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Zulu
Em quem confiar?
Samir Meshal. Est� morto. Suic�dio.
Como saber?
O governo israelita n�o esteve metido nisto.
- Nessa Stein. - N�o � bem a mulher que parece ser.
Pelo aspeto deles?
Kasim?
Pelo que fazem?
H� sete anos o Grupo Stein lan�ou a sua Primeira Fase
de implementa��o de comunica��es em territ�rios palestinos.
Porque foi o Ephra Stein a lan��-la e n�o a irm� dele?
Passe os cabos e, quando estiverem postos,
queremos que fa�a outra coisa.
Porque estava ele na lideran�a a�,
mas agora os seus pap�is inverteram-se?
Se tirarmos de l� a tua irm�,
ter�s de deixar de ser presidente da empresa.
E ter�s de p�r a Nessa no teu lugar.
O que queria ela que Nessa Stein atingisse?
Igualdade de oportunidades entre a Palestina e Israel.
Jalal El-Amin. A que devo esta honra?
O contrato da Terceira Fase de passagem de cabos na Cisjord�nia.
Estamos agora em posi��o de entrar no concurso.
Parece que a Kidma Academy,
criada pela Funda��o Stein,
tem um processo de sele��o discriminat�rio.
O que fazem aqui em baixo?
Uma auditoria.
A qu�? Ao Estado de Israel?
O rapto da tua irm�, o rapto da crian�a, a tua academia.
Acho que est� tudo ligado.
� uma escuta, Mr. Zahary.
- Pediu-me que confiasse em si! - E devias confiar! Devias!
- Desta vez n�o. - Por favor, Nessa...
Um fio para desenrolar tudo e s� me basta encontr�-lo.
Por isso, quando pensamos nisso nesses termos...
Nessa Stein saiu de casa dela.
Sozinha.
...� de admirar que confiemos sequer em algu�m.
Tens uma cama pelo menos?
Para ti n�o.
Est� bem, estou habituada a um sof�.
Que tal o ch�o?
Talvez tenhas de me aquecer um pouco primeiro.
Talvez te queira fria.
Agora quero que tentes sair.
N�o sei se quero entrar neste jogo.
Quem disse que era um jogo?
Eu conhe�o-te.
- Conheci-te assim que te vi. - Est� bem.
Como achas que vais parecer na televis�o
depois de te partir o nariz?
N�o me partas o nariz.
N�o � um bom visual por todas aquelas boas a��es?
Eu disse no ch�o.
Aposto que fazes isto h� anos, n�o �?
E sempre escapaste impune.
Porque as pessoas n�o sabiam quem eras.
Mas agora sabem
e n�o pensaste nisso, pois n�o?
Uma mi�da crescida e esperta.
Mas aposto que n�o voltar� a acontecer, pois n�o?
Por isso � melhor aproveitar.
Deixa-me ir.
Baronesa Stein...
Deixa-me ir.
N�o tenhas medo.
Estou em seguran�a.
N�o consigo fazer isto!
Se � o pre�o por uma na��o...
Ela concordou.
- Repita? - Ela concordou.
Est� l�?
Nessa Stein?
Chamo-me Max Boorman. Temos de lev�-la para o hospital.
- V�-se embora. - Precisa de ajuda.
Sei para quem trabalha. V�-se embora.
- Precisa de ajuda. - Acha?
Temos de lev�-la para um hospital.
Nada de hospitais.
N�o, n�o, um s�tio privado, posso lev�-la para um s�tio privado.
O qu�? Vender�o a hist�ria ao "Telegraph" e n�o ao "The Sun"?
Ningu�m vender� nenhuma hist�ria.
Porqu�? Est�o "sujeitos � Lei dos Segredos Oficiais"?
- Algo do g�nero. - Controla-vos?
E n�o h� nada que possam fazer.
Baronesa Stein.
Por favor.
O nome dele � Tom Crace.
� um contabilista com duas investiga��es fiscais pendentes.
Casado h� 11 anos, dois filhos,
o mais novo com dois anos, uma menina, Melanie.
O apartamento em que a atacou pertence � empresa dele.
H� uma cultura de sexo casual e de fechar os olhos.
Mas n�o em caso de viola��o.
Isso � � margem da lei.
Mesmo para um contabilista corrupto.
Ele est� a vestir-se. Tiraram-lhe uma amostra de sangue.
Ele diz que n�o tem SIDA nem herpes nem nada.
Prendeu-o?
Quer que o prendamos?
N�o.
De certeza?
Dar-lhe-�o um n�mero para ligar em 48 horas
para toda a pletora de resultados.
Tem de me dar uma palavra c�digo.
"Idiota de merda".
Atika.
A-T-I-K...
N�o interessa, s� tem de a dizer quando ligar.
A-T-I-K-A.
Est� bem.
Vamos lev�-la a casa.
Eu sei o que aconteceu. Em Gaza.
A si e � Atika.
Posso fazer-lhe uma pergunta?
Vai faz�-la na mesma, por isso for�a.
O que aconteceu hoje j� acontecera antes?
Aconteceu l�?
- O que diz na minha ficha? - N�o diz.
Porque precisa de saber?
Quero ajudar.
Quer ajudar-me a mim ou a si?
Aos dois.
Voc�s, espi�es, t�m de se coordenar melhor.
Coordenar com quem?
Com a sua colega, Monica Chatwin.
N�o diria que seja minha colega. � mais uma concorrente.
Ent�o ela quer o seu cargo.
A n�o ser, talvez, que me ajude um pouco.
Porque quereria fazer isso?
Meu Deus!
Fui atropelada por um carro.
- Deliberadamente? - O qu�?
Quem a atropelou?
Frances, n�o devias estar em Telavive?
- Tem de ver uma coisa. - O qu�?
A identidade do corpo foi confirmada como Dr. Shimon Ben-Reuven,
professor de Ci�ncias Inform�ticas na Kidma Academy,
que fez alega��es contra a universidade.
Est� bem. Obrigado.
...que tem uma pol�tica de prefer�ncia
contra �rabes israelitas a favor de militares veteranos.
- Foi reivindicado. - Por quem?
Liga de Defesa da Samaria.
Yaniv Levi.
J� ouviu falar dele?
Um terr�vel, terr�vel terrorista israelita.
� um menino muito mau.
Porque o mataram?
Afirma��es pr�-palestinianas � imprensa
com inten��o de expor corrup��o israelita.
A nossa institui��o n�o � corrupta.
Mas n�o foi o que ele descobriu, pois n�o?
Mas n�o �.
Quem lhe disse isso? O seu irm�o?
Porque agora ele gere esse lado das coisas, n�o �?
Faz isso h� qu�? Sete anos?
- E confia nele? - � meu irm�o.
N�o foi o que perguntei.
Foi, sim.
Ent�o acha que, se ele tiver sido abordado em segredo
por militares israelitas, teria for�a para lhes fazer frente.
Sozinho.
Ele n�o est� sozinho.
Tem-me a mim.
N�o ser� esse o problema?
E se ele desejasse estar sozinho?
E se ele quisesse sentir-se a controlar as coisas como dantes?
Antes de a maninha lhe roubar o lugar?
- Ele n�o o quis. - E porqu�?
- Est� a tentar ajudar? - Sim, estou mesmo.
N�o parece.
Parece estar a tentar abrir uma cis�o no cora��o deste neg�cio.
A n�o ser que j� l� esteja.
Preciso de descansar.
E a imprensa?
- Eu fa�o-o. - Com esse aspeto?
D� isso ao seu irm�o. Mas tenha cuidado.
� muita press�o. Ele aguentar�?
- O que tenta provar? - O meu ponto de vista.
Mas n�o tem de responder.
Eu espero at� ver quem decide p�r em frente � c�mara.
- Os raptores do Kasim... - O qu�?
N�o acha que isto est� ligado?
Acha?
No que toca a Israel e Palestina, n�o est� tudo ligado?
Obrigada por me trazer a casa.
Obviamente este epis�dio tr�gico preocupa imenso a Funda��o Stein
e a Kidma Academy.
Mas nesta fase estou certa de que compreender�o
que n�o � apropriado fazer qualquer coment�rio que seja
at� os factos desta situa��o serem completamente entendidos.
Mas queremos reiterar as nossas profundas condol�ncias
� fam�lia de Shimon Ben-Reuven.
Mas compreendem que as express�es privadas devem permanecer privadas.
Ele foi assassinado?
A sua pessoa est� a fazer uma declara��o � imprensa?
Sim.
A denunciar estas coisas horr�veis, com certeza.
O que aconteceu foi inegavelmente uma trag�dia.
Ainda n�o estamos em posi��o de apontar exatamente a causa.
A sua academia tinha um acordo com as IDF.
N�o podemos dizer isso ao certo.
Posso garantir-lhe, sem qualquer d�vida
que, se descobrirmos algo que corrobore essa afirma��o,
condenarei a academia sem reservas.
"Se" descobrirem?
N�o foi exatamente o que esse professor fez?
Por que mais morreu?
Parece ser por causa dos coment�rios que fez � imprensa.
N�o sabemos ainda se o que ele disse era verdade.
Yaniv Levi � um c�o de ataque israelita.
E eles tiraram-lhe a trela.
N�o sabemos disso. Ainda n�o.
Eu sei. Algu�m teve de lhe pagar.
N�o sei se ele � um assassino contratado.
Ele tem sempre um pre�o, claro que tem. Que judeu n�o tem?
O contrato a que est� a concorrer.
Por raz�es �bvias,
as empresas com que trabalhamos t�m de ser escrupulosamente neutrais.
Um coment�rio como o que acabou de fazer
pode devastar as nossas atividades.
O que me leva � investiga��o
que mandei fazer � sua empresa.
N�o d� uma leitura imparcial, pois n�o?
N�o interessa.
A mim interessa.
N�o interessa o que digo ou o que l� l�.
Vai dar-me o contrato.
N�o, Jalal El-Amin. N�o vou.
Vai, sim. Porque assim o seu segredo ficar� seguro.
Porque demoraram tanto tempo?
N�o esper�vamos ter de fazer isto.
- Levar uma crian�a. - Substituir Samir Meshal.
O que devia ele fazer?
Precisamos de um palestino ao seu lado.
- A vigiar-me. - Sim.
Porqu�?
- Porque temos de ter a certeza. - De qu�?
De que � tudo o que diz.
A sua m�e sabe que come isso?
Mr. Zahary.
Parece que vamos voar juntos.
Como descobriu isso?
Sorte. A senhora sorte.
Perseguiu-me a vida toda, a provocadora.
Minha filha,
pode oferecer-nos um dos seus batidos de rom�?
Sem gelo, por favor, e uma palhinha. Obrigado.
Faz bem �s c�lulas cinzentas, a rom�.
Impede que fiquemos gag�s.
- N�o dev�amos falar, Mr. Zahary. - O qu�?
Uma vez fui apanhado em S�o Paulo no nevoeiro.
Durante seis horas s� falei com nazis.
Obrigado, querida.
Sabe, as pessoas acham-me muito est�pido.
- De certeza que n�o. - N�o, n�o, acham, acham.
Em coisas t�cnicas pensam que n�o distingo os meus Tier 3
dos meus PSTN e dos meus PABX
e, admitamos, � um t�dio de merda.
Mas vou contar-lhe um segredo agora.
Eu sei. Tudo.
Mas n�o deixo que eles saibam que eu sei
porque assim posso olhar para eles
sem que eles saibam que eu sei. Est� a acompanhar-me?
- Acho que sim. - Est� bem.
Ent�o deixe-me dizer isto de uma forma simples
para n�o termos de falar por siglas,
embora agora saiba que eu consigo falar.
Aquele sniffer que descobriu continua a funcionar?
Sim.
Ent�o quem est� a ouvir n�o sabe que o descobriu.
- Correto. - �timo.
O que esse dispositivo faz � duplicar toda a informa��o
que passa pela linha m�e
e depois esse material � redirecionado para o sistema
at� chegar aos descodificadores de quem est� a ouvir.
- Estou certo? - Est�.
V�?
Sabe porque sou multimilion�rio?
Porque tudo, cada uma das coisas de uma rede de telecomunica��es
� monetizada.
Cada peda�o de tr�fego que usa uma linha � pago por algu�m algures.
E, para isso ser feito,
cada uma dessas linhas tem de ter um n�mero.
Sabe quem faz a fatura��o detalhada
para todos esses milh�es de n�meros?
A minha empresa.
Se analisar esse sniffer,
ver� as linhas e os n�meros que usa
e depois, se me der esses n�meros,
eu posso descobrir quem est� a pagar a conta.
Faz sentido para si?
Na verdade, isto � nojento.
Entramos atrav�s do m�dulo de servi�o.
SEDE REGIONAL DA ZAHARY COM. TELAVIVE
S�o todas linhas alugadas. Sempre abertas.
Viajando todas para o mesmo local, todas pagas coletivamente.
Por quem?
Estou em seguran�a?
Tenho fam�lia, tr�s filhos.
Sou engenheiro, compreendo que haja riscos a trabalhar onde trabalho,
mas isto...
Estou em seguran�a, baronesa Stein?
De quem?
De si.
O pap� brincava nisto em pequeno. por isso muito cuidado.
E aten��o onde p�em os p�s.
Nessa. A mulher de preto.
- Est�s bem? - Oh, Ephra!
O que �?
Arruinaste-nos.
V�o para dentro, meninas.
Deixaste-os p�r aquela escuta nas nossas linhas!
Deixaste-os montar um departamento secreto
para descodifica��o na nossa universidade!
N�o tive escolha.
N�o, porque este segredo controla-te, � isso?
Foi o que custou tirar-te de l�! Eu tirei-te de l�!
- Est�s a culpar-me? - N�o, tu � que foste a Gaza!
Fui a Gaza porque outras pessoas mandavam para l� dinheiro primeiro!
Sim, e eu tirei-o de l� tamb�m.
Quem?
O soldado.
Ningu�m o ia ajudar, Nessa.
Ningu�m!
E ningu�m te ia ajudar tamb�m.
- Isso faz de ti o homem grande? - N�o estarias aqui se n�o fosse eu.
Com qu�, Ephra? Com qu�?
Transformaste-me num fantoche e nunca disseste nada.
Tu tamb�m tens segredos que nada t�m a ver comigo.
N�o teria ido l� se n�o fosses tu.
Queres saber porque levaram o menino?
Porque os palestinos desconfiaram
que tu e os israelitas faziam isto desde o in�cio.
Meu Deus! � verdade!
Est�s a culpar-me pelo rapto do Kasim?
N�o.
Eles queriam o Samir Meshal bastante perto para nos vigiar.
- E agora t�m outra pessoa. - Quem?
- Quem achas que �? - O El-Amin.
E queres saber a minha escolha?
N�o tenho nenhuma.
Porque todos os caminhos aqui levam de novo a ti.
E eu lamento. Mas s� queria...
- O qu�? O que querias? - Ajudar, ajudar!
- Querias ser o pap�? - N�o!
- O grande Eli Stein? - Por favor...
Olha para ti, nem conseguiste ser meu irm�o.
Sabes o que penso? Todo este Palco Mundial de Reconcilia��o,
porque n�o olhas para ti primeiro?!
- Disse a terapeuta? - Diz-me que n�o � verdade!
O que farias se conhecesses o homem que ordenou a morte do pap�?
Davas-lhe um grande abra�o, Nessa?
- N�o lhe enfiava uma faca! - N�o?
- Tu enfiavas? - Enfiava, sim!
Ent�o aconte�a o que acontecer daqui em diante, j� n�o fazes parte disso.
Nessa...
Boa, livra-te de mim ent�o, livra-te de toda a gente!
Mas, quando estiveres l� sozinha, pergunta isto a ti mesma!
Foram eles ou sou eu?!
N�o temos qualquer conhecimento
do grupo a operar dentro da sua universidade.
Nenhum.
H� momentos na carreira de um diplomata, Daniel,
em que a �nica coisa a fazer � ser sincero.
N�o temos qualquer conhecimento do grupo...
Tamb�m � vossa pol�tica meter militares veteranos
em universidades �s custas de �rabes israelitas?
- N�o temos qualquer... - Pode calar-se, porra?!
� assim que se fala sinceramente?
N�o.
� assim.
Fui usada como uma esp�cie de fachada, n�o fui?
H� sete anos, pelo seu governo e pelo meu irm�o
e ambos fizeram com que eu nunca descobrisse.
- N�o temos... - Eu n�o acabei!
E, agora que descobri, � isto que far�o quanto a isso:
um, o seu governo continuar� a apoiar o Grupo Stein
em todas as suas atividades.
De agora em diante, n�o haver� pol�tica de prefer�ncias
em qualquer institui��o a que o meu nome esteja ligado.
Dois, neste momento, toda a nossa rede de cabos est� a ser limpa
e isso continuar� com todo o apoio do seu governo.
Tr�s, se por qualquer raz�o isso acontecer no futuro,
n�o interessa o que fa�a ou o que diga.
Ir� faz�-lo em p�blico
porque esse � o palco em que eu estarei.
E acredite que sou muito boa num palco p�blico.
Agora pode falar.
A sua afirma��o danific�-la-ia sempre mais a si do que a n�s.
Quer experimentar?
Porque, acredite,
j� n�o tenho mais nada a perder.
Os seus pontos foram anotados, Ms. Stein.
N�o que importe, mas sou baronesa.
Sou baronesa pelo meu esfor�o na reconcilia��o internacional.
O meu estado civil n�o � para aqui chamado.
Uma �ltima coisa.
Apoiar� quem escolher como parceiro para a pr�xima fase do projeto.
Quem escolheu?
Por causa da perda recente e tr�gica de Samir Meshal,
o Grupo Stein teve de relan�ar a busca de um parceiro
na Terceira Fase de implementa��o de fibra �tica de banda larga
nos territ�rios palestinos.
Ap�s um processo extenso,
tenho o prazer de anunciar que Jalal El-Amin
e a Tahet Technology venceram o contrato
para participar na pr�xima fase desta viagem empolgante.
Por causa da perda recente e tr�gica de Samir Meshal,
o Grupo Stein teve de relan�ar a busca de um parceiro
na Terceira Fase de implementa��o de fibra �tica de banda larga
nos territ�rios palestinos.
Ap�s um processo extenso, tenho o prazer de anunciar...
Sim. Sim.
...contrato para participar na pr�xima fase da viagem empolgante.
O que pensa que vai encontrar n�o vai. Desapareceu.
- E o meu irm�o tamb�m. - �timo.
Por isso, devolva o menino.
- Em breve. - Quando?
V� a Hebron. Inaugure a Terceira Fase.
Fa�a isso e tudo correr� bem.
Confie em mim. Basta-lhe apertar-me a m�o.
Est� bem, igualmente.
Era a Monica Chatwin.
A ligar para me felicitar pela minha corajosa escolha de parceiro.
Talvez ela a deva aconselhar ent�o porque n�o me est� a dar ouvidos.
O seu analista s� precisou de premir tr�s teclas
para ligar a fam�lia El-Amin � OLP.
- A OLP gere a Autoridade agora. - Sabe ao que me refiro.
Em que p� estamos?
Um sniffer sobre todo o tr�fego internacional
que entra e sai dos territ�rios.
De certeza que os israelitas o puseram l�?
Bem. V�o neg�-lo de qualquer forma.
E os palestinos tinham suspeitas.
Por isso decidiram p�r um homem dentro do Grupo Stein.
Na noite antes de deixar Washington,
Samir Meshal fez um telefonema para os territ�rios palestinos.
Durou quatro segundos
e o que ele disse algu�m ouviu.
E isso fez com que morresse.
Com ele esta gente teve todo o tempo de que precisava
para me desacreditar a mim e para o p�r junto da Nessa.
Mas, depois de o perderem, o novo sacana, como se chama ele?
El-Amin. Eles tiveram de ser mais duros.
- E levar a crian�a. - � o meu palpite.
Por isso ela concordou em fazer dele seu parceiro.
- Para reaver o rapaz. - Sim.
Tudo isso pelo filho de uma governanta?
Por um filho, o mundo inteiro.
N�o sei, n�o tenho nenhum.
Isto n�o bate certo.
Se os palestinos desconfiavam dos Stein,
porque n�o o dizer em voz alta?
- Talvez queiram provas. - N�o as v�o ter. N�o agora.
Seja o que for que querem, querem-no com Nessa Stein
a ficar exatamente onde est�.
Porqu�?
- Perturbaste a minha filha. - Est�vamos s� a brincar.
- Quanto tempo ficas c�? - At� partir.
Mas quando � isso?
Tu n�o fazes perguntas.
Nunca fazes perguntas.
Anda.
Gostas?
Queres uma para ti?
Sabes o que tens de fazer para ter uma?
Tens de acreditar em alguma coisa.
Acreditar tanto nela
que far�s tudo, tudo,
para que aconte�a.
Sim?
Eu sou assim.
Isto � o pre�o.
Queres tocar-lhe?
Eu n�o o queria.
N�o queria nada disso.
Mas essas foram as minhas ordens e sou um soldado
e um soldado n�o tem escolha.
N�o.
Achas que consegues?
Sim, muito bem, d�-ma.
Tenho um filho da tua idade.
Espero que tamb�m seja corajoso.
Tal como tu.
Antes de ele deixar a Am�rica e no dia antes de morrer
Samir Meshal fez um telefonema para os territ�rios palestinos.
Que voc�s ouviram.
O que disse ele que significou terem de mat�-lo?
N�o o mat�mos.
J� deve ter ouvido o rumor
que s� consegui este cargo porque dormi com a minha chefe.
N�o, n�o ouvi.
Bem, � verdade, dormi.
Custou-me o meu casamento.
Bem, o que realmente me custou foi a minha mulher achar
que n�o me levantava para defender nada.
E a piada foi, claro,
que n�o tinha de o fazer pois bastava-me...
Deitar-me para isso.
Enfim, sou um guarda-noturno d�cil. Sou eu.
E sei que em breve algu�m me vai lan�ar a bola e eu ficarei fora.
� do cr�quete, uma analogia do cr�quete, n�o sei porque a usei.
Nem jogo cr�quete.
Mas, quando isso acontecer,
quando acabar tudo,
s� quero poder andar at� ao pavilh�o
de cabe�a erguida.
Por uma vez.
Gostava muito de fazer isso, Judah.
Gostava mesmo.
Se � que faz algum sentido.
N�s n�o mat�mos Samir Meshal.
- Est� bem. - Foi outra pessoa.
Ouv�ramos algo e quisemos apanh�-lo mas n�o conseguimos.
Porque algu�m chegou l� primeiro.
- Sim. - Quem?
Quem tamb�m estava a ouvir.
- Como fariam isso? - N�o sabemos.
O que o ouviram dizer?
"Ela concordou".
- S� isso? - S� isso.
Quem � ela? Concordou com qu�?
� por isso que lhe estou a dizer. Mas algu�m sabe.
E, quem quer que seja, matou Samir Meshal.
Deliciosa.
Ent�o h� uma linha de servi�o.
� usada para atualizar software, manuten��o, esse tipo de coisa.
� tamb�m outra forma de algu�m ouvir.
�s cavalitas do mesmo dispositivo.
Parece que sim.
Quem?
Acha que tinha esperado tanto tempo se tivesse essa informa��o?
N�o h� n�mero associado a ela, por isso n�o sabemos para onde vai
e n�o surge para fatura��o.
Por isso, tudo o que podemos dizer � que passa por n�s
e depois...
Voa pelo seu caminho fora.
Ainda est� ligada?
�timo. Ent�o vamos deslig�-la.
N�o, se faz isso, vai tudo kaput.
N�o, n�o, n�o.
Como se fosse uma falha t�cnica, completamente inocente.
Depois bastava-nos esperar para ver quem a conserta.
Nem um minuto deve levar.
J� est�o ligados.
Avisem-me aonde v�o ter.
Compraremos uma coisa nova, eu sei que sim.
E desta vez n�o ser� para mais ningu�m.
Nem para o teu pai, nem para a tua irm�.
Ser� s� para ti e para mim.
E para as meninas.
�s um pai maravilhoso, Ephra.
N�o deixes que te vejam assim.
Estou num ciclo vicioso, n�o estou?
A ouvir os discos do Neil Diamond?
- A pensar nisso. - Ent�o sim, est�s.
Posso mudar.
- Isso envolveria ganga preta? - Podia envolver se quisesses.
- N�o quero. - Ent�o n�o envolver�.
Espias-me?
Quer dizer, n�o assim.
Refiro-me a isto.
Que pergunta!
Acabei de te mandar a morada de um restaurante.
Quinta �s 20h. Ser� uma mesa � janela.
- �timo. - Para espiares.
Quero que vejas uma coisa.
� melhor vir c� ver isto.
EMBAIXADA DOS EUA TELAVIVE - ISRAEL
Diz-me que n�o � assim t�o f�cil.
Am�rica.
Posso dizer que ficas muito elegante nesse tom de azul?
Os americanos mataram Samir Meshal.
Pensei que t�nhamos combinado n�o olhar nessa dire��o.
E fiz isso, olhei tanto noutra dire��o que descrevi um c�rculo.
Ela concordou.
Repita?
Ela concordou.
Acho que n�o precisas que traduza.
Quem dera que o meu �nus fosse assim t�o grande.
Onde arranjaste isso?
A s�rio?
Quem concordou com qu�?
Bem, essa parte n�o posso dizer porque n�o sei.
N�o te armes em corajoso comigo, Hugh. N�o t�o tarde.
Ainda fico com ci�mes.
Achas que � por isso que o meu cabelo est� a cair?
Acho que o que est�s a fazer agora pode afetar-te a sa�de.
Desde que tenha o teu apoio, Julia, aceito viver perigosamente.
Tenho o teu apoio,
n�o tenho?
Afasta-te dos americanos, Hugh. A s�rio.
Tens uma bela reitoria na Ivy League na manga?
Tenho uma estranha preocupa��o por um colega de h� muito
com quem j� dormi.
Isso � uma surpresa.
Algo vai acontecer, tenho a certeza.
Em breve.
Mas, se fosse eu...
Bem, tu sabes como seria se fosse eu.
H� uma coisa que devia saber.
Quantas mentiras mais vais manter nesta casa?
Ela n�o devia ter contado.
E isso � para me fazer sentir o qu�?
- Acabei de descobrir tamb�m. - E n�o me contaste?
- N�o me cabia a mim contar! - A tua pr�pria mulher!
Que segredo n�o se conta � pr�pria mulher?!
N�o tenho segredos para ti. Conto-te tudo.
Se a tua irm� te pedisse segredo, tu guardavas, eu sei que sim.
- A crian�a pertence-lhe a ela? - Sim.
N�o guardaria esse segredo, esse n�o.
N�o quando a nossa vida foi virada do avesso por causa dele!
E porque � que ela concordou com isso?
N�o sei, Rachel, n�o sei!
Nem conseguimos compreender o que aquelas duas passaram, pois n�o?
Eu compreendo quando est� a arruinar o meu casamento.
N�o est�.
Eu disse que te apoiaria, mas o que quer isso dizer?
Mentiste � tua irm�.
Mentiste sobre o teu neg�cio, mentiste sobre a academia,
mentiste a toda a gente, Ephra.
E agora mentiste-me a mim.
Fui eu que os tirei de l�, Rachel! Eu! Eu tirei-os de l�!
Se n�o o fizesse, teriam morrido!
Compreendes isso? Teriam morrido!
E nem tu nem ningu�m poderia fazer alguma coisa.
S� que eu fiz! Eu fiz!
E isto tudo, esta merda toda! Foi este o pre�o!
N�o me devias ter mentido.
N�o debaixo do meu teto.
- Apanhei-te numa altura m�? - O que queres?
O que �? N�o h� compara��es a vampiros?
Desembucha l�.
Est� bem.
Eu sei o que fizeste.
Para tirares a tua irm� de Gaza,
os israelitas puseram um sniffer nos teus cabos
e uma unidade de escuta dentro da tua academia.
� um grande pre�o a pagar.
Valeu a pena.
Deve ser dif�cil ser-se um her�i a que ningu�m agradece.
Diz isso � minha mulher.
Sim, n�o h� muita gente que v� compreender.
Mas tu compreendes.
N�o posso dizer que alguma coisa que fiz tenha valido a pena.
Mas gostava que tivesse valido. Mesmo agora.
O que queres?
A quem mais contaste? Da escuta?
A um dos vossos.
Quem?
- � Monica... - Chatwin.
Pronto, pronto.
Como � que ele entrou? Tranquei a porta.
Uma chave abre tudo!
- Aonde vais? - Chamar uma ambul�ncia!
N�o, n�o. N�o podes falar de mim, dizes que a arma era tua, sim?
Tinha-la carregada!
N�o. Devem ter sido eles.
Sai de minha casa!
Ouve-me! N�o posso estar aqui!
A arma � tua! Est� bem? Est� bem?
Diz isso, est� bem? Est� bem?
Usa os len��is para estancar a hemorragia.
Chama a ambul�ncia quando eu sair.
O teu filho � forte. Vai sobreviver.
Mas eu nunca estive aqui.
Preciso de ajuda.
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