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"Um anúncio", diz.
"Para o turno de hoje, o Jobu estará de serviço."
- Já passou algum tempo. - O Jobu?
"Jobu, por favor, escolhe uma pessoa com quem queres trabalhar."
O teu cabelo está bom assim.
Está bom. Estás ótimo.
Odeio tanto o meu cabelo.
WILLIAM, 34 GESTOR DE PROJETOS DE TI
TAEHEON, 35 DESIGNER
JOBU, 26 PROFISSIONAL DE MARKETING
Vamos trabalhar juntos.
Estou entusiasmado. Finalmente posso ir.
- Já passou algum tempo. - Sim.
Não vou há mais de dez dias.
Divirtam-se.
Sim.
- Boa. Vamos. - Boa sorte!
Ele está bem? Pode estar tímido para vender café.
Está a chover imenso.
- Está frio hoje, não está? - Está.
Olá.
Quer um café?
Olá.
Querem um café quente?
Da última vez, apareceram algumas pessoas.
- É incrível que consiga pôr a cabeça ali. - Sim.
- Não estão a falar. - Talvez estejam demasiado tímidos.
Vendemos café, se quiserem.
Temos café, lattes, leite com chocolate e afins.
- Parece-me bem. - Leite com chocolate.
O leite com chocolate é excelente.
- Três chocolates médios, por favor. - Certo.
- Três médios. - Sim.
Temos três? Podemos fazer mais três leites com chocolate?
Podemos…
Está bem, podemos. Três leites médios e…
- Um latte médio, por favor. - Certo.
O que é isto? O expresso não sai.
Mas saiu há bocado, certo?
Estão à espera há séculos.
Está a sair um pouco, mas isto é…
- Acho que devíamos provar. - Talvez.
Devíamos reembolsá-los.
Desculpem. Temos de os reembolsar.
Não podemos pedir a mistura normal também?
- Podemos fazer café de filtro, mas… - Não deve haver problema.
Sabe mal.
Tem a certeza? Teríamos de fazer tudo do zero, por isso…
- Olha para a cara dele. Não. - Deve ser tão amargo.
VENDAS DE HOJE - 2200 IENES
Foi aquela avaria que tiveram.
Queria falar contigo, Taeheon.
Fico feliz por saber.
Não falas muito de ti.
Estás a dizer que não falo quando estou com todos?
Não sei. É a sensação que tenho.
Então, devias perguntar-me coisas.
Eu pergunto.
Vou perguntar.
É isso que quero dizer.
- Que se passa? O Jobu não está em si. - Talvez esteja nervoso.
- Ele fica assim com quem gosta. - Sim.
Estava a pensar sobre o que falar.
Sempre te quis conhecer.
Quem diria que nos conheceríamos aqui?
Não é? Foi por isso que fiquei surpreendido.
Planeava escolher-te quando chegasse a minha vez.
Fico contente.
Ainda bem que pudemos falar a sós pela primeira vez.
- O Taeheon não parece bem. - Passa-se algo.
- Queres dizer mais alguma coisa? - Mais alguma coisa?
Disseste que querias falar comigo, certo?
Ainda temos um mês. Espero que possamos voltar a falar.
Vamos voltar a falar.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete?
- Pode ser sete. - Sete? Então, vamos usar o sete.
- O que foi? - Porque pareces ter sono?
O quê? Porque hoje está frio.
Porquê? Porque o aquecimento estava desligado?
Sim, também.
Não faz mal. Eu cozinho.
Afasta-te!
- Não tenho de fazer nada? - Não.
Óleo vegetal.
Quero discutir o nosso futuro com mais detalhes.
Quero falar sobre se queremos casar ou não.
Não necessariamente sobre nós dois. Deves ter coisas que queres para ti.
Mas nunca se sabe. Porque as pessoas mudam.
O agora comparativamente ao futuro.
- Certo. - Sim.
Está a pensar nisso.
Não pode estar satisfeito por estarem juntos?
Acho que não chega.
Porque deixaste de sorrir?
Não é que tenha parado de sorrir.
Estava a pensar se sou demasiado otimista.
Não é melhor que sejas otimista? Eu também sou.
Mas disseste que não sabias o que acontecerá quando sairmos.
Não.
Tenho uma ideia de como será, mas ainda não saímos, por isso…
- Não tens a certeza? - Exato.
Por tudo o que pensámos, ainda não fomos assim tão íntimos.
Este é o tipo de coisa que costumamos pensar
depois de passarmos mais tempo juntos
e dormirmos juntos à noite.
Mas já estamos a pensar demasiado sobre o futuro, por isso parece estranho.
- Sim. Saltámos um passo. - Exato.
Como curtir, dormir juntos e passar tempo juntos.
Acho que resultaria se fizéssemos isso vezes sem conta, mas ainda não fizemos.
Ainda não há grande diferença comparando com antes de nos juntarmos.
Tens razão.
Queres aquele entusiasmo, sabes?
Com o que sinto agora, não consigo chegar ao nível em que estás.
- Quero que entendas isso. - Sim, já percebi.
- Entendo perfeitamente. - Sim.
- Não sentem o entusiasmo. - Porque não consumaram o ato.
Eles voltaram.
- Foi rápido. - Bem-vindos de volta.
- Voltámos. - Bem-vindos de volta.
Voltaram cedo.
- Vais pôr tudo? - É demasiado?
Não ficará muito salgado?
- O que aconteceu com estes dois? - O Taeheon…
- O quê? - Seis.
São sete, certo?
- Não, são seis. - Estava a contar.
- Sete. - São oito.
Para com isso. Oito.
- O quê? - Nada.
- Como estás? Estás bem, Ryu? - Sim, estou bem.
Isto é estranho. Não.
Normalmente, falarias, certo?
Não sei se está zangado ou se ele não gosta de mim,
mas foi, sem dúvida,
o menos divertido que já tive na Green Room.
Não sei bem o que ele esperava.
Até as perguntas que ele me fez não foram memoráveis.
Senti-me um pouco:
"De que forma é que ele me queria conhecer quando me escolheu?"
- O que é que ele?… - Estou a ver. É difícil.
- É difícil. - Espera, Taeheon…
Taeheon!
Nunca o tínhamos visto numa situação romântica,
por isso, foi muito chocante.
- Foi muito chocante. - Foi a primeira vez.
O Jobu provavelmente queria ter uma conversa animada e descontraída,
mas talvez não conseguisse.
É verdade.
Pergunto-me se o Jobu tentou demasiado e o Taeheon entendeu mal?
Talvez o Taeheon achasse que devia ter perguntado mais, se estivesse interessado.
Talvez o lado princesa do Taeheon tenha surgido.
- O seu lado princesa mostrou-se. - Talvez.
"Tu é que me escolheste. Continua."
- Entendo. - É isso que as princesas fazem?
Ena, ele é muito mais princesa do que eu esperava.
- Sim. - Ele está noutro nível.
Céus.
Vimos um novo lado dele.
- Quero ver mais. - É difícil decifrá-lo.
- Ainda é difícil avaliar. - Sim.
Então, o Izaya ficou descansado com as palavras do William.
Quando recebe informação, diz: "Assim, enterro o machado de guerra."
Certo, estou a ver.
Mas o problema com aqueles dois tornou-se muito claro.
Ainda não o fizeram.
- Certo. - Sim.
O William não se pode empolgar muito quando ainda não foram até ao fim,
e ele não está pronto para estas conversas até lá.
- Aqueles dois ficam lá mais um mês? - O problema é esse.
Se for esse o caso, não podem dormir juntos, certo?
Se pudessem ter uma conversa séria sobre essas coisas,
também podiam falar se saem daqui a uma semana ou ficam mais um mês.
Mas, então, não irias querer que se afastassem um pouco?
Exato.
Eles só vão saber quando saírem e tentarem.
Ou é só na cabeça deles.
Devem sair um pouco para consumar o ato?
Sim, só um pouco.
Que tal a sopa de miso?
- Puseste açúcar? - Dá-lhe alguma riqueza.
- É boa, não é? - Sim.
- É reconfortante. - Ótimo.
Kazuyuki, a tua sopa de miso tornou-se muito boa.
- Faço a minha sopa de miso em casa. - Sim? És mesmo bom.
Acho que sabe como antes. Duvido que tenha mudado muito.
- Vamos comer. - Vamos comer.
Obrigado.
Que delicioso.
- Fizeste a sopa de miso? - É boa, não é?
Bem me parecia. Agora reconheço a sopa do Kazuyuki.
- É boa. - É.
- É deliciosa. - Sabe a casa.
Um gostinho de casa.
É ótima.
Posso fazer-vos uma pergunta?
- Claro. - Força.
O que acham que é o amor?
- Essa é difícil. - Intenso.
Então, o que significa amar alguém? O que é o amor?
- Ena! - O que é isto do nada?
Ele levantou uma eterna questão humana.
- Não esperar nada em troca. - Sim.
É como quando vemos uma bonita vista e queremos enviar uma foto a alguém.
- Fofo. - Fofo.
- Essa foi boa. - Sim?
Taeheon, o que achas?
A capacidade de perdoar e suportar.
Sem amor, se alguém te mentir, esquece.
Mas porque os amas, queres dar-lhes outra oportunidade.
Posso dar uma resposta abstrata?
- Sim. - Claro.
Quando penso no que é o amor,
sinto que é uma metáfora para uma história individual.
O que quero dizer é…
Desculpa?
Sinto que é uma metáfora para uma história individual.
Como uma figura de estilo.
Representa uma história individual como uma metáfora.
É a substância que é representada por essa palavra.
Há coisas por todo o mundo que são justificadas pelo amor.
Mas não se pode criticar a palavra "amor" porque todos
têm a sua própria versão dentro de si.
Pode ser amor na vida diária, amor de mãe,
ou até amor pela pessoa que se tornaram.
Mas surgem conflitos quando um amor choca com outro.
Sinto que o amor está envolvido em tudo o que me deixa feliz ou triste.
Podem não perceber o que estou a dizer, mas é assim que me sinto.
Complicado.
Estávamos todos a pensar isso.
Mas ele disse que há amor em tudo.
Há amor em tudo.
"O líder do turno de hoje é o Bomi.
Vamos voltar a trabalhar juntos.
- Ele parece feliz. - Sim.
- Nunca vimos aquele olhar. - Não estava lá antes.
Que estrada.
- Ena. - É lindo.
- Nunca estive numa pista de esqui. - Sim.
- Pronto. - Está bem.
Obrigado.
- Queres esquiar mais tarde? - O quê?
- Queres ir esquiar? - Não, não quero.
Queres, não é?
A forma como te ris!
- Então? - Queres, não é?
Também temos sumo e leite com chocolate.
- Quero leite com chocolate. - Leite com chocolate?
- Quem quer leite com chocolate? - Eu.
Quero um latte pequeno.
- Eu faço. - Faz o latte.
- Faço o latte? - Sim.
- Está bem. - Vou aquecer o leite.
- És tão grande. - Desculpa ser grande.
- Não faz mal. Tudo bem. - Desculpa.
Não. Não disse nada.
- Desculpa. - Não sejas assim.
- Aproximaram-se, não foi? - Certo?
Desculpem a demora.
- Aqui tens. - Obrigado.
Está quente, cuidado.
- Agradece. - Obrigado.
- Está a correr muito bem hoje. - Sim.
- Certo? - Estou satisfeito.
- Não queres ir esquiar? - Queres, não é?
- Não me importo. - Queres ir.
- Não é como… - Se for para esquiar, vou.
- Acho que não consigo esquiar. - Queres fazer snowboard?
- Não queres fazer snowboard? - Talvez. Mas não me importo.
Vês? Tu queres. Disseste que querias.
- Queres ir. - E tu não.
Não me importo.
Qual é, afinal? Disseste que não querias.
Não me importo, mas estou inclinado a não ir.
- Não me importo, mas acho que sim. - Eu sei.
- Vou filmar-te a descer. - Não.
Vou estar lá a dizer: "Bem-vindo de volta!"
- Queres que vá contigo? - Nem por isso.
- Não é isso? - Estou bem de qualquer forma.
- O que se passa? - São tão fofos!
- O que foi isso? Mais de 10 mil ienes! - Ena!
Não é um novo recorde?
- Sim. - Muito bem.
- Estás a ficar muito musculado. - A sério?
Os teus abdominais começam a aparecer.
- Acho que perdi peso. - Sim?
Sim, desde que cheguei.
- E eu? - O teu corpo é mimado.
Ainda assim, bem…
- Bem. - Acho que está bom.
- Como foi? - Sim, quero saber.
- O meu dia na carrinha? - Sim.
Foi o menos divertido de sempre.
- O quê? - A sério.
Acho que ele não teria agido assim se tivesse
nem que fosse a mínima vontade de ir comigo.
Acho que também estava cansado.
Ou estava mesmo exausto, ou eu nem fazia o género dele.
É uma coisa ou outra.
"Nem fazia o género dele" é duro.
Tenho a certeza de que foi isso.
Queres ir outra vez?
Iria se ele me escolhesse, mas não o volto a escolher.
- A sério? - Sim, foi difícil.
Não o posso voltar a escolher.
- Talvez ele seja assim. - Deve ser reservado.
- Talvez ainda não se tenha aberto. - Sim, talvez.
Parece ter uma personalidade difícil.
Ele parece distante, tipo…
Talvez seja mais amigável quando pressionado.
- Ele também pode parecer indiferente. - Sim.
- "Não quero saber." - Certo.
- Mas acho que ele é assim com todos. - Parece que sim.
- Acho que não é só contigo. - Sem dúvida.
Tenta outra vez.
Acho que sim, já que não gosto de mais ninguém agora
e quero aproveitar ao máximo a oportunidade.
- Mas já nem temos sequer um mês. - É verdade.
Força.
- Afinal, eles foram. - Eles foram.
Estás bem?
Consegues?
Tenho medo.
São obrigados a dar as mãos.
- É verdade. - Essa é a parte boa.
Enfia o pé.
- Sim. - Está bom?
Conseguiste. Está bem.
Consegues?
Vou tentar.
Empurra mais por dentro. Empurra com o interior.
É isso. Para. É isso.
- Conseguiste. - Isto não é assustador?
- Força. - Tu primeiro.
- Podes ir primeiro. - Vai tu.
Está bem, eu vou. Vou já.
- Cuidado! - Está a ir tão depressa!
Ele é tão imprudente.
Ele ia demasiado rápido para parar.
Não.
Estás bem?
- Estás bem? - Talvez não.
Olha, é tão bonito.
Vá lá…
É bonito.
- Vamos falar aqui? - Claro.
É lindo.
- Já passou um mês. - Eu sei.
Passou depressa?
Sim. Não passou?
Pareceu rápido, mas também lento. Aconteceu muita coisa.
Quando cheguei aqui,
não sabia se tinha feito uma boa escolha.
- Mas agora estou contente por ter vindo. - A sério?
Sim. A minha mentalidade mudou muito.
- É mesmo só mais um mês. - Sim.
Há mais alguma coisa que queiras fazer?
O que quero fazer…
Quero ver um lado meu que ainda não conheço.
Que não tenhas visto?
Não tenho a certeza, mas acho que consigo ver melhor esse lado agora.
Mudaste, Huwei.
Sobretudo recentemente.
- A sério? - Sim.
- Vamos andando? - Vamos?
Foi divertido.
Estás a mentir.
Ver o Huwei e o Bomi é reconfortante.
É comovente.
- Até fizeram 10 mil ienes. - Sim, fiquei surpreendida.
Suponho que a energia faz toda a diferença nos negócios.
O Taeheon e o Jobu tinham uma energia tensa.
- Talvez foi por isso que aquilo avariou. - Bem visto.
A eletricidade pode ser afetada pela energia humana.
- E a discussão sobre o amor. - Sim.
- A metáfora. - Sim.
O Bomi explicou que era uma figura de estilo e os outros: "O que é isso?"
O Huwei pode ter sentido: "Ele entende o que quero dizer, mesmo sendo o único."
Foi um grande gesto. Este é o Bomi.
- Depois, perderam o apetite. - Sim!
- Eles pousaram os pauzinhos. - Uma pausa. "Complicado."
Apesar de terem porco com gengibre.
Ele é filosófico, não é?
- Acho que é muito inteligente. - Não é? Muito inteligente.
Mas suspeito que ele não seja bom a estar apaixonado e a perder-se em algo.
- Porque é inteligente. - Verdade.
Quando está em modo romântico, ele diz: "Fiz crème caramel. Vamos comer."
- É bastante seco. - Certo.
Mas quando entra em coisas lógicas, fala tão depressa.
Sim!
"Isto é assim e isto é assado…"
- Ele é assim. - É verdade.
Tem piada como ele usa o cérebro de forma diferente.
- Ele usa-o de forma diferente. - … quando não é romance.
- "Que sensação quente é esta?" - Ele está percetivo?
Ele pensa: "Esta metáfora é para quê?"
Espero que ele encontre esse lado muito mais vezes.
Bom dia.
- Tenho um favorzinho… - O quê?
… que vos quero pedir a todos.
- Assustaste-me. - Pode ser?
Diz.
Eu e o William queremos ter uma noção mais aprofundada
de como seria realmente depois de sairmos da Green Room.
Se não se importarem, gostaríamos de ter a oportunidade de sair.
- Claro. - Não faz mal. Claro.
Voltam para jantar?
Vamos passar a noite fora.
- É disso que se trata? - Então…
Se soubesse que…
Posso ir convosco?
Serias a vela!
Vamos andando.
Já? Adeus. Divirtam-se.
Adeus.
- Passar a noite fora parece-me bem. - Sim.
- Boa. - Eles precisam de uma mudança de cenário.
- Então, vou para o meio. - Sim, vamos aproximar-nos. É solitário.
É uma conversa importante? "Vamos casar"?
Não é demasiado cedo para isso?
Eu leio.
"O líder do turno de hoje será escolhido por voluntariado.
Quem quiser ser líder de turno, por favor, levante a mão."
- Sim, força! - Ótimo!
Já levantaste a mão?
É esse o espírito.
- Já não era sem tempo. - Queres ir?
- Claro. - Já não era sem tempo.
Ainda bem para ele.
Não se importam?
Bem, achei que não devia levantar se tu levantasses a mão.
Sim?
Nesse caso, vou hoje.
- Força. - Obrigado. Muito obrigado.
Muito bem.
Quem irá escolher?
Quais serão os critérios dele?
- Vamos repetir. - Vamos repetir.
- Sim. - Vamos a isso.
Vamos a isso.
- Até logo. - Até logo.
Há muito tempo que não íamos os dois.
Há quanto tempo?
- Cerca de três semanas. - Muito tempo.
Já passou tanto tempo.
É um Border Collie.
Um Border Collie.
- Olá. - Olá.
- Border Collie, certo? - Sim.
- Eu tive um. - Algo chamou a atenção do meu cão.
Que fofo.
Que fofo.
Quantos anos tem?
- Oito. - Oito?
- Não faço festas a um cão há séculos. - Sim.
Tive um Border Collie até ao ano passado. Um preto e branco.
- A sério? Quantos anos tinha? - Sim.
Quinze anos. Despedimo-nos no ano passado.
É uma ótima idade!
Sim, é uma boa idade para um Border Collie.
- Há muito tempo que não via um. - Incrível.
Espero que este também tenha uma vida longa.
- Vais ter, não vais? - Quinze anos é maravilhoso.
Tem uma vida longa pela frente.
- Fofo. - Damos a volta e voltamos.
- Claro. - Claro.
- Isto vai trazer recordações. - Ele vai chorar.
- Obrigado. - Obrigada.
Desculpe a demora. Obrigado.
Fizemos 5350 ienes.
Fechamos?
- Hoje, muita gente está de xadrez. - Sim.
- Talvez deva vestir xadrez. - Faz isso.
TOMOAKI, 31 GERENTE DE PROJETOS DE TI
- Ficou bem. - Não estamos giros? Vamos tirar uma foto.
Despacha-te.
Pareço desesperado.
- Boa. - Que fofos.
E estão todos a usar xadrez.
Como amigos íntimos.
- O Tomoaki parece solitário. - Ele está bem?
- Talvez não esteja com disposição. - O que se passa?
- Estás bem? - Sim, estou bem.
- É constrangedor? - Sim, desculpem.
- Vou para o quarto. - Queres usar o meu xadrez?
- Porquê? - É um pouco constrangedor e… Desculpem.
- Obrigado pela comida. - Porquê?
- Constrangedor? Não. - Espera lá.
Não foi isso que quis dizer.
O que foi agora?
- Talvez sinta que não se enquadra. - Talvez. Parece solitário.
Só cá estamos há uma semana, mas talvez já esteja farto?
Sim, estou um pouco preocupado.
- Vamos lá. - Está bem.
- Um bom dia de trabalho. - Um bom dia de trabalho.
- Hoje foi o voluntariado, certo? - Sim.
Achei que seria bom se pudesse falar com alguém.
E como és tu com quem me sinto mais confortável para falar,
escolhi-te a ti.
- Podes falar comigo sobre qualquer coisa. - Certo.
- Como estão as coisas? - Pois…
Estive a refletir.
A refletir sobre os 15 anos com o meu ex
e a lembrar-me das coisas que aconteceram e assim.
Acabámos porque já não havia entusiasmo.
Mas depois de ouvir toda a gente aqui,
às vezes, começo a pensar que talvez
era assim que era suposto ser no final.
Achas que talvez a vida monótona que tiveram…
Sim.
… foi a forma mais feliz de uma relação acabar?
- Sim. - Entendo.
Ultrapassamos tudo, certo?
Sim. Quinze anos é muito tempo.
Superámos isso tudo e…
Ouvir-nos falar faz-te lembrar tudo o que aconteceu?
Durante o resto do meu tempo aqui,
talvez consiga decidir-me.
Certo.
O último mês teve muito significado para ti?
Sim. Nesse sentido.
É importante, não é?
É muito mais significativo do que uma nova relação.
Aconteceu alguma coisa, não foi?
Estás cansado?
Sim, acho que estou. Sim.
- Estás cansado? - Sim.
Até agora, sempre que me sentia assim,
afastava-me.
Costumava escolher não me envolver com as pessoas.
Não é que te possas afastar.
Quando é que isto começou? Parecias bem esta manhã.
- Houve aquilo com as camisas. - Certo.
Quando todos se estavam a divertir,
senti mesmo que nem estava lá.
Vivi toda a minha vida com esta personalidade.
Percebi que, mesmo quando estou num novo ambiente,
não é fácil para mim mudar.
E eu odeio ser aquele que estraga o ambiente.
Por isso, senti-me muito mal.
Não, isso não é verdade. Não te pressiones.
Quando cheguei aqui,
a dinâmica também já estava instalada.
Houve alturas em que assumi que ninguém prestava atenção em mim.
É normal. É normal sentirmo-nos assim.
Não penses
que estás sozinho.
Obrigado.
- Bem dito, Ryuki. - Que bom, Ryuki.
Mas não terias partilhado isto com pessoas antes, Tomoaki.
Isto também é um sinal de crescimento.
Acho que só isso faz com que valha a pena teres vindo por ti.
É muito mau o quão egocêntrico posso ser.
Acho que não é sobre se é bom ou mau.
Cada um tem o seu estilo, por isso, não acho nada mau.
Também podes aprender muito por entrar em conflito com os outros.
Mas se te sentires melhor depois de falares assim,
estou sempre aqui para ouvir.
Obrigado.
- Céus. - É o Dr. Taeheon.
- Olá. - Olá.
A questão é…
O quê? Tenho medo. O que foi?
A questão é que, amanhã…
Vais-te embora?
Bem me parecia.
Sim.
Para a cerimónia de admissão.
Bem adivinhado.
Achei que seria esta semana.
- A sério? Achaste? - Sim.
- Pesquisei. - Sim?
Verifiquei a data.
Pensei: "É o dia."
- Pesquisaste? - Acho que tens de te ir embora.
Sim.
Como tens andado ultimamente?
- Ultimamente? - Sim.
- Alguma mudança nos teus sentimentos? - Sim.
Como assim?
Para ser sincero…
Disse que não sabia o que sentia no pedilúvio no outro dia, não foi?
Sim.
Mas arrependo-me de ter dito isso.
Ai sim?
Sim, pensei:
"Se me arrependo, então, o que significa isso?"
E, desde então, tenho pensado:
"O que significa isto? Que sensação é esta?"
Certo. Encontraste a resposta?
Tipo…
Percebi que pode haver uma pequena parte de mim que pode dizer que gosto de ti.
Agora gostas de mim?
Isso é bom.
Obrigado por me dizeres.
De nada.
Entendo.
És mau a mostrar o que sentes
a alguém de quem gostas?
Talvez seja?
- Vejo que estás interessado. - Certo.
Mas acho que gostaria
que mostrasses muito mais.
Então, acho que também seria mais assertivo.
- Queres que seja mais sensível? - Comovente? Bem…
Nas conversas também.
Sim, acho que sim.
Intimidade verbal.
Intimidade verbal? Por exemplo?
Não tens de me tocar fisicamente.
- O que é intimidade verbal? - Não sei. Acabei de inventar.
Mas obrigado. Estou feliz por me dizeres o que sentes.
De nada.
Não é fantástico?
O que o Professor Bomi diz é maravilhoso.
Sim. Intimidade verbal?
A maioria não admitiria ter pesquisado.
Ele disse-o na perfeição. É difícil dizê-lo.
Acabou tudo se disseres: "Pesquisei!"
Parece assustador.
- A forma como disse foi perfeita. - "Pesquisei."
Ele é ótimo a dizer às pessoas o que quer que façam
de uma forma muito natural que os ajuda a desenvolverem-se como pessoas.
Tens razão.
Se dizes: "Quero que te expresses mais", parece exigente.
Mas se pedires "intimidade verbal", vão pensar nisso e crescer a partir disso.
- Tens razão. - Para eles, mais ou menos.
- Entendo. - Tens razão.
É uma forma muito inteligente para se ajustarem uns aos outros.
- Mesmo. - Não está a ser insistente.
Exatamente.
Mas está mesmo a fazer o Huwei mudar.
- Não é a melhor forma? - Ele é bom.
É um bom par para o Huwei.
- Certo? - Desperta nele a alegria de pensar.
- Ainda bem que o Huwei se vai embora. - Sim.
- Longe da vista, perto do coração. - Mesmo.
- Mas entretanto, o Tomoaki está… - Tomoaki.
Quando começaram aquilo do xadrez,
alguém que seja bom entendedor podia ter agido.
Mas algumas pessoas não conseguem, mesmo que queiram.
A forma como o Ryuki o fez abrir-se também foi muito bom.
Ele fê-lo falar tão naturalmente.
A escolha de palavras e tudo.
E o Taeheon também, como sempre. Ele apoiou-o mesmo.
Mas não consigo esquecer como o Taeheon foi com o Jobu.
Este é o Taeheon que conhecemos, certo?
- O Taeheon que conhecemos. - Exato.
Não sei o que se passa agora.
Os modos dele são muito distintos. Modo romance e modo amigo.
Talvez tenha um interruptor forte.
- O que vamos comer? - O que vamos comer?
- Afinal, é um dia especial. - Espera.
Como muitos morangos.
- Mas… - Levamos? São enormes.
- Maior não é necessariamente melhor. - Sim. Então, compramos dois?
- Não, não precisamos de tantos. - Não?
Está bem.
- Aquele? - Sim.
A carne parece boa.
- Que tal um bife? - Parece-me bem.
Que tal isto? Bife do redondo de Wagyu.
- Parece-me bem. - Não é?
- É caro. - Sim.
- Vamos comprá-lo. - Vamos.
Olha. Também há olho-de-boi.
- Vamos levar isto também. - Não.
- Não vamos comer bife? - Tens razão.
Está bem. É a primeira vez que fazemos compras juntos.
- Incrível. - Olha a vista.
- O tempo está perfeito. - Fantástico.
- É aqui? - É esta ou aquela.
Tens razão.
- Ena. - Que loucura. Olha!
- Lindo. - Na natureza.
- Era isto que eu queria. - Sim!
Fantástico.
- Ena. - Fantástico.
- Há um fogão a lenha. - Boa.
- Vamos aquecer com isto hoje. - Fogo, que loucura.
Não é?
Incrível!
- Ena! - Este sítio é o máximo.
É mesmo.
A luz do sol está a entrar. Isto é de loucos.
Os sons baixos também são bons. Ouvem-se os pássaros.
Temos de valorizar este tempo juntos.
Sim.
- Isto é fantástico. - É ótimo.
- Com café. - Vamos desfrutar desta vista.
Fantástica.
Este ambiente descontraído é tão bom.
Sim. Não ouves o ruído no exterior.
É bom.
- Não chega. - Eu disse que devíamos ter comprado dois.
Mas não comi muitos. Um, dois, três, quatro, cinco.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. Comeste sete!
Pensei: "Vais tirar o último?"
Mas eu comi mais?
Comeste montes.
- Esperava que conversassem assim. - Sim, isto é ótimo.
- O sol está a pôr-se. - Sim.
- Queres ver o pôr do sol aqui? - Não, lá fora.
Lá fora?
Esperamos aqui até o sol baixar, e saímos quando estiver a pôr-se.
Claro.
- Sarou? - Sim, muito.
Mas não me corto muitas vezes.
Talvez não sejas muito bom a cozinhar.
Sou bom nisso, mas sou descuidado.
- Podes ser. - És muito meticuloso, não és?
Sou muito meticuloso.
És. Somos diferentes nisso.
Mas estás bem tal como estás.
- É tão bonito. - É?
- Vamos ver? - Sim.
É lindo.
Incrível.
- É bonito. Está a espreitar. - Há muito que não via um sol tão redondo.
Não consegues ver muitas vezes um pôr do sol tão lindo.
Não.
- É uma bela vista. - É mesmo.
Se não nos tivéssemos encontrado aqui, as nossas vidas teriam sido diferentes.
Quando penso nisso,
é estranho como as pessoas se encontram.
Mas encontrarmo-nos aqui foi…
- Predestinado? - Estava destinado.
Tens razão.
- Demorou, mas estava destinado. - Sim.
A lua está a sair.
Hoje é lua crescente.
Uma lua crescente.
Acho que nos saímos muito bem.
- Vamos acender a salamandra. - Sim.
- Está bom, não está? - Sim.
- Ao nosso primeiro encontro. - Ao nosso dia especial.
Saúde.
- Obrigado. - Obrigado.
Bom vinho.
- É bom, não é? - Sim!
Se for para Espanha, quero aprender a língua.
Quero estudar.
Também quero falar com os teus amigos em espanhol.
- Gosto disso. - Sim.
Mas estou preocupado com a diferença horária.
Provavelmente vou trabalhar num fuso horário asiático, não é?
Vou ter de acordar cedo.
Mas acho que o mais importante é acordarmos juntos.
Significa que vou acordar contigo.
Porque se te levantares no meio da noite e eu levantar-me de manhã,
vais para a cama quando eu acordar.
Se isso acontecer…
É verdade.
Há madrugadores que prosperam, não é?
Há quem se levante às quatro e faz um monte de coisas.
- Tens a certeza? - Sim.
Isso deixar-me-ia feliz.
Outra coisa que quero fazer é abrir uma conta conjunta.
Para coisas como um jantar chique ou uma viagem,
acho que nos sentiríamos bem
usar dinheiro da conta que poupámos juntos.
Boa ideia.
- Porque não? Eu gostaria disso. - Também gostava.
Aquele fogo todo é seguro?
- Tens razão. - Não está a arder demasiado?
Está em sintonia com os sentimentos deles?
Acho que uma causa das discussões é quando uma pessoa paga logo ou depois.
Foi assim com o meu ex.
Uma pessoa acaba sempre a pensar:
"Já paguei mais, e agora tenho de pagar outra vez?"
Mas isso acontece quando não há um acordo, certo?
É por isso que essas frustrações se acumulam.
Não queremos criar mais fontes de conflito.
É bom falar assim.
Sinto que tive um vislumbre de como és na vida quotidiana.
Estou contente.
Se nos casássemos, com que idade quererias fazê-lo?
O quê? Essa é difícil.
Sempre quis casar aos 40.
E tu, Izaya?
Trinta e muitos ou 40 e poucos?
Mais ou menos o mesmo que eu. É a idade ideal, certo?
Sim, acho que é uma fase da vida
onde refletes sobre o significado da tua própria vida
e como queres passar o resto.
Sinto que esse marco é por volta dos 40.
És do tipo que quer fazer festa de casamento?
Mas acho que devíamos valorizar
e aproveitar ao máximo os amigos e as ligações que fazemos
na nossa vida futura juntos.
Para podermos ter amigos para convidar para esse tipo de eventos.
- Concordo. - Já temos alguns.
- Os rapazes? - Sim.
- Temos os nossos amigos na Green Room. - Tens razão.
- Quero realizar todos os nossos sonhos. - Sim.
Achei que tínhamos valores semelhantes,
mas falar outra vez deles tranquiliza-me de que somos mesmo parecidos.
A mim também.
Estás com calor? Está quente, não está?
Estou quente.
- Muito bem! - Boa!
- Estou contente. - Ainda bem para eles!
- Como a lenha ardeu! - Ardeu!
Ardeu!
Foi intenso!
Legendas: Carla Chaves
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