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Foi de loucos. Assim que alguém chegava, pumba.
É hilariante pensar que éramos só nós os dois.
Não consegui ver as vossas caras quando entrei por causa desta luz.
E vocês: "O quê?" E estava ali o Joji. O Jobu, quero dizer.
- Porque vocês se conheciam, certo? - Sim.
- E pensei: "O Izaya está aqui porquê?" - Sim. Foi uma surpresa. Eu também.
Eu não conhecia ninguém.
Quando vi o Izaya, pensei: "Não estás na Austrália?"
Pensei o mesmo de ti e Espanha!
- Começa. - Está a começar.
E eu: "O quê?"
- Não nos seguimos no Instagram, pois não? - Não.
Antigamente, sim, mas deixaste de me seguir?
Não, não deixei de te seguir.
- Não publicas? - Que assustador.
- Não publicas? - Publicas?
Talvez nem por isso.
Foi por isso que pensei que talvez não nos seguíssemos.
- Céus. - Ena!
Sabem fazer snowboard e esqui?
A capacidade deles ou a falta dela pode fazer toda a diferença.
- Até como entram na telecadeira. - Sim.
- E como saem. - Exatamente.
Eu entro na seguinte.
- Vou entrar com o Huwei. - Certo.
Posso ir sozinho.
Não, tudo bem.
- De certeza? - Eu fico bem.
- Podemos ter uma conversa privada aqui. - Podemos.
- Vamos? - Claro.
Quero saber das cartas.
- Não falaste delas? - Não.
Não acredito. A quem escreveste?
- O quê? Queres que diga isso aqui? - Podes dizê-lo.
- A sério? - Sim.
É constrangedor.
- Não tens de me dizer. - Então, diz-me tu.
Não vou dizer.
- O quê? Queres que conte, mas não contas? - Isso.
- Também não te vou dizer. - Primeiro os mais velhos.
- Não, o mais novo deve dizer primeiro. - Diz-me primeiro. És mais velho.
Pensei dizer-lhe que lhe escrevi, mas, por alguma razão, não consegui.
Acho que fiquei nervoso.
E não lhe consegui dizer.
Pensei que era daqueles que conseguia dizer o que sente, só que não.
Algo me impediu.
Quero contar-lhe agora.
Arrependo-me de não o ter feito na altura.
Reparei na energia dele hoje.
Hoje, voltou a transmitir uma boa energia. Outra energia sexy.
Tu consegues. Levanta-te.
Agora desloca o peso para os calcanhares e desce por aqui.
- Não vou cair ali? - Não.
- Está bem. - Desde que acredites que não cais.
Os teus calcanhares…
Pronto?
- Levanta-te. - Brutal!
- Levanta-te. - Tão severo.
Levanta-te.
Tenta levantar-te, homem!
Isso. Sim. Conseguiste.
Assim. É isso. Ótimo.
Por aqui.
É isso. Boa.
Conseguiste!
É assim que se faz? Está bem.
- O quê? Já? - Aprende tão rápido.
Ele parece estar em casa.
- Agora, deve competir. - Que génio.
Ele é atlético. Aposto que é o mais forte de todos.
Ele pode parar onde quiser e ir aonde quiser. Fixe.
Não consigo fazer isto.
Não consigo.
Não…
Não me deixes!
O Hu-chan aprende depressa!
- Pá, ele é demasiado bom em tudo. - Ele é demasiado bom.
Aprende tão rápido.
- É só a primeira vez. - Não é fantástico?
Huwei!
Muito fixe.
- É tão bom no snowboard como parece. - Certo.
- Bom trabalho. - Acabou-se. Não aguento mais.
Não aguento mais. Dói-me o rabo.
Izaya, vamos juntos.
- Vamos? - Vamos embora.
- Nunca esperei ver-te aqui. - Nem eu.
- Aqui está. - A conversa.
Ficaste surpreendido?
Sou o tipo de pessoa que acha que tudo tem um significado.
Sim, nunca pensei ver-te aqui.
- No início, senti remorsos. - A sério?
Talvez não remorsos.
No início, não te queria ver.
Sim.
Estava muito confuso.
Não sabia como agir perto de ti.
A última vez que nos vimos foi há cerca de dois anos e meio, certo?
- Certo. - Sim.
A última vez que falámos como deve ser.
Depois disso, cada um seguiu o seu caminho.
Deve significar algo, voltarmos a cruzar-nos assim.
- Acho mesmo que sim. - Sim.
Quero resolver algumas coisas
e espero conseguir resolver as coisas contigo também.
Doravante.
Não fazia ideia de que sentias assim.
Estou constrangido.
Não esperava ter aquela conversa na telecadeira e fiquei muito nervoso.
Todos os meus sentimentos saíram.
Até àquele momento, eu guardava os meus sentimentos passados
quando estava perto dele.
Mas comecei a perceber
que talvez não estivesse a encarar os meus verdadeiros sentimentos.
É fácil fugir desses sentimentos,
mas senti que, se o fizesse, não seria diferente de como agi antes.
Portanto, quero enfrentá-los.
E acho que ao fazer isso, posso dar um passo em frente.
Então, o Izaya e o William já falaram a sós.
Mas não acharam a reação do William um pouco estranha?
Parecia estar a comunicar que queria manter tudo neutro, por enquanto.
É exatamente isso.
Também me incomodou ele nunca tirar os óculos.
Não os quereriam tirar na telecadeira?
É uma preferência pessoal.
Talvez.
O reflexo da neve não é brincadeira.
Mas o William também foi na telecadeira com o Jobu, não foi?
Mesmo nessa altura, ele disse: "Já podemos ter uma conversa privada."
É um namorisqueiro de espírito livre, não é?
- Talvez seja um sedutor nato. - Habituado a ter admiradores.
É possível.
Obrigado por fazeres isto.
- Claro. Diz-me se doer. - Dói?
- Não. - Não quero que doa.
Dói!
- Dói? - Ai sim?
Sim. Estava um pouco forte.
- Como torceste o dedo? - Dói aqui.
- Deste lado? - É diferente para mim.
Acho que o torci assim.
Ai.
Assim? Torci-o para o outro lado.
Ai! Aquilo deve doer.
Está dorido aqui.
- Torceste-o assim. - Sim.
Costumas usar?
Sim, comprei-o quando me magoei aqui.
Os ultrassons devem ajudar as fraturas a sarar mais rápido.
Porque trouxe um aparelho de ultrassons? Ele anda sempre com um?
Nunca vi alguém com um aparelho de ultrassons próprio.
Acho que já me sinto um pouco melhor.
- Imaginas coisas. Não é tão rápido. - Certo.
É a minha vez. Aqui vamos nós.
Só os dois agora.
- A aplicar o gel. - O gel!
É um pouco sexy.
Parece um filme.
É como a cena da olaria do Ghost - Espírito do Amor.
Sempre foste bom no judo?
De todo. Já nem sou assim tão bom.
Mas quando começaste a pensar em praticar profissionalmente?
Isso não é um objetivo, mas se acontecer, quero dar o melhor.
Sim, eu percebo.
No início, não me dava ao trabalho de o fazer.
Mas sou do tipo que leva as coisas a sério quando são começadas.
Foi por isso que o fiz.
Estivemos muito próximos e tivemos muito contacto físico.
Não sei se toco nas pessoas sem me aperceber que o estou a fazer.
Mas se soubesse que gostava de alguém, provavelmente, não o faria.
Ainda pode ser cedo de mais para o fazer com o Huwei.
Pergunto-me porquê. Talvez pense mais nele do que imaginava? Se seguir essa teoria.
- Equipa da cozinha a trabalhar. - Obrigado.
- Vamos falar enquanto cozinhamos. - Sim.
Qual é o teu género?
Claro que gosto daqueles muito altos e musculados que os gays tendem a gostar.
Mas, na verdade, não acabo com esse tipo de pessoas.
Namoro com tipos muito normais.
Pessoas muito simples.
Saio com muitos tipos assim.
- E tu, Huwei? - Eu?
- Gosto de uma cara bonita. - Alguém bonito?
- Alguém bonito? - Sim.
Não me importo que tenha uma aparência ligeiramente masculina,
mas uma personalidade demasiado machista pode ser desagradável.
- Isso é complicado. - Sim.
Isto é um grande estereótipo, mas praticas judo, certo, Hu?
Deve haver muitos tipos masculinos em teu redor.
- Sim. - Não acabas por te apaixonar por eles?
Não.
- Não? - Não.
Acho que o Hiroya está feliz por ouvir isso.
Mas não há que enganar com uma cara bonita, certo?
Não.
- Todos gostam de uma cara bonita. - Sim, é verdade.
- Ena! - Tem ótimo aspeto.
Queres provar?
Que assustador!
É muito.
É mais do que provar.
E ele levantou bem alto.
- Dá-me só um pouco. - Está bem.
Olha para cima. Diz "ah". Aqui vai.
- É muito. - Vai estar quente.
- Ele não pode fugir. - É um bocadinho exagerado. Que fofo.
Mas ele não parece feliz?
- Vejam como ele sorriu. - O sorriso que guardas para quem gostas.
Isto é mesmo de alta classe.
- Saúde! - Saúde!
Obrigado.
- Está delicioso! - A sério?
Eu e o Hiroya tivemos uma conversa interessante hoje
sobre coisas irritantes que um namorado pode fazer.
Vamos ver…
- Como usar muito mal os pauzinhos. - Certo.
Fazer isto na comida.
- As pessoas fazem mesmo isso? - Imensas.
Algumas pessoas fazem isto.
O Jobu disse que teve muitos namorados com maus hábitos.
- Lembrei-me de outra coisa que me irrita. - O quê?
Vamos ouvir.
Gosto de um homem e ele gosta de mim.
E ele continua a dizer que o seu sonho é trabalhar num país estrangeiro.
E, um dia, ele recebe uma proposta.
E diz: "Se não queres que vá, não vou. Os teus sentimentos primeiro."
Desmotivou-me logo.
Eu disse: "Mas é o teu sonho!"
Preferia que dissesse: "Eu vou, por isso, vem comigo."
- Assim. - Exatamente.
Ou: "Eu vou, mas consigo lidar com a distância."
- Pareces pensativo. - Pensava no que faria.
- Eu também. É difícil. - É difícil.
Mas percebo o que queres dizer.
Não queres que dependa de ti que alguém deixe tudo. É a vida dele.
"És a personagem principal da tua vida."
- Sim, concordo. - E eu sou da minha.
Isso é frio.
Mas eu estaria lá para o apoiar.
Quando somos parceiros de alguém, não podemos pensar só em nós.
Sem dúvida.
Apoiamo-nos um ao outro e fazemos coisas juntos, como um casal.
Sim, é difícil.
Aposto que todos passámos por algo semelhante.
Os vossos ex-namorados faziam alguma coisa que não suportavam?
- Condução imprudente. - Condução imprudente?
Era muito bom nas corridas
e andava pela cidade a ultrapassar carros.
Tal como eu.
Um acelera.
Um relâmpago.
- Conduzia imprudentemente. - Como te sentiste?
- Fez-me lembrar. - Lembraste-te?
- Do teu ex? - Do teu ex-namorado?
Como alguém conduz também pode revelar a sua personalidade e como é na cama.
- Como é na cama? - Diz-te isso?
Ouvi dizer que sim.
Então, ele arrancava logo?
Era intenso. Na verdade, duro seria uma palavra melhor.
E tu, Izaya?
Como assim? Como sou na cama?
Só o meu parceiro sabe. É um segredo.
Pareces um ídolo da pop.
Quero voltar a fazer snowboard.
- Sim. - Eu também.
- Quero ver o gelo à deriva. - Eu também.
Será que há baleias e assim?
Nunca vi.
Não há garantias de que vejam.
- Bem… - Vai.
"Amanhã, a carrinha de venda de café abrirá finalmente para o negócio."
- Tão cedo. - Eu sei.
"A carrinha de venda de café está pronta, por isso, vão dar uma vista de olhos."
Boa!
- Viva! - Quero ver.
- Vamos! - Está bem.
Ena!
- Fantástico. - Muito fixe.
Espetacular.
- Muito bonita. - É tão gira!
- Fica bem no branco. - O xadrez é giro.
Sim, é giro.
- É uma cor bonita. - "Nós, Viagem e…"
- É gira, não é? - É.
- Boa. - É muito bonita por dentro.
Bem-vindos.
- Gosto. - É muito bonita.
- Estou entusiasmado. - Parece uma festa escolar.
Faço isto para compensar a juventude que nunca tive.
A juventude triste que nós, gays, não vivenciámos.
Dizer que o feitiço "fica delicioso" funciona mesmo?
Fica delicioso.
- Podemos mudar a letra depois. - Claro.
Estas podiam estar mais perto.
- Sobressai muito bem. - Fica muito bem.
Devias tratar da escrita, Jobu.
A tua letra é muito mais bonita do que a minha.
- Que bonito. - Boa.
Aventais. Para todos?
- Podem ser giros. - Vamos usá-los.
- Fica-te bem. - Estás ótimo.
- A sério? - Fica-te melhor.
Estás à altura.
- Fica-me mal? - Não.
Estou a usá-lo muito alto.
- O que estão a fazer? - Estão a namoriscar.
O Jobu está a ver! Ele viu aquilo.
- Aqui? - Sim.
- Não há espaço para os feijões. - Vamos mudar isto e pô-los aqui.
- A ementa também está pronta. - Ena!
Está fantástica!
Não está? É uma ementa a sério!
- Está mesmo. - Sim.
Quem escolherias, Bomi?
Quem será?
É um segredo.
Quem escolherias?
Já decidiste?
Sim.
A pessoa a quem escrevi a carta.
Mas acho que talvez eu queira ir contigo uma vez para ouvir um conselho de amigo.
Eu percebo.
- Mas estou dividido. Se te escolher… - Estou a ver.
A pessoa que queres escolher pode pensar: "Ele não me escolheu."
Exato.
- Isso é preocupante. - É a parte complicada.
Sim, isso é preocupante.
Queria perguntar-vos
quem foi o vosso favorito na primeira temporada?
- O Kazuto. - A sério?
- Sim. - O Kazuto?
Porquê ele?
Ele parecia descontraído e cozinhava bem.
- E era querido. - Sim, é verdade.
Como a voz dele…
- O tom? - Sim, toda a sua aura era doce.
- Ele parecia calmo. - Sim.
E tu, Hiroya?
Talvez o Taeheon.
O mesmo que eu.
- O Taeheon? - O Taeheon.
Porquê?
- Porquê? - Porque ele também é descontraído.
Ele é bonito.
Também acho.
- Sabes o que esperar dele. - Acho que ele é uma espécie de princesa.
E tu, Huwei?
Estou dividido entre dois.
- Quem? - Podes dizer-nos aos dois.
O Taeheon e o Shun.
- Ena! - O Shun?
São diferentes. Mas acho que é disso que gostas?
- Explica-nos. - Sim.
O Shun tem uma cara bonita, certo?
É verdade. Entendo.
- E a personalidade dele? - Ele é engraçado, não é?
Ele é engraçado.
És do tipo que acha piada aos outros?
Gosto do ar de irmã mais velha que o Taeheon tem.
- Pois é. - Irmã mais velha?
- Mas ambos são princesas. - Sim. O Shun e o Taeheon.
- Mesmo. - Gostas do tipo princesa?
- O Taeheon era popular. - Sim.
O Hiroya e o Jobu disseram que o Taeheon era o favorito.
As princesas são populares?
É uma pergunta complicada.
Ter uma personalidade de princesa pode tornar-te popular,
mas os músculos e a beleza também te ajudam a ir longe.
Está bem.
Mas ser uma princesa é difícil de dominar.
- Entendo. - Mas faz sentido para algumas pessoas.
Tenho a impressão de que o Huwei é um tipo muito generoso.
Como ele diz que gosta de princesas como o Shun ou o Taeheon.
- É incrível. - Acho que isto lhe dá muitos pontos.
- E também cozinhou. - Certo.
- Sim, ele é fantástico. - Ele faz mesmo tudo.
- Até trata pessoas com ultrassons. - Pois é.
- Nunca vi ninguém com aquilo. - Pergunto-me porquê.
- Deve tê-lo trazido. - Só para o caso.
- Na mala dele. - Sim.
Mas a sua ideia de "provar"…
Não era uma porção para provar.
Tem ideias muito próprias sobre porções e espaço.
Não barbeias o queixo, Kazuyuki?
Qualquer coisa serve.
- Pareces mais novo sem. - Não quero parecer mais novo.
- Devias prender o cabelo atrás. - Não consigo.
- Podes. Podes fazer um coque. - Para trás?
- Prendes aqui. - Fica giro.
- Pareces um samurai. - Um coque masculino.
- Não é assim tão comprido. - Fica bem.
Um samurai derrotado.
Derrotado é mau.
Não larga o cabelo dele. Devem estar muito próximos.
O que diziam os samurais? Okashunai? Oishunai?
- Kurushunai? - É isso.
Pode ser que te agrade.
- Um corte à escovinha também deve dar. - Deu para reparar.
- Eles estão mesmo próximos, não estão? - Não é?
E depois fica assim na manhã seguinte.
Mas que bela foto.
É brilhante.
- Sim. - Fofo.
- Não têm estilo? - Eu sei!
- Muito fixe. - Sim.
- Aqui está. - O sinal sonoro.
- Raios, é o primeiro dia. - Que emocionante.
Já começou.
"Temos um anúncio."
O quê?
"O líder do turno de hoje é… o Bomi.
Bomi, por favor, escolhe uma pessoa com quem trabalhar."
- Isto é enervante. - A sério?
"Quando decidires, por favor, vira a placa do nome dessa pessoa."
És o primeiro.
- É tenso. - Não é?
De que cor são?
- É uma cor bonita. - Azul-celeste.
Como a carrinha.
Tem estilo.
Quem será?
Não aguento os nervos.
O Hu-chan?
Não é tão fofo?
- Vamos trabalhar juntos. - Vamos a isso.
- Divirtam-se. - Boa sorte.
Boa sorte!
Isto é emocionante.
Mesmo. Será que vendemos café?
Ena. Então, é assim.
Aqui vamos nós.
- Adeus. - Estão com pinta.
Boa sorte.
- Força. - Boa sorte. Conduz com cuidado, Huwei.
Fiquem bem.
- Hoje está frio. - Sim.
- Boa. - Está com bom aspeto. Fantástico.
- Estás com pinta. - A sério?
- Mesmo. - Sim?
Espera, o flash disparou.
Isto é divertido.
Muito bem. Conseguimos.
- Que bom. - Muito fofos.
Bem-vindos.
Veja a ementa.
Olha para isto.
Não são da China? Não?
Olá, fala chinês?
- Sim. - Está bem.
O que querem beber?
Está a arrasar no atendimento!
- É uma grande ajuda! - Esperem. Ele é mais do que fantástico!
A ementa tem… Querem café simples?
Café de filtro.
Se for médio…
O café de filtro custa 500 ienes e o latte também. Obrigado.
Desculpa, estou perdido.
Um café de filtro e um latte. Podes tratar do latte?
Entendido.
Está pronto.
Está pronto?
Obrigado por esperarem.
Obrigado.
E aqui tem uns guardanapos.
Obrigada.
- Vou mandá-lo vir buscar mais. - Certo. Obrigado.
Boa!
Boa!
Vendemos café.
- Está bem, eu faço. Obrigado. - Latte.
Aqui está o Americano.
Obrigado. Fiquem bem.
- Obrigado. - Adeusinho.
Maravilhoso. É maravilhoso!
- Quanto ganhámos? - Não sei.
- Ótimo trabalho de equipa. - Não tínhamos vendido nada sem ti.
VENDAS DE HOJE - 6850 IENES
Está feito!
- Wagyu no micro-ondas… - Wagyu japonesa.
Wagyu japonesa no micro-ondas?
- É tão a tua cara, Izaya. - É ao estilo Izaya.
Esta é carne cara e esta é a barata.
Obrigado.
- Tudo bem. Vamos comer. - Vamos comer.
- Quero primeiro a carne cara. - Força. É boa.
Como está?
Está boa?
É muito boa.
- É carne grelhada. É bom. - Não é?
Já agora, o Bomi e o Huwei já se conheciam, certo?
- Sim. - Surpreendeu-me serem amigos.
Mesmo.
Não sei exatamente como se conheciam.
- Acho que só foram jantar uma vez. - A sério?
- Mas foi só isso. - Entendo.
Ainda deve haver sentimentos?
Não sei. Foi só um jantar.
Mesmo que um deles tivesse sentimentos, o outro podia não ter.
Sim. É uma possibilidade. Não sabemos.
Se tivesse de adivinhar, diria que o Bomi gostava, mas o Huwei não.
Pergunto-me como o Huwei pode estar a sentir-se agora.
Não consegui evitar.
Ena! Isto é tão fixe.
Parece quente.
- Está quente. - Quentinha.
Escolhi-te, Huwei, mas…
Como fazer isto? Foi bom?
Que pergunta estranha. Não sei.
Achei que foi bom.
- Fizemos uma boa equipa. - Uma grande equipa.
Mas sabes, embora já fossemos amigos,
percebi que há muitas coisas que não sei sobre ti.
Como assim?
Nunca falámos sobre o nosso ponto de vista sobre o amor e coisas sérias.
Qual é a tua opinião sobre o amor?
Nunca tive uma relação a sério,
por isso, é tudo novo para mim.
Acho que quero passar os meus dias com alguém
que me faça feliz só por estar na companhia dele.
Sim.
Tens alguma preferência? Um tipo?
Um tipo de pessoa por quem te sentes atraído?
Alguém que não foge das conversas sérias.
Eu percebo.
Caso contrário, sinto que algumas coisas podem tornar-se um pouco difíceis.
Também gostava dessas conversas.
- A sério? - Sim.
Mas ainda temos muito tempo. Espero que nos conheçamos melhor.
Sim.
Pode haver coisas que não sabemos sobre o outro.
Deve haver imensas.
Pronto.
Voltámos.
Muito bem.
Chegámos.
- Bem-vindos de volta! - Têm frio?
Há algo para trazer para dentro?
- Algo para carregar? - Não é preciso.
- O Hiroya está curioso. - Sim.
Ups.
- Veem? - "Ups." Dói-lhe o coração.
Ele não estava à espera do gelo na boca.
- Divertiram-se? - Sim.
- São bonitas. - Pensei em comprar umas flores.
- Que fofas! - Muito encantador.
O vaso foi impresso em 3D?
- Não pode. - É?
Por acaso, tenho uma impressora 3D.
Achei que parecia impresso em 3D.
Veem?
Ele trouxe-a?
Levou a impressora com ele. Olha, ele está a fazer algo.
- Espera lá. - Para dar forma aos seus sentimentos.
As pessoas inteligentes ultrapassam sempre as suas expetativas, não é?
Aonde foram?
- Ao Lago Akan. - Então, aqui perto.
Mas não havia ninguém por perto.
Estava morto.
Foi muito difícil.
- Diz-lhes. - Estás a esconder a parte crucial!
Qual é o total?
Quanto foi? 6850 ienes.
- A sério? - Venderam imenso.
- Pensei que ias dizer zero. - Sim.
- Disseste que não havia ninguém. - Na verdade, veio muita gente.
Vá lá, pá.
- Pronto. - Fica bem.
É pouco, só com uma foto.
- Em breve, haverá mais. - Está bem.
Gerir um negócio aproxima as pessoas.
Podemos falar de tudo.
Eles tinham uma energia diferente.
- Algo mudou. - Sim?
Sinto que ficámos para trás.
Tinham um ar de quem passou para a fase seguinte.
"Sou diferente de vocês."
- Foi como se algo estivesse diferente. - É triste.
Claro que estou curioso para saber como foi na carrinha.
Mas não há forma de perguntar. Seria indelicado perguntar.
Acho que nos aproximámos. Disse-lhe o que sentia.
E sinto que isso transpareceu ao Huwei durante a nossa conversa.
Acho que gerir a carrinha de venda de café juntos ajudou a aprofundar a ligação.
Achei que éramos muito compatíveis.
Até agora, o Bomi e o Izaya são os únicos que expressaram os seus sentimentos.
Mas os dois a quem os expressaram não agiram.
O que acham?
Se voltarem a encontrar alguém
anos depois, num sítio diferente, o vosso coração ainda bateria mal?
Ou já não gostam da pessoa? Como posso dizê-lo?
Se sentires uma mudança na pessoa, podes apaixonar-te.
Como se tivessem melhorado enquanto pessoa?
Às vezes, as pessoas passam por coisas e acabam por melhorar.
Se já passaram dez anos, podia vê-lo como uma pessoa diferente.
Mas dois ou três anos não chegam para mudar cá dentro.
Foi assim. Sim.
- Não, não sei! - Não, tens toda a razão.
Só posso presumir que falas por experiência própria.
Mas ele também não disse que acha que tudo tem significado?
Sim!
Acho que ele pensa que é o destino e ainda gosta do Izaya.
O Izaya deve estar nervoso por ouvir aquilo todos os dias.
Ele está sempre nervoso.
Ele diz: "O que é? Como te sentes?"
Eu percebo. Eu não aguentava.
- É difícil, não é? - Todos os dias. Sim.
Ele está a pensar tanto nisso que perde o sono.
Pois. Ele não anda a dormir.
Há uma atração intensa, mas se é o melhor para ele
ou se é uma relação saudável, é outra questão.
- Mas as pouco saudáveis são mais giras. - É assim.
Quando se trata de romance, quanto menos saudável, melhor!
Não é?
- É todo teu. - Faz as honras.
"Anúncio de quem está de serviço hoje.
Para o turno de hoje…
… o Jobu estará de serviço."
- O que faço? - É a tua vez.
Ai os nervos.
"Jobu, por favor, escolhe uma pessoa com quem trabalhar."
Isto é muito enervante.
- Não é? - Vou beber água.
- É tão formal. - Sim.
- Avalia as suas opções? - Sim.
Olha, és tu.
Vamos a isso, Sr. Jogador de futebol.
Vamos a isso.
Maravilhoso.
- Farão uma boa equipa. - Brilhante.
Não estava à espera. Sabias?
- Sim. - Não acredito!
Eu já sabia.
- Não fazia ideia. - Achei que ele o escolheria.
Não reparaste que eles passam muito tempo juntos?
- Sim, mas… - Estão sempre juntos.
Entendo.
Não senti nada. E acho que o William também não.
- A sério? - A sério?
Que loucura.
A neve é uma loucura.
Vai acumular-se rapidamente. Não consigo lidar com isto.
Bem-vindas. Olá.
Que tal um café?
- Três lattes de café. - Ao todo? Sim.
Está bem. Obrigada.
De onde vieram todos? Devem ser demasiados.
Vieram de repente.
- O nosso autocarro está aqui. - Está bem.
- Temos de nos despachar. - Sim.
Está bem.
Temos de ser rápidos.
Desculpem.
Isto é caótico!
A tampa não cabe.
É a sua primeira vez?
Sim, é o meu primeiro dia. Lamento.
- Sim, o meu primeiro dia. - Sim, o nosso primeiro dia. Lamento.
Esta tampa não fecha.
Está bem, podemos…
- Sim? Está bem. Mais um latte. Este. - Está bem. Podemos.
Nós conseguimos. Tira-o.
Desculpem.
Leite achocolatado. Pode pô-la.
- Obrigada. - Obrigado.
- Obrigado. Bom dia. - Adeus.
- Adeus. - Bom dia.
Conseguimos.
Fogo! Foi tão agitado!
Não aguento mais. Vamos limpar.
Acho que estivemos bem.
Sim.
Excelente.
Boa equipa.
VENDAS DE HOJE - 6450 IENES
O que fazemos hoje?
Não há nada para fazer, pois não?
- Podemos fazer uma cúpula de neve. - Gostas disso?
Mas não querem?
- Não, eu quero. - Vamos a isso.
- Procuramos um sítio? - Por aqui?
Queremos vê-la, certo?
- Sim, seria giro. - Para a vermos da janela.
E podemos usá-la para conversas privadas.
- Na cúpula de neve. - Para as grandes conversas.
- Sim. Vai ser bom, não vai? - Vamos?
- Está bem. - É mesmo a descer.
Muito bem!
Esta parte tem de ser maior.
- Vamos buscar mais neve? - Sim.
Trabalhei muito na cúpula de neve, a pensar no William.
Podemos ir lá juntos.
Não quero ter outra relação sem alma.
E gostava de lhe dizer isso, um dia.
Não costumamos ouvir que vão fazer uma cúpula de neve para alguém especial.
Tricô, eu percebia.
- Mas ele gosta mesmo dele. - Sim.
Ele adora-o.
De volta ao mundo real.
- Estás bem? - Bom trabalho.
Também fizeram um bom trabalho.
Tem bom aspeto!
Terminámos tão depressa porque todos ajudaram.
Não sei como começar esta conversa.
- Eu sei. Parece formal. - Exatamente.
Mas fiquei surpreendido.
- Fiquei surpreendido. - Hoje?
Bem…
Não te escolhi por capricho. Soube desde o primeiro dia.
- Escrevi-te uma carta. - Sim?
- Ele disse-lhe! - Muito bem.
- Então, desde que escreveste a carta? - Sim.
Desde a primeira impressão de ti. Decidi desde o primeiro dia.
Ena, ele disse-lhe.
E não olhei para mais ninguém desde então.
És a pessoa certa para mim.
- Ele vai mesmo em frente. - Boa.
- Pensei que estava a ser óbvio. - A sério? Mas estás sempre a brincar.
É verdade. Não consigo ter conversas sérias.
Ainda agora, quero ser sério, mas não consigo deixar de brincar.
- Acabo sempre a rir. - Entendo.
Fico com vergonha e rio-me.
Quando estou mal, me sinto só, passo um mau bocado ou trabalho muito…
Não o mostro.
Mas…
Fico feliz, a sério.
A sério?
- O que significa aquele olhar? - Sim, o quê?
- Não te rias. - O quê?
- Não te rias. - Não? Não consigo evitar.
- Não te podes rir. - Não?
Mas acabámos a parte séria.
- Mais um dia terminado. Bom trabalho. - Bom trabalho.
Vamos comer.
- Parece delicioso. - Sim, parece bom.
- O queijo é muito bom. - Sim, é elástico.
- Está quente. - Saboroso.
É delicioso.
Que delícia!
Como correu convosco?
- Foi divertido. - Sim.
Também nos divertimos hoje, não foi?
- O que fizeram? Quero saber. - Divertimo-nos imenso.
Não há uma divisão onde duas pessoas podem estar em privado,
e pensámos em fazer uma.
O quê?
- Atenção! - A sério?
- Atenção, por favor! - Foram vocês? Fantástico!
Que fixe.
Incrível.
Foram vocês? Já entraram?
Sim. Nós os cinco também.
- Que fixe. - Não é?
O nariz é proeminente.
O quê?
Está ali um cervo!
O cervo pode entrar!
Que loucura.
Fugiu.
Estava só a ver.
- É gira. - O Izaya trabalhou tanto.
- Ele escavou muito lá dentro. - Fica bem com a neve a acumular.
Acho que será muito útil.
- Sim. - Podem estar duas pessoas a sós.
- Cabem dois. - Até podemos beber café lá.
Fantástico.
Com o William, foi há nove anos.
Deve ter sido a primeira vez que nos conhecemos.
Conhecíamo-nos há pouco tempo. Não tínhamos os números um do outro.
Então, há três anos…
Tudo começou quando algo me fez lembrar dele.
Não sei quanto a ele, mas encontrei-o no Instagram.
Enviei-lhe uma mensagem a dizer:
"Vamos tomar um café juntos" e isso foi o início.
Ainda me lembro de como falámos da família dele e assim,
e tivemos uma conversa séria logo no primeiro encontro.
Acabou com "Vamos voltar a encontrar-nos." E depois disso, fomos beber uns copos,
estivemos na casa dele ou fomos ao ginásio juntos.
Fizemos isso durante dois ou três meses.
Acho que estávamos juntos cerca de uma vez por semana.
Como voltou a acontecer?
Não me lembro.
Foi no Insta?
Num bar?
Do que mais me lembro é de ir ao ginásio.
Mas creio que estivemos juntos duas ou três vezes. Quatro vezes, no máximo.
Esperem lá.
- Como podem as recordações divergir? - Esperem.
Esperem.
Estas coisas podem acontecer.
Esperem lá!
Legendas: Carla Chaves
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