All language subtitles for The Boyfriend - 2x07 - Episode 7.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

Chegámos.

- Voltámos. - Chegámos.

Ena, que nostalgia. Chegámos.

Voltámos.

- Já me sinto em casa. - Está tão quente.

- Parece que finalmente estamos em casa. - Estou exausto.

- Estás cansado? - Pareces sonolento.

- Estás bem? - Sim, estou bem.

WILLIAM, 34 GESTOR DE PROJETOS DE TI

O que se passa?

- O quê? - O que se passa?

Nada. Estava só a pensar.

Não ficas ansioso?

Pergunto-me se te sentes assim por causa da situação.

Não achas?

Não gostas de mim?

- O quê? - Vá lá!

Isso até é fofo.

- Não é tudo ou nada. - Claro que gosta.

Porque não gostaria de ti?

Porque não gostaria de ti?

Os teus olhos parecem vazios.

Depois do que disseste,

claro que me sinto ansioso.

Não. Uma reação em cadeia de ansiedade.

Não consigo deixar de pensar que seguimos numa direção onde não posso fazer nada.

É mesmo…

Depois falamos.

Deixa-me explicar como deve ser.

Olha como o Lago Akan é lindo.

Tens razão. Dá vontade de patinar nele.

- Os dois que tiveram azar no amor. - Certo.

Isto é tão bom. Talvez vá dormir.

Apanhar banhos de sol.

- Falei com o Huwei naquela noite. - Sim, imaginei isso.

E perguntei-lhe tal como perguntaste ao Will.

"Vês-me dessa forma? Sim ou não?"

Ena.

O problema é que esperava que o Huwei dissesse que não sabia.

Mas depois, para minha surpresa, ele disse logo:

"Não te vejo como potencial parceiro." Ele disse que não.

Ena. Estamos na mesma situação.

Percebi isso agora.

Mas, sinceramente,

há uma parte de nós que acha que pode haver 0,2 % de hipóteses.

Também percebo esse sentimento.

- Talvez 0,02 %. - Não, é mais 0,01 %.

- Só? É tão mau como a minha visão. - Sim, isso é mau!

As nossas hipóteses são tão más como a minha visão.

Se as coisas estivessem melhor entre eles, era mais fácil esquecer.

É verdade.

Pensei que as coisas entre eles tinham corrido bem na viagem.

- Estavam sempre a sorrir. - Como se fosse garantido.

Mas não parece ser assim.

- Nesse caso, qual é o próximo passo? - Boa pergunta. O que devemos fazer?

Por agora, acho que vou fazer um intervalo.

Parece-me bem. Talvez faça o mesmo.

- Todos passam mal. - Sim.

- Boa, vamos fazer uma nova ementa? - Sim, há coisas que têm de ser removidas.

Não precisamos de chantilly, pois não?

Não. Quer dizer, ninguém o utensílio, certo?

Tinha-me esquecido que existia.

Chantilly. Quem teve essa ideia?

- O que estão a fazer? - A atualizar a ementa.

Izaya, posso falar contigo?

Claro.

Sumo de maçã…

A razão pela qual te convidei hoje é que, no autocarro, no outro dia,

deixámos uma conversa inacabada

e percebi que não me tinha explicado como deve ser.

Não consegui entender

porque estavas a ser tão pessimista.

Isso incomodou-me muito.

Foi como ser empurrado de uma grande altura.

Eu…

Não é que o que sinto por ti tenha mudado ou que tenha dúvidas.

É que, por causa de algo que me aconteceu no passado,

sou mais cauteloso do que a maioria e é difícil confiar.

Tinha medo que as coisas acabassem quando saíssemos daqui,

e foi por isso que disse aquelas coisas negativas.

Mas a forma

como olhas para mim e assim…

Acho que sei que não estás a mentir.

Eu sei disso. A sério.

Mas também há uma parte de mim que não quer voltar a magoar-se.

É por isso que acho

que já me sai quase sem pensar para me impedir de me apaixonar.

Desculpa ter-te deixado ansioso.

Obrigado.

Acho que…

… ainda bem que disseste isso.

Mas há uma coisa que quero que me prometas.

Sabes, os seres humanos

não são perfeitos, por isso, acho que há alturas em que ficamos pessimistas.

Mas se começares a sentir-te assim,

não quero que penses, te preocupes ou chegues a uma conclusão sozinho.

Quero pensar e preocupar-me contigo, e ajudar a resolver as coisas.

É por isso que, se sentires isso no futuro…

… quero que fales logo comigo.

É o que eu acho

que significa sermos parceiros.

Nunca ninguém me disse isso.

- Desculpa. - Não faz mal.

Obrigado.

Fizeste-me sentir como se não estivesse sozinho.

Não estás sozinho.

Obrigado.

Prometo.

Obrigado.

Nunca esquecerei o que disseste.

E eu sinto o mesmo.

- Obrigado. - Não chores.

Ou vais fazer-me chorar também.

- Vamos? - Vamos.

Dá-me um abraço.

Estás bem?

Acho que também me sinto aliviado.

- Obrigado. - Não, eu é que te devia agradecer.

Ainda bem que falámos. Nunca o esquecerei.

Nem eu. Não me esquecerei de nada.

- Foi fantástico. - Foi ótimo.

Não foi fantástico?

Foi fantástico.

- Tocou-lhe, não foi? - Sim.

Tocou-lhe.

Uma vulnerabilidade que o William tem é que, por ele ser bonito,

é fácil presumir que é um engatatão ou que é popular.

E essa também deve ser a realidade.

Deve ter vivido a vida assim,

a conhecer muita gente.

Mas a verdade é que também tem cicatrizes profundas

e provavelmente não tem um lugar onde possa falar sobre isso.

Deve ser a primeira vez que ele disse isso no início de uma relação.

Ele mostrou a sua alma e deve ter-se sentido aliviado por ser aceite.

Trata-se de ter primeiro uma ligação emocional, certo?

Depois ele disse: "Quero que me prometas." Não foi tão poderoso?

- Foi ótimo. - "Não te preocupes sozinho", disse ele.

Quero que alguém me diga esse tipo de coisas.

É o que mais queremos ouvir, não é?

Parece estranho sermos só sete.

- Como se faltasse alguma coisa. - Parece incompleto.

O Ryuki não pode vir hoje?

- Está com febre. - Sim.

"O líder do turno de hoje será escolhido por voluntariado.

Se mais do que uma pessoa se voluntariar, falem para decidir o líder do turno,

que depois escolherá uma pessoa com quem trabalhar."

Quem quer ser o líder hoje?

- Quero pensar nisso. - Vamos pensar.

Na verdade, eu gostava de ir.

Queres ir?

- Quem quer ir? - Eu.

Posso ficar.

- Agora temos de decidir. - Certo.

Eu quero ir, mas se alguém quiser mesmo muito…

- Verdade. - Sim.

Sim, sinto o mesmo.

- O Hiroya voluntariou-se primeiro. - Certo.

- É verdade. - Sim.

- Pode ser? - Claro.

Eu vou, então.

Força.

Desculpa.

O que fará o Hiroya?

- Quem vai ele escolher? - Quem será?

- O quê? - Ele vai com o Hu?

- Vens comigo? - Vamos.

Divirtam-se.

Muito bem.

O que devo fazer?

- Ele foi para o prolongamento? - Esperem lá.

- É a última oportunidade. - O quê?

Porque terá escolhido o Huwei?

Muito bem.

Ena. Podemos ir naquilo?

Quem diria que viríamos a Abashiri?

- Ena, fixe. - Temos de andar naquilo, certo?

Sempre quis ir. Para ver o gelo flutuante.

Estou tão feliz.

Apesar de ser de Hokkaido, nunca cá estive.

- É gelo flutuante? - Nunca tinha visto.

- Pronto. - Obrigado.

- Perfeito. - Onde ficamos?

- Apanhamos o gelo? - Ao fundo?

Três, dois, um.

Vamos a isto.

Querem um café?

Querem um café?

Desculpem a demora. Um Americano pequeno.

Cuidado, está quente. Obrigado.

- De onde é? - Eu sou daqui.

Estou a ver.

- Uma pena! - Pensei que podia fazê-lo hoje.

És mesmo incrível.

Obrigado! Muito prazer.

- Muito prazer. - Bom proveito!

Hoje é a grande limpeza.

Como tens passado?

Ultimamente,

acho que se tem passado muita coisa dentro de mim.

Já resolveste as coisas?

É mais…

- As coisas vão na direção certa? - Sim.

Não correu como eu pensava, mas acabou bem.

Ainda bem.

E tu?

Eu?

Não sei o que fazer.

Não quero atrapalhar.

Não sei o que fazer.

- Os suspiros são contagiantes. - Desculpa.

Não consigo evitar. A minha felicidade está a desaparecer.

Gosto muito da nossa relação atual.

E acho que me estou a tornar um bom amigo para ele.

Mas ainda gosto dele.

Mas se lhe disser que ainda sinto algo por ele,

acho que arruinaria a amizade que temos.

Não sei o que fazer.

Disse isso muito alto.

O navio chegou.

Mal posso esperar para ver o gelo flutuante.

Sempre quis ver. É um sonho tornado realidade.

- Talvez "sonho" seja um exagero. - Também estava na minha lista. A sério.

- A sério? - A sério.

Sim, eu também.

Tens frio? Precisas de um cobertor?

- Estou bem. - Sim.

Não enjoes.

- Enjoas? - De todo.

- Até gosto. Quer dizer… - Gostas? Gostar de enjoar é de loucos.

- Gostar de enjoar é de loucos. - Gosto do balanço.

Lá vai ele.

Ena, espetacular.

Que visão incrível. Ena!

São enormes.

O azul do gelo é tão bonito.

É azul, não é?

Por ser o oceano, fica com aquele lindo tom de azul.

- Sim. Ena! - Sim.

- Uma gaivota. - Uma gaivota!

- Toda esta área está congelada, certo? - Certo. Até onde a vista alcança.

Certo.

É inspirador.

Boa.

- Boa foto. - Sim.

- Parece-me bem. - Parece-me bem.

- Isto é que é vida. - Sim.

Tenho de agradecer a todos pela oportunidade de estar aqui hoje.

- Provavelmente, não voltarei aqui. - Não.

Escolhi-te hoje principalmente

porque senti que tinha de te dizer uma coisa primeiro.

Depois de amanhã, vou sair da Green Room por uns tempos.

- A sério? - Sim.

Vais voltar?

Eu volto, mas estarei fora uns tempos.

- Muito tempo? - Durante muito tempo.

- Algum tempo? - Durante algum tempo?

- Vamos ter saudades tuas. - Tu vais ter?

Seja como for, diverti-me imenso

a concentrar-me em ti na primeira metade da experiência.

Pode ter sido unilateral da minha parte,

mas estou feliz por vos ter conhecido de igual modo.

Estou grato. Fizemos ótimas recordações.

O Huwei riu-se muito das minhas piadas

e embrulhou-me num cobertor.

Fiquei feliz por ele fazer aquelas coisas por mim.

Depois de termos tido uma conversa séria no bar,

podia ter sido constrangedor para algumas pessoas,

mas gosto que o Huwei tenha feito aquelas coisas por mim.

PODEMOS FALAR AGORA NO PISO DE BAIXO?

- Desculpa ser tão repentino. - Que se passa?

Já passou um mês desde que viemos para a Green Room, não foi?

- Certo. - Até visitámos Niseko.

Não sei.

Eu pensei

que me tinha explicado à minha maneira, Hu.

A culpa é minha se não percebeste.

- Os teus… - Percebi.

- A sério? - Sim.

Quais são os teus sentimentos neste momento?

Queria saber o que sentes.

- Posso ser sincero? - Força.

Lembras-te da primeira vez que fomos jantar?

A minha impressão de ti mudou gradualmente desde então e…

Não consigo deixar de te achar giro.

- A sério? - Mas…

Sim…

Não sei se consigo dizer que estou interessado em ti dessa forma

ou se sinto algo por ti.

É o que sinto agora.

Entendo.

Naquela noite, em Niseko,

estávamos lado a lado no sofá, e estavas ao telefone, certo?

Vi de relance a tua conversa com o Hiroya.

Pensei: "Também se passa ali alguma coisa."

Senti os meus sentimentos acelerarem ainda mais. Fiquei ansioso. Então, se…

Isto é muito embaraçoso,

mas estava a pensar: "E se o Hu escolher o Hiroya?"

Porque não te quero perder.

Acho que tenho sentimentos…

… por ti, Hu-chan.

Estou a falar a sério.

Podes dizer alguma coisa?

- Fiquei sem palavras. - A sério?

Os meus sentimentos são…

Não sabes?

- Sinto que sei, mas não sei. - Porquê?

Não tenho a certeza.

Não sei. Não tenho a certeza.

Só queria que soubesses.

Obrigado por me dizeres.

Não te estou a pedir

para me dares uma resposta imediata.

Afinal, ainda temos tempo.

Certo.

A conta de vidro.

Eu queria dar-ta.

- Que fofa! - Gostas de pássaros bebés, certo?

- É tão gira. - Pensei em dar-ta.

- Obrigado. - Fi-la a pensar em ti.

A sério? Obrigado.

É adorável.

Lês muitos livros, não lês? Por isso, decidi fazer um marcador.

- Não. Neste momento, sinto-me tão… - O quê?

Não, acho que estou muito feliz.

Nunca te expressaste tão claramente. Mas…

Também é novidade para mim. Estou um pouco nervoso.

Quero concentrar-me em ti.

Quero concentrar-me mais em ti.

Não encontro as palavras. O que faço?

O que faço?

Vou andando.

- Até logo. - Até logo.

- Boa. - Eu percebo.

- Foi tudo ótimo! - Muito bem.

- O Bomi é ótimo! - Maravilhoso.

Aquilo foi tirado do manual do romance.

O truque é sair primeiro.

- Sim! - É mais fácil falar do que fazer.

- A sério. - Sim, os trapalhões não se vão embora.

Não.

- Depois, fica constrangedor. - Sim.

- Como é que ele consegue fazer isso? - Eu sei.

É a primeira vez que o Bomi sai com rapazes, certo?

É. É por isso que ele está nervoso.

- Então, deve ser o caráter dele. - Certo.

E depois esperneou. Mais um dez perfeito.

Ele não estava tão calmo como parecia. O seu lado humano veio ao de cima.

Sim, veio.

- Ganga. - Ganga.

- Ganga. - Têm razão.

- Tanta ganga. - Ena.

- Verdade. - O som.

- Talvez o leia hoje. - Força.

"O líder do turno de hoje será escolhido por voluntariado."

Voluntários outra vez?

"Se mais do que uma pessoa se voluntariar, falem para decidir o líder do turno,

que depois escolherá uma pessoa com quem trabalhar."

Acho que quero ir.

- Fixe. - Está bem.

Quero ir.

- Eu quero ir. - Também queres ir, certo?

Quero ir, mas fui ontem, por isso, acho que devo passar para outra pessoa.

Igualmente.

Passei por mudanças cá dentro,

por isso, quero exprimir o que sinto.

Eu também quero ir agora.

Daqui a três dias pode ser tarde de mais.

Sinto que devo ir assim que puder.

Eu também.

Eu também não tive um encontro.

- Falar pode mudar alguma coisa. - Certo.

É isso que eu sinto.

- Certo. - Verdade.

É verdade.

Qual é o teu sentimento sincero, Bomi?

Bem, esta oportunidade pode não voltar a surgir.

Eu também quero ter uma conversa mais profunda.

Gosto. Os sentimentos de todos estão a ficar mais fortes.

Sim.

- O que fazemos? - Não conseguimos decidir.

Como chegamos a uma decisão?

E se os outros quatro decidirem?

O argumento do Jobu foi o mais persuasivo.

Sim. Também pensei o mesmo.

Acho que vocês os três querem ir tanto como os outros,

por isso, seria difícil decidir entre vocês

e dar a vossa oportunidade a outra pessoa.

Ter alguém a julgar os meus sentimentos

quando não entendem o que sinto, não me parece bem.

Entendo.

De certeza que os sentimentos do Jobu são fortes, mas os meus também são.

Acho que os meus não são mais fracos.

- São todos tão obstinados. - Sim, são.

O que vão fazer?

A conversa que queres ter hoje é especial

em comparação com as que já tiveste?

Não tinha os meus sentimentos definidos até agora.

Mas agora que tenho a cabeça no lugar, quero fazer o convite.

- Entendo. - Sim.

Vou ficar e desfrutar da sauna.

- Jobu! - Não!

Hoje, vou com calma.

Parte-me o coração!

- Porquê? - De certeza?

Sim, agora estou bem. Apetece-me usar a sauna.

- Estás mesmo bem? - Sim.

Estou bem.

Vamos conversar?

Percebo o que sentes,

por isso, vou recuar.

Está bem. Está decidido.

Obrigado.

- Deve significar muito para todos. - Sim, é assim.

Acho que sim. É uma forma de fazer uma declaração.

Mas o que é que ele vai dizer? Ele já se expressou ao Izaya.

- O Izaya também deve estar nervoso. - Sim. "O que é isto?"

- Vamos a isso. - Vamos trabalhar.

- Vamos andando? - Sim.

- Obrigado. - Até logo.

Adeus.

Divirtam-se.

Até logo.

- A banana é boa? - Sim. Adoro.

- Jobu! - Não aguento mais.

- Mas de certeza que será feliz. - Sim.

- Já passou algum tempo, não foi? - Sim.

Certo?

Diz se precisares de ajuda.

- O quê? - Está tudo desarranjado.

- Como ficou assim? - Só estava a olhar para a frente.

- Está bem. - Está bem.

Olá.

Olá.

Aqui está a ementa.

- Cinco cafés de filtro quentes. - Certo.

- Cinco. Muito obrigado. - Sim.

- Posso? - Desculpa.

Não faz mal.

- Precisas disto, certo? - Sim. Só preciso do do meio.

Então, vou por este lado.

- Olha. - Que fixe.

É uma flor.

- Fizeste uma flor. - Sim.

Deem-lhes o café!

Ficou giro.

Eu levo-os.

- Acho que os sentimentos dele são mais… - Ultrapassou o Izaya.

- Desculpem a demora. - Tudo bem.

Muito obrigado.

- Conseguimos. - Acabou.

VENDAS DE HOJE - 7400 IENES

Aonde vamos?

Aonde será?

Aonde será?

Enquanto trabalhávamos na carrinha do café,

uma cliente mostrou-nos uma foto do Lago Mashu.

Por isso, quis ir lá.

Ena, que incrível!

- Isto é… - Um pouco de nevoeiro.

- O Lago Mashu enevoado. - O Lago Mashu está enevoado.

Deve ser muito bonito quando este nevoeiro…

- Quando melhorar? - Quando dissipar.

Acho que significa que temos de voltar.

- Vamos sentar-nos? - Vamos.

Muita gente levantou a mão esta manhã, certo?

E eu queria muito vir.

Esperava que pudéssemos vir juntos.

- Ainda bem que conseguimos. - Sim.

Eu também.

Sabes, acho que a tua paixão

transpareceu a todos.

- A sério? - Sim.

Consegui recentemente pôr os meus sentimentos em ordem,

e começo a ver o que, na verdade, estou à procura.

Nunca pensei acabar a sentir-me assim.

E o que estás a sentir?

Quanto a isso,

quando falámos, mencionaste que tipo de prenda te faria mais feliz.

- Lembras-te? - Claro que me lembro.

Disseste isso mais do que qualquer recordação ou presente.

Que gostavas de algo para guardar, como uma carta.

Não me esqueci disso.

Na verdade, há algum tempo,

enquanto organizava os meus sentimentos,

pensei em escrever-te uma carta.

- O quê? Não acredito! - Eu escrevi-te mesmo uma carta.

Não pode ser…

Que vergonha.

Pois foi.

Escrevi-a porque tenho querido fazer-te feliz.

Não admira que tenha insistido em ir hoje.

- Posso ler-ta? - Por favor.

"Desde que nos reencontrámos na Green Room,

tenho procurado do significado do nosso reencontro.

E agora, finalmente, compreendo porque aconteceu.

Devido a experiências passadas, tive dificuldade em confiar nas pessoas,

mas continuaste a abordar-me com sinceridade no coração.

No início, fiquei confuso pela tua sinceridade

e tinha as minhas dúvidas.

Mas quando descobri no autocarro

que os teus sentimentos eram fruto das tuas experiências passadas,

convenci-me de que tudo o que me disseste era verdade.

Em todos os momentos, o meu pai apoia a minha mãe, expressa o seu amor por ela,

e fá-la sempre sorrir.

Tendo crescido com um pai assim,

também tenho a capacidade de gostar sinceramente de alguém.

Desde miúdo que sonho encontrar alguém para amar e apoiar

que também me apoiasse, tal como a minha mãe e o meu pai.

Acredito agora que, com os teus sentimentos inabaláveis

e os meus sinceros sentimentos,

este sonho possa tornar-se realidade.

Sinto verdadeiramente agora

que vim para a Green Room porque estava destinado a encontrar-te outra vez.

Gosto muito de ti, Izaya."

Também gosto muito de ti.

Estou tão feliz.

Agora gosto mesmo de ti,

mas, no futuro, quero transformar este afeto forte em amor.

Obrigado.

Finalmente,

os nossos sentimentos alinharam-se. - Tens razão.

Obrigado.

Obrigado eu.

- Finalmente conseguimos. - Conseguimos.

Esta pode ser a altura mais feliz da minha vida.

Obrigado.

Isto quer dizer…

… que estamos juntos agora?

- Sim. - Certo.

- Acho que sim. Sim. - Certo.

- Obrigado. - Isto é embaraçoso.

- Está bem. - Vamos.

Vamos andando?

Isto é só o começo.

Vou fazer-te sentir seguro.

Obrigado.

Isto é que é o Lago Mashu enevoado!

É mesmo!

- Boa! - Boa!

Parabéns!

Estou tão feliz.

Lindo.

Foi lindo.

Foi maravilhoso.

"Os nossos sentimentos alinharam-se."

- Foi adorável. - Quem disse isso?

- A verdade é mais estranha que a ficção. - Sim, é.

Se fosse um drama escrito, essas palavras não teriam o mesmo efeito.

- Viram aquela cena? - Foi outra coisa.

Os lábios a encontrarem-se!

- Num nevão! - Ao lado do enquadramento.

- No nevoeiro! - O nevoeiro.

Não admira que tenha insistido em ir mesmo que significasse afastar todos.

É compreensível.

Pensei: "O que é que ele está a dizer?"

Mas ele estava determinado. Incrível.

- A carta dele não vos comoveu? - Sim, foi boa.

- Pareceu-me um pedido de casamento. - Sim.

- Isto foi algo especial. - Uma cena memorável.

Parabéns.

Acho que ganhei mais uns anos de vida. Obrigado.

Depois temos o Jobu.

- Foi triste. - Sim.

- A cena foi tão triste. - Foi mesmo.

O momento em que o William se manteve firme e o Jobu recuou, foi devastador.

Pergunto-me o que o Jobu quereria dizer.

- Talvez quisesse tentar outra vez. - Talvez.

Talvez quisesse dizer-lhe o que sentia uma última vez

antes de acabar tudo.

Mas é tão triste.

O tipo a quem ele queria contar o que sentia esforçava-se tanto por outro.

- Certo! - É demasiado.

Mostrou como os seus sentimentos não transpareciam.

Que reviravolta cruel do destino é essa?

O Izaya e o William estão atrasados.

- Estão. O que estarão a fazer? - Sim, o quê?

- E se estiverem a discutir? - O quê?

- E se tiverem discutido? - Não.

- Uma grande discussão? - "Vamos falar duas horas."

Talvez tenham ido para longe?

Não escorregues.

- Não escorregues. - Sim.

- É escorregadio. - Não escorrego.

Mas sempre… Eles voltaram.

Voltaram?

Sejam bem-vindos.

- Voltámos. - Voltaram tarde.

- Voltámos. - Tarde.

- Estamos atrasados. - Sim.

Começámos sem vocês.

- O que estão a comer? - Jingisukan.

- Achei que algo cheirava bem. - Há muito mais.

- Boa. - Boa.

- O Ryuki ainda não melhorou? - Não.

Entendo.

Como foi hoje?

Sabem como acabámos por ter de debater quem iria esta manhã?

Não podia explicar na altura,

mas os meus sentimentos já estavam definidos.

E por ter esses sentimentos, queria mesmo ir hoje.

Escrevi uma carta ao Izaya

sobre como me sinto neste momento.

Escrevi-lhe uma carta e disse-lhe o que sentia.

Que bom. Que romântico.

E…

- E? - E?

- E? - E?

- Contem-nos. - Aconteceu alguma coisa?

E, hoje, decidimos ficar juntos.

- O quê? - Parabéns.

- Estamos juntos. - Parabéns.

- Parabéns. - Parabéns.

- Era o que eu queria ouvir. - Certo.

Devíamos celebrar, não?

Fazemos um brinde?

- É demasiado embaraçoso. - É.

Estou feliz por vocês.

- Sim. - Estou muito feliz.

- Espera aí. - Porque estás a chorar?

- O Kazu é muito empático. - Sim.

- É porque passou por muito. - Isso mesmo.

Estava a pensar como estou tão feliz por vocês.

- Kazuyuki! - Kazuyuki!

- Estou tão feliz. - Obrigado.

Parabéns.

Foi uma reviravolta tão inesperada.

- Estás bem? - Estou tão contente.

Obrigado, Kazuyuki. Quando choras, também me faz chorar.

Fico feliz por te preocupares tanto.

Estou feliz.

É raro celebrar assim no dia

que será o teu aniversário, certo?

- É verdade. - Sim.

É uma estreia para mim.

O Jobu está bem?

- Todas as suas emoções… Ele está bem? - Ele bloqueou.

De que cor queres?

Desenha um coração no centro e usa a mesma cor.

- Que lindo. - Pode ser?

Faz tu.

- De certeza que posso? - Sim.

Isto é embaraçoso.

Ótimo.

Mudámos, pouco a pouco.

- Verdade. - É a primeira vez.

A nossa primeira vez. No dia em que te convidei.

- No final, convidei-te para sair. - Sim. Obrigado.

Obrigado eu.

Obrigado.

- Adeus. - Boa noite.

- Pode ser? - Não sei. Acho que sim, por hoje.

Boa noite. Até amanhã.

- Não se querem separar. Perfeito. - Dormir separados quando se juntaram.

- Vão viver juntos. - Sim.

Isto também é bom.

- Adeus. - Boa noite.

E os quartos são muito afastados.

Não fecharam as portas por uns tempos. Que bom.

Pois. O Hiroya não está.

- Não conseguimos reunir toda a gente. - Tens razão.

É verdade.

Mas ainda bem que o Ryuki voltou.

Bem-vindo de volta.

- Foram dois dias? Três? - Estavas bem?

- Estou bem. - Três dias?

Bem…

Estamos juntos.

O quê, já?

- Foi rápido. - Foi!

Este não é o tipo de desenvolvimento que conheço.

Isso não existe.

- Aconteceu ontem. - Ena.

- Vamos festejar hoje. - Sim.

Esta noite, vamos celebrar.

Vamos a isso.

O quê?

O que se passa?

Aonde vais?

- Bom dia. - Bom dia.

- Só por uns tempos… - Assustaste-me.

Vou deixar a Green Room.

- Só por uns tempos? Vá lá. - Vais voltar, certo?

Tenho de ir ao estrangeiro.

- A sério? - Tens?

O projeto em que tenho trabalhado nos últimos anos está prestes a terminar.

Quero, pelo menos, estar lá para o momento final.

Por isso, não vou voltar logo.

Enquanto estiver fora, como recordações do meu tempo aqui até agora…

- Imprimiste para nós? - São tantos.

- Boa. - Porta-fotos tão giros.

- Estão lindos. - Tão giros.

Fiz estes porta-fotos para porem onde quiserem.

- Que giros. - Muito giros.

- Obrigado. - Obrigado.

- Bem, vou-me embora. - Cuida-te.

- Cuida-te. - Adeus.

Boa sorte.

- Adeus. Divirtam-se. - Adeus.

- Adeus. - Adeus.

- Cuida-te. - Adeus.

- Quanto tempo é a viagem? - Vai voltar, certo?

Uma semana?

Sinceramente?

Tenho menos um rival.

- É verdade. - Não admira que o Bomi se ria.

Não devia estar a pensar isto,

mas sinto que não temos de nos apressar

e tenho mais tempo para falar com o Huwei.

Eu tive uma experiência muito triste em Niseko,

mas se não for tarde de mais,

quero voltar a concentrar-me no Huwei quando voltar.

Ele quer voltar a tentar?

Chegou alguém.

- O quê? - O quê? É o Taeheon?

- Não é o Taeheon? - É o Taeheon!

- O quê? - Porquê? Como? O quê?

- O que se passa? - Taeheon!

O Taeheon está de volta?

Legendas: Carla Chaves

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