All language subtitles for La Neuvaine, Bernard Émond, 2005 - pt.br

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Original subtitles

A NOVENA

Vamos, entre!

N�o se mexa.

Abaixe-se.

Abaixe a�!

Voc� tamb�m!

Eu n�o poderia suportar o pensamento de que algum sofrimento seja desperd�cio.

Para algumas afli��es seria melhor morrer, ou ent�o nunca ter nascido.

N�o diga isso. Nunca se sabe.

� incompreens�vel.

- V� ver sua av�. - O que h� de errado com ela?

Ela lhe dir�.

Fran�ois,

eu vou morrer.

Eu j� sabia disso,

mas agora...

Eu n�o tenho muito tempo.

Voc� ficar� sozinho.

Olhe para mim, Fran�ois.

Eu serei feliz.

Se o Senhor assim o desejar, desfrutarei do gozo celestial.

Agora...

Ou�a-me.

� importante.

Voc� precisa manter a casa.

O dinheiro ser� depositado em sua conta todos os meses.

Com seu rendimento na loja, ser� capaz de faz�-lo.

Sr. Tremblay?

Sim, Fran�ois?

Eu n�o posso vir pela manh� at� a pr�xima quarta-feira.

Eu poderia trabalhar � tarde?

Sim... mas por qu�?

Preciso fazer algumas coisas para minha av�.

Tem algo a dizer?

Eu estou aqui. Estou ouvindo.

� uma longa hist�ria.

Eu tenho tempo.

Eu quis me matar.

Isso � terr�vel.

Mau...

para a salva��o... Voc� acha que isso existe?

Sim, existe.

Bom dia, madame.

Eu pedi a Sra. Richard para ficar, assim voc� n�o estaria sozinha.

- Que tal uma boa x�cara de ch�? - N�o, obrigada.

Se voc� n�o se importar com o quarto menor, ficarei l�.

Perdi uma crian�a tempos atr�s -

meu �nico filho -

para uma doen�a incur�vel. Cuidei dele durante 4 anos.

Tive que parar de trabalhar.

Eu sou m�dica.

Mas ele morreu.

Ele nunca deveria ter nascido.

Mas voc� o amou.

Sim.

Este amor n�o se perde.

Depois que ele morreu...

como posso dizer...

Eu afundei numa escurid�o.

Voltei ao trabalho, como uma louca.

O que mais poderia fazer?

- Ela est� comendo? - Menos do que deveria.

V�mitos, diarr�ia, manchas, assaduras?

Exposi��o a crian�as doentes? �timo.

Vou examin�-la.

Espere...

- Voc� est� bem? - Acho que sim.

- Com ela? - N�o.

- Como voc� administra isso? - Eu ca� da escada.

Vamos tirar um raio-X para avaliar as fraturas.

Eu vim por ela.

Voc� vai tirar um raio-X.

Chame a seguran�a.

Cai fora.

Voc� est� bem?

- O que h� de errado? - Ela acordou gritando.

- Voc� ficar� bem? - Sim.

- Quer alguma coisa? - Estou com sede.

Vou buscar �gua.

St. Anne, eu come�o esta novena em fervorosa ora��o.

Aben�oe-me e ou�a as inten��es que eu fielmente deposito em ti.

Atrav�s de ti, neste primeiro dia, pe�o ao Senhor que conceda

recupera��o � minha av� e uma longa vida.

Eu n�o estou em casa.

- Ol�, Th�r�se. Como est� Joana? - Ela saiu. Foi �s compras.

Ora, vamos, eu sei que ela est� aqui.

- Ela quer ficar sozinha. - Eu quero falar com ela.

- Bom dia, Jeanne. - Bom dia.

Como vai?

Ins�nia?

O que aconteceu n�o � sua culpa.

Melhor?

Sim.

- Seu ombro? - Muito bem.

Eles salvaram voc�.

- Voc� n�o viu o assistente social. - N�o � da sua conta.

Meu n�mero de celular.

Se precisar de alguma coisa.

Voc� est� bem?

Sim.

- Quebrou algo? - N�o.

- Pode andar? - Sim.

Venha...

O que � isso?

- Quem � essa? - Uma paciente.

O namorado batia nela.

- Mas por que trazer ela aqui? - Eu sei o que estou fazendo.

Isto � um crime.

Eu sei o que estou fazendo.

Responda-me!

Jeanne, n�o fa�a isso.

Voc� nos assustou. Poderia ter se ferido.

Vou ligar pra Savard para que ele venha v�-la.

Psiquiatras n�o.

Eu n�o quero lhe comprometer...

Apenas me deixe s�.

Voc� faria o mesmo com um paciente nessa condi��o.

Voc� sabe que isso n�o pode ficar assim.

Certo, mas hoje n�o.

Amanh�. Por enquanto, s� preciso dormir.

Th�r�se...

poderia pegar um comprimido pra mim? � um vermelho e azul.

Bom dia.

- Bom dia, padre. - O que posso fazer por voc�?

Poderia me aben�oar? Estou fazendo uma peregrina��o por minha av�.

- Ela est� doente? - Sim.

O que ela tem?

Seu cora��o � fraco.

- Aben�oarei a ambos. Seu nome? - Fran�ois.

- E sua av�? - Alice.

Que sejam Alice e Fran�ois aben�oados

em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

Am�m.

Bom dia.

Estarei em Toronto

por 2 dias.

N�o se esque�a do jantar

com os Gibersons, sexta-feira.

Bom dia, senhor. Tenha um bom dia.

- Bom dia. - Bom dia, Sra. Richard.

Oh, bom dia! Este lindo beb� � seu?

Lise ficar� aqui por alguns dias.

Se precisar de alguma coisa, fique � vontade para pedir a Th�r�se.

� o seu trabalho.

Eu n�o vou ficar.

Aonde voc� vai? Pra casa?

Se o fizer, ele pode te matar.

Veja bem, isso n�o � uma pris�o.

Ent�o v�, se deseja.

Mas eu n�o iria.

Certo.

Estarei no hospital, e na cl�nica, esta tarde.

Se precisar de mim,

meus n�meros est�o na geladeira.

Voc� ficou.

Sim.

Est� bem?

� seu filho?

Sim.

Alguma vez j� desejou morrer?

Voc� consegue compreender o suic�dio?

Sim,

mas n�o posso aceit�-lo.

� dif�cil, voc� sabe.

Mais dif�cil do que voc� pensa.

V� embora.

Deixe-me sozinha.

Venha comigo.

Venha.

Voc� tem um lugar pra ficar?

Sim.

Onde?

Um motel aqui perto.

Vou lev�-la.

Envolva-se nisto.

Eu j� venho.

Gostou?

� bom.

Coma bem para combater o frio.

N�o est� com fome?

Acho que j� vou.

Amanh� eu volto.

Boa noite.

Boa noite.

Como nos ensinou o Salvador, e de acordo com sua ordenan�a,

n�s oramos: Pai Nosso que est�s no C�u,

santificado seja o Teu nome.

Venha a n�s o Teu reino.

Seja feita Tua vontade, tanto na Terra como no c�u.

D�-nos hoje o p�o de cada dia. Perdoai as nossas ofensas,

assim como n�s perdoamos aqueles que nos tem ofendido.

E n�o nos deixeis cair em tenta��o mas livrai-nos do mal. Am�m.

Livrai-nos de todo mal, Senhor, e que a paz venha ao nosso tempo...

Bom dia.

Bom dia.

Obrigada pelo casaco.

Serviu?

Sim.

Eu trouxe sandu�ches.

Eu sou Jeanne.

Meu nome � Fran�ois Garon.

Voc� mora aqui?

Petite-Rivi�re-Saint-Fran�ois. J� esteve l�?

''Se voc� n�o viu Charlevoix ent�o ainda n�o viu nada.''

Sente-se melhor?

Sim.

Mas n�o muito.

N�o, n�o muito.

Sua alma est� angustiada.

Por que voc� est� aqui?

- Em St. Anne? - Sim.

Estou fazendo uma novena.

Uma novena...

Rezando nove dias

a St. Anne por uma b�n��o.

Eu sei o que � isto.

Que b�n��o voc� deseja?

A recupera��o de minha av�.

O m�dico diz que ela est� morrendo.

O que h� de errado com ela?

Seu cora��o.

E voc� acha que uma novena ir� ajudar.

Sim.

Voc� acredita em Deus?

Eu tenho que ir trabalhar.

Onde voc� trabalha?

Na loja do Sr. Tremblay.

Certo, ent�o...

Voltarei amanh�.

Eu tamb�m.

Tchau, Fran�ois.

Vov�, n�o crentes podem ser salvos?

- Por que pergunta isso? - Porque sim.

Eles podem?

Sim.

Acho que sim.

Se eles viverem uma boa vida, eles podem.

Deus n�o abandona aqueles que amam aos outros e fazem boas obras.

Mas � dif�cil fazer o bem quando n�o se acredita em Deus.

Por qu�?

Porque voc� perde a esperan�a.

Onde ela est�?

Quem?

Voc� sabe quem.

Diga-me onde.

- Eu n�o sei. - Onde ela est�?

Ele n�o sabe onde eu moro.

Eu lhe dei o cart�o da cl�nica. Meu endere�o n�o est� nele.

� f�cil encontrar um endere�o. Ele encontrou voc�, ele vai me encontrar.

Minha amiga precisa de um lugar. Ela est� em perigo.

Venha.

Primeiro dia do m�s. Sem camas. Voc� dorme na sala de estar, certo?

Sente-se.

Importa-se se eu fizer algumas perguntas?

- Nome? - Lise Pelletier.

- Antigo endere�o. - 10355 Lasalle.

Escolaridade.

Ensino M�dio.

- Filhos? - S� ela.

Nome?

Martine.

- Sobrenome? - O de seu pai. Dub�.

Ele � seu c�njuge?

Preciso de uma descri��o.

''St. Anne, estou pedindo por minha recupera��o. Eu sei que me ouvir�s...''

''Boa St. Anne, retorno a ti para que me concedas a gra�a...''

''Boa St. Anne, imploramos que lances um olhar de compaix�o sobre n�s...''

Devo-lhe a vida de meu filho St. Anne.

Somente as ora��es podem explicar isto.

Como um beb�, Nicolas, teve aquela crise asm�tica aguda. Ele foi hospitalizado

repetidamente por semanas. Uma tenda de oxig�nio, medicamentos

com efeitos colaterais severos.

Ele esteve perto de morrer algumas vezes.

Os m�dicos j� falavam em perda...

E falavam s�rio.

Minha av� reverenciava St. Anne.

Ela me trouxe aqui quando era pequena.

Ent�o...

Vim para orar.

- Voc� ama muito sua av�. - Sim.

- A v� com freq��ncia? - Todo dia.

- Mora perto dela? - Perto demais. Na casa dela.

Como assim?

Ela me criou. Meus pais morreram em um acidente quando era pequeno.

- Que tipo de acidente? - Acidente de carro.

J� esteve no Ciclo de Jerusal�m?

- Aquele pr�dio da igreja? - Sim.

N�o, n�o estive.

� o maior panorama do mundo.

Na hora sexta, a escurid�o cai sobre toda a regi�o.

Na hora nona, Jesus clamando, gritando...

Suas palavras finais que dizem: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

Ent�o os c�us trovejaram, a terra tremeu e as rochas se fenderam.

Tudo que fora dito se cumpriu.

Ao fim da execu��o os soldados

voltaram as frontes para tr�s.

Quando a terra tremeu, um centuri�o declarou que Jesus era o verdadeiro filho de Deus.

Ele est� na cruz, seu bra�o levantado, ao lado dos soldados que cuidam da limpeza.

A administra��o estende

seu convite para que continuem

a saborear os detalhes deste quadro panor�mico.

Podemos ir?

Examinar de perto � crucial

para descobrir o perfeito realismo deste trabalho.

Voc� n�o gosta?

N�o � ruim.

- Vou voltar para o motel. - Quer ficar s�?

Sim.

V� ver os gansos em Cap Tourmente.

- Por qu�? - V�-los preencher� sua mente.

- Tchau, Fran�ois. - Te vejo amanh�.

Mercearia Tremblay.

Sim...

Sim, vou dizer-lhe. Adeus.

V� para casa. Sua av� est� fraca.

Olhai favoravelmente para a tua serva,

responda suas ora��es, e a absolva de todos os seus pecados.

Com esta un��o,

restaure nela sua infinita gra�a, Pai,

tudo aquilo que tenha sido danificado pela fraqueza humana

ou destru�do pela mal�cia do Diabo.

Tenha piedade de seus suspiros e l�grimas,

uma vez que ela confia somente em Sua miseric�rdia,

receba-a em santa reconcilia��o,

por nosso Senhor Jesus Cristo.

Querida irm�, confio-te a Deus, O Onipotente,

devolvo-te �s m�os d'Aquele que te criou,

de modo que possas voltar para Ele, que te formou do p�.

Sra. Richard?

Sim, sou eu.

N�o, estou bem.

Eu sei, n�o se preocupe.

N�o, eu n�o pude. Gostaria que o avisasse.

Fa�a isso por mim.

Eu estou bem. Preciso de mais alguns dias.

Talvez uma semana.

No interior.

Ficar aqui, sozinha no interior.

Certo.

Tudo bem.

N�o se preocupe.

N�o, � s�rio.

Boa noite.

Saiba, Fran�ois, a morte de uma pessoa n�o importa.

� apenas uma transi��o.

Ol�, Sra. Filion. Estarei de volta para o jantar.

Ajudem!

Eu sou m�dica.

Chame uma ambul�ncia.

O que aconteceu?

Um senhor de 70 anos teve um colapso na igreja, por volta de 1h, 1:3Oh.

Sem respira��o e sem pulso. Improvisei uma respira��o imediatamente.

Nenhum batimento?

Muito fraco. Sessenta.

Obrigado.

Voc� acredita em destino?

N�o, n�s somos livres.

Ent�o, somos respons�veis.

Sim.

Pelas conseq��ncias de nossas a��es?

Por todo o mau que fazemos tentando fazer o bem?

Eu n�o sei.

Eu s� sei...

que podemos ser perdoados.

Boa noite.

N�o se mexa.

Abaixe. Agora!

Voc� tamb�m!

N�o se mexa.

- O que est� fazendo aqui? - Esperando por voc�.

Por qu�?

Voc� o salvou?

- Aquele homem? - Sim.

Voc� o salvou?

Eu n�o sei.

Talvez.

Ele j� estava l� quando cheguei.

Venha comigo ent�o.

- Pra onde? - Petite-Rivi�re-St-Fran�ois.

Para ver minha av�.

Hoje n�o.

Por favor.

Trate os outros como gostaria que o fizessem com voc�.

Eu n�o posso fazer mais do que o seu m�dico.

Voc� n�o tem certeza disso.

''Se voc� n�o viu Charlevoix ainda n�o viu Petite-Rivi�re-Saint-Fran�ois!''

- Deixe-me ver suas pernas. - Sim.

Boas.

- Pode dormir? - Sim.

Devia dormir tamb�m.

Sua pulsa��o est� fraca, mas est�vel. Eu n�o posso fazer nada por esta noite.

Falarei com seu m�dico amanh�.

Eu preciso sair. O Dr. Dion falar� com voc�.

Telefone para o meu escrit�rio, se precisar de mim.

Tchau.

Ele acompanha sua av� h� muito tempo.

Ele sabe o que h� de errado com ela.

Quando ela foi para o hospital da cidade,

ele fez todos os testes. N�o h� raz�o para duvidar dele.

Ela vai morrer.

Seu cora��o est� muito fraco.

N�o h� nada que eu possa fazer, nem o Dr. Langlais.

Nem que voc� possa fazer.

Est� fora de nossas m�os.

Voc� tem que entender.

Ela est� melhor esta manh�.

N�o, ela n�o est�. Ela est� calma, isso � tudo.

N�s n�o podemos fazer nada?

Sim, n�s poder�amos...

lev�-la ao hospital,

coloc�-la numa vida de apoio, prolongar sua vida.

Mas ela seria sustentada por m�quinas.

Seria duro pra ela.

E mesmo assim ela morreria,

mas longe de casa,

com estranhos cuidando dela.

Se voc� quiser,

podemos perguntar-lhe enquanto continua l�cida.

Dever�amos pedir a ela?

Voc� est� certo.

Est� fazendo a coisa certa.

Isso � o que eu faria.

Ela ir� morrer em sua pr�pria cama,

sem dor,

em sua pr�pria casa, ao seu lado.

Uma boa maneira de morrer.

Ela teve uma vida longa.

Vou embora.

Voc� deve ficar.

Existe �nibus para fora da cidade?

�s 4:45h, em frente da loja.

N�o � longe. Eu te levo mais tarde.

Eu preciso fazer uma coisa.

St. Anne, eu rezei, estou rezando e continuarei rezando,

lembre-se de mim e daqueles que amo.

No �ltimo dia de minha novena, rezo por minha fam�lia, pelos vivos e mortos.

Aben�oada sejas, poderosa e boa,

por sua filha, Maria.

Para sempre aben�oada, por seu neto, Jesus, meu Senhor e salvador. Am�m.

L� est� ele.

Deve ter ido � St. Anne.

Eu sei.

Ele � um bom menino.

Sim.

Voc� perdeu o �nibus.

N�o importa.

- Como est�? - Muito bem.

O Dr. Dion tomou conta de mim.

Venha! Ela n�o consegue respirar!

Ela est� morrendo.

Acabou, Fran�ois.

Tem alguma coisa a dizer?

Eu estou aqui. Estou ouvindo.

- Eu sou agn�stica. - N�o importa.

Voc� pode orar por gente morta? Eu n�o posso.

Sim.

- Pode aben�oar algu�m que se foi? - Sim.

Algu�m que salvou minha vida.

Diga-me, como isso aconteceu?

� uma longa hist�ria.

Eu tenho tempo.

Legendas por Nandodijesus

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