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IZAYA, 32 COMERCIAL DE TI
WILLIAM, 34 GESTOR DE PROJETOS DE TI
Quem vai primeiro?
O quê?
Aquilo de que estávamos a falar.
Foi algo que eu disse?
Não, só estava a pensar: "Então, o William trai?"
Fez-me pensar.
Não. A sério, houve um motivo para isso.
Não foi propriamente trair. foi só beijar.
Eu beijei alguém
e tornou-se um grande problema.
Ele descobriu.
E depois ele traiu a sério.
Mas se ele tivesse confiado em mim e ficado quieto,
muitas coisas não teriam acabado como acabaram, acho eu.
- Então, a culpa não foi toda tua? - De todo. Foi de ambos.
Dizes que houve uma razão para o teu comportamento, certo?
Bem… Vamos esquecer isto.
Está bem, mas ainda bem que soube.
- Voltamos a falar. - Claro.
- Não desanimes. - Não te preocupes. Já me sinto melhor.
Fiquei surpreendido com a forma como ficaste em baixo.
Posso ser primeiro?
Já me sinto melhor.
Mas ouvir algo assim faz-te pensar, não faz?
Fazer uma asneira daquelas permitiu-me crescer muito.
Consegui ver-me objetivamente.
Por isso, nunca mais quero repetir aquele erro.
- Talvez não seja importante. - Não, é importante.
- Ena, ele está a deixá-lo constrangido. - Sim, ele faz isso.
Cada um tem os seus valores, certo? Incluindo como definem a traição.
Mas acho que a definição não importa.
É só uma questão de saber
se chateias a pessoa com quem namoravas.
Por isso, nesse sentido, cresci muito.
Ele não o deixa escapar. O espelho é a arma dele.
Ele disse-me que não foi trair, no sentido de dormir com outra pessoa.
Foi um grande alívio.
Sinto que tenho de conhecer o William um pouco melhor.
Quando muito, fiquei impressionado.
As pessoas não costumam querer falar abertamente sobre isto, não é?
Achei que foi muito sincero da parte dele contar a história como ele contou.
Percebi que ele também mudou depois dessa experiência.
BOMI, 23 UNIVERSITÁRIO
KAZUYUKI, 40 COMERCIAL DE TELECOMUNICAÇÕES
- Como vai isso ultimamente? - Ultimamente?
Sim, estou mais preocupado com…
- Sim. Obrigado. - Para ti.
- Sim, eu também. - Porquê?
Como assim?
- Ainda continuas tímido? - Bem…
Gostava de falar contigo, Kazuyuki.
Também quero falar contigo. Com todos.
- Certo. - A questão é…
- Queres conversar a sós? - Claro.
Tenho andado muito preocupado contigo.
Ainda não pareces estar à vontade.
Estamos todos preocupados.
- Sim. - Entendo.
Não precisas de ser tão tímido.
Em parte, deve-se à minha personalidade.
Desde o início que penso: "Serei bom o suficiente?"
Entendes?
Perdeste a confiança?
Para começar, não estava assim tão confiante. Não sei.
Todos aqui são bastante talentosos, não são?
- Claro. - Sim.
Mas eu não consigo fazer nada.
O que quero que saibas é que, sim,
talvez todos impressionem se olharmos para as escolas onde andaram.
Mas também tens muitas boas qualidades, Kazu-kun.
És atencioso. Tens uma perspetiva abrangente.
Tomas a iniciativa para lavar a loiça e assim.
Tens muitas qualidades maravilhosas.
Até agora, estou a gostar de viver aqui com todos.
- Ainda bem que pensas assim. - Sim.
Estou a divertir-me imenso. É gratificante.
Não te preocupes. O tempo tratará disso.
Sim. Acho que o meu verdadeiro eu vai começar a surgir, pouco a pouco.
Espero que isso aconteça
e haverá uma faísca com alguém.
- É a minha situação ideal. - Sim, foi por isso que vieste.
- Exatamente. - Vamos dar o nosso melhor.
- Ainda bem que falaram. - Sim.
Que tipo de pessoa te atrai?
- Adoro caras que franzem com o riso. - Entendo.
E há algo que não consigas perdoar? Além da traição.
Além da traição?
- Ele está a deixar isso claro. - Nada de traições.
Mentirem-me.
- Claro. - Sim.
Mesmo que algo seja difícil de dizer,
acho que é melhor ser sincero.
Em vez de mentir.
Também detesto mentiras.
Porque se mentires, destróis a confiança. Já não sabes no que acreditar.
Mas há alturas em que é preciso mentir.
É verdade. Talvez sejam as mentiras que tornam o mundo interessante.
Sim.
O tipo de pessoa que gostava muito de ter como meu próximo parceiro,
é alguém com alguma experiência e…
Isto pode parecer estranho, mas quando era mais novo, preferia pessoas
que não tinham muita experiência ou não tinham sido muito influenciadas.
Mas agora, alguém com alguma experiência,
alguém que está mais ou menos cansado de brincar
talvez me deixasse mais à vontade.
Algo em mim procura isso.
Eu percebo. Já não procuras emoções e corações acelerados.
Vou treinar as pernas.
JOBU, 26 PROFISSIONAL DE MARKETING
- Trinta minutos, certo? - Se fores tomar banho.
- Não vais, pois não? - Não.
O Izaya e o William vão.
Toma um banho.
- Quero tomar banho. - Força.
Se aqueles dois vão, podem ir primeiro. Eu não…
Mas estou a planear ir. Acabo daqui a 30 minutos.
Não. Vai ser intenso.
Só tenho treinado para estar bem antes da sauna ou do banho.
É inútil.
Gosto muito de flexões.
- Até logo. - Sim.
Desfruta do ginásio. Adeus.
Desculpem a demora.
- Olá. - Vamos tomar banho?
- Estava a pensar nisso. - Então, vamos?
Já não querem ir?
Que horas são?
São quase 16h30. Às 16h35, talvez?
Não vais?
Preferes não ir?
Preferes não ir?
Vais, Izaya?
Hoje talvez não.
Não vais? Porque não?
Não temos muito tempo.
- A sério? - Sim.
Desculpa teres acabado cedo.
Não, tudo bem. Vou voltar para o ginásio.
- O Kazuyuki ainda está lá? - Sim.
- Devias ir. - Sim.
Então, hoje não há banho?
- Está bem. - Noutra altura.
- Sim. - Há muito mais tempo.
Está bem.
Seja como for…
É difícil para o Jobu.
Sim. O Jobu tem estado a passar por dificuldades, não é?
- Parece que não vão. - Ninguém?
- É por causa do tempo? - Talvez.
- Talvez tenham decidido não ir? - Sinto-me mal.
Mas estavam a ter uma conversa séria.
- Ai sim? - Sim.
- Enquanto faziam o jantar. - Uma conversa séria?
Pareciam sérios.
Não sei do que se tratava, mas eles disseram: "Talvez não."
E eu respondi: "Certo, entendo."
Não sei o que diziam.
Aqui vamos nós.
Acho que, até certo ponto, a minha experiência anterior fez-me
mais ansioso, ou melhor, mais desconfiado.
E penso duas vezes antes de sair com alguém.
É compreensível.
Pergunto-me o que seria preciso para sentires que podias avançar.
Nem eu sei o que seria preciso.
É uma questão de confiança, não é? Tenho de ganhar a confiança dele.
Agora é a questão de descobrir como abordar o William
para ele ver melhor que falo a sério.
Em última análise, acho que a única forma é mostrar-lhe quem sou.
Entendo.
- Tive pena do Jobu. - Sim.
- Partiu-me o coração. - Não é? Após ter treinado tão rápido.
Até o William disse: "Porque não vais ao ginásio?"
- É tão triste. - Sim, foi agreste.
Estavam a ter uma conversa muito séria.
- Mesmo com o Jobu todo musculado. - Verdade.
É natural que digam que não.
É complicado.
Se me permite, jovem…
- Sim? - Que bela fatiota.
- Tens razão! Não tinha reparado. - Quer dizer…
E o teu cabelo está incrível.
Fico feliz. Sinto que posso finalmente recuperar o fôlego.
Sentiste-te desconfortável até agora?
Foi embaraçoso, como se me estivesse a exibir.
Tanto glamour.
- Incrível outra vez. - Merci beaucoup.
Quanto à razão do William por trair no passado.
- Beijar é trair? - Céus.
Não sei se lhe chamaria trair,
mas se o teu parceiro beijasse alguém, amuarias, não?
Não gosto!
O Izaya estava inclinado no banco: "Não vais escapar."
A olhar para ele ao espelho.
- "Não é importante." - "Sim, é importante"
Disseste antes que não tens de saber a verdade.
Sim.
Achas mesmo, jovem?
Acho mesmo que sim.
Por exemplo, se quisesses saber toda a verdade,
acabarias por vasculhar o telefone do teu parceiro.
Mas é natural ter coisas que não sabes e tudo bem.
Tens de perceber que, se tentares descobrir o que está escondido,
nunca mais acaba.
É verdade.
Saber 60 ou 70 por cento é suficiente. O resto compensas com confiança.
- Eu percebo-te. - O que acham?
Concordo.
- Vinho branco, por favor. - Por favor.
- Lindo. - É.
A neve é mesmo romântica, não é?
Mal se vê as tuas sobrancelhas.
- Estes dois brincam assim. - Sim, parecem próximos.
- Devias desenhá-las. - Eu faço-o.
Desenhas?
Tens de dizer ao barbeiro. Digo sempre.
- Surpreendeu-me. - Peço-lhes que não as aparem.
Ou eles fazem-nas finas.
Digo-lhes tudo. Peço-lhes que deixem a minha cara.
- Quem as fará? - Nunca fiz a ninguém.
Sou bom a desenhar sobrancelhas.
A tua pele é linda.
- É mesmo. - Não tens rugas.
- Também reparei nisso. - É incrível.
- Vais fazê-las, Izaya? - Sim.
Quero desenhar a direita!
Uma para cada?
- Não sabes o que fazes. - Não, estou só a começar.
Está com bom aspeto.
Olha para este lado.
- Vês? - Ficou bem.
Mas eu sou muito melhor.
- Tenho um certo estilo em mente. - A sério?
Espera.
- Um certo estilo? - Não me fica bem!
Não me vai ficar bem!
- Certifica-te de que está uniforme. - Esta parte, o início, é a chave.
- O lado do nariz? - Exato!
Mas as sobrancelhas…
O início deve ficar grosso.
- As sobrancelhas estão desiguais. - Mesmo.
Parecem as sobrancelhas da Sei Shonagon.
Espera lá. Isto até pode ser bom.
Não, o início da sobrancelha parece estranho.
Ele que decida qual prefere.
Vira-te bem para este lado.
Está muito mau. Vou tirar uma foto para veres.
- Está péssimo. - Sim.
Olha para aqui.
- Parece delicioso. - Tem de ser bom.
Nem pensar que não vai ser bom.
- Vamos comer. - Vamos comer.
- Delicioso. - É.
Como está a sopa da mamã Kazu?
- A sopa da mamã Kazu? - Deliciosa.
É mais ou menos.
- É boa! - A sopa miso é ótima.
- Ótima. - A sopa do Kazu?
- Tem uma pitada de açúcar. - Sim.
NÓS, VIAGEM E CAFÉ
Esperem, não acredito!
- Vem alguém! - Sim!
Agora?
- Hoje há muito arroz. - Talvez um pouco de mais.
Estamos a ganhar músculo ou assim?
- Alguém novo. Que emocionante! - É lindo!
- Desculpem, talvez tenha exagerado. - Não, tudo bem.
- Serviste o arroz? - Sim.
- É demasiado. - Não pediste desculpa até ser preciso.
Pensei que me ia safar.
- Fizemos oito chávenas. - Desapareceu tudo?
O arroz já acabou?
- Ainda sobrou algum. - Fizeste bastante.
- Alguém pode comê-lo ao pequeno-almoço. - Sim.
Comemos devagar.
Olá.
Sou o Ryuki e vou viver convosco, a partir de hoje.
- Agora? - Muito prazer.
- É bom estar aqui. - Quem bom receber-te.
Que bom receber-te.
- Que surpresa. - Nesta altura?
Isto veio do nada.
Sou o Ryuki e tenho 20 anos.
Estou no segundo ano da faculdade e trabalho em part-time num café.
A minha relação mais recente foi bastante dolorosa.
Quero recuperar a confiança que perdi nos homens,
e falar com muitas pessoas diferentes para desenvolver a minha forma de pensar.
Espero que isso me ajude
a dar o primeiro passo para um novo começo.
Acho que os meus pais ficariam tristes por saber que nunca verão os meus filhos.
- Aproxima-te. - Obrigado.
- Obrigado. - Isto está a acontecer?
- O Huwei parece… - Há algo aqui.
- Eles conhecem-se. - Acham?
- Sou de Osaca. - Osaca?
- Mais alguém de Kansai. - Muitos de Osaca.
- Nesta altura? - Recebemos alguém novo?
- Sou o Jobu. - Certo.
Jobu. Também sou de Osaca.
- Muito prazer. - Igualmente.
Sou o William.
- Sou o Izaya. - Certo.
Sou o Kazuyuki. Também sou de Osaca.
- Sou o Bomi. - Muito prazer.
- Sou o Hiroya, de Osaca. - Olá.
O que foi aquilo?
- Já estivemos juntos. - A sério?
Já estiveram juntos?
Não diria isso. Só jantámos.
- Isso mesmo. - Sim.
Só fomos jantar duas vezes.
Depois disso, dissemos: "Até breve",
mas ele continuou a ignorar-me e foi assim que deixámos a coisa.
Foi um pouco constrangedor. Pensei: "O que fazes aqui?"
E a outra coisa é que não conheci assim tantos homens novos no ano passado,
por isso, apanhou-me de surpresa não ver um, mas dois deles aqui.
Quantos anos tens?
Tenho 20 anos.
Ena, que novinho!
- Agora é o mais novo. - É.
Pareces: "O quê? Espera!"
- Ele tem metade da minha idade. - Sim, tem.
Metade. Que loucura.
- Não tens de ficar nervoso. - Estou tão nervoso.
- É compreensível. - Que nervos.
Mais vale…
- Fazemos um brinde? - Ele ainda não comeu.
- Certo. - Deem-lhe comida.
- Não comeste? - Não.
Vou fazer mais oyakodon.
- Pode ser? - Claro.
- Obrigado. - De nada.
Foi uma grande surpresa, não foi?
- Deves estar nervoso. - Estou tão nervoso que mal consigo falar.
- Desculpa a demora. - Obrigado.
Aqui tens.
Bem-vindo à Green Room.
Saúde!
Boa!
Champanhe não combina com oyakodon.
- Mesmo. - Mas isto é bom.
É delicioso.
- Não, ele está nervoso. - Porquê?
Está muito nervoso.
É bom?
- É excelente. - Que bom ouvir isso.
O que se passa entre vocês?
O quê?
- Que intrometido. - Estou curioso.
Não é nada, a sério.
Só fomos jantar.
Lembram-se do que comeram?
Deixa ver. Era comida italiana, certo?
Fizeste a reserva, Huwei?
- Não havia reserva. - Não.
Foi espontâneo, não foi?
Certo?
Quando foram?
Quando jantaram?
Ora vejamos…
Em setembro
e dezembro.
Dezembro?
Mas deixaste-me à espera de um jantar.
Quando disseste que íamos jantar.
Tanto faz.
Pronto. Acontece.
A sério, demasiada informação.
Encontraram-se duas vezes. Ele disse que foram duas.
Ele teve tempo para me ver.
Comeram comida italiana… Que importa o que comeram?
Mas ele não fez uma reserva.
Por isso, ganhei.
Não sei. Talvez goste do Huwei. Não sei.
Fiquei com ciúmes.
Ena!
- Um novo membro do elenco. - O Ryuki chegou.
E o Hu-chan parecia muito nervoso.
Compreensivelmente.
Surpreende-me o Huwei ter ficado nervoso.
Pensávamos que o Hu-chan era o humano perfeito. Está sempre tão sereno.
Mas entornou champanhe.
Talvez gostasse do Ryuki?
Jantaram duas vezes, provavelmente gostava dele.
Convidava-o para sair uma terceira vez.
Mas ele foi ignorado e agora voltam a encontrar-se aqui.
E o Bomi disse: "Mas ele fez uma reserva para mim."
- Foi fofo. - "Ganhei!"
- Foi fofo. - Sim.
Agora que é o mais novo,
a dinâmica do irmão mais velho e do irmão mais novo muda drasticamente, não é?
É verdade. Disseram: "Já comeste? Queres comer algo?"
Toda a atenção se voltou para o Ryuki.
O que achará o Bomi disso?
Sem dúvida. Sobretudo porque ele tinha algumas coisas a acontecer com o Hu.
Fiquei impressionada como os outros disseram os nomes deles tão depressa,
o Kazuyuki apresentou-se lentamente para não sobrecarregar o Ryuki.
É um ser humano maravilhoso.
- És tão observadora. - É verdade.
A neve é tão profunda.
- Bom tempo. - Que loucura!
- É lindo. - A neve consegue ter esta profundidade?
Podias fazer uma exibição de judo, Huwei.
- Não me parece que doa. - Certo?
- Vamos a isto. - Está bem.
Não! Vamos apanhar o Izaya. Apanhamos todos o Izaya!
Apanhamos todos o Izaya!
- Que fofos. Boa. - Ser jovem é isto!
Pronto. Força!
Acorda!
A forma como a neve voa é divinal.
A versão de inverno de chapinhar no mar.
Entendo-te.
- Aqui está. - Tenho medo.
Mostra-lhe como funciona.
Sim. Carrega aqui.
Depois, lê em voz alta.
"Bom dia."
Bom dia.
"Eis o anúncio de quem está de serviço hoje.
Para o turno de hoje, o Kazuyuki estará de serviço."
Finalmente.
Parabéns!
Estou a ser aplaudido só por ter sido escolhido.
Muito bem.
Este é o maior mistério.
Quem será?
- Quem vai ele escolher? - Se for alguém chegado, é o Jobu.
- Ou será alguém que ele está de olho? - O que vai ele fazer?
- O Jobu! - É o Jobu.
Vamos.
- Lá tenho de ir. Estou a brincar. - Vamos.
Há quanto tempo. Vamos a isso.
- Divirtam-se. - Vamos.
Achas que conseguimos chegar aos 7 mil ienes?
Nós conseguimos.
Vamos a isso.
Se quiserem mesmo saborear o sabor, recomendo café de filtro.
- Entendo. - Sim.
Só os melhores grãos de café são selecionados, por isso, provem.
Quando estiver pronto, eu faço um som.
- Certo. - Obrigado.
- Ele sabe vender muito bem. - Sim.
- Ele é impressionante. - É mesmo.
Desculpem a espera. Aqui está o leite com chocolate.
Obrigado.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, 13, 14, 15, 16, 17, 18.
Dezoito bebidas?
- Não é um novo recorde? - Pode ser.
- Fechamos? - Sim, vamos.
- Impressionante. - Vês? Eu sabia. Fantástico!
O QUE ANDAM A FAZER? NÃO VÃO À SAUNA SEM MIM.
- Está a mandar mensagens. - Quem? Para o William?
- Uma conversa de grupo? - Talvez.
Eles criaram uma, não foi?
Achei que me daria melhor e que me divertiria mais contigo.
- É verdade. - Sim.
Daí a minha nomeação.
Da última vez, foste com o Will.
Conseguiram falar?
Só consegui dizer cerca de metade do que eu queria.
Acabo a brincar e a rir.
Não consigo parecer sério e ser direto.
Acho que o Will prefere que coisas sérias sejam faladas a sério.
- Tenho essa impressão. - Sim.
Sei que é um pouco constrangedor.
- Mas falar a sério com ele é melhor. - Tenho de falar a sério.
Estou a pensar em falar com ele hoje.
- Esta noite? - Sim.
O que vais dizer esta noite?
- Que estou a falar a sério. - Certo. Sim.
Não quero que as coisas acabem sem que eu diga nada.
Quanto a mim, também ainda não cheguei a esse ponto.
- Ainda estás tímido. - É normal para mim.
E todos começaram a picar-me.
- Sim? Assim é melhor, não é? - Sim, sem dúvida.
Mas de todos, é contigo que me sinto mais à vontade.
Isso é bom.
Sim, é mais fácil falar com os mais velhos.
E eu acho-os interessantes. Porque eles sabem coisas que eu não sei.
Quer dizer, estiveste numa relação de 15 anos.
- Certo. - Nunca conheci ninguém assim.
- É incrível. - Passou sem eu me aperceber.
Mas isso não é fácil de fazer, pois não? Acho que não.
- Sobretudo para pessoas como nós. - Não, acho que não.
Uma relação nova? Seria bom.
Não gostas de ninguém?
Ainda não consegui pensar muito sobre isso. Não nesse sentido.
- Mas não desististe? - Não.
Tudo bem. Mas não te excluas.
Espero que aconteça.
Então, tudo bem, certo?
Tens dois meses para pensar.
Dois meses é tempo suficiente para pensar nas coisas.
- Eu e o William vamos sair um pouco. - Claro.
- Está bem. - Já voltamos.
Até logo.
- Aonde vamos? - Ali fora.
- Lá fora? - Lá para fora.
À cúpula de neve?
Será?
Fechem as persianas.
Por aqui, senhor.
Aqui dentro?
Tão bom. Até tem luzes.
- O nosso… - É giro.
… primeiro encontro numa cúpula de neve. Tu primeiro.
- Ele disse que era um encontro. - Sim, sem dúvida.
- Ainda não entrei. Cabemos? - Sim. Cuidado.
Ai!
Ena!
Isto é bom.
- Não está assim tanto frio, pois não? - Não!
- Não vai cair em cima de nós? - Não.
- Brutal. - Não é?
- Foi nisto que te esforçaste tanto. - Sim, raspei como um louco.
Porque queria entrar contigo. Pensei em ti enquanto raspava.
Mesmo nessa altura?
Claro.
Pensei que ia derreter, como o tempo está bom,
e me arrependeria se não viéssemos cá juntos.
- Queria convidar-te para vir rapidamente. - Entendo.
- Era nisso que estavas a pensar? - Sim.
E pensei que outra pessoa poderia…
Queria estar contigo quando viesses cá na primeira vez.
Não queria que mais ninguém te trouxesse primeiro.
Também pensei nisso.
Gosto de agir quando penso nas coisas.
Sim, é por isso que te queria convidar para vir cá rapidamente.
Estou feliz, mas…
Não sei.
Quem faz esse tipo de coisas fá-lo com toda a gente.
Pessoas boas a manter o contacto são iguais com toda a gente.
Só o faço às pessoas de quem gosto.
Não acredito.
Claro que é verdade.
Pergunto-me o que é que eu tenho de tão bom.
Como hei de dizer?
Tudo, acho eu.
A forma como expressas os teus sentimentos sem esconder nada.
Gosto muito disso em ti.
Eu gosto… Sim, eu gosto de ti.
Ups, já disse. Enfim.
Também tens um lado surpreendentemente sensível.
Estou a ver tudo o que há em ti.
Mas o que me assusta é como as coisas estão a progredir.
A velocidade a que as coisas progridem deixa-me preocupado.
Preocupo-me muito se faço jus aos teus sentimentos.
Preocupa-me que as tuas emoções estejam a levar a melhor sobre ti e a transbordar,
e estás a deixar as coisas escaparem, como agora.
Não me sinto pressionado, mas…
Quero retribuir o teu afeto, claro, mas estou em conflito.
Quanto a isso, não quero que te sintas apressado.
Gostava que pensasses bem nas coisas enquanto partilhamos momentos
e passamos tempo juntos.
Obrigado. Surpreendeste-me.
- A sério? - Sim.
- Estou feliz. - Estás feliz?
- Estás constrangido? - Sim.
As luzes são fantásticas. Elas estiveram sempre lá?
- Sim. - Acho que nunca reparei.
Ficaste preso?
Ena, parece que não está cá ninguém.
Muito bem.
- Chegámos. - Estamos em casa.
- Chegámos. - Bem-vindos.
Onde estão os outros?
Os outros dois?
- Foram a algum lado. - Estão a fazer alguma coisa.
Estou a ver.
- Não vás para ali! - Ele vai ver.
Vamos limpar?
Sim, se não houver mais nada para fazer.
Não há muito…
O quê?
Estão a conversar?
Que bom. Uma conversa na cúpula de neve.
- Divertiram-se? - Sim.
Ótimo.
- Gostava de limpar, se pudermos. - Sim, vamos arrumar.
Está bem.
Vamos lavar?
Bem-vindos de volta.
- Olá! Chegámos. - Estamos de volta.
Voltámos.
Como foi?
- Foi divertido. - Sim.
Foi divertido? Discutiram?
Guardamos isso para depois.
- Estou ansioso por ouvir as histórias. - Sim.
- As nossas histórias. - As vossas histórias.
Esta coisa fica com tantas bolhas.
- Achas que voltaremos a usar esta toalha? - Para que era usada?
Estava pendurada no caixote do lixo.
Está a sofrer. Ele tem de se inclinar contra a parede para ficar de pé.
Falas com ele esta noite?
- Falas com ele esta noite? - Não.
- Não acredito! - Não falo com ele.
Estás a brincar. Porque não?
- Não há tempo. - Claro que há.
Acho que devias falar com ele.
- Vais arrepender-te. - Esquece.
- Sopa miso de porco? - Sopa miso de porco.
É muito boa.
- Vamos comer. - Vamos comer.
- Parece delicioso. - Boa, muitas coberturas.
Qual foi o lucro?
Hoje, fizemos 8800 ienes!
- Que incrível! - Ena.
Não é o máximo até agora?
- Novo recorde. - Sim. Vendemos 18 bebidas.
- Foram 18? - Sim.
- Dezoito bebidas? - Fantástico! Qual é o vosso segredo?
- A energia? - Energia.
- A vossa energia? - Ótimo.
O que fizeram?
Hoje, retirámos a neve.
Retirámos neve.
E nós os três fomos à sauna.
Do nada?
- Sim. - Foi bom.
Ele tirou a camisa no segundo dia.
- Eles foram, apesar da mensagem? - Aqui está.
- Falaram? - Acho que sim.
- Falaram, certo? - Sim.
Passou num instante.
Bem, foi uma boa oportunidade para falar com o Ryu.
- É verdade. - Sim.
- Agora é o "Ryu"? - Sim.
- A sério? - Chamamos-lhe Ryu.
- É mais fácil dizer. - Por favor, chamem-me Ryu.
Pensei que iam mostrar ao Ryuki como fazer café.
- Sim. - Foi o que fizemos.
Sim. Desculpa, esqueci-me.
Mas ele não era principiante. Ele tinha experiência.
- Claro. - Apanhou logo o jeito.
Até podia fazer latte art.
- Pronto para trabalhar. - Não criem muitas expectativas.
Certo.
Caramba.
- Isto dói. - Sim, isto é triste.
Se fosse ele, chorava no meu quarto.
- Eu chorava mesmo. - Eu percebo.
Podiam já ter decidido ir quando o Jobu enviou a mensagem.
É verdade.
Pode ter sido apenas isso,
mas o Jobu deve ter-se sentido excluído.
Além disso, ele veio para casa e viu os dois na cúpula de neve.
Isso é um golpe duplo.
Já é mau ver a tua paixão a andar pela cidade com alguém.
- Mas estavam juntos numa cúpula de neve! - A sério.
Os meus dentes cairiam. É demasiado. Demasiado chocante.
- A cúpula de neve pode cair de noite. - Sem dúvida.
O Jobu pode desfazê-la em pedaços.
- "Toma lá!" - Nunca se sabe.
Esta pessoa também é muito gira.
É do tipo atraente, não como a última pessoa.
Já viste esta série? Smiley!
Smiley, não é? Eu vi!
O que é a Smiley?
- Há um drama chamado Smiley. - Um drama gay?
- Passa-se em Barcelona. - Entendo.
- É gira, não é? - Muito gira.
Ver a série fez-me gostar deles.
Mas estas pessoas terão a sua própria cena.
- Sim, provavelmente. - Sabes?
Os seus próprios problemas. Não problemas, mas sim…
Quem era?
Agora é que são elas. Sim, foi o suficiente.
Nada de bom vem de olhar para o telemóvel de alguém.
- Aprende com a primeira temporada. - Sim.
- Deixa-o no quarto. - A cara do Izaya!
Em que estás a pensar?
- Em que estás a pensar? - O quê?
- Esta é a tua cara. - Não, não é.
Não, não é nada.
Estava a ver o telefone do William com ele e enviaram-lhe um emoji de coração,
o que me apanhou de surpresa.
Não pude deixar de concluir que ele deve ter algumas pessoas assim.
É do tipo… Vocês sabem.
Isto é difícil.
É difícil.
Eu só recebi a mensagem.
Alguém com quem eu falava.
Alguém do passado. Não é um ex, só alguém de antes de eu vir para cá.
Se virem as datas, nada aconteceu desde que cheguei.
- Chega de telemóveis! - Vá lá!
Desliguem-nos.
Deitem-nos fora.
Sim.
Só recebem mensagens quando alguém está a ver!
- É verdade. - É assustador.
É como se o destino pregasse uma partida.
Depois, o Izaya ficou compreensivelmente amuado e voltou para o quarto,
mas o ambiente azedou outra vez e de certeza que o William sentiu.
- E eles nem namoram. - Não.
Sim, exatamente.
E ele tem estado a conter-se, mas as palavras "é difícil" saíram.
Suspeito que foi assim que o William sempre se sentiu.
Sim.
Vão todos subir?
- Sim. - Vamos?
Acho que me vou deitar.
- O que foi? - Podemos falar?
Sim, claro.
Adeus.
- Boa noite. - Boa noite.
Até amanhã.
Caraças, para dizer a verdade, ando a planear isto desde ontem.
Eu queria ter uma conversa privada hoje.
A sério?
Sim, e…
Espera, eu não sou muito bom a falar assim a sós.
Deves ter reparado da última vez que falámos.
Pensei nisso.
Nunca partilhei os meus sentimentos assim,
por isso, não sou muito bom nisso.
Sim, e… Então, neste momento, sinto-me…
… muito atraído por ti. E…
Sinto-me atraído pelo teu encanto único.
Tens um lado brincalhão e travesso.
E quando estavas a falar do teu trabalho,
falaste disso com tanta paixão,
e acho fixe quando as pessoas têm tanto entusiasmo pelo seu trabalho.
Só queria que soubesses
que me sinto atraído por ti de tantas formas.
Obrigado.
Não sei se é a coisa certa para dizer, mas…
Ainda bem que te disse.
Também estou confuso depois de hoje.
Claro.
Sim. Tipo, estou a ser escolhido por duas pessoas.
Isto pode parecer estranho, mas eu já conhecia o Izaya.
- Certo. - Sim.
Eu e o Izaya temos uma história.
- Entendo. - Sim.
Não foi só uma ou duas vezes.
Na verdade, fui a encontros a sério com o Izaya.
E esmoreceu,
mas fui eu que deixei isso acontecer.
Sinceramente, não me lembro do motivo,
mas quando entrei na carrinha com o Izaya,
ele disse-me o que sentia e isso mudou a forma como olho para ele.
Sim. Mas, sinceramente, tento resolver os meus sentimentos.
Mas, sinceramente, ainda não tenho a certeza.
Não tens a certeza.
Mas sei que não consigo lidar com vocês os dois.
Obrigado.
Certo, obrigado.
- Vamos para a cama? - Vamos dormir.
Ora bem.
"Bom dia."
Bom dia.
"Vão ter um encontro a sós."
O quê?
- A sério? - Sim.
Ena, que repentino.
- De repente? - É repentino, não é?
"Escrevam no papel o nome de quem querem como companhia.
Só podem ter um encontro se os vossos sentimentos forem mútuos."
- O quê? - Esperem!
- Não acredito! - Então!
Ena!
- Isto é insuportável! - Então!
- Isto é horrível! - É o que eles fazem.
- Um encontro agora? - Raios.
Raios. As minhas células…
As minhas células estão a passar-se!
As minhas também!
- É de loucos! - Eles fizeram-no mesmo.
O Jobu abordou o William e confessou o que sentia.
O que pensa disto, professor?
É difícil ser abordado por duas pessoas.
Se ele nunca gostou do Jobu, ele quer acabar logo com aquilo.
Mas o William é um tipo despreocupado,
deve ser muito mau a rejeitar pessoas.
Acho que ele pode ter usado a situação com o Izaya como desculpa
para lhe facilitar as coisas para recusar o Jobu.
Isto baseia-se na experiência, não é, professor?
O que me denunciou?
Foi a paixão.
- Foi profundo. - Acertaste em cheio.
Foi o que me pareceu.
Não pareceu que ele quisesse dizer lidar com qualquer um.
Além disso, ele já acha difícil lidar com o Izaya,
por isso, acho que já não há hipótese.
É o que eu acho.
Pareço uma má pessoa?
Sim.
- És muito convincente. - Sim.
Dá para ver que já passaste por isto.
Se queres compreender um criminoso, tens de perguntar a um.
Tens toda a razão.
Legendas: Carla Chaves
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