Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Calma.
Larga a faca.
Larga a faca!
Quanto tempo estive a dormir?
Calma, menos de meia hora.
Eu também estava a cair.
Encontraste alguma coisa?
Nada de nada. Há muitos contratos, papéis...
Há uma brutalidade de material.
Precisávamos de uma brigada inteira para passar tudo a limpo.
Por muito que olhes, não há como.
Tentei identificá-la com inteligência artificial, mas...
É impossível saber quem é.
Por agora, é o assassino que procuramos.
Ainda não sei quem é o teu informador no Ministério.
Tudo a seu tempo, "Iceberg".
Ainda estou a trabalhar nisso.
E onde se encontram?
Já te disse, num bar do porto.
Entra!
Gomila, não podes estar aqui, ein?
-Eh... -O que se passa?
Encontrámos outro corpo.
Lola Roca.
A soprano da companhia.
Há impressões digitais?
Muitas, mas presumimos que sejam do elenco e da equipa técnica.
As identificações já estão em curso.
E isto?
Uma adaga japonesa que aparece na obra.
"Com honra morre quem não pode viver com honra."
Em Valência também há ópera.
Ela cometeu hara-kiri?
Não exatamente.
Usou outro ritual usado pelas mulheres japonesas.
Não abriam o abdómen, cortavam a carótida.
E há uma particularidade interessante.
Usando este método, as mulheres amarravam-se
para evitar a desonra de morrer com as pernas abertas.
-Alguma nota ou mensagem? -Nada aqui, nem no camarim.
O telemóvel estava atrás de umas caixas.
Levaram-no agora para análise.
É de última geração e às vezes dão problemas, como sabes.
Apenas uma coisa me chamou a atenção.
É uma marca de agulha?
Correto. O relatório toxicológico dir-nos-á se há vestígios de drogas.
Ou de qualquer outra substância.
-Estás bem, "Iceberg"? -Sim.
Como acabou a festa?
Como sempre.
Nauseado e farto de aturar merdosos.
Chegaste muito tarde?
Se sabes porque perguntas?
Vá!
Tínhamos convidados, tive de levar os holandeses a tomar uns copos.
Vendi-lhes mais quatro cavalos.
Amanhã já os podemos enviar.
Ele já cá esteve esta manhã.
Quem?
O Simão.
Queria saber como a Coimbra passou a noite.
Não nos devíamos ter metido nisto.
Vou repetir as vezes que forem necessárias.
Tenho tudo controlado, "confit".
Tens a certeza?
Conseguimos o dinheiro que precisamos e mando tudo à merda.
Prometo.
É muito fácil entrar nos negócios do Simão.
Mas sair?
Perfeito, falamos com mais calma depois.
Para o ratificar formalmente no Comité Executivo, ok?
Muito bem.
Vemo-nos em Palma.
Sim, sim.
Obrigada a todos, obrigada. Obrigada, adeus.
Adeus.
Ouviste ou não?
O partido apoia.
Não faças essa cara, já te disse que te guio.
E não é muito mais complicado Do que o que fazes agora.
Ou é difícil aturar-me,
senhora futura Vereadora?
E o Delfí?
Dizem que quer o cargo há muito tempo.
Delfí...
É um bom número dois, nada mais que isso.
Temos de controlar a situação.
As pessoas ficam nervosas quando lhes mexem nas cadeiras.
É um estúpido.
Mas pode ser perigoso.
O quê? O que se passa?
Menorca é uma ilha pequena.
Lembre-se de que somos um alvo fácil aqui.
Temos que nos mover com agilidade e inteligência.
Qualquer passo em falso poderá fazer que Simão Tavares desapareça.
Quero agradecer
ao Inspetor Rodrigo Cuevas pelo apoio imediato
da Oficina Central Española a esta operação.
Obrigado.
Devemos seguir todos os movimentos do Tavares.
Onde dorme, com quem se reúne, onde come. Tudo.
Verificar se chegou alguma mercadoria a Menorca.
do Brasil ou do México.
-Inspetor Cuevas? -Não, nada de Inspetor.
Rodrigo, por favor.
Certo, Rodrigo.
Podes encarregar-te da Maria Inês Ferreira?
Sim, claro.
Precisamos de saber se existem mais negócios entre eles,
além dos cavalos.
Já sabem.
Discrição máxima e vamos ao trabalho.
Ao trabalho, vamos.
Torres, Blanco, venham comigo.
Boas!
Passaste pelos estábulos?
Sim, mas não tão cedo como tu.
Bom, sou um apaixonado por esta égua.
Compreendo. Está a fazer-te muito rico.
E fará ainda mais.
Ah, sim? Já compraste o Galileo?
Como já?
Estou há espera desse garanhão há quê, cinco meses?
Vai valer a pena. Simão, confia em mim.
Por 600.000? se não a emprenha...
Queimo-o vivo.
Como o maldito astrónomo.
Isso é uma lenda.
O astrónomo morreu fechado em casa,
quase de certeza sem foder.
Pelos menos uma égua, não?
Amanhã acaba o temporal.
-Podemos carregar o ferri. -Finalmente.
O Toni avisará Toulon para que estejam preparados no porto.
Temos de nos mexer, já temos outra remessa a caminho.
Não te preocupes.
Prometi-te o melhor armazém da Europa aqui, e vais tê-lo.
Adrià, dois copos, por favor!
E o hotel?
Como estão as coisas? Tudo pronto?
Tudo controlado. A Eva é muito rigorosa,
até verifica se os empregados trocam de roupa interior.
Muito bem, muito bem.
Não sei se passo por lá.
Gostava de ver como ficou o hotel.
Confia em mim, garanto que está tudo em ordem.
Confio, mas gostaria de ver com os meus próprios olhos.
Olha, esta ilha é muito discreta. Não convém que te vejam muito.
Pelo menos até acabar a segunda fase do projecto.
E quando será isso?
Em breve.
Muito em breve.
A minha irmã Júlia tem quase tudo pronto
e a nova Vereadora não dará problemas.
Como a anterior.
Então, à saúde da nova Vereadora.
Que dure mais que a anterior.
Adrià, mais duas bebidas, por favor!
As cadeiras devem estar equidistantes,
Não mais de quatro dedos de distância uma da outra.
Certo? Obrigada.
Pablo.
Quero flores em todas as mesas e no palco também.
-A violoncelista vem? -Está a caminho.
-Certo. -Ali também.
-Ok? Obrigada. -Certo.
Que cara é essa? O que se passa?
Nada.
Ontem à noite fui ao teu quarto e não respondeste.
O que se passa? Estavas nos fumos?
Não, não.
Saí para caminhar um pouco, desde que chegámos, não consegui dormir.
A porra da ventania à noite também me deixou louca.
Coloquei auscultadores e ouvi música no máximo...
Não é da ventania!
Já passei por piores.
Sabes muito bem do que falo.
Vá, Sebas, tem calma.
-Aqui ninguém sabe de nada. -Como podes dizer isso?
Não sabes...
Amanhã é a inauguração.
Quero-te sereno e com a cabeça no trabalho.
Não sei se consigo.
Tem calma, vá.
Calma.
Filha da puta!
Sebas, o que se passa? O que se passa?
As suas últimas críticas foram demolidoras.
Isto é consistente com a declaração do diretor da ópera.
Ontem tiveram uma discussão muito, muito feia.
Disse que ela estava fora de si e fez-lhe um ultimato.
O homem estava devastado.
Curioso, ela tinha acabado de chegar a Menorca
e foi ao funeral de Laura Vidal.
Sim, o diretor disse que
lhe contou que passaram o verão juntas quando eram crianças.
Inspetores?
Sim?
O relatório do telemóvel já chegou. Também já vos enviaram por e-mail.
Obrigada, companheiro.
Era muito ativa nas redes sociais. E tinha contas nas mais vulgares
e parece que costumava interagir com os fãs.
Mas não há nada que salte à vista.
Não tinha haters que lhe infernizassem a vida.
Nada de polémicas, salvo a da atuação de Berlim.
Mensagens privadas, mas nada de relevante.
Olha só!
Ela tem uma conta no LovelyFans, com muitos subscritores.
Estava a ganhar muito dinheiro.
Aqui tem uma mensagem privada.
Parece que esteve com ele ontem.
Ontem à noite.
Enviou-lhe uma foto dos seios às 22:12.
Caralho!
O gajo queria pagar 3.000 paus.
Verificamos que o IP do utilizador não pode ser localizado.
Utiliza um servidor intermediário muito complexo e ligações encriptadas.
Não me surpreende. Se pode pagar 3.000? por sexo,
pode comprar um bom preservativo, certo?
Vê esta aplicação de mensagens.
Este tem nas mensagens privadas.
É o da discussão no enterro.
Conheces?
Em Menorca todos conhecem Ivan Triay.
O irmão da Presidente do Conselho?
-Sim. -Certo.
Processarei a ordem para o interrogatório.
Quero que conste que o meu cliente está aqui
de livre e espontânea vontade,
sem acusação,
e com absoluta vontade de colaborar.
Certo.
É o que esperamos.
Como conhecia a Lola Roca?
Ela passava aqui os verões, coincidimos uma vez.
O que significa para si "coincidir"?
-Não sei o que quer dizer. -Inspetor, agradecia
que fosse mais concreta. E que evitasse perguntas armadilhadas.
Serei mais clara.
Se acederam ao telemóvel do meu cliente sem uma ordem judicial...
Calma.
Eram do telemóvel da vítima.
Qual era a sua relação com Lola Roca?
Estivemos juntos algumas vezes, só isso.
Contactava com ela através da conta da LovelyFans?
Não sei o que é isso.
Pagava-lhe para fazer sexo consigo?
Mas que piada é esta?
Responda.
Não.
Nunca paguei nada à Lola Roca.
Esteve com ela ontem à noite?
Não estive.
Estivemos juntos numa exposição de cavalos.
Há centenas de testemunhas que o podem confirmar.
Depois foi procurá-la ao teatro?
-Não. -Discutiram?
Lola era uma mulher muito desejável.
Não?
Ficou com ciúmes?
O que aconteceu no teatro, Sr. Triay?
Não sei.
Eu já disse que não estava lá.
Depois da festa fui para casa.
A minha mulher pode confirmar isso.
Quando estava com a Lola, consumiam drogas?
Não. Ela não fumava nem bebia, cuidava muito bem de si.
Estava sempre preocupada com a sua voz.
A sua mulher sabia do relacionamento que tinham?
Não tínhamos qualquer relacionamento.
Apenas fazíamos sexo.
E sim, a minha mulher sabe de tudo.
-Agradecia que não... -Que não, o quê?
Que não se torne público?
Tinha medo que isso pudesse acontecer?
Inspetora.
O meu cliente está a ser honesto e cooperante.
Incomodava-o que pudesse ser desmascarado?
Não.
Alguma vez a ameaçou?
Não.
Não estava apaixonado por ela, nem ela por mim.
Era o que era.
-Inspetores. -Sim, Gomila?
A triangulação do telemóvel chegou.
-Obrigado. -Inspetores, já chega.
O meu cliente está muito afetado pela morte de uma muito boa amiga.
Se necessário, está disposto a fazer uma declaração perante o juiz.
Ele não tem nada a esconder.
-O que se passa? -Tem um álibi.
A triangulação dos telemóveis confirma que não estava no teatro naquela noite.
Quem está aqui? Sou eu.
Boa noite.
Boa noite.
Tenho uma fome!
Continua a ventania.
Não sei se os barcos poderão partir amanhã.
Pois se sopra, que sopre.
Como correu com a polícia?
Bem.
Não tens que te preocupar com nada.
Sabem o que aconteceu?
As pessoas dizem que ela foi morta.
Sim, há quem diga isso.
E outros que talvez se tenha suicidado.
Parece que não estava a passar por um bom momento.
E tu, o que achas?
Conhecias bem, não é?
Não muito.
As crianças querem dizer boa noite.
Certo.
Deita fora o cartão.
Já.
Esconde alguma coisa. É um grande manipulador.
O gajo nem pestanejou.
Nem um gesto fora do sítio.
Nota-se que não é a primeira vez que é interrogado.
Temos de colocar escutas no telefone dele.
E como é que justificamos, Serra?
Com o que disse Crespo?
Que não pestanejou, ou que não olhou para o chão?
Lembrem-se que ele tem um álibi.
Concordo convosco, estão a fazer um bom trabalho.
Mas preciso de algo mais para poder defendermos perante o juiz.
Este juiz é muito cauteloso.
Cauteloso significa cobarde?
Diga como quiser.
Mas eu também não vejo motivos para pensar
que ele continua a ser o principal suspeito.
O que vos garanto
é que a família Triay é muito influente.
E já está a bater a algumas portas, aqui e em Palma.
-Bem, diga-lhes que... -Serra.
Como estão as coisas com a documentação do Urbanismo?
Alguma novidade?
De momento não.
É muita informação e faltam-nos pessoas.
Sim, eu sei.
Mas é o que há.
Não tenho mais efetivos.
Parecem cansados.
Hoje foi um dia de loucos.
Descansem, preciso que estejam fortes.
Antes de ir, quero uma cópia da gravação do interrogatório.
É verdade.
Estás com uma cara...
Não podemos passar mais uma noite neste sofá.
Meia hora e estamos a ir embora.
Sim, senhora. Intuitiva e teimosa.
Òscar.
O que fazes aqui, Òscar?
Tem calma. Vais ficar bem.
Tens que voltar a casa.
Silêncio.
Tens que voltar para a mãe.
Tens que voltar, querido.
Tens que voltar para a mãe.
Merda, caralho!
Peço desculpa, o escritório do chefe de segurança?
Chega cedo, não?
Sou a Inspetora Serra.
-Eu sei que estava de baixa, mas... -Eu?
Não estou de baixa desde 2010.
-Como? -Como ouviu.
Não entendo.
Um colega meu não lhe pediu as imagens de segurança?
Eh... ¿Àlex?
Sim. Sim, ele pediu-me as imagens, mas ainda não chegaram.
Ocorreu um problema com o servidor.
Hoje ia reclamar para a Central, porque isto é inaceitável.
Acho bem.
Porque se não, fodo-te todo.
Seguimos o Simão e o Toni até ao interior da ilha.
Escolheram um local discreto, sem grande ostentação.
Uma casa propriedade de uma empresa sediada no Luxemburgo.
Isto parece-lhe familiar?
Não, nada.
Algo interessante aqui?
Contactava com ela através da conta da LovelyFans?
Nada que nos sirva.
Pagava-lhe para fazer sexo consigo?
Este homem tem um grande auto-controlo.
Era o que vinha no relatório que a Comissária.
Parece que era amante da soprano que foi encontrada morta.
Mas não conseguiram ligá-lo ao caso.
A nova rota da droga passa por este homem.
Temos de seguir o Ivan e as suas atividades.
Já estamos em cima dele.
Estamos a recolher informações de potenciais amantes, amigos,
locais que Triay frequenta.
Sabemos que esta tarde irá com a sua mulher à inauguração de um hotel.
Temos de estar lá.
Ali está o Triay.
E este, quem é?
Toni.
Quem é o Toni?
O braço direito de Simão.
Isto não é sobre cavalos.
O Triay vai para o terceiro carro.
Este é o Simão.
Já o apanhámos.
-Toma. -O que é isto?
Trouxeram dos Perdidos e Achados. Eles receberam isso há dias.
No interior há um cartão de gasolina do Inspetor Crespo.
Parece que pode ser sua.
Obrigada.
-O que me querias mostrar? -As imagens do Conselho.
Do último dia em que a Vereadora foi vista.
Vamos ver.
Quem é este indivíduo? Não se vê a cara.
Espere.
São as imagens do Conselho?
Enviam-nas e não me dizem nada.
Porra de telefone.
Merda.
A bateria descarrega-se sozinha.
Comissária.
-Sim? -Veja isto.
Sebastià Balaguer. Um arquiteto valenciano.
Sim. Também esteve no funeral de Laura Vidal.
Conversou com Lola Roca e depois discutiu com Ivan Triay.
O que é isto?
Relatórios do Departamento de Saúde e clínicas privadas do seu seguro.
Lola Roca não tirou sangue nos dias que antecederam a sua morte.
O relatório toxicológico.
Nenhuma substância estranha no corpo e...
Nada que explique a picada no braço.
Ou ela própria tirou sangue, o que não faz sentido,
ou foi o assassino que o fez.
Comissária, o que fazemos?
Avancem.
Preparem o interrogatório.
Falamos depois.
Obrigada, Òscar. Obrigada.
O que é que ele lhes disse?
Pica-os.
Comenta o quanto se importa com a imagem que passamos para o mundo,
com todas estas mortes.
Cabrão do Delfí, é um canalha.
Como pode dizer-lhes isso?
Suspeita que não lhe dará o Conselho?
Pode ser. Há muitos bufos.
Mantenha-se perto do alvo.
Estás bem?
O quê?
-Se estás bem. -Olha, homem!
-Como vais? -Bem!
Parece que as pessoas estão animadas.
Espera que lhes bata o vinho.
Com as garrafas que comprei, vão sair a fazer a conga.
Paloma!
O que sabes?
Só que vão interrogá-lo.
Eles têm alguma coisa, tenho a certeza.
Sobre o quê?
Sobre tudo isto.
Impossível.
Já pode ir. Obrigada.
Ontem tu com a questão da Lola e hoje o Sebas.
Não sei, não gosto nada disto.
Acusaram-te de alguma coisa?
Não.
Foda-se, pobre Sebas.
Não o consigo tirar da cabeça.
Não tenhas medo.
A advogada é um pitbull.
Mas se o pressionam muito, não sei.
Como está a correr?
Zero a zero.
Porque é que não entrou com a Serra?
Não sei, decidimos empregar esta estratégia.
Passa-se alguma coisa?
Que eu saiba, não.
Crespo.
A Serra pediu-me para fazer isto sozinha.
Mas tudo bem,
ela é mesmo incrível.
Pergunto-lhe novamente. Reconhece-se nessa situação?
Não.
Tem a certeza?
Desculpe, o meu cliente repetiu isto duas vezes.
E aqui?
Sim, sim, sou eu, sou eu.
São 2 minutos e 55 segundos depois do carro de Laura Vidal
sair do parque de estacionamento.
Reconhece-se agora?
Nas imagens anteriores?
Tenho muitas coisas na cabeça.
Mal me consigo lembrar do que fiz na semana passada.
Sim, compreendo.
Um arquiteto como você está sempre muito ocupado.
O estranho é que se encontrou com a Vereadora do Planeamento Urbano...
Num parque de estacionamento.
Não conseguia marcar uma reunião?
Com certeza.
Trabalho há anos com esta Administração.
Calculo que sim.
O que estava na pasta?
Não sei.
Uma licença, um procedimento de rotina...
Não, não me recordo.
Um arquiteto tão ocupado perde tempo com estes procedimentos?
O meu cliente pode perder tempo com o que ele considerar adequado.
Sim. E eu também.
Por que discutiram?
Não discutimos.
Ah, não?
E porque é que a vereadora atirou a pasta ao chão?
Não sei, também me surpreendeu.
Pensei que não se lembrava.
Por que razão está a mentir?
Inspetora, a sua abordagem está no limite das boas práticas.
Não me diga como fazer o meu trabalho.
Não vás por aí, Serra...
Por que é que discutiu com Ivan Triay no funeral de Laura Vidal?
Porque é que ela está a misturar os casos?
Nós não discutimos.
Foi por causa da Lola Roca?
Ficou com ciúmes e matou-a?
Não.
Ou foi Triay?
O que têm a ver estas perguntas com o caso em questão?
Responda.
Tem medo de Triay?
Se cooperar, podemos protegê-lo.
-Quando é que fiz alguma pergunta... -Sim, fez.
E não tolerarei mais perguntas com rasteira.
Vamos, vamos. Não me lixes.
Inspetora.
Posso continuar?
Inspetor.
Quero manifestar a nossa discordância
com o que acabou de acontecer nesta sala.
E espero que, a partir deste momento,
o seu tom e os seus modos não sejam iguais aos da sua parceira.
Caso contrário, recomendarei que o meu cliente se recuse a responder.
E terminamos este processo de imediato.
O Sr. Balaguer deveria estar num evento de vital importância
para a sua carreira profissional.
Agradecia que fosse breve.
Obrigado.
-Comissária. -Agora não, Serra.
Senhor Balaguer.
Voltou a ver Laura Vidal na sexta-feira?
Não.
Tem a certeza, ou...
Falha-lhe a memória por causa do stress?
Inspetor.
Posso ver o meu telemóvel?
Claro.
É o cartão de embarque para o meu voo para Valência.
Apanhei-o meia hora depois.
Suponho que isto possa ser verificado, certo?
Hey!
"Iceberg". Não me ouves ou quê?
Vais-me deixar na mão?
Isso já tu fazes sozinho.
Eh, eh, espera um pouco.
O que se passa?
Não queria passar por cima de ti.
Foi uma ordem de Martínez.
Claro, e não tiveste tempo suficiente para a cumprir.
Que querias que fizesse?
Tinhas aquela cabra a morder-te a jugular.
E não te ia soltar.
Sabes o que significa encobrimento?
Claro que sei.
O que aconteceu às imagens do Conselho?
Como?
O que queres dizer com isso?
És um merdas.
Dói-te a cabeça hoje?
Ou queres que te leve a um bar para te embebedares com o Damià?
O teu informador... Miserável.
Queres?
Não, obrigada.
-São boas para a tensão. -Não quero.
Não achas que já chega?
Depende.
Se agora é hora de sermão,
falta-me uma garrafa inteira.
Ah, hora de sermão? Prepara-me outro, rapaz.
A caminho, senhor.
Eh, tu. Deixa isso.
Deixa-o, ele é um artista. Faça outro.
E tu vens comigo.
Vem.
Anda.
O que queriam? O que lhes disseste?
Eu disse-lhes que a Laura se suicidou por nossa causa.
Eu não sou assim tão estúpido.
-Porque é que queriam falar contigo? -Porque têm as imagens.
-Que imagens? -Do estacionamento! As do Conselho!
As do Conselho!
Fui na sexta-feira para que ela assinasse algumas autorizações, ok?
-Porque é que não me contaste? -E que importa se eu te contei?
Eu não fiz nada, ela ficou histérica.
-Histérica e assustada! -O que é que se passa?
Não te preocupes, ele está bêbado.
É isso que me preocupa.
O que te preocupa agora?
-O que te preocupa? -Sebas, por favor.
A tua imagem!
A imagem da tua família, da tua irmã.
Vai à merda, pá!
Aqui nem Deus toca nos Triays!
Tratam de varrer a merda para debaixo do tapete. Vai...
-O quê? -O meu nome surgiu?
Propuseram-te colaborar?
E se eu fizesse isso?
O Quê? O que se passa?
Eh?
Eles já estão atrás de ti.
Sim, sim.
-A polícia pensa... -Não.
-Que mataste a Laura e a Lola. -O que está a dizer?
Não brinques comigo. Ok, meu?
Não brinques comigo!
Eu não sou idiota. Não me vais deixar louco!
Eu não sou a Anna Martel!
-Entendes? -Puta que te pariu!
Ivan, ele não queria dizer o nome dela...
Para, caralho!
Para, para, para!
Para, para!
Cabrão!
É assim que o controlas?
Que colhões.
Desperta. Toma.
O que estão a dizer?
Não é importante.
Ivan. Ajuda-me a convencer a Maria Inês a ir para a Alemanha.
E competir com a Coimbra no CHIO Aachen.
Simão!
Ela terá tempo para recuperar, certo?
Vá, "confit". Deixas-me?
Sim, claro.
Deixo-vos.
Quê?
No final, não conseguiste resistir.
Eu queria verificar como estava tudo. Eu disse-te.
Sim. E eu disse-te que aqui havia muitos olhos.
Ninguém define o meu curso, Ivan.
E menos ainda se o barco for meu.
O desta noite, está tudo pronto?
-Está tranquilo. -Bem.
Ivan, não nos apresentaste.
Simão Tavares, Eva Guàrdia, a CEO da Katlan Group.
Sim, eu sei. Prazer.
Igualmente.
Vi-o no outro dia na exposição. Tem uma boa égua.
Obrigado. Parece que a fixou.
É a sua primeira vez em Menorca?
O Ivan não me falou de si.
É parente da Maria Inês?
Bem, poderíamos dizer isso.
Família e sócios.
Você também cria cavalos?
Sim, mas prefiro investir em hotéis.
Estou ansioso que comece a segunda fase do projeto.
-É por isso que eu acho... -Puta que pariu!
Calma, homem.
Eva.
Peço desculpa?
Soltaram-no muito rápido, não?
É que além de tranquila, esta ilha é muito pequena.
Sabe-se tudo muito rapidamente.
Achas que pode ser um problema?
Não sei.
Porque se é um problema...
Não é meu, é teu.
Resolve.
Faz-me desaparecer o problema.
Se me entendes.
Anda, anda, anda!
Como vai, Fran?
Estamos quase a terminar.
Depressa, rapazes, que não temos tempo!
O que se passa? Vamos!
Ei, Crespo, sinto-me mal por...
Inspetora, posso entrar?
Deixaram isso na caixa de correio para si.
Não, não tem remetente.
Hoje pareço um mensageiro, ein?
Estamos aqui para o que precisar. Se necessita de ajuda...
Isso está quase morto.
Acho que falei até com as paredes.
Já está, Sebas.
Foi difícil, mas conseguimos inaugurar o nosso projeto.
A minha cabeça é como um tambor.
Não faltou nenhum maldito empresário para bajular.
Obviamente falei de ti.
Conheces a paixão que têm aqui por cavalos.
Acontece que um deles me queria foder.
E disse-me que existe um plano para renovar o hipódromo.
Temos negócio à vista.
Não quero fazer negócios nesta ilha.
Não me traz boas recordações.
Mas em Valência estávamos a morrer à fome.
Vá lá, pode sair daqui um bom projeto. Há muito dinheiro, podes brilhar.
É certo.
Sebas.
Porque não tiras uns dias e vais para Valência?
Sim.
E assim livras-te de mim.
Não sejas imbecil.
-Quero que descanses. Não quero que... -O que é que não queres?
Que deixe tudo?
Confias em mim?
Claro que confio em ti.
Estou preocupada, quero que descanses.
Sabes o que eu quero?
O que eu quero é foder.
E contigo não posso.
Vá, diz-me que sim.
Vou dar um passeio.
E penso sobre isso.
Muito bem.
Toma.
Outra pellofa bem fresca.
Devo-te cem como esta.
Não, eu é te devo.
Talvez eu te tenha lixado o trabalho.
Espero que não vá mais longe.
Calma, tenho a certeza que não.
A cabra da tua parceira apanhou-me com as calças na mão.
Como podia imaginar que ela viria atrás do disco rígido?
-Sinto muito mesmo, caralho. -Não, a culpa é minha.
Eu sou um miserável.
Eu deveria ter enfrentado desde o início.
E não ir com mentiras de merda.
Se errares, erraste.
Assumes e ponto final.
Inspetora Serra.
Como mudou a rapariga.
Já a conhecias?
Claro, isto é uma ilha.
É a irmã de Eduard Serra Miralles.
Ouvi mais versões deste caso do que da Madeleine McCann.
Foi um desaparecimento muito falado há alguns anos.
A mãe dele aparecia nos jornais todas as semanas.
Era uma mulher combativa e de carácter.
Eu lembro-me perfeitamente,
porque aconteceu pouco depois de ter chegado a Mahón.
E foi resolvido?
Eh pá.
Era uma história muito obscura.
Pobre.
Aquela mulher ficou perturbada.
Dizem que o filho era um demónio.
Parece que gostava muito das festas.
Existem muitas teorias a circular pela ilha, mas...
Dizem que se suicidou.
Acho que se meteu com as pessoas erradas e calaram-no.
Ou isso, ou devia dinheiro.
E despacharam-no.
Há muitos destes, sabes?
Sim!
Menorca.
Um paraíso para famílias, ecologia, segurança e paz.
Amén!
Estes são os slogans.
Mas não te esqueças que esta ilha
foi conquistada
por fenícios, muçulmanos,
britânicos e franceses.
Caralho, os menorquinos
são muito bons a esconder o que lhes interessa.
Parece que aqui não acontece nada,
mas não te fies nisso.
Há muita merda, digo-te já, companheiro.
Estão-te a ligar.
O quê?
Estão-te a ligar.
Papá?
Olá, querido. O que fazes?
Eu ia dormir e queria falar contigo.
Muito bem. Muito bem.
Onde estás?
Eu? Aqui. A trabalhar.
E tu?
Em casa.
De certeza?
E tu, o que estás a fazer, querido?
Já te disse, vou dormir.
Papá?
Papá?
Ouves-me?
Papá... O que se passa?
Ah!
Foda-se, foda-se, foda-se!
Papá!
Não, não, querido. Tem calma.
Tem calma, querido, calma.
Calma.
-O que se passa? -Não é nada.
-Àlex? O que fazes? -Não é nada.
Estou... Não chores.
O papá está bem, ok?
Já volto.
Cris, eu...
-Tu? -Eu não...
És um merdas!
Foda-se, Àlex, estás bêbado!
Não vou deixar que o magoes novamente, entendes?
Crespo?
Crespo!
Hey! Hey!
Sou um pedaço de merda, sou um pedaço de merda.
Calma. Calma, ok?
Está bem.
Não vás, por favor.
Não vás.
Sebas!
Não vês?
Ele não consegue respirar!
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.