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Original subtitles

Como correu com o FBI?

Falaste com os AI?

Várias vezes, sim.

Acreditaram no teu álibi?

INSPIRADO EM FACTOS REAIS

Estão a vigiar-nos.

Eu sei. Consigo senti-los.

Sou a única polícia em quem podes confiar.

Não me sinto protegida.

Estou a ser observada. Não devia ter ligado.

Fizeste bem em ligar-me. Foste inteligente.

Já tenho a morada. Sei onde estás.

Como sei que não me vão localizar?

Não vão. Estás segura.

Ninguém sabe que falas comigo. Está tudo bem.

Não. Eles sabem.

Não sabem.

Continua a atender e a fazer o que eles mandam, sim?

Tenho medo.

Não sei o que fazer. Quero sair. Quero sair daqui.

Vou ter contigo.

Vou proteger-te e tirar-te daí.

Está bem? Não confies em ninguém.

Está bem. Liga-me em breve, por favor.

Adeus.

THE RIP: PONTO DE RUTURA

Mataram a Jackie, Thom.

O que perseguia ela? Sabes?

Dinheiro.

Presumo. Muito dinheiro.

Vou ser sincero, Dane, é esta a situação.

A ETN está um caos.

O FBI quer desmantelá-la.

Está a transformar-nos em canibais.

- Sente-se, detetive Ro. - Ro.

Houve desenvolvimentos e queremos continuar.

Temos mais algumas perguntas.

Como era a sua relação com a capitã Velez?

Éramos amigas.

E parceiras.

Ela protegia-me.

Cuidava de mim.

- E a morte dela… - Não diga "morte".

Foi assassínio.

Ela foi assassinada. Sejamos realistas.

E como se sente?

Revoltada.

Detetive Salazar, estamos a interrogar de novo a equipa ETN.

Não, é…

É só ETN.

Equipa Técnica de Narcóticos. Não é equipa ETN.

Muito bem. Da última vez que falámos, o trabalho era o seguinte:

"Tratamos do tráfico de drogas.

Avançamos, apreendemos drogas, armas e sobretudo dinheiro."

Está correto?

Sim.

Sobretudo dinheiro. Há conflito?

Conflito? Como assim?

Se roubamos o dinheiro? Não.

Nunca pensaram nisso?

- Soubeste das equipas de assalto? - Insinuaram, sim. Polícias ladrões.

A trabalhar com outras autoridades corruptas.

Alguma vez apanharam um assassino de polícias

numa sala de reuniões?

Estou curioso.

Qual é a jogada? Além de nos quererem tramar.

Deve ser o trabalho mais fácil de arranjar em Miami.

Estão a querer dizer

que alguém da ETN matou a Jackie?

Não disse isso. Disse?

O que é isto?

Estão desesperados.

Atiram barro à parede a ver se cola.

O que se passa?

Onde está a unidade operacional?

- O mundo não parou porquê? - Dane…

Não percebo. Não faz sentido.

Thom, morreu

uma capitã da polícia de Miami.

Culpa vossa. Não apanham um assassino de polícias.

Talvez por ele ser polícia.

Santo Deus!

- Queres apagar o cigarro? - Não.

- Que mais? - Bem…

Já interrogámos a Baptiste, a Salazar, o Ro

e o teu atual comandante.

O que foi promovido, o Dane Dumars.

Merece tanto como qualquer um neste departamento.

Têm noção do que ele passou? O casamento, o filho…

Eram próximos?

Muito. Daí não me incomodar

que ele tenha sido promovido. O Dane esforça-se.

Como eu.

Foi a vossa chefia.

Foram os vossos génios do fundo que acabaram com a EACV.

- EACV? Não… - Apreensão de Criminosos Violentos.

Acabaram com a equipa

porque eram todos uns corruptos.

Eram pouco inteligentes.

Mas ótimos polícias assassinos.

Vocês deram cabo daquilo tudo.

E da investigação da Jackie.

Porque agora todos eles,

não só os corruptos, estão entalados.

Dão-nos mais tempo?

Não, Dane. Nem orçamento.

Ninguém se arrisca.

Acabarem com a EACV prejudicou-nos muito.

Tratamos nós disto.

- Não. - Fora do expediente.

Se soubessem que a ETN

estava a investigar a morte da sua capitã,

entregavam-nos logo ao FBI.

Tu e a capitã Velez eram próximos?

Tinham uma relação?

Vais responder?

É assim que vai ser?

Não dizes nada?

- Cabrão. - Nem parece teu.

- Chamei-lhe cabrão. Anota. - Não dizes nada?

És um cabrão.

Estão aqui porque acham que a Jackie era corrupta?

Era?

Cuidado, Del.

Vai à merda!

Não finjas que não tens um interesse pessoal nisto.

Sei que tens.

Todos sabem que tens.

Porque não nos falas

do coldre duplo que trazes aí, Sr. Faroeste?

És algum cowboy?

Uma das armas é tua. E a outra?

O que farás com ela?

- Cabrão! - Então?

Sacana!

Desaparece!

Cabrão! Vai-te foder!

- O que está ele a fazer? - Anda à porrada com o irmão.

Então?

- Para! - Larga-me!

Tira-o daqui.

Mas que raio? És um rufia!

O irmão é do FBI.

Valha-me Deus!

Olá. Viste o teu irmão. E então?

Continua a ser um otário.

É sempre a mesma coisa.

Se quer conversar comigo,

vamos conversar.

O tipo está no FBI para ser condescendente. Aposto.

Queria uma confissão?

Não, já nem sei o que querem.

Isto é mau, Dane.

Se passado tanto tempo ainda nos interrogam,

é porque não fazem ideia.

- A Jackie será só uma lembrança. - Nem isso.

Não vão autorizar.

Fazer o funeral, dobrar a bandeira para a família

e adeus. Obrigado pelo seu serviço.

Acham que ela era corrupta

ou que estamos metidos nisto.

Ou as duas coisas. Ou não fazem ideia.

O mais fácil é culpar um polícia corrupto.

O que disse o Thom com H?

Está assoberbado, exausto.

Está farto. Não nos vai ajudar.

Todos têm uma desculpa! Todos nos esforçamos.

É o trabalho. Façam-no!

Se fosse eu, lançava o isco.

Abanava-o bem e puxava a linha. A ver o que pescava.

- Entendes? - Exato. Pôr a coisa a mexer.

Ver quem começa a falar, a cometer erros.

- Merdas de polícia. - Cenas básicas.

Odeio como isto é agora. Odeio.

Odeio ser polícia.

Tenho acordado

todas as noites.

A pensar

no tempo.

No que passou e no que me resta.

O que vou fazer com ele.

Não é justo.

Não sei o que te dizer.

Talvez seja aquilo que a Jackie dizia e eu gozava:

"Viver para ver mais um amanhecer."

Talvez seja isso. "Viver para ver mais um amanhecer."

A Jackie acreditava em bruxas.

O problema com a cultura da polícia és tu.

É esse tipo de julgamento. Muita gente acredita em bruxas e…

Ela acreditava no espírito animal.

Eu gostava do teu. Vamos beber um copo.

- Que dizes? - Já vou.

Força aí nos peões! Boa!

Temos pneus sobresselentes? Calma, malta!

Sim.

Chegou o campeão.

Chegou o campeão.

Podemos não fazer isto no parque de estacionamento?

Não estamos no liceu.

Ia apostar no teu irmão, mas separámos-vos demasiado rápido.

Perdias a aposta.

"És um rufia!"

Quem é que diz isso?

Agora a sério. Qual é a cena com o dinheiro?

Só falam nisso.

Somos polícias bons, não percebo.

Serão aqueles esconderijos de que ouvimos falar?

- O que são? - É treta.

Esconderijos derrubados por polícias e pelo FBI,

o dinheiro desaparece… É tudo mentira.

Se encontrarem algum, avisem-me.

ESCONDERIJO EM HIALEAH CARTEL - MUITO DINHEIRO

Está bem, parceiro.

Vejam.

Trouxe um tanque.

Alguma vez precisámos de um?

É disto que eu gosto. Tanques grandes.

Gostas daquilo?

Não de tipos pequenos. Viram o salto?

Inacreditável! Artilharia, metralhadoras… Certo.

- Olá. - Capitão América!

Tens o Caveira Vermelha?

A DEA não tem onde se exibir?

Sempre a usar o nosso estacionamento.

Estou a dar horas extra aos ex-colegas

para poderem pagar a prestação da casa.

Estou a ver.

Deve ser ele o sacana que derruba os esconderijos

em conluio com os melhores de Miami e o FBI.

Sou da DEA, Byrne. Sou dos melhores.

Pergunta a estes corruptos com quem te dás.

- Têm mesmo ar de corruptos. - Eu não.

- Tu não. - Dayo. Como estás?

- Tudo bem? - O que contam?

E quê? As coisas estão melhores?

Até apanharem o assassino, não.

Acho mesmo que nos querem despedir.

Não nos largam. Não gosto disso.

Não deixarei que arquivem o caso.

Não um mediático caso de homicídio de uma capitã.

Se não acabassem com a EACV, já haveria detenção.

E o que vai a DEA fazer por nós? Estou curioso.

- Nada. - Nada.

- Vá lá. - Nadinha.

Não é problema nosso.

Lidem com os vossos escândalos.

Não me vou esquecer disso.

Uma coisa sei. Há bufos em todas as divisões.

Por falar nisso, tens ar disso.

Credo! Ali está ele. Vejam.

O polícia mais corrupto de Miami.

- Matty. - O segundo!

- Como estás? - Não está fácil.

Tudo bem, tenente?

Vamos, pessoal. Não querem faturar hoje?

O que fazem? Estão a jogar dominó?

Chegou um alerta da Crimestopper.

- Agora? - Sim.

Já acabámos por hoje.

É dinheiro em Hialeah.

Quero apreendê-lo e acabar a semana.

- Horas extra? - Não, crédito extra.

E preciso do Wilbur.

- Vá lá. Porque não horas extra? - Orçamento. Não posso.

Eles podem pagar as contas deles

e nós não podemos pagar as nossas? Expliquem-me.

Eu vou na mesma. Mas preciso do Wilbur.

Precisamos de um cão. Vamos. Sigam-me.

- Que treta. - Está a dormir no carro. Foda-se.

Olha lá.

Quanto disseram que era?

Não sei. Talvez 250 mil.

A sério? Boa.

Alinho. Vai ser canja.

- Sexta à noite? - Sim.

Tenente.

Disseste Hialeah. Avisamos a polícia local?

Nem pensar. Aquilo está um caos.

De quanto estamos a falar?

- 150 mil. - Um drogado?

Detetive, já não tenho paciência para estas perguntas, está bem?

Desculpa. É o hábito.

CIDADE DE PROGRESSO

SOB

SESS

O que lhes dizemos?

Mentimos.

As casas parecem abandonadas.

Eles que autorizem a busca por droga, não dinheiro.

Parecemos polícias à paisana.

Não era um esconderijo?

E se não assinarem, por haver mesmo droga?

Nesse caso, fazemos uma busca de proteção.

Wilbur, vá lá.

Lindo menino!

E então?

Nunca o vi assim. Está muito agitado.

Quanto têm lá dentro?

75 mil.

Impossível. Está a marcar a casa toda.

Devem ter muito mais.

Truz-truz, Polícia de Miami.

- Truz-truz. - Como está?

Tenho cinco polícias à porta. Já estive melhor.

Recebemos um alerta da Crimestopper.

- Um quê? - Um alerta da Crimestopper.

Parece que há narcóticos nesta casa.

São confiáveis. Logo, temos de averiguar.

Como se chama?

Desi.

Isso é nome de artista. Nome completo?

Desiree Lopez Molina.

- Tem identificação? Carta de condução? - Lá dentro.

- Tem animais em casa? - Sou só eu.

Está sozinha?

Sou só eu.

Podemos entrar?

- Têm um mandado? - Temos uma licença para busca.

Qual é a diferença?

O juiz não tem de assinar e aprovar a licença.

Então, posso recusar.

- Sim, pode. - O que aconteceria depois?

Bem, primeiro teria de recusar.

Não tenho drogas.

- Erva, talvez. - Sem problema.

Assine e seremos rápidos. Também queremos ir para casa.

Sem agressividade, está bem?

O quê? Pareço-lhe agressivo? Eles é que são agressivos.

Acredite em mim. Não os provoque.

Podem entrar.

Mas que porra?

Anda, Wilbur.

É essa a agressividade a que me referia!

Vai buscar. Vamos.

Numa, em frente. Mike, direita.

Anda.

Fica perto de mim.

Vou soltá-lo.

Vai.

Está aqui mais alguém, Desi?

Estou sozinha.

Não nos minta.

Juro, estou sozinha.

Wilbur, calado! Wilbur.

- Lolo, o cão. - Vazio.

Pronto. Para.

O que há no sótão, Desi?

- Vá lá. - Não sei. Nunca lá fui.

Já vos disse, não tenho drogas.

Ele deteta dinheiro, não drogas.

Vou precisar que tragam o mandado.

O cão alertou para algo. Não precisamos, temos causa provável.

Está alguém no sótão?

Não.

- Puxa. - Afasta-te!

Desi?

Sim?

Porque está o sótão tão limpo?

Já disse que não sei. Nunca fui aí.

Que importa isso?

O resto da casa parece uma pocilga e o sótão está imaculado.

Deviam ter visto como estava antes de eu limpar.

A minha abuela nunca deitava nada fora.

Olha para isto.

O fio não devia estar assim.

O que raio é isso?

Vai buscar a marreta.

Há quanto tempo vive aqui, Desi?

Há dois meses.

Falou na sua abuela. Ainda é viva?

Lamento.

Faleceu em junho.

Cuidei dela nos últimos anos.

- Sozinha? - Sim.

- Trabalha? - A casa está em legitimação.

Ando à guerra com a minha irmã.

Não ajudou com a velhota e quer contestar o testamento.

Ela está sozinha.

Desi, antes de demolirmos aquela parede,

não tem nada para nos dizer? Uma dica?

Não faço mesmo ideia do que está lá em cima.

Juro por todos os que amo. Estou a dizer a verdade.

Pode ser, mas já faço isto há muito tempo.

Quando disse que o cão deteta dinheiro, ficou assustada.

O que acha que está ali?

Bem, se o cão deteta dinheiro,

é provável que saibam mais do que eu.

Vá lá, Desi.

Tem uma bandeira da Colômbia na lareira e somos polícias.

Não há dúvidas de quem é o dinheiro.

Tão preconceituoso.

- Não somos todos iguais. - Nós sabemos.

Mas têm boa cocaína. Circula em todo o país.

- E têm boa comida. - Acredito.

- Têm. - Mas não a escondem na parede.

Vocês têm todos o mesmo olhar.

O olhar de quem fez algo errado.

- Fez algo errado? - Não.

Receber bens roubados, sabendo ou não, incluindo dinheiro,

é efetivamente fazer algo muito errado.

Desi, não ver um crime não a iliba de ser cúmplice.

- Muito menos se estiver na sua casa. - Entende?

Mas a casa não é minha.

É da minha avó, lembram-se?

- Ainda está na herança. - Boa.

Muito inteligente, Desi.

Como sabe dessa lacuna?

Vá lá.

Todos gostamos de dar lições de moral.

Tomar boas decisões.

Viver uma vida mais honesta.

Deixá-la nas mãos de Deus.

Mas Ele não nos paga a renda.

No fim do mês, vêm as contas.

Do médico.

Do advogado.

Do funeral.

Por isso, digam-me,

trocariam esses conselhos,

orações e boas intenções

por dinheiro?

Suponho que não.

SOB.

O que significa?

Somos os bons?

Precisa dessa validação?

Certo. Desculpe.

E a outra? SESS?

Somos e sempre seremos.

O que são?

Tenente, jackpot!

- O que é? - Não sei. Mas é grande.

Vigia-a. Ela não sai dali.

É de loucos.

Grande buraco!

Mas que porra?

Cum caraças!

Merda.

400 MIL

Cum caraças!

Estão aqui 1,4 milhões de dólares.

São notas verdadeiras?

- Tanto barulho. É grande? - Raios!

Vejo, pelo menos, mais 14 iguais a este.

- Céus! - Se todos tiverem…

- Há mais ali. - São 20 milhões de dólares.

Já viram isto? O que fazemos?

Esperem. Deem-me um segundo.

Deixem-me…

Muito bem. Podem só…

Deem-nos um segundo.

Um segundo. Já descemos.

Deixem o tenente…

Porra.

Só significa uma coisa.

Cum caraças!

Esperem. Telemóveis.

- Telemóveis. - O quê?

Os nossos telemóveis?

Ninguém faz chamadas.

Deem-me os telemóveis.

- Dá-me o telemóvel. - O que fazes?

- Não confias em nós? - É o dinheiro, entendem?

É muito. Baralha-nos.

Bolsos para fora. Deem-me os telemóveis.

É o dinheiro, Numa. Não és tu.

- Lolo, o telemóvel. - Está bem.

- Dá-mo. - Não és um polícia corrupto, pois não?

- Quero tudo. Descartáveis… - Não tenho.

A sério?

O telemóvel da Lolo. O da Desi também.

- Para identificar. - O teu telemóvel.

- A sério? - Sim, dá-mo.

- A sério? - O telemóvel.

Isto é…

Mais um.

Não façam essa cara. Não é nenhum teste de integridade.

Isto é sério. Quero tudo sob controlo.

O meu também?

Não, o teu não.

Ajuda-me a perceber o que é isto.

A desconfiança…

Não me digas o que fazer.

Estou a reagir. Que se lixe se ficam ofendidos.

Sejamos inteligentes. Confia.

- Sim. - Ouve, sou eu e tu, está bem?

Quanto disseram que era?

Trezentos mil.

O alerta era de 300 mil?

Trezentos mil.

Foda-se.

- Estamos lixados. - Sim.

Bem lixados.

Tirem o resto dos baldes da parede.

Temos de os contar.

Mike, ajuda a Numa a levá-los para a garagem.

Esta parede é de gesso.

Isso importa?

É mais difícil uma bala furar cimento.

- Merda. - Porra.

- É assim? - Sim, é assim.

Façam o que pedi.

Dane, ouve. Tens de tirar o dinheiro daqui.

Não posso.

A regra é contá-lo no local da apreensão.

- É a lei. - A regra não se aplica a uma fortuna.

Se faltar um mísero dólar, os AI não nos largam.

Temos de desaparecer, se nos enganarmos.

Não. Vou seguir o protocolo.

Temos de contar o dinheiro aqui.

Liga ao major.

- Queres envolvê-lo? - Não!

Mas se vais seguir…

- Confias nas chefias? - Não.

Mas estamos a desviar-nos.

- Lixamo-nos por violar… - Não arrisco.

É perigoso ficarmos aqui mais tempo.

Eu sei. Tenho noção disso.

Ouve, a Jackie sabia que havia uma fortuna algures

e acho que é isto.

Não sei.

Só sei que importa o que fazemos

e com quem falamos.

Temos de ser rigorosos

e unir forças. - Chefe…

Não vi as minhas filhas. Posso desejar-lhes boa noite?

Lolo, tenta entender a situação.

Eu entendo, mas o meu ex não entende.

- É rápido. - Não posso. Lamento.

Tenho de desejar boa noite às minhas filhas.

Não posso. Lamento. A sério.

Deixem-me resolver isto.

- Foda-se! - Chamamos o meu irmão.

Não. O teu irmão do FBI com quem andaste à porrada hoje?

- Ou o Matty Nix. - Nada de federais. Não!

- Eu trato disto. - Hierarquia, tu mandas. Eu percebo.

- Não sejas assim. - Não te quero pisar.

Quero ajudar-te e tratas-me como um idiota.

Trata disto, mas não sei o que porra estás a fazer.

Estão a cometer um grande erro.

Levem o dinheiro que quiserem e saiam daqui.

Antes que isto corra mal para todos nós.

Atenção!

Atenção!

Está a chegar um carro da polícia.

Nada de rádios. Não respondam a nada.

Lolo, ajuda-os. Levem os baldes para a garagem.

O que se passa, amigos?

Tantos Challengers aqui. Ou são criminosos ou polícias à paisana.

Estamos a trabalhar. ETN.

Podem desligar a luz?

Não fomos avisados.

Pois não.

- Por algum motivo? - Sim. São a Polícia de Hialeah.

- Como assim, sargento? - Agente.

Vê o escudo dourado no meu pescoço?

Nunca teríamos como pagar o suborno que cobram.

São ambos meus superiores,

mas que se foda.

E vão-se foder.

- Vamos queixar-nos ao chefe… - Espera. Eu conheço-te.

Tu aí. De onde te conheço?

- Não me conheces. - Sim, conheço.

Nunca me viste.

Boa noite.

Agentes.

Eu conheço aquele otário. Era da EACV.

O quê?

Sim. Vi-o no Seven Seas. Reconheço o cabrão.

Não, eles… Uns foram suspensos.

- Os outros foram despedidos. - Ou transferidos.

Um padre católico faz merda e é transferido. Não achas…

Não a EACV. Foi muito mau. Alguém sobrevive àquilo?

Sindicatos da Polícia. Acredita.

Andarão de olho nisto?

Se soubessem o que ali está, já estaríamos mortos.

Certo.

Acho que vão voltar.

Sim.

Vamos pegar nas armas e pôr um colete no cão.

- Viver para ver mais um amanhecer. - É um bom conselho para hoje.

POLÍCIA

Não percebo porque nos tiraram os telemóveis.

Não confiam em nós?

Só estás preocupada com o teu caso. Achas que não sabemos.

O teu amigo das quecas.

Deve estar a escrever-te agora. "Mami chula, tenho saudades tuas."

- Vão deixar-me aqui? - Não é verdade!

Digam-me o que se passa!

- Mami, onde estás? - Porra para isto!

Só queria ver as minhas filhas. Falar com elas.

Podes crer. Vais recuperar o teu telemóvel.

O que é isto?

A avozinha tinha lista telefónica.

Se quiserem ligar para 1987, falem comigo.

Ela não brincava em serviço. Tem de tudo.

De tudo. De cada ano,

de cada década e de cada século.

Não acredito.

O meu tio tinha uma carrinha igualzinha a esta.

Será que ainda anda?

Duvido. Tudo aqui é velho.

Ouçam, é tudo muito divertido…

… mas o que estamos a fazer?

- Contamos no local. - Sim.

Eu sei, Numa. Refiro-me a não contactarmos a chefia.

Comunicar. É estranho.

É uma decisão do tenente.

Estás a tripar? Fazemos sempre isto.

Não quero ter problemas.

A Jackie não faria isto.

Não estamos a apreender droga. É muito dinheiro.

Finge que já cá estiveste. E que vais voltar.

É um conselho para mim? Que fofo. Não me venhas com tretas.

- Calma. - Está bem?

- Estamos em desvantagem. - Alguém disse o contrário?

Tens de lidar com a situação.

Cálmate. Precisas…

- Sim. - Dorme a sesta.

O que estás a fazer?

Aquela porta é de fibra de vidro.

Pomos o carro ali e teremos mais proteção.

Fantástico. Queres ajuda?

Sim. Controla a porta de trás.

Está bem. Deixa comigo.

Muito bem, ouçam. Ponham os coletes, preparem-se.

Armas, munições extra… Organizemo-nos.

Os polícias assustaram-vos.

Prevenção. O que fazes?

Quero pôr o carro na porta para termos proteção.

Boa ideia.

A rapariga?

Está algemada na cozinha.

- Vão-se foder! - Lolo.

Sei que estás zangada, eu percebo.

Tudo bem.

Por favor, entende que não é pânico, é precaução.

Tudo bem, chefe. Eu percebo.

- Obrigado. - Tudo bem.

Está aqui tudo?

Sim, está tudo.

Muito bem.

Mike, vai vigiar a frente.

- Se vires algo, avisa. - Afastamos o carro.

- Não sei de baldes nenhuns. - Vejamos como os vamos contar.

Mas que porra?

Uma TEC-9.

Acusação de posse de arma para a Desi.

Que se foda!

Muito bem.

Eis o que vamos fazer.

Se disser 250, esqueçam.

Vamos acreditar.

Não lhe toquem e não abram.

Se estiver assim e não disser nada…

- Contamos. - Tem de ser. Se queremos sair daqui.

Tudo o que não disser nada, contamos.

Seria mais fácil se roubássemos o dinheiro.

Juro por Deus.

Faremos dois montes, assim. Toca a triar. Não está marcado.

Está marcado.

JACKPOT. NÃO VÃO LIGAR À CHEFIA. PODE SER CORRUPTA

Ligam-me e saio de casa por umas horas.

Não se identificam? Não sabes quem são?

Não e não pergunto.

Ou seja, estranhos, pessoas que não conheces,

vêm aqui… - Não pergunto.

- E nunca os viste? - Não, nunca.

Disseste: "Levem o que quiserem e saiam daqui." Porquê?

Mandaram-me dizer isso.

Mandaram-te dizer isso. Se a polícia viesse?

Não se referiam a levá-lo todo, mas…

Sabem que vão ficar sem algum, mas, seja que quantia for,

provavelmente não será muito para eles.

Quem é este?

É o meu filho.

Desiree Lopez Molina.

Tens fama de informadora.

Rasuraram o relatório. Porquê?

O meu ex-namorado.

Vendia drogas e roubou dinheiro.

Não presta. Por isso, colaborei com a polícia.

Não gostei. Nem ele.

Estou a ver que sim.

Ele gostava de ser preso ou de ser apanhado?

Não sei dizer.

Vê isto. Rasurado. Topa quem é a agente.

És informadora? Da Polícia de Miami-Dade?

O que aconteceu? Alguém veio deixar um cartão de visita?

Para ligares de volta?

É o que diz aí?

Chega de brincadeira. Das duas uma.

Ou sabias o que estava aqui e querias ajudar,

ou ias traí-los e ganhar algum.

Na Florida, um informador confidencial pode reivindicar até 20 % da apreensão.

É isso…

É isso que se passa? Podes ficar rica a dar informações.

Dinheiro fácil.

Eu percebo. O que vais fazer?

A tua avó morre e aparecem aqui dois tipos

na esperança de que guardes 20 milhões no sótão.

O que vais fazer? Vais enfrentar o cartel?

Não atenda.

Estou?

Têm 30 minutos para sair.

Despachem-se e levem o que era suposto estar aí.

Ninguém tem de morrer por 150 mil dólares.

E então? O que disseram?

Que temos 30 minutos para sair.

Podemos falar?

Façam o que eles dizem. Eles vão entrar aqui e matar-nos a todos.

Trezentos mil, certo?

O quê?

Perguntei-te lá em cima quanto era

e disseste cerca de 300 mil.

- Exato. - Não. Mentira.

Porque quem ligou agora disse:

"Ninguém tem de morrer por 150 mil dólares."

Quem ligou disse 150 mil?

Disse. Porque me estás a dizer o dobro?

Para começar,

afasta-te. - Não, pá.

Não me digas para me afastar.

Vai-te foder! Diz-me o que se passa, Dane.

Mais uma vez, só para esclarecer,

é a minha apreensão. Farei o que achar melhor.

Não farás merda nenhuma se o que planeias é destruir o que resta da minha carreira.

Saio já daqui e vou para casa. Entendes?

Achas que quero roubar o dinheiro?

Achas que o quero roubar?

Não sei o que queres.

Desde que chegámos, nem pareces tu.

Contei-te o que a Jackie me disse.

E tu mentes-me e ocultas informação.

Não me tentes enganar. Conheço-te bem.

O que se passa?

Mostra-me o alerta.

- Mostra-me o que te alertou. - Só a pontinha?

Não vejo onde está a piada, cabrão!

Entendes? Não confio em ti agora e isso é um problema.

Mostra-me o papel. Quero vê-lo, porra!

- Porquê? - Porque não? Tens algo a esconder?

É um alerta, não um segredo de Estado.

Não o tenho.

Porque fazes isto?

- Não o tenho. - Onde está? No carro? Em casa? Onde?

Na teu coiso? Onde está?

Eu nunca te lixaria assim!

Cabrão. Liga ao major, ou ligo eu.

ESCONDERIJO CARTEL - MUITO DINHEIRO

Achas que o cartel me emprestaria algum?

Para cobrir as despesas.

Perguntar não ofende.

Soube que emprestam aos polícias.

Num ano, levo para casa 80 mil líquidos.

E para ter isso

sou alvejada, cospem-me na cara, dão-me chutos, insultam-me,

fazem-me sentir uma merda

por ser uma barreira entre o caos e a civilização.

Acho que dás demasiada importância a isso.

O que farias com isto?

Tudo.

Só isto.

Só com este dinheiro…

… a minha vida seria muito mais fácil.

Dayo, acaba isto e vamos.

Ainda agora comecei.

Que se fodam. Sobretudo tu. Não vou com a tua cara.

Boa noite.

- Até logo. - Vai-te lixar.

Byrne, onde estás?

Metido numa alhada. Talvez precise da tua ajuda.

O que se passa?

Recebemos um alerta fora de horas.

Viemos investigar. Agora estou preso, aqui em Hialeah.

- Como assim? - Apreendemos dinheiro.

Tanto que nem dá para contar.

Porra!

Pois. Estou preocupado com o Dane.

Está a desatinar. Não está a agir bem.

Como assim?

Ainda não comunicou.

O dinheiro? À chefia?

Sim.

Isso não é nada bom.

Ouviste dizer algo sobre ele?

Apenas que está empenhado em resolver o homicídio da Jackie.

Sim. Nós também. Eles eram próximos.

Quão próximos?

Como assim?

J.D., estavas apaixonado.

Tu e a Jackie tinham algo, todos sabiam.

Sim, tínhamos.

E perdeste a promoção.

Para o Dane.

Não foi pessoal.

Diz quem?

A Jackie não era assim.

- Diz quem? - Digo eu.

E se ela estava a trabalhar no esconderijo onde estás?

E o Dane descobriu?

Faz sentido? É possível?

Sim, é possível. Faz sentido.

Então, pensa bem.

Com calma.

Viver para ver mais um amanhecer.

Compensa matar uma capitã da polícia pelo valor da quantia apreendida?

Não, porra. O Dane não matou a Jackie.

Ele está falido,

tem dívidas, o filho morreu e o casamento acabou.

Ambos sabemos que, psicologicamente, ele não está bem.

Viu o filho de dez anos morrer com cancro. Tu estarias?

Exato. E só ele sabe como isso afeta o estado mental.

Mas todos sabemos que ele não vai recuperar.

Não podemos confiar nele.

O que tens a perder quando já perdeste tudo?

Foda-se! Tenho de falar com o meu irmão.

Não envolvas o FBI. Não faças isso. Ouve, já terminei aqui.

Dá-me dez minutos. Envio-te uma mensagem. Tem cuidado.

Está bem.

Foda-se!

Dayo, vem cá.

Alguém se vai importar

se faltarem 10, 20 ou 30 mil dólares?

Vá, conta-o. Garante que está todo aí.

Não vou passar a noite aqui!

Ouçam. Queria falar convosco.

Se não quiserem alinhar, eu entendo.

Mas só aqui entre nós…

Podíamos aproveitar.

Estamos todos a pensar nisso. Sejamos realistas.

Quero a minha parte e sei que querem a vossa. Certo?

Quero faturar.

O que se passa, Mike?

Credo! Porra…

Não assustes assim as pessoas. Raios!

São estas luzes.

Que luzes?

Aquelas.

Ligaram todas ao mesmo tempo,

devem ter um temporizador.

- Em ambos os lados? - Sim.

Onde estão as pessoas?

Não vi ninguém.

E os carros?

É verdade que os cartéis compram quarteirões inteiros?

Não me venhas com isso agora.

Já temos problemas que cheguem.

Sargento.

Está tudo bem?

Sim. Tranquilo. Está tudo bem.

- Está tudo bem. - Ótimo.

- Merda. Estás a ver aquilo? - O quê?

Ali. Repara.

Pensei que era um curto-circuito,

mas segue um padrão.

Estou a imaginar coisas?

Não.

Segue mesmo um padrão.

É código Morse.

C-H…

U-I…

S.

Sabem que estamos aqui.

Sabem. Avisa o tenente. Vou lá ver o que se passa.

Sozinho?

Sim.

CHEFE - AVANÇAMOS NO MOMENTO CERTO. A FORMAR EQUIPA.

Lotta, fala o tenente. Passa-me ao major.

Major.

Recebemos um alerta fora de horas. Uma casa em Hialeah.

Falaram em 150 mil dólares.

Não envie a SWAT. Não é preciso. Está controlado.

Vamos tirá-lo daqui.

Vamos acabar de contar e já falamos. Sim.

O que raio faço?

O que raio faço?

O que raio…

Eles vão roubar o dinheiro.

O quê? Quem?

Sim.

O teu tenente e as outras duas. Ouvi-os a falarem.

Eles disseram isso?

Sim, disseram.

Ele ligou a alguém, a um major, a uma chefia,

e disse-lhe que eram só 150 mil.

- Isso foi agora? - Mesmo antes de entrares.

Deves ser o único em quem podemos confiar. Tens de ligar a alguém. Não…

O que fazes aqui dentro?

O sargento mandou-me falar-te da casa ao cimo da rua.

Que casa?

Ele foi ver o que se passa.

Estavam a fazer sinais de luzes a alguém.

Vamos, mostra-me qual é a casa.

Quero que me prendam!

Levem-me para a cadeia! Por favor, tirem-me daqui!

Eles vão matar-nos!

Soltem-me! Por favor, deixem-me ir!

- Estou? - Ouçam bem.

Daqui a dez minutos vão começar a morrer pessoas. Saiam daí.

De que falavam tu e a Desi?

Nada.

Não é nada. Vi-vos a falar.

Está com medo. O que esperavas?

Medo de quê?

De nós.

Os polícias deixam as pessoas nervosas.

Deixam-te nervoso?

Sim. Alguns.

É aquela casa.

As luzes piscam. O sargento disse que era código Morse.

"Chuis", certo?

Percebes o que dizem?

És um traidor, Mike?

Queres assustar-me?

Não sei.

Não estás a falar a sério.

Vai para dentro e ajuda-as a terminar de contar.

Eu trato do sargento.

Está bem.

Eles vão roubar o dinheiro. Temos de avançar. Já!

NÃO HOUVE ALERTA. NÃO HÁ REGISTO.

EU DISSE-TE. TEM CUIDADO.

Por favor, tira-me daqui.

Desi, tem calma, sim?

Não te vai acontecer nada.

Ligaste a alguém?

Liguei. Estão a caminho. Fica calma.

Sou eu, o Ro.

Que merda é esta?

Porque têm abraçadeiras na porta?

Não queremos pessoas aqui.

Pessoas? Somos só nós.

O que fazem?

Contamos o dinheiro.

Não estavas lá fora?

Estava.

Mandaram-me vir ajudar.

Não é preciso. Certo, Lo?

Sim. Já temos um sistema. Obrigada.

Acham que são 20 milhões?

Ajuda-me com isto.

Como estamos?

Alguém ligou.

O que disseram?

Que tínhamos dez minutos, ou matavam-nos,

e isso foi há cinco minutos.

Quanto já contaram?

Sei o que estão a fazer!

Parámos há cinco minutos.

Vamos levá-lo. Temos de ir.

O que fazes aí? Vais ajudar?

O sargento?

Separámo-nos.

Encontraste algo na casa?

Não.

- Chamo-o no rádio? - Esquece o rádio.

Lanternas. Apontem para baixo.

Porra! Fui atingida!

Cabrão!

Numa, fica com a Lolo!

Mike! Comigo!

Cabrões! Acertaram-me!

Eu protejo-te.

Vá lá.

Porra.

Digam adeus à eletricidade.

Ajudem-me! Tirem-me daqui!

Vamos parar a hemorragia.

Merda. Os carros.

Rasto de sangue. Mike, comigo.

- Tirem-me daqui, raios! - Estás ferida?

Não! Mas, por favor, tirem-me daqui!

A situação aqui é complicada, ouviste?

Se não estás ferida, cala-te!

Na cerca!

Vamos!

São malucos!

Desi!

O cão está bem?

Onde está o cão?

Estou a ouvi-lo, mas não o vejo.

Wilbur!

Wilbur!

Vocês são malucos!

- Wilbur! - Tirem-me daqui!

Cala-te, porra.

Baixa-te!

Vou soltar-te.

Não me lixes, ouviste? Vai buscar velas.

Sei o que estão a fazer.

- Vou dispersar! - Eu trato do telhado.

Vou sair!

Quantos são?

Não sei.

Mas apanhámos um. Estavam três na carrinha.

Raios partam!

Tu aí! No chão!

No chão! Vamos, no chão!

No chão!

- Esperem! - Calma. Não foi ele.

Não foi ele?

- Ele estava a vigiar. - O que diz? Não somos nós?

É o tipo da luz. É do cartel. Não foram eles que nos atacaram.

- Quem foi? - Não sei.

Está bem.

- O que fazes? O que está ele a fazer? - Está a ligar ao chefe.

Lembra-te, eu estou aqui e tu estás aí.

Cala-te.

Raios partam!

Posso dizer-vos, já que isto está a ser gravado,

que nenhum dos nossos membros

teve que ver com o violento ataque que sofreram esta noite.

E também não queremos o dinheiro…

…que possam ter encontrado nessa casa.

Tens noção de quanto é?

Não importa.

Este é o jogo que jogamos.

E hoje vocês ganham.

Não queremos mais polícias mortos.

A capitã que morreu já nos prejudicou.

O cartel não esteve envolvido no homicídio da capitã Velez?

Boa sorte, detetives.

Esta noite, vão precisar de muita.

O que se passa?

- Vamos. - Ele disse…

Não lhes interessa o esconderijo.

Não foram eles que nos atacaram.

Não foi só isso que ele disse.

Vão renunciar a 20 milhões de dólares?

Matar um polícia sai caro.

Matar cinco leva-os à falência.

Não são estúpidos.

Não vão arriscar por 20 milhões.

Lolo, estás bem?

Sim, chefe, estou bem.

Não foi o cartel que nos atacou.

Não foram eles. E não querem o dinheiro.

Se não o querem, outros podem querer, certo?

Como assim?

Asseguramos o valor do alerta.

E o resto?

Queres ser ladra, Lolo? Força. Di-lo.

Vais sustentar as minhas filhas?

É o exemplo que queres dar?

Que importa?

Levei um tiro por este dinheiro.

Já ligaste ao major?

Sim.

Sim? Quando?

Há bocado.

Falei-lhe do dinheiro,

que íamos contá-lo e levá-lo.

Como? Os carros estão destruídos.

Chama a equipa de resgate.

- Agora mandas? - O papel?

Que se foda o papel!

Não houve alerta nenhum. Ele inventou. Para virmos aqui roubar o dinheiro.

Eras o segundo no comando. Tu e a Jackie sabiam disto.

- Vê se tens calma. - Quem são eles?

Quem nos atacou?

Fazes parte de alguma equipa de polícias corruptos

que derruba esconderijos como este? - E tu?

Eu?

O ex-detetive da EACV que reconheceste.

Desde que o vimos que têm acontecido cenas estranhas.

Achas que estou feito com ele?

E depois desapareces durante cerca de 30 minutos

e voltas com um vigia armado do cartel?

Foste tu que nos atacaste?

Decide-te.

Ou estou com a bófia ou com o cartel.

- E o teu irmão, um agente federal… - O que tem?

… continua a interrogar-te. A ti.

- Porquê? - Só dizes disparates.

Vou acabar já com isto.

Para, quando formos despedidos, se lembrarem deste momento.

O que disse o Sr. Cartel sobre a Jackie?

"Achamos que ela foi assassinada por um membro da própria equipa."

- Mataste a Jackie, Dane? - Vai-te foder.

Queres roubar o dinheiro. Admite.

Tenente, vá lá.

Já percebi porque não gostas de ser polícia.

Porque não és um polícia.

És um assassino de polícias!

Não, parem!

Parem. O que estão a fazer?

Meu Deus! Parem!

Parem! Larga!

Já chega!

Larga-me!

Vai-te foder!

- Vai! - Vai-te foder.

Acabamos de contar. Agora.

Pegamos no dinheiro e saímos daqui.

Fica ao pé dela. Ela não sai dali.

Vamos prendê-la?

- O que disse eu? - Pronto!

- Ouviste-me dizer isso? - Pronto!

Vá lá.

Anda. Vamos terminar isto.

Tem sido uma noite longa. Está tudo bem.

Vigia-a. Vamos terminar isto.

- Vão matar-nos, não vão? - Vai correr tudo bem.

Tens de ajudar. És o único que é bom!

Matty. O Dane vai roubar o dinheiro.

Ele perdeu a cabeça. Têm de vir.

Estamos a caminho.

Vem a equipa toda?

Não. Cortei no pessoal. Não posso pagar horas extra.

- Foda-se! - Tranquilo. Tenho um Lenco blindado.

Só quero chegar à sala de contagem do Jackson Memorial.

Quanto é que apreenderam?

Mais de 20 milhões.

A sério?

A sério.

Despachem-se. Antes que alguém morra.

Aguenta. Estamos mesmo a chegar.

Desi, ouve.

Eu tinha um telemóvel escondido.

Perdi-o quando os estava a separar.

Por acaso não tens o teu contigo?

O teu chefe tirou-mo, lembras-te?

Foda-se!

Pronto. Feito.

Cada um tem 36 kg e é à prova de bala.

Numa.

Eis o total. Não o digas em voz alta.

- Certo. - Lolo.

- Diz-me quando o fixares. - Sim.

- Fixei. - Muito bem.

Não atendam.

Como vamos tirar daqui o dinheiro?

- Os carros estão destruídos? - Sim, todos.

- Vejo se a Desi tem a chave? - Será que anda?

Está todo furado, mas…

- Merda, há fogo! - Peguem nos sacos.

Já vimos buscar o resto.

Céus! Mas que raio?

Estás bem?

Meu Deus, a casa! Está a arder!

A casa está a arder! Já chamaram alguém?

Só vim ajudar. O que posso fazer?

Ouçam, vamos pôr os sacos na traseira do Lenco.

Numa, ficas aqui com a Desi.

- Esperem por ajuda. - Não, vamos.

Não, inalámos muito fumo.

Eu estou bem.

Não vou discutir.

- Ficas aqui. - Não.

Não vão a lado nenhum. Acabou.

- Não, tu ficas. - Cala-te.

Ouve, ficas comigo e com o dinheiro.

- Ligaste-lhe? - Não mandas em mim.

- Ainda mando! - Acabou. Ouviste?

- Vai-te foder! - O que estão a fazer?

Carreguem os sacos. O que raio vos deu?

É assim? Vão trair-nos?

Vão levar o dinheiro?

E a casa da minha avó? Está a arder.

Caso haja sobressaltos,

não perderei tempo destravá-la.

Para onde vai o dinheiro?

Para a sala de contagem da DEA, perto do hospital.

O que fazes?

Vou ligar ao major e avisá-lo para ir ter connosco ao banco.

O Dane já o avisou, certo?

Sim, ele sabe.

Não, não sabe.

Ele sabe da apreensão, não do total.

Como sabes?

Não respondeste à minha pergunta há bocado.

És um traidor?

Vai-te foder. É essa a minha resposta.

Acalmem-se. Estamos todos cansados. Foi uma noite longa.

E vai ficar ainda mais longa.

Dane, o Ro não é dos Assuntos Internos.

Eu não disse que era.

Ele informa outra pessoa.

Quem quer o dinheiro?

O dinheiro que tentaste roubar?

A Desi disse-me que disseste ao major que eram só 150 mil.

Foi algo deste género?

"Major. Fala o Dumars. Recebemos um alerta. Uma casa em Hialeah.

Falaram em 150 mil dólares.

Não envie a equipa especial. Vamos tirá-lo daqui.

Vamos acabar de contar e já falamos." Foi o que ela ouviu?

Tu, a Numa e a Lolo iam roubar o dinheiro.

Foi o que ela me disse.

Detetive, aquela rapariga ouviu-me dizer

exatamente o que eu queria que ela ouvisse.

Ouçam.

Queria falar convosco.

Se não quiserem alinhar, eu entendo.

Negarei que o disse. Mas só aqui entre nós…

Podíamos aproveitar.

Certo? Quero faturar.

- Quero roubar o dinheiro. - Vamos a isto.

Ouçam.

Sabia que ela te ia dizer.

Eles vão roubar o dinheiro.

Porque confiava em ti. Encaixavas no perfil.

Ela também te ia contar do major, da chamada e dos 150 mil.

E não foi a primeira vez que ouviste esse número.

Foi o que eu te disse na sede quando me perguntaste quanto era.

- Sim. E? - E…

… a mim disse-me que eram 300 mil.

À Numa disse que eram 250 mil.

À Lolo disse que eram 75 mil.

O único que ouviu 150 mil foste tu.

E quem ligou para a casa.

De que estão a falar?

A voz ao telefone disse: "Levem os 150 mil e saiam daí."

Ninguém tem de morrer por 150 mil.

De quanto estamos a falar?

São 150 mil.

- Precisamente 150 mil. - Como sabia?

Fui eu que liguei para a casa? Como?

- Estava lá. Tiraste-me o telemóvel. - Tinhas outro.

Não tenho outro. Não tenho telemóvel.

O que é isto, Mike?

- Não sei. Não é meu. - Não é teu?

Que estranho. Pois ele tirou-to

quando estávamos a lutar na garagem. - Exato.

Larga-me!

Mas isto é fácil de resolver.

Testamos e vemos se a tua cara o desbloqueia.

- O que estão a fazer? - O que é isto?

- Chamaste a polícia local. - O quê?

- Incendiaste o esconderijo. - Ouves isto?

Passaste a noite a tentar roubar o dinheiro.

O problema de mentir

é que é difícil lembrarmo-nos de tudo.

Quem fez o quê? Quando? A verdade é bem mais linear.

- Está bem. - A não ser…

… que mintas como eu.

Como te tenho mentido.

Porque, verdade seja dita, é preciso ter talento para isso.

Não te sintas mal. Menti-vos a todos. A ele também.

Até há pouco tempo.

Mesmo pouco tempo.

Tens algo para me dizer?

- Não houve nenhum alerta. - Não me digas.

Recebi isto na noite em que ela foi morta.

ESCONDERIJO CARTEL - MUITO DINHEIRO

A Jackie enviou isto?

Planeaste isto tudo?

A ideia foi tua.

"Lança o isco. A ver o que pescas."

Porque não me disseste?

Eles só acreditariam que roubaria o dinheiro

se tu acreditasses.

… o dinheiro…

Inventei o alerta para irmos ao local investigar.

E talvez assim quem a matou avançasse.

Mas, ouve, as equipas de assalto…

- Ela ia apanhá-los. - Ia usar isto como isco.

Mas mataram-na. Anteciparam-se.

Quem?

Vamos descobrir hoje.

Mas o Ro está com eles.

Topei-te assim que ouvi dizer 150 mil.

Mas tinha de saber com quem trabalhavas.

Os rádios, Matty?

- O quê? - Os rádios?

Porque não ouvimos disparos? E chamadas da central?

Transportamos 20 milhões de dólares. Quem nos acompanha?

Só nós. De forma segura e discreta.

- Porque não vieram os carros blindados? - Não autorizaram.

Onde está a tua equipa habitual?

Onde estão? O Dayo?

Mandei-o para casa.

Também não aprovaram as horas extra. O que é isto?

Eu falei-te do dinheiro.

Também me disseste que o Dane era corrupto e queria roubá-lo.

Ou agi como se fosse

para ver quem o viria tentar roubar.

Qual a probabilidade de lá atrás

ir um ou os dois polícias de Hialeah com quem discutimos?

Quem é que vai a conduzir? É alguém conhecido?

- Foste tu que ligaste. - E nos atacaste.

Que merda é esta?

Que merda é esta?

Querem provar algo? Emboscar-me? Vão-se foder!

Mike.

Última oportunidade. Aproveita.

Quem mais quer o dinheiro?

Acham que sou corrupto?

Está bem.

Dás-me esse telemóvel?

Voltar a marcar.

Não!

Baixa-te!

No chão, porra!

Pronto. Fomos apanhados.

Descobriram tudo. Já não há segredos.

Vamos a isto.

Está tudo bem! Estamos a conversar.

Tira o Dayo lá da frente!

Não faça nenhum disparate.

Nix, para onde vou?

Nenhum de nós jamais conseguiria gastar tanto dinheiro.

Juntamo-nos e desaparecemos.

Vivemos como reis para o resto da vida.

Menos este palhaço!

Vais ser leal à equipa, idiota!

Pegas na arma e eu mato-te.

Levas um balázio no meio da testa.

Nix, não sei para onde vou!

E a Jackie?

Mataste-a, Matty?

O Ro matou-a!

Eu não a matei.

Cala-te!

Foste tu, sacana! Mataste-a!

Mataste-a, sacana! Mataste-a!

- Vá, concentremo-nos. - Temos de sair da estrada.

Posso ficar bem.

- O que raio é isso? - É melhor atender.

Força. Estás em alta-voz.

Estamos em posição. És tu a aproximares-te?

O Lenco, o carro atrás de ti?

VÃO AVANÇAR. PREPAREM-SE

- Sim, somos nós. Onde estão? - Estamos aqui.

- Mas que… Quem é esse? - É o meu irmão.

Nix, o que fazemos?

Fala o agente especial Del Byrne, do FBI.

Quero que quem estiver no veículo saia com as mãos no ar.

Acabou.

- Pousa a arma. - Nix, vou sair.

Acabou. É o FBI. A porra do FBI!

Eis o que vamos fazer.

Planeámos isto em conjunto, a DEA e a Polícia de Dade.

Eliminámos a equipa de assalto, o Ro,

os palhaços de Hialeah. A porra dos ex-EACV.

As coisas são o que são.

Repito. Saiam do veículo com as mãos no ar.

Não vai funcionar, Nix.

É a porra do FBI! Estão em todo o lado.

A verdade é que ninguém quer este escândalo nem manchetes. Aliás,

vamos parecer heróis.

Tirámos 20 milhões de dólares ao cartel

e vamos devolvê-los à cidade de Miami?

Pensem bem.

Podemos safar-nos.

Matty, eles ouvem-te.

Eu disse: "Estás em alta-voz."

Agente Nix, como quer fazer isto?

- Merda! - Ro, para!

Baixa-te. Merda! Não!

No chão, já!

- Mike, não! - Ro!

Merda!

Imobiliza o veículo!

- Mãos! - Para onde foi ele?

Então? J.D.!

J.D.!

É o meu carro!

Merda.

Vai-te foder!

Foda-se!

Para.

Mike!

Para.

Foda-se.

Foda-se! Foda-se!

Raios partam, Mike!

Achas que sou um idiota?

Quanto queres?

Quanto queres? Dou-te uma parte.

Ajuda-me. Vá lá.

Quanto te coube a ti?

Compensou matar a capitã?

Já percebes?

Vais matar-me?

Passa rápido.

Quando dás por ela,

estás velho.

Vamos.

LISTA TELEFÓNICA

- Assine aqui. - Sim.

Devem estar aqui cerca de… No mínimo.

- Estão a pressionar-me. Digam-me o total. - Está bem.

- Detetive Salazar? - Sim.

Tem confirmação do total?

Sim.

Tenho.

20 milhões, 650 mil e 480 dólares.

Detetive Baptiste.

Já sabe o total?

20 milhões, 650 mil e 480 dólares.

Tenente Dumars.

Tem o total por escrito?

Sim, tenho.

Boa noite.

Ou bom dia.

Vai ficar satisfeito.

Certinho.

Bom trabalho, detetives.

Excelente apreensão.

Podem arrumar tudo e ir embora.

Entendido.

Ouvi bem? "Boa apreensão"?

- Merda. - Caramba.

Ela vai receber uma parte.

Meu Deus!

Que bom para ela.

A casa da avó ficou destruída. Ela merece-o.

Bem, foi graças a nós.

- Sim. - Sim, graças a nós.

Vocês foram simplesmente incríveis. A Jackie ficaria orgulhosa.

Sinto que, mesmo morta, ela conseguiu.

Fez magia.

Muito bem.

- Sim… - Vou andando.

Tenho um duche quente e uma cama enorme e vazia

à minha espera. Tenho de ir.

- A minha perna. - Vai descansar.

Vemo-nos em breve.

- Vai ver as miúdas. - Tens boleia?

Adeus.

Não soubeste? A DEA chamou-nos um Uber.

Um Uber Black, para ser precisa. Um luxo!

Adeus, chefe.

- Beijos às miúdas. - Estou exausta.

Vamos, amigo.

Ela recebe 20 % da apreensão. São quatro milhões de dólares.

Parece que sim.

As Finanças ficam com metade.

Mas ela fica bem. A noite rendeu bem.

Sim. Acontece.

Pois.

Parabéns, Del. Fizeste o teu trabalho.

Sim, fiz. E fiz o teu também. Agradece-me depois.

Ouve. Desculpa aquilo ontem.

Desculpa.

- E quê? Queres um abraço? - Sim.

- Nem penses. - Abraça-me.

- Não te vou abraçar. - Abraça-me.

Nem penses. Vai-te lixar.

Vá lá. Abraça o teu irmão que te adora à frente dos teus colegas.

Vem cá. Sou um rufia, mas adoro-te.

És um idiota, sabias?

Tu também, mas eu adoro-te.

- Obrigado. - Estás bem?

- Sim. - Tens a certeza?

- Sim. - Está bem.

Mais logo vou passar na mãe para beber um café.

E para que saibas, vou ficar com os louros disto tudo.

- Eu sei. - De tudo.

- Porquê mudar? - Exato.

E deves-me um carro.

Está bem.

Parabéns, miúda. Não gastes tudo de uma vez.

Obrigada.

Não gozes. Aposto que tens aí cerveja.

Obrigada.

Sabias que ia contar tudo ao Ro, certo?

Sim. Sabia que ias fazer o correto.

Mesmo que corresses perigo.

Aquela…

A capitã, a polícia que foi assassinada e com quem falei…

- A Jackie. - Sim, a Jackie.

Não sei. Apesar de tudo, levou-nos até ti.

- Achas estranho? - Não.

E se a conhecesses…

Ela…

Ela diria que estava destinado a acontecer.

Então, talvez estivesse.

Sim.

SESS

Queres saber o que são?

SOB

"Somos os bons?"

Foram as últimas palavras do meu filho.

"Somos e sempre seremos."

Foi a última coisa que lhe disse.

Como?

Cancro.

Tinha dez anos. Chamava-se Jake.

Vá, Desiree Lopez Molina. Não te metas em sarilhos.

Estiveste bem hoje.

Tu também.

TENENTE POLÍCIA METROPOLITANA DE DADE

Olha o pôr do sol!

É tão lindo!

- Imagina a alegria ao ver o amanhecer. - É fantástico.

Jackie!

Jackie, onde estás, querida?

Estou aqui!

EM MEMÓRIA DE

Legendas: Cristiana Antas

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