All language subtitles for Terror At London Bridge 1985 WEB h264-NoRBiT

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Original subtitles

PONTE DE LONDRES LONDRES, INGLATERRA, 1988

Ele está indo para a ponte. Não deixem ele escapar.

Vamos lá, rapazes. Não vamos perdê-lo agora.

PONTE DE LONDRES LAKE HAVASU, ARIZONA, 1985

TERROR NA PONTE DE LONDRES

Ainda não sei por que paramos aqui.

Vamos acabar chegando bem mais tarde em Vegas.

Tem algo que quero te mostrar.

É uma atração turística muito especial.

Eu odeio atrações turísticas.

Confie em mim, você vai ficar muito feliz por ter visto está.

Mantenha os olhos fechados.

Isso é bobagem.

- Quero que você sinta o impacto completo. - O quê?

Certo. Certo. Tudo bem.

Pode abrir os olhos.

Aqui está.

É a verdadeira Ponte de Londres.

Eles trouxeram tudo para cá diretamente da Inglaterra, pedra por pedra.

Mal posso esperar para atravessar.

Ei, estou morrendo de fome.

A gente atravessa depois de comer. Vamos.

Deve haver algum restaurante por aqui que ainda esteja aberto.

Obrigado.

Eu queria perguntar uma coisa, todo mundo por aqui se veste assim?

Quero dizer, estamos no meio do deserto do Arizona.

Claro. Metade da vila se veste assim.

Cor local.

Então, vocês vão participar da grande cerimônia amanhã de manhã?

Cerimônia?

Sim. Marca a conclusão final da ponte.

Mas achei que tinham concluído ela lá em 1971.

Exceto por uma pedra que faltava.

Há alguns meses, encontraram a pedra

no fundo do rio Tâmisa.

Ela estava lá havia quase 100 anos.

Então trouxeram a pedra para cá e recolocaram na ponte,

e amanhã é a grande cerimônia.

Bem, infelizmente vamos ter que perder isso.

Vamos para Las Vegas pela manhã, certo, querida?

Ele tem razão. Acho que vamos ter que perder mesmo. Obrigada.

- Obrigado. - Boa noite.

É melhor irmos para o hotel.

Você disse que poderíamos atravessar a Ponte de Londres.

Ei, você leu a placa do portão. O lugar todo fecha às 22:00.

Todo mundo deve sair até às 22:30. A ponte está fechada.

Além disso, estou preocupado em não conseguirmos um quarto tão tarde.

Querida, podemos atravessar a ponte

pela manhã antes de irmos embora.

Eu quero atravessar hoje à noite,

quando estiver tudo escuro, vazio e com aquele ar misterioso.

Que tal assim, você vai primeiro fazer o check-in no hotel,

eu vou logo depois. Eu prometo.

- Promete? - Prometo.

É melhor se apressar, ou não vamos conseguir um quarto.

Socorro!

Alguém me ajude!

Socorro!

Socorro!

E agora, como Lorde Prefeito da cidade de Londres,

tenho grande orgulho em revelar oficialmente esta pedra final,

retirada do rio Tâmisa e dedicada aqui hoje

para marcar a verdadeira e definitiva conclusão da Ponte de Londres.

Obrigado, senhor prefeito.

Estamos realmente honrados com a sua presença aqui hoje.

Esta pedra, agora oficialmente colocada,

forma mais um elo na poderosa cadeia de amizade forjada

entre nossos dois países, Grã-Bretanha e Estados Unidos da América.

Assim como a própria Ponte de Londres simboliza esse vínculo duradouro,

um vínculo que se estende para nós...

- O senhor é Peter Dawson, chefe de polícia? - Sim.

Disseram para eu falar com o senhor sobre minha esposa.

Estou muito preocupado.

Ela não voltou para o hotel.

Está bem, estou de serviço agora.

Seria possível o senhor ir até a delegacia?

Depois da cerimônia conversamos.

Vamos conversar agora, droga. Minha esposa está desaparecida.

Exijo que o senhor faça algo a respeito.

Tire ele daqui.

Gregory. Gregory.

Por aqui. Vamos conversar ali.

Não...

Então, o que você acha dele?

De quem?

Do novo policial. Don Gregory.

Ele está aqui há apenas um mês, veio de Chicago e é solteiro.

Vamos nos sentar aqui na sombra.

Olha, eu sou Dave Williamson. Alice, bem, ela é minha esposa.

Estávamos apenas de passagem, a caminho de Vegas.

Deixei Alice aqui na ponte um pouco depois das 22:00 da noite passada.

- Por que fez isso? - Bem, ela queria atravessar a ponte.

Mas eu estava exausto e preocupado em não conseguir um quarto,

então fui para o hotel. Ela disse que iria me encontrar lá.

Certo. O que você fez depois disso?

Fui direto para o hotel.

Eu estava dirigindo o dia todo, estava completamente exausto.

Acabei dormindo enquanto esperava por Alice.

Quando acordei, já era dia e ela não tinha voltado.

Fui até a delegacia, eles mandaram eu vir até aqui.

Olha, alguma coisa aconteceu com ela. Eu sei disso.

Sr. Williamson, quanto dinheiro sua esposa tinha na bolsa?

É isso que me preocupa.

Estávamos indo para Vegas, planejando jogar um pouco,

e a Alice tinha muito dinheiro na bolsa.

Quanto é muito?

Mais de mil dólares.

Mil dólares.

Entraremos em contato, está bem?

Não se preocupe com sua esposa.

As pessoas não desaparecem assim em Havasu.

Venha.

Meu Deus!

Certo, você afirma que nunca viu essa mulher antes?

Não.

Não. Nunca...

Você está bem? Fique calma.

Sim. É que eu nunca... nunca vi alguém que tenha sido...

Eu entendo. Você é a dona do Lucky Lady?

Sim. Eu faço passeios pelo rio nos fins de semana

e alugo para pesca durante a semana.

Quem era ela?

Ela era uma turista. O nome dela é Alice Williamson.

Por que alguém iria querer matá-la?

Ainda não sei.

Tudo bem se eu for embora?

Não consigo pensar em mais nada que possa ajudá-lo.

Claro. Vou pedir para um dos meus homens levá-la para casa.

Não precisa. Meu carro está aqui na marina.

Posso ir dirigindo eu mesma.

Tem certeza de que está bem? Você parece bem abalada.

Vou ficar bem. De verdade.

Certo. Entraremos em contato.

Sim.

Oficial Kennedy, por favor, dirija-se à escadaria.

Esta área está agora sob controle da polícia

e é restrita apenas a pessoal autorizado.

Ei, Don.

Sim. Recebemos o relatório preliminar do laboratório sobre a vítima.

Encontraram um fragmento de roupa

sob uma das unhas dela.

Dawson acha melhor você dar uma olhada.

Certo, passo lá assim que terminar aqui.

Encontraram mais alguma coisa?

Bem, as manchas de sangue lá em cima provam que ela foi morta na ponte.

O corpo foi jogado na água

e parece que a corrente o levou até a Baía de Thompson.

É? Bem, você tem um problema.

Detetive, acabei de falar com o Conselho Municipal. Eles estão furiosos.

- Por causa de quê? - Do fechamento da vila.

E escolheu uma bela hora para isso.

Quero dizer, ontem estava todo mundo aqui. Cobertura intensa da mídia.

Alguns ainda estão por aqui e você está mandando todos embora.

Sr. Whitfield, estamos conduzindo uma busca

em uma investigação de homicídio.

Não podemos ter uma multidão

passando por aqui enquanto fazemos isso.

O que espera encontrar? Não há mistério algum nisso.

É mesmo?

A mulher tinha dinheiro na bolsa. A bolsa desapareceu.

Obviamente algum andarilho de passagem

a matou por dinheiro, um vagabundo de estrada.

Provavelmente já está a caminho de Phoenix.

Você devia ter sido detetive.

Agora escute, detetive Gregory, não pretendo discutir com você.

Como chefe do Conselho Municipal,

exijo que você reabra a vila imediatamente.

A vila será reaberta assim que concluirmos a busca,

e nem um minuto antes.

Vou levar isso ao chefe de polícia.

Faça isso, Sr. Whitfield.

Você vai descobrir que estou agindo sob a autoridade dele.

Agora, esse é um homem difícil para se ter contra você.

Ele tem muito poder nesta cidade.

Eu não fui contratado para promover o comércio local, está bem.

Vamos. Temos um assassino para pegar.

Só vá com cuidado com esse sujeito. É só isso que estou dizendo.

Entendi. Entendi.

Oficial Barlow, verifique a Câmara dos Horrores.

Elmore, Edwards, Cahill, cubram as outras lojas daquele lado.

Isso veio debaixo da unha do dedo indicador direito da vítima.

E quanto à roupa de onde veio? Descobriram algo?

Ainda não. Estamos enviando uma amostra da fibra para Phoenix.

Eles devem conseguir nos ajudar.

Mas deixe-me mostrar outra coisa.

Dê uma olhada nisto.

Esse é sangue de Alice Williamson.

- E então? - Então veja isto.

Isso também é sangue, mas não é dela.

E veio da mesma lâmina.

Um fragmento deve ter aderido à garganta dela.

Então é possível que esse sujeito já tenha matado antes com a mesma arma.

Talvez. O assassino pode ter se cortado. O sangue pode ser dele.

Mas eu não faço suposições. Isso é com você.

Muito obrigado. A gente se vê.

Você nos avisa quando tiver notícias de Phoenix, certo?

Pode deixar.

Detetive Gregory. Oi, sou Elaine Gardner,

do jornal de San Francisco.

- Oi. - Estava esperando para falar com você.

- Como conseguiu meu endereço? - Com o detetive Nez.

Disse a ele que precisava falar com você depois que saísse do trabalho.

Sobre o quê?

O assassinato dos Williamson. Estou procurando um ângulo mais pessoal.

E como você é o oficial responsável pela investigação...

Você não estava na cerimônia da ponte ontem?

Foi isso que me trouxe para cá inicialmente,

a história da ponte em Havasu.

Mas nesta viagem, acabei conseguindo uma história ainda melhor.

Podemos conversar lá dentro?

Eu realmente gostaria de saber sua opinião sobre o caso.

Desde que o que eu diga seja em off. Não quero ser citado.

Combinado?

Combinado.

Então podemos entrar?

- Sim, claro. É ali no final. - Certo.

O LIVRO DE LONDRES

Aí está você. Cara, nós estragamos tudo.

Como assim?

Eu nunca devia ter passado seu endereço para àquela repórter,

e você nunca devia ter falado com ela.

Está tudo bem. Foi em off.

Foi o que ela disse.

Droga.

DETECTIVE REJEITA A TEORIA DO ANDARILHO

O chefe está muito irritado.

Bem, não entendo o motivo.

Ele quer falar com você.

- Agora. - Agora?

Agora.

Que diabos é isso tudo?

Respondi a algumas perguntas em off,

e a mulher prometeu não me citar.

Sente-se.

Whitfield e o pessoal do Conselho Municipal

estão convencidos de que foi um crime aleatório.

E então você aparece no jornal rejeitando a teoria deles.

Eu disse o que penso.

E exatamente como é isso?

Há algo estranho nesse assassino.

Não acho que Alice Williamson tenha sido morta pelo dinheiro da bolsa.

O que faz você achar isso?

Pete, crimes reais são um hobby meu.

Estudei comportamento criminoso a vida inteira.

E estou dizendo que o modus operandi está completamente errado.

Se fosse um vagabundo de estrada querendo roubar a bolsa,

ele bateria na vítima ou mostraria uma faca para assustá-la.

Ele não cortaria a garganta dela.

Isso é uma teoria, Gregory. Nada mais que isso.

É uma teoria, e é a sua teoria.

Não quero ver suas teorias no jornal. Entendeu?

Isto aqui é Lake Havasu, não Chicago.

Aqui fazemos as coisas do meu jeito.

Não é nada demais, apenas fazemos do meu jeito.

Ei.

Entendeu bem?

- Alto e claro. - Ótimo. Fora!

Sim.

Recebemos o laudo do laboratório de Phoenix.

E então?

É um pouco assustador.

Conferi duas vezes o que encontraram, e é exatamente isso.

É melhor você vir até aqui.

Certo, você me fisgou. Estou indo agora.

- Oi. - Oi.

Este é o relatório.

E esta é a parte assustadora.

Sim, entendo o que você quer dizer.

Você tem absoluta certeza de que esse tecido é do século passado?

Absoluta.

Não temos equipamento aqui em Havasu para datar tecido,

mas Phoenix tem, e eu confirmei.

É que um assassino comum não anda por aí

usando roupas de 100 anos atrás.

E não é só isso, tem o sangue.

Você quer dizer o da Alice Williamson?

Não, o outro fragmento que encontramos na garganta dela.

E o que tem?

Bem, julgando pela textura, pela coloração

e pela composição geral do fragmento,

é sangue antigo.

Quão antigo?

Não há como afirmar com certeza.

Não dá para datar sangue como se data tecido,

mas se quiser uma estimativa aproximada,

é possível que também seja do século passado.

Sangue de 100 anos.

Não me cite. Isso é totalmente extraoficial.

Como você disse, assustador.

Até mais. Muito obrigado.

Achei que talvez você quisesse uma carona.

Sim, obrigada.

Desculpa. Vamos.

- Então, você vai embora de novo. - Isso mesmo.

Quanto eu te devo desta vez?

Sabe, você está se tornando nossa melhor cliente,

indo e vindo desse jeito.

Eu sei, três viagens aqui no mesmo mês.

Mas acho que já rastreei todo mundo que precisava.

Vai fazer outra matéria

sobre o assassinato para aquele seu jornal?

Não, esta é uma reportagem especial para uma grande revista de Nova York,

uma exclusiva.

Quer que eu chame um táxi?

Não, obrigada. Ainda não vou para o aeroporto.

Quero andar por aí mais um pouco,

ter uma última impressão.

- Como quiser. - Tchau.

Tchau!

Escute, toma cuidado, ouviu?

Aqui, à sombra desta ponte antiga,

neste lugar de assassinato violento,

é fácil imaginar como Alice Williamson deve ter se sentido

com o assassino perseguindo-a na escuridão.

Eu consigo sentir a...

Consigo sentir as vibrações da morte aqui.

Caminhar por essas ruas escuras sozinha, aqui na vila,

é como fazer parte de outra era, outro século,

um tempo violento de doenças, fome e assassinato.

Você está bem?

Me desculpe.

Eu me empolguei.

Você?

Eu quase me empolguei demais.

Onde diabos você aprendeu a lutar boxe desse jeito?

No lado sul de Chicago, a gente aprende bem rápido.

É mesmo?

Espera, espera, espera.

- Você tem certeza de que está bem? - Sim.

O vestiário é por aqui.

Eu sei.

Bem, você estava bem intenso lá fora.

Tem alguma coisa te incomodando?

Lembra daquela repórter que me colocou em apuros com o Dawson?

Sim, o que tem ela?

Bem, ela voltou à cidade de novo.

Deixou uma mensagem na minha secretária,

disse que queria se desculpar pela matéria.

Pediu para eu ligar para ela no motel.

E você ligou?

Sim, liguei. Não consegui falar com ela.

Voltei ao motel hoje de manhã,

disseram que ela saiu de novo ontem à noite.

Voltou para São Francisco.

Sim, foi o que eu pensei, então liguei para lá.

Eles também não tiveram notícias dela.

Não sabem onde ela está.

Ela partiu para outra matéria. Repórteres fazem isso, você sabe.

Talvez.

Mas ela não usou carro alugado.

E nenhum taxista da cidade lembra de tê-la levado ao aeroporto.

Você acha que ela ainda está na cidade?

Não sei.

Só espero que ela não tenha cruzado com o mesmo esquisito que a Alice Williamson.

Ei, ei!

Você está se ouvindo?

Você está deixando o caso Williamson te afetar.

Olha, você veio de Chicago para aliviar a sua vida.

Então por que não aproveita o que temos por aqui?

Temos as montanhas, o lago, o deserto.

Vamos lá, a única coisa que você viu desde que chegou aqui

foi a parte de trás da sua mesa.

O que você acha?

Acho que você está absolutamente certo. Eu preciso de um descanso.

- Tudo bem. - Certo, obrigado.

Acho que sei exatamente para quem ligar.

Alô?

Oi, aqui é Don Gregory.

Detetive Gregory, sim.

Esta é mais uma ligação oficial?

Não, é pessoal.

Queria fazer uma reserva no seu barco para quarta-feira.

- Quer pescar? - Com certeza.

Bom, você já pescou bastante?

Está brincando? Sou um velho garoto do Lago Michigan.

Certo. Então esteja na marina por volta das 8:00.

Saímos às 8:15 em ponto. Entendido?

Entendido. Estarei lá.

Posso ajudar?

Preciso de hospedagem. Você tem quartos?

Tenho sim. Por quanto tempo pretende ficar?

Por um tempo.

O senhor se importaria de se registrar?

Apenas nome e endereço, por favor.

Sem endereço residencial?

Sou do exterior. Estou apenas visitando o seu país.

Primeira vez aqui?

Sim.

Minha primeira vez.

Bem, aqui está sua chave. Quarto 10, logo ali adiante.

CENÁRIO DO ASSASSINATO NA PONTE

SANGUE DA VÍTIMA ENCONTRADO NOS DEGRAUS DA PONTE

- Bom dia. - Olá.

Meu nome é Roger Edington, e você é?

Lynn Chandler.

Prazer.

E você é a bibliotecária daqui?

Sim, isso mesmo.

Acontece que sou fascinado pelo passado.

Você teria algo sobre história americana moderna?

Claro. Nossa seção de história fica logo ali na Seção D, à esquerda.

Quer que eu lhe mostre?

Que gentileza sua.

Espero que não se importe que eu diga,

mas adoro o seu sotaque inglês.

Imagino que você trabalhe na vila.

Minhas roupas.

Sim, sou um dos britânicos

recentemente importados para a sua bela cidade para,

digamos assim, ajudar a autenticar a atmosfera.

Pelo menos o salário é atraente.

Você não gosta daqui?

Sinto muita falta de Londres.

E já que estamos sendo sinceros,

estou bastante sozinho aqui no seu ensolarado Arizona.

Jantar sozinho, por exemplo. É extremamente desagradável.

Talvez, em algum momento futuro, possamos jantar juntos.

Ou estou sendo ousado demais?

Não.

Não, não. Eu... eu acho que isso seria muito agradável.

Esplêndido.

Eu realmente preciso ir. Não percebi que estava tão tarde.

Receio que hoje não haverá tempo para história.

Bem, os livros estão aqui.

Eles estarão esperando por você quando quiser.

Obrigado.

Gostei muito da nossa conversa.

Eu também.

- Oi. - Oi.

Aqueles livros chegaram de Phoenix?

- Sim, chegaram hoje de manhã. - Ótimo.

Eu ia ligar para você.

Aqui está meu cartão.

Eu sei quem você é.

Então, você vai sair com a Angie no barco?

Como você sabe disso?

Somos velhas amigas. Ela mencionou sua ligação.

Sim, vou sair na quarta-feira e tentar a sorte.

- Boa sorte. - Obrigado.

Olá.

Oi.

Onde está seu equipamento?

Ficou em Chicago. Vocês alugam equipamento, não é?

Sim, alugamos. Sem problema.

- Até isca temos. - Perfeito.

- Pegue a amarra da popa, por favor. - Certo.

Com licença.

Essa é a amarra da popa.

Eu sabia disso.

Certo, estamos saindo.

Tom Hale. Esta é minha esposa, Lucy.

Don Gregory.

Parece um ótimo dia para pescar, Greg. Então você é experiente?

Sim, sim. Sou experiente.

Você tem um daqueles...

Um daqueles.

Um velho garoto do Lago Michigan?

Eu menti. Nunca pesquei na minha vida.

- Então por que está aqui? - E simples.

Queria te ver de novo, te conhecer melhor.

Você não é casado, é?

Não, não sou casado. Cheguei perto algumas vezes.

Na verdade, acabei de terminar um relacionamento

antes de vir para cá.

Você deixou Chicago ou foi ela quem te deixou?

Um pouco dos dois, eu acho.

Algo aconteceu no trabalho em Chicago e ela não conseguiu lidar com isso.

E você?

Meu marido morreu há cerca de três anos.

Sinto muito.

Foi difícil?

Sim, foi, pelo menos por um tempo.

Depois da morte dele, fui morar com minha irmã em Phoenix.

E depois vim para cá.

Me acostumei a ficar sozinha.

Agora eu gosto disso.

Ei, peguei um.

- Quem é? - Sou eu.

Entre. Estou quase terminando.

Oi.

Então, como foi?

Como foi o quê?

Seu encontro com Don Gregory.

Meu encontro! Ele me paga para levá-lo para pescar e nem sabe pescar.

Isso prova que foi um encontro. Ele estava pescando você.

Você admite.

Ele é realmente um cara legal.

Só sinto que as coisas se movem

um pouco mais rápido em Chicago, sabe?

Angie, o que está te segurando?

Não sei.

Só não acho que estou pronta para outro relacionamento sério agora,

especialmente com um policial de Chicago.

Como um policial de Havasu.

Ele me convidou para andar a cavalo com ele.

Você vai?

Talvez.

Talvez não.

E como vai sua vida amorosa?

Por favor.

- Mas pode estar prestes a melhorar. - É mesmo?

Acabei de conhecer um sujeito bem britânico,

com sotaque e tudo.

Falou em me convidar para jantar.

Falou nisso? O que isso quer dizer?

Bom, você sabe como os britânicos são reservados.

Mas acho que da próxima vez que ele vier buscar livros, vai me chamar para sair.

Disse que se sente muito sozinho aqui no Arizona.

Ele trabalha aqui na vila?

Sim.

E o aniversário da minha mãe está chegando, então provavelmente vou acabar indo lá.

Isso vai ser conveniente.

Sim, quer dizer, talvez eu acabe esbarrando com ele.

Quem sabe, talvez nós duas tenhamos sorte.

Quer dizer que você vai andar a cavalo.

Bem, estou considerando.

Certo, parei de considerar. Eu vou.

Havasu Sun.

Desculpe, ele não está disponível. Está em uma reunião agora.

Harry, você pegou aquilo...

Então, por que você não diz às pessoas, Ed,

que não há mais motivo para temer qualquer violência por aqui?

Então vocês resolveram o assassinato de 7 de agosto?

Estamos absolutamente convencidos de que a

Sra. Williamson foi vítima de um ato aleatório.

Aleatório, quer dizer que não vai acontecer de novo.

Mas vocês não têm o assassino.

Vamos lá, Ed, se ele ainda estivesse na área, já o teríamos pegado.

O sujeito era um andarilho,

isso significa que esse tipo de criminoso

ataca e depois vai embora, entendeu?

Quando entrevistei o detetive Gregory logo após o crime,

ele rejeitou a teoria de um assassino andarilho.

Sim, bom, eu acho...

Acho que o Don mudou de ideia sobre isso.

O que você diz, campeão?

É possível que um andarilho tenha matado Alice Williamson.

É a única suposição lógica, Don.

Então é isso que vou escrever.

Ótimo, então isso encerra tudo, Ed.

Muito obrigado. Vejo você no clube.

Vamos.

Eu esperava que você me apoiasse com um pouco mais de entusiasmo lá dentro.

Não sou muito político.

Não estou pedindo jogo político, Gregory.

Estou pedindo lealdade ao departamento.

Há uma diferença, garotão.

Dawson tem razão em estar irritado.

Olha, não há absolutamente nenhuma razão para acreditar

que isso seja qualquer coisa além de um assassinato aleatório.

Eu tenho um motivo.

- A repórter desaparecida? - Sim.

Liguei para o jornal de São Francisco.

Ela ainda não apareceu.

Eles ainda não sabem onde ela está.

Eles estão preocupados?

Não.

Não, ela é freelancer. Nem trabalha lá.

Ela só vive correndo atrás de matérias.

Está vendo? Se eles não estão preocupados, por que você está?

Eu só gostaria de saber onde ela está.

Quer parar?

Achei que você nunca fosse pedir.

Foi divertido?

Eu não sabia que andar a cavalo dava tanto trabalho.

Você gosta de atirar?

O quê?

Atirar. Tiro ao alvo.

É meio que um hobby meu. E não sou nada mal nisso.

Venha aqui.

Venha.

O que acha?

Acha que eu acerto três de três?

Vai em frente.

Vamos ver.

Um.

Não acredito que errei essa.

Não acredito que errei a última.

- Muito bom. - Nada mal.

Quer tentar?

- Não, obrigado. Vou passar. - Passar?

Achei que policiais e armas andavam juntos como arroz e feijão.

Não, obrigado.

Bem, se você realmente não quer, tudo bem.

Sente-se um pouco.

Lembra que eu te disse que algo aconteceu no trabalho em Chicago?

E que depois disso tudo meio que saiu do controle?

Sim, mas você não disse o que foi.

Eu atirei em um garoto.

Eu o matei.

Quer falar sobre isso?

Bem, eu não falei com ninguém. Não desde que aconteceu.

Talvez você precise falar sobre isso.

Esse garoto estava roubando uma loja de bebidas. Era à noite.

Recebemos o chamado primeiro, meu parceiro ficou na porta da frente

e eu fui pelos fundos.

Foi quando o garoto saiu, bem na minha frente.

Ele tinha um saco de dinheiro e...

Um saco de dinheiro em uma mão,

e o que eu pensei ser uma arma na outra.

Você não podia ter certeza?

Não, estava escuro.

Estava chovendo muito forte.

Uma daquelas malditas tempestades cegantes de Chicago.

Enfim, quando o garoto veio para cima de mim,

vi algo brilhar na mão direita dele.

Então eu atirei.

E acertei o peito dele.

E ele morreu mais tarde aquela noite no hospital.

- E ele não tinha uma arma? - Era um abridor de latas.

O garoto tinha afiado a ponta.

Naturalmente, houve confusão.

Fui suspenso por cerca de um mês.

Foi quando Jen e eu nos separamos.

Quando voltei à polícia, eu não estava muito bem. Eu...

Eu simplesmente não estava funcionando.

Eu só queria sair logo de Chicago

e largar de vez a vida policial.

E então surgiu este trabalho.

Bem, olha, todo mundo comete erros,

policiais cometem erros. Todo mundo.

Eu não quero nunca mais ter que atirar em alguém.

Angie, aquele garoto,

ele tinha só 14 anos.

Ei. Obrigado.

- Pelo quê? - Bem, por me animar.

Eu me sinto muito melhor, sabe, passando um tempo com você agora.

Que bom, fico feliz.

Eu adoro as noites no deserto, todas aquelas estrelas, o ar limpo.

Bem diferente de Chicago?

Sim, diferente. Essa é a palavra.

Olha como a ponte é bonita.

Sabe, eu queria te fazer uma pergunta.

- Mais perguntas. - Isso mesmo.

O que fez você querer virar policial?

Bem, meu pai era policial, o pai dele também.

Acho que isso corre na família.

Parecia a coisa certa a fazer.

Mas você nunca quis ser outra coisa?

Quando era mais novo?

Claro que quis, mas eu não tinha talento para isso.

Para ser o quê?

Uma bailarina.

E você? O que queria ser quando era mais nova?

- Resposta sincera? - Resposta sincera.

Eu queria ser psiquiatra, sabe.

Queria ajudar as pessoas com seus problemas emocionais.

Mas nunca fui para a faculdade e meu pai tinha esse serviço de barcos

e acabei assumindo.

Bem, você com certeza me ajudou.

Quero dizer, eu andava bem desajustado já fazia um tempo.

Ainda bem que encontrei você.

Você fala sério?

O que você acha?

Não, você não deveria tocá-las.

O calor da pele humana pode derreter a cera.

Me desculpe. É que eu sou novo aqui e eu...

Bem, somos muito rigorosos,

e se você quebrar nossas regras, deve ser punido.

- Punido? - Sim.

Bem, siga-me. Vou lhe mostrar.

Esta é a Prisão de Newgate.

E por que está me levando até ela?

Para mostrar a punição que pode lhe acontecer

se você tocar nas mascaras.

Viu?

Já que estamos falando de punição,

posso perguntar se você já

considerou seriamente o conceito de bem e mal?

Bem, sim, claro.

Por quê?

Podemos conversar? Ir a algum lugar, longe de toda essa gente?

Claro, podemos caminhar ao longo do rio. É tranquilo lá.

Sim, isso seria encantador.

Obviamente você é da Inglaterra, certo?

Sim, da região de Londres.

Saí de lá de forma bastante abrupta. Tudo é bem novo para mim aqui.

E você?

Você mora aqui, em Lake Havasu?

Sou a bibliotecária-chefe.

Acho que se pode dizer que vivi a maior parte da minha vida dentro dos livros.

Por acaso você estuda as escrituras?

Não. Não exatamente.

Não sou muito religiosa.

Mas você acredita em punição para quem infringe a lei.

Sim, mas...

Eu estava só brincando antes.

Sobre a Prisão de Newgate.

Você não achou que eu falava sério, achou?

Punição é sempre algo sério

e aqueles que transgridem devem ser punidos.

Gostei muito de conversar com você,

mas acho que devo voltar.

Preciso comprar um presente de aniversário para minha mãe.

Você precisa ouvir o que estou dizendo.

Não. Eu preciso voltar.

Você não pode ir. Eu não permito.

Receio que você vai ter que permitir.

Você ouviu o que a moça disse.

Fico tão feliz em ver você.

Despeço-me agora, minha cara senhora,

mas garanto que nos encontraremos novamente.

Senhor.

Sinto-me como uma princesa que acabou de ser resgatada de um dragão.

Fico feliz por ter aparecido na hora certa.

Ele parecia estar incomodando você.

Você é exatamente como eu disse à minha amiga Angie que era,

um verdadeiro cavalheiro britânico.

Então você falou de mim à sua amiga.

- Espero que não se importe. - De forma alguma.

Aquele homem realmente me assustou.

É verdade, minha querida Lynn,

que muitas pessoas na vida podem ser assustadoras.

Vocês têm muita sorte, porque toda esta área é rica em vida de aves.

Agora, o pato de rio mais conhecido é o marreco.

O marreco macho é identificado pelo pescoço verde,

enquanto a fêmea é marrom-clara...

Olha, senhor Daly, tem uma mulher boiando.

Afastem-se, crianças.

Afastem-se agora. Todos vocês.

Vamos, afastem-se. Bem para trás, agora.

Entre.

Achei que você gostaria de ver isto.

Você acha que essa marca de bota é importante, não acha?

Sim, encontramos isso na margem do rio,

num ponto não muito longe da vila inglesa.

Foi onde o assassino descartou o corpo.

Como você sabe disso?

Quando ele a colocou na água,

o lenço dela ficou preso neste galho,

o que liga diretamente a marca da bota ao assassino.

A profundidade da marca da bota

mostra que ele estava carregando o corpo naquele momento.

Então você acha que foi o mesmo cara, certo?

Sim, o mesmo modus operandi

e o laudo do laboratório confirma

que as armas do crime provavelmente são idênticas.

Estou pedindo autorização para fechar a vila.

Os dois assassinatos estão ligados àquela área.

Se eu fechar a vila, vou levar uma bronca do Whitfield, da Câmara Municipal.

E se não fechar, mais pessoas vão ser mortas por esse maníaco.

Pete, estou te dizendo. Ele está lá fora.

Olha, ainda estou preocupado porque não localizamos aquela repórter.

E se eu fechar a vila,

é melhor fechar a cidade inteira,

porque o turismo é tudo nesta cidade, ou você não percebeu?

Eu sei que você vai sofrer pressão do Whitfield e do pessoal dele,

mas não podemos arriscar mais vidas aqui.

Você realmente acha que esse maluco vai parar de matar

se eu fechar a vila?

Isso não vai acontecer.

Só vamos saber se tentarmos.

Pelo menos nenhuma outra mulher vai ter a garganta cortada

na Ponte de Londres.

Por quanto tempo você quer que fique fechada?

Até o assassino ser encontrado.

Não dá.

Não sabemos quando, ou sequer se, vamos pegar esse cara.

O máximo que posso fazer é colocar vários policiais à paisana na vila.

Não posso autorizar o fechamento.

Quer dizer que você não quer, não que não pode.

Ei, não force a barra, espertinho.

Eu faço o que posso.

Sim, claro que faz.

Não consigo acreditar que a Lynn morreu.

Nós nos conhecíamos desde o ensino médio, sabe.

Viemos juntas para Havasu e ela...

Ela se foi...

Por que tinha que ser a Lynn?

Ela disse algo mais sobre esse inglês?

Não.

Ela não disse mais nada.

Só que ele trabalhava na vila e que era um cavalheiro.

Você não pode perguntar ao guarda que viu esse homem com a Lynn?

Ele não pode te dar alguma descrição física?

O guarda na verdade não viu o homem,

só viu as costas dele quando estava indo embora.

Ele disse que tinha certeza de que o homem não trabalhava lá.

Tudo o que temos é altura e a estatura.

Estou preocupado com você.

Você vai ficar bem?

Eu realmente gostaria de ter companhia esta noite.

Conte comigo.

SEGUNDO ASSASSINATO CHOCA A CIDADE DE LAKE HAVASU

- Aqui, por que você não se torna útil? - Sim.

Está com uma boa aparência.

- Espero que goste de truta. - Adoro.

Que bom.

- Certo. - Pode comer.

Depois me diga o que achou.

E então?

Está ótima. Você cozinha muito bem.

Apenas um dos meus muitos talentos notáveis.

Angie, lembra que eu te disse que tinha uma teoria sobre os assassinatos?

Pois bem, eu a desenvolvi.

Quer ouvir?

Logo depois do funeral?

Sim, eu sei, mas isso é muito importante

e eu realmente gostaria de saber o que você acha.

Está bem.

Ótimo. Vamos começar com o fragmento de tecido

encontrado sob a unha de Alice Williamson.

Ficou comprovado que tinha mais de cem anos.

Agora eu acho que o assassino comprou um casaco antigo numa loja de antiguidades,

para combinar com sua identidade.

- Que identidade? - Já vou chegar lá.

Próxima.

Veja a forma como ele matou suas vítimas, cortando suas gargantas.

Acho que ele usou um bisturi, um bisturi cirúrgico.

Não estou gostando disso.

Só tenha paciência um pouco mais, está bem?

Considere as duas datas, os dois assassinatos conhecidos.

7 de agosto, 8 de setembro.

Elas são importantes?

Quando você acrescenta uma terceira data, são.

31 de agosto.

O que tem de especial em 31 de agosto?

31 de agosto foi a última noite em que a repórter Elaine Gardner foi vista,

quando saiu do motel.

Angie, eu acho que ela morreu nas mãos do nosso assassino naquela noite.

Só que ainda não encontramos o corpo.

Agora, as datas em ordem são 7 de agosto, 31 de agosto, 8 de setembro.

Certo, e daí?

Elas coincidem com as datas dos três primeiros assassinatos

atribuídos a Jack, o Estripador, no

distrito de Whitechapel, em Londres, em 1888.

Entre 7 de agosto e 9 de novembro,

seis mulheres foram assassinadas naquela área.

O assassino desapareceu naquele ano.

A teoria diz que havia um homem baleado pela polícia na Ponte de Londres

que morreu no rio Tâmisa em novembro de 1888.

A teoria diz que esse homem era o Estripador.

E o que isso tudo tem a ver...

Não percebe? Nosso assassino usa roupas de época,

ele usa um bisturi cirúrgico, corta a garganta das vítimas

e age na área da Ponte de Londres.

Angie, o cara que estamos procurando realmente acredita que é Jack, o Estripador.

Essa é uma bela teoria.

Bem, faz sentido. Quero dizer, tudo se encaixa.

O que você acha que o chefe Dawson vai dizer quando você contar isso a ele?

Eu já contei.

Ele acha que policiais de Chicago têm imaginações bizarras.

- Ele não acreditou? - Não. Ainda não.

Mas vai acreditar.

- Então o que você vai fazer? - Não sei.

Mas sei de uma coisa.

Se o assassino seguir o padrão dele,

ele vai atacar novamente em 30 de setembro.

Eu não apostaria que acabou.

Esqueci o vinho. Já volto.

Com licença, senhor Whitfield, precisamos conversar.

Agora não, estou atrasado para uma reunião.

- Sinto muito, mas isso é urgente. - Tudo bem.

- Então, o que você quer agora? - Quero que feche a vila.

- Para outra busca? - Não, senhor.

Pela segurança do público.

Houve dois assassinatos confirmados na área e pode ter havido um terceiro.

O chefe Dawson mandou fechar a vila?

Não, estou pedindo que o senhor faça isso voluntariamente,

como medida de segurança pública.

Segurança pública é sua responsabilidade, não minha.

É para isso que a cidade paga você.

A menos que o chefe Dawson me ordene pessoalmente fechar a vila,

ela continuará aberta.

Sua atitude é nojenta.

Não, nojento é o seu histórico.

Você não se encaixou em Chicago

e não se encaixa aqui também.

Você é instável.

Você é um deslocado.

Eu sei tudo sobre você. Verifiquei seu histórico.

Eu sei sobre o garoto de 14 anos que você matou em Chicago.

Você está acabado nesta cidade. Posso lhe garantir isso.

Tudo bem. Está tudo bem.

Ei. Ei. Ei. O que foi isso?

Quase dei um soco no Whitfield. Ele passou dos limites.

Como você pôde pensar em socar

o presidente da Câmara Municipal, Gregory?

Desculpe, chefe, mas aquele cara é um tremendo idiota.

Tudo bem. Vamos falar disso depois. Agora eu quero você comigo.

Ed Nebel, do jornal, disse que recebeu uma carta maluca.

Ele acha que devemos vê-la.

Joe, leve o carro de volta. Você vem comigo.

Então, o que você tem para nós, Ed?

Nosso primeiro poema de um lunático. Acho que vou emoldurá-lo.

O Whitfield tem me pressionado muito

para não publicar nada sobre os assassinatos

no jornal, mas eu tenho que publicar isto.

Quem quer que seja esse palhaço, ele não sabe contar direito.

Houve dois assassinatos, não três.

Ele está certo. Houve três.

Como assim? Tem a Alice Williamson, a Lynn Chandler...

E a repórter. Elaine Gardner.

Isso diz tudo, pessoal. Esta linha aqui.

A pedra me disse que haverá mais.

E depois do que você quase fez com o Whitfield,

desta carta, o único motivo para eu não tirar você do caso

é que sabemos que há um imitador do Estripador por aí.

Sim. E que ele matou Elaine Gardner.

Sim, pode ser. Pode ser.

Você sabia que São Francisco ligou?

Venha cá.

Eles confirmaram definitivamente que Gardner está desaparecida.

Você tem um alerta sobre ela, então isso significa

que, se ela estiver morta, temos três vítimas.

Você acha que é uma boa ideia o Nebel publicar isso?

Claro. Por que não?

Vamos dar um pouco de atenção ao nosso esquisitão local.

É isso que ele quer. Pode fazê-lo aparecer.

O público precisa saber.

Ei, Gregory, você pode me fazer um favor?

O que isso quer dizer?

“A pedra me disse que haverá mais.”

Não sei o que essa parte da pedra significa,

mas sei de uma coisa, temos que agir rápido,

porque, se esse cara seguir o padrão do Estripador,

ele vai atacar novamente em 30 de setembro.

OUTRO JACK O ESTRIPADOR NA PONTE DE LONDRES

- Oi. A senhora é a Srta. Alma Bellock? - Isso mesmo.

Meu nome é detetive Gregory. A senhora nos ligou?

O senhor está encarregado dos assassinatos, não está?

Sim. Sou o investigador-chefe e este é o detetive Nez.

- Muito prazer. - Oi.

Acho que sei quem ele é.

O assassino. Aquele que vocês estão procurando.

Conte-nos o que sabe.

Bem, é o homem do número 10, o Sr. Latting.

Ele mantém horários bem estranhos e quase sempre sai à noite.

Uma vez ele falou comigo de um jeito esquisito

sobre achar que existe uma maldição na Ponte de Londres

e que é um lugar maligno, impregnado de assassinatos.

Sim. Foi exatamente assim que ele disse.

Ele acha que aquilo deveria ser demolido.

A senhora sabe onde o Sr. Latting está agora?

Não sei. Mas eu o vi saindo com uma mala

pouco antes de ligar para vocês.

Por que não ligou antes?

Bem, eu simplesmente não pensei nisso.

Quero dizer, nunca o associei aos assassinatos

até ver a grande matéria no jornal sobre outro Jack, o Estripador.

Foi aí que pensei nele.

A senhora pode nos dar a chave do quarto?

É bem perto. Vamos, eu mostro. Vamos.

Me sigam. É logo ali.

Eu avisei. Ele foi embora.

Foi embora? Como assim?

Anson, ele não pode ter ido longe.

Isolamos toda a área, o aeroporto, as duas saídas da 95, o rio.

Meus policiais estão patrulhando todo o deserto.

Sim, mas ele esteve aqui todas essas semanas,

bem debaixo do seu nariz, no meio da cidade.

Assassino psicopata, um louco evidente.

Não há nada de evidente nesse homem.

Ele pode ser um sujeito estranho,

mas também não estou convencido de que seja o homem que procuramos.

Você não está?

Você só não quer admitir que deixou ele escapar.

Sabe, você vem conduzindo esse caso como um idiota cego.

O que diabos ele está fazendo aqui? Isso é assunto da polícia.

Quer saber o que estou fazendo aqui? Terei prazer em lhe dizer.

Vim entregar uma petição,

assinada e aprovada pelo Conselho Municipal,

para que você seja demitido, Gregory.

E esse seu último erro coloca o selo final nisso.

Agora, confio que o chefe Dawson tomará providências imediatas.

Muito bem, Pete, qual é a decisão? Eu fico ou vou embora?

Você fica. Por enquanto, fica.

Estou rejeitando a petição deles, mas você está andando na corda bamba, Gregory.

Nunca vi o povo desta cidade tão agitado.

Mais um passo em falso, apenas um, e você está fora.

Entendido.

Como foi?

Não pergunte.

Acabei de ver seu amigo Whitfield saindo furioso daqui,

como se estivesse com um espinho na sela.

É, ele quer mesmo me ferrar.

Não estou preocupado com ele.

Mas você está preocupado com alguma coisa.

Há outro aspecto nisso tudo.

Que aspecto?

Não sei.

Vou à biblioteca de pesquisa em Phoenix

verificar algumas coisas.

Phoenix?

Angie?

Angie?

Don, é você?

Sim.

- Oi. - Oi.

O que você está fazendo? Já está quase amanhecendo.

Olha, fiquei acordado a noite toda. Acabei de voltar de Phoenix.

- Tem café? - Tem. Entra.

Obrigado.

Não está muito quente, mas é tudo o que tenho.

Está ótimo. Acho que eu precisava disso.

Por que você não vem aqui e se senta? Precisamos conversar.

Ou pelo menos eu preciso.

O que aconteceu? Outro assassinato?

Não. Não. Nenhum outro assassinato. Ainda não.

Angie, aquilo em que eu passei a acreditar está me deixando louco.

Não posso contar isso a mais ninguém. Só a você.

E quando eu contar, você vai achar que enlouqueci.

- Estou ouvindo. - Tudo bem.

Primeiro, havia vestígios de sangue

na pele de ambas as vítimas.

Sangue que não era delas.

Sangue antigo, muito antigo.

O que provavelmente significa

que o assassino usou a mesma arma há muito tempo. Certo?

- Certo. - Certo. Agora, olhe isto.

Olhe isto.

Duas fotografias de uma pegada de bota.

O que você vê?

Bem, obviamente são da mesma bota.

O salto e a sola têm o mesmo padrão estranho.

A foto brilhante é recente. É a pegada da bota do nosso assassino.

A foto desta revista foi tirada em 1888

na cena de um dos assassinatos do Estripador.

São idênticas. Como você disse, a mesma bota.

Mas eu não entendo como...

Esta é a cópia do bilhete enviado pelo assassino ao nosso jornal local.

Esta é uma carta escrita por Jack, o Estripador,

enviada a um jornal de Londres em 1888, após um de seus assassinatos.

É exatamente a mesma caligrafia.

Quero dizer, é exatamente a mesma escrita nas duas.

Porque o mesmo homem escreveu ambas.

O que você está dizendo?

O que estou dizendo é que,

Deus me ajude, nunca houve um assassino imitador.

O homem que matou Alice Williamson e Lynn Chandler

foi o verdadeiro Jack, o Estripador.

Don, isso é totalmente impossível.

O que é exatamente o que eu venho dizendo a mim mesmo.

Veja esta frase: “A pedra me disse que haverá mais.”

Está bem. E daí?

Agora estou convencido de que ele se refere à pedra

trazida de volta do rio Tâmisa.

Você não entende?

O primeiro assassinato foi cometido durante o período de 24 horas

em que a pedra estava sendo dedicada.

Ela é a chave de tudo.

Desculpe, não estou acompanhando.

Angie, de alguma forma,

por mais estranho que pareça, a pedra está ligada a tudo isso.

Quando trouxeram aquela coisa de volta

do fundo do rio Tâmisa,

trouxeram ele junto.

E ele está aqui, no nosso século,

repetindo o mesmo padrão de assassinatos novamente.

Escute,

quem quer que esse psicopata seja,

ele não é Jack, o Estripador.

Não pode ser. Não o verdadeiro Jack, o Estripador.

Don, pedras não trazem pessoas de volta à vida.

Certo. Certo. Acredite ou não, isso não é o mais importante.

O mais importante é que eu preciso da sua ajuda.

Bem, claro. Mas...

Olha, eu tenho um plano.

Mas vou precisar da sua ajuda e também vou precisar do Joe.

Porque, estou dizendo, ele está por aí e precisamos detê-lo.

E ele está pronto para matar de novo.

O mal aqui precisa ser destruído.

Esta noite será castigado com fogo e enxofre.

Ei, você aí. Parado!

Afastem-se. Satanás governa este lugar de escuridão.

Sua morada de mal precisa ser destruída.

Não!

Para trás! Agora.

Não atire em mim. Não atire. Este é um lugar impuro.

Um lugar de mal, um lugar de assassinatos, por aqueles que servem a Satanás.

Há mal aqui. Ele precisa ser purificado. Eu sirvo a um poder superior.

Pois você está desempregado agora.

Então esse é o seu Estripador, valentão.

Ele não parece tão assustador para mim. E para você?

Não é ele.

Está falando sério?

Ele não é o nosso assassino, Pete.

Que diabos não é!

A mulher Bellock o identificou positivamente como Latting.

O guarda da vila tinha 100% de certeza

de que foi o mesmo sujeito que fez a caminhada da morte com Chandler.

E os recortes? E os recortes no meio das coisas dele?

O que você diz disso?

Puxei a ficha dele. Duas agressões, condenado nas duas.

Passou três anos em hospitais psiquiátricos,

tentou incendiar uma igreja.

Ele é um psicopata, Gregory, um psicopata certificado.

Ele pode ser um psicopata, mas não é o nosso assassino.

Então quem é?

Você não vai acreditar quando eu disser.

Então tente. Apenas me diga, Don.

Está bem.

Nunca houve um assassino imitador, Pete. Apenas o verdadeiro.

O que você está dizendo? Do que você está falando?

Jack, o Estripador. Ele está vivo e está aqui mesmo, em Havasu.

Você está falando do sujeito de 1888?

Sim.

Bom, ele anda bem ativo, hein.

Quero dizer, ele deve estar com, o quê, 140 anos. Toma muitas vitaminas.

Eu disse que você não acreditaria. Nem esperava que acreditasse.

Espere, espere. O que foi? Você está bem?

- Perfeitamente. - Você não parece bem.

Escute. Escute bem.

Daqui a três noites ele vai atacar novamente.

- Você tem que ir para casa. - 30 de setembro...

Joe! Joe, venha aqui.

Oi.

Como você se sente?

Sinto-me como Rip Van Winkle.

- Há quanto tempo estou desacordado? - Desde que te trouxeram para cá.

Já se passaram três dias. Você teve uma concussão grave, Don.

Você desmaiou na cadeia.

Oi, Joe.

Como vai, parceiro?

Há quanto tempo vocês estão aqui?

Não sei, acho que umas duas horas.

O médico ligou, disseram que você estava dizendo nossos nomes,

e ele achou que, se você acordasse

e nos visse, seria mais fácil para você.

Sabe, rostos familiares e tudo mais.

Eu estava tendo um sonho com vocês,

como se nós três estivéssemos juntos.

E nós estávamos...

Nós estávamos presos e íamos morrer!

Calma, calma. Pegue leve. Vou chamar uma enfermeira.

Não. Estou bem. Não preciso de enfermeira.

Espere um minuto.

Fiquei fora por três dias. Que dia é hoje?

Hoje é segunda-feira, dia 30.

Dia 30. Ele vai matar de novo. Ele vai matar de novo esta noite.

Ninguém vai matar ninguém. Nós o prendemos, lembra?

Nós não o prendemos. Não prendemos o Estripador.

Don, escute, eu estava falando com o Joe sobre a sua teoria e...

Achamos que você tem estado sob muita pressão.

Ele está solto, droga, Angie. Ele está solto.

Joe?

Então você não acredita em mim mais do que o Dawson acredita.

Mas você prometeu me ajudar.

Bem, sim.

Eu tinha um plano para pegar o assassino, lembra? Você prometeu me ajudar.

Não há ninguém para pegar.

Eu posso provar.

Vocês são as únicas pessoas em quem posso confiar aqui.

Estamos ficando sem tempo. Temos que fazer isso hoje à noite.

Joe?

Você vai me ajudar, amigo?

Angie? Você vai me ajudar?

Tudo bem.

Parece que o guarda não está aqui.

Vou encontrá-lo e mantê-lo fora disso.

Lembre-se, fique bem escondido naquele barco.

Temos que fazê-lo acreditar que a Angie está sozinha.

Certo. Vai.

Don quer que eu o encontre nos degraus. Vou servir de isca.

Não acredito que estamos fazendo isso.

Angie. Angie.

Certo. Ele está ali. Volto em um segundo.

Tudo bem.

Joe!

Ei!

Telefonista.

Boa noite.

Nunca tive a oportunidade antes

de apresentar

uma das minhas damas a outra.

Portanto, querida Angie, permito-me apresentar Elaine.

Não! Não! Não!

Não! Não!

Não!

A pedra receberá o seu sangue, Angie.

Seus poderes serão renovados por você.

Seu sangue me permitirá retornar, voltar ao meu século.

Chegou a hora, Angie.

Venha, Angie.

Diga adeus à querida Angie.

Don, atire nele.

Está tudo bem. Está tudo bem. Está tudo bem.

Está tudo bem. Acabou.

Acabou.

Tradução: Fabiano M. Machado (AFT: Ash J. Williams)

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