All language subtitles for The Boyfriend - 2x08 - Episode 8.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

És o meu amor.

Aprendi.

Percebi bem?

Percebeste? Que vergonha.

- O quê? - Espera, sabes espanhol?

Sei um pouco de espanhol.

Posso ficar irritado e reagir mal.

Mesmo.

De toda a gente, só o Jobu entende.

A sério.

Enrolas o "R". "Amor".

Não consigo.

Amor.

Ena! Não consigo enrolar os meus "R".

Tu consegues?

- Ena! - Só um pouco.

Amor.

Amor, amor, amor, amor.

Vai ficar ali deitado para sempre a praticar.

Onde está o Izaya?

A trabalhar?

Ele disse que não se pode juntar a nós durante o dia porque tem trabalho.

Deu sinal. Força.

"O líder do turno de hoje

é o Huwei."

Sim.

"Huwei, por favor, escolhe uma pessoa com quem queres trabalhar."

Está bem.

- O Bomi! - Está a concentrar-se no Bomi.

- A barba dele cresceu. - Sim.

Vamos ganhar dinheiro.

Vamos ganhar dinheiro.

Vamos a isso.

Divirtam-se!

BEM-VINDOS À TERRA DO GELO AKAN

- Vamos começar? - Sim.

Quero um latte gelado.

- Desculpe a demora. - Obrigado.

Bom regresso.

Muito obrigado.

- Até quando vais deixar crescer a barba? - Talvez muito tempo. O que achas?

- O quê? - O que achas?

- O que acho? Não gosto. - Não gostas.

- "Não gosto." - Ele é tão direto!

Não tens papas na língua.

Não gostas?

VENDAS DE HOJE - 2700 IENES

Olhem para ele, a ver as fotos da pessoa de quem gosta.

- Ele vem? - Ele vem?

Sabes quando voltámos de Niseko

e te disse o que sentia?

E tu disseste: "Estou muito feliz,

mas não sei como pô-lo em palavras."

- Certo? - Sim.

Gostava de saber o que sentes agora.

Claro.

- Já sabes o que sentes? - Ainda não.

Ainda não?

Entendo.

Ainda não sei,

mas percebi que queria sentir um pouco mais de paixão.

O quê?

- Queres mais paixão? - Quero mais paixão.

Como assim?

Parece que ainda

não tive essa sensação de gostar de alguém.

Entendo.

Nunca fizeste isto antes, certo?

- Sinceramente, assusta-me um pouco. - Porque é a minha primeira vez?

Não é bem isso. Não sei, é só que…

Se nos juntarmos, não sei se estarei à altura das tuas expetativas.

Entendo.

Eu percebo. Sim.

Por isso, neste momento, ainda tentas perceber

o que sentes, certo?

Sim, estou a começar a aquecer.

O quê? Estás a aquecer? Os pés?

- Sim. - Como assim?

Não é disso que estou a falar.

Porque falaria ele dos pés naquele momento?

Mas sabes…

… se aqueces muito rápido, arrefeces com a mesma rapidez.

- Queres aquecer as coisas gradualmente? - Sim.

- Isso é errado? - Não, acho que está tudo bem.

- Apanhamos alguma coisa? - Vamos manter-nos em zonas seguras.

Só quero que apanhemos pelo menos um peixe.

- Sim, a sério. - Por favor.

Esta câmara lenta é tão injusta.

- Apanhei qualquer coisa! - O quê?

- Espera! É enorme! - É grande!

É grande!

Olá.

Com licença.

- É uma mala diferente. - A cor é diferente.

É outra pessoa.

A dele era verde.

- Mas que?… - Quem é?

Não está cá ninguém.

- Bom trabalho. - Boa!

- Bom trabalho. - Onde estiveram?

Olá. Também estivemos fora e acabámos de voltar.

Aonde foram?

Por aqueles lados.

- O quê? - Quem é?

Então, este não é o Taeheon?

O que se passa?

Assustou-me.

Muito bem.

Olá.

- Olá. - Olá.

- Olá. - Muito prazer.

Olá.

Olá.

Vou viver convosco a partir de hoje.

Chamo-me Tomoaki. Muito prazer.

Muito prazer.

- Tomoaki. - Tomoaki.

Que surpresa. A partir de hoje?

Bem-vindo, Tomoaki.

- Parece um ator de kabuki. - Sim.

Chamo-me Tomoaki.

Tenho 31 anos e trabalho como gestor de projetos numa empresa de TI.

Ser pessimista é simultaneamente uma qualidade e uma fraqueza minhas.

Tenho o hábito de pensar o pior sobre tudo.

Quero livrar-me disso

e quero que ser otimista seja uma qualidade e uma fraqueza.

É o quanto quero ser bem-disposto.

Muito prazer.

Chamo-me Tomoaki e vou viver convosco a partir de hoje. É bom estar aqui.

É um prazer ter-te cá.

Bem me pareceu que havia mais gente do que o costume.

Não lhe contaste?

- Não. - Foi uma surpresa?

Ali está ele!

- Eu sabia que era verde. - Taeheon!

Ele tem uma certa presença.

Posso perguntar porque vieste?

- Porque vim? - Tipo…

Perguntamos isso quando comermos.

- Sim, também pode ser. - Quando comermos.

O quê?

O que é isto?

O quê?

Duas pessoas ao mesmo tempo? O que se passa?

- O quê? - Muito prazer.

Sou o Taeheon e vou viver convosco a partir de hoje.

- Não… Que emocionante. - É bom estar aqui.

Não acredito! Boa!

- Ele vai viver com eles? - Ena!

- Que loucura! - Estou tão feliz, Taeheon!

- O quê? - Muito prazer.

Chamo-me Taeheon.

Tenho 35 anos e sou designer.

Não me arrependo de nada da minha primeira vez na Green Room,

mas sinto que saí com algumas coisas inacabadas.

Pensei em tentar ser mais sincero com os meus próprios sentimentos

e tentar de novo, e é por isso que estou aqui.

Isto vai ser emocionante.

Já todos conhecem as qualidades do Taeheon.

As coisas vão começar a mexer-se!

- Quem diria? - Fiquei tão surpreendido.

O teu olhar mudou de forma tão óbvia, Jobu.

Mudou tanto.

O quê? Porquê? Não mudou nada! Calem-se!

Lembro-me de que, no primeiro dia, disseste: "Espero que o Taeheon venha."

- Disseste isso, certo? - Sim.

- Fiquei surpreendido. - Eu também. Tipo: "O quê?"

Esperava encontrar aqui alguém da primeira temporada.

Esperava que o Taeheon aparecesse, mas não apareceu. Mas ainda há tempo.

Ele acabou por vir.

"Ele acabou por vir."

- Vai acabar por vir. - "Ele acabou por vir."

Pensei: "O que devo fazer?" Não consigo parar de sorrir.

Ao vê-lo pessoalmente, é bonito e giro.

Ele é fantástico, mas…

Ele é fantástico, mas…

As coisas podem voltar a ficar difíceis.

Os meus sentimentos estão a transbordar. Vai sair tudo!

Não consigo falar com ele cara a cara. Não sei o que fazer.

Vamos pôr os ingredientes da salada aqui.

- Parece-me bem. - Fazemos isso, por agora.

Alface.

- Ovos cozidos. - As balanças?

Ovos cozidos.

Espera, o que devo fazer? Estou nervoso. O que devo fazer?

Estou tão nervoso. Acho que não consigo fazer isto.

Tenho o coração a mil. Isto é mau!

Salada… Alface, há alface?

Ele fica tão constrangido perante o Taeheon.

Manjericão, molho de porco com gengibre…

- Sim. Parece-me bem! - Ena! Parece delicioso!

Parece saboroso.

Bem, aos dois novos colegas de casa!

Saúde!

- Bem-vindos. - Obrigado.

- É um prazer. - É bom estar aqui.

Por ser a segunda vez, já não estás tão nervoso?

Estou nervoso.

Estás?

- Porque vieram para a Green Room? - Boa pergunta.

Se tivesse algum assunto inacabado da última vez,

acho que seria o amor.

Queria abordá-lo a sério, por isso, decidi vir desta vez.

- Claro. - Claro.

Claro.

Estou a ficar muito nervoso.

Não é nada de especial, mas queria mesmo aprender a gostar de mim.

Foi por isso que me candidatei.

Tive excesso de peso desde miúdo

e cheguei aos 116 quilos.

Depois fiz uma dieta nos últimos anos

e perdi cerca de 40 quilos do meu peso máximo.

Consegui aceitar o meu aspeto

e aprendi a gostar muito de mim.

Mas ainda não consigo aceitar a minha sexualidade,

e não consigo

gostar dessa parte de mim.

Vim com a intenção de gostar mais de mim,

e, idealmente, arranjar um namorado

e apresentá-lo aos meus pais.

- Sim. Espero que nos possamos dar bem. - Bem-vindo.

- É um ótimo motivo. - Maravilhoso.

Mas acho que ter mais de 100 quilos é um talento à sua maneira.

Tenho uma obsessão anormal por comida.

- Gostas de comer, certo? - Tu gostas?

Tens razão.

Aí, não estou no meu peso máximo.

- Eras grande! - Ena.

Pareces outra pessoa.

Quanto pesavas aqui?

Perdi algum peso nesta altura, por isso, talvez cerca de 108 quilos.

- Agora pareces uma pessoa diferente. - Ena, 108 quilos.

- Deu trabalho. - E és alto.

- Muito embaraçoso. - Fantástico.

Deu sinal agora mesmo.

Deu sinal.

- Quero ler. - Agora?

- Agora? - Agora mesmo?

"A Green Room tem novos moradores.

Para comemorar este dia especial,

escrevam uma carta só a um dos participantes.

No entanto, não assinem.

Deixem a carta na caixa de correio do destinatário até ao final da noite.

Vejam a caixa de correio amanhã de manhã."

- Já fizeram isto? - No primeiro dia.

É a primeira vez desde o primeiro dia.

- Agora? - Sim.

- Aposto que o Jobu vai… - Força.

Vai usar toda a sua inteligência para escrever a carta.

- Ótimo. - Ótimo.

Ele parece feliz.

É A TERCEIRA CARTA. VOU ESCREVER-TE ATÉ SER VELHO.

"Até ser velho."

Que bonito.

É longa.

AINDA BEM QUE ME APAIXONEI POR TI. ESTAREMOS SEMPRE JUNTOS. DO IZAYA

Huwei.

- É do Bomi. - Bomi.

ESPERO QUE TENHAMOS BASTANTE TEMPO. DO BOMI

ESPERO UM DIA PODER EXPRESSAR-ME.

- Uma carta! - Do Huwei.

Estou contente.

"Atenciosamente."

Não há cartas?

- Kazu… - Começo a preocupar-me com o Kazuyuki.

Sim.

- Assumiu o papel de "irmão mais velho". - Sim.

Entendo.

Ele é o mais novo.

Claro.

É só o começo.

- Espera! - Ele tem tantas!

- As ações dele estão a subir? - De quem são?

- Estão a subir! - Talvez uma seja do Taeheon.

GOSTO DE TE VOLTAR A VER A SORRIR. APROVEITA!

- Kazuyuki. - Kazuyuki?

DO KAZUYUKI

- De quem é? - Quem é?

- Tomoaki? - Tomoaki.

DO TOMOAKI

Teria ficado feliz por ter uma do Taeheon, claro.

Mas acho que não é dele.

Mas as coisas estão só a começar.

Sim.

Maravilhoso!

Estou contente.

- É do Taeheon! - Taeheon!

Pensei que ninguém me escreveria uma carta.

Fiquei feliz por ver que tinha uma.

- Isso deixar-te-ia feliz. - Mesmo.

Boa!

Ele nunca recebeu na primeira temporada, certo?

Certo.

FIQUEI MUITO FELIZ POR TERES FALADO TANTO COMIGO!

Fiquei surpreendido ao encontrar duas cartas.

Os meus olhos devem ter-se aberto com o choque.

Fiquei: "O quê?"

Há tanto tempo que ninguém me dizia: "Senti-me atraído por ti."

Sim. De quem será?

- As coisas começam a mexer-se. - Sim.

- Parece que começou uma nova temporada. - Sim.

O Tomoaki juntou-se ao programa, mas parece muito delicado.

Ele disse que é pessimista sobre tudo,

mas que arranjou coragem para vir ao programa.

Ele quer encontrar alguém para apresentar aos pais.

Estão todos na mesma situação e acho que também têm preocupações semelhantes.

É reconfortante ter pessoas assim por perto, não é?

- Mesmo. - Sim.

E!

O Taeheon!

O Taeheon.

Ele fez a sua entrada depois de um monte de câmaras lentas.

Gostei da forma como se virou.

- Eu também. - Tipo "swish".

Ele deixou o suspense aumentar.

"Sou eu. Swish."

Mas o Jobu gosta do Taeheon

e o seu desejo para ele estar lá tornou-se realidade, não foi?

- Ainda bem que o Jobu parece feliz. - É incrível.

A melhor cura para um desgosto é um novo amor, certo?

- É verdade. - Mesmo, professor.

Na primeira temporada, o Taeheon era como um bom irmão mais velho para todos,

e ele deu muitos bons conselhos.

Mas nunca surgiu qualquer indício de romance para ele.

Quero saber como será o Taeheon quando entrar em modo romance.

Conhecemos o Taeheon, mas não sabemos como ele é em modo romance.

- Não. - Exatamente.

Será que chora e grita?

Do género: "O que se passa?"

E o Huwei e o Bomi escreveram um ou outro, mas como será que o Huwei se sente?

Não conseguia decidir se ele falava como um génio no pedilúvio

ou se estava a ser um tolinho.

- Parece um sketch cómico. - Um sketch cómico!

As palavras dele podem ser interpretadas de qualquer forma.

Ele estava a falar dos pés ou do coração?

Há alguma coisa que queiras fazer durante o resto da tua estadia aqui?

No início, pensava em romance e afins, claro,

mas duvido se podia mesmo começar alguma coisa

com os rapazes aqui agora.

E tu, Huwei?

Agora é complicado.

- É complicado? - Sim.

Parece que me estou a observar do exterior,

a ver como os meus sentimentos crescerão.

- Deve ser difícil compreender. - Não, eu percebo.

Estás a olhar para ti de forma objetiva.

Bem, é mais como experiencio agora

para ver como os meus sentimentos vão mudar.

Mas queres apaixonar-te?

Sim. Sempre pensei que seria bom se conseguisse, claro.

Mas pergunto-me se ainda posso fazer isso.

Acho que vou usar o meu tempo aqui

para recordar os últimos 15 anos.

Relembra-me quando acabaram.

Em agosto, acho eu.

- Do ano passado? - Sim.

Estou a pensar em escrever a minha reflexão sobre esses 15 anos.

- Escrever? - Num caderno.

Num caderno?

Tenho andado a escrever.

Às vezes reparamos em coisas novas quando escrevemos coisas.

Já passou tanto tempo que já me esqueci de muita coisa.

Pelas conversas que tenho convosco, recordo-me de pequenas partes.

E decidiste escrever sobre a tua relação anterior?

- Exatamente. - Certo.

Escrever as coisas não dificulta o esquecimento?

Lembrar-se-ia disso mais claramente.

Ficar preso no passado.

Iria ajudá-lo a resolver as coisas?

Mais placas.

- Sim. - Mais placas.

- Vai até ao fundo. - Há muitas.

Aqui está!

- Lê. - Está bem.

- "Eis o anúncio de quem está de serviço." - Quem é?

"Para o turno de hoje, o Taeheon estará de serviço."

Já?

"Quem quiser trabalhar com o Taeheon, por favor, levante a mão."

- Entendo. - Então, nomeamo-nos?

Sim.

"O Taeheon escolherá alguém para trabalhar se mais do que uma pessoa se voluntariar.

Quando decidires, vira a placa do nome dessa pessoa."

- Eu quero ir. - Acho que também quero ir.

- Eu também. - Eu também.

- É tão popular! - Tão popular!

- Eu quero. - Eu também.

Querem ir os quatro?

Está bem.

- É a primeira vez que fazemos isto. - Sim, é.

É a primeira vez.

- Quem vai ele escolher? - Seria de loucos se o Jobu fosse.

Boa!

- Huwei! - Porquê ele?

- Vamos a isso. - Vamos.

- Tenho de me preparar. - Divirtam-se.

- Divirtam-se. - Divirtam-se.

Levantei a mão porque queria que fosse comigo, não com o Huwei.

Pensei: "Vai comigo."

Mas depois o Taeheon escolheu o Huwei e pensei: "Claro."

Na primeira temporada,

o Taeheon pôs uma carta na caixa do Usak e ele estava interessado nele.

Ele parece gostar de tipos grandes.

Talvez ele fosse escolher alguém por quem se sentia fisicamente atraído.

Foi o que o Jobu disse.

E pensei que o Taeheon escolheria o Huwei.

Ainda por cima, tem capacidade de análise.

- É como o xadrez. - Mesmo.

Ele posicionou-se para tentar bloquear o Taeheon.

Olá.

Café de filtro, médio.

- Café de filtro, médio e… - O mesmo.

Dois cafés de filtro.

Desculpem a demora.

Dois cafés de filtro médios.

- Obrigado. - Obrigado.

Obrigado.

Muito obrigado.

VENDAS DE HOJE - 3850 IENES

- Estou cansado. - Como foi o trabalho?

Fiz tudo o que pude numa hora.

- Não tenho trabalhado ultimamente. - Certo.

- Não estou em modo de trabalho. - Eu entendo-te.

Há algo que quero falar contigo.

Quero discutir o nosso futuro com mais detalhes.

Se pudéssemos ter algum tempo a sós,

gostava de falar sobre isso.

- Certo. - Sim.

Tipo, daqui a dois, três ou cinco anos.

Quero falar sobre se queremos casar ou não e cenas assim.

Já me decidi.

Eu tinha um plano de vida desde o início.

Com que idade me quero casar.

Não necessariamente sobre nós os dois.

Deves ter coisas que queres para ti, certo?

Mas gostava de ouvir os teus planos para um futuro próximo.

O que queres fazer.

Se eu fosse a Barcelona durante três meses, podes ir?

Claro.

Posso ir. Trata-se de voltar por mim.

Quando muito, acho que o fardo recairá sobre ti.

No início, certo?

Sim. E se fores e não for o que esperas?

- O horário de trabalho é diferente. - Será tudo novo.

O tempo, o ambiente e até o idioma.

Tenho de estudar espanhol.

Sim. Estás a dizê-lo como se fosse fácil, mas não é assim tão fácil.

- Não tens preocupações? - Eu?

Nem por isso.

Isso é bom.

Dá-me um pouco desse otimismo.

Porque acredito em ti.

Eu sei, mas não sou assim tão…

Com as pessoas nunca se sabe.

Como assim?

- Os teus sentimentos podem mudar? - Isso não vai acontecer. Claro que não.

Não vai acontecer, mas nunca se sabe. Porque as pessoas mudam.

Só queria a opinião dele sobre o futuro. Daqui a cinco ou dez anos.

Esta relação ainda é recente,

só queria divertir-me a falar dos nossos sonhos.

Ele disse que podia explicar que tipo de futuro ele espera

com a pessoa com quem fica.

Mas ele não especificou um futuro "com o Izaya".

Ele não incluiu essas palavras, por isso, fiquei um pouco…

Fiquei um pouco inquieto.

Até eu ficaria ansioso ao ouvir isso.

Percebo o que o Izaya sente.

Ele quer saber o que William imagina.

Mas o que ele disse agora não soou a isso.

Talvez sejam o tipo de casal que tem de continuar a conversar.

Mas é assim, não é? Tens de resolver as coisas constantemente.

Levam isto a sério.

Nós os três somos mais guiados por sentimentos,

e estes dois pensam bem nas coisas.

Sim, é verdade.

O tom dele era um pouco pesado, mas é útil saber nesta fase

em que direção cada um deles quer seguir no futuro.

Podem olhar para direções diferentes,

mas podem chegar a um meio-termo.

- Era só isso que ele queria dizer. - Certo.

Eu percebo, mas eles começaram agora uma relação,

por isso, por agora, o William quer que eles desfrutem a fase doce da relação.

Ele quer ter algum tempo para desfrutar disso.

Mas mesmo que desfrutem da fase doce agora,

tudo pode ter sido em vão se os caminhos deles não se voltarem a cruzar, certo?

Quando é que eles desfrutam da fase doce? É o que quero dizer.

Está a pedir tempo para desfrutar da fase doce.

- Podes desfrutar enquanto… - Não podes ter tudo ao mesmo tempo.

Não podes.

É difícil fazer isso enquanto falas sobre as coisas logicamente.

As pessoas mudam, certo? Mesmo que cedas.

- Exato. - Nunca se sabe.

É verdade, mas o Izaya só quer paz de espírito.

Vai correr tudo bem!

"Vai correr tudo bem!" Não há provas, mas vai correr tudo bem.

É nessa fase que consegues disfarçar as diferenças.

Tens razão. Pode ser verdade.

- Faz sentido. - Sim.

Quando a doçura se foi e as diferenças são trazidas à tona,

as coisas podem ficar ainda mais tensas.

Deve ter sido por isso que o Izaya quis saber o que o William sente.

Sobretudo quando estão ainda a desfrutar da fase doce.

"E daqui a cinco anos? Dez? E o casamento?"

Mas também compreendo o motivo de o William dizer: "Ena."

- Entendo ambos. - Percebo.

- Ambos têm razão. - São tipos diferentes.

Ambos estão nisto a sério.

Sim.

Todos os que estão a ver podem perguntar-se de que tipo são.

Um momento de autorreflexão.

É uma oportunidade de aprendizagem.

Hoje não tirámos fotos.

Tiramos uma agora?

Tiramos uma agora?

Querem que tire?

Seria ótimo, obrigado.

- Estou todo inchado. - Estás?

Não estás nada inchado.

- Talvez o modo retrato seja melhor. - Retrato?

És esquisitinho.

Estão muito bem.

Obrigado.

- Esperem. - Deu sinal.

Esperem.

Voltou a dar sinal.

- Céus. - Alguém leia em voz alta.

Eu leio.

"Um anúncio."

O que foi? Tenho medo.

"Amanhã,

vão ter um encontro a sós."

- Aqui está! - Aqui está.

"Escrevam o nome da pessoa com quem querem sair.

Só podem ter um encontro se os vossos sentimentos forem mútuos."

É isso!

- Sim. - Boa!

Viva.

- Espero que tenhamos três encontros. - Sim.

Quero ver isso.

- Deu sinal. - Aqui está.

"Eis os pares que podem ter encontros a sós.

- Sim. - Sim.

Sim.

"Primeiro par."

"Izaya."

"William."

Vão ter outra boa conversa.

- É o vosso segundo encontro? - É.

"Segundo par."

Quem vai?

Estou nervoso.

"Huwei."

- Quem será? - Qual?

O Bomi ou o Taeheon?

"Bomi."

Graças a Deus.

Talvez os sentimentos do Huwei estejam mesmo a aquecer?

Foi tenso.

"É só."

Parabéns.

Divirtam-se.

Sim.

- Divirtam-se. - Adeus.

- Adeus. - Divirtam-se.

Estou triste.

Ou melhor, gostava que ele me tivesse escolhido,

mas é só a primeira vez, as coisas podem mudar.

"Ele não me escolheu. Entendo." É mais ou menos isso.

- Exato. Ainda mal conhece as pessoas. - Sim.

O Ryuki escolheu o Taeheon, que escolheu o Huwei.

- Certo. O Ryuki escolheu o Taeheon. - Sim.

O Taeheon escolheu o Huwei, como esperado.

- Os sentimentos deles não batem certo. - Mesmo com tantos.

É difícil, não é?

Bem-vindos.

É o nosso segundo encontro, mas estavas nervoso esta manhã?

- Esta manhã? - Sim.

O meu coração estava acelerado.

O meu estava a mil.

- A sério? - Sim.

Estava a rezar.

Vejo que estás lentamente a tentar levar-nos a sério.

Quero saber o que te fez começar sentir-se assim.

Quando te vi aqui, não olhei para ti de forma romântica.

Mas foste tão sincero comigo.

Dei por mim a querer reagir a isso,

mas receava que não fossem os meus sentimentos.

Achei que não era correto. E já te observo há algum tempo.

E…

Mas não sei.

Nos pequenos momentos aleatórios…

Nos momentos aleatórios, estava sempre a achar-te muito giro.

Que tipo de momentos?

- Gostas dos meus trejeitos? - Sim.

Entendo.

É fantástico vivermos juntos.

Eu percebo-te.

- É estranho, não é? - É.

- Está a olhar. - A beber e a olhar.

Gostas de canecas?

Sim.

Sim.

- Pensaste em perguntar? - Sim.

- Porquê? - Pensei que ias dizer isso.

Sabia que ias dizer: "Nada, só pensei em perguntar."

O quê?

- O que andarão a tramar? - O quê?

Sinto que o meu coração está prestes a parar.

Há tanta coisa a acontecer todos os dias.

É divertido estar na Green Room?

Sim. É divertido.

É? Foi divertido desde o início?

Mais ou menos.

Só te começas a divertir quando te instalas.

É verdade.

Pensei que seria mais fácil se não partilhasse as opiniões diante do grupo,

por isso, tentei manter um círculo fechado de amigos íntimos

para facilitar a minha vida.

E agora, tenho pensado muito sobre como isso não foi bom.

Talvez estejas a pensar de mais.

Acho que ninguém se importa tanto.

Também me juntei ao grupo mais tarde,

mas tento não pensar que quem estava aqui antes de mim pode mandar.

Como participantes, estamos todos na mesma posição.

- Vamos tentar superar isso. - Sim. Vim cá para superar isso. Sim.

- O Taeheon é incrível, não é? - É amável.

O Taeheon tem sempre a resposta.

Claro, eu lembro-me.

Aqui estamos.

- Que restaurante elegante. - É mesmo.

Mal posso esperar.

- Tu primeiro. - Obrigado.

Ena!

Nunca estive num sítio com uma vista destas.

- É incrível. - Linda.

- Saúde. - Saúde.

Este é o nosso primeiro jantar fora, certo?

Sim.

É bom.

Paella!

- Incrível! - Ena.

O caranguejo foi apanhado localmente.

Ena!

- Com a casca. - Que bom aspeto.

É caranguejo-das-neves.

Gosto muito de paella.

- Gostas? - Sim, adoro.

Talvez não seja como a de Barcelona.

- Mas é ótima. - Deliciosa.

Obrigado.

Tenho uma imagem na cabeça.

Quando chegamos à nossa idade, os encontros começam a ser assim, certo?

Não só no Japão, mas até no estrangeiro.

Imagino que vamos fazer este tipo de coisas de vez em quando.

Por falar nisso, sobre o que te perguntei antes…

Consegues imaginar como serão as coisas daqui a cinco ou dez anos?

Ou ainda é difícil?

Às vezes, estás num estado de espírito pessimista, certo?

Tenho andado a pensar se te estou a fazer sentir assim

e a deixar-te ansioso.

Tipo…

Não me estou a conter, mas…

Eu…

Quando muito,

quero pensar primeiro a curto prazo,

em vez de nos próximos cinco anos ou no futuro.

- Porque não falámos muito sobre isso. - Sim.

Vamos divertir-nos.

- A questão é como o Izaya reagiu àquilo. - Sim.

Deixa-me nervoso.

O Izaya pode sentir-se que foi apanhado de surpresa.

- Talvez não seja a resposta que esperava. - Talvez não.

Quando alguém pergunta: "Pensas nos próximos cinco ou dez anos?",

é suposto dizeres: "Sim, penso, vamos desfrutar do futuro juntos"?

O que acham?

- O que dizem? - O que faz, professor?

Mas ainda é a fase apaixonada, podes falar dos teus sonhos.

Não importa se se realizam.

Ele só quer uma conversa casual sobre o futuro.

- É só isso. - A sério?

Mas o futuro próximo parece mais real, por isso, é assustador falar disso.

Tudo bem, mas a reação dele ao caranguejo foi demasiado fraca.

Ele estava a pensar no futuro enquanto a paelha estava ali.

Desculpa.

Ele disse: "Sim, é deliciosa. Bom, quanto a nós…"

Aposto que enlouqueceu o chef.

- Negligenciei o caranguejo. Desculpe. - Apresentou o prato de assinatura.

- É sobre desfrutar o presente. - Exato.

Mas se têm um futuro juntos, podem voltar para comer o caranguejo nos próximos anos.

Desfruta o caranguejo que já tens!

Tens toda a razão, jovem!

Está um caranguejo mesmo à tua frente!

Devem poder desfrutar este caranguejo e o do futuro.

Estão a tentar perceber de que tipo são.

O William deve querer desfrutar do caranguejo agora.

E o Izaya quer desfrutar o caranguejo do futuro também.

Ele já perdeu caranguejos, por isso, tem medo de perder este também.

Caranguejo perdido, nada a fazer.

- Há muitos caranguejos. - O próximo é difícil de encontrar.

Os caranguejos só andam de lado, certo? Não andam para a frente.

Tens razão, jovem!

Andam sempre assim.

Não avançam assim tão facilmente.

Entretanto, o Hu-chan e o Bomi estão a dar-se bem.

A dar-se bem. Aos poucos.

O pedilúvio está mesmo a funcionar, não está?

Está, não está? Está a funcionar.

Mas ainda não sinto uma faísca. Sabem?

Talvez seja necessário um beijo insistente,

como nos anos 80 e 90.

- Gosto disso. - Segurando a cara assim.

Ou inclinando-se na janela de um carro.

- Precisam de algo assim. - Um estímulo.

Mal posso esperar.

- Cuidado com a cabeça. - Certo.

- Estás bem? - Estou bem.

Boa.

- Mal posso esperar. - Mal posso esperar.

- Aqui vamos nós! - Aqui vamos nós.

O tempo está horrível.

Não podia ser pior.

É granizo?

É granizo. O granizo está a dar-nos as boas-vindas.

É isso?

- O quê? - Está frio.

Está frio.

Tão quente.

Tão quente.

Tão quente.

Estão a agarrar as orelhas um do outro. Que fofos.

- Isto é fofo. Muito querido. - Sim, é.

- É algo que não podia estar num guião. - Não.

- Foi fantástico. - Foi mesmo.

- Queres a pose do Titanic? - Claro.

Não abres os braços?

- É assim que se faz? - Sim.

Boa!

HUWEI - BOMI

- Está frio. - Tanto frio.

- É bonito, não é? - Sim.

Aqui vamos nós.

- É lindo. - É mesmo.

- Divertiste-te? - Sim. E…

Não sei.

Credo, está frio.

- Espero que possamos voltar. - Vamos repetir.

Está bem.

- O que é que ele ia dizer depois de "E…"? - Não é?

O Bomi não está.

Ele está doente?

Estava frio ontem. Estava um gelo.

- Vamos deixá-lo descansar um pouco? - Sim.

Acho que vai melhorar.

- O que se passa? - Está ali parado.

O que se passa?

- Quem se distrai assim? - Pronto.

- Já está. - Foi rápido.

- Não se consegue concentrar. - Certo.

- Bem-vindo. - A soba tem bom aspeto.

Tinha, mas desapareceu tudo.

- Tudo bem. Não tenho fome. - Queres os meus restos?

- Ele… - Talvez ele vá fazer algo para o Bomi?

- Vais comer alguma coisa? - Não, não vou.

O que é isto? Bolos?

Estava a pensar em fazer crème caramel.

- O quê? - Crème caramel.

O quê? De repente?

É típico do Huwei.

O que leva? Ovos e leite? Só precisas disso?

Só precisas disso.

- O temporizador tocou? - Sim.

Acho que o caramelo derreteu na perfeição.

Cheira mesmo a ovo.

Tens razão.

Já está?

Parece chawanmushi.

Um bocadinho.

Vamos embora.

Está bem.

O quê?

- Duas chávenas. - Ele vai comer com ele!

- Céus! - Céus!

- Incrível. - Gosto.

Tão fofo.

BOMI

Fiz crème caramel. Vamos comer.

Sim, que bom. Desculpa, fiquei surpreendido. Acabei de acordar.

- Acordaste agora? - Sim.

- Posso entrar? - Sim, entra.

Com licença.

É a primeira vez que entro no quarto de alguém.

Estás constipado?

É uma constipação? Não sei. Estou com febre.

- A sério? - Um pouco de febre.

- Boa. - Boa.

- Fizeste tu? - Sim.

Fantástico.

Vamos comer.

Como está?

- Está delicioso. - Ótimo.

Parece que sabes fazer crème caramel num piscar de olhos.

O que fizeram hoje? Além de fazer crème caramel?

- Fui eu que fiz. - O quê, foste tu?

Não fizeram todos juntos?

Tentei fazê-lo em segredo enquanto todos estava a comer, mas descobriram.

Fizeste para todos?

Não.

- Só para mim? - Sim.

- A sério? - Sim.

Isso deixa-me feliz.

Porque estava na cama?

Estás a brincar?

Não faças coisas fofas dessas. Vais fazer-me corar, raios!

- Obrigado. - De nada.

Hoje não tenho apetite.

Foi o que pensei e achei que isto descia mais facilmente.

- Estou feliz. - Isso ou gelatina.

Isso deixa-me feliz.

Isso deixa-me feliz.

- Estás distraído, não estás? - Sim.

Porque não consigo ver.

- O quê? - Porque não consigo ver.

- A tua visão está assim tão má? - Terrível.

- Não vês nada? - O quê?

Até onde consegues ver?

- Consegues ver a minha cara? - Não.

Está assim tão má?

- Só consigo ver assim. - É assim tão má?

A sério.

Esperem lá!

Aquilo fez-me levantar.

Gosto dele.

Talvez.

Quando as caras se aproximaram, senti que talvez gostasse dele.

O meu coração também estava a mil.

E pensei: "Ele está tão perto!"

Ele fica muito feliz quando faço algo por ele

e isso deixa-me muito feliz.

Não consigo fazer grandes gestos românticos,

mas quero fazer muitas pequenas coisas para ele.

- Achas que estarás melhor amanhã? - Sim, claro.

Não tem piada sem mim, certo?

- Certo. - Ficarias aborrecido, Hu-chan.

- Como assim? - Vou melhorar por ti.

Adeus.

O quê?

- Até amanhã. - Até amanhã.

Adeus.

Adeus.

Obrigado por isto. Vou comer tudo, por isso, deixa-o aí.

Aqui vamos nós.

Vamos lá.

- Adeus. - Até logo.

Até amanhã.

Vamos lá.

- Foi bom! - Ótimo.

Temos outra cena lendária, não temos?

Sim.

Até se levantou, jovem.

- Fi-lo instintivamente. - Nunca te vi levantar.

Fez um homem de 50 anos sair da cadeira!

Disse-lhe que tinha problemas de visão e depois…

Quero fazer isso!

O Huwei disse: "Até onde consegues ver?"

E o Bomi aproximou-se!

- Foi ótimo! - Foi intenso.

- Foi uma faísca? - É isto que importa!

- E o dar as mãos. - O que foi aquilo?

Dava para ver que o Bomi queria abraçá-lo e beijá-lo,

mas ele fez…

Sim. Eu percebo!

- Isso diz tudo. - Estava a conter-se.

Foi querido.

Adorável.

Legendas: Carla Chaves

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