All language subtitles for The Night Manager - 2x04 - Episode 4.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

ANTERIORMENTE...

Não vai haver autópsia nem certidão de óbito.

Ninguém vai saber. Nem o Danny.

O teu pai foi executado pelos seus captores.

Ele quer a lista do carregamento.

Sabe o que diz, o teu chefe.

Estou a criar um exército. Mercenários.

O Teddy é filho do Richard Onslow Roper.

Está a continuar o negócio de família.

Sei que tens um carregamento no porto. Não sou parvo.

O carregamento que apreendeu contém armas importadas ilegalmente do RU.

Estou de mãos atadas.

Se tiver provas do que é o carregamento,

isso ajuda a desatá-las?

Preciso de provas e tu vais ajudar-me a consegui-las.

- É isso, certo? - Sim.

- Não me conheces. Nunca nos vimos. - Certo.

Sr. Hanson, tem total confiança no Sr. Dos Santos?

Completamente, José, velho amigo.

Nunca me desiludiu, nem vai desiludir. Vamos a isto?

PAU. FRANÇA

Mãe, posso brincar?

Podes, mas não muito tempo. Não te afastes.

Quando o pai voltar, vamos comer.

GESTÃO DE ATIVOS DO CAIRO. TEM UMA MENSAGEM SEGURA.

Foda-se.

NOVA MENSAGEM

PORQUE ME MENTISTE? PINE

O GERENTE DA NOITE

INSPIRADO NO ROMANCE DE JOHN LE CARRÉ

GIRARDOT. COLÔMBIA

- Que estás a olhar? - Desculpa, não quis incomodar.

Acende as luzes, por favor.

CASA DO RIO. LONDRES. INGLATERRA

DOSSIER CONFIDENCIAL OPERAÇÃO LIMPET - NOME: REX MAYHEW

ANDREW BIRCH (AGENTE RECRUTADO)

Mayra, há complicações na aventura colombiana?

- De todo. - Ótimo. Que assim se mantenha.

DETETADA ATIVIDADE INVULGAR REVER

Bom dia.

Algo interessante?

Vídeos de gatos.

Pareces cansado.

Não dormi muito bem, graças à minha filha.

É um problema que nunca terei.

Sabes o nome que mencionaste sobre a conta do Luxemburgo?

Andrew Birch, sim?

Sim, mas eu não o mencionei. Foste tu.

Sim, é verdade.

Merda.

MEDELLÍN. COLÔMBIA

Verifiquei o escritório dele.

Passou o dia a trabalhar de casa.

Os nossos amigos validaram e já temos um substituto.

Vou aí hoje à tarde. Não o percas de vista.

Todas as saídas estão vigiadas.

Nada de distrações, está bem?

Claro, chefe.

Ótimo.

Então!

Seus terroristas!

A Fatima faz isso.

Mandei-a embora.

Queres café?

Sim, agradeço.

- Pronto. - Obrigado.

Está quase.

Estou impressionado.

- Onde aprendeste? - Fazia-o para os rapazes,

em Oaxaca.

Sortudos.

Muito bem.

É muito bom.

É, não é?

Quero falar sobre o que acontece

depois disto.

Aqui não.

Está bem.

Vamos andar a cavalo?

- Tens a certeza? - Ainda sabes?

Acho que sim.

Uma corrida.

Preferia que não fumasses.

Vício nojento.

Consegues imaginar

ser o primeiro espanhol

a olhar esta paisagem?

A liberdade que deve ter sentido.

Possibilidades sem fim.

Agora, é a minha prisão.

Saio uma vez por dia.

Como no restaurante, converso, como carne bem passada demais

e volto como um ladrão.

Isso vai mudar.

É melhor não dar nada por garantido.

Já não temos problemas financeiros.

Um gajo de Hong Kong.

Precisava de lavar dinheiro.

Fez o trabalho dele. Vou pô-lo num avião para Paris.

O que lhe disseste?

Nada.

O procurador morre hoje,

o próximo descongela as contas e libera a mercadoria

que damos ao José Cabrera.

Terás o dinheiro dos credores sírios

e, em três dias, serás livre.

Mas...

... e depois?

Como assim, e depois?

Não podes ser o Gilberto Hanson para sempre.

De facto.

E então?

Que queres que aconteça?

Lembras-te

de quando voltaste para cá, há seis anos?

Claro. Trazia só a roupa do corpo.

E eu vim.

Tal como tu vinhas todos os anos ao mosteiro

naquele belo carro preto,

quando todos me abandonaram.

És o meu rapaz.

Sou?

Quando isto acabar,

quero que o mundo saiba quem sou.

Muito bem. Tratamos disto e, depois, fazemos um plano juntos.

Dominaremos este continente.

Dois novos conquistadores.

Reis da América.

Mas, enquanto isso, levas o carregamento ao José Cabrera.

Sem atrasos. Sem erros.

Sr. Whistler, como foi o seu voo?

Há um carro à sua espera para o trazer aqui.

Temos muito para falar.

Martín, tenho de ir. Fica aqui. Vigia.

Tenho de saber o que faz o homem daquela casa.

Está bem.

Obrigado.

THE MAYFAIR CLUB. LONDRES

Obrigado. Aqui está perfeito.

Boa tarde, Sr. Holywell.

O seu convidado está à sua espera no salão.

Que convidado?

Adam, como estás?

Basil Karapetian, diretor técnico. Conhecemo-nos na Mayra.

- Numa festa. - Sim, já me lembro.

É sobre ontem à noite. A reunião em Holland Park.

Que reunião?

Com o Sandy Langbourne?

Parece que tinha o telefone ligado em casa,

o que significa que pode ser rastreado.

- Exatamente o que queremos evitar. - Mas eu... não.

Juro que o desliguei.

A Mayra é muito sensível a este tipo de coisas.

O chefe colombiano não aprecia desleixo,

como o Jaco Brouwer descobriu.

A Mayra sabe?

Eu ainda não disse nada.

- Bebemos um copo? - Porque não?

Muito bem, Alejandro.

Vamos a isto.

Acho que estou um pouco perdida. Sabe onde é o elétrico?

O elétrico, sabe?

É...

... um comboio, mas no ar?

- Eu... - Desculpe, não sei.

- Não sei... Pode... - Não. Vá.

- Vá. - Bem...

O meu guia diz que os colombianos são pessoas simpáticas.

Depois disto, acho que vou pedir uma correção.

- Sim. - Hola, señor Ellis.

Hora do aeroporto. Onde estás?

Estou no hotel, de malas prontas.

Fica aí.

Vou a caminho.

Senhor, pode ir mais rápido?

Um segundo.

Olá.

Não estavas pronto?

Estou. Acabei de tomar duche.

- Está muito calor. - Tudo bem, amigo?

Tudo.

Ficaste sempre aqui?

Claro. Pedi um hambúrguer com queijo para o quarto.

Era requentado, mas sobrevivi.

Teddy,

o que é isto?

Fecha a mala. Vamos embora.

Está bem.

Lorde Langbourne.

Em carne e osso.

Olá, Dicky.

Grande viagem.

O dever chama.

Espero que tenha sido em executiva.

Tarifas especiais para ex-reclusos.

Os funcionários acham que vendes vinho.

Cabernet chileno. Vinhos velhos. Portanto, nada de abraços.

Entra.

Quem sabe que vim?

Só alguns escolhidos.

Que assim se mantenha, sim?

Diz-me, como te envolveste nisto?

Certo.

- Universidade. - Sim?

Recrutado por um professor bonito.

Céus!

Não pensaste duas vezes?

Nem por um minuto.

A minha terapeuta diria, se não lhe tivesse dito que sou dentista,

que sou o resultado de uma família de imigrantes

amaldiçoados com uma compulsão para impressionar nativos.

Brindo a isso.

Tu?

Foi a Mayra. Velhos amigos de Singapura.

Disse que precisava dos meus contactos para algo na Colômbia.

Algo valioso.

Estás a brincar?

Os meus investidores metem alguns milhões

e ficam com um país inteiro?

Cobre. Petróleo. Lítio.

Quer dizer, é a galinha dos ovos de ouro.

Nunca fiz isto antes.

Subornei funcionários,

sabotei algumas situações.

Mas financiar...

... uma mudança regime?

Bem-vindo a um novo mundo.

Para.

- Mais um? - Não, Adam. É pena, mas tenho de ir.

- Mas obrigado pela bebida. - A sério?

Foi ótimo.

Tenho de verificar o teu telefone.

Vou deixá-lo na receção e não digo nada à Mayra.

Sim.

- Vá. - Bom ver-te.

- E a ti. - Prazer.

- Para. - Para.

Obrigado, Teddy.

Eu acho o caminho.

O que fazes?

Teddy?

Ontem, em Cartagena,

contei-te demasiado.

Isso é problema teu, não meu.

Não sou uma ameaça.

Sou teu amigo.

Vou à porta de embarque.

Porta quatro. Tenha um bom voo.

Obrigado.

Vai para França, Matthew.

Vai ver a tua filha

e esquece que me conheceste.

Isso não vai ser fácil.

Vou rezar pela tua alma, Eduardo.

Obrigado.

Beni? Avança com o procurador. Estou a caminho. Até já.

Tenho uma emergência.

Com licença.

Caramba, apreciava um mergulho.

Os crocodilos iam apreciar.

Desculpa, o quê?

A praia é deste tamanho.

Tens de reduzir a área de nado.

Queres beber algo?

O brandy aqui é aceitável.

Os locais bebem um elixir bucal de anis e há rum.

Pode ser brandy.

Querida Fats, podes trazer um brandy e gasosa ao señor Whistler?

Eu tomo um chá.

Então,

eles libertaram-te?

Acho que o termo certo é liberdade condicional.

Não fugiste durante a noite com lençóis amarrados?

Desiludes-me.

Como está a Caro?

Não faço ideia.

Ela não fez visitas conjugais

e ficou com a casa de Eaton Square.

Bom para ela.

Ela sempre teve genica.

É uma forma de descrevê-la.

Tive de alugar casa em Battersea.

Se tivesse coração, estaria partido.

Como te safaste, Dicky?

Devo admitir que achei mesmo...

O que achaste?

Sabes o que digo.

Choraste?

Sim.

Mostra-me a brochura?

Identificaste o corpo.

Olhaste-me no olhos.

- Eu sei o que fiz. - Porquê?

Porque me mentiste?

Foi na noite antes da identificação.

Aquele motel merdoso?

Estávamos na esplanada.

Ficou tarde e fui para a cama.

Ele entrou no meu quarto.

Olá, Angela.

Podemos conversar?

Fez um acordo com os captores.

Ia sair e pagar-lhes o dinheiro que lhes devia.

Os 300 milhões.

Tinha de o dar como morto e reformar-me da Casa.

E disse que, se eu recusasse,

ele nos mataria ali

e mandava alguém matar a minha filha em Londres.

Portanto, obedeci.

Alinhei no teatro dele.

Vai-te lixar.

Voltei logo para Londres e contei ao Rex.

O Rex sabia.

Esta era a nossa oportunidade de apanhar o Roper e companhia.

Os investidores de Londres, a Casa,

os políticos e toda essa gente corrupta.

Mas o Roper desapareceu da face da Terra.

Não fazíamos ideia de onde estava

até a Mayra Cavendish ir para a Casa do Rio.

Trazida pelo Whitehall como uma maldita bruxa.

E a associação à Colômbia? E a Miami?

E eu consegui sentir o Roper a voltar.

Porque não me disseste? Podia ter ajudado.

Ele estava obcecado contigo.

- Tinhas de crer. - Não confiaste em mim.

Se te dissesse a verdade, não sobrevivias.

- Não me digas... - Terias ido

com tudo, como agora.

- Terias comprometido tudo. - Matei dois homens por ti.

- Pus a mulher que amo em perigo. - Não to pedi.

O Roper torturou a Jed.

- Tenho uma filha. - Não durmo há anos.

- Entendes? - Achaste-me num hotel suíço.

Fizeste de mim quem sou e mentiste-me, porra.

Não tive escolha.

Teríamos morrido os dois.

Não fazes ideia

como tem sido difícil sem ti.

O Roper está a planear um golpe na Colômbia.

Se conseguir,

vai pagar aos captores sírios e ser livre.

Tudo o que fizemos no Egito terá sido em vão.

- Tenho de ir. - Isto é mais do que o Roper.

É uma guerra civil na nossa inteligência.

Preciso que me dês mais tempo.

Não posso.

Vai lá!

Fica a 40 km de Oxford.

Dezasseis quartos, 80 hectares, campo de ténis,

piscinas, interior e exterior.

E, sim, dá para construir um campo de paddle,

seja isso o que for.

E a Mayra vai pagar por isto?

Ela disse que seria o teu agradecimento.

Foi aprovado ontem pelo Whitehall.

O contrato é feito em nome de uma holding, Bahamas via Zurich.

Será impossível de rastrear.

Gosto da Mayra.

Lembras-te daquela festa na embaixada em Myanmar?

Ela bebe mais do que nós.

Vai-te lixar. Bebe mais do que tu.

É um osso duro de roer.

Não é idealista. Reconhece uma boa oferta quando a vê.

Ela pediu-te para me avaliares?

Para veres se o velhote ainda está em forma?

A Mayra não me pediu para fazer nada. Vim porque tu quiseste.

Tens a certeza? Não vais reportar à Mãe?

Vai-te lixar, Dicky. Não sou chibo.

Então, dá-me o bónus.

E cá está ele!

ROPER - RICHARD, ONSLOW CIDADÃO BRITÂNICO

"A terra não tem nada o que mostrar mais justo."

Ele mesmo o disse

- E para ele é uma grande honra - E para ele é uma grande honra

Ele é inglês

- Ele é - Ele é

- Inglês - Inglês

Ele não está lá.

Revistei o edifício todo. Não sei aonde foi.

Como deixaste isto acontecer? És estúpido?

Quero que o encontres já!

Merda!

É o Max.

Estás bem?

Sim, e tu?

Sim, foi por pouco.

Sou o Alejandro.

- Conhece o José Cabrera? - Sim, claro.

O filho da mãe quer deitar a perder o que já alcançámos neste país.

Os britânicos estão a apoiá-lo.

O nosso governo está a financiar uma mudança de regime

e temos de os parar.

- Precisava desta lista, certo? - Sim.

Vou ligar à chefe do Supremo Tribunal.

Ela tem autoridade para abrir o carregamento.

- Confia nela? - Totalmente.

Fala do escritório de Consuelo Arbenz. É o Arturo.

Arturo, fala o Alejandro Gualteros. Preciso de falar com a Consuelo.

Ela agora não pode falar.

Diz-lhe que é urgente.

Desculpa, Alejo, impossível.

Ouve-me bem.

Há um carregamento ilegal de armas britânicas no porto de Cartagena.

Vai ser entregue à família Cabrera.

- Meu Deus. - Eu tenho provas,

mas preciso de falar pessoalmente com a Consuelo ainda hoje.

Eu ligo de volta.

Está bem.

Obrigado.

E?

Ele diz que me liga de volta.

Quando?

Não sei. Em breve, espero.

Estão de volta.

Venham, lindezas. Venham cá!

Sim! Isso!

Esta é a Chloe. Aqueles são o Ronnie e o Reggie.

O que aconteceu aos cães em Maiorca?

A polícia espanhola abateu-os, para se afirmarem.

Estes voltam para casa comigo, certo?

Sim.

Podemos confiar nos cães.

Quando tiveste a ideia de reconstruir o império?

Na Síria, no meu buraco no deserto.

Enfiaram-me a dois metros de profundidade, num buraco cavado na areia.

Descia por uma escada de madeira, a porta era metade da tua altura.

Quente como tudo.

No início, sonhava em vingar-me

da Burr, do Pine, desses todos.

Mas vi que seria um desperdício de energia.

Foquei-me nos meus captores,

encantei-os com o meu estoicismo e bom humor.

E isso safou-te?

Um pequeno suborno, ou uma promessa.

Disse aos mandachuvas

que devolveria ao Sr. Barghati e amigos

tudo o que perderam.

Os 300 milhões.

Cada centavo que o rapaz de olhos azuis lhes tirou.

E foi quando tive a ideia.

Sabes, há muito tempo,

quando a Britânia governava o mar,

um tipo ia a uma costa distante,

localizava a riqueza: ouro, prata, diamantes, esmeraldas,

algo para o safar.

E depois trazia o exército,

matava alguns nativos e assegurava a rota de saída.

Muito fácil.

Mas agora, temos autodeterminação e flautas.

O servo está a escorregar das garras do mestre.

Mas e se pudéssemos ser donos de um país

de outra forma?

Comprar a milícia local, armá-los com tudo

e dar início a uma revolução.

A coisa ser toda paga por quem quer que ganhe.

Minerais, metais, petróleo

e receber subornos da malta das armas.

Ganhamos dos dois lados

e colhemos os frutos.

A comercialização do caos.

A Colômbia era o lugar óbvio. Tenho muitos amigos aqui.

Proprietários de terras.

Este novo movimento político está a ameaçar

o modo de vida que o José Cabrera tem há muito.

Há o risco de que acabem em tribunal

a enfrentar justiça pelas vítimas.

Ninguém quer isso.

Portanto, cá estamos nós. Não é?

Trago armas para a revolução do José Cabrera.

A Mayra Cavendish e os investidores estão a pagar.

E, se o faço aqui,

faço em qualquer lado.

Falta apenas um carregamento, Sandy.

Só um.

E depois,

vou para casa com isto.

E tu e eu podemos começar a negociar a sério.

- O que foi? - O procurador escapou.

- Foi isso. - O quê?

Não posso confiar em ninguém aqui.

Teddy, o Carrascal está lá em cima.

Merda.

Olá, mãe.

Ainda não partiste?

Não, parto esta tarde e chego a Miami à noite.

Já foste há muito.

Eu sei. Demorou mais do que o esperado.

Max, preciso de te mostrar algo de Londres.

O Basil tem os e-mails dos últimos seis meses,

do último carregamento.

RASTREAMENTO DE CARREGAMENTOS

DESTRÓI TODOS OS CIRCUITOS DE ENERGIA.

MUITO CUIDADO!

Isso é para começar uma guerra.

DESTRÓI OS CIRCUITOS DE ENERGIA NUM RAIO DE 40 KM.

Mas não me deixes à espera, por favor.

Está bem, mãe.

Tenho de ir. Beijos.

O chefe quer ver-te. Dá-me o telefone.

Porquê?

Dá-me o telefone.

- Que raio é isto? - Mexe-te. Depressa!

Continua a andar. Vá.

Mas que raio?

O Gualteros está vivo.

É importante o Gilberto ter essa informação.

Ouve-me, Juan.

Eu é que decido o que o Gilberto deve saber. Está bem?

- O que se passa? - O que se passa?

O que se passa?

Isso é que eu quero saber. Que raio se passa.

Não faço ideia do que estás a falar.

Não? De certeza?

De certeza.

O procurador tem a lista do carregamento.

O quê?

Como?

- Isso é impossível. - Impossível?

- Isso é impossível. - Nesse caso,

porque quer reunir com a chefe do Supremo Tribunal?

- Isso parece-te impossível? - Como sabes tudo isso?

Tenho amigos em todo o lado.

Então, o que vamos fazer?

Tu? Nada.

O Juan diz

que te deixou sozinha nos escritórios de Cartagena. Certo, Juan?

E então?

Não me mintas. Por favor.

Roubaste a lista de carregamento?

És doido?

Dei-te o Rex Mayhew.

Entreguei-te as pessoas que iam comprometer a operação em Londres.

E estás a desconfiar de mim?

Responde à merda da pergunta!

Senta-te e não te mexas!

- Atreves-te a questionar-me? - Cala-te!

Não saias daí.

Estou?

O animal foi abatido, como prometeste?

Está morto. Estamos encaminhados.

Ótimo. Vou estar incomunicável durante a tarde.

Algo imobiliário.

Sem problema.

Está tudo controlado.

- Tens a certeza? - Claro.

Apanhaste-me a meio de algo. Posso ligar depois?

- Está bem. - Obrigado.

Liga ao Chico.

Sei o que vamos fazer.

Sim, Arturo?

Perfeito, lá estarei.

A Consuelo vai encontrar-me às 15 horas, no parlamento.

Alejandro, oiça-me bem.

O traficante de armas inglês

chama-se Richard Onslow Roper.

Quando encontrar a Consuelo, diga-lhe que é ele o responsável.

Apanhem-no e o resto resolve-se.

Está bem.

Irmão!

- O que se passa? - Sabes conduzir, não sabes?

- Sim. - O Sr. Dos Santos tem uma tarefa para ti.

Entra.

Tenho aqui dois mil pesos... Entra.

Conduzes tu.

O que se passa, Beni? O que planeia ele?

Não fales comigo. Cala a boca.

Gilberto?

Algo se passa.

O Teddy acaba de me mentir. Quero saber porquê.

Está bem.

O procurador está vivo.

E ele tem a lista do carregamento, mas está tudo bem.

Como pode estar tudo bem, porra?

Como aconteceu isto?

Talvez a Bolaños.

Talvez a tenham apanhado.

Quem? Quem sabia?

Está tudo bem.

O Teddy resolve.

Vamos tratar disto, está bem?

Juan, não me digas que está tudo bem antes de estar.

Porque se o fizeres, desfaço-te em pedaços e dou-te de comer aos meus cães.

Vamos.

Só para emergências.

Passa-se algo?

São só...

... percalços com a minha operação.

É difícil arranjar pessoal.

Problemas com o pessoal local. Quem estás a usar?

Um tipo chamado Eduardo Dos Santos.

Onde o encontraste?

Encontrei-o pelo caminho.

Passado turbulento,

mas leal.

Como um destes.

Ele sabe o plano?

Tanto quanto precisa de saber.

E quando tudo isto acabar, o que fazes? Vais levá-lo de volta contigo?

O Teddy no Athenaeum.

Dá pavor de pensar.

Não, o Teddy é um cowboy.

Mas devias vê-lo num cavalo.

É belo de se ver.

Mas não serve para companhia civilizada.

Livramo-nos dele.

Imagino que seja fácil.

Vemos isso quando lá chegarmos.

Muito bem.

Boa sorte.

Onde está o meu telefone?

Tenho de ligar à minha mãe

a dizer que vou perder o voo. - Não.

Beni, conheces a minha mãe.

Se não lhe digo o que se passa, ela liga para a polícia,

o governador da Florida e a Casa Branca.

Não é verdade?

O que vai achar o Eduardo?

Sê rápida. Estou de olho. Está bem?

Obrigada.

- Sim. - Olá, mãe. Sou eu.

Estou a deixar-te uma mensagem.

Vou perder o meu voo de hoje, por isso, achei melhor avisar.

Está tudo lixado por aqui, mais do que imaginas.

Portanto, é melhor cancelares todos os planos.

Sr. Alejandro Gualteros?

Sim. Tenho uma reunião com Consuelo Arbenz.

É na sala sete. Siga-me, por favor.

Ela está à espera.

Tenho de falar com um procurador.

Chama-se Alejandro Gualteros.

- Tem um passe? - Não, mas tenho de dar uma mensagem.

- É urgente. - Impossível. Não pode entrar.

Ele tem de sair do edifício. Podem dizer-lhe?

- Sabe em que sala ele está? - Não, mas...

Não perca tempo.

- Por favor... - Saia daqui!

Estão à sua espera.

Que raio é isto?

Onde está a Consuelo?

Acalme-se, Sr. Gualteros.

Sente-se, por favor.

Isto é o Supremo Tribunal de Justiça. Em que década acha que estamos?

Sente-se, por favor. Mostre o que tem na mala.

Sally, algo se passa. Ele está lá dentro. Estou a ser vigiado.

Tenho de o apanhar.

- Não. - Rastreia o telefone da Roxana.

- Tenho de ir. - Espera.

Foda-se!

MANIFESTO DE CARGA

Preciso de saber quem é a sua fonte.

Não me lembro do nome.

Onde está o documento original?

No seu cu.

Levem-no.

Entra no carro!

- O que se passa? - Entra já no carro!

Vamos!

Alto!

A próxima vez que nos virmos será em solo inglês.

Com a lareira acesa e sem mosquitos ou colombianos à vista.

- Terei um puro malte à espera. - Um Speyside, por favor.

Naturalmente.

Sandy, quero que faças algo quando voltares.

Claro, o que puder.

É o Danny.

Quero-o comigo na casa de Oxfordshire.

E a mãe dele?

Faz-lhe uma oferta.

Não me importa como, mas fá-la entender.

Perdi dez anos da vida do meu filho.

Ele está num colégio interno.

Então tira-o de lá!

Ele é a minha família.

Meu único filho e herdeiro.

Ele é meu.

Claro.

Enganaste-os a todos.

A cada um deles.

O Jonathan Pine era...

Foi um nobre adversário, mas cometeu um erro.

Quando matamos o dragão, vemos se está a respirar.

Venham os dois. Vá.

- Vira à direita. - Aonde vamos?

Vira à direita! Faz o que te digo!

Sai. Agora!

- Chefe, trouxe o que me pediu. - Que raio fazemos aqui?

Fica calado.

Porque não aceitou a oferta?

Teria sido tudo mais fácil.

Crês em alguma coisa?

Eu acredito na justiça.

És só um garoto

e ainda te falta muito para seres um homem.

Sabes que mais?

Vais arder no inferno, idiota.

Mata este filho da mãe. Serviu o seu propósito, mas viu demasiado.

Cabrão. Trouxeste-me aqui para me matares.

Fá-lo! Mata-o, chefe!

Vem abrigar-te!

Vamos!

Vá! Rápido!

Leva-a ao chefe, sim?

Está bem.

Tem fome, Dicky?

Não, obrigado, Fats.

- Sim. - Sou eu.

Correu tudo mal.

O gajo de Hong Kong.

Foi ele. Matou o Chico.

Ele escapou.

Quero a foto dele imediatamente.

Estás bem?

Vem depressa!

Legendas: Carolina Belo Matias

Supervisão Criativa Mariana Vieira

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