All language subtitles for The Boyfriend - 2x06 - These Feelings May Not Last.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

KAZUYUKI, 40 COMERCIAL DE TELECOMUNICAÇÕES

JOBU, 26 PROFISSIONAL DE MARKETING

- Está a desenhar nele. - É relaxante ver estes dois.

- Sim, estes dois são muito bons. - Entendo.

Adormeci outra vez?

Quando todos ficam calados, fico…

É difícil desenhar como deve ser.

- É querido ter feito corações. - Sim.

- E não escreveu "carne". - Não é?

- Estou cansado. - Olha.

Tens corações na cara.

- A sério? - Desculpa, eu disse-lhe.

Desculpa.

Tens razão.

Ele escreveu "carne"!

Nem percebi.

Fiz um bom trabalho, não?

Sim, fizeste.

Os miúdos ainda escrevem "carne"?

VAMOS PARA NISEKO! VAMOS DIVERTIR-NOS AO MÁXIMO!

Vamos!

É como uma visita de estudo.

- Uma visita de estudo. - O autocarro é enorme!

- O Jobu também vai? - Que guerreiro!

Ele consegue mesmo dar a volta à situação.

Respeito.

IZAYA, 32 COMERCIAL DE TI

Onde nos sentamos?

- Está ocupado. - Desculpa, querias ir à janela?

- Queria um lugar à janela. - Claro.

- Está ocupado. - Já tenho sede.

O Hiroya está sentado ao lado do Bomi.

Ficas bem aí?

- Estás bem? - Sim.

Hiroya, queres trocar de lugar?

- Tudo bem. Podemos ir trocando. - De certeza?

- Vamos! - Boa!

- Vamos! - Boa!

- Que luxo. - É mesmo.

Parece mesmo uma visita de estudo.

- Vamos ouvir música. - Música?

- Juntos. - Claro.

Quero que ouças todas as minhas músicas diferentes.

- Eu também. Fazemos à vez. - Vamos fazer isso.

Mas tenho medo de usar o telemóvel. Pode surgir algo estranho.

- Porque tens coisas estranhas nele? - Não!

Acabaste de me dizer que tens coisas estranhas.

Pode aparecer algo estranho, como a notificação do outro dia.

- Pensei que tinham acabado. - Não sei. Não sou eu que as envio.

- Disseste que não as receberias mais. - Não, não é algo que possa parar.

Disseste que iam parar.

Vamos ouvir música.

- Claro. - Está traumatizado.

Qualquer um teria medo.

- É lindo. - Tão lindo.

- A minha mãe envia muitas SMS. - Envia?

Diz-me para voltar para casa em breve.

Porque o meu humor oscilava como uma montanha-russa.

Tipo: "Está difícil". Depois: "Hoje foi divertido."

Visito-a de vez em quando, mas chora sempre que saio.

- Quando entro no comboio. - Ena!

Uma mulher de 60 anos a chorar sozinha na estação de Shin-Osaka.

Assim, quero ir para casa durante uns tempos.

- Para a minha mãe. - Certo.

- Ameixa. - Muito obrigado.

Também tem um sabor diferente.

É bom.

Sim, gosto destas.

O meu humor está a piorar.

Deita.

Nem pensar.

Sinto-me péssimo.

- O meu ombro está livre. - Vou amuar e dormir.

- O Kazuyuki é tão boa pessoa. - Mesmo!

- Não é? - Ele é tão querido!

Já se vê o Monte Yotei.

- Onde? - O Monte Yotei.

- É famoso? - É.

- É a montanha em Niseko? - Sim, a que vês ao lado.

Chegámos.

É mesmo deslumbrante.

Chegámos? Acho que chegámos.

Chegámos.

- Estou entusiasmado. - Sim.

Chegámos!

- Vamos. - Vamos!

É lindo.

- A sério? - É tão bonito.

- Fantástico. - É muito chique.

- Isto é de loucos. - Ena!

Abre a porta!

- Incrível! - Ena!

Ena!

- Que loucura. - É tão lindo.

- O Bomi já pode desfrutar das termas. - Ainda bem para ele!

Estou esfomeado.

- Tenho fome. - Eu também.

Vamos comer comida de Hokkaido.

Sim. Vamos jantar no nosso yukata.

Boa!

- Saúde! - Não chego lá.

Vamos descansar.

Viva.

- Quem é o giro aqui? - Eu.

Levantaste a mão?

- O mais giro é o Ryuki, não é? - É o Ryuki.

- O Huwei é giro. - É.

Sou giro, não sou?

Quando ele entrou,

achei que ele era um tipo fixe, mas mudei de ideias quando falou.

Mas o mesmo se pode dizer sobre ti.

- Sim. - É o mais…

Não podes dizer isso sobre ninguém.

É do tipo giro.

- Somos iguais. - Sim.

Somos iguais.

Vocês são do mesmo tipo.

Sinto-me nostálgico.

Já tenho saudades desses tempos.

Como querem passar o resto do vosso tempo aqui?

- Quero viver sem arrependimentos. - Queres que valha a pena.

Certo.

Quero apreciar cada momento.

Eu tendo a pensar nas consequências, mas talvez não precise.

Não te preocupares com nada?

Mas se não me preocupo com nada, tenho medo de perder o controlo.

Mas isso também não faz mal. Devias mostrar mais quem és.

Olha quem fala!

- É o que mais tens de fazer. - O quê?

- Não o mostras. - Este é o meu verdadeiro eu.

Aposto que o Kazu de Osaca é diferente.

Certo?

Kazu de Osaca?

Quero falar sobre uma coisa.

- Não estávamos a meio de uma coisa? - Sim.

Algo sobre o que fazer mais tarde.

- O que queremos fazer? - Sim.

Tenho uma pergunta para ti, Ryuki.

Já te assumiste?

Assumo-me aos amigos de quem me quero aproximar mais.

- Se sentir que lhes posso contar. - Se achares que não faz mal?

Quando lhes digo, sinto que finalmente me conhecem.

Mas não contei aos meus pais.

Se alguém contou aos pais,

gostava muito de saber como e quando o fizeram.

Não me assumi diretamente, mas desde miúdo

que apresentava namorados e sempre falei com a minha mãe sobre rapazes bonitos.

Não ligo muito a isso.

"Dá para saber sem perguntar", e pronto.

- Acho que toda a minha família é assim. - Entendo.

E aqueles que não contaram aos pais, como acham que reagirão?

Não lhes disse logo porque não gosto de usar a palavra "gay".

Mas a minha mãe diz-me sempre que quer cinco netos.

Sempre que ela diz isso, eu penso: "Já chega."

Então, disse-lhe que não gosto de mulheres.

- Disseste-lhe? - Sim.

Mas não sei se ela me levou a sério.

Mas ela pode aceitar se lhe disser como deve ser.

Mas talvez não.

Eu também.

Estou muito dividido.

Com os meus amigos,

os meus primos e a minha tia, por exemplo,

consegui dizer-lhes facilmente.

Mas assumir-me aos meus pais é um grande desafio.

E isso é porque

a própria ideia da atração pelo mesmo sexo…

- É impensável? - É…

Eles têm uma opinião completamente negativa.

Conhecem alguém gay?

Não sei.

Mas por mais

que eu seja capaz de dizer às pessoas à minha volta e ter pessoas que me apoiam,

se os meus pais acabarem por me rejeitar,

seria triste.

- Acho que esse é o maior obstáculo. - Certo.

Entendo.

Tivemos um vislumbre de como o Ryuki se sente.

Os comentários casuais do quotidiano, como coisas ditas ao ver televisão,

tendem a afetar-nos diretamente.

Na verdade, há muitas vezes em que as pessoas pensam:

"Não me posso assumir a eles se forem assim."

Espero que esta oportunidade lhes dê encorajamento e apoio.

Devem estar prontos se entrarem neste programa.

- Estamos a torcer por eles. - O Jobu foi.

- Sim. - Pensei que não fosse.

Todos aqui esperam encontrar o amor, certo?

Por exemplo, o William e o Izaya estão na fase da lua de mel,

e, claro, querem ter intimidade.

Mas acham que se devem conter à frente dos outros.

Mas este é um sítio para perseguir o romance.

- Então, o que fazem está correto, certo? - Sim.

É muito difícil saber quanta intimidade é apropriada, não é?

É difícil encontrar o equilíbrio certo.

- Mas acho que foram longe de mais! - Estavam a ser muito íntimos.

Partilhar auscultadores mostra que são íntimos, certo?

O Izaya estava a aninhar-se nele.

- Sim, nós vimos isso. - Estava a aninhar-se nele.

- Mas sim. - Que divertido!

- O que fazemos amanhã? - O vencedor escolhe, certo?

- Só uma pessoa? - Isso mesmo.

- Só um, claro. - Eles decidem o que fazer?

- Podem decidir juntos, não? - Entendo.

E se todos decidirem fazer snowboarding, todos fazemos isso.

Certo. Sim.

Passa para ti.

Pronto.

Vai!

- Ele é forte. - O início foi um pouco…

- O início foi… - Ena.

Está a levar isto tão a sério!

É renhido.

O Hiroya vence.

- Vão! - Ele é forte!

Boa.

- Há assim tanta diferença? - Sim!

- Ele é forte! - Sim.

- A final. - Vai ser bom.

- Força! - É a final?

- É a final. - Vai ser um bom combate.

Olha para os nossos braços!

Está a fazer aquela cara de "está bem".

Prontos.

Vão!

- Ena! Huwei! - Tu consegues, Izaya!

Já se esperava.

Ele é forte.

Foi canja.

- Como esperado. - Fantástico.

- O Huwei escolhe primeiro. - Ora bem.

- Acho que vou passar. - O quê?

Aqui está!

Está bem, é justo. Ganhaste.

Sim, está tudo bem.

É a tua resposta final?

- Tenho medo. O que faço? - Não há volta a dar.

Nesse caso…

- Passas? - Passo.

- A sério? - Acho que está tudo bem.

A sério?

- Pode ser? - Não faz mal.

A seguir é o Izaya?

- Posso? - Sim.

Então escolho o William.

- Está bem. - Está decidido.

Terceiro lugar, Jobu.

O que faço?

- Então, o Huwei. - Vamos.

- Não falámos muito. - Sim.

Quarto lugar, Hiroya?

Bem,

eu vou com o Bomi.

- Vamos. - Está bem.

Então, fico eu contigo, Ryuki.

- Está bem. - Boa!

Viva!

- O que fazemos? - Ganhei por nós.

- Boa noite. - Boa noite.

- Boa. - Saúde.

Eu sabia que o Izaya escolheria o William.

- Eu também. - Sim.

- Aqueles dois já são garantidos. - Sim.

Mas com esse nível de confiança, pensei que não importasse se escolhesse outro.

Talvez não tenham essa confiança?

Acho que não. Também podemos interpretar dessa forma.

- Certo? - Sim.

O Huwei não escolheu ninguém.

Porque será? Isso intrigou-me.

Devia ter escolhido o Bomi ou outra pessoa.

- É um mistério. - Mesmo.

O Huwei é um mistério.

Levaste-o na carrinha no outro dia, certo?

Eu estava muito interessado no Huwei, foi por isso que o escolhi.

Queria perguntar-lhe sobre relações passadas, e perguntei.

- E disse-lhe que estava interessado nele. - Ena!

- Que tipo fixe. - Muito másculo.

Isso surpreende-vos?

- Sim. - A mim também.

- A sério? - Não sabia que estavas interessado nele.

Pensei que me ias escolher.

- Desculpa. - Estou a brincar.

Ficaste desiludido?

- Podemos continuar depois? - Sim, claro.

- É assim. - Entendo.

- Vamos falar sobre isso. Pode ser? - Completamente.

Agora é um grupo mais pequeno.

Maravilhoso.

- Ele retribuiu? - Bem, foi tipo…

Ele disse: "Obrigado, estou feliz."

E eu esperava que ele me desse uma resposta no próximo encontro ou turno.

Mas depois escolheu o Bomi

e pensei que estava fora da corrida.

Por isso estava em baixo naquele dia.

Acalmei-me muito desde então, pouco a pouco.

Ainda acho que tens hipóteses.

- Uma bebida? - Esquecemo-nos de algo.

- Foi? - Vocês esquecem-se muito das coisas.

É muita coisa.

Queres falar ali?

- Já lá vou ter. - Sim.

- Devemos estar acordados até à 01h00. - Está bem.

Não te percebo, Hiroya.

- Não tenho jeito para me expressar. - Não sei porque não o fazes mais.

Podias ter pedido ao Huwei para se sentar ao teu lado.

- Sim. - Sabes?

- Sentaste-te ao lado do Bomi. Porquê? - Sim. Tens razão.

Perguntei-me porque não o fizeste. Foi tão estranho.

É verdade.

- Acho que tenho de ter a iniciativa. - Sim. Tens de começar.

Não vai acontecer nada se eu ficar à espera.

Obrigado.

Já percebi tudo.

- Vou pôr o despertador para as 6h30. - Não.

Então, para as 6h35.

- E o pequeno-almoço? - Vamos todos juntos.

De certeza que consegues?

- Quero que me acordem. - Sim.

- Boa noite. - Boa noite.

Vamos tomar o pequeno-almoço.

- O quê? - Céus.

- Pode ser? - Então!

- Será que vão mesmo fazê-lo? - É de manhã!

- Estão de mãos dadas. - Estão?

Ele beijou-lhe a mão!

Ele beijou-lhe a mão!

Estão a avançar na relação!

- Não é agradável? - É.

Parece divertido e secreto, depois de todos os outros se irem embora.

É muito sexy, não é?

- Estão a pensar: "Só estamos os dois." - Sim. É tão sexy.

Que bom. Façam-no de uma vez.

- Talvez o façam. - Força.

- Vão fazer. - Força.

É só uma questão de tempo até se beijarem.

- Mesmo. - Isso mesmo.

Deve começar a fazer saltos em breve.

Não! É macia aqui? É tão macia!

Macia?

Que vista.

- Lindo. Eu quero ir! - Ena, isto é fantástico.

- Emocionante. - Emocionante.

- Conheces as contas de vidro? - Não.

- São giras. - São?

Olá.

Olá.

- Olá. - Ena.

Olá.

- Vieram para o workshop? - Sim.

Há seis desenhos de contas de vidro para escolher.

Por tempo limitado, podem adicionar uma conta de flor de cerejeira "sakura"…

- É gira. Linda. - Sim.

Afinal, a primavera está a chegar.

Aqueçam a ponta acima da parte invisível da chama,

caso contrário, a diferença de temperatura fará com que o vidro se parta.

Ponham-na outra vez no meio para não ficar muito larga.

É isso.

Puxa para ti.

- Que fofo. - Fofo.

Coloca-a na sakura.

- Tão giro. - Bom trabalho.

- Aposto que o Bomi é bom nisto. - Sim.

Isto não parece ser uma primeira tentativa, não é?

É um trabalho delicado.

QUINTA DE NISEKO

Por favor, vistam os vossos casacos.

Pode ser demasiado pequeno para mim.

- Que fixe. - Sim.

Hoje temos o Monaka e o Daifuku.

- Daifuku? - Isso mesmo.

- Fofos. - Fofos.

- Eu levo o Daifuku. - O Daifuku? Então, fico com o Monaka.

Levas o Monaka. Muito bem.

Prazer em conhecer-te, Monaka.

- É como andar de bicicleta. Vai! - Certo.

Muito bem.

Muito bem, vamos. Vamos embora.

- Que belo cenário. - É muito bonito. Muito relaxante.

Não é incrível, Izaya?

Adorava visitar um sítio assim.

- É estranho estar tão em cima. - Sim.

Incrível.

- A neve é muito profunda, não é? - Sim.

Mas o Monaka está a aproximar-se. Vamos acelerar, Daifuku.

Vai, Daifuku!

- O Monaka anda sempre atrás do Daifuku. - Entendo.

O Monaka adora o Daifuku e quer beijar-lhe o rabiosque.

Estou a ver.

Que giro.

Tal como o Izaya.

Ele segue-me.

Que fofo.

- Estamos de volta. - Obrigado.

- Obrigado, Monaka. - Foi divertido.

Obrigado.

- Obrigado. - Sim.

Como foi o encontro?

- Com o Bomi? - Sim.

Correu bem,

mas não foi nada além disso.

- Caraças! - Não acredito!

Sinto que preciso de cuidar mais dos meus sentimentos

antes de poder agir.

Entendo.

Com quem querias ter ido?

Eu ia escolher o William.

- Sempre foi o William. - Sim, foi.

Mas aqueles dois já são chegados.

- Sim, são. - Claramente.

Aonde terão ido?

Não faço ideia. Eu não perguntei.

Agora que penso nisso, não sei nada das tuas relações passadas.

Estive com o meu ex durante cerca de dois anos e meio, três anos.

Acabámos há pouco mais de um ano.

Foi a minha primeira vez e eu era novo.

Acho que fui muito egoísta.

Ele mandava em ti?

Não era nada disso. Afinal, foi ele que falou em acabarmos.

Também pensavas nisso, mas não conseguias dizê-lo?

- Sim. - Entendo.

Ele disse-o primeiro.

Foi difícil.

A sério, já chorei o suficiente para uma vida.

- Estás a chorar? - Não costumo chorar.

Mas chorei tanto que fiquei surpreendido na altura.

Nunca pensei que pudesse chorar tanto.

Tive pena de ti por ficares comigo.

Não há motivo para pensares isso.

Ultimamente, tenho recordado.

Sobre como conheci o meu ex e quando começámos a namorar,

como te disse no outro dia no ginásio.

Falar sobre isso trouxe tudo de volta.

Estavas a chorar.

- Não estava nada. - Tinhas lágrimas nos olhos.

Sim, foi muito mau.

Quinze anos…

Tinha-me esquecido completamente de tantas coisas até pensar no passado.

Quando começámos a namorar,

perguntavam o que o meu parceiro fazia com um tipo como eu.

Se eu fosse alguém popular entre rapazes, provavelmente…

- Ficavam com ciúmes. - Exatamente.

Mas ele disse-me que, independentemente do que dissessem,

só refletiria quem os outros eram e não mudaria nada entre nós.

Que querido!

Ena, também gostava disso para mim.

Saúde!

Sinceramente, de quem gostas agora?

De quem gosto? Ainda não cheguei à fase de gostar de alguém.

É do Huwei, certo?

Bem, é do Huwei, mas…

- Não sabes se dás o próximo passo? - Ainda não posso dar esse passo.

- Entendo. - Sim.

Também escrevi o nome do Huwei para o encontro.

Eu pressenti isso.

Que ias fazer algo quanto ao Huwei, à falta de melhor palavra.

Depois houve ontem.

Estava convencido de que o Huwei te escolheria.

Não é por ele não me ter escolhido.

Há já algum tempo que o Huwei diz que quer fazer snowboard.

E parece que ele também queria ir com o Jobu.

Então, ele devia tê-lo escolhido.

Por isso é que ele tinha sentimentos contraditórios.

Eu estava lá e tu também.

Talvez ele tivesse sentimentos contraditórios e não podia escolher.

- Sim. Pode ser isso. - Sim.

Obrigado.

Salada de dióspiro Kumquat e Shonai.

Parece delicioso.

Isto é veado.

- Nunca provei. - Ena, veado.

É servido em nacos como este?

O que gostas nele?

Do Huwei?

- O Huwei… - Sim?

Todos dizem que é giro, mas o seu encanto enquanto ser humano vai muito além disso.

Mas, neste momento, é uma paixoneta unilateral.

É o que eu acho.

Acho que tenho de confirmar isso primeiro

antes de poder fazer mais alguma coisa.

Primeiro, quero falar com o Huwei novamente.

Pode ser?

Porque perguntas? Claro que pode ser.

- São como rivais amigáveis. - Sim.

OLÁ, HUWEI

Já, sem mais nem menos?

VAMOS FALAR ESTA NOITE, SÓ NÓS OS DOIS

Ele está a enviar-lhe uma mensagem?

O que pensará o Huwei sobre estes dois almoçarem,

ou melhor, terem um encontro.

CLARO!

"Claro!"

Que giro.

O que foi?

Não é nada.

Nada?

- O que tens achado da viagem? - O tempo passa a voar.

Dormimos lado a lado pela primeira vez.

- Sim. - Até agora, dormimos separados.

Apesar de todos os outros estarem a dormir no mesmo quarto,

foi a minha primeira vez a dormir ao teu lado,

por isso, estava muito inquieto.

Foi uma sensação nova, não foi?

Uma nova sensação, um novo sentimento…

À medida que passamos mais tempo juntos,

vejo que estás a expressar o que sentes por mim,

ou melhor, que te estás a focar em mim.

No início, fiquei um pouco confuso.

Não sabia se era capaz.

Foi por isso que fiquei tão confuso.

Não sei, é uma sensação que não consigo pôr em palavras.

Mas, neste momento, estou feliz.

As nossas mãos tocaram-se, certo?

Esse sentimento ainda está comigo.

Percebi hoje a importância do contacto físico.

Porque não nos tínhamos tocado assim antes.

Passar tanto tempo com alguém por quem me sinto atraído…

Sim.

Acho que já começo a sentir algo.

E agora,

acho que não seria correto com mais ninguém.

Estou feliz.

Se me sinto assim, talvez já esteja…

Pergunto-me se já sinto algo por ti.

Isso deixa-me feliz.

Não vou hesitar. E…

Quando me decido por alguém, é essa pessoa que quero.

Tenho a certeza de que vai durar.

Por isso, quero que acredites em mim e quero que confies em mim.

Espero que este sentimento dure para sempre.

Vai durar.

- Foi tão bom. Parecia um filme. - Parabéns.

Ambos construíram as suas emoções e agora é: "Talvez me esteja a apaixonar."

Ainda bem que o Izaya fê-lo perceber.

- Mesmo. - É o momento mais feliz.

"Ainda sinto o calor da tua mão." Mesmo num lugar tão frio.

Não é fantástico?

Acho que as mãos dele estavam bastante dormente.

- A sensação desapareceu. - Fantástico.

- Ainda não são oficiais? - Ainda não estão juntos, certo?

Talvez ainda não.

Quando as coisas chegam tão longe, queremos que confirmem que estão juntos.

Chegado àquele ponto, está na hora de saírem do programa.

Mas têm um plano a seguir.

Talvez queiram esperar até ao fim para dar a sua resposta.

Estão só a divertir-se?

Será que aqueles dois nunca falarão de coisas triviais?

- Boa pergunta! - Sim.

Estão sempre a ter conversas profundas e sérias.

Costumam dizer coisas do género: "Aquela árvore não parece uma cara?"

"Não, aquela árvore ali parece mais uma cara."

Espero que sim.

Mas o William ainda parece um pouco tímido ou com medo.

Afinal, é a primeira relação séria dele.

Quando disseram: "Isto vai durar?" "Vai!"

Quando o William hesita, o Izaya põe-no nos eixos.

- "Está tudo bem! Mantém o foco!" - "Vai durar."

Mas o William não tinha dito que tinha sentimentos.

- Não. - "Talvez", disse ele.

Sim. Ele disse algo como "não seria correto com mais ninguém".

Mas quando encontras alguém ou algo que pode acabar por ser muito importante,

obtê-lo vem com o medo de o perder.

Sim, o medo.

Para enfrentar esse medo, é preciso a determinação para o aceitar, certo?

Talvez o William esteja a tentar ver se tem essa determinação dentro dele.

- Tenho fome. - Sim.

- Isto deve ser bom. - Estou empolgado.

Será aquele edifício cheio de estilo?

É este?

- É este. - Parece muito bom.

- Ena. - É tão bom.

- Ena, incrível. - Ena.

- É muito chique. - Boa.

- É tão bonito. - É lindo, não é?

- É a nossa última noite. - À nossa última noite em Niseko.

Saúde!

- Vem aí algo fantástico. - Não sei como comer isto.

É lagosta?

- Só comemos a parte de cima, certo? - Sim.

- Começamos? - Vamos.

- Vamos comer. - Vamos comer.

O foie gras é fantástico.

É mesmo.

Sim. É muito rico.

Sim.

Um doce romance?

Um bom romance?

- Isso parece um pouco perigoso. - É perigoso.

Têm uma boa história?

O meu último namorado

quando me levou ao festival cultural da sua universidade,

convidou-me para ir ao clube dele para me apresentar.

Fui com ele e ele apresentou-me,

e, mais tarde, vi de relance umas mensagens dele com o amigo.

"Tão fofo" e "Não é?"

Fiquei muito feliz por se estar a gabar de mim.

- Comovente. - Fofo.

- Que querido. - Que história gira.

- Que história tão fofa. - Tão puro.

Alguma, Jobu?

Agora não posso.

É só um momento.

A esfregar-lhe as costas?

- É um pouco… - Sim.

Não és obrigado.

Certo.

Não sei se ainda estou pronto.

- Porque lhe está a tocar? - Já chega. Para de lhe tocar.

Will…

Mas…

Sim, tenho de falar para resolver isso.

É importante.

Uma boa história.

Ele era muito amável.

Talvez a pessoa mais amável que já conheci.

Um dia, chovia muito e ele segurava um guarda-chuva.

Quando chegámos ao destino,

ele estava encharcado.

Mesmo quando víamos um filme,

ele costumava chorar muito

nos momentos tristes.

Ele dizia: "Que triste", ou "Que querido." Vi-o chorar muito.

Foram esses pequenos gestos amáveis…

Acho que a bondade dentro dele mostrava um pouco dele aqui e ali.

E lembro-me de todos esses pequenos momentos.

Kazuyuki!

- Acho que se revê nele. - Trouxe-lhe memórias.

- Estás bem? - Estou bem.

Fez-me recordar muitas coisas.

O que te fez lembrar?

Acontecia o mesmo quando víamos filmes.

Só que era eu que chorava.

Eu chorava e depois do filme ele dizia:

"Estavas a chorar tanto ao meu lado que comecei a rir."

Lembrei-me de como ele dizia isso.

Agora, lembrei-me de algo. Não.

Sobre o teu último parceiro?

- Isso é sensato? - Cuidado.

O Izaya está de olho em ti, lembras-te?

Sabem como as memórias más tendem a ficar?

Sim. Deixam uma marca.

Tenho más recordações de todos com quem namorei até agora,

mas se me focar apenas nos bons momentos, eram muitos.

A memória mais doce que tenho é do meu último parceiro.

Foi quando me mudei do Japão para Barcelona.

Não tinha amigos quando lá cheguei.

Depois conheci alguém através de uma aplicação.

Ele era alemão e começou a visitar-me todos os fins de semana da Alemanha.

Isso durou duas ou três semanas.

Um dia, pediu-me para ir com ele para a Alemanha.

Foi aí que ele me apresentou à família dele.

Foi a primeira vez que alguém fez isso por mim, aos 32 anos.

Sempre foi um sonho meu, ser apresentado à família de alguém.

Esse dia foi a primeira vez que o meu sonho se tornou realidade.

É como se estivessem a dizer: "Vamos ser uma família."

Sim, é mesmo.

Foi aí que percebi que fui aceite como família.

Acho que o próximo sonho era apresentar alguém

por quem me apaixonei aos meus pais.

Quero ser capaz de fazer isso. Foi uma bonita recordação.

Devia focar-me mais nas boas memórias.

Os humanos têm tantos defeitos.

Talvez carregue um trauma dentro de mim.

O meu ex era muito expressivo quanto ao seu afeto.

Sempre me disse que me amava.

Ele dizia: "Amo-te tal como no dia em que nos conhecemos",

ou "Não consigo viver sem ti."

As palavras dele comoveram-me, e quando pensei que ele era o tal,

bloqueou-me por completo e não consegui contactá-lo.

Então, fui à Alemanha.

Fui a casa dele, toquei à campainha e esperei.

Mas mesmo ao fim de uma hora, ele não abriu.

Tinha-me dito que me amava no dia anterior,

por isso, não percebia porque não me abria a porta.

Por causa disso, mesmo quando alguém me diz que gosta de mim,

tendo a não levar isso a sério.

Acho que vão acabar por fazer o mesmo,

então, não consigo confiar neles.

Então foi isso que aconteceu.

Ser bloqueado do nada assustaria qualquer um.

É por isso que ele é ansioso mesmo que alguém goste dele.

- Entendo. - É uma forma de se proteger.

ESTOU NO BAR NO PRIMEIRO ANDAR

ESTÁ BEM

- "Está bem." - Então.

Vai dizer o quê?

Encontrei-te. Quem diria que era aqui?

- É bonito, não é? - É lindo.

Obrigado por vires.

- Isto é maravilhoso. - Sim.

Saúde.

- Delicioso. - Sim.

- Posso fazer-te uma pergunta? - Claro.

Pensava que tinha sido claro. Que sinto algo por ti, Hu.

Certo.

Mas não obtive exatamente uma resposta tua.

Sinceramente, não faço ideia do que estás a sentir.

Queria perguntar-te sobre isso.

Não te compreendo de todo, Hu.

Ontem também foi um mistério.

Ganhaste o concurso de braço de ferro,

mas não escolheste ninguém.

Tens razão. É confuso, não é? Toda a gente diz isso.

Acho que nenhum dos rapazes

te compreende realmente.

Sinceramente, tenho estado dividido entre três pessoas.

O Jobu,

o Bomi

e o Ryuki.

- Eu não era uma das opções. - Não eras.

Entendo.

Que brutal!

Acho que não…

… sinto o mesmo por ti, Hiroya.

Para já, queres concentrar-te no Bomi?

- Sim. - Entendo.

Sim.

Com o Bomi, os meus sentimentos são diferentes. Mas…

Estou a ver.

Mas há uma parte de mim que não tem a certeza

se gosto mesmo dele ou não.

Então, não tens a certeza de que gostas dele?

Não tenho a certeza. Pergunto-me porquê.

Entendo.

Tens de encontrar o amor sozinho.

Tenho de o procurar. Tens razão.

Espero que o encontres.

Obrigado. Tens razão.

- Está tudo bem. - Vamos aproveitar o resto do tempo.

Obrigado.

- Boa noite. - Boa noite.

- Isto dói. - É de partir o coração, não é?

- De três opções, ele nem sequer… - Exatamente.

Acreditam nisto?

Mais valia ter dado quatro nomes e incluía o Hiroya.

- O Huwei é um tolinho. - Sim.

- Não consegue mentir. - Não consegue.

Foi divertido.

Foi divertido.

- Foi fantástico. - Já vamos voltar.

- Já acabou. - Passou tão depressa.

Sim. Mas tenho saudades da vida na Green Room.

Sim.

Vou apanhá-lo hoje.

Onde me sento?

- Fantástico. - As montanhas são incríveis.

- O William não olha para ele porquê? - Ena.

Em que pensas?

- Em muitas coisas. - Muitas?

De uma forma boa ou má?

Todo o tipo de coisas.

- Não sei se é uma boa forma. - Entendo.

- Está a ser pessimista. - É o trauma dele.

Está traumatizado.

Não ficas ansioso? Sabes…

Como hei de dizer?

Pergunto-me se te sentes assim por causa da situação.

Não achas?

Não.

E se, quando saíres daqui, pensares:

"Eu não gostava dele tanto quanto pensava."

Afinal, nada é certo.

Nada é certo,

mas estou disposto a correr esse risco para estar contigo.

Está calor aqui.

É difícil confiar após alguém te dizer que te ama e perde o interesse.

Mas achas que a coisa

que te está a incomodar agora

pode ser resolvida durante esta experiência?

Não sei.

Também quero saber isso.

Essa é a grande pergunta.

Quando algo novo está prestes a começar, lembro-me de coisas.

Sobretudo depois da conversa do jantar de ontem.

Era algo que eu vinha a conter há muito tempo.

Quero dizer…

Dizes "Não vou mudar" e "Falo a sério",

e eu queria saber de onde essas palavras vieram.

Perdi a minha mãe aos 21 anos.

E acho que a morte dela mudou-me muito.

Não.

É como…

Arrependo-me de não conseguir expressar mais o meu amor.

E talvez isso seja…

… o que fez de mim quem sou hoje.

Nunca se sabe quando um ente querido pode desaparecer.

Por isso, se conhecer alguém assim,

quero dizer-lhe o que sinto

através de palavras e ações

e mostrar-lhes o que sinto.

Foi o que pensei.

Quero resolver algumas coisas

e espero conseguir resolver as coisas contigo também.

Acho que…

… só quero que saibas que, para mim, isto é a sério.

Só o faço às pessoas de quem gosto.

Não acredito.

Claro que é verdade.

Pergunto-me o que é que eu tenho de tão bom.

Tudo, acho eu.

A forma como expressas os teus sentimentos sem esconder nada.

Gosto muito disso em ti.

Mas não vou hesitar.

Quando me decido por alguém, é essa pessoa que quero.

Tenho a certeza de que vai durar.

Por isso, quero que acredites em mim e que confies em mim.

Entendo.

- É por isso. - Que profundo.

É por isso que o Izaya tem sido tão direto

e honesto sobre os seus sentimentos.

Questionei-me desde cedo porque é que ele age assim,

mas agora percebo.

- Sim. - A sério.

- É impossível ele estar a mentir, certo? - Não.

Ele não se podia ter expressado melhor.

Mas será que o William ainda se sentirá ansioso?

Ou poderá confiar no Izaya?

Isso determinará o rumo do casal.

Legendas: Carla Chaves

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