Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
� BEIRA DA LOUCURA
EM BREVE, "� BEIRA DA LOUCURA"
Al�, interna��o?
Aqui � Saperstein, onde ele est�?
Tudo resolvido!
Certo, podem traz�-lo.
- Ele est� vindo. - �timo.
Trent?
- John J. - Ponham-no na n� 9.
N�o fa�am isso!
Desculpe o chute no saco.
Acertei de sorte.
Esperem.
N�o sou maluco, ouviram? N�o sou maluco.
Se ele n�o �, eu tamb�m n�o sou!
Nem eu!
N�o. N�o, os "Carpenters".
Que jeito horr�vel determinar.
N�o acaba assim, voc� n�o leu o final ainda.
Pronto.
- Ele chegou esta tarde? - Sim.
Como chegou aqui t�o r�pido?
Monitoramos as interna��es. Ele tem os sintomas.
Voc� acha que ele � um deles?
Sr. Saperstein, isso � o que vim descobrir.
A coisa deve estar feia l� fora para voc�s virem aqui.
- � aqui? - Sim.
- Ele pediu alguma coisa? - Sim.
Um...
simples l�pis preto.
- John? - Espere um pouco.
O que quer?
Sou o Dr. Wrenn,
vou tentar tir�-lo daqui.
Depois que decorei a cela?
N�o. Acho que vou ficar.
O guarda que levou o chute jura que voc� queria sair.
Eu... mudei de ideia.
Entendo.
As cruzes ficaram boas.
S� que, se eles as virem, n�o deixar�o voc� sair, John.
Tem um cigarro?
Quer saber dos meus "eles"?
Seus o qu�?
Meus "eles".
Todo esquizofr�nico paranoico tem um "eles", "elas", "ele".
E voc� quer saber dos meus "eles", n�o �?
Diga-me, como veio parar aqui.
Est� feia a coisa l� fora, n�o �?
Vamos falar de voc�.
Voc� manda.
Eu sou...
Eu era investigador de seguros, freelancer.
Investigava pedidos falsos de pagamento de seguro.
Ultimamente trabalhava para uma empresa aqui na cidade.
Tudo come�ou com o desaparecimento.
O desaparecimento de Sutter Cane.
Est� quente aqui?
Fervendo.
Quanto tempo tenho que ficar aqui?
J� cuidei de toda a papelada.
O cheque devia ter sa�do h� tr�s semanas, n�o �?
- N�o � assim que funciona? - Geralmente � assim.
S� mais umas perguntinhas sobre o inc�ndio.
Que perguntas? J� respondi a todas.
J� chega. Era para estar tudo resolvido.
S� mais um minuto.
O Robby me contratou para resolver esses assuntos,
tudo ia bem, mas o Robby achou que voc�...
incendiou seu almoxarifado em Northern Boulevard.
Eu? Bobagem. Eram minhas coisas.
- Toda a minha vida. - Sim, eu me solidarizo.
Est� suando. Quer que eu ligue o ar condicionado?
- N�o precisa. - Tem certeza?
- Sim! - Est� certo.
Estou atrasado.
Tenho que pegar minha esposa.
Sim, sua esposa, � uma grande mulher.
Conhece-a?
N�o. S� conversamos um pouco...
quando investigava a sua hist�ria.
Temos fotos da sua mulher passeando pela cidade,
usando as roupas que voc� diz que o inc�ndio destruiu.
� imposs�vel.
Isso tudo eu mesmo comprei para ela.
O problema � que quando falei com ela,
ela sabia mais do que pensava,
principalmente...
depois que lhe mostrei fotos da srta. Palminteri...
usando mais roupas que voc� diz que foram destru�das.
Srta. Palminteri?
Srta. Rosa Palminteri.
Um conselho.
Se quiser dar um golpe, n�o envolva a sua mulher,
mas se a envolver, n�o a sacaneie com a outra.
Trent, voc� foi �timo.
Todos dizem que ningu�m fareja um golpe como voc�,
mas v�-lo trabalhando pessoalmente � incr�vel.
N�o foi dif�cil. A mulher do cara gostou de mim.
Al�m disso, ele � um amador.
Com amadores � f�cil,
eu tento descobrir se o cara � um profissional,
e � divertido quando ele � profissional.
A maioria dos inspetores...
n�o fareja um golpe debaixo do nariz deles,
mas voc� nunca falha.
Aprenda a esperar o pior das pessoas e pronto.
Todo mundo quer se dar bem.
Eu chego para limpar a sujeira.
Vou dizer uma coisa, pare de ser "freelancer".
Entre para a empresa. Eu lhe pagarei bem, Trent.
Esque�a. N�o gosto que me deem ordens.
Sou independente.
Trabalhe para mim mais uma vez,
estou com problemas com a Arcane.
A editora?
� o meu maior cliente.
Pediu pagamento do seguro. Pode me custar milh�es.
- Quero que voc� seja r�pido. - Qual a alega��o?
O desaparecimento de Sutter Cane.
- Quem? - Sutter Cane.
Voc� l� Sutter Cane?
O qu�?
O escritor Sutter Cane, um fen�meno pop inofensivo,
ou um profeta louco e morto nas p�ginas policiais?
Isto aconteceu ontem na porta das livrarias.
Os tumultos ocorreram porque as livrarias...
n�o entregaram as encomendas do novo conto,
"� Beira da Loucura", de Sutter Cane.
Quando a fic��o dele torna-se religi�o,
-os f�s tornam-se perigosos? - S� os que usam machado.
Outras 18 livrarias relataram...
Senhor Trent.
- O Sr. Harglow ir� receb�-lo. - Obrigado.
Agora ou�a, eu precisava disso para ontem.
Se voc� n�o conseguir, sair� na primeira p�gina.
Jackson Harglow. Prazer em conhec�-lo.
Prazer.
Desculpe o tumulto. Estamos no meio de uma pequena crise.
Saiam todos, por favor.
Preciso conversar com o sr. Trent.
N�o atendo ningu�m, passem para Linda.
Que efici�ncia, eu quase saio tamb�m.
Sente-se, por favor.
Tenho andado meio sem paci�ncia esses dias.
Voc� conhece a Arcane?
A n�o ser pelo seguro com a Atlantic,
nunca ouvi falar de Arcane.
O senhor l� livros?
Linda Styles, John Trent.
Linda vive de ler livros. � uma excelente editora.
Desde que entrou na empresa, s� cuida do Cane.
Sutter Cane? N�o � ele quem escreve aquela droga de terror?
Talvez seja sofisticado demais para voc�.
� o autor mais lido deste s�culo.
Esque�a Stephen King. Cane vende mais que todos.
O que houve com ele?
Sumiu h� dois meses sem deixar vest�gios.
A pol�cia n�o descobriu nada.
Com quem ele falou por �ltimo?
Com seu agente. Cane lhe enviou uns cap�tulos...
do novo livro, n�o faz nem duas semanas,
n�o colocou o endere�o no pacote.
Desculpe. Estou incomodando?
� BEIRA DA LOUCURA
O que disse o agente?
Voc� ouviu o que ele disse.
Como assim?
Voc� viu quando o coitado ficou maluco na cidade.
Voc� testemunhou o tiroteio.
O maluco do machado era o agente dele?
Dif�cil de acreditar, n�o?
Quem vende mais que Stephen King,
devia ser melhor representado.
Com licen�a.
- Foi s� uma piada. - N�o estamos para piadas.
- Eu o acompanho, sr. Trent. - Obrigado.
Cane vale um bilh�o de d�lares.
� o nosso alicerce.
Vendemos os direitos de filmagem e publica��o...
-em 18 idiomas... - Do livro que sumiu?
O agente achou pelo menos parte dele.
Quer dizer que ele leu e saiu com um machado � luz do dia?
Grande promo��o para Cane. Grande publicidade.
N�o foi golpe publicit�rio. Voc� estava l�.
Os livros de Cane afetam seus leitores.
- Afetam de que forma? - Desorienta��o,
perda de mem�ria, paranoia.
As pessoas pagam para sentir isso? Que �timo.
- Ponha no press-kit. - Precisamos de voc�.
Vamos examinar o arquivo dele depois do expediente.
Acho que n�o.
Preciso ver os contratos, os pap�is.
Imposs�vel.
O agente n�o nos deixou saber o endere�o de Cane.
O que voc� sabe?
Um ano antes dele desaparecer,
seu trabalho tornou-se estranho e bizarro.
Ele achava que era realidade, e n�o fic��o.
A�, parou de mandar.
Preciso saber se est� vivo ou morto.
Preciso do livro. Estamos atrasados com o lan�amento.
Os f�s est�o inquietos.
Esse lixo vende mesmo?
Mais do que imagina. Surpreso?
Nada me surpreende.
J� envenenamos o ar, a �gua, e a n�s mesmos.
Vamos terminar o servi�o destruindo nosso c�rebro.
Por que n�o tenta ler os livros dele?
- Tente entender o mist�rio. - Tem alguma coisa gravada?
"Horror em Hobb's End".
Quer levar tamb�m?
Calma, Robby. � golpe. Claro que � um golpe.
O comportamento dos leitores,
a loucura do agente, � como uma histeria coletiva.
Um fen�meno pop, uma mania, vai passar.
� a onda desse ano.
Meu Deus, � tudo muito estranho.
� uma arma��o.
S� preciso saber como funciona, � quest�o de tempo.
Voc� tamb�m?
Eu tive azia.
Ainda h� tumultos nas cidades do leste.
E h� not�cias de viol�ncia em Boston e Filad�lfia.
Segundo a pol�cia, testemunhas pouco coerentes...
disseram ter lido o �ltimo livro de Sutter Cane,
"Horror em Hobb's End".
Eu estou vendo.
O que disse?
Ele v� voc�.
�timo. Mande lembran�as a ele.
Ol�, Robby.
Quase nada.
Estou lendo uns livros do Sutter Cane.
S�o hist�rias imbecis de terror, o mesmo, criaturas na escurid�o,
gente enlouquece e viram monstros,
s� que s�o mais bem escritas do que a gente imagina.
Elas nos afetam pelo estilo, pela descri��o.
N�o, n�o seja bobo.
Quer levar tamb�m?
Ele v� voc�. Ele v� voc�.
Ele v� voc�.
O qu�?
Muito estranho.
Para onde voc� foi?
Se � que voc� foi para algum lugar.
Legal.
Eu sei porque o pr�prio Cane faz as capas.
Est�o vendo isso?
� um mapa. O ponto � "Hobb's End".
N�o existe em nenhum mapa, mas olhem,
os dois s�o id�nticos.
A capa do livro de Cane,
situa "Hobb's End", no centro de New England.
Acha que ele foi para um lugar fict�cio?
N�o. Um lugar real, em um estado real. New Hampshire.
Mas n�o existe no mapa.
N�o nos novos. Talvez nos velhos,
h� muitas cidades esquecidas nos EUA.
Grande Promo��o: junte as pe�as,
ache a cidade e ganhe uma lancheira do Cane.
Como sabe que ele est� l�?
Eu teria que ir para ter certeza.
Quer mesmo que eu v�?
N�o digo que estejam mentindo ou dando golpe na seguradora,
mas isso parece arma��o.
Mas se est� dizendo a verdade,
se quer seu autor de volta, se quer seu livro,
� bom para n�s dois que eu o encontre.
Nada temos a esconder, sr. Trent.
S� quero o que � nosso. Se Cane estiver morto...
ou, se nossa propriedade estiver viva.
E como o senhor n�o tem nada a esconder,
n�o se importar� que a srta. Styles o acompanhe.
Como quiser.
Quem �? O que foi?
Est� acordada!
- N�o podia ter me sacudido? - O que foi que eu fiz?
Estamos perdidos.
Estamos perdidos, porque n�o existe nenhum lugar...
chamado Hobb's End.
Vamos ver.
Nunca, nunca, nunca...
jogue batata frita no motorista.
Droga.
Posso lhe fazer uma pergunta?
Gosta mesmo de trabalhar com os livros de Cane?
Voc� gosta mesmo de pegar as pessoas?
Sim. Pego golpistas e fraudadores. Eu adoro.
J� pegou algum conhecido?
Claro que sim, n�o faz diferen�a.
A gente logo descobre que todo mundo � capaz de tudo.
O que voc� imaginar, j� foi feito.
Resta pouco em que acreditar.
E pouco com o que se decepcionar tamb�m.
Quanto mais cedo deixarmos o planeta, melhor.
Voc� est� parecendo o Cane.
Eu n�o, voc� � f� dele.
S� gosto de sentir medo. O trabalho de Cane me d� medo.
Medo de qu�? N�o � real.
Voc� acha que n�o, e a realidade concorda.
Me d� medo pensar como seria...
se a realidade concordasse com ele.
N�o estamos falando de realidade.
Estamos falando de fic��o, � diferente.
Realidade � o que dizemos um ao outro,
e que a loucura pode virar sanidade...
se os loucos forem a maioria.
Voc� ficaria trancado numa cela...
pensando no que aconteceu com o mundo.
Isso n�o aconteceria comigo.
Aconteceria, se percebesse que o que sabe n�o vale nada.
Seria muito solit�rio ser o �ltimo que resta.
...e tamb�m houve um incidente em Long Island.
Vamos, doutor, n�o engulo essa.
Est� dizendo que h� uma doen�a se espalhando?
- Meu Deus. - O qu�?
- Eu vi uma... eu vi... - Uma vaca, uma ovelha,
um porco, o que viu?
- N�o importa. - �timo.
N�o mexa nele.
- Est� vivo? - N�o sei.
- Calma, traremos um cobertor. - N�o posso ir embora.
- N�o se mexa. - N�o me deixar�o sair.
Ele estava bem?
Vamos.
Ligaremos para a pol�cia na outra cidade.
Voc� est� bem?
N�o acredito. Dormi a noite toda.
Obrigado por dirigir.
- O que foi? - Olhe!
"Bem-Vindos a Hobb's End"
Voc� � fant�stica! Achou a cidade.
O que foi?
Voc� dirige.
Bonito, bonito...
Uma t�pica rua principal americana.
Antiguidades.
Olhe esta velharia, onde ser� que foi feita?
Olhe.
Aquelas crian�as.
- Voc� n�o as viu? - N�o.
Onde est�o todos?
� uma �tima cidade, mas n�o tem ningu�m.
Vamos.
Como sabia desse lugar?
Pensei que voc� n�o conhecesse aqui.
N�o conhe�o. Li a respeito. E voc� tamb�m.
Est� vazio agora,
era cheio de coisas estranhas que cresciam, lembra?
Uma noite, as pessoas viram uma coisa enorme aqui,
tinha bra�os como serpentes.
"Horror em Hobb's End".
� o hotel de "Horror em Hobb's End",
Styles, uma cidade como esta tem grandes possibilidades.
Pense no potencial tur�stico, por exemplo.
Deve haver um quadro atr�s de n�s.
Sim, e bonito.
H� uma t�bua solta a�.
Bom dia!
Posso ajud�-los?
Espero que sim, um quarto, por favor.
A caminho de Boston, resolvemos...
parar na sua famosa cidade.
- Famosa? - Por causa de Sutter Cane.
- Sutter... quem? - Cane.
Ele � daqui. �s vezes vem e fica um tempo.
N�o conhe�o nenhum Cane.
Quase ningu�m passa mais por aqui.
Vou buscar as chaves.
Quer um dep�sito ou meu cart�o de credito?
Gente da cidade.
Se foi isso o que voc� viu,
eu acho um pouco perturbador.
Eu tamb�m sentiria medo, mas, seja o que for,
e apesar do que voc� pensa,
n�o estamos vivendo uma hist�ria de Sutter Cane.
Est� tudo aqui.
A sra. Pickman, do livro,
� uma louca que esquarteja o marido.
Aquela doce senhora l� embaixo,
n�o � capaz de fazer nada,
al�m de meter a dentadura na cerveja do marido.
�timo.
Voc� pensa que � brincadeira, mas ou�a um instante,
e se o trabalho de Cane n�o for fic��o?
Pelo amor de Deus!
Isto � realidade.
Ouviu isso? Realidade.
Agora, se o que diz � verdade,
olhando por aquela janela,
dever� ter uma igreja negra bizantina...
com 75 metros de altura e com c�pulas douradas.
Agora, olhe.
Est� vendo? Realidade.
Voc� n�o leu com aten��o.
A vista � do lado leste.
Certa vez, foi o lardo mal.
Mais antigo que a humanidade e mais selvagem que o universo.
Um lugar de dor e sofrimento al�m da compreens�o humana.
Voc� me fez ler isso como se fosse um guia.
Uma igreja de pedra feita em 1788,
mas a igreja negra engoliu o velho santu�rio,
assim como engoliu nossas mentes.
Agora nada mais h� do que havia aqui,
a n�o ser o mosaico de nosso senhor,
acima da porta da frente.
Alguns acreditam que o velho santu�rio...
ainda exista preso dentro deste edif�cio maligno.
Seus primitivos habitantes eram criaturas assassinas,
cuja vil exist�ncia contaminou o pr�prio tempo,
e afetou a hist�ria com sua perversidade s�dica.
� a batalha pelo para�so. O arcanjo Miguel...
Est� lutando contra uma criatura do outro lado.
- O que ele descreve � incr�vel. - Al�m da Discri��o. Certo!
Estamos perdendo tempo. Dev�amos perguntar pelo Cane.
Logo teremos a quem perguntar.
Temos que sair daqui.
N�o podemos ficar na frente da igreja.
Eles est�o armados.
Cane!
Eu quero voltar.
Devolva-o!
Johnny! Meu Johnny!
Ele � o Cane?
Eu o vejo.
Como sabia daqueles homens? Diga!
N�o pode enganar um enganador.
Voc� sabia porque tudo isso foi planejado.
Me fizeram passar por isso para eu contar � imprensa e...
voc�s venderem alguns milh�es de c�pias.
- Est� enganado. - N�o, n�o estou.
Vou achar algu�m que diga a verdade,
e voc�s n�o receber�o o seguro.
Est� enganado, Trent, eu sei que est� enganado.
- Enganado como? - S� est� meio certo.
Demos um golpe publicit�rio.
Fizemos Cane sumir, mas ele n�o apareceu.
Harglow me mandou para n�o levantar suspeitas.
N�o era para acharmos nada, mas achamos.
Por isso sei que o que vemos � real.
N�o planejamos nada disso. Est� acontecendo de verdade.
Est� no livro, por isso eu sei.
Est� mentindo. Tamb�m li o livro, lembra?
N�o h� homens nem garotinha.
N�o nos livros velhos, Trent. No novo!
S� quem sabia o conte�do �ramos eu e o agente de Cane.
Est� bem. Sobre o que � o novo livro?
� sobre o fim do mundo. De tudo.
Come�a aqui, neste lugar,
com um mal que volta e toma Hobb's End aos poucos,
come�ando pelas crian�as.
� sobre pessoas que se tornam coisas,
criaturas que n�o s�o mais humanas.
� fic��o, Styles. Fic��o.
Temos que ler o novo livro para descobrir a sa�da.
- E isso ajuda em qu�? - Poder�amos ler o fim.
Espero realmente que esteja inventando isso.
Porque, se n�o, voc� enlouqueceu.
Por favor, Trent.
N�o me obrigue a fazer isso sozinha.
Voc� vem comigo?
�timo.
Boa viagem de �nibus para casa.
N�o fume, por favor,
incomoda meu marido.
Desculpe, n�o posso evitar.
J� estava de sa�da. S� queria admirar o quadro.
- Bonito, n�o �? - Com certeza.
Styles me disse que a senhora o pintou.
Styles?
A mo�a bonita que veio com voc�?
N�o a conhe�o.
- Ela me conhece? - Ela diz que sim.
N�o foi a senhora quem o pintou?
Claro que n�o.
Esse lugar � bastante agrad�vel.
Deve ser dif�cil manter o local limpo.
A senhora parece que n�o dormiu � noite.
Fiquei lendo.
Styles...
Styles...
Sil�ncio.
Hobb's End, golpe muito bem elaborado,
embora muito caro.
Voc� � escritor?
N�o. Voc� � ator?
V� embora.
Isso n�o � cidade para turista.
Estou tentando.
Voc�s s�o bons.
Voc� e a velha do hotel trabalham muito bem.
Cane andou perturbando a igreja.
Alguma coisa escapou,
contagiou as crian�as e passou para n�s.
Quer uma cerveja?
N�o se deixe infectar. V� embora.
Devolva.
Quem s�o voc�s? De onde vieram?
- Onde moram? - Com voc�.
- Quem cuida de voc�s? - Voc�.
Voc� � minha m�e. Sabe que dia � hoje?
Hoje �, "O Dia das M�es".
Styles?
Linda?
Qualquer um que entrar aqui, ser� amaldi�oado para sempre.
Linda. Prazer em rev�-la.
Este voc� pode editar de dentro para fora.
D� uma olhada!
Engra�ado, n�o �?
Durante anos achei que eu estivesse inventando isso,
mas s�o eles que est�o ditando.
Me dando o poder para tornar tudo real.
Agora � real.
Todas aquelas criaturas horr�veis e pegajosas...
que tentam voltar, s�o verdadeiras.
Venha.
Veja o instrumento do retorno delas.
O que voc� veio procurar.
A nova B�blia...
que d� in�cio � mudan�a,
te ajuda a ver.
Gostou do meu final?
Alguma sugest�o?
O que aconteceu?
Estou enlouquecendo. Estou enlouquecendo, John.
Me ajude, estou perdendo o ju�zo.
- O que voc� viu? - Eu vi o livro.
N�o olhe para ele. N�o o leia, John.
Estou perdendo o ju�zo.
Sra. Pickman!
Vamos, sua bruxa velha.
Sra. Pickman!
Styles.
Estamos partindo, agora.
Styles?
Styles?
Vai se ferrar!
Ainda est� aqui?
- Noite agitada. - Efeitos especiais.
Alto-falantes escondidos. Voc�s s�o profissionais.
S� n�o lembro o que veio primeiro.
N�s ou o livro?
N�o estamos vivendo uma hist�ria de Cane.
Isto n�o � realidade!
A realidade n�o � o que deveria ser.
Meu Deus! Este lugar faz minha cabe�a doer.
� mesmo? Vamos. Veja isto.
Isso foi feito por minha filha de cinco anos,
a irm� de Johnny fez comigo depois de fazer com a m�e.
Voc� est� s�.
N�o.
Sou obrigado. Isso acontece no livro.
Droga!
Meu Deus!
Eu n�o devia ter vindo. Por que n�o aprendo?
Estamos indo embora?
Logo estaremos em casa.
Voc� devia ter acreditado em mim.
- Onde est� a estrada? - Cane me p�s no livro.
- Ele quer que eu te beije. - Porqu�?
� bom para o livro.
� o que os leitores querem ler.
Afaste-se de mim!
Cane tem um trabalho para voc�.
Cometi alguns erros, entrei por ruas erradas.
Quer saber qual � o problema de lugares como este?
Da religi�o em geral?
Nunca soube transmitir a anatomia do horror.
A religi�o imp�e a disciplina pelo medo.
Mas n�o entende a verdadeira natureza da cria��o.
Ningu�m jamais acreditou nela o bastante para faz�-la real.
O mesmo n�o pode se dizer do meu trabalho.
Seus livros n�o s�o reais.
Mas venderam mais de um bilh�o de exemplares.
J� foi traduzido para 18 idiomas.
Tem mais gente acreditando no meu trabalho do que na B�blia.
Aonde quer chegar?
Voc� sabe.
Deve haver uma l�gica no que vi hoje.
Depois eu descubro.
Mas agora deve haver uma explica��o mais simples.
Sempre procurando a fraude.
Mesmo agora est� tentando racionalizar.
De qualquer forma,
seus livros s�o horr�veis.
Devia tentar ler o novo.
Os outros o afetaram bastante,
mas este vai lev�-lo � loucura total.
� o que dizem.
Vou preparar o mundo para a mudan�a.
Ela tirar�s meu poder de novos leitores e novos crentes.
Este � o ponto. A cren�a!
Quando as pessoas n�o souberem mais...
a diferen�a entre a fantasia e realidade,
os antigos come�ar�o sua viagem de volta.
Quanto mais crentes houver, mais r�pida ser� a viagem.
E a julgar pela vendagem dos outros livros,
este ser� bastante popular.
Quer ver?
Cane.
Terminei.
"� Beira da Loucura".
Entregue aos editores, Trent.
Por qu�?
Vou me juntar aos meus novos editores.
Leve o manuscrito para o mundo.
- � o que voc� far�. - O que eu farei?
Voc� � o que eu escrevi.
Como esta cidade...
n�o estava aqui antes de eu escrever.
E nem voc�.
N�o. Eu sei o que � real.
Eu sei quem eu sou. Ningu�m me d� ordens.
Acha que meu agente o atacou por acaso?
Ele leu sobre voc� no livro.
Sabia que voc� espalharia a mudan�a por toda parte.
Ele tentou impedi-lo.
N�o sou um personagem de fic��o.
Penso, logo voc� existe.
Leia o livro se n�o acredita.
Veja o que reservei para voc�.
Eu sei o que eu sou.
� mesmo?
Volte.
Seu mundo fica depois daquela passagem.
V� agora.
N�o posso deter essas criaturas por muito tempo.
Trent ficou na beirado rasgo,
olhando para o limitado abismo do desconhecido,
com o inferno bocejando logo adiante.
Os olhos de Trent recusaram-se a fechar,
e ele n�o gritou.
Mas as criaturas hediondas e �mpias gritaram por ele,
quando ele as viu indo em sua dire��o,
de dentro de um enorme buraco negro,
engasgadas com ossos brancos e brilhantes,
de incont�veis s�culos profanos.
Ele se afastou quando as horrendas criaturas...
que habitavam o escuro buraco sem fundo...
vieram em dire��o ao nosso mundo.
Venha comigo!
N�o posso. Eu li at� o final.
Ei, garoto!
Quer um jornal?
Sofreu um acidente?
Sim.
Quer que eu chame algu�m?
N�o, apenas mostre-me a estrada principal.
� para l�.
Ei, garoto!
J� ouviu falar em Hobb's End?
- Senhor Trent! - O qu�?
Tem um pacote para o senhor.
Ningu�m sabe que estou aqui.
Algu�m sabe.
� BEIRA DA LOUCURA Escrito por Sutter Cane
- Quem entregou isto? - N�o sei.
- Quem? - Eu n�o estava aqui.
- Quem foi? - Eu, e n�o vi ningu�m.
Eu me lembro de Nova York durante a depress�o.
As pessoas acham que agora � que � ruim.
Voc� devia ter visto a rua Bowery naquele tempo.
Os cad�veres se empilhavam no meio-fio.
N�o estou indo a parte alguma.
Sou Deus agora. Voc� entende?
Deus n�o � um mau escritor de terror.
Talvez eu possa ajud�-lo a acreditar.
Olhe em volta quando acordar.
Eu j� lhe disse que a minha cor preferida � azul?
Calma, amigo. J� est� acordado.
Foi s� um pesadelo.
Voc� � surdo e mudo?
Eu estive na cidade, naquela cidade.
E havia gente l�, lojas, casas.
N�o duvido. S� estou dizendo que o nome...
n�o pode ser Hobb's End.
Nunca houve, nem haver� uma cidade...
com este nome, neste Estado. Nunca!
Quero falar com o seu supervisor.
� uma hist�ria e tanto.
Se voc� escrevesse, eu a publicaria.
Voc� n�o acredita nela.
Se n�o acredito, qual � a minha op��o?
Que estou louco?
N�o estou louco.
Voc� ouviu boatos de que os livros de Cane...
afetaram certos leitores?
Sim, Styles me disse.
� a mo�a que voc� diz que mandei com voc�.
Mas eu sei que o mandei sozinho.
Por que eu n�o me lembraria dela?
� f�cil. Ele a eliminou do livro.
Eliminou?
Voc� acha que aqueles livros de alguma forma o infectaram?
Escute aqui.
Tudo que eu disse � verdadeiro e real.
Por isso destru� o �ltimo manuscrito.
Mas eu sei que isso n�o � verdade.
O que est� dizendo?
Voc� me deu o manuscrito h� alguns meses,
pessoalmente, nesta sala!
- Eu dei? - Sim, na primavera passada.
Lan�amos em julho.
O livro est� nas livrarias h� sete semanas.
Voc� o leu?
Nunca li o trabalho de Cane. N�o tenho est�mago.
Recolha. N�o o distribua mais.
Mesmo que tudo que eu disse seja loucura.
Sei que ele enlouquecer� as pessoas.
Vamos esperar que sim.
O filme estreia no m�s que vem.
O novo livro, possivelmente p�stumo, de Sutter Cane...
continua em 1� lugar na lista dos mais vendidos.
"� Beira da Loucura", deve quebrar os recordes de venda.
A pol�cia n�o sabe explicar...
a onda de crimes violentos entre o clero.
O prefeito se reunir�...
com autoridades m�dicas e policiais...
para discutir a epidemia de esquizofrenia paranoica.
� uma incr�vel hist�ria de terror, Bob.
Os focos localizados tornaram-se uma epidemia global.
Uma epidemia monumental, de atos insanos de viol�ncia...
e aparentemente sem motivos.
- Est� gostando? - Muito.
�timo.
Ent�o isso n�o ser� uma surpresa.
Est� se espalhando, n�o est�?
S� porque voc� sabe os sintomas...
n�o significa que sua hist�ria � verdadeira.
� a hist�ria de Cane.
E vai se espalhar mais a cada novo leitor.
� assim que consegue sua for�a.
E as pessoas que n�o lerem?
H� um filme.
Sim, claro.
Vou embora agora. Mas juro que volto. Prometo.
Quero ajudar voc�.
N�o h� pressa.
Aqui � mais seguro.
As coisas v�o piorar l� fora.
Por qu�?
Cada esp�cie pressente a sua pr�pria extin��o.
Os que restarem sofrer�o antes de morrerem.
Em 10 anos, talvez menos,
a ra�a humana ser� um conto para os filhos deles.
Um mito. Nada mais.
Ele acrescentou alguma coisa?
N�o, foi in�til.
Ele acha que a fic��o...
de Sutter Cane est� causando a epidemia.
Voc� acha que � anomalia de Sutter Cane?
...continuaremos a transmiss�o enquanto pudermos aguentar.
A cidade est� quase toda deserta agora.
Restam apenas alguns retardados nas ruas.
N�o h� servi�os de emerg�ncia.
Inc�ndios sem controle.
Esta incr�vel epidemia de assassinatos em massa...
espalhou-se por todo o mundo civilizado.
A cada hora, mais pessoas se infectam, tonando-se...
...temos not�cias de pessoas sofrendo muta��es,
seus corpos se deformam.
A matan�a parece estar indo para o interior.
Cidades na costa leste est�o sem comunica��o.
Perdemos contato com Los Angeles ontem � noite.
� imposs�vel saber o n�mero de infectados.
Se voc� � um dos que ainda n�o foram infectados,
esconda-se agora.
N�o confie em parentes ou amigos.
Repito, n�o confiem...
Esperem.
Desculpe o chute no saco. Acertei de sorte.
Espere!
N�o sou maluco.
Est�o ouvindo? N�o sou maluco!
Calma, amigo. J� est� acordado.
N�o � a hist�ria de Sutter Cane. Isto n�o � a realidade.
N�o � a realidade. N�o � a realidade.
Isto � realidade!
Ouviu? N�o � a realidade!
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.