no ar acima da frota.

E 95 navios-alvo estavam em posição.

Alguns continham equipamentos e animais

para se testar os efeitos da radiação.

Centenas de câmeras controladas remotamente

foram instaladas e estavam prontas.

Jornalistas e observadores do mundo inteiro

aguardavam o grande momento.

Chegou a hora de lançar a bomba atômica aérea

em Bikini.

O experimento mais explosivo da história

está prestes a começar.

Voando para Bikini a oito mil metros de altura,

às 8:59 da manhã,

o B-29 Superfortress lançou sua bomba atômica.

Ela detonou 158 metros acima da frota.

Dá para sentir a onda de calor sendo liberada.

É tão clara que dá para ver os ossos das suas mãos.

A bomba explodiu a apenas 384 metros do Sakawa.

A bola de fogo e a onda de choque

mandaram o cruzador leve direto para o fundo da laguna,

mas ele foi uma exceção.

Dos 95 navios, apenas 5 acabaram afundando,

e, dentre estes,

não havia nenhum dos navios grandes.

A expectativa na cabeça de várias pessoas

era que a arma nuclear varreria navios de guerra para longe,

mas isso não ocorreu.

Então, as pessoas pensaram:

"É só isso que eles têm para mostrar?"

Então, de certa forma,

o teste foi considerado um fracasso no começo,

levando em conta

sua incapacidade de destruir uma frota.

Para os observadores

da Força Aérea e das Forças Armadas,

o Teste Able foi uma decepção.

O grande espetáculo que nos prometeram

foi um fiasco.

Parecia que, até aquele momento,

a Marinha ainda era viável.

Mas, na laguna de Bikini,

a equipe de pesquisa descobriu mais um navio,

e desta vez é um dos grandes.

A endentação é inacreditável.

É enorme.

Um poderoso navio de guerra

afundado durante um segundo teste nuclear.

Seria essa a prova de que a Operação Crossroads

foi capaz de dar um golpe mortal atômico

nas Marinhas convencionais?

A equipe de pesquisa está na laguna de Bikini

procurando navios desaparecidos durante outro teste nuclear.

O barco está logo ali, certo?

Realizado um mês após o Teste Able,

o chamado Teste Baker, daquela vez,

foi bem diferente.

Assim que começamos a trabalhar com os dados do mapeamento,

fomos capazes de enxergar a cratera Baker,

e é imensa.

Tem mais de 600 metros de diâmetro.

O Teste Baker deixou sua marca na geografia de Bikini,

mas qual foi seu impacto na frota-teste nesta laguna?

O sonar captou uma embarcação.

Com 26 mil toneladas,

ela é quatro vezes maior

do que qualquer navio afundado pela primeira explosão.

Começamos a analisar o USS Arkansas,

que estava bem perto da cratera Baker.

Tem algum tipo de ondulação no...

Sim.

A imagem 3D criada pelo sonar

revelou alguns danos incomuns.

Olhando para alguns dos dados da nuvem de pontos,

dá para ver formação de cracas ao longo de seu casco,

e queremos investigar mais com os mergulhadores.

A 55 metros abaixo da superfície da laguna,

os mergulhadores avaliam os danos.

Lembre-se, isso é blindado, é aço grosso.

É um navio de guerra.

Foi como que empurrado até o núcleo do navio.

As dobras nele têm 2 ou 3 metros de profundidade,

e estão por toda a extensão do casco.

É de tirar o fôlego.

As forças de algo assim são inimagináveis.

Ambas as bombas utilizadas

nos testes Able e Baker são idênticas.

Mas, enquanto o Able afundou

apenas as menores embarcações da frota,

a explosão do Baker acabou

com um navio de guerra fortemente blindado.

Por quê?

Foi a primeira vez que tentamos averiguar

o que acontece quando se explode uma bomba atômica na água.

A bomba Baker foi suspensa como uma mina,

presa a uma corrente de âncora

a 27 metros abaixo de uma barcaça.

Era uma bomba atômica de 23 quilotons.

O mesmo tipo de bomba que havia dizimado Nagasaki.

As embarcações que sobreviveram ao primeiro teste

foram mais uma vez

firmemente ancoradas e preparadas.

O USS Arkansas foi posicionado

a apenas 230 metros da bomba Baker.

Obrigado.

Cinco.

Quatro.

Três.

Dois.

Um.

Fogo!

Toda a área-alvo pareceu pular para fora da água

como uma coluna enorme.

Foi lançada 1.500 metros no ar

e depois caiu como as Cataratas do Niágara.

A primeira coisa óbvia

é, claro, que foi extremamente espetacular.

A laguna inteira pareceu voar pelos ares.

A água engoliu a frota inteira

dentro de apenas dois ou três segundos.

O Arkansas foi posicionado perto do epicentro da explosão

por conta de sua idade e reputação de ser resiliente.

O Arkansas havia sobrevivido a ataques Kamikaze.

Era um barco forte, e um ótimo exemplo

do que uma arma nuclear é capaz de fazer

a uma embarcação bem protegida.

Quando a água baixou,

não havia mais o menor sinal do Arkansas.

Um relatório do governo norte-americano

descreveu o destino do Arkansas.

Pareceu ter sido esmagado

como que por uma martelada vinda de baixo.

Ele sofreu danos muito sérios.

Na verdade, costumava-se achar que era a marca negra

na haste da nuvem de cogumelo.

Mas a marca negra era, na verdade,

fuligem sendo expelida por seu funil,

por conta dos efeitos da onda de choque

na parte inferior do navio.

O velho Arkansas ganhou um lugar especial

na história naval.

Foi o primeiro navio de guerra afundado por uma arma nuclear.

O método de detonação da bomba Baker

fez toda a diferença.

Por se tratar de uma detonação subaquática,

os danos são muito maiores

porque o choque se propaga pela água

com muito mais eficácia do que pelo ar.

O Teste Baker pode até ter sido mais destrutivo que o Able,

as seria ele a arma do juízo final

que acabaria com o papel da Marinha convencional?

Quando a bomba explodiu, dentro de um segundo,

a água encobriu tudo completamente.

Escondido por trás da parede de água,

estava um grande avio de guerra japonês,

o Nagato.

Aquela parede de água

subiu dois quilômetros e meio de altura,

cheia de corais, cheia de leito marinho,

e depois desceu de novo.

O Nagato ainda flutuava.

A explosão Baker afundou um total de nove navios,

de modo que o total geral de ambos os testes foi de 14.

Eles esperavam que toda a flotilha

acabasse no fundo do porto de Bikini,

então, de certa forma, foi um pouco decepcionante.

Enquanto a equipe de pesquisa vasculha a laguna,

o Atol de Bikini gradualmente revela

mais de seus segredos.

Estamos vendo algo que parece ser

um bloco de atracação através do sonar.

Em breve vamos conseguir ver os dados aqui.

Surpreendentemente, a embarcação parece ser

outro navio de guerra grande.

Estamos começando a ver o contorno curvo do casco.

Coincide com o tamanho e a configuração do Nagato.

O Nagato continuou flutuando após a explosão Baker,

mas como, ainda assim,

seus destroços estão no fundo desta laguna?

Mergulhar até o Nagato é uma visão e tanto.

Quando eu fui até a parte lateral do navio,

tive uma visão que nunca vou esquecer

enquanto estiver vivo.

Eram os dois barris de pólvora de 41 centímetros.

Se algum dia houve um navio ameaçador,

era o Nagato.

Tinha 220 metros de comprimento.

Este navio causava impacto.

Foi o primeiro navio

a carregar canhões de 41 centímetros.

O Nagato é, com certeza, um navio de guerra icônico.

O Nagato é conhecido

como o navio-chefe do almirante Yamamoto,

que planejou o ataque a Pearl Harbour.

Foi no passadiço que ele escutou pelas ondas de rádio

o famoso sinal: "Tora! Tora! Tora!"

Mais à frente, nos deparamos com o passadiço.

Ficamos cara a cara com o local

de onde o Yamamoto deu as ordens do ataque a Pearl Harbour.

Mas essencialmente, não há sinais visíveis

de danos causados por explosão em seu casco,

então por que os destroços do Nagato

vieram parar aqui?

Debaixo das ondas da laguna de Bikini,

encontra-se o navio de guerra Nagato.

Mais à frente,

nos deparamos com o passadiço.

Aquele templo tinha 13 metros de altura.

O navio-chefe japonês,

durante o ataque a Pearl Harbour,

foi construído para resistir a vários golpes.

Quando a guerra terminou,

era o único navio de guerra japonês

que continuava flutuando.

Para os americanos, ele era o alvo ideal,

e foi posicionado a 730 metros da segunda bomba teste.

Eu gostaria que navios de guerra japoneses

fossem levados para o mar

e que lançassem uma bomba atômica neles.

Não consigo pensar em nenhuma utilidade melhor.

O Nagato foi atingido pelo maremoto

gerado pela detonação subaquática.

Mas quando a água baixou,

ele reapareceu, ainda flutuando na superfície,

apenas adernando um pouco.

Como pode imaginar,

isso gerou um pouco de irritação extraoficial,

porque lá estava o Nagato resistindo à bomba atômica.

Após as duas detonações atômicas,

o casco do Nagato aparenta estar intacto,

e, ainda assim, aqui está ele, no fundo da laguna.

Devido ao mau estado de conservação

antes dos testes em Bikini,

a explosão Baker reabriu antigas feridas.

E, pouco a pouco, a água começou a entrar,

inundando seu lado estibordo.

O Nagato necessitava de apenas pequenos consertos,

mas, após o teste Baker,

até mesmo pisar a bordo poderia ser fatal.

Ninguém esperava

medidas altas de radiação do contador Geige

quando tentaram embarcar em alguns dos navios.

O Nagato era o que se chamava de "quente demais para manusear"

de acordo com a terminologia,

ou seja, não se podia embarcar nem para recuperar instrumentos.

O Nagato, agora uma carcaça radioativa,

foi abandonado,

e, cinco dias após a explosão Baker,

começou a afundar até o fundo da laguna.

O Teste Baker liberou a força total da guerra nuclear

em cima da frota de Bikini.

A explosão subaquática

levantou bilhões de toneladas de água e areia

bem alto no ar,

que, misturadas com o material radioativo da bomba,

caíram como uma chuva radioativa em cima dos navios,

tornando-os inutilizáveis.

Os efeitos da radiação

eram o golpe tenebroso das armas nucleares,

e uma ameaça escondida.

Em um atol 400 quilômetros a sudeste de Bikini

estão os destroços emborcados de um navio de guerra inimigo

utilizado nos testes.

Mas, desta vez,

é uma embarcação de última geração

que a Marinha dos EUA desejava manter.

Por conta do navio estar virado,

obviamente, sua orientação está de cabeça para baixo.

Através dos vãos das portas, vemos filas de lavatórios.

Há estantes de livros e armários,

e ainda podemos ver os suportes das camas

dentro dos destroços.

Não era um navio padrão de sua classe.

Esta embarcação já foi mundialmente famosa.

Então, outra antiga embarcação inimiga da Crossroads

era, no mínimo, ainda mais famosa que o Nagato.

Era o cruzador alemão Prinz Eugen.

Lançado ao mar em 1938 na presença de Adolf Hitler,

o Prinz Eugen desempenhou um papel fundamental

em uma das mais celebradas vitórias da Marinha Alemã

durante a guerra.

Esteve presente no Estreito da Dinamarca

quando o Bismarck afundou o Hood.

Foi o único navio de guerra alemão

a sobreviver intacto à guerra.

Sua tripulação o apelidou de “navio da sorte,”

e sua boa sorte o acompanhou até Bikini.

Não era à toa

que chamavam o Prinz Eugen de “navio da sorte,”

pois aquele navio sobreviveu a duas explosões atômicas.

Por que a sorte do Prinz Eugen finalmente acabou,

e por que seus destroços estão tão distantes de Bikini?

Naufragados em um atol nas Ilhas Marshall

estão os resquícios

de uma das embarcações de tecnologia mais avançada

da Marinha de Hitler.

O navio acabou ficando de cabeça para baixo.

A proa está a cerca de 35 metros de profundidade,

e a popa está para fora d'água.

Por ser um sobrevivente dos testes nucleares em Bikini,

a Marinha americana desejava ficar com ele.

Já que o Prinz Eugen

era uma das embarcações mais modernas

da Marinha alemã,

era de grande interesse para os americanos.

O objetivo era estudar

sua maquinaria alemã delicadamente projetada,

e seus telêmetros e lentes.

Mas tinha um grande problema

com as embarcações sobreviventes da frota-teste de Bikini,

a radiação.

Duas semanas após o Teste Baker,

o observador militar

enviou um memorando confidencial de volta à base.

A Marinha não tinha ideia

de que esse negócio de contaminação

seria um problema tão grande.

Eles estão quebrando a cabeça à procura de uma solução.

Tentativas de lavá-los e esfregá-los

falharam na maioria dos casos.

O Prinz Eugen foi um dos casos em que isso falhou.

O Prinz Eugen fazia parte de um grupo de navios

rebocados até o Atol de Kwajalein,

onde bateu em um recife de corais

e afundou.

Os navios podiam até ter saído de Bikini,

mas a radiação não.

Para quem queria retornar e se mudar para lá,

ainda não era seguro o suficiente

comer os cocos ou os peixes e caranguejos da região.

O experimento tornou este um lugar

até hoje desabitado.

Os nativos disseram "adeus" a seu lar em 1946,

mas as promessas feitas a eles na época

foram quebradas.

Disseram a eles que logo poderiam voltar,

mas, na verdade, a radiação residual

fez com que isso nunca acontecesse.

A radiação também afetou as ilhas vizinhas.

A história sobre o que aconteceu com essas pessoas

nas mãos do país mais poderoso do mundo

e o modo como trataram essas pessoas...

Detonaram 20 bombas de hidrogênio em suas ilhas.

Foi uma história realmente terrível,

e afetou todo mundo daqui para sempre.

Durante as décadas seguintes,

centenas de soldados e marinheiros

envolvidos nos testes nucleares

relataram problemas de saúde,

incluindo câncer, fragilidade óssea

e defeitos congênitos em seus filhos.

Seus raios podem ter efeitos estranhos na pele.

Os efeitos da radiação nos nativos das Ilhas Marshall

foram passados através de gerações

Em setembro de 1946,

com a frota-teste ainda praticamente intacta,

o presidente cancelou a Operação Crossroads.

A maioria dos navios resistiram às bombas atômicas.

Isso significava que a Marinha voltaria ao normal?

Navios contaminados se tornaram fornos radioativos,

e seriam capazes de queimar todos os seres vivos a bordo

com uma radiação invisível, mas fatal.

O que uma bomba atômica é capaz de fazer

é imobilizar uma flotilha naval.

Não destruindo os navios,

mas fazendo que as tripulações desses navios

adoeçam ou morram.

Até novembro,

quase todos os animais utilizados no Teste Baker

haviam morrido de envenenamento por radiação.

O resto da frota atômica

também estava altamente contaminada,

incluindo o Prinz Eugen da sorte.

Atracado no Atol de Kwajalein, começou a afundar em dezembro.

Por conta do último impacto gigantesco

de uma explosão nuclear,

algumas válvulas subaquáticas se soltaram,

e aquilo selou seu destino.

Seria um reparo simples, se fosse seguro embarcar nele.

A Marinha dos Estados Unidos precisava agir rápido.

Decidiram que ele seria levado até a praia do atol.

Enquanto era rebocado até a praia,

a onda de sorte do Prinz Eugen

terminou com a chegada de uma ventania tropical forte.

O vento soprava de lado contra o cruzador,

e os dois rebocadores não tinham força

para rebocá-lo até o local da praia designado.

Ele acabou batendo contra um recife de corais

e virando de cabeça para baixo,

afundando bem ali no Atol de Kwajalein.

Seus destroços emborcados estão lá até hoje

e se tornaram uma atração turística.

O naufrágio do Prinz Eugen é um lembrete

de como a Operação Crossroads mudou o futuro da guerra.

A Operação Crossroads

é um símbolo espetacular do fim do navio de guerra,

porque hoje em dia eles são inúteis.

Vulneráveis a explosões nucleares

e radiação fatal,

navios de guerra se tornaram alvos fáceis.

A necessidade, agora,

era de embarcações secretas e furtivas.

Nos anos 50,

os americanos haviam descoberto que usar energia nuclear

era um ótimo jeito de gerar vapor

para turbinas para mover submarinos.

O submarino nuclear é capaz

de navegar oculto debaixo d'água por meses,

e atingir alvos com seus mísseis nucleares

sem ser detectado.

A Guerra Fria se tornou um jogo de esconde-esconde.

Submarinos movidos a energia nuclear

conseguem ficar ocultos à espreita

perto da costa inimiga por meses.

Mas isso nem sempre os torna seguros.

O Thresher era como se alguém tivesse pegado um submarino

e passado por um triturador.

Estava por toda parte.

Os testes nucleares em Bikini

prenunciaram um novo tipo de guerra.

O conflito naval foi para baixo das ondas.

Os submarinos eram a linha de frente

da Guerra Fria.

Não era possível escutar um submarino nuclear.

Rainha do oceano.

Em 1963,

encarregado de neutralizar a ameaça soviética,

está o mais moderno submarino de ataque

movido a energia nuclear da Marinha dos EUA.

O Thresher, do ponto de vista tecnológico,

foi o submarino mais avançado já construído.

Mergulhava mais,

e navegava mais rápido do que qualquer outro.

Mas logo após ser lançado,

as coisas deram terrivelmente errado

para o USS Thresher.

E hoje,

a 2,4 km do Atlântico Norte,

estão seus resquícios destruídos.

O que podemos ver aqui

é o campo de escombros do Thresher,

mas foram completamente triturados.

É uma carnificina.

Em 1985,

o explorador marítimo Dr. Bob Ballard

estava em uma missão confidencial

para desvendar um mistério da Guerra Fria.

Por que o USS Thresher,

outrora o submarino nuclear da Marinha dos EUA

mais avançado e moderno,

afundou com toda a tripulação?

No dia 9 de abril de 1963,

o navio novo em folha Thresher

zarpou de Portsmouth, em Nova Hampshire,

para realizar testes marítimos.

O que os americanos queriam era operar em profundidades

que os soviéticos não seriam capazes.

Às 7h47 da manhã do dia 10 de abril,

350 quilômetros a leste de Boston,

o Thresher começou seu teste de mergulho profundo.

Enquanto mergulhava,

o Thresher era monitorado pelo USS Skylark.

Enquanto o Thresher mergulhava, receberam um relatório

dizendo que estavam tendo pequenos problemas.

Pequenos problemas.

Temos flutuação positiva.

Tentando esvaziar tanques.

Cinco minutos depois,

receberam outro relatório ininteligível,

a não ser por:

"Ultrapassando profundidade teste."

O capitão do Skylark relatou ter ouvido um chiado alto,

mas não houve nova comunicação com o Thresher.

Às nove horas da noite, não restavam dúvidas.

O submersível do Bob Ballard

levou duas horas para descer os 2.590 metros

até o que havia sobrado o Thresher.

Eu cheguei lá e não havia nada,

só havia lama, solo oceânico, e então...

Estava por toda parte.

Espalhado ao longo de 1,6 km do fundo do mar,

ele claramente havia sido destruído

por uma explosão imensamente poderosa.

Seu trabalho era caçar e destruir

os submarinos soviéticos perto da nossa costa.

Nesse jogo de alto risco,

será que o Thresher havia afundado

após um confronto com um submarino soviético?

Eu estava sempre esperando

ouvir um torpedo subaquático de alta velocidade

vindo em minha direção.

O ocorrido com o USS Thresher e sua tripulação

permaneceu envolto em mistério por mais de 50 anos,

mas agora a verdade está começando a vir à tona.

As primeiras pistas são os canos dobrados no fundo do mar,

projetados para resfriar o reator nuclear.

Um relatório naval confidencial

já os havia identificado como um ponto fraco.

Ballard acredita que um ou mais começaram a vazar.

NOVEMBRO DE 1962 ÍNDICE DE FUGA 13,8%

Então começou a entrar água, com uma pressão extrema.

Quando ela entrou, foi como um jato.

E gerou um curto-circuito no sistema elétrico,

e quando isso ocorre,

o reator nuclear automaticamente desliga.

Com o desligamento do reator nuclear,

não havia energia para mover os propulsores.

Eles não funcionam. Ficam parados.

O Thresher ficou preso a 300 metros de profundidade.

única forma de escapar seria bombeando ar comprimido

nos tanques de lastro para trazê-lo à superfície.

Mas ninguém nunca mergulhou tão fundo,

e os tanques de lastro estavam congelados.

E a última mensagem foi:

"Ultrapassando profundidade de colapso."

O Thresher foi projetado para suportar pressões

encontradas a profundidades de até 390 metros,

mas o submarino continuou mergulhando.

Então, eles sabiam que iam colapsar.

E essa é uma morte horrível, porque não há o que fazer.

Ele afundou 730 metros.

Nesta profundidade,

a pressão é de 70 quilos por centímetro quadrado.

Uma implosão é uma explosão gigantesca,

e aquilo destruiu o submarino.

Uma tragédia para a tripulação e suas famílias,

e para a nação.

Quando eu vejo os destroços do USS Thresher,

vejo um cemitério.

Vejo 129 homens que perderam a vida.

DEDICADO AOS HOMENS DO USS THRESHER

O número oficial de submarinos desaparecidos

durante a Guerra Fria é nove,

mas a quantidade de informações sigilosas

mantidas até hoje é tão grande, que é difícil dizer.

Muitos submarinistas corajosos de ambos os lados

perderam suas vidas

em uma guerra naval não declarada,

uma guerra que teve início no Atol de Bikini.

Atualmente, há mais de mil ogivas nucleares no mar.

Ninguém nunca detonou uma em um momento de raiva.

É incrível.

Mas, no fim, se resume ao fato

de que quem aperta o botão é humano.

Provavelmente não quer fazer isso.

Será que as armas nucleares

tornaram a guerra tão catastrófica

que acabou se tornando inconcebível?

Pode ser esse o caso.

Mas essa equação depende

de líderes agindo de forma racional.

Também depende de sorte, e a questão é,

quando nossa sorte acabará?

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.