All language subtitles for Aventuras com Tio Maneco (Brésil) (1971)

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Original subtitles

Vamos para casa, rápido. Onde está o Mário?

Poxa, Paulo, mas a festa não terminou. Não tem nada disso. Vamos embora.

Ele já chegou, pai?

Graças a Deus, não.

Ah, pai, a gente vai passar as férias trancado dentro de casa?

Vamos.

Por que ele não pode levar a gente, pai?

Este ano, não.

Este ano, não.

Poxa, o tio é um cara tão bacana.

Ele é um debilóide.

Alfredo, ele é meu irmão.

Só podia ser.

Ele não chegou.

Desçam rápido.

Não guarde o carro na garagem, não.

Encoste em qualquer lugar.

Tá bom por onde, Tio Silva?

Maneco, vem aí.

Maneco?

Vocês vão ficar dentro de casa e não vão sair, hein?

Até você, mãe!

Desta vez ele não vai nos convencer, não.

Ele vai chegar em casa e não vai encontrar ninguém.

Marina!

Marina, recolha todos esses brinquedos.

Depois vá para o seu quarto, viu?

Ah, e tranque o portão à chave.

Vamos lá para cima.

Poxa, pai.

Mário, será que vocês já esqueceram como foi que vocês voltaram das férias no ano

passado?

Espera aí.

Foi só um passeiozinho com o tio Maneco.

Trama no mar chega ao fim.

Ficaram 101 dias numa jangada.

Se lembram como chegaram?

Zequinha!

Mário!

Beto!

Vem!

Corre!

Corre!

Cachorro!

Eu te mato!

Segura ele!

Você vai ver se leva eles outra vez para passear.

Segura ele!

Caramba!

Me larga que eu mato ele!

Segura ele!

Se não apareça ninguém mais.

Pegue ele!

Pegue ele!

Em 1968.

Outro passeiozinho.

Olha aí.

Primeira página também.

Nunca vou esquecer aquele dia.

O parque mais extraordinário da Guanabara nos últimos tempos.

Olha o pai.

O senhor, por favor.

O senhor pode dar uma palavrinha para a Rádio Globo?

Posso sim.

Desta vez eu mato ele.

Desta vez, meus senhores.

Desta vez.

Por favor, dona.

Onde ele pretendia ir com as crianças?

Ela voltou ao mundo.

Nessas situações é preciso ter calma.

Vamos tentar descer.

Vamos tentar.

Eu primeiro.

Aiai!

Não vai cair o pai.

Olha o Alfredo.

Como foi.

Ajuda a gente!

Alfredo!

Ajuda aqui, não é?

Não senhor.

O comandante destruiu.

Primeiro eu.

Talvez ele gostou de um comandante como os outros.

Não!

Uma arma.

Acho que chega.

Desta vez, ele vai sozinho.

Dezessenta e sete.

Alfredo.

Alfredo!

É ele.

Alfredo!

Abre a porta, pai.

De jeito nenhum.

Vamos lá pra cima.

Feliz Natal, Alfredo!

Feliz Ano Novo!

Jingle Bell!

Jingle Bell!

Alfredo!

Alfredo!

Feliz Ano Novo, meu querido!

Parece que ele desistiu.

Que roupa estranha é essa?

É uma representação na escola.

Vem cá.

O negócio é o seguinte, tio.

Eles não querem que a gente passe a chuva.

Eu vou passar as férias com você.

Mas por quê?

Ainda pergunta por quê, tio?

Mas onde é que vocês vão passar as férias?

Trancados aí.

Com a mamãe jogando cartas.

E papai com uma porção de gente chata discutindo de negócio.

É.

E agora sabe de que que ele pegou uma lixa?

Adivinha.

Bolsas de valores.

Bolsa de valores, é?

Tio.

Mas temos que entrar.

Foi bacana a tua intenção.

Tchau.

Tchau, tio.

Tchau.

O que é que vocês estão fazendo aí?

Vão lá para cima.

Espera, esse cara não está em casa.

Vim propor a ele uns negócios sobre a bolsa de valores.

Grandes negócios perdidos, grandes negócios.

Alfredo.

É isso, quando a gente quer ajudar os amigos.

Bom, do jeito eu estou logo ali em casa.

Alfredo.

Tudo bem?

Oh mania.

Como vai, meu amor?

Você tá bom?

Que prazer em te ver de novo.

Criançada!

Vamos entrar, Maneco.

Por favor, a casa é sua.

Você tá aqui há muito tempo?

Não.

Então, quais são as novidades?

Negócios, muito trabalho.

Não diga.

Você sabe que agora eu tenho muitas ações na bolsa?

E eu?

É, e eu controlo todo o movimento por esse mapa.

O que foi?

Tem alguma coisa errada?

Tá se vendo que você é novato nisso, malandro.

Onde já se viu?

Você já comprou 10 milhões daquela?

Eu disse pra ele não se meter com a bolsa.

Ele é uma negação pra isso.

Maneco, o que é que tá errado nisso?

Quando esses crianças vão passar as férias, Alfredo?

Não, Maneco.

Eles vão passar aqui em casa.

Poxa, ia convidar eles pra caçar borboleta.

No sítio do papai.

Mas como em Mato Grosso?

Papai tá com mania de falar com gente do outro planeta.

É, já viu três vezes disco voador.

Maneco, dá uma olhadinha nesse mapa pra mim, por favor.

Dá.

Poxa, será que eu vou sozinho pra lá agora?

Maneco, esses 10 milhões...

Maneco...

Eles vão, Maneco, eles vão!

Bora.

Dá uma olhadinha aqui nesse mapa, dá?

Onde é que tá errado?

Em primeiro lugar, você vai comprar muitas ações de imóvel.

Vai trocar elas por energia.

Vende de energia, compra vividas e depois troca por usina.

Compra ações de pesca e compra mais pesca.

Troca por aço.

Vejam.

Troca de aço por usina.

Vende de usina e compra vividas.

Troca vividas e compra café.

Não esquece de pedir pro papai avisar pelo rádio que vocês chegaram bem.

Tá?

Tchau.

Tchau.

Juízo, hein?

Desculpa, e as passagens?

Vocês não compraram as passagens?

Maneco!

E as passagens?

Não precisa.

Eu trouxe meu Constellation.

Seu Constellation?

Obrigado.

Que bacana.

Bacana.

Tchau.

Tchau.

Maneco!

Vem tirar o Maneco.

A gente fica de dois, filho.

Você tá louco?

Para, Zequinha, não empurra ele!

Pega, pega.

Para.

Pega, pega.

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito Aventuras.

Obrigado!

Pai!

Onde foi?

Mato Grosso!

Deixou tudo ligado aqui?

Deve ter ido pescar, qualquer coisa.

Mas ele deixou tudo aberto aqui?

Ele costuma sair?

Não.

Ele deixou óculos aqui.

Olha!

Somos do planeta das sete dimensões.

A gente pensava que não existia disco voador.

Desculpem, mas não temos tempo para explicações.

A voz de vocês está em todo negócio.

O que houve com ele?

Ele entrou na floresta e foi buscar para nós a Flor do Conhecimento e da Aventura.

Estamos com medo.

Medo medroso?

Que lhe aconteça alguma coisa.

O computador do nosso planeta é capaz de tudo.

Até de matar os velhos.

Mas que direção ele seguiu?

Ele foi para a aldeia dos índios caimouros.

Caimouras?

É lá que está a flor.

Agora nós temos que partir.

Nossa nave não pode ficar mais de alguns minutos na atmosfera terrestre.

Adeus.

Boa sorte.

Puxa vida.

Pode-se falar com o papai pelo rádio amador.

E quem é que sabe mexer naqueles troços?

Então vamos tentar alcançar o vovô.

Isso não é perigoso não, tio?

Não, conheço tudo por aqui.

Estou acostumado com isso.

Tio, isso não é nada.

Coitado do Alfredo.

Tomara que isso tudo não dê primeira página.

Nossa senhora, o Maneco.

Cuidado, Maneco.

Cuidado.

Vamos embora, velho.

A cachoeira dará cabo deles.

Alô, Terra.

Charlie, quem são?

Três crianças e um imbecil.

Mas estão perto da cachoeira.

Que forma é essa, tio?

É a cachoeira.

A cachoeira.

Nossa.

Vamos remar para a margem.

Rema com a mão, Zequinha.

Zequinha, não fica parado.

Droga.

Assim a gente afunda.

Rápido.

Ajuda a gente.

Vocês também.

Ajuda, tio.

Ajuda, tio.

Corre.

Corre, tio.

Corre depressa, tio.

Tio.

Nossa senhora.

Virgem Maria.

São Cristóvão.

São Benedito.

Se a gente entrar na floresta, vamos ter que ir até o fim.

É impossível achar o caminho de volta.

A não ser que o velho volte com a gente.

O que vocês acham?

Temos que arriscar.

A gente pode ir marcando o caminho que nem Joãozinho e Maria.

Tio.

Senhor, peraí, tio.

Senhor.

Olha, estamos no caminho certo.

É o robô, tio.

Bem que aqueles bonequinhos disseram que o pai estava correndo perigo.

Esse robô deve ser de outro planeta.

Ei, rapaz, falei a tua.

Traga essa florra aí.

Ô, rapaz.

Ô, psico.

Deixa isso aí, ô.

Acho melhor a gente parar um pouquinho, tio.

Eu também acho.

E agora, para onde é que eles foram?

Olha, tio, acho melhor sair na França e tentar descobrir o caminho que eles

fizeram.

É.

Mas então vamos escolher um de vocês para comandar os outros enquanto eu estiver

fora.

Eu escolho o Mário.

Eu também.

Eu escolho o Beto.

Está dois a um.

E vocês aqui?

Saba, eu estou com muita dor de barriga e não posso escolher direito.

Você, vá.

Você tem munição, hein?

Tem pouco.

Olha, se eu não voltar dentro de duas horas, vocês começam a seguir o caminho

das flores.

Chegando no rio, é fácil encontrar o sítio.

Lá vocês mandam uma mensagem para o Alfredo dizendo a direção que eu segui.

Cuidado.

Vocês têm que ficar dentro da gruta.

E economizar bastante água.

Eu que não fico nessa gruta.

Não tem nada não.

Se tiver algum bicho aí, vai sair com essa fumaça.

Mário!

Ensopada frita na brasa.

Mas vamos comer ela?

Que eu não tenho isso não.

Tem que comer de tudo.

Cadê Zequinha?

Zequinha!

Estou aqui.

Eu estava com dor de barriga e já me aparece uma cobra zero.

Socorro!

Tio.

Mário!

Estou aqui!

Vai!

Vai!

Mário!

Vai!

Que foi, tio?

Eu não consegui chegar no outro lado!

Tocado!

Segura, tio!

Vira esse cipó!

Olha a reta!

É, tio.

Melhor você ir a pé mesmo.

É, eu também acho.

Daqui a pouco eu volto.

Eles não devem estar longe.

A gente devia ter ido logo pro sítio como ele mandou.

E quem é que adivinha o que é que escurece de repente?

Mário.

Que é?

Onça tem medo de fornecer?

Tem.

Dorme.

E elefante?

No Brasil não tem elefante.

Mas e aquele que eu vi no zoológico?

Aquele veio da Índia ou da África?

Graças a Deus, né, Mário?

O que será que aconteceu contigo?

Será que ele se perdeu?

Não sei.

Fora não, Zequinha.

Ele sabe andar na floresta.

Ah, no cipó aquele não é muito bom.

Para com isso, Mário.

Amanhã bem cedo a gente começa a voltar.

Olha, vê se arruma outro bicho para o almoço.

Aquela cobra não deu pé, sabe?

Nessa selva não dá galinha, não?

Mário, mais uma.

Mas como é que você sabe que foi quem jogou?

Vou ver se dá para ver o Rio.

O que foi, Mário?

Eu vi uma fumaça uns dois quilômetros daqui.

Deve ser o titio ou então o vovô.

Cuidado com essa água, Zequinha.

Eu não aguento mais essa sede.

A gente nunca vai encontrar essa fumaça.

É muito difícil de andar em linha reta na floresta.

É capaz de a gente estar andando em círculo o tempo todo.

Tio Maneco!

Tio, nós estamos aqui!

Que é?

Todos os cantos vão ficar comigo agora.

Ah, eu não posso beber água?

Eu fui desligando o pessoal responsável por você, não fui?

Hum...

Hum...

Olha, nós vamos ter que tomar o resto da água.

Deixa, dá pra aguentar.

Escuta, quanto tempo uma pessoa fica sem beber e sem comer?

Não sei.

Acho que muito pouco tempo.

Como eu dei bronca na Marina porque ela atrasou o almoço?

Poxa, aquele bife à milanesa que ela fazia.

Ô, Zequinha, isso é hora de falar nisso?

Isso vai ajudar ele a aguentar mais um pouco.

Eu vou sair pra ver se eu arrumo alguma fruta pra ele.

Eu vivo de qualquer hora aqui perto.

O que você está sentindo?

Muita sede.

Estou com o corpo mole.

Beto...

O que?

Não vai embora você também?

Não, claro que não.

Os únicos.

Dá pra ele aí.

Você não gosta, né?

Não.

Você já comia até cobra.

Posso?

Claro.

É melhor a gente tentar encontrar o tio.

Ficar aqui não adianta mais.

A fogueira apagou.

Filho!

Filho!

Filho!

Tio!

Tio!

Tio Maneco!

Tio!

Que alívio sair daquela floresta.

Mário...

Eu não aguento mais de sede.

Coloca um botão na boca que melhora.

Eu não tenho.

Eu acho que eu ouvi dois trovões.

Se chovesse a gente estava salvo.

É assim que eles fazem no deserto que eu não estou com sede.

O calor do sol vem e bate na terra.

A água da terra evapora para o plástico e escorre.

Mas isso demora muito, né, Mário?

Mas é melhor que nada.

Eu acho que eu estou com sede.

Droga!

Como esses caras fazem isso?

Eu trouxe o óculos do vovô.

E daí?

E daí?

Puxa, eu vou fazer bastante fumaça para o tio ver.

Grande!

Mário, manda uma mensagem que nem índio.

Ai, poxa!

Segura!

O que vocês estão dizendo aí?

Vamos comer formiga?

Claro, rapaz!

Na Europa e nos Estados Unidos essa comida é de bacana.

Como é que está o Zequinha?

Está dormindo.

Vai ver que o tio viu a fumaça e não pode se aproximar porque está ferido.

Ou então roubou.

Sabe, Beto, eu também já não estou aguentando mais.

Se a gente não encontrar água amanhã, eu não sei como é que vai ser.

Muito obrigado.

Alô, Charlie, não permita que o velho atrase sua missão.

Vamos caminhar, velho.

Você já parou muito.

Quem?

Eu?

Lembre-se que se você não me levar em quinze dias na aldeia dos índios caimurás,

você morre.

Alô, planeta 7D.

Eu não aguento mais esse velho.

Calma, Charlie.

Calma.

Cadê esse criança?

Deve ter voltado para o sítio.

Mas que confusão foi essa, pai?

Há muito tempo que eu estou em contato com esse planeta.

Com uma câmara que eu mesmo adaptei e enviei para lá várias imagens.

Inclusive é de uma flor que eu vi quando estive uma vez.

Na aldeia dos índios caimurás.

Quando eles viram essa flor, ficaram malucos.

Me contaram então que há milhares de anos as máquinas que eles mesmos inventaram

dominaram o planeta e escravizaram o povo.

Essas máquinas extraíram das suas almas os mais puros sentimentos.

Inclusive a vontade da aventura e dos conhecimentos.

Depois concentraram tudo no perfume de uma flor que mandaram para a nossa galáxia.

Então mandaram de lá dois seres para que eu conseguisse essa flor.

Mas as máquinas descobriram e mandaram esse robô para pegar a flor e levar para

outro ponto do universo.

E se a gente destruir ele?

É isso que eu estou tentando, olha.

Se a gente conseguir descobrir o ponto fraco dele...

Olha, você precisa chegar antes na aldeia para avisar os índios.

Porque para destruir aquela flor, ele é capaz de matar a tribo inteira.

Olha, toma este livro para você falar com o cacique.

Ali tem um caminho por onde você pode chegar lá primeiro que nós.

Vamos caminhar, velho.

Estão me chamando.

Tenho que caminhar.

Mas se eu for procurar atrasar ele, eu mato.

Chuva!

Chuva!

Chuva!

Chuva!

Chuva!

Chuva!

Ai, vai!

Que o seu vorão estiver, só que pra gritar!

Sai daqui!

Sai daqui!

Ah!

Cala a boca, que eu já activatei a barriga d´água, rapaz!

Tô enfiando!

Meu coração toco depois!

Aêêêêêêêêê, ai!

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito Aventuroso.

Você vai ver como o tio vai ver essa pipa lá em cima.

Isso não vai adiantar, Beto.

Vai ser muito difícil.

O vento tá justamente pro lado do tio.

Deixa comigo.

Beto!

Arrumei uma escola!

Beto!

Um avião!

Eu não fiz nada!

Cala a boca e fica quieto!

Por que isso?

Cala a boca, eu já disse!

Pode cair até aprender.

Apareceram aí.

De onde vocês vieram?

Do Rio.

A gente tava perdido na selva.

Ei!

Ei!

Quem são esses caras?

Contrabandista.

Foi muito azar de vocês ter encontrado esse campo aqui.

Como é, rapaz?

O que você tá fazendo aí?

Você é um paspalhão mesmo!

Tá bom, tome conta deles direitinho.

O homem aí tá querendo que você saia.

Você passa a tomar conta do sítio Vista Alegre.

Beto!

Nós temos que arrumar um jeito de escapar enquanto aquele otário tá aí.

Depois, quando ele for pra tal Vista Alegre, vai ser fogo.

Mas como?

Sair dessa gaiola já não é mole.

Depois, você viu a pinta dos caras?

Mário, você trouxe a chave de casa?

Não abre isso.

Rápido, me dá ela aqui!

Eu convinei um troço com o Mudinho.

Ele vai jogar dama?

Prepara os índios pra descarregar.

Que Zequinha não para de jogar dama com esse cara.

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Vê no bolso!

No bolso!

Vê!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah!

Ah, bota isso aí mesmo.

Se serve aí.

Agora eu entendi o que ele quer fazer.

(Música ...)

(Música ...)

Controle a porta.

Ei, vamos embora.

Vocês são doidos, menino?

Vou pegar os cavalos e vamos embora rápido.

Não, vão vocês.

Nós temos uma conta a ajustar com eles.

Vão, vão correndo.

Vão.

Eles são doidos.

Vão.

Vão.

Vão.

Vão.

Essa porcaria não anda.

Pega aquele branco lá.

Será que vamos conseguir voltar para esse campo de pouso?

Acho que não.

Então temos que voltar com esse índio.

Índio?

Índio!

Índio!

Índio!

Espera aí!

Índio!

Índio!

Índio!

Quanto me sembla fosse mano com fantofa aqui?

(Testando Rádio...)

Ninguém.

Só o danado do papagaio.

É normal o seu pai sair de casa assim?

Não, não é normal.

Socorro!

Socorro!

Quando eles deveriam ter chegado lá?

Há dez dias.

Vocês nos procuraram muito tarde.

Foi um erro.

Eu estava tentando me comunicar por outros meios.

Alô, uma comunicação direta com o comando do Parasar.

Atenção tripulação, estamos com dificuldade para localizar objetivos.

Vamos iniciar o procedimento de busca em pente fino.

Observar sinal de fumaça ou sinal de espelho.

Qualquer coisa, a favor do comunicado.

Você vai ver.

Não vai descer nenhum avião no danado daquele campo.

Duvido que a gente encontre ele outra vez.

Vou esperar mais um pouco.

Será que aquele índio não ouviu a gente chamar ele?

Claro que não.

O Beto não para com aquela pipa.

O Beto, faz três dias que você está em cima com essa porcaria dessa pipa.

Isso não vai adiantar nada.

Aqui, Mário.

O tio, ele viu, ele viu.

Desce logo.

Rápido.

Tio Maneco.

Mário.

Maneco.

E olha aí, que bandido da gente.

Não saio não, mas por favor, vocês estão me amassando.

Tá bom.

Oh, rapaz.

Maneco, por que vocês não voltaram pro sítio?

Aquela ventaninha levou todas as flores.

Matamos uma cobra, tio.

Pior que nós comemos ela.

Pior foram os bandidos que queriam.

O pai me explicou tudo.

Eles conseguiram entrar em contato com outro mundo.

Daí essa confusão toda.

Os habitantes desse outro planeta precisam de uma flor especial que tem aqui na

terra.

Mas as máquinas que dominam o povo lá não querem que eles consigam essa flor.

Por isso mandaram esse robô.

O que nós temos que fazer é passar à frente deles e prevenir os índios que o

robô tá indo pra lá.

Escuta uma coisa, não dá pra você subir comigo?

Não dá pra dois.

Você afoba que vai dar tudo certo.

Vai embora.

Espere!

Cuidado!

Aguenta aí que eu vou subir!

Cuidado, Mário!

Mário, me tira daqui, Mário!

Me dá a mão, Mário!

Mário!

Nossa senhora!

Eu tô caindo, Mário!

Aguenta aí isso aqui!

Ai!

Ai!

Ai!

Ai!

Ai!

Ai!

Ai!

Chegou, Mário?

Vai!

(Sons de crianças lutando... )

Chegou!

Chegou!

Agora, vamos arranjar água o mais rápido possível.

Um avião!

Uma fogueira, tio!

Não adianta, é impossível eles verem a gente lá de cima.

Deve ser o papai.

Vamos caminhar mais rápido.

O terreno aqui não é muito seco.

Deve ter um rio por perto.

Tio, não aguento mais.

Quero água.

Tio, se a gente estiver caminhando do lado do rio, nós nunca vamos encontrar ele.

Seria muito azar.

Nunca pensei que fosse morrer de sede na floresta.

Se caísse uma chuva igual aquela...

Tio...

Quando a gente vinha vindo, eu vi direitinho o limãozinho, sabe?

Aqueles caras que vendem limonada na praia.

Olha!

Ela deve estar indo para o rio.

Coitado, não vamos deixar ela perceber.

Vão,

ele vai agora.

Mas, como eu estava dizendo...

Ah, mãe...

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito

Aventuroso.

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito Aventuroso.

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor

do Espírito Aventuroso.

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito

Aventuroso.

Mato Grosso,

robô, disco voador, Flor

do Espírito

Aventuroso.

Estava tão bom.

Tinha que ter um jacaré para estragar.

E já viram um avião.

Está sonhando, Mário.

Eu vi uma pipa presa numa árvore.

Não perturba o trabalho dos homens.

É uma pipa, eu tenho certeza.

Você está nervosa, Julia.

Quer fazer o favor de mandar eles voltarem?

A minha senhora disse que viu uma pipa numa árvore lá atrás.

Será que ele poderia voltar?

Ok.

Minha mãe!

Foi ele!

Atire, tio!

Eu

Não vou acertar!

Para lá!

O Zequinha!

Querido Zequinha!

Quem mandou pegou ele?

De nada!

Eu já estou aqui!

Vem logo!

Cuidado!

Deve ser uma armadilha de onças.

A gente deve estar perto da aldeia.

Estou com medo, tio.

Eu também.

O negócio é a gente ficar por aqui e decorar o que a gente vai dizer para os

índios.

A aldeia...

Para o buraco!

Se ela cair aqui, tio...

Shhh!

Shhh!

Será que ela foi embora, tio?

Não sei.

Bem que ela podia comer aquelas bananas e ir embora, hein?

É...

Ela não quer nada com as bananas.

Prefere a nós, Mia.

Fazer a barba agora, tio?

Não tenho nada o que fazer.

Diabo!

Pior que amanhã de manhã, o pai e o robô vão aparecer por aqui.

Droga!

Ela tem que desistir.

Nós não vamos salvar nem o vovô, nem os índios e nem nós mesmos.

Tio...

Não dá pra buscar o Pântulo lá fora, não.

Tá maluco?

Anda logo, tio!

Tonga da mironga!

Corre, tio!

Vocês vão ver se ela vem ou não vem.

Tio, tio!

Vem pra cá!

Toma!

Safada, toma!

Toma!

Tá pensando o quê?

O que é?

Mais carne?

Ah, deixa um pouco pro robô.

A perninha dela aqui.

Deixa aí pro robô.

Ele só deve dar uma hora, ouve?

Bom, então vamos embora.

Agora enfrentar os índios.

E se eles forem canibais?

A gente não trouxe presente pra eles, hein, tio?

Mas eles têm que ouvir e acreditar na gente.

Claro!

Olha, é melhor decorar uma frase só pra dizer pra eles.

Isso aqui é complicado as pampas.

Ô, robô!

Apelide!

Deixa aí!

Aqui estiveram pessoas acampadas, velho.

Não foram os quatro da casa.

O que?

Não!

Não!

Isso aqui não é uma trilha de índios.

Eles passam sempre por aqui.

Ó, mataram a onça com uma flechada.

Ninguém faz barulho, hein?

É melhor decorar logo a tal frase.

O que que a gente vai dizer pra eles?

Nós gostamos de vocês.

Não.

Essa não.

Eles podem dizer.

Índio também gosta de comer a gente.

Não.

Tem que ser.

Nós viemos avisar que um robô vem aí pra matar todos vocês.

Só que eles não sabem o que é robô.

Tem que ser homem de ferro.

Bom, nós...

Nós quer dizer pá.

Eu decoro essa.

Pá.

Pá.

Droga, viemos avisar?

Não tem aqui.

Dizer, informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Informar.

Olha, nós já temos.

Nós viemos avisar que o robô tá chegando.

É, é do biobó.

Guarda você.

Tio, tem uma criança chorando de fome ali.

Acho que ela sentiu nosso cheiro.

Escuta, vamos passar até aqui pra ver como é que tá.

É do niz-niz-niz.

É do boi-oiô.

É do biobó.

Não adianta, velho.

Por mais que você me estude, nunca vai descobrir meu ponto fraco.

Faço parte de uma geração de robôs que é a mais perfeita do universo.

Falta a palavra mais importante, matar.

O que você acha, tio?

Uma palavrinha só, nossa senhora.

Também juro que quando chegar no Rio vou aprender a língua dos índios todinha.

Matar, matar.

Não tem assassinar.

Tem nada.

O que é, Zequinha?

Eles descobriram a gente.

Eles vão resolver o que fazer com a gente.

De qualquer maneira, nós estamos perdidos.

Se não morrer na mão dos índios, vamos morrer na mão do robô.

Não!

Não!

Não!

Poxa o garoto chorando de fome outra vez.

Mas que cara guloso.

Fica quieto, menino.

Cala a boca.

Vai comer umas mandioca.

Biodo.

Eles vão matar a gente.

E você fica contente.

Não é que o chefe disse a palavra que faltava.

Biodo.

Vamos lá, turma.

Tá.

Biodo.

O que vai rudo, merile pa turureu, é

do biobó!

Outra vez, turma!

Pá, biodo...

O que vai rudo, merile pa turureu, é do biobó!

Tudo dando!

De medo, merile!

De medo, merile!

É, nós não vamos poder contar com esses caras, né?

A flor!

Tá lá!

E o robô, tio?

O pai tá estudando um jeito de desligar ele!

Rápido, Zequinha!

Não fiquem na frente dele!

Tio!

Lá vem o robô!

Pá!

Não!

Cuidado!

Cuidado!

Anda logo, pai!

Mente um pouquinho aí, filho!

Anda logo, pai!

Como é que se desliga ele?

Achei!

Achei!

Na cabeça!

Desliga o tio da cabeça!

Na cabeça!

Ninguém desligou na frente deles!

Achei!

Na cabeça!

Na cabeça!

Na cabeça!

Não dá choque não!

Não dá choque não!

Tio!

Cadê ele?

O disco!

Conseguiram!

Rápido, rápido de novo!

Ei, que que deu em mim?

Mato Grosso, robô, disco voador, Flor do Espírito

Aventuroso.

Tio Maneco, você ficou bem?

Sim, e você?

Sim, rapaz!

Ei, espere!

Agora é tarde, estamos deixando a Terra terrestre.

Ei!

Sai de cabeça, babaca, tio!

Estamos passando pela lua!

Onde é que estamos?

Eu não sei ver!

Que bacana!

Legal!

É que estamos atravessando o espectro solar do sol!

Olha o nosso planeta!

Nosso povo vive escravizado pelas máquinas, no alto daquelas montanhas.

Veja como vivemos!

Atenção!

Atenção!

A flor do conhecimento e da aventura encontra-se em nosso planeta.

Alerta!

Controle geral chamando unidades móveis.

Somos descobertos!

Chamem nossos cientistas!

Atenção!

Atenção unidades móveis!

A Flor está em poder do roubo.

Alerta!

Alerta!

Controle geral chamando todas as unidades.

A Flor!

Temos que extrair o conhecimento e a aventura dela!

Não vai dar tempo!

Temos que parar esse robô!

Vamos embora todos!

Essa é a máquina que controla os robôs.

Temos que ir dentro dela.

Tio!

Vamos entrar pelo buraco!

Neste buraquinho?

Poxa!

No desenho animado pode tudo!

E agora?

O que será que controla os robôs?

O macete é desligar tudo!

Todos aqui!

Respirem o perfume da Flor!

Viva Bidula!

Depois de séculos voltamos a dominar as máquinas.

Aprendemos que devemos participar do progresso tecnológico e não aceitá-los

simplesmente.

Agora, com o espírito de aventura, descobrir.

Com o conhecimento, colocar as descobertas ao nosso serviço.

O espírito de aventura de vocês trouxe a solução para um problema que afligia o

nosso planeta.

Só esperamos que um dia não tenhamos que viajar ao seu mundo para salvá-los do

mesmo mal.

Flor!

Nabucó!

Quimbeira!

No!

No!

Robô!

Lá vem ele!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

Lá vem ele!

O que é isso?

Só pode ser o Alfredo.

Ele é louco para estragar nossas férias.

Não conta nada, Mário.

Eles não vão acreditar.

E se acreditarem, me matam.

Me escondam, pessoal!

Eles não podem me ver aqui!

George.

Como é que você vai agora?

Não me viram, hein?

Ano que vem você aparece, né?

Vão embora, criança, que eu não tô aguentando esse vento!

Onde é que tá aquele sem-vergonha do Maneco?

Quem é Maneco?

Ah, não sei.

Eu achei que te conhecia.

A gente se perdeu dele.

Eu só não mato aquele cara porque eu ganhei muito dinheiro com as cruzinhas que

ele fez no mapa das ações.

Da Bolsa de Valores?

Não!

Da Loteria Esportiva!

Deu zebra!

Deu zebra!

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