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"Eis os pares que podem ter encontros a sós.
Primeiro par.
"William."
"Izaya."
Pronto.
Divirtam-se.
"Segundo par."
"Huwei."
"Bomi."
"É só."
Não vão aplaudir?
- Boa! - Boa!
Porque terá escolhido o Izaya?
É verdade.
Talvez ele não tivesse outras opções.
- Vamos embora. - Até logo.
- Até logo. - Divirtam-se.
JOBU, 26 PROFISSIONAL DE MARKETING
- Vamos embora. - Até logo.
HIROYA, 29 DIRETOR ARTÍSTICO
- Ficamos. - Sim. Como sempre.
- Como sempre. - Certo.
LAGO SHIKARIBETSU KOTAN BEM-VINDOS
IZAYA, 32 COMERCIAL DE TI
WILLIAM, 34 GESTOR DE PROJETOS DE TI
Hoje em dia, é raro ver sítios totalmente brancos, não é?
LAGO SHIKARIBETSU KOTAN
- Ena. - Fantástico.
É tudo gelo, não é?
Incrível.
Um bar de gelo.
- Olá. - Olá.
Olá.
- É assim que os faz? - Sim. Copos de cocktail.
Triângulos e círculos.
Que grande.
- O que achas? - Acho que está bom.
Saúde.
- É bom. - Sim.
- Vamos? - Sim, vamos dar um passeio.
Vamos dar uma volta.
O ambiente está pesado.
- Estão num encontro, mas não falam. - Não.
NÓS, VIAGEM E CAFÉ
- Quem escolheste hoje? - Escolhi o William.
Tens alguma opinião sobre isso?
Se fosse a carrinha do café, não me importava de ir com outra pessoa.
Mas, para um encontro, queria o William. Não pensei demasiado e pus o nome dele.
Julguei que o Huwei gostava do Izaya.
De certeza que gosta.
Por isso, pensei que o Huwei tentaria resolver primeiro o que sente pelo Izaya.
Foi por isso que pensei: "Resolve o que sentes pelo Izaya."
Mas eu disse-lhe que estou interessado nele.
E o Bomi também gosta do Huwei, certo?
Sim. Provavelmente.
E foi tipo: "O Huwei escolheu o Bomi?"
Ele não me escolheu ou ao Izaya. Ele escolheu o Bomi.
E eu: "Entendo."
Fogo, quem me dera ter ido.
Claro que sim.
- Que fofos. - Muito fofos.
Já não quero saber!
Não vou fazer nada. Nem sequer vou fazer o jantar.
O que é que as pessoas pensariam?
- Vamos fazê-lo juntos. - Está bem.
- Gosto que o Jobu não seja muito piegas. - Sim. Ele tem sentido de humor.
Ainda estás zangado?
Zangado?
Posso estar a sentir algo um pouco diferente da raiva.
- Sim. - Sim. É como…
É complicado.
Algo assim.
Isto é bonito.
- É pesado. - Sim.
Uma atmosfera pesada.
Ainda estás a pensar, não estás?
Sim.
Deu-me sentimentos contraditórios.
- Ontem? - Sim, ontem.
Não é que a nossa relação já se tenha transformado nalguma coisa.
Não acho que seja correto zangar-me.
Mas…
Sim.
Deixa-me ansioso.
Era alguém com quem falava.
Mas a iniciativa não é minha. Não quando estou focado noutra pessoa.
Não te quero preocupado com isso.
Acho que és uma pessoa honesta.
Não me pareça que mintas.
Não estou a mentir.
Mas, no futuro, podes receber mais mensagens dessas, certo?
Qual seria a melhor forma de lidarmos com isso?
É melhor perguntar-te de vez em quando? Até estar satisfeito?
Acho que sim. Até estares satisfeito.
Se me disseres como te sentes, eu dou-te uma resposta como deve ser.
- Não quero que isso te incomode. - Eu também não.
Olha. Olha para a vista.
Tens razão. Nem reparei na vista.
- Não é fantástica? - Sim.
É como se o nevoeiro se tivesse dissipado
e eu conseguisse finalmente ver bem a vista agora.
Fico contente.
- Este é para recordar. - O nosso primeiro encontro.
Mas é um pouco agridoce.
Esse tipo de coisas pode voltar a acontecer, mas…
Se acontecer, paciência.
Só quero que conversemos e procuremos uma solução quando isso acontecer.
- É assim que as relações avançam. - Tens razão.
Esse tipo de coisas é muito importante para alguém com quem imaginas um futuro.
Sim. Acho que sim.
Foi um dia muito importante para nós.
- Obrigado. - Obrigado.
- Vamos voltar? - Vamos?
- Sim. Estão todos à espera. - Sim.
Vamos.
A neve é tão fofa. Lindo.
Percebi que ele não está a fugir.
Enfrentar as coisas de frente, aqui e agora.
Percebi que ele realmente sente algo por mim.
Sinto-me atraído por ele.
Sinto-me melhor.
Ele foi tão fofo. Queria tocar-lhe.
Que sensação é esta?
Esta não é a forma normal, pois não?
A maioria das pessoas conhece-se nos sites ou aplicações de encontros,
e aproximam-se em pouco tempo.
Mas nunca experienciei o meu afeto a crescer ao longo do tempo.
É assustador porque é novo para mim.
Entendo.
Que desenvolvimento inesperado.
Mas está tudo a correr bem entre o William e o Izaya.
Sinto-me mal. Presumi que o William fosse como eu.
Isso mesmo, professor.
- Ele é uma pessoa muito melhor. - Sim.
Peço desculpa, William.
Disse que era só uma desculpa para recusar.
Estou muito envergonhado. Ele é mais adulto do que imaginei.
O William estava assustado porque isto é novo para ele.
Em parte, é por vivermos numa era onde as ligações são instantâneas.
E ser popular dificulta construir coisas lentamente,
por isso, ele não tinha passado por tanto.
Talvez a abordagem direta do Izaya "Estou focado em ti" tenha funcionado.
Foi um golpe verdadeiro. Funcionou.
Eu não o que ele pensava este tempo todo,
mas agora sabemos que ele se sente atraído pelo Izaya.
Podemos presumir que está tudo a correr bem.
- São à prova de água? - Não, não são.
Este pode ser o pior dia para usar estes sapatos.
Estás bem?
Que querido.
- Boa. Foi muito bom. - Fofo.
Vamos por este lado.
Aqui é Ainu Kotan.
A sério? Até é agradável.
É um ambiente agradável, não é? Tem o seu próprio estilo.
Queres ver uma coisa?
- Vamos comprar algo. - Sim.
Não sei se já vi coisas destas.
- Esculturas em madeira? - Ursos esculpidos.
Lembram-me alguém.
- Quem? - Tu.
Não se parecem comigo.
Tantos Huweis.
Alguma vez usaste algo a combinar com alguém?
- Deixa-me pensar. - Claro.
Nunca fiz isso.
- Nunca? - Nunca.
- Vamos comprar algo a combinar? - Sim?
Não seria bom?
- Vamos ver mais. - As canecas são giras.
- São. - Não é?
Não se veem muitas canecas de madeira.
- São as únicas canecas? Há mais? - Mais alguma coisa?
O que mais seria bom?
O que achas?
Vamos ver.
Porque é que nós não…
Escolhes algo para o Bomi e eu escolho algo para o Huwei.
- Entendido. - E depois abrimos quando comermos.
- Vamos a isso. - Sim.
Vamos a isso.
- Que divertido. - Boa ideia.
Qual devo escolher?
- É assim que um encontro deve ser. Certo? - Sim.
O outro foi tão pesado.
É bom fazer uma atividade do nada.
Mesmo.
Se forem iguais, parece…
É uma forma de marcação.
"Uma forma de marcação."
Foi giro quando falámos sobre o amor.
Sobre ser dependente e afins. Ena.
- A dependência não é boa, pois não? - Entendes isso?
Sim.
Estar obcecado por alguém?
Ao ponto de quereres faltar à universidade.
Que loucura!
Se o teu namorado te pedisse para faltares às aulas, para estarem juntos, faltavas?
- Sim. - Que mau namorado.
- Isso não é bom. - Mas eu gosto de rebeldes.
Entendo-te.
- Os rebeldes são bons. - Sim.
- Eles são atraentes. Eu percebo. - Eu também.
A indiferença que têm é incrivelmente atraente.
Sim, eu percebo.
Eu percebo.
Não quero que usem pontos de exclamação nas mensagens.
Isso é tão específico.
Queres que sejam indiferentes? Nem para mostrar entusiasmo?
Só "sim" é suficiente. Ou "lol".
- Tem piada. - És masoquista?
- Queres que sejam distantes. - E quero stressar com isso.
Espera, como assim? Não percebo.
Não percebo a parte de querer stressar.
- É hilariante. - Sim.
Quero dizer aos amigos: "Ele é tão indiferente, mas faz isto tudo por mim."
E os teus amigos vão dizer:
"Deixa-o. Não devias namorar com alguém assim."
- Mas tu… - Mas nunca o deixo.
- Não tencionas fazê-lo. - "Mas eu amo-o."
Estás bem? Estou preocupado contigo.
- É com isso que me quero stressar. - Sim.
Mas podemos ter sonhos desses. Eu percebo.
O romance é difícil, não é?
Estive afastado durante algum tempo.
Tem sido basicamente amor de família nos últimos 15 anos.
Dei 15 anos da minha vida, por isso, estou preso em muitos dos meus costumes.
Mas lembro-me perfeitamente do dia em que decidimos tornar a coisa oficial.
Conheci o meu ex aos 24 anos.
Ele disse que queria estar comigo,
mas continuei a dizer-lhe para esperar mais um pouco.
E depois, após cerca de três meses, decidi: "Vou estar com este tipo."
Decidi dizer-lhe na próxima vez que nos víssemos.
E quando fui ter com ele, coincidiu com o dia
em que ele tinha decidido contar-me que não ia esperar mais.
Mas eu tinha decidido contar-lhe naquele dia que queria oficializar,
por isso, acabei por chorar quando ele disse aquilo.
Mas depois ele disse: "Entendo. Desculpa.
Obrigado. Então, vamos juntar-nos." E ficámos juntos.
Que bom.
Agora apetece-me chorar!
- É tão querido. - Sim.
Falar assim com alguém traz de volta todas as memórias.
Foi o início de 15 anos.
- Que belo começo. - É como…
Fez-me lembrar como era.
Pensando bem, foi assim que tudo começou. Lembrei-me outra vez.
Lembro-me muito bem. Até onde tivemos a conversa.
Também me lembro de chorar.
Chorei baba e ranho.
Falar sobre isso dessa forma
fez-me lembrar de como foi.
- Afinal, quinze anos é muito tempo. - É.
- Acho que estou muito feliz. - Sim.
Esta é a altura mais feliz.
Escrevemos o nome do outro para o encontro de hoje, certo?
Porque é que tu?…
Só queria saber o que tinhas em mente.
Sinceramente, durante uns tempos estive interessado no Izaya.
- Eu sabia. - Sim?
Porque estive sempre a observar-te.
- Achei que estavas interessado nele. - Sim, estava.
E? Desculpa, isso foi indelicado.
Estava interessado nele, mas de repente, perdi o interesse há pouco tempo.
Porquê?
Ver aqueles dois tão próximos fez-me perceber
que não tenho a mesma energia romântica que o William tem.
- Percebi que nunca seria eu. - Entendo.
E quando soube do encontro de hoje,
caiu-me a ficha.
A sério?
Escolheste-me para o teu primeiro dia na carrinha do café.
Por isso, esperava que escrevesses o meu nome.
Para mim, não havia ninguém além de ti, Huwei.
A sério?
Foi por isso que quis ler a tabuleta.
Queria ver o resultado primeiro, fosse o que fosse.
Ainda bem que consegui…
… ver-te aqui assim, Hu.
Porque pensei que não conseguiria.
Sabes? Foi uma surpresa voltar a ver-te.
Se perdesse esta oportunidade, nunca te conheceria melhor.
Acho que foi por isso…
… que te escolhi para a carrinha do café e escrevi o teu nome para o encontro.
Pronto, é tudo.
Que constrangedor!
No início, eu também…
A minha impressão de ti agora é tão diferente da do início.
- Isso é bom? - Está a ir numa boa direção.
- A sério? - Sim.
Fico feliz por saber.
Sim.
Tenho demasiada vergonha para te olhar nos olhos.
Tão fofos.
A abordagem dele é excelente.
- Sim. - Sim.
Abrimos?
Isto é embaraçoso, não é?
- Toma. - Toma.
- É um bocado grande. - Isto também é grande.
Isto é tão giro.
- Muito à Bomi. - A sério?
Uma raposa? Ai sou uma raposa?
Não é fofo? É fofo, não é?
- Não tinha dinheiro para o maior. - Espera lá.
- O quê? O que foi? - Nada.
- Tens alguma história para partilhar? - Não.
- É isto. - Bem me parecia.
As pessoas só lhe querem dar coisas assim.
Eu queria mesmo isto.
- É giro, não é? - Sim.
É adorável.
- É giro, não é? - É.
Que reação é essa?
- Não, é giro. - É giro, não é?
Não te deixo dizer o contrário.
- É que… - O quê?
Tenho uma versão mais pequena.
O quê? Tens?
É um pouco diferente, mas o Hiroya deu-me um.
Não acredito.
Ele não podia saber isso.
Mas é giro.
- Todos sabem o que adoro, não sabem? - O quê?
- Gostas? - Adoro.
- Ótimo. Fico feliz. - É o meu preferido.
Lutei muito por ele.
Pensei em comprar um grande.
Com mais presença.
Esta raposa é gira. Ponho-a mais tarde.
Quero prendê-la ao telefone.
Não vai atrapalhar?
Não faz mal. Todos a podem ver.
Posso dizer: "Foi o Huwei que ma deu."
- Não devo exibir? - Tudo bem. Podes exibi-la.
Esse butter chicken tem de ser delicioso!
Parece delicioso.
Vou preparar o meu melhor sorriso.
Acho que me controlo graças a vocês.
Não é?
Cheira-me a algo.
Vem da nossa casa?
O Huwei ia querer adicionar maçã ou refrigerante como ingrediente secreto.
- Sem dúvida, refrigerante. - Mesmo.
- Assustador. - "Que tal refrigerante?
Dá-lhe um sabor mais rico."
Ele gosta de adicionar coisas.
- Cheira tão bem. - Mesmo.
- É o que cheirámos lá fora? - Talvez.
O que é isso?
- Chegámos. - Bem-vindos de volta.
Voltámos.
Não! Esconde-o!
Bem-vindos de volta.
Ele não está a esconder bem.
- Chegámos. - Bem-vindos a casa.
O Bomi bloqueia bem.
- Cheira muito bem. - Sim.
- Estamos a fazer caril. - Caril hoje.
- Butter Chicken. - Caril? Parece delicioso.
O Hiroya ainda não viu.
Não me parece.
Mas um segurança de loja via.
"Pare aí, senhor."
- Deixar ferver durante dez minutos. - Cheira tão bem.
Tens algo preso a ti.
- Uma raposa. - Compraste-a?
- Ele deu-ma. - Viram uma raposa?
- Não. É de uma loja. - Não viram?
O Bomi parecia estar animado.
Tinha uma raposa porta-chaves.
Tive sentimentos contraditórios. Sim.
Conseguimos voltar. Foi divertido.
- Fizemos boas recordações. - Sim.
- Eles voltaram. - Bem-vindos de volta.
- Chegámos. - Bem-vindos a casa.
- O jantar está pronto. - Está pronto?
Pareceu-me cheirar algo bom.
- Vamos empratar? - Sim.
- Divertiram-se? - A sério?
- Sim. - Sim, não foi?
Divertimo-nos. Divertiram-se?
- Divertimo-nos, não foi? - Sim.
- Então. Então! - Contem-nos depois.
Estava a obrigá-lo a dizer isso.
Tens algo no telefone.
Sim. Foi um presente.
Uma raposa.
Eu prendi-a para a exibir assim.
É fofa.
Au-au.
Isto é tão complicado.
É natural.
Mas a nossa impressão do Bomi mudou muito, não mudou?
- Sim. - Sim.
Está a tornar-se uma pessoa maravilhosa, a expressar o que sente.
Como ele disse: "Não, não consigo olhar para ti."
É um truque antigo, mas foi bom, não foi?
- É dos bons. - Achei que ele o devia fazer.
Assim: "Não consigo olhar!"
- Sim, com o abanar. - Essa é sempre boa.
Combina com a personalidade dele.
Há qualquer coisa no Huwei que nos faz querer dar-lhe um pássaro.
Sim. Um chapim-rabilongo.
E uma curiosidade sobre esses pássaros é que, quando formam um par,
deixam o bando juntos e ficam muito chegados.
- Que história tão linda. - Sim. É a história deles.
Mas o Hiroya deu-lhe um grou-de-coroa-vermelha.
- Por isso é que era vermelho. - Tinha uma cabeça vermelha.
Ambos deram peluches ao Hu-chan,
sabendo que ele gostava deles.
- O Hiroya ficou dividido. - Perguntou se tinham visto uma.
Sim, foi uma pergunta estranha, não foi?
Não fez sentido.
E não acharam que o Kazuyuki pareceu muito sincero?
Chorariam ao falar sobre uma relação passada?
Iam lembrar-se de como se conheceram e diziam: "Não, vou chorar"?
- Eu não choraria. - Não.
Não o fariam, pois não? É uma alma pura.
- Uma pessoa adorável. - É mesmo.
Seria ótimo estar com alguém como ele.
Seria de esperar, não é?
Será que ainda não seguiu em frente?
Quando acabamos, de certeza que já fizemos tudo com um parceiro de 15 anos.
Acho que sim.
- Quero ler hoje. - Força.
"Bom dia."
Bom dia.
Tenho medo.
- "Eis quem está de serviço hoje." - Assustou-me.
"Para o turno de hoje…
… o Ryuki estará de serviço."
- A primeira vez. - É a tua vez.
"Ryuki, escolhe uma pessoa com quem queres trabalhar."
Certo.
"Quando decidires, vira a placa do nome dessa pessoa."
- O Izaya? - O Izaya!
- Vamos trabalhar juntos. - Vamos.
- Até logo. - Até logo. Boa sorte.
Ele meteu-se entre eles!
- Ele vai agitar as coisas? - Muito bem!
Um programa de encontros é assim!
Isto pode ser o estímulo de que o William precisa.
Não há ninguém aqui por perto. É um pouco triste.
- Não está aqui ninguém. - Não.
Temos de os atrair.
Estamos a vender café ali, caso queiram passar por lá.
Querem um café?
Nunca te ouvi falar assim.
- Foi muito alto. - Foi bom.
- Está aqui alguém? - Olá.
Olá.
Quantos chocolates quentes?
- Três chocolates quentes. - Três.
- Vai demorar um bocadinho. - Tudo bem.
Obrigado.
Tu consegues.
É isso.
Aqui estão os três leites com chocolate quente.
- O troco de 50 ienes. - Obrigado.
7450 ienes!
- Brilhante! - Muito bem!
- Bom trabalho. - Bom trabalho.
- Estou contente. - Eu também.
VENDAS DE HOJE - 7450 IENES
Fiquei muito surpreendido quando me escolheste hoje.
Ficaste?
Quando cheguei e conheci toda a gente,
a pessoa que mais se destacou para mim
foste tu, Izaya.
A partir desse momento,
decidi que serias a minha primeira escolha.
- Que bom. Deixei uma boa impressão? - Sim.
Mas foi preciso um pouco de coragem para te escolher.
Sim, imagino.
Hoje, estava muito nervoso.
Estava muito nervoso.
Devo ser a primeira pessoa com quem já falaste a sós, certo?
Ainda não podes ter falado com a maioria a sós.
- Não. - Certo.
Devias criar mais oportunidades assim e conhecer melhor toda a gente.
- Gostava disso. - Sim.
Há coisas que só podemos saber quando estamos a sós,
como os lados de alguém que normalmente não vemos.
Espero que consigas ver cada vez mais desses lados.
Sim, eu quero.
Sauna às 16h?
Sim.
- Não te podes cortar a meio, está bem? - Sim, está bem.
Caramba.
Estar aqui faz-me ter pena da equipa da carrinha.
- Eu percebo. - Não é?
Divertiste-te ontem?
Sim, diverti-me.
Gostava de ter ido.
Com todos?
Não, só nós os dois.
Se o próximo turno… Só tu não foste líder de turno, certo?
Vais escolher o Izaya?
Sim, vou.
- É um lugar quente para discutir isto. - Talvez o suor esconda as lágrimas?
- Entendo. - Então é por isso.
Da última vez que falámos,
parecia que não estavas a dizer que não,
mas também não estavas a dizer que sim.
Não sabia o que fazer.
Eu sei. Foi assim que me expressei.
Mas foi o que senti na altura.
Certo.
Tento resolver os meus sentimentos. Mas, sinceramente, ainda não tenho a certeza.
Não tens a certeza.
Mas sei que não consigo lidar com vocês os dois.
Se tivéssemos a mesma conversa agora, seria um não?
Seria muito mais fácil para mim se fores sincero.
Certo.
Sim, é um não.
Está bem.
Acho que é mais fácil para mim.
Podemos dar um abraço?
Claro.
Obrigado.
- Que triste. - Sim.
Há coisas que acabam assim.
Já passaram dois meses.
- Acabou por agora. - Sim, é verdade.
- Está bem. - Certo. Vamos.
- Estamos de volta. - Bem-vindos de volta.
Bem-vindos de volta.
O que estão a fazer?
Gyozas.
- Hoje há festa de gyozas? - Sim.
Há que chegue para todos.
Estamos a pensar fazer uma com wasabi ou algo picante.
Devíamos fazer isso.
- Vamos a isso. - Sim.
E se a quem calhar puder fazer uma pergunta?
Gosto disso. É um prémio em vez de um castigo.
- Não quero que me calhe. - Qual é?
- Quanto puseste? - Uma inteira.
Uma inteira? Isso é muito.
- Estão ótimas. - Sim.
Não têm bom aspeto?
- Vamos comer. - Vamos comer.
As gyozas também são boas.
- Ainda ninguém comeu a picante? - Ainda não.
Ainda não a apanhei.
Esperem.
Malagueta picante!
Calhou-te a picante?
Não!
- Não! - Não.
Quem pôs a malagueta?
Eu.
- A culpa é do Hiroya. - Maroto.
- Disse-te para não o fazeres. - Não disseste nada.
Estavas a adorar.
Queres fazer a tua pergunta?
Quero perguntar quem já está apaixonado.
Ena pá!
Eu gosto. É uma resposta de sim ou não, certo?
Não se pode passar.
Não se pode passar?
Todos temos de responder sim ou não?
Quem começa?
Que tal darmos a volta?
Começamos por ali.
- Sem tempo para pensar. - Sim.
- Um, dois, três. Sim. - Sim.
Ups, precipitei-me.
Começamos por aqui.
Sim!
- Ena. É uma forma de contornar. - Vamos por ali.
- Sim. - Sim.
Sim.
Não.
Sim.
Não.
Acabou.
Esperem lá.
O ritmo é essencial. Não podes hesitar.
Segue o ritmo.
Sim.
Graças a Deus. Um "não" teria estragado as coisas!
Foi uma boa pergunta.
- Foi uma boa pergunta. - Foi.
- Vamos dar o nosso melhor. - O nosso melhor?
- Ele encerrou. - Quem disse que não, vamos dar o melhor.
- Boa sorte. - Darei o meu melhor.
- Jobu. - O Jobu deu o seu melhor.
- Boa. - Ele deu o seu melhor.
- O Ryuki fez uma ótima pergunta. - Foi uma pergunta fantástica.
Aqui está.
"Para o turno de hoje, o William estará de serviço."
- Deu a volta. - Já demos a volta completa?
Já deu a volta completa.
- Vamos trabalhar. - Vamos a isso.
Dois dias seguidos para ti, mas vamos a isso.
- É verdade. - Tudo bem.
Já todos tiveram a sua vez.
- Sim. - Sim.
Podemos fazer algo para celebrar, certo?
Seria bom.
Ideias de coisas que podemos fazer depois de termos todos
gerido a carrinha do café?
Uma viagem.
- Gostava de fazer uma viagem. - Uma viagem noturna.
- Gostava disso. - Que tal Niseko?
- Niseko! - A Niseko é o sítio certo.
Niseko parece-me bem! Niseko é a única opção.
Niseko!
- Quero fazer snowboard. - Quero ir a umas termas.
Divertir-me com toda a gente.
- Ele não se importaria de não ir. - Sim, é doloroso.
Toma.
Não é um bom dia.
Não é um bom dia? Porque há pouca gente?
Não há muitas pessoas e está frio.
Está mesmo frio.
A abrir.
Olá.
Um latte quente e um café de filtro, médio.
Certo. Obrigado.
- O que fazes aí? - Isto demora séculos a fazer.
Faz aqui.
Não pude deixar de achar querido.
Vê-lo trabalhar tão perto de mim naquele espaço apertado…
"Há mais espaço ali."
Mas ele estava tão perto e gostei de como ele parecia confortável.
Achei isso querido.
- Estão de férias? - Sim.
- Boa. - Fomos ao Lago Mashu.
Lago Mashu? Nunca lá estive.
- É tão bonito! - Não é?
O tempo também está perfeito.
- É fantástico. - Todos os lagos estavam congelados.
- Obrigado. - Obrigada.
Façam uma boa viagem.
Adeus.
Nunca ouvi falar do Lago Mashu.
Deve ser bom ir de férias como um casal.
- Gostava de fazer isso. - Sim.
A sério.
VENDAS DE HOJE - 5700 IENES
O tempo está uma loucura. De repente, ficou tão…
- É um nevão. - Certo.
Sim.
- Mas foi interessante à sua maneira. - Será uma boa recordação.
Sem dúvida.
Mas, dia após dia,
passamos mais tempo a sós.
E há muitas coisas que só podemos falar a sós.
Ao usarmos estes momentos para dizermos um ao outro o que valorizamos,
sinto que a nossa relação pode avançar, um passo de cada vez.
Também acho.
Também está a ficar mais difícil esconder os meus verdadeiros sentimentos.
Quero prestar atenção aos outros, claro, mas…
Não me quero retrair tanto.
- Afinal, és real, Izaya. - Obrigado.
Ultimamente, acho que comecei a ver as coisas de forma diferente.
Fico feliz por saber.
Há uma grande diferença entre o primeiro dia e agora.
Pergunto-me quanto mais os sentimentos crescerão no tempo que nos resta.
Estão a ir numa boa direção, o que me assusta um pouco.
Perguntei-me para que lado iriam no início, mas agora…
É uma boa direção?
Já acabámos o nosso turno, podemos ir divertir-nos.
Em Niseko? Mal posso esperar.
Vamos criar mais memórias.
O Jobu vai ficar bem?
- Ele não se vai embora, pois não? - Isso seria terrível!
Mas não surpreenderia se o fizesse.
- Não pode querer ir a Niseko. - É o último sítio aonde quereria ir.
Ele não pode passar?
- Disseram-lhe logo que não. - Certo.
Ele escolheu forçar o William,
mas ouvir da boca dele magoa.
- É difícil. - Sim.
- Depois, um abraço nu. - Um abraço suado e nu.
Aquilo foi…
O abraço que ele ansiava foi o último abraço.
- Tens razão! - Não posso!
Isso foi um prenúncio!
- É de partir o coração. - Sim.
Bem, o suor teve de servir.
Seria estranho se eles saíssem da sauna,
tomassem um duche, se secassem e depois se abraçassem de novo.
- Sim. - O ambiente era ideal.
- Era a única vez. - Ali ou nunca.
Legendas: Carla Chaves
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