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Original subtitles

Suspeitam do Bernal no assassinato?

N�o, mas o Nico passou do limite.

Fez uma investiga��o paralela sem autoriza��o.

V�o rastrear o celular, e voc� vai ser visto como um suspeito.

Como novo diretor da Pol�cia Estadual, tem que seguir o devido protocolo.

Voc� quer?

Achamos o Chapman.

Renda-se!

O Chapman morreu.

Alguns de n�s levamos anos pra perceber que fomos abusados.

Tanto esfor�o tem que dar resultado.

Invadiram a casa.

Isso � coisa de gente ruim.

Bom dia!

- Demorou, cara. - Finalmente!

Como vai, Archi?

Estou me recuperando.

- Deveria descansar. - �, deveria.

Bom, chegaram dois casos.

O primeiro caso: John Fitzgerald Kennedy.

Esse cara n�o foi morto h� um temp�o?

Oswald.

� JFK, mas n�o tem a ver com o ex-presidente gringo assassinado.

Foi piada, chefe.

Ele age como um rapper g�ngster e faz alguns shows.

� procurado por homic�dio qualificado de um membro da gangue rival.

Armado e perigoso.

Posta babaquices numa conta falsa nas redes sociais.

Vejam se ele d� pistas da localiza��o.

- Entendido. - Vamos pro segundo caso.

Tay e Tony Walton.

Drogados.

Adictos de hero�na e, agora, de fentanil.

Culpados de v�rios delitos menores

realizados pra bancar a adic��o.

S�o procurados por sequestro dos pr�prios filhos, de 8 e 5 anos.

Como sequestraram?

Tiraram de um lar adotivo.

� um caso priorit�rio porque tem crian�as em risco.

Ent�o, Camila e Archi, comecem a investiga��o.

Sim, chefe.

Bom dia.

- Bom dia. - Bom dia, Com. Collado.

Parem tudo o que est�o fazendo. Temos outra prioridade.

Hoje, todos voc�s v�o fazer um teste de confian�a.

Como novo chefe da pol�cia, preciso ter confian�a na minha equipe.

Voc�s v�o passar por uma s�rie de testes para ver se est�o aptos f�sica,

psicol�gica�

e moralmente para ser da equipe.

Da mesma forma, ser�o investigados

para vermos se t�m liga��o com o crime organizado.

Como pode pensar que temos liga��o com isso?

Meu �nico dever � informar a voc�s

que os resultados dos testes

podem levar a repreens�es administrativas,

como suspens�o e remo��o permanente do cargo.

E, se for o caso, acusa��es criminais.

N�o sei se sabe, mas fizemos esses testes h� um tempo

e somos muito capazes.

Por isso estamos aqui.

N�o fui claro, n�o �?

Estou avisando,

n�o pedindo opini�o.

Voc� n�o precisa fazer.

Liam, pode ajud�-la na investiga��o depois dos testes f�sicos.

Bom dia.

Est�o aqui para eu realizar um breve exame superficial.

Abra.

Urinem no potinho. � para o antidoping.

Precisam fazer na minha frente.

Quero contar uma coisa.

Eles se irritaram e queimaram os c�es de Mar�a e Silvia.

O qu�?

Que horror�

Como elas est�o?

Muito assustadas.

Podemos revezar pra vigiar.

Elas est�o num lugar seguro.

Foram pra casa dos pais do Temo.

Mas, por enquanto, temos que parar a investiga��o.

- O qu�? - N�o podemos p�r as duas em perigo.

N�o podemos parar de investigar.

O Murphy est� mentindo. Precisamos ver se os abusos continuam.

N�o sabemos no que isso vai dar.

Estamos perto de saber quem matou o Temo.

Por que acham que querem esses testes?

O Ortega que nos ferrar, e tudo est� ficando mais perigoso.

Temos que parar.

Como arrumou a cicatriz?

Com licen�a.

� da minha cesariana, agente.

Parece coisa de gangue?

Uma lembran�a do hospital p�blico.

L� parece que tem mais a�ougueiros do que m�dicos.

O que significa a tatuagem?

Nada. Besteira de jovem.

Que comece o interrogat�rio.

N�o � interrogat�rio.

- Ah, n�o? - S� queremos checar sua sa�de mental.

Fale da sua inf�ncia.

Minha inf�ncia.

Eu vi meu pai ser morto.

N�o sei como pode existir inf�ncia depois disso.

Quando nasci, minha m�e era novinha. Tinha 15 anos.

Ela me criou sozinha.

Num bairro de Mexicali chamado Valle del Pedregal.

N�o sei se conhece.

As crian�as de l� brincam de pega-pega usando um picador de gelo.

E o seu irm�o?

O que tem?

Ele fez o necess�rio pra sustent�-las, n�o?

Mesmo sendo ilegal.

N�o sei, psic�loga.

Dizem que faz tempo que ele parou com isso.

E o seu pai?

Voc� o conheceu?

N�o.

Virou policial como forma de achar um pai?

� verdade, n�?

E voc� achou?

Achei.

O Temo.

Voc� o achou e perdeu.

Como se sente com isso?

Teve um desempenho excepcional na For�a A�rea.

Por que saiu?

Vi que n�o era o certo pra mim.

Como entrou na pol�cia?

Por causa do Cuauht�moc Lozano.

Na internet, voc� est� em grupos de direita dos EUA.

Acho que � um �timo pa�s.

- Voc� � contra o governo? - N�o.

Recentemente, um dos fugitivos morreu depois que voc� atirou nele.

Pode dizer que matei ele. Tenho no��o disso.

Voc� n�o tinha hist�rico disso.

Como se sentiu?

A t�tulo pessoal, como � a rela��o com seu marido?

Ex-marido. Est� a� no arquivo.

Tomamos caminhos diferentes.

Ele fez as escolhas dele, e eu trabalho aqui.

O que fez quando soube que seu marido estava envolvido em crimes?

Eu tinha 16 anos, ent�o�

eu n�o fiz nada.

Descobri quando ele foi preso.

Voc� mora em uma casa enorme em Playas.

Deve ser cara. Voc� vive al�m das suas posses?

Vivo do jeito que gosto.

Voc� acha que foi sem justificativa?

N�o.

Ele era um fugitivo perigoso.

Treinado e armado. N�o era simples.

Essa necessidade de se mostrar

n�o seria por estar escondendo algo?

N�o sei.

Me diga voc�. � a especialista aqui.

Pelo seu estilo de vida,

algu�m pode pensar que est� envolvido em corrup��o.

Est� me acusando?

Tem pesadelos recorrentes ou pensamentos obsessivos?

Mais ou menos.

A sua tatuagem parece ter um N e um M entrela�ados.

N de Nicol�s, e M de�

Mara Salvatrucha.

Leva seu trabalho a s�rio?

Muito.

N�o parece.

M de qu�?

Mar�a.

A filha do ex-comandante Cuauht�moc Lozano?

Se sabe, por que perguntou?

Se Temo era um pai para voc�,

Mar�a n�o seria uma irm�?

Mar�a, ele vai acordar.

O que quer saber?

O que Temo achava dessa rela��o?

No come�o, ele n�o gostou.

E depois?

Depois, muito menos.

Por isso terminamos.

E agora?

Gosto muito de voc�, Nico.

Mas n�o vou casar com meu pai.

Agora somos amigos.

Fica com medo de ter que matar de novo?

Fico.

Tenho que informar aos seus superiores.

Voc� cresceu sem pai.

Isso se repete com seu filho.

Sim.

O que isso te faz sentir? Culpada?

Eu tenho que me sentir culpada pelo que ele fez?

- Voc� o escolheu. - Eu tinha 16 anos. J� falei.

Agora que n�o tem mais 16 anos,

n�o pensa que seu filho talvez siga o mesmo padr�o criminal

que os homens da sua vida?

Escuta, psic�loga.

Sou boa como m�e

e como policial.

Leia meu arquivo.

Temos que agilizar, antes que o Collado me convoque.

Aqui diz que provavelmente viajam em uma Kombi velha.

Nas �ltimas tr�s vezes, foram vistos em Playas.

Conhe�o o Cuija, o traficante da regi�o.

Se eles estiverem cheirando por a�, ele vai saber onde est�o.

Bernal.

Preciso que passe o dia no escrit�rio.

Por que isso?

Vai fazer testes mais rigorosos.

V� problema nisso?

Ent�o, �timo.

O que foi, Mar�a?

Nico, algu�m invadiu e ficou na casa dos meus av�s.

- O qu�? - Tinha algu�m morando aqui.

Os vizinhos disseram que, h� um m�s, homens mascarados invadiram.

Tinha vidro quebrado e portas arrombadas.

- E uns desenhos estranhos. - Onde voc�s est�o?

Estamos na Swap Meet Siglo XXI.

Droga, n�o posso sair daqui agora. Vou ver quem mando a�.

Vou mandar o Cri. Fiquem tranquilas.

- Companheiro. - Fala.

Preciso que v� r�pido buscar a Mar�a e a Silvia.

Na Swap Meet que fica na D�az Ordaz.

- Sabe qual? - Sei.

Ent�o vai logo e leva elas pra um lugar seguro.

T�, sei pra onde levar. Eu te aviso.

Obrigado.

- Vou investigar o JFK, chefe. - Beleza.

Aqui voc�s v�o ficar protegidas.

Este lugar � de uns parentes. Se precisarem de algo, � s� pedir a eles.

J� est�o sabendo. Seja o que for, a qualquer hora.

- Obrigada, Cri. - Podem me ligar.

J� levo as malas. Podem ir.

- Obrigada. - Peguem a chave.

E a�, Alonso?

Estou procurando algu�m que teve problema, uma experi�ncia ruim,

ou algo ligado a abuso na Sonhos Sem Fronteiras.

Conhece algu�m que quer falar disso?

Claro, no sigilo. J� sabe.

N�o, Sa�l. � s� me passar o nome, e eu�

Voc� n�o precisa se envolver.

SA�DA

N�o. Estou investigando por minha conta.

T�, pode ser assim, Abril. Tudo bem.

Se souber de algu�m, estou aqui, alerta.

N�o, muito obrigada. T� bom.

Agora tudo vai melhorar.

Viu como a casa nova vai ser legal.

SONHOS SEM FRONTEIRAS

Cri?

E a Mar�a?

Agrade�o demais, Cri.

Continuo esperando aqui.

Fica de olho nos perfis do JFK. O Beto te ajuda.

Al�. O que foi, Camila?

T�, mas com muito cuidado.

Quando acharem os adictos, cuidem das crian�as, t�?

T� legal.

Ent�o vai me avisando.

Oi, Gloria.

O Cri levou a Mar�a e a Silvia pra um lugar seguro. Escuta�

Me liga, t�?

Muito cuidado.

Fala, Bernal.

N�o v�o me deixar ir embora?

Bem que eu queria.

Mas adivinha.

N�o tem como.

Seus testes apresentaram inconsist�ncias.

Ah, �?

Conforme o protocolo, vai ter que passar pelo pol�grafo.

Vamos avisar quando estiver pronto.

Mais ch� de cadeira.

Escuta.

A respeito dos testes,

pensei em fazer de forma volunt�ria, mas me deu medo.

Por qu�?

Quando entrei na Intelig�ncia,

fiz os testes e tentei esconder meu autismo.

E foi horr�vel.

Por que tentou esconder?

Quando as pessoas descobrem, me tratam diferente.

Cami.

N�o � igual, mas�

sei como � ser tratado assim.

Quando eu era mais novo, usava muitas drogas.

As pessoas te tratam diferente quando sabem que � um adicto.

Estou nervoso com o antidoping porque�

sa� com a Ema h� algumas semanas.

Ela me ofereceu MDMA, e aceitei.

Eu estava limpo h� muitos anos.

Se s� usou um pouco semanas atr�s, talvez n�o apare�a no exame.

�, mas se aparecer, v�o me suspender ou demitir,

e vou me foder.

T�, mas voc� ainda n�o sabe.

� aqui.

Chano, o que tem pra mim?

Achei algu�m que talvez saiba dos abusos.

Encontrei um amigo meu que anda com a Patrulha Espiritual.

S�o aqueles que saem pegando drogados pra ajudar?

Isso. Tem um drogado que j� foi pego v�rias vezes.

Ele se chama Yahir.

Foi acolhido pela Sonhos Sem Fronteiras.

Era �rf�o e, aos 13 anos, foi levado aos EUA pra ser adotado,

mas fugiu e voltou pra c�.

Traumatizado, se afundou nas drogas.

Yahir.

E voc� sabe onde posso encontrar ele?

Ele n�o tem casa.

Fica vagando pelos antros de drogas de S�nchez Taboada.

- S�nchez Taboada. - Cuidado. L� � perigoso.

E a�, Cuija, seu puto?

Archi, seu puto.

Como vai, cara?

Escutem!

Esse cara era como um filho. Conhe�o ele desde garotinho.

Me pedia ajuda quando te incomodavam.

Cara, voc� sumiu.

Por que voltou?

Estamos procurando uns gringos. Olha.

Viu eles?

Vem aqui depois de mil anos pra me fazer de X9?

Agora sou policial.

Ela � minha colega.

Seu malandro.

- Eita, porra! - Calma.

Olha isso, galera!

Me devolve, Cuija. N�o brinca com isso.

Glock, 9 mil�metros.

- Pra tr�s, cuz�es. - Cuija!

- A coisa vai ficar feia. - Chega, cara!

Est� carregada. Para.

Devolve a arma!

Cuija, por favor!

Larguem, os dois.

� arma da pol�cia. Devolve.

Calma. Fica calma, Camila.

Calma, garota.

N�o faz besteira. Estamos s� brincando.

Devolve!

Para, cara! Camila, fica calma.

Abaixa a arma, por favor.

Calma, viu?

Escuta, Cami.

Calma. Ele � assim mesmo.

Abaixa a arma.

Abaixa, por favor.

Guarda.

Seu idiota.

Foi s� brincadeira.

Viu eles ou n�o?

Esses gringos moram numa Kombi e estacionam na pra�a abandonada.

� tudo o que sei.

Obrigado, cara. Eu te devo uma.

Me deve v�rias.

- At� mais, garota. - Obrigada.

Voc� est� bem?

Vamos.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

- Oi! - Como vai, lind�o?

Estou te ligando rapidinho porque eu queria ouvir a sua voz.

E pedir desculpa por sumir assim.

Imagino que esteja cuidando de um caso dif�cil.

Na verdade, estou indo a um lugar e queria que me fizesse companhia.

Obrigada por atender. Sei que est� trabalhando.

Quero te ver.

Estou at� pensando no que cozinhar pra voc�.

Tamb�m quero te ver.

Foi bom ouvir sua voz. Logo vamos nos ver.

Est� combinado.

Beijo.

Beij�o.

Falta liberarem o Nico.

Salve, meus trutas!

Diretamente de Baja Cali, convido voc�s ao La Par�bola hoje.

- Olha. - Pro show do JFK!

JFK?

De presidente, n�o tem nada.

Cruz-credo!

Isso n�o � ambiente pra crian�a.

Eles devem estar perto.

Sou o comandante Cabello.

Vou conduzir o teste do pol�grafo.

Vou fazer umas perguntas, e s� responda com "sim" ou "n�o".

Vamos come�ar.

Seu nome � Nicol�s Bernal?

Sim.

Voc� tem 37 anos?

Sim.

Gostosa!

Aonde vai?

Loira, ei.

Loirinha!

Traz bebidas pra mesa!

�, aqui.

Olha ele ali.

Caralho, quanta gente!

� mesmo.

Fica tranquilo. Ele vai encher a cara e ficar beba�o.

A� pegamos ele.

Beto.

Tem hora que o trabalho � um p� no saco.

Ter que beber cerveja sem �lcool.

Pode crer.

- Mas � o jeito, n�? - Infelizmente.

Passou informa��es confidenciais para a policial Anne

a respeito do funcionamento da unidade?

N�o.

Traiu sua p�tria

passando informa��es confidenciais ou sigilosas para algu�m?

N�o.

Tijuana, t� na �rea!

Joga as m�os pra cima, Tijuana.

Pra gente, eles nem d�o moral

S� quero grana Um pouco mais nunca faz mal

Com as cobras, dou uma andada Na minha quebrada

Com pistola ou fac�o Tocar em mim, eles n�o v�o

Fumando marijuana Direto de LA at� Tijuana

Est� um calor de matar Mas amanh� vai nevar

Sem amor pela oposi��o Sou eu contra o mund�o

N�o tem competi��o

Se liga na situa��o Antes de dar sua opini�o

Ningu�m vai tomar minha posi��o

Nem mexer com os meus cria

Cria!

Mostro o dedo pra pol�cia

Pol�cia, cia, cia!

Sem amor pelos vermes fardados

E quando eles quiserem falar Boca fechada

N�o digo nada

Porque a galera fala Quando est� preocupada

N�o vou pra frente Com quem n�o fecha com a gente

Tijuana, fica na paz!

Cri, cri, cri, cria!

Os cria, cria�

Quer fazer um pedido?

Talvez?

Voc� � um amorzinho.

- Oi. - Oi.

De quem � o anivers�rio?

Nossa pequena Micky. Est� fazendo 6 anos.

Meus parab�ns.

Comam um peda�o de bolo. Quanto mais gente, melhor.

S� um segundo. J� voltamos.

O que est� fazendo?

O que foi?

- Qual � o pedido? - �.

N�o soprou direito.

N�o � errado separar eles assim?

S�o dois pedidos.

Eles merecem uma segunda chance.

Parecem felizes.

Eles precisam de um banho, mas est� na cara que se amam.

N�o somos n�s que decidimos.

Temos uma ordem a cumprir.

Cami,

quando eu tinha 11 anos, descobri que meus pais me sequestraram

e minha m�e era drogada.

Mas juro que eu preferia ter ficado com ela.

Apesar das drogas.

- O que vai pedir? - Faz um pedido.

Sua hist�ria n�o � igual � deles.

E agora voc� � policial.

Tem uma obriga��o.

- Est� na hora. - Precisa fazer.

Sopra, vai.

Tay e Tony Walton�

Somos da Unidade de Enlace Internacional.

- N�o! - S�o procurados por sequestro.

Vamos deportar voc�s, e levar as crian�as pro lar adotivo.

Estamos limpos h� dias.

S� queremos voltar a ser uma fam�lia, por favor.

Lamentamos, mas temos que levar voc�s agora.

Calma.

- Est� na hora, gente. - S� mais um minuto.

Vamos.

Est� vindo.

John Fitzgerald Kennedy, � procurado por homic�dio na Calif�rnia.

Est� preso, seu Eminem de merda. Peguei sua arma.

Como disse, pendejo, sou procurado na Calif�rnia, n�o aqui.

- � o JFK! - Agora n�o!

� ele!

Para!

Pol�cia!

Pol�cia! Saiam!

Merda!

Desgra�a!

Porra, caralho!

- V�o se foder! - Beto, pelo lado.

Vou meter bala na cabe�a dela.

- Parado! - Pra tr�s.

Pra tr�s, porra!

Pra tr�s!

N�o chega perto!

- Pra tr�s, ou mato ela. - Parado.

Vou matar ela.

Pra tr�s!

- Parado! - Vou matar ela. Pra tr�s.

Pra tr�s!

- Calma. - N�o chega perto.

Solta ela.

Pra tr�s, porra! Pra tr�s.

Larga ela, babaca!

Porra! Eu te mato!

Merda!

N�o encosta em mim!

Voc� n�o era g�ngster, puto?

- N�o passa de um bund�o. - Me larga!

- At� parece. - N�o encosta em mim!

O Temo te ajudou a entrar na Unidade de Enlace Internacional?

N�o � t�o simples.

Eu disse pra responder com "sim" ou "n�o".

Sim.

Acho que sim.

Foi testemunha de algum ato de corrup��o sob o comando do Temo?

N�o.

Participou de algum ato de corrup��o sob o comando do Temo?

N�o.

Sabia da conta banc�ria secreta do Temo?

Essa conta � mentira.

Sim ou n�o?

N�o.

N�MERO DESCONHECIDO PERGUNTE SOBRE A MORTE DO TEMO

TEMOS QUE PEG�-LO.

Avise quando finalizarem com as crian�as pra entregarmos elas.

Liam Taylor.

Companheiro�

N�o precisa mais fazer testes. Seu exame toxicol�gico deu positivo.

Quero ver o resultado.

Positivo, anfetamina.

Parece familiar?

V� pra casa, senhor.

Filho da puta arrombado.

O que disse?

Nada.

Foi o que imaginei.

O que aconteceu, Beto?

O rapper estava na sua mira.

Ele se distraiu comigo.

Dava pra ele me matar, ou matar a garota.

Por que n�o atirou nele?

N�o sei.

Matar o patrulheiro te afetou demais.

Beto, aquele cara ia nos matar. Voc� fez o que tinha que fazer.

A psic�loga me recomendou terapia.

Preciso fazer, ou v�o me suspender.

Ou podem me demitir.

Precisamos dar um jeito nisso.

Como o Temo dizia:

"Nesta unidade, a vida dos outros est� nas nossas m�os."

Voc� sabe as consequ�ncias de alterar uma cena de crime?

Sim.

Voc� combinou de ver o Temo no lugar em que ele foi morto?

Sim.

Combinou de encontr�-lo l� porque voc�s estavam escondendo algo?

N�o.

Voc� est� escondendo algo quanto ao assassinato do Temo?

N�o.

Pegou o celular dele quando viu o corpo do Temo?

N�o.

- N�o, m�e! - Solta, senhora.

- Cuida da sua irm�. - Senhora, chega.

- M�e� - A gente logo vai se ver.

- Vamos nos ver em breve. - N�o!

- Eu te amo. - N�o!

- Meu bem� - N�o.

N�o! M�e, pai!

- Est� tudo bem. - Vem c�.

O que foi, Mar�a?

Est� tudo bem?

Sim, estamos bem.

Falei com minha m�e, Nico.

N�s queremos descobrir o que aconteceu.

Voc�s t�m certeza?

Podemos continuar investigando, mas vai ficar mais perigoso.

Queremos saber quem matou ele e por qu�.

Mas voc� cuida disso, Nico. N�o confio em mais ningu�m.

T� bom.

Por enquanto, fiquem a� e n�o atendam chamadas desconhecidas.

Entendi.

Yahir!

Yahir!

O que quer, mulher?

Oi.

O Yahir est� a�?

N�o tem Yahir aqui. Cai fora!

Garota, o que perdeu aqui?

O que perdeu aqui?

O que est� procurando?

Volta aqui!

- Gloria? - Nico do C�u!

- O que foi? - Fiz uma puta burrada.

- Estou em S�nchez Taboada. - Caralho!

- V� minha localiza��o. Eu te mandei. - Mo�a.

Ei, mo�a.

- Estou indo. - Est�o me cercando.

R�pido!

- Fica firme. - R�pido!

Me escuta!

BASEADA NO ARTIGO DO WASHINGTON POST "THE GRINGO HUNTERS", DE KEVIN SIEFF

Legendas: Karina Curi

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