All language subtitles for Jasmine - 1x06 - Episode 6.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

Para onde é que ela foi? Como é que não viste? Encontra-a!

Em que noite? Que idade tinha eu? Não me lembro.

Um homem pegou em mim e levou-me até ti.

Éramos muito pequenos. Lembras-te?

Eu estava encharcado como um cão e tu sentaste-me junto do aquecedor.

Foi aí que te vi pela primeira vez.

O teu rosto, os teus olhos, as tuas mãos.

Nesse momento, apreciei tudo em ti.

Foi como se visse toda a tua vida nos teus olhos.

O teu futuro, a mulher que és agora, a miúda que ia amar para sempre.

Olhámos um para o outro e eu disse: "Esta miúda é o meu destino,

ou a minha maldição, não interessa."

Não está certo, nada certo, eu sei.

Sei disso melhor do que ninguém.

Todos os dias acordo sabendo disso, Yasemin.

Sempre que me lembrava de ti, apetecia-me cortar o pescoço.

Não podia dizer a ninguém.

Isso consumia-me por dentro cada vez mais.

Por isso, comecei a beber. Bebia demasiado. Bebia e pensava

que tudo podia ter sido diferente, se tu não me tivesses encontrado,

se não me tivesse sentido bem e quente,

se não tivesses tido pena de mim. Desejei ter morrido.

Assim ninguém dizia que éramos irmãos.

Mas aconteceu, Yasemin. Aconteceu.

Isto não está nada certo. É feio.

Se conhecesse alguém assim, desprezava-o.

Mas não consigo controlar-me. Não consigo.

Afinal, não somos do mesmo sangue,

mas eu tenho vergonha, Yasemin, muita vergonha.

Não sei a quem contar, nem o que contar.

Odeio ter de virar a cara, quando olhas para mim.

Ando por aí a fingir ser decente, mas sou horrível, eu sei.

Não te contei, mas fiz um teste, para o teu coração.

Tudo se encaixa. O médico diz que sou compatível.

Preparei-me, mas não sabia como morrer.

Tive medo, por Deus.

Tive medo e vergonha. Perdi a cabeça.

Mas era o que eu queria, ser útil, Yasemin.

Pela primeira vez na minha vida, queria fazer algo útil.

Isto acaba aqui.

Pelo menos, o meu coração pecador vai significar algo.

Tudo o que não te disse, vai estar dentro de ti.

Sempre teu. Tudo para ti.

Lembras-te, não te lembras? Chamaste-me "meu tudo".

Disse-te que te dava a minha alma. Chegou a altura.

Só para ti, dou-te o meu coração, Yasemin.

Em vez do teu coração cansado e sufocado,

terás o meu coração.

Há de bater enquanto quiseres.

Dou-te um coração que fará tudo o que quiseres.

Melhor do que o coração de um velho,

que não sabemos quanto tempo aguenta. O meu é uma máquina.

Diz a todos os médicos, o que te estou a dizer.

Os documentos estão por baixo da cama do sofá.

Yasemin, vou pedir desculpa à Tülay quando lá chegar.

Tu conheces-me, não fiz de propósito.

Juro que não foi de propósito.

Não me perdoes, se não quiseres. Não fui boa pessoa.

Ninguém tem de me perdoar.

Não sou para ser amado, nem perdoado.

Amo-te tanto, Yasemin. Tanto! Mais do que tudo.

Yasemin, não ponhas tanto açúcar nos pastéis.

Fecha a janela do canto, quando fores dormir.

E roda a navalha como te ensinei, está bem?

Se alguém te chatear, vai-lhe ao pescoço.

Deus vai queimar-me, eu sei.

O meu pecado vai custar-me caro, mas tu vales tudo isso.

Amo-te. Adeus.

Olá?

Está aí alguém?

Jovem...

Podes trazer-me um pouco de água, se houver? Podes?

- Deus te abençoe! - Bom proveito.

Estás bem?

Sinto a apertar.

- O coração? - É normal.

Boa recuperação.

- E tu, qual é o teu problema? - Pulmões.

Tão novo? Tu fumas?

- O cancro não escolhe idades. - Mas pareces muito novo para isso.

Novo ou velho, está cá.

Não escolhe idades, não é? Mas que idade tens?

Dezanove.

Isso é mentira, claro. Diz-me a verdade.

Na verdade, tenho dezoito.

Mas amanhã faço anos, por isso posso dizer dezanove.

Claro que sim. Vais ser operado no dia do teu aniversário?

No mesmo dia. Tens planos?

Não vai mudar nada,

mas a minha família quer que seja operado. É entrar e sair.

Ouve lá, o que é isso?

Não voltes a dizer isso. A sério. Como é que sabes?

Carregou no botão? O que foi?

Carreguei, mas já não preciso de nada. Ele ajudou-me.

- Certo. Vou ver como está o penso. - É melhor eu ir.

- As melhoras. - Para ti também.

Está tudo bem.

- Está, não está? Está solto ou... - Está no sítio.

- As melhoras. - Obrigada.

- Como vai tudo? - Tudo bem.

- Estás com bom aspeto. - Achas?

Porque vieste aqui tão tarde?

Trouxe-te jasmins.

- Por florescerem à noite? - Foi o que tu disseste.

- Estás a gozar comigo? - Não.

Devias ter-me trazido pastéis com muito açúcar.

Estou cheia de fome. Neste hospital não dão comida.

Da próxima trago pastéis e os médicos batem-me

e expulsam-me do hospital.

De hoje em diante, tem cuidado com o teu coração.

Koray...

Muito obrigada.

- De nada. - Não é só por isto.

Obrigada por tudo.

- Eu disse-te que te ajudava. - Eu sei, mas...

Eu conheço os médicos e a tua operação correu bem.

Esquece o resto.

Graças a Deus, vai tudo ficar bem.

Era o mínimo que podia fazer.

O que vais fazer agora?

Vou fazer qualquer coisa e depois vou dormir.

Não posso fazer mais nada.

Não é isso. O que vais fazer quando saíres?

Parabéns a você

Nesta data querida

Muitas felicidades Muitos anos de vida

Hoje é dia de festa

Cantam as nossas almas

Para o menino Burak

Uma salva de palmas

Parabéns!

- Obrigado. - Yasemin.

Burak.

- Dezanove aninhos! Felicidades! - Por algumas horas.

Ainda vais dizer "tenho vinte anos".

- Bebe água. - Desculpa.

Levanta-te e bebe. Bebe normalmente.

O que foi? Estás bem?

Eu chamo alguém. São os pulmões, certo? Desculpa.

- Não chames ninguém. - O que se passa?

- É por tua causa. - Por minha causa, o quê?

- Quando me tocaste... - Toquei-te e ficaste sem fôlego?

Não tens namorada? Estava aqui tanta gente, hoje.

Era tudo família?

Só os tenho a eles.

És um miúdo giro. Não tens namorada?

Pois...

Não te vês ao espelho?

Achas que me quero ver ao espelho?

Vou fazer-te uma pergunta e tens de ser honesto na resposta.

Só te vou perguntar uma vez.

Quantas miúdas já te mandaram fotos?

Ou quantas já te pediram para lhes mandares fotos?

- Diz lá. - Só respondo uma vez. Zero.

- Diz a verdade. - Porque estás tão obcecada?

Porque sou uma mulher honesta.

Ontem foi igual. Disse-te a minha idade e não acreditaste.

Porquê? Não tenho ninguém, está bem?

Nunca tive namoradas. Ninguém me pediu fotos.

Ninguém me tocou. Estás a ouvir?

Quando falaste comigo, nem sabia o que fazer.

- Agora já sabes. Estás contente? - Nunca te tocaram, a sério?

Não. Vou morrer aqui, assim. Obrigado por me lembrares disso.

Não vais morrer. Foste operado.

Não adianta nada. Foi só porque os meus pais queriam.

Porque dizes isso?

Ouvi os médicos a falar. Não tenho hipótese.

Está espalhado por todo o lado.

- O que vais fazer? - Tem calma.

- Deixa-me. - Deixo-te?

Estou a falar a sério.

Feliz aniversário, Burak.

Obrigado por nos escolher. Mercado Özgünoğulları.

Veja a promoção da curgete.

Boas compras!

O que é isso? Não íamos seguir uma dieta saudável?

Já se passaram meses. Uma vez não faz mal.

Está bem.

Estás muito calada.

Vou fazer o quê? Não tenho com quem falar.

- E já não te enervas. - Não tenho com quem discutir.

- Estás sempre aqui na preguiça? - Estou doente.

Não estás nada doente. Deixa-te disso.

Não vais voltar ao trabalho?

À prostituição?

A qualquer coisa. Talvez outro trabalho.

Podes fazer outra coisa.

Não estás a pensar voltar a trabalhar?

Não sei. Nunca fiz outra coisa.

Não sei.

Lembras-te do Kemal?

Porque é que estás a falar desse anormal, agora?

- Pronto, um anormal. Lembras-te? - Sim.

Quando ele te viu com o Gökhan, vocês pareciam namorados.

Isso é passado.

Consideras isso um trabalho?

Com o Gökhan, nem chá tomava,

mesmo que me pagassem. Duvido.

Não estou a falar do Gökhan. Em geral.

Há uma coisa a que chamam

girlfriend experience, ser uma namorada.

- Deves ter ouvido falar disso. - Vou a um encontro e pagam-me?

Exato, mas com pessoas diferentes.

Pessoas com classe. Uma semana, 15 dias, talvez um mês.

- Levam-te de férias e tudo. - Porque não vais tu de férias?

Não gosto de férias. Fico estourado.

Koray, qual é o teu plano? Queres ser o meu novo chulo?

Estou a tentar ajudar, como sempre.

Pessoas diferentes, vida diferente.

Obrigada. A sério.

Já ajudaste muito. Não era preciso isto.

- Acabou a loção? - Tenho alguma.

Vou prescrever mais, com os comprimidos.

- Está a cicatrizar muito bem. - Não está?

- A vermelhidão está a passar. - Sim, já passou.

Depois de tirar os pontos vai ficar uma marca,

mas cobrimos bem a cicatriz.

- Tenho de andar com este penso? - Durante algum tempo, sim.

Não o molhe.

- Vou passar a receita. - Sim.

- As melhoras. - Obrigada.

- Vem aí o assistente. - Obrigada.

- Olá. - Olá.

- O doutor falou num penso. - Sim.

Vamos tratar disso.

E vamos pôr isto

aqui, assim.

Tem de colar bem, para não entrar água.

- Tem de colar? - Sim.

Estou a ver.

Já que lhes tocou, diga-me, são macias?

Chamo-me Jasmine.

Se tem tomates, apalpe estas meninas.

Não percebo. O que é isto?

Só tocas, se tiveres dinheiro no bolso.

Uma ereção não acontece por nada.

É a regra. Agora sai.

Palerma! Olha o que fizeste! Tinhas uma tarefa e estragaste tudo.

TUFAN AKTAŞ DESCANSA EM PAZ

- Isto é para quê? - Para ficar bem.

Já está bem. Muita gente cobre cicatrizes com tatuagens.

- É para mostrar. - Não fica melhor assim?

Queres à volta da cicatriz, não é? Como hera.

Sim.

És daquelas que florescem à noite, quando não há sol?

- O quê? - Os jasmins florescem à noite.

Como se desafiassem as outras flores. Teimosos, lutadores. És assim?

Koray, perguntaste-me o que ia fazer a seguir.

Pensei nisso e tive uma ideia.

Não vou ficar em casa. Estou aborrecida.

Afinal, podemos respirar. Vou viver a minha vida da melhor forma.

Diz-me onde estás. Vou ter contigo.

- Está toda a gente a olhar para mim? - Porque tu és linda.

Fizeste uma tatuagem?

- Gostas? - É um jasmim.

Vocês, os ricos,

juntam-se por tudo e por nada. Porquê?

- Isto é um lançamento. - De quê?

- Do primeiro single do meu filho. - Do teu filho?

Sim, eu disse-te.

Falei-te nele, não falei?

Umut, o meu filho.

Pai, podes dizer aos homens

que quero as luzes de cima e não do lado?

Estou a dizer-lhes isso há horas.

Eu digo-lhes. Anda cá.

Anda cá.

- Está bem, já vou. - Está bem.

Jasmine, o meu filho Umut.

Muito prazer.

Olá, mas...

- Mas o quê? - Não sei.

Esperava uma surpresa, mas...

Surpresa? Que tipo de surpresa?

Não sei. O meu pai falava muito bem da "Jasmine"

e esperava alguém loucamente lindo.

Esperavas uma louca? Estou a ver.

Hoje, confundiste-me com uma senhora.

Hoje, é isso que sou.

Mais ou menos. Mas não é nada contigo.

Eu é que sou um malandro.

- Malandro? - Umut!

Não é verdade, pai? Até parece que não sabes.

- Não sejas mimado. - Não fiz nada.

O que te disse quando saímos?

- Koray. - Pai, eu não disse nada.

- Achas que sou assim? - Olha para mim...

Achas que sou assim, pergunto-te?

Não ajas como uma criança por ele ser uma.

O teu menino está a gozar connosco.

Quer divertir-se. Deixa-o divertir-se. É o dia dele.

Vai fazer de conta que não gosta de mim.

Vai fingir-se desiludido, para eu me sentir insegura.

Para sentir que não chego,

para tentar fazer com que ele goste de mim.

Para me agarrar a ele e nunca o largar.

É o que queres, não é? Vou dar-te um humilde conselho.

Aqueles alfa que segues no Instagram,

não sabem o que dizem.

Visto pelas mulheres, ainda mais triste é.

Mas faço-te um favor, por gostar do teu pai.

Este sítio é aborrecido. Além disso...

... eu tenho reputação.

Fui malandra que chegue?

Talvez, mas se não experimentar, nunca vou saber.

Tradução e Legendagem: María José Ferreira

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