All language subtitles for The.Cult.Behind.the.Killer.The.Andrea.Yates.Story.S01E01

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Original subtitles

ESTE PROGRAMA APRESENTA CENAS FORTES.

PODE NÃO SER ADEQUADO A ALGUNS ESPECTADORES.

A, B, C, D, E,

I, G, J, K, M, P.

T, V.

E aí?

- "Dada-u." - Não.

Dada-u?

Ele é um palhaço. Isso é hilário.

O que é isso?

Pronto.

Quer ver a mamãe?

Ei, ei, amorzinho.

Olá.

Aqui está. Obrigada.

Esse foi o meu pedido.

Acho que o John queria um bolo de leão.

E a Andrea fez um. Eu acho que está incrível.

A Andrea adorava fazer bolos.

Pronto?

Parabéns pra você

Oi, papai.

Oi, Noah.

Acho que foi a primeira vez dele em uma bicicleta.

Ele estava ansioso. E dá pra ver o John indo atrás.

John.

Ele gostava de exercícios, era engraçado.

Ele poderia ter sido um bom linebacker.

Estou me divertindo.

Viva!

Gostou da sua bicicleta, Noah?

É.

Eu queria ter sabido o que iria acontecer.

Você vê muitos homicídios, mas não vê uma cena com essa.

O sargento Randall Beatty nunca chorou

nos 16 anos dele na polícia.

Até que ele viu os horrores dentro desta casa.

Tragédia é pouco.

Eu acho que não existem palavras

em nenhum idioma que podem descrever o que aconteceu.

Eu sinto pena das crianças.

Isso me deixa nervosa. Me deu dor de barriga.

Como a realidade pode ser pior que o seu pesadelo?

Mas era.

Uma das piores tragédias que já ouvimos falar.

Os vizinhos estão compreensivelmente atordoados.

As ações dessa mãe foram um ato maligno calculado.

Esses eventos estão além

da nossa capacidade de compreensão.

A principal pergunta.

Por quê? Por quê? Por quê?

O CULTO DA MORTE: O CASO ANDREA YATES

Eu me lembro perfeitamente da primeira vez

que eu vi a Andrea.

Ao lado da piscina.

Ela estava deitada, parecia uma deusa.

Ela trabalhava como enfermeira no hospital MD Anderson Cancer,

estava se saindo bem.

Ela era inteligente, sabe, e eu, eu admirava isso.

Eu amo essa foto.

É.

Eu lembro que tínhamos acabado de falar nossos votos.

Ela parece feliz.

Bonita.

Depois que nos casamos, falamos sobre filhos

e dissemos que cada um seria considerado uma bênção

e que teríamos quantos viessem.

Era o nosso plano.

Não sabíamos que eles chegariam tão rápido.

O Noah nasceu em fevereiro de 1994.

O John nasceu em dezembro de 1995.

Paul nasceu em 1997.

Meu papel favorito nessa vida foi ter sido um pai.

E eu acho que ser mãe foi o papel favorito da Andrea.

A Andrea brincava dizendo que era Maria Fértil

porque parecia que, sempre que ela podia engravidar,

ela engravidava.

O que está escrito, meninos?

Está escrito: Parabéns, Rusty e Andrea, é um menino.

- Ah, que fofo. - Adorei.

O Luke nasceu em 1999, perto do dia 14 de fevereiro.

É.

A Andrea era ela mesma basicamente o tempo todo,

até alguns meses depois que o Luke nasceu.

Foi quando ela começou a se fechar,

olhando pro vazio, sem falar nada.

A gente não sabia o que estava acontecendo

dentro da cabeça dela.

Essa é a minha menininha preciosa.

Ela está dormindo.

A Mary nasceu em novembro de 2000.

Ela foi a quinta dos cinco.

Irmão mais velho.

A Andrea pareceu estar bem por uns dois meses.

Essa é a sua irmãzinha, Mary, ela tem cinco semanas.

Mas, aí,

a condição dela se deteriorou rapidamente.

Ela se tornou uma pessoa totalmente diferente.

Ela estava quase catatônica.

E foi aí que aconteceu a tragédia.

20 DE JUNHO DE 2001

Era uma manhã normal.

Talvez eu estivesse um pouco atrasado,

eu não me lembro.

A Andrea estava na mesa,

comendo cereal direto da caixa.

Eu achei estranho,

nunca tinha visto ela fazer aquilo antes.

Essa é a última coisa que eu me lembro

de ter visto na casa.

Eu me lembro de abraçar as crianças...

E foi isso.

Jesus não escolhe...

crianças.

Polícia de Houston. Aqui é Stubblefield.

Preciso de um policial.

Qual é o problema?

Tem alguém roubando a sua casa? O que é?

Alô?

Eu só preciso de um policial.

Preciso que eles venham.

Você está sozinha aí?

Não, meus filhos estão aqui.

Eu estava no trabalho talvez há uma hora,

e recebi uma ligação da Andrea.

Ela disse que eu precisava voltar pra casa.

Eu perguntei porquê.

Ela só disse que eu precisava voltar.

Eu gelei, porque só podia pensar no que ela havia feito.

Quando eu cheguei em casa,

já tinha vans da imprensa na rua inteira.

Ruas fechadas, carros de polícia por todo lado.

Quando o policial chegou aqui, ele viu uma mulher na porta.

Ela estava respirando pesadamente

e disse que havia matado os filhos.

Ela deixou o policial entrar.

Na cama, cobertos com um lençol, estavam quatro crianças.

E, logo depois, outro policial

encontrou a quinta criança na banheira.

Quando cheguei na minha casa, a polícia não me deixou entrar.

E a Andrea estava lá dentro esse tempo todo.

Lembro de esmurrar a porta de trás.

"Como você fez isso? Eu não entendo."

"Como você fez isso? Eu não entendo."

Eu faria qualquer coisa, sabe, pra salvar meus filhos.

E não tinha nada que eu pudesse fazer.

Meu coração ficou despedaçado.

Andrea Yates, de 36 anos, não demonstra nenhuma emoção

depois de admitir para a polícia

o impensável assassinato de cinco crianças.

O pai das crianças chegou à casa

e soube que os quatro meninos e a menina estão mortos.

A seguir.

Casamento, filhos, assassinatos.

O que fez o mundo dela sair tão horrivelmente dos eixos?

Eles parecem ser o casal perfeito.

E ela parecia ser a mãe perfeita.

É uma das tragédias mais devastadoras

que já ouvimos falar.

Cinco crianças assassinadas pela própria mãe, Andrea Yates.

Não sei como lidar com o sentimento de saber

que eu entendo 100% por que a Andrea fez aquilo.

E eu odeio que eu entenda.

Andrea Yates sabia a diferença entre certo e errado.

E ela fez uma escolha no dia 20 de junho.

Quando eu assisto reportagens ou documentários

sobre Andrea Yates, não é suficiente pra mim.

Uma mãe que mata seus filhos é presumidamente louca.

Falta uma parte enorme da história.

Michael Woroniecki.

Olá, olá!

Olá.

Quantos anos você tem hoje?

E quantos são?

Um, dois, três, quatro.

Esses são os Yates.

Parabéns pra você

Muitas similaridades entre nós e eles.

O Noah, que está no vídeo,

recebeu o nome do meu irmão mais velho, Noah.

Muitos anos de vida

É estranho ver isso

porque a Andrea fala como a minha mãe.

As crianças têm o mesmo corte de cabelo

que nós tínhamos.

Honestamente, eu não senti isso antes,

mas agora eu sinto, tipo uma culpa de sobrevivente.

Poderia facilmente ter sido a gente.

Nessa fita eu vou expor o anticristo.

Minha motivação é feita de amor para livrar você de você mesmo.

A trilha sonora da minha infância

foi Michael Woroniecki.

Ele era nosso professor espiritual.

Ele era uma grande influência na minha família,

na família Yates.

Toda a palavra de Deus fala sobre os últimos dias.

Uma grande parte dos ensinamentos dele

era sobre a aproximação do Dia do Julgamento.

Deus ia acabar com o mundo 46 minutos a partir de agora.

Ele era intenso desse jeito. Era presente.

É uma questão de você estar pra sempre no inferno,

no sofrimento eterno.

Haveria uma tempestade

que iria fazer minha mãe se ajoelhar e rezar,

pedindo a Deus para nos salvar, salvar os filhos.

Isso me dava pesadelos.

Minha irmã mais velha tinha umas visões

e começava a se bater só para parar

com aquelas imagens sombrias do futuro.

Eu não vou ser amaldiçoado no inferno

- por ser mentiroso... - Isso é controle, isso é medo.

É uma bomba prestes a explodir.

Verdade. A verdade vai te libertar.

Libertar.

Eu e a Andrea nos víamos como uma família...

Muito bem, Noah.

Que tinha valores tradicionais.

Eu jurei servir ao Senhor.

Nós líamos a Bíblia. Líamos histórias sobre a Bíblia

e fazíamos isso juntos, em família.

A serviço de Deus.

No começo do nosso relacionamento,

eu e a Andrea nos comunicávamos com Michael Woroniecki.

Ele nos mandava coisas pelo correio,

como um folheto ou uma fita cassete.

Deus escolheu um cara pequeno,

um cara chamado Michael Peter Woroniecki,

para compartilhar a verdade com vocês.

Seria quase como...

Eu não sei, um conselheiro espiritual

seria uma palavra forte demais.

Deus quer te salvar, Deus quer te curar.

Deus te ama.

Eu o conheci quando estava na faculdade.

Jesus Cristo.

Senhor dos senhores e Rei dos reis.

E vai colocar fogo nesta terra.

Eu achei que ele estava querendo seguir o que ele lia

e via nas escrituras, de verdade,

e tentou ao máximo não ser hipócrita.

Não é a igreja, não é o papa, não é o catolicismo romano,

não é o cristianismo americano.

Jesus Cristo, o Deus vivo.

Eu nunca tinha visto esse tipo de mensagem

em que você não precisa pertencer a uma igreja.

Você não precisa pertencer a uma organização

para encontrar Deus.

Eu admirava isso.

Tá, Moses.

Me mostra a sua borboleta.

Volta pra trás e fala, querido.

Aleluia, pessoal! Amamos todos vocês.

Queríamos gravar esse vídeo enquanto ainda temos tempo.

Eu era o quarto de cinco filhos.

- Eu te amo. - Eu te amo.

Kathy, você sabe, Kathy, você está em Ohio.

Você acabou de ter um filho, tem três meses.

Kathy é a minha mãe.

Michael Woroniecki é tio da minha mãe.

Minha mãe foi a menina bonita e popular

em Kalamazoo, Michigan.

Ela conheceu o meu pai e engravidou imediatamente.

E foi aí que ela se aproximou do Michael.

Se você deixa de ser a garota popular no Ensino Médio

e engravida fora do casamento,

pra ela, naquele momento,

a identidade do Ensino Médio desapareceu.

Você ainda acorda com o coração vazio,

com luxúria e egoísmo e solidão.

Então, qual é o motivo?

Em termos claros, o Michael dizia

que se você fizesse exatamente como ele falava,

toda a dor, toda a vergonha, toda a perda de identidade,

tudo isso seria respondido.

Eu não sei como alguém não acreditaria nisso.

Eu não ligo pro quanto de espiritualidade você tem.

Se não tem Jesus Cristo,

não tem salvação.

Fique firme.

Eu e os meus irmãos nascemos no meio disso.

Receba a salvação do Senhor.

E, a não ser que você esteja no meio disso,

não tem como entender a quantidade de controle

que Michael Woroniecki tinha sobre nós.

Veja a mão poderosa dele.

Eu aceitei Michael Woroniecki como meu pai espiritual

e senti que ele me recebeu como um filho.

Esse sou eu, com uns três ou quatro anos de idade.

Esse é o meu pai e aquela ali é a minha mãe.

Eu descreveria minha família

como uma família hispânica tradicional.

Eu estudei na Universidade A&M do Texas.

Essa é a minha fraternidade, Tau Kappa Epsilon.

Como eu cresci com três irmãs, eu sempre quis ter irmãos.

Quando eu entrei pra fraternidade,

eu automaticamente tinha cem irmãos.

Foi um choque cultural. Sabe, garotos com dinheiro.

Eles tinham cartões American Express Gold.

Eles dirigiam BMW.

Então eu vi um mundo de dinheiro,

e foi legal.

Naquela época, o mundo era sobre ascensão.

Foi quando saiu o livro "The Yuppie Handbook".

Você se sai bem na escola, consegue um emprego,

faz dinheiro e vive um estilo de vida confortável.

Essa é uma boa maneira de viver.

Você pode ter boas roupas,

talvez você encontre uma esposa e se acalme.

Não é a palavra de Jesus Cristo.

É a palavra do diabo, a obra satânica.

Eu estava andando pelo campus um dia

e encontrei uma multidão de alunos

que estava escutando alguém falando através de um megafone.

Quando eu me aproximei,

eu vi uma faixa enorme onde estava escrito:

você vai pro inferno.

Não era um estudante, era um homem mais velho.

Ele tinha ombros largos, braços musculosos.

Ele usava uma blusa branca apertada.

Ele também estava usando calça cáqui camuflada,

como se fosse do exército.

Eu achei que ele era durão.

Ele chamou a minha atenção porque ele estava denunciando

a hipocrisia da cristandade americana.

Nosso pastor, Robert Tilton.

Ele chamava os televangelistas da época

de fraudes e charlatões.

Hoje um júri condenou Jim Baker

por ter se aproveitado das doações.

Não acaba até que termine.

Eles são arrogantes. Eles são orgulhosos.

Eles não conhecem nada sobre humildade.

Sabe, eu não vivo mais uma vida de orgulho,

pecado, suja e egoísta.

Isso é um pecado.

Eu pensei, nossa, essa é a primeira vez

que um homem de Deus está falando mal

de outros supostos cristãos.

Isso foi poderoso pra mim. Foi ousado.

Esse cara de calça camuflada era corajoso, não era?

Deus vai destruir esta Terra e todos os pecadores,

porque vocês merecem.

Por causa da rebelião de vocês,

das suas perversidades com um Deus santo.

Então, sigam o caminho de vocês.

Isso aqui foi na universidade de Utah.

Esse é o Michael pregando.

Cala a boca e escuta.

As pessoas eram jovens e se impressionavam fácil.

Deixem a palavra de Deus falar por si,

por uma vez na sua vida,

e talvez você nascerá novamente de verdade.

O Michael tinha um comportamento

que não era comum em universitários.

Ele tinha muita confiança

e projetava uma imagem masculina,

falando violentamente.

Vocês devem começar a lutar.

Lutem, briguem. Tomem posse.

Lutem na guerra para dominar e conquistar.

É intoxicante.

Você está em um estado sugestivo.

Seu cérebro de ervilha idiota, limitado,

mantém você preso em uma religião farsante

que vai direto pro inferno.

Não era uma mensagem fofinha, confortável.

Eu gostava de que fosse um pouco mais agressiva.

Acorda!

Acorda!

Esse foi o primeiro panfleto que eu li do Michael Woroniecki.

Se chama "Como Vencer Uma Guerra Louca".

O apelido dele era Guerra Louca.

Guerra Louca.

Meu sobrenome era Woroniecki

e eu fiz de tudo para conseguir a aceitação do mundo.

Eu quebrava janelas e barras.

Eu pegava uma pessoa e batia até cansar.

"Essa guerra louca acontecia dentro de mim,

desde coroinha até me tornar um universitário durão

que curtia sexo, drogas e rock and roll."

Eu jogava futebol americano

na universidade Central Michigan.

Fazia o que queria.

Tentando desenvolver meu ego e ser alguém no mundo.

De repente, eu me machuquei em um jogo na primavera.

Eu perdi reputação, imagem, amigos, o ambiente.

Eu não tinha nada nem ninguém.

Ele diz ter encontrado Jesus ressuscitado.

Eu lembro como se fosse ontem.

Eu nasci de novo naquele campo de futebol americano.

Eu me levantei e vi o reino de Deus.

Eu me identifiquei com o que eu estava lendo.

Eu senti como se as palavras dele

estivessem tirando uma máscara atrás da qual eu me escondia.

Esse foi outro panfleto que eu peguei.

O que me chamou atenção foi o título.

"Para Que Você Está Vivendo?"

Foi a primeira vez que eu parei pra pensar:

para que eu estava vivendo.

O QUE VOCÊ VAI SER?

Ele tem umas coisas que fazem você parar pra pensar.

É uma grande questão. Para que eu estou vivendo?

Para ficar bonito, sabe, impressionar as pessoas,

conseguir que as garotas gostem de mim,

ter dinheiro e ter um carro legal.

É pra isso que você está vivendo?

Ou você está pronto pra algo verdadeiro?

Você sai da sua zona de conforto.

Eu posso te mostrar. Estou aqui. Eu sou um testemunho disso.

É.

E tinha o endereço dele.

Um dia eu peguei um papel e escrevi um bilhete

expressando o meu interesse.

Depois eu lembrei de mandar pra ele,

e esse foi o maior erro da minha vida.

Essa foi a primeira carta que eu recebi de Michael.

"David, que nome abençoado! Significa meu amado.

Eu sou abençoado por receber a sua carta

e por ver você compartilhar uma parte da sua vida.

Existe muita coisa a seguir pra você,

se você estiver falando sério.

Por enquanto, eu vou te enviar essas fitas

e esperar pelas suas respostas a elas.

Abençoado seja o nome Dele. Michael Woroniecki."

Eu sou um embaixador de Cristo, falo com a autoridade Dele.

Não só pra você, neste país, ou em um campus,

mas em todas as nações, em todo o mundo.

Quando eu escutei isso,

eu comecei a me dar conta do quanto isso era sério,

que o Mike havia sido escolhido para ser um mensageiro de Deus

para entregar a mensagem da verdade.

A maioria das pessoas hoje em dia está insensível.

Elas estão saturadas

com as vozes incrédulas do mundo.

Nenhum coração para Deus, nenhum zelo para Jesus Cristo.

Eu vou te falar, enquanto autoridade,

para se fazer humilde.

Eu escrevi para ele, de novo e de novo,

e ele continuou a me mandar fitas e panfletos.

Eu estava estudando e avaliando os ensinamentos do Michael.

Ele dizia que cada instituição, faculdade, hospitais,

são distrações satânicas.

Então você faz de tudo menos procurar o Deus verdadeiro.

Os demônios estão sendo soltos.

Você está indo pro inferno.

Todo esse país está indo pro inferno.

Eu achava que o mundo inteiro era controlado pelo diabo.

Então eu estava convencido

de que a única maneira de me aproximar de Deus

era através das fitas ou dos panfletos.

Tudo isso aqui era mentira.

Essas coisas de ir até Deus, ser Deus, Deus, Deus, Deus.

Tudo é mentira.

Está satanicamente infestado.

Essa aqui é a realidade de verdade, não adulterada.

Então, isso aqui, isso é tudo que existe.

- O nome dele é Jesus. - Jesus!

Jesus

Jesus

Jesus

Louvado seja Jesus

Você é o Senhor do nosso Senhor

Seu nome é Jesus

Estamos assistindo um vídeo caseiro,

com todos os meus irmãos.

E essas fitas seriam enviadas para o Michael

para mostrar a ele o quanto nós, as crianças, éramos abençoadas,

e quanto nós louvávamos Jesus.

Louvado seja Jesus!

Louvado seja Jesus!

Nós morávamos em Findlay, Ohio,

em uma casa alugada de um quarto.

O que está acontecendo, David e Moses?

- Meu cocô saiu. - Espera.

Nós não íamos pra escola.

Olá, meninos.

- Ei. - Oi.

- Oi. - Oi.

Olá.

Nós estudávamos em casa.

Me mostra que instrumento você está tocando.

Um violão.

E isso é que tipo de instrumento?

De cordas.

- John, qual é o seu? - Eu fiz esse...

Eu acho que tínhamos pontos de vista diferentes.

Eu pensava mais na questão do aprendizado.

A Andrea tinha medo

da influência negativa da escola.

Ela não queria as crianças expostas

quando ainda eram muito novas.

Uma bateria que eu fiz com argila.

E isso tudo porque o Michael acreditava

que qualquer coisa do sistema de escolas públicas

era uma maneira do Satã te doutrinar.

Entrar na cabeça dos seus filhos.

Os filhos do Michael estudavam em casa,

então meus pais acharam

que nós também devíamos estudar em casa.

Eu estou aqui com a minha família.

- Sou a Rachel. - Abraham.

Temos o Joshua, o David, Sarah,

a mais velha, Rachel, minha esposa, e Ruth.

- Eu falei Elizabeth? - Não disse.

E essas são as estrelas. As estrelas da moralidade.

Depois ficamos sabendo que o Michael e a família dele,

os oito filhos, haviam saído de ônibus.

E tudo isso em um esforço para espalhar a palavra

sobre o verdadeiro caminho de Deus.

- Oi, Moses. - Oi.

Como você está aí?

Um dia minha mãe chegou em casa

dizendo que tinham comprado um ônibus.

A ideia era de que iríamos cair na estrada, como o Michael,

para espalhar a palavra do Michael,

pregando na rua.

Em algum momento,

recebemos uma carta dos Woroniecki.

Dizia que tinham um novo ônibus e o nosso antigo está à venda.

Eles falaram como se o ônibus fosse fantástico, sabe,

um ótimo negócio.

Naquela época, por causa do meu trabalho,

estávamos morando em um trailer.

Então, como gostávamos de viver em um trailer,

podíamos testar o ônibus.

Nós planejamos uma viajem até Miami.

Ficamos lá por um tempo, vimos o ônibus

e eu perguntei pra Andrea o que ela achava,

entre o trailer e o ônibus.

Ela disse ônibus, e me disse pra perguntar pras crianças.

Eu perguntei de qual eles gostavam mais,

e todos eles disseram ônibus.

Então, sabe, tudo bem, vamos fazer isso.

Eu acho que eu teria passado por cima da minha família

se me dessem a chance de novo.

Acho que eu não teria comprado.

Pregar na rua e o ônibus

consumiram toda a minha infância.

Quando eu tinha 3 anos de idade, eu estava na rua,

gritando pras pessoas e falando que elas iam pro inferno,

apesar de eu não fazer ideia

do que eu estava falando com três anos.

Deus está tentando falar com você

como um dos poucos.

Um dos principais ensinamentos do Michael

era sobre o fim do mundo.

Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Só alguns serão salvos, como na época de Noé.

Isso significa oito pessoas.

Essa é a quantidade de pessoas que foram salvas na arca de Noé.

Eu estava contando a família do Michael.

Bem, já são oito pessoas.

Como é que ia ter espaço pra gente?

E se você não levar esse chamado a sério,

a responsabilidade não será minha.

Essa escassez era de alto risco.

Estávamos falando sobre a vida eterna no céu.

Você está bem, soldado?

Só tinha alguns lugares restantes.

Era por isso que eu estava consciente

sobre a família Yates.

Rusty Yates.

Deus quer cor na sua vida.

Frutas do espírito. Alegria.

Quando eu soube que a família Yates

também tinha um ônibus, pareceu uma ameaça.

Eles estavam ensinando as crianças em casa.

Nós fizemos isso primeiro.

Eles moravam em um ônibus. E nós também.

Senhor, eu não quero ficar batendo

na porta da arca de Noé, gritando no meio da destruição,

da desesperança, e da crueldade para a eternidade.

O Michael desenhava uma imagem muito vívida do fim do mundo.

Aquilo era inevitável, ia acontecer.

O dia do julgamento está chegando.

Dê um salto de fé e não fique pra trás.

Na mentalidade da escassez, você ficaria surpreso

com o que as pessoas podem fazer

para livrar a si mesmas e às famílias

de um fim trágico.

Desista. Não fique para trás.

Como eles fizeram nas florestas.

E olha só o que aconteceu com eles.

Todos caíram mortos.

Na época da minha formatura,

eu estava seguindo os ensinamentos do Michael.

E eu passava centenas de horas lendo, digerindo e absorvendo

as fitas e panfletos do Michael.

Foi aí que eu comecei a vivenciar

uma esquizofrenia espiritual.

Eu me sentia exposto.

De um lado, eu estava feliz

por ter realizado aquela conquista.

Eu fui a primeira pessoa da minha família

que fez faculdade e se formou.

Mas, por outro lado, eu me sentia culpado.

Eu sabia que o Mike ficaria desapontado.

E eu estava com medo porque eu sabia

que ele ia dizer que estava certo.

"Olha só você.

Eu disse que era uma fraude. E você é, e sabe disso."

Por mais que você ache que é um cristão nobre e correto,

demônios dominam a sua mente e o seu coração.

De um lado, uma realização feliz e alegre.

Culpado, talvez do lado de Satã.

É uma posição estranha de se estar.

Você tem 18, 19, 20 anos.

Você está lidando com sentimentos,

emoções, dificuldades, inseguranças.

Está tudo errado.

NINGUÉM SE IMPORTA COM VOCÊ

Na minha cabeça, essa era a minha batalha.

Parecia que tinha dois David.

Eram dois David.

Isso não te assusta?

Grave isso.

Coloque isso no seu programa.

O que está escrito, meninos? Está escrito:

parabéns, Rusty e Andrea, é um menino.

- Ah, que fofo. - Adorei.

Depois que o Luke nasceu, a vida ficou corrida.

Viver era mais sobre garantir que tudo era feito, sabe,

cuidar das crianças.

Então eu perdi contato com os Woroniecki.

Mas eu não impedi que a Andrea escrevesse pra ele,

se ela quisesse.

Sabe, tanto faz. É coisa dela.

É escolha dela.

Eu confronto vocês, pais, que estão criando seus filhos.

O que estão ensinando a eles?

A Andrea era ela mesma basicamente o tempo todo,

até alguns meses depois que o Luke nasceu.

Quem é esse garotinho aqui?

Acho que ele gostou da luz vermelha da câmera.

Ele está vindo investigar.

Ela começou a se fechar.

Pecado é algo com o qual nós nascemos.

Ela não tinha ficado assim antes,

que eu tenha notado.

Um dia ela me ligou quando eu estava trabalhando,

dizendo que eu deveria ir pra casa.

Ela não parecia bem.

Quando eu voltei,

a Andrea estava agachada e tremendo, sem falar nada.

Olhando pra frente, pro vazio.

Eles estão aprendendo?

Deus, Bíblia, Jesus. Deus, Bíblia, Jesus.

Deus, Bíblia, Jesus.

Eu não vi aquilo como algum tipo de doença.

Eu pensei que, sabe, talvez ela estivesse

muito sobrecarregada.

Ela estava falhando por algum motivo.

Eles estão sendo treinados com isso pela mãe deles?

Tem um limite que as pessoas aguentam.

Ela só precisava de uma folga. Eu não sabia o que era.

Achei que ir pra casa da mãe dela

era uma boa ideia porque eu esperava

que seria um lugar onde ela se sentiria segura.

Mas ela não estava bem.

Eu fiquei preocupado com ela e com as crianças.

Elas estavam assustadas.

Era a mãe delas, sabe?

Todos nós nos sentiríamos assim, não é?

Sabemos que as nossas vidas dependem dos nossos pais.

E Jesus disse que vão chegar os últimos dias de brincadeira.

As pessoas brincam porque estão perdidas.

Isso mesmo, Moses.

Esse vídeo seria enviado pro Michael.

Seria a nossa moeda espiritual pro Michael ver.

Olha só como estamos seguindo os seus ensinamentos.

Essas crianças, e quanto mais novas, melhor,

conseguem citar esses versos.

Isso significa que estamos escutando as suas fitas.

Ah, você pode ficar aqui, nessa cadeira.

Certo, venham comigo.

Certo, prontos? Podem começar.

Longe das câmeras, era muita pressão

pra que acertássemos as falas.

E tínhamos deixas, sabe, eu olhava pra minha mãe

e pensava o que seria bom.

Eu fico aqui?

É. Pode ficar um pouco mais reta, de joelhos?

Fica de joelhos.

E, se a gente não acertasse na gravação,

a gente levava palmadas.

A gente louvava a Jesus por medo.

Você pode sair de perto da planta, Noah?

Eu descreveria que a energia era de um vídeo de reféns.

- Moses. - Oi.

Louve a Jesus.

Uma vez por ano, ou umas duas vezes por ano,

nós íamos andar no ônibus da família do Michel,

com os oito filhos dele.

E os meus pais ficavam nos direcionando

sobre como falar com o Michael.

Quantos versículos da Bíblia você consegue citar?

John, 3:16. Vai.

Você pode me falar o que está fazendo?

Eu só me lembro de ficar muito nervoso

porque meus pais ficavam muito nervosos.

É como conhecer um ditador.

César vai te dar um dedo pra cima

ou um dedo pra baixo?

Em 1999, eu chamei...

E acho que ainda podemos falar

que o que a Andrea teve foi uma crise nervosa.

Eu fui pra casa da mãe dela e a família da Andrea estava lá

pra nos ajudar com as crianças.

Mas ela não parecia estar melhorando.

Ela falou algumas coisas que pareciam estranhas.

A, B, C, D...

A Andrea começou a querer

que as crianças aprendessem o abecedário.

I, J, K, H, M, P.

Eles falavam uma parte, e aí erravam.

E a Andrea achava, sabe, que eles precisavam saber.

E rapidamente a Andrea começou a piorar.

Ela estava quase catatônica,

não falava nada,

então não sabíamos o que estava acontecendo na cabeça dela.

Barulhos estranhos vindos da parede.

Você é responsável pelos seus filhos.

Cada vez mais altos.

Demônios, poderes da escuridão,

que te controlam e que vão te levar pro inferno.

Eu nem considerei a possibilidade

de que ela poderia se machucar.

Ver Satã chegando.

Eu escutei o que achei que era...

Andrea, vem aqui.

Eu queria ter sabido o que iria acontecer.

Eu me lembro de visitar o Michael

em um acampamento.

Eu não lembro o que eu falei,

mas eu lembro que disseram que eu era arrogante.

O Michael viu isso como se meus pais

não estivessem sendo rígidos o suficiente com os filhos.

Eles batiam nos filhos?

Sim.

Segundo a filosofia do Michael,

violência era vista como um caminho para Deus.

Você devia bater nos filhos.

A gente apanhava com pedaços de compensado.

E eu lembro de uma vez que eu estava prestes a apanhar

e eu precisava escrever, sabe,

primeira epístola aos Coríntios, capítulo dois.

Eu precisava escrever o versículo bíblico

na coisa que iam usar pra me bater.

E...

Eu não... Nada na vida se compara a isso.

Nada tem o mesmo sabor, o mesmo sabor na sua boca

quando você está prestes a apanhar com alguma coisa

e também está tentando fazer

um bom trabalho artístico naquilo.

É além de apanhar. Aquilo era psicológico.

Então, quando estávamos visitando o Michael

e a família dele,

ele disse que meus pais não batiam forte o suficiente.

Ele precisava mostrar como deviam bater nos filhos.

VOCÊ ESTÁ PERDIDO. O FIM ESTÁ PRÓXIMO.

Eu estava olhando para a minha mãe, sabe,

a gente não ia fazer aquilo, não é?

Era maluquice.

Mas ela estava concordando com a cabeça, sabe,

como se aquilo fosse uma bênção.

Você vai poder apanhar do Michael.

Você vai ganhar uma surra do Todo-Poderoso.

O bastão da reprimenda.

Então nós fomos, sabe,

pra parte do quarto de trás do ônibus.

E ele nos bateu com a raquete dele.

A bíblia diz que quem economiza no bastão mima a criança.

Vá em frente, Moses.

Tá bem.

Jesus diz pra você não chorar depois você vai apanhar.

O Michael dizia que a tolice

está dentro do coração de uma criança

e só um bastão de reprimenda vai conseguir se livrar dela.

Ele tem muita gordura no bumbum dele.

Você precisa treinar ele.

Você vai apanhar,

para ser domado.

Eles amam.

Eles querem isso.

Por que eles sabem que não querem ir pro inferno.

Fale: Aceite apanhar, e não grite.

Não grite.

Ah...

É...

Eu não sei...

Eu sou adulto agora

e ainda morro de medo desse homem.

Eu estou tomando cuidado com as minhas palavras agora

porque não quero que ele me bata de novo.

Versão Brasileira: Drei Marc

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