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Original subtitles

Eles já dominaram as ondas.

Hoje, seus restos destroçados

jazem retorcidos no leito oceânico.

Nós simplesmente vimos a cena de devastação

se desenrolar na frente dos nossos olhos.

Foi chocante e bastante perturbador.

Cada naufrágio é um memorial

de centenas ou até milhares de vidas perdidas.

O Bismarck parecia uma pilha de sucata em chamas.

Os homens corriam para lá e para cá,

tentando encontrar um jeito de se salvar.

Hoje, provas físicas...

Esses buracos de torpedo nesta embarcação

são do tamanho de um ônibus.

...e pistas de testemunhas oculares...

Eu podia ver a proa do Hood

se erguendo verticalmente do mar.

...começam a revelar o por quê.

Todos para o convés! Isto não é um treinamento!

Depois de centenas de anos,

a era dos encouraçados

chega a um repentino e violento fim.

Uma das bombas atingiu a segunda torre,

ela simplesmente acabou explodindo tudo.

Três milhões de naufrágios

perdidos nas profundezas dos oceanos.

Ali está a proa. Puxa, é bonita.

Cada um é uma cápsula do tempo,

escondendo histórias de aventura, inovação...

O número de buracos naqueles destroços

é extraordinário.

...coragem, tragédia.

Estamos falando da morte de dez mil pessoas.

A caçada começou para encontrar os navios,

revelar seus segredos...

Imagine estar em uma casa assombrada

com uma lanterna pequena.

Tem muitas coisas interessantes aqui no navio.

Abandonar navio!

É sombrio e escuro.

Eu implorei para que eles voltassem.

E tudo ficou quieto.

...e escutar suas vozes outra vez.

OPERAÇÃO NAUFRÁGIOS

ÚLTIMOS DIAS DO NAVIO DE GUERRA

Uma expedição está em andamento no Atlântico Norte.

Em algum lugar daqui, três quilômetros abaixo,

jazem os restos

de um dos mais chocantes e trágicos naufrágios

da Segunda Guerra Mundial.

O investigador de naufrágio David Mearns

está determinado a encontrá-lo.

Eu me preparei para pesquisar

em uma área de 600 milhas náuticas quadradas,

aproximadamente o tamanho da cidade de Paris,

então era uma enorme área.

O navio que ele procura é o HMS Hood.

Na época de seu naufrágio,

ele era o maior e mais famoso navio

na Marinha Real Britânica.

O HMS Hood é o símbolo máximo do prestígio britânico

no período entreguerras.

O poderoso Hood foi enviado pelo mundo todo

em visitas de boa vontade.

Ele era maior do que qualquer outro na frota,

era absolutamente enorme.

Fogo!

O Hood afundou em maio de 1941,

no auge da Segunda Guerra Mundial.

David tem pistas de relatos de testemunhas.

Ele traçou coordenadas baseadas neles,

mas cada uma é diferente.

Então me resta uma área retangular,

de aproximadamente 1,150 quilômetros quadrados.

No centro disso há uma área menor,

contornada em vermelho,

onde há uma grande predominância de pistas.

Essa é minha área mais provável.

Seu plano é cruzar esta área,

rebocando um equipamento de sonar

com 188 metros de cabos.

Desenvolvido para operar em profundidades extremas,

o sonar cria um mapa sonoro do fundo do mar.

Estamos disparando sons para o oceano,

é como jogar uma luz sobre um objeto.

E a luz sobre esse objeto, se ele estiver acima da base,

vai formar uma sombra atrás dele.

É um enorme empreendimento, mas a recompensa é grande.

No início de 1941,

a Bretanha lutava

sem os aliados americanos e soviéticos.

Perder o Hood foi um golpe devastador,

e catastrófico para sua tripulação.

Quando começamos a retornar para o porto,

fomos atingidos, o barco inteiro estremeceu,

e um monte de escombros e corpos começaram a cair sobre o convés.

Ele começou a afundar pela popa.

O Hood afundou em menos de três minutos.

De uma tripulação com mais de 1400,

apenas três homens,

Bob Tilburn, William Dundas, e Ted Briggs sobreviveram.

Eu podia ver a proa, ficando na vertical no mar.

Foi uma visão recorrente em meus pesadelos

pelos 40 anos seguintes.

Quando eu encontrei os homens que serviam no Hood,

particularmente Ted Briggs, o último dos três sobreviventes,

tudo mudou.

Ted era um marinheiro de 60 anos de idade,

e viveu o resto de sua vida

com esse grande acontecimento sobre seus ombros,

carregando a perda e as memórias de todos esses homens.

Se tornou uma busca muito pessoal.

Acima de tudo, David quer resolver o mistério

de por que o Hood afundou tão rápido,

causando uma perda de vidas tão devastadora.

Sua equipe procura sem parar por 39 horas.

Havia ansiedade, havia inquietação.

Nós vamos encontrá-lo?

Estamos procurando no lugar certo?

Eles estão vendo uma sombra de sonar

que pode indicar um objeto metálico.

É parte de alguma coisa.

Eu acho que é isso.

Tem um segundo vindo com a sombra.

Dois pedaços

É isso.

É o Hood.

Um naufrágio que esteve desaparecido

por 60 anos,

e em um instante, surgiu na minha tela,

foi tudo tão rápido.

E assim que eu vi aquela imagem,

eu soube que o navio estava seriamente danificado.

O dano que David pôde ver

foi causado por outro famoso navio de guerra, o Bismarck.

Nenhum navio era maior, nenhum navio era mais rápido,

nenhum navio era mais poderoso do que o Hood,

até o lançamento do Bismarck.

Naquela época, o Bismarck foi lançado,

ele realmente era a expressão máxima

da arte dos navios encouraçados.

O alto comando alemão incumbe o Bismarck

de atacar os comboios

que trazem suprimentos vitais para os britânicos.

O poderoso Hood é enviado para detê-lo,

preparando o cenário

para o confronto entre dois titãs dos mares.

Mas não é um embate justo.

O Hood e os Bismarck não eram navios iguais.

Os dois tinham o mesmo tipo de canhões,

canhões de 15 polegadas.

Mas o Bismarck era novo e moderno,

e o Hood já estava bem velho.

O Hood já era um idoso na época de 1941.

Na madrugada de 24 de maio,

os dois navios de guerra se encontram

no estreito da Dinamarca.

Às 05h52 da manhã,

o Hood abre fogo...

e o Bismarck revida.

Uma grande explosão irrompeu do centro do Hood.

Enormes labaredas com chamas vermelhas claras

disparam para o ar.

O Hood foi, literalmente, despedaçado.

Às 06h03, tudo acaba.

Todas as descrições da batalha relatam uma explosão.

Mas, olhando pelas imagens de sonar do naufrágio,

David vê indícios que desafiam os relatos antigos.

Essa é a imagem inicial de sonar da descoberta do Hood.

Geralmente, quando você vê um naufrágio,

você tem um campo de escombros bem claro.

Mas ver dois, como esses, é algo incomum.

Eles me contam uma história de duas explosões diferentes.

Eu nunca tinha visto nada como isso.

David envia uma câmera remota para ver mais de perto.

E nós simplesmente assistimos

durante 20 ou 30 minutos a cena de devastação

se desenrolar diante de nossos olhos.

Foi chocante e bastante perturbador.

Parece que foi cortado por um abridor de latas.

Perdido por 60 anos,

o navio-chefe britânico, o HMS Hood,

foi descoberto no fundo do Atlântico Norte,

a cerca de 3 quilômetros de profundidade.

Conforme nos aproximávamos dele,

fomos descobrindo mais fragmentos de destroços.

Estruturas de aço do navio, retorcidas e despedaçadas.

O investigador de naufrágios David Mearns

está tentando dar sentido a uma cena de total devastação.

Finalmente chegamos àquela parte enorme do navio,

e ela estava aberta, o interior estava todo exposto,

as laterais estavam totalmente despedaçadas e retorcidas,

e ficamos tentando entender aquilo.

Indícios do mapeamento com sonar

e agora essas imagens do fundo do mar

não correspondem diretamente

com os relatos oficiais dos momentos finais do Hood.

Relatos esses que não foram contestados

por décadas.

A magnitude da explosão

e a rapidez com que o navio desapareceu

levam à conclusão

de que o carregamento explodiu em seguida.

O tiro que afundou o Hood foi,

de muitas formas, um golpe de sorte.

Uma das primeiras salvas atingiu o navio,

atravessando a blindagem do convés

e detonando a câmara de pólvora na popa.

Aquele momento em que Hood explodiu

foi chocante para ambos os lados.

Um momento impactante,

quando um navio daquele tamanho simplesmente explode

e desaparece em segundos.

O que sabemos é que um projétil do Bismarck

atingiu o Hood na parte da popa do navio,

próximo ao mastro principal.

Ali houve uma enorme explosão, como um maçarico.

Mas indícios no local do naufrágio

apontam para outra cadeia de eventos.

E, de acordo com David Mearns,

há uma teoria alternativa para os minutos finais do Hood.

Uma pista chave é o enorme passadiço do Hood.

É uma peça estrutural cilíndrica da que pesa 600 toneladas,

e foi encontrada cerca de um 1,5km de distância

de onde o resto do navio estava.

Como ela chegou tão longe?

A presença de dois campos de escombros

contendo a popa e a proa,

e o fato de que o passadiço parece ter sido jogado

a mais de 1 quilômetro do resto do navio

leva David a uma conclusão surpreendentemente.

O que estava claro para mim

é que não houve uma única explosão,

houve duas explosões,

e que o carregamento da proa também explodiu.

Para mim, essa era a única explicação.

Os relatos de testemunhas oculares afirmam

que a munição traseira do Hood foi atingida,

o que leva ao seu rápido naufrágio,

com a popa para baixo.

Eu podia ver a proa do Hood

se erguendo verticalmente do mar.

Como descrito por Ted Briggs, a proa empinou,

e esse foi o momento

em que toda a cordite que estava armazenada na proa

foi deslocada para cima assim, em questão de segundos.

Tudo caiu contra a antepara, e jogado por toda parte.

Isso causou a explosão.

Para qualquer sobrevivente a bordo,

a segunda explosão é uma sentença de morte.

O Hood explodiu, o fundo foi arrancado, e já era.

Não havia mais chance de sair do navio.

Muitos deles ficariam presos em compartimentos no navio,

enquanto ele afundava.

Agora está claro por que o Hood afundou tão rápido

e levou tantos de sua tripulação com ele.

Hoje, o naufrágio é um túmulo de guerra protegido.

A equipe de pesquisa guia um veículo remoto

em direção ao bombordo

e posiciona uma placa

em memória dos 1.415 marinheiros

que ainda permanecem com o seu navio.

Para a propaganda alemã, isso foi um grande sucesso.

Um encouraçado alemão

afundou o orgulho da Marinha Real Britânica.

Depois de afundar o HMS Hood,

o Bismarck parece invencível.

Mas, apenas três dias depois,

ele também jaz no fundo do Atlântico.

Ele era realmente um alvo fácil,

e os britânicos conseguiram abrir fogo contra ele

e continuaram disparando.

Dezenas de projéteis o atingiram

e o transformaram em uma carcaça inútil.

Como os britânicos foram capazes de capturar,

cercar e destruir o Bismarck,

um navio que parecia tão poderoso poucos dias antes?

O Bismarck era um navio grande, era um encouraçado perfeito.

Tinha uma tripulação com oficiais

e mais de dois mil tripulantes.

Uma blindagem de quase 35 cm de espessura.

Ele era um navio formidável.

Embora formidável,

os britânicos estavam mais determinados do que nunca

a destruir o maior navio de guerra de seu inimigo.

Churchill deixou bem claro que queria afundar o Bismarck.

Era a hora da vingança.

Hoje a quase cinco quilômetros de profundidade,

isto é o restante do encouraçado mais temido no mundo.

Seu casco destruído

e o depoimento de seus sobreviventes

são testemunhas da violência de seus últimos momentos.

O Bismarck parecia uma pilha de sucata em chamas.

Os homens corriam para lá e para cá

tentando encontrar um jeito de se salvar.

Era um caos e desolação.

Se olhar para os destroços hoje,

o número de buracos nesse naufrágio,

é impressionante.

Em seu confronto com o Hood,

o Bismarck sofreu poucos danos, mas perigosamente,

começou a vazar o seu combustível.

O Bismarck foi atingido,

e o almirante Lütjens precisou decidir,

como estava perdendo muito combustível,

que retornaria à França.

Ele começou a recuar em direção à baía da Biscaia

e aos portos franceses, em busca de apoio e reparos.

O Bismarck corre

para a segurança da França ocupada pelos alemães,

perseguido por mais de 40 navios da Marinha Real.

A história da caçada do Bismarck

é uma das mais dramáticas em toda a história naval.

Os britânicos mobilizaram

tudo que eles tinham no Atlântico Norte,

para procurar o Bismarck.

Crucialmente, a força-tarefa britânica

inclui dois porta-aviões,

o Victorious e o Ark Royal.

O Atlântico é grande,

e é muito fácil perder alguém nele.

Então o Bismarck desapareceu no Atlântico.

Mas o Bismarck está deixando uma trilha de combustível.

E mais tarde na manhã de 26 de maio,

um piloto da força aérea real o avista.

Ele já não estava longe do apoio aéreo

que poderia receber da França ocupada.

Então realmente era a última chance

de tentar deter o Bismarck

antes que ele chegasse à segurança.

Os encouraçados britânicos estão muito atrás.

Então a missão recai

sobre um esquadrão de torpedeiros Swordfish

a bordo do Ark Royal.

Os pilotos dos Swordfish

decolaram naquele tempo horrível,

com ventos incrivelmente fortes e ondas altas,

e entraram de cara nas nuvens densas.

O Swordfish se parecia

com algo da Primeira Guerra.

Era um avião biplano de cockpit aberto,

basicamente feito de suportes e lonas.

Eles parecem frágeis,

mas são fortes o bastante

para carregar um torpedo terrível.

E assim que a noite cai, eles têm a chance de usá-los.

É praticamente Davi e Golias,

e assim que eles surgem das nuvens,

o Bismarck os vê

e dispara uma barragem fulminante de fogo antiaéreo.

Contra o Bismarck, fortemente blindado,

os pilotos têm poucas chances.

A maioria erra o alvo.

Os ataques de torpedo

são como uma loteria nessas condições.

Mas eles acertam duas vezes.

O primeiro explode inofensivamente

na espessa blindagem do Bismarck.

Mas o piloto de Swordfish Jock Moffat

e sua tripulação têm mais sucesso.

Eu sentia que cada arma do navio apontava para mim.

Parecia uma chuva de granizo.

Todos os meus instintos gritavam para desviar.

Conforme nos aproximávamos, o navio ficava cada vez maior.

Então ele disse: “Pode soltar, Jock!”

Uma análise cuidadosa dos destroços

revela o local de impacto do torpedo.

O golpe fundamental foi na popa.

Aqui, abaixo da blindagem de aço do Bismarck,

e abaixo da linha d’água,

está o seu ponto mais fraco, seu equipamento de direção.

O leme foi esmagado junto com a hélice central.

No momento em que o leme do Bismarck

foi esmagado,

o destino dele estava selado.

E a tripulação sabia

que provavelmente viveria suas últimas horas

antes da última batalha.

Naquela noite,

o almirante Lütjens envia um sinal aterrador para a base.

Impossível manobrar o navio.

Nós lutaremos até o último tiro.

Vida longa ao Führer!

Amanhece, e a frota de batalha britânica

aparece no horizonte.

Capaz apenas de navegar em círculos,

o Bismarck é um alvo fácil.

E os britânicos foram capazes de disparar contra ele,

e não pararam mais.

Devem ter sido momentos terríveis

para os mais de 2 mil rapazes

a bordo desse magnífico navio.

Houve descrições dele em chamas de ponta a ponta.

Era possível ver os buracos,

dava pra ver o brilho das chamas bem fundo no casco,

emergindo da lateral do navio.

Por fim, ele adernou e afundou.

Dos 2.200 tripulantes do Bismarck,

apenas 115 sobrevivem.

Dois imponentes navios de guerra afundados,

três mil e quinhentos homens mortos

e um deles parcialmente perdido,

por conta de um ataque aéreo.

Este não será o último encouraçado

a sucumbir desse jeito.

Todos para o convés!

Aos seus postos!

Isto não é um treinamento!

Seis meses depois da batalha

da Marinha Real contra o Bismarck,

os aviões de guerra japoneses atacam Pearl Harbour.

Hoje, nas águas rasas do porto,

jazem as ruínas do navio-chefe da frota americana no Pacífico.

Sacudiu o navio

como se ele fosse um pedaço de papel.

Uma bola de fogo subiu a mais de 150 metros de altura.

O naufrágio do USS Arizona é agora um memorial,

em homenagem

ao dia mais sombrio da marinha americana.

Em 7 de dezembro de 1941, houve a grave infâmia,

o começo da guerra no Pacífico e no Extremo Oriente.

E começa com um ataque surpresa japonês

contra a frota americana em Pearl Harbour, no Havaí.

O Arizona está atracado

na fila de encouraçados de Pearl Harbour.

Pesando quase 30 mil toneladas

e se estendendo por 182 metros,

ele era impressionante.

Eu nunca havia visto algo tão grande

capaz de flutuar.

O Arizona é fortemente protegido

com uma blindagem de aço de 33 cm de espessura.

Mas vestígios no naufrágio revelam um dano fatal.

A rachadura que atravessou o navio inteiro

foi o maior dano estrutural para a embarcação.

Como um encouraçado tão grande e blindado

pôde ser completamente destruído?

Pearl Harbour estava em paz.

Era domingo.

Algumas pessoas estavam na igreja.

Os marinheiros tiraram licença, estavam na praia, sem trabalhar.

Todos os encouraçados estavam atracados e enfileirados.

Essa era uma base completamente despreparada.

Não estava pronta para ser atacada.

Por outro lado,

os japoneses estavam preparando

o que chamavam de Operação Z por quase um ano.

Os seis porta-aviões japoneses

deixaram o Japão em sigilo duas semanas antes da batalha.

Eles cruzaram o Pacífico sem serem vistos.

Mantendo um rigoroso silêncio no rádio,

a força-tarefa japonesa

está a 370 quilômetros de Pearl Harbour

na manhã de 7 de dezembro.

Mas eles já têm

os encouraçados americanos em vista.

Vemos os encouraçados e nos admiramos com o fato

de que eles disparavam projéteis do tamanho de um carro,

a cerca de 40 quilômetros.

E isso é extraordinário.

Mas se você pensar em uma aeronave

como um projétil disparado por um porta-aviões,

e que pode disparar projéteis por centenas de quilômetros,

a frota inimiga não pode revidar.

Eles lançaram as aeronaves por volta das seis da manhã

para atacar os encouraçados americanos,

que esperavam completamente desavisados

na fila de encouraçados em Pearl Harbour.

Com aviões de guerra japoneses se aproximando,

eles os detectam pelo radar americano.

Eles viram pequenos sinais no visor do radar.

Mas os sinais não podiam ser identificados.

Os operadores supõem

que eles estão detectando aviões americanos.

Eles não tinham como saber que, na verdade,

aquilo se tratava de aeronaves inimigas

prestes a realizar seus ataques.

Pouco antes das 8 da manhã,

o oficial farmacêutico Sterling Cale,

sai de seu turno

e fica espantado ao ver aviões acima da fila de encouraçados.

Nós não treinamos aos domingos.

Mas então, assim que eu vi

um avião passar com o sol nascente na fuselagem,

eu disse:

"Minha nossa! São aviões japoneses."

A bordo do Arizona,

Lauren Bruner está ansioso para sua folga em terra.

Depois da igreja

eu tinha um encontro com uma garota na praia.

O nome dela era Nicky, eu nunca mais cheguei a vê-la.

Então ele ouve uma mensagem nos alto-falantes do navio.

Todos para o convés!

Homens em seus postos!

Isto não é um treinamento!

A primeira leva tinha 180 aeronaves,

e, de repente, elas estavam atingindo

os encouraçados com bombas, torpedos...

Foi uma surpresa total e um choque completo.

Liderados pelo comandante Mitsuo Fuchida,

os bombardeiros japoneses visam a fila de encouraçados.

Eles estão equipados com uma nova arma aérea,

um projétil para encouraçados de 16 polegadas,

adaptado para ser lançado de uma aeronave.

Ignorando a barragem de artilharia

explodindo ao nosso redor,

eu acionei a alavanca de liberação da bomba.

Os projéteis perfurantes dos bombardeiros

eram extremamente pesados,

porque tinha muita massa na frente do projétil.

Pense em uma marreta com uma picareta na frente.

Uma única bomba lançada por um Nakajima B5N,

de cerca de 3 mil metros,

acerta a blindagem próximo a uma das torres

e atinge um dos depósitos,

detonando as munições armazenadas naquele depósito.

Uma enorme coluna de fumaça vermelha

subiu a 300 metros,

e uma forte onda de choque atingiu nosso avião.

Eu vi que aquela grande explosão havia sido no Arizona.

Ele ainda queimava incontrolavelmente.

Assim como com o HMS Hood,

foi a própria munição do Arizona que selou seu destino.

Não foi um golpe de sorte, eles atingiram o alvo.

Todo mundo sabe

que se você atinge um depósito de munição,

a explosão secundária pode despedaçar o navio.

O Arizona era um enorme e poderoso navio de guerra,

e foi derrotado por uma única bomba,

lançada por uma única aeronave.

O Arizona era um símbolo de força naval

e, em um instante, foi totalmente destruído.

Herb Weatherwax,

um soldado de 24 anos do exército,

se recorda desse terrível momento.

Aquela explosão foi tão grande,

que matou todo mundo no convés inferior.

Aquilo me doeu o coração, eram todos jovens.

Eles foram se deitar e nunca mais acordaram.

O fogo e a explosão tiram 1.177 vidas.

Quando vamos aos destroços,

vemos coisas deixadas na cozinha,

tigelas, colheres, garfos.

A mangueira de incêndio serpenteia pelo convés,

onde grupos de controle de danos estavam trabalhavam

quando a última explosão ocorreu.

O Japão está apenas começando,

e cerca de 10 mil quilômetros a oeste,

outro imponente encouraçado

está prestes a descobrir as consequências mortais

de ignorar a ameaça vinda de cima.

A 117 quilômetros além da costa da Malásia,

encontra-se o naufrágio do HMS Prince of Wales.

Um dos mais modernos encouraçados

da Marinha Real,

ele lutou contra o Bismarck ao lado do HMS Hood.

Mas nos dias seguintes a Pearl Harbor,

sua tripulação batalha contra um inimigo diferente,

os aviões de guerra japoneses.

Eu consegui me arrastar pelo convés até a murada,

e vi outros em pânico deslizarem na lateral do navio,

desaparecendo para dentro dos buracos abertos.

O navio que ajudou a afundar o Bismarck

é rápido, ágil e bem armado.

Porém, é incapaz de sobreviver a um ataque aéreo.

Mergulhadores estão investigando o local do naufrágio,

como parte de uma expedição militar.

A bordo está o explorador de naufrágios

Rod Macdonald.

Meu papel nesta expedição

é tentar descobrir exatamente por que o navio afundou.

Quando foi construído,

era um encouraçado extremamente sofisticado.

Um dos mais avançados encouraçados de sua época,

o Prince of Wales

tem um sistema de disparos guiado por radar,

vinte anteparas impermeáveis

e uma espessa blindagem anti torpedo.

A primeira impressão

vem da imensa escala e majestade dos destroços.

Estão tão intactos que você até pensa

que, se tapasse os buracos,

poderia fazê-lo flutuar ainda hoje.

Possui defesas contra projéteis, bombas e torpedos.

Mas seus projetistas

não podiam fazer mais do que isso.

Você pode blindar um encouraçado o quanto quiser,

mas todo encouraçado tem seu calcanhar de Aquiles.

Trinta e oito centímetros de aço

o protegem até 3 metros abaixo da linha d’água.

Porém mais abaixo, há pouca proteção.

Os buracos de torpedo nessa embarcação

são realmente enormes.

Têm cerca de 7 metros de largura.

Caberia um ônibus.

Se a parte inferior vulnerável do casco

for exposta abaixo de seu cinturão de blindagem,

é incrivelmente fácil

para um torpedo penetrar e explodir lá dentro.

Todos os impactos no Prince of Wales

estão abaixo do cinturão.

O que aconteceu

para que ele revelasse seu ponto fraco

para o inimigo atacar?

Para conter a agressividade japonesa,

em novembro de 1941,

Winston Churchill envia ma força tarefa da Marinha Real

para Cingapura, a Força Z.

O Prince of Wales é o navio-chefe.

Com o objetivo de silenciar o Japão,

estamos enviando nosso mais recente encouraçado,

o Prince Of Wales,

que é capaz de capturar e destruir

qualquer navio japonês.

Churchill acreditava que toda a Marinha japonesa

seria intimidada

por uma força de dois encouraçados

o Prince of Wales e o cruzador de batalha Repulse.

Eu acho que havia um sentimento implícito

de que os alemães talvez fossem uma coisa,

mas os asiáticos no Extremo Oriente

talvez não devessem ser considerados

uma ameaça tão séria.

O porta-aviões de escolta da Força Z

está danificado,

então eles vão para o mar sem apoio aéreo.

Mas o comandante, o almirante Sir Tom Phillips,

está despreocupado.

Tom Polegar Phillips era um perfeito almirante

da velha guarda da marinha,

ele acreditava nas armas grandes.

Ele não achava que aviões

poderiam causar muitos danos aos seus navios.

O Prince of Wales não parecia estar

sob grave ameaça.

Nenhum encouraçado havia sido afundado

por um ataque aéreo no mar.

Um navio manobrável era bem difícil de acertar,

especialmente lidando com bombardeios de altitude.

Na manhã de 10 de setembro,

uma força de 88 aeronaves japonesas

localiza a força-tarefa britânica.

Na hora do ataque,

o Prince of Wales e o Repulse voltavam à Cingapura,

eles estavam a 240 quilômetros da segurança de seus portos.

Ver aviões japoneses chegando em tamanha força

foi uma surpresa ingrata.

Os britânicos acham que são bombardeiros de altitude,

porque essas eram as únicas aeronaves japonesas

conhecidas com esse alcance.

Quando o ataque se aproxima

e parece que as aeronaves estão em formação

para um ataque de torpedo, sobrevoando baixo e rápido,

um oficial disse:

"Não se preocupe, senhor.

Não podem ser torpedeiros. Não têm alcance."

Torpedos são uma ameaça muito maior

do que bombas.

Mesmo os oficiais e os homens a bordo

não acreditavam que estavam sob ataque,

até que viram os rastros deles na água.

E então eles percebem o que vão enfrentar.

Parece que o almirante Phillips

ficou tão chocado com a reviravolta

que praticamente congelou.

Sem que os britânicos soubessem,

a Marinha japonesa havia desenvolvido

uma aeronave de longo alcance,

capaz de carregar torpedos potentes.

E agora,

nove deles avançavam na direção do Prince of Wales.

Testemunhas relatam que às 11h44 da manhã,

o navio foi atingido.

Ele foi atingido a bombordo, à direita da popa,

no eixo da hélice, por um torpedo.

E a partir daí, foi fim de jogo.

Rod Macdonald acredita que esse golpe foi decisivo.

Para ver o seu impacto,

ele examina o tubo externo da hélice do navio.

Quando mergulhei no naufrágio,

eu vi onde o tubo estava, e o eixo foi se debatendo,

e todo o casco de metal do navio foi arrancado e aberto.

A própria hélice desapareceu.

Quando o próprio eixo caiu dos destroços,

fez um buraco ainda maior,

e a água começou a inundar a casa das máquinas

muito rapidamente.

Este é sempre o ponto fraco em qualquer encouraçado,

aconteceu com o Bismarck, mais cedo naquele ano,

e agora tinha acontecido com o Prince of Wales.

Para entender como um impacto de torpedo

condenou a embarcação inteira,

o historiador naval, Anthony Tully,

vai a bordo de um encouraçado de estrutura semelhante.

Isto aqui é o eixo da hélice.

Vemos o comprimento percorrendo a extensão do navio,

passando por cada compartimento.

Por conta do impacto do torpedo, o eixo entortou e desalinhou,

e rasgando como um saca-rolhas gigante

toda a extensão do navio.

Dá pra imaginar isto sacudindo até se desfazer totalmente.

Há cerca de quatro ou cinco fragmentos do eixo

descobertos pelos mergulhadores.

As anteparas foram desenvolvidas para serem impermeáveis.

Mas quando o eixo da hélice se soltou,

ele as atravessou,

e a água inundou o navio da popa à proa.

À partir desse impacto de torpedo,

o Prince of Wales perdeu

a hélice de bombordo interna e a externa,

e por isso adernou.

Ao se inclinar,

ele expôs aquela área vulnerável sob o casco

para ainda mais torpedos vindo de outras direções.

Mais três torpedos

atingem abaixo do cinturão de blindagem.

Assim que o navio começou a naufragar,

o HMS Electra, um contratorpedeiro de escolta,

chegou do lado,

e dava para ver a tripulação do Prince of Wales

tentando salvar as vidas, pulando na direção dele.

Muitos não sobreviveriam.

Alguns, em sua impaciência,

tentaram pular para o convés do contratorpedeiro,

e acabaram caindo entre os dois navios

para serem esmagados ou afogados.

O Prince of Wales e o HMS Repulse

foram afundados.

E 840 marinheiros britânicos afundam com seus navios,

incluindo o almirante Tom Polegar Phillips.

Eu me virei e vi o almirante

e o capitão Leach no passadiço, saudando a bandeira,

enquanto o Prince of Wales afundava abaixo da superfície.

A importância deste momento é que foi a primeira vez

que um encouraçado em alto mar

foi destruído somente por aeronaves.

Não será o último.

Uma era de batalhas navais chegarão a um trágico fim

com a destruição

do maior encouraçado já construído.

Você estão sendo convocados a morrer em glória,

proclamando a morte de 100 milhões de japoneses

que preferem morrer a se render.

O Yamato foi o primeiro e último encouraçado kamikaze?

Uma nuvem nefasta paira sobre o mar da China Oriental.

É tudo o que resta de 73 mil toneladas

de um super encouraçado, Yamato.

Ele afundou com a perda de mais de 3 mil vidas.

Talvez o primeiro dever dos japoneses

fosse morrer pelo imperador, e muitos o fizeram.

60 anos depois,

uma equipe internacional de exploradores de naufrágios

está à caça do Yamato.

Outrora o navio-chefe da Marinha Imperial,

desde seu naufrágio,

ele conquistou um status quase lendário

no Japão.

O encouraçado japonês Yamato

era o auge do desenvolvimento de encouraçados.

Ele era inconcebivelmente grande.

Ele era repleto de armamento antiaéreo,

tinha uma blindagem incrivelmente grossa,

era rápido, era capaz,

mas no final, era um encouraçado.

E em 1945,

seus dias definitivamente acabaram.

A 290 quilômetros da costa japonesa,

sonares detectam destroços no fundo do mar.

Usando submarinos,

a equipe quer descobrir

o que afundou este navio colossal.

A 335 metros abaixo,

estranhas formas surgem na escuridão.

É uma âncora!

É a âncora.

Parece grande o bastante para ser o Yamato,

mas a equipe precisa de provas.

Isto é um símbolo.

Sim!

O crisântemo, emblema do imperador,

é uma medalha de honra

carregada apenas por navios importantes.

Este é o Yamato.

Seus restos retorcidos recontam seu fim violento.

Entre os destroços,

milhares de jovens jazem sepultados com seu navio.

Nos meses finais da Segunda Guerra Mundial,

o Yamato recebe a ordem

de atacar as forças invasoras americanas.

Muitos da tripulação já sabiam o seu destino.

Esta foi nossa última jornada.

Este navio enorme zarpando agora jamais retornará.

Na época em que o Yamato saiu em combate,

em 1945,

a Marinha japonesa era uma sombra de si mesma.

Muitos de seus navios foram afundados,

todos os seus porta-aviões,

a elite de aviadores treinados antes da guerra,

estavam todos mortos.

A perda do Prince of Wales

prova que qualquer encouraçado sem apoio aéreo

é, agora, um alvo fácil.

Não havia dúvidas

de que essa era uma missão suicida,

uma viagem só de ida, uma missão kamikaze.

Em 6 de abril de 1945,

o Yamato é enviado

para confrontar as forças americanas

em Okinawa.

Mas ele é avistado por um submarino americano.

No dia seguinte,

aviões de oito porta-aviões decolam para atacá-lo.

Eu desci, soltei meu torpedo,

e ele foi bem na direção da proa do Yamato.

Não importava para onde o navio virasse,

ele seria atingido.

A batalha foi completamente unilateral.

A frota japonesa não tinha apoio aéreo,

enquanto os americanos tinham mais de 400 aeronaves

lançadas de seus porta-aviões e aeródromos

capturados na própria Okinawa.

A 304 metros abaixo da superfície,

os resultados de seus ataques no navio

são estarrecedoramente claros.

Yamato não foi apenas afundado, ele foi feito em pedaços.

Os destroços revelam um casco partido em dois,

bem na frente da segunda torre.

O casco do navio também está crivado de torpedos.

Às duas da tarde,

depois de 90 minutos de ataques constantes,

o Yamato está imóvel na água.

À medida que levas de aeronaves chegavam para atacar,

o Yamato tentava despistá-las,

mas os torpedos continuavam se chocando

no bombordo do navio.

E era só uma questão de tempo até o golpe final.

Os homens pulam na água para se salvar.

Mas naquele momento,

mais torpedos atingem o Yamato, e ele vira.

Explosões enormes e catastróficas

dilaceram o navio.

Foi aí que explodiu o carregamento de munição.

Destruindo o navio totalmente

e matando 3 mil homens quase de uma vez.

O Yamato, o auge dos encouraçados,

é impotente contra os novos senhores das ondas.

Uma enorme coluna de fumaça subiu ao céu,

formando uma enorme nuvem de cogumelo,

que simbolizou a morte do encouraçado

como uma proeminente arma naval.

A era dos encouraçados,

em termos táticos, chegou ao fim.

Mas eles ainda são o símbolo do que sempre foram,

do imponente poder nacional.

EM MEMÓRIA DO PROFESSOR ERIC GROVE

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