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Em quem confiar? Como saber?
Para de procur�-lo. Deixa a Pol�cia tratar disso.
Pelo aspeto deles ou pelo que dizem?
Pelo que fazem?
As sementes do programa de investimento educativo
come�am a dar os primeiros frutos
enquanto o nosso querido amigo Shlomo Zahary
vai implementar a Primeira Fase da nossa rede de telecomunica��es
que vai unir tudo.
Todos temos segredos.
1,5 milh�o de d�lares transferido pela institui��o educativa de Ephra Stein...
Para garantir a liberta��o de um soldado israelita.
Mas sobretudo dizemos mentiras.
- N�o podemos ser comprometidos. - N�o sejas t�o ing�nua.
Escondemos os nossos segredos uns dos outros...
- O Kasim � meu? - N�o! � dela. � da Nessa.
...de n�s mesmos.
Por isso, quando pensamos nisso nesses termos...
Deus pode perdoar-lhe o que fez, mas Israel n�o perdoar�.
- Bani o teu filho. - E a rapariga Stein?
Se matares a crian�a, matam-me a mim.
Mas se a tiveres, v�o deixar-te ir para casa.
...� de admirar que confiemos sequer em algu�m.
H� OITO ANOS
Onde o terei?
Aqui.
A tua m�e morreu durante o parto.
Tu n�o vais morrer. Prometo.
E se n�o morrer?
N�o �...
� o que significa.
Vou para casa, conto ao mundo
e todas as decis�es que tomar ser�o julgadas � luz disso.
Odeio-os? Amo-os?
Quero vingar-me? Sou uma serva secreta deles?
Fa�a o que fizer, � isso que as pessoas se perguntar�o.
Posso ter uma crian�a.
Isso n�o sou eu, � s� biologia.
O que eu diria ou...
...faria ou...
...pensaria...
O que quero que esta empresa alcance...
...isso sou eu.
Logo, posso... ter este beb� e posso viver,
mas aconte�a o que acontecer vou perder a minha vida.
D�-mo.
D�-mo.
Devo-te isso.
E, quando formos embora,
� como se tivesse sido sempre meu.
D�-mo.
Modeh Anee Lefanecha...
N�o tenhas medo.
Estou em seguran�a.
N�o consigo fazer isto!
Se � o pre�o por uma na��o...
Ela concordou.
- Repita? - Ela concordou.
H� OITO ANOS
O que raio se passa aqui?
Lamento, Shlomo, mas com a Nessa a viajar...
A Nessa? O que tem ela que ver com isto?
Tu � que tomas as decis�es.
Pode arranjar outra pessoa para ir buscar isso.
Outra pessoa?
Tenho mais de meio milh�o de rolos de cabo nas minhas f�bricas.
N�o h� outra pessoa que o v� buscar nem que queira fazer isto.
Estou prestes a escavar metade do raio da Cisjord�nia.
- O que raio... - Ent�o leve! Leve tudo!
Leve...
O que se passa, rapaz? O que n�o est�s a dizer-me?
Acabou, Shlomo.
Acabou o cara�as. Acab�mos de come�ar.
Vem c�, vem c�... Abra�a o velho Shlabala. Vem c�.
Instale os cabos.
- Porqu�? - Fa�a-o.
Isso vai traz�-la de volta?
Isso vai traz�-la de volta?
Instale os cabos...
...e, quando estiverem instalados, queremos que fa�a outra coisa.
O que fazes aqui fora?
Vamos instalar os cabos. � o que a Nessa quereria.
- Onde est� ela, Ephra? - Est� tudo bem.
CISJORD�NIA, TERRIT�RIOS PALESTINIANOS
Agrade�o-Lhe, Rei vivo e eterno,
pois restaurou misericordiosamente a f� dentro de mim.
A vossa fidelidade � grande.
- Pronto, vem a� outra. - Est� tudo bem.
O que posso fazer?
For�a. For�a. For�a, Nessa. For�a.
Sim... Vamos l� ver-te. Vamos l� ver-te.
Vamos l� ver-te. Aqui est�s tu.
Espirrou!
- � t�o lento, n�o �? - O qu�?
- O tempo. - Acho que posso ajudar a aceler�-lo.
Posso pedir a uma pessoa que est� a dever-me um favor.
- Quem? - Mas se resultar,
se isso libertar a sua irm�, tem de fazer algumas coisas.
- Qualquer coisa. - Ter� de deixar a dire��o da empresa.
Acha que me importo? Livrar-me-ia de tudo. De tudo.
N�o, n�o queremos que fa�a isso.
Tem de livrar-se de qualquer... de todas as provas do que aconteceu.
Aqui e aqui.
Depois, tem de p�r a Nessa no seu lugar...
...sem saber de nada e sem estar comprometida.
- Pode fazer isso? - Facilmente.
E h� uma �ltima coisa. Ter� de dizer-me
por que os israelitas permitiram que continuasse a instalar o cabo.
Disse que faria qualquer coisa para libertar a sua irm�.
Se eu a libertar, � isso que me dir�.
Aplaudimos o seu altru�smo, Daniel.
Dado os recentes acontecimentos, esper�vamos que fechasse o Grupo Stein.
- � uma empresa privada. - Que precisa da sua colabora��o.
Em qualquer negocia��o � necess�rio dar e receber.
Est� a dar muito � OLP com estes cabos.
- N�o somos n�s. - Claro. O Grupo Stein.
Contudo, pergunto-me quanto tempo isso continuar�.
- N�o nos cabe a n�s decidir. - Viu Ephra Stein, recentemente?
Se continuar assim, em breve, aquela empresa sucumbir�,
e n�o me parece que seja isso que quer...
...independentemente daquilo para que a quer.
Contudo, h� uma alternativa.
Com todas as bombas que o Hamas continua a atirar contra o vosso pa�s,
suspeito que as vossas for�as est�o prestes a reentrar em Gaza.
Se eles n�o conseguem tratar disto, f�-lo-emos por eles.
� uma triste realidade, mas oferece um lado bom...
Nessa Stein.
- Est� a tentar enganar-nos, Julia? - Daniel...
Como a perda de peso dram�tica do irm�o dela me ensinou claramente,
quando se trata do M�dio Oriente, nunca se tenta enganar os israelitas.
Se vierem por ela, eles que a levem.
Tenho planos para Nessa Stein.
Atika...
- Nessa Stein? - Sim.
L� para fora. Ponha o arn�s. Vinte segundos.
Voc� tamb�m. Ponha o arn�s. Quinze segundos.
- O que � isso? - Um beb�.
- Que beb�? - O meu.
- Dez segundos! - D�-mo.
D�-me o beb�!
Vai. Vai, agora!
SETE ANOS DEPOIS
Quem te contou?
Ephra, quem te contou?
Que o pai dele � um terrorista palestino e que a m�e dele... �s tu?
A Atika?
Porque � que ela te contou?
Sou um pouco liberal com os meus... afetos.
- Como? - O que esperas que responda?
- Mas na tua pr�pria casa ou... - A parte f�cil � ser um canalha,
mas a parte mais dif�cil resolvi com o meu terapeuta.
- Andas num terapeuta? - Sim.
- Porqu�? - N�o sei, Nessa.
Talvez por andar a comer a minha governanta.
- E o que disse ele? - Ela.
J� ultrapassei a culpa, mas...
...acho que tamb�m n�o vais gostar da fase em que me encontro.
Faz-me sentir melhor.
- Tra�res a tua mulher? - Ter um segredo... meu.
- E se a Atika contar? - N�o o far�. N�o pode.
Os segredos s�o estranhos.
As pessoas pensam que os partilhamos, mas n�o.
T�m dois lados. Ou os controlamos ou eles nos controlam a n�s.
- E este segredo controla-a a ela. - Porqu�?
Porque ela tem muito mais a perder. Pensa nisso.
A verdade � que ela tem de fazer tudo o que lhe pe�o,
porque � assim que o nosso segredo funciona.
E o teu... Nessa?
Os raptores do Kasim. J� entraram em contacto contigo?
O que querem?
- N�o sei. - Porqu�?
N�o consigo deixar de pensar...
...numa coisa que ele disse.
- O que sabem eles? - Sabem tudo.
O que � tudo?
Como achaste que ias guardar esse segredo?
Ephra, como vamos guardar tudo isto em segredo se n�o o fizesse?
Meu, estamos tramados.
Quando te disserem o que querem, o que vais fazer?
Vais fazer exatamente o que disserem.
- S� quando souber. - N�o, j� sabemos.
Acredita em mim, eu percebo bem disto.
N�o tens escolha. J� n�o tens.
- N�o sabemos isso. - Sabemos, sim.
Porque � desse lado que est�s, Nessa.
N�o controlas este segredo, ele � que te controla a ti.
- Est� vazio. - Eu sei.
V�o procurar perto da �gua.
O meu pai comprou esta casa para a minha m�e.
Para que ela tivesse um s�tio onde se refugiar.
Acho que a Rachel sente o mesmo.
- E tu? - N�o me cabe a mim escolher.
Para onde irias, se pudesses?
N�o sei. N�o existe. Ainda n�o.
Agora, �s a �rabe errante que far� qualquer coisa para sobreviver?
- Sentes-te tra�da. - Isso surpreende-te?
N�o.
- Sabes tudo sobre mim. - N�o te podia contar.
- Claro que podias. - N�o me cabia a mim dizer.
O Ephra e o raio dos segredos dele. � um tangas.
N�o pensei que jamais tivesses de saber.
- N�o digas que n�o tinhas escolha. - N�o tinha, Nessa.
- Tinhas. Podias ter-me escolhido a mim. - N�o podia.
O que aconteceu entre n�s... nunca ningu�m poder� perceber.
� isso que temos e � isso que est�s a sentir.
- N�o teria sobrevivido sem ti. - Conseguimos juntas,
mas n�o se ama a rocha que nos salva do mar.
- Eu amo. - N�o.
- N�o me digas como sou. A s�rio. - N�o.
Eu sei como sou. Eu sei.
Sei desde que te vi no raio do posto de controlo.
Sei como sou.
Ent�o estou a dizer-te como tens de ser... pelo Kasim.
- Ama-lo? - Pelo teu filho.
Tens raz�o. Sou uma �rabe errante.
Foi isso que o mundo me tornou. Desculpa...
- Judah, vais ajudar-me? - Se bem me lembro,
se estivesse no teu lugar consideraria passar o teu cavalo do C3 para o D5.
A filha de um dos teus patriotas mais famosos
� raptada em Gaza, h� sete anos.
Durante 11 meses, ficamos num empate.
Depois, a tua Unidade 13 chega
e ela e a tradutora s�o libertadas num abrir e fechar de olhos.
Eu pensaria que isso era uma causa para uma grande celebra��o nacional,
mas est�s a dizer-me que s� soubeste quando te contei.
N�o, n�o estou a dizer isso.
Estou a dizer que at� agora,
depois de me teres dito, ainda n�o sei nada sobre isso.
Ent�o acho que devias ouvir.
Aparentemente, h� tantas possibilidades no xadrez
como h� �tomos no universo,
mas acho que devem ter exclu�do o M�dio Oriente.
- O teu segredo est� a salvo? - Sim, est�.
Uma pessoa ir� ter contigo.
Jalal El-Amin. A que devo esta honra?
O contrato para a Terceira Fase da instala��o de cabos na Cisjord�nia.
J� estamos em posi��o de fazer uma proposta.
Numa posi��o bastante boa.
Vou investigar isto.
- Onde est� Mr. Bloom? - N�o sei.
- J� n�o trabalha para si? - N�o.
- Est� contact�vel? - Acho que n�o.
� uma pena. Tenho outra coisa para lhe mostrar.
H� tr�s meses, Mr. Bloom recebeu uma chamada de um n�mero estranho.
- De quem? - Espere, por favor.
� uma hist�ria com uma ordem.
Depois desta chamada, Mr. Bloom vai a um s�tio... aqui.
Dez minutos depois, vemos isto.
Monica Chatwin.
Ao fim de dois caf�s, um salgado e 19 minutos, ela vai-se embora.
Adeus, tarte de nozes-pec�.
Quatro minutos depois, ele faz a mesma coisa,
mas, desta vez, v� o que ele leva?
Este � o relat�rio que Mr. Bloom lhe deu
a dizer que Shlomo Zahary tem liga��es ao Hezbollah.
Por causa disto, voc� n�o lhe deu o contrato.
E este � o que Zahary lhe deu para provar a sua inoc�ncia.
Estamos a analisar os dois cuidadosamente.
S�o os dois muito bons, s� que h� um pequeno erro neste...
H� uma data nesta transfer�ncia financeira
que � imposs�vel.
Esta data equivale a um feriado liban�s.
Neste dia, os bancos fecham. Esta transfer�ncia n�o aconteceu.
Este relat�rio est� a mentir. Este relat�rio est� a dizer a verdade.
Acho que Mr. Bloom est� a cometer um grande erro.
E acha que � isso ou acha que ele � c�mplice?
Isso cabe a ele dizer e a si acreditar.
- Mas o Shlomo est� inocente. - Isso posso confirmar.
- Podia ter-lhe dado o contrato. - Tamb�m pode confirmar isso.
Tinha raz�o.
Isso quer dizer que o contrato � meu?
Quer dizer que recebe o meu pedido de desculpas.
Mas n�o o contrato.
Sabes quanto vale a minha empresa? Tr�s mil milh�es de d�lares.
Forne�o fatura��o, servi�os de listas e verifica��es de cr�dito
a 53 das principais operadoras a n�vel mundial.
Na Am�rica, no Reino Unido, na Europa, em Hotzenplotz.
Ganho contratos no mundo inteiro. V�m todos ter comigo.
- Quanto vale o teu contrato? - Cerca de 75 milh�es.
Brutos. At� podes pagar-me com trocos.
Mas sabes porque quero faz�-lo?
Porque te adoro... e adoro o que est�s a tentar fazer.
� simples. N�o dificultes ainda mais as coisas.
Av�!
O monstro est� a voltar!
- Quer ajudar-me? - Quero.
Ent�o o que � isto, isto e isto? � a isso que chama ajudar?
Porque � que o Nathaniel lhe deu ouvidos?
Porque � verdade, quero ajudar.
N�o devia trabalhar com Shlomo Zahary.
Porqu�?
Porque ele vai compromet�-la.
- Ele n�o tem a liga��o ao Hezbollah. - Pois n�o.
- Mentiu. - Sim.
Porqu�?
Porque o que ele fez realmente � muito pior.
Tem de pensar muito bem no que vou dizer-lhe,
porque se decidir contar a todos o que vou dizer-lhe
n�o haver� uma Terceira Fase, n�o haver� nada...
...porque se o mundo descobrir o que Shlomo Zahary fez...
...ficar� arruinada.
Tenho de falar com Aron Yavin.
CISJORD�NIA, TERRIT�RIOS PALESTINIANOS
- Aron Yavin. - Aguarde por Nessa Stein.
- Est�s a emagrecer. - � a preocupa��o.
Pensava que eu � que devia andar a investigar a Nessa Stein.
E andas.
Ent�o como � que ela me passou � frente?
Tal como os lindos americanos,
ela acredita que Nessa Stein merece o nosso apoio incondicional.
Receia que o que andas a fazer possa corroer isso.
- Tens dois c�es atr�s da mesma bola. - Exato.
O que quer ela que Nessa Stein alcance?
O que a nobre baronesa sempre disse que queria,
igualdade de oportunidades entre a Palestina e Israel.
E a Chatwin acha que instalar alguns cabos vai garantir isso?
Concordo. Deve haver mais alguma coisa.
- Como por exemplo? - N�o sei, Hugh. A bola continua a�,
s� estou � espera de ver qual dos dois a traz de volta.
- A cachorrinha... - Ou o c�o velho.
Tenta n�o estragar tudo.
Obrigada por ter vindo t�o depressa e obrigada pela sua discri��o.
O que � t�o importante que n�o pode ser dito pelo telefone?
Isto s�o autoriza��es para aceder a todas as centrais telef�nicas
na fronteira entre Israel e a Cisjord�nia,
mas sugiro que se concentre na central principal.
Porqu� essas?
Os cabos s�o nossos e os edif�cios s�o de Shlomo Zahary.
Ent�o, desculpe, mas por que n�o perguntar-lhe?
- N�o queremos levantar suspeitas. - Para uma manuten��o de rotina?
O que quero que fa�a n�o � algo de rotina.
UNIVERSIDADE KIDMA FUNDA��O STEIN, TELAVIVE
FACULDADE DE INFORM�TICA
- Esta � a lista completa de admiss�es? - �.
Samir Altif n�o est� na lista.
Esse rapaz foi facilmente o melhor aluno que entrevistei.
O que queres que diga?
- Deve ter chumbado na prova escrita. - N�o � poss�vel.
Se n�o est� na lista, n�o entrou. A culpa n�o � minha.
Consegues pensar em alguma coisa que tenha corrido mal?
Saltaste algumas perguntas? Entraste em p�nico?
Ent�o o que aconteceu?
Achas que ele n�o entrou por ser �rabe?
Isto � uma academia da Funda��o Stein. N�o h� racismo, aqui.
S� quero ver os exames do Samir Altif.
N�o continues a discutir comigo. Nem acredito que vais por a�.
- Quem corrigiu os exames? - O qu�?
Esperas que saiba quem corrigiu um de 20 mil exames?
- � um �timo aluno! - Arranjar� outra faculdade!
- Quero-o aqui! - Ele teria de ter passado no exame.
� por isso que quero v�-lo.
At� parece que n�o tenho mais nada para fazer...
Deixei algum trabalho no Gabinete de Admiss�es
e se n�o o fizer esta noite estou tramado.
Maya Avraham
Ben Mizrachi
Idan Levi
Ariel Eban
Ariel Eban?
Desculpe, chamo-me Shimon Ben-Reuven.
Sou o diretor do dep. de inform�tica da Academia Kidma.
Vai entrar no meu curso, no pr�ximo semestre.
Sim. Boa. Muito obrigado.
- Parece surpreendido. - E estou...
- Porqu�? - N�o era propriamente bom aluno.
Isso n�o interessa.
- J� agora, serviu no ex�rcito? - Sim.
- Quatro anos? - Sim.
Espero que a universidade seja f�cil.
Wahil, ol�.
Ou�a, tenho um problema.
H� um aluno que gostava que viesse para c�.
Dizem que chumbou no teste, mas n�o acredito.
Ele � �rabe, Wahil. Percebe o que estou a dizer?
Isto � capaz de demorar.
Samir Altif.
Samir Altif
Ariel Eban
Wahil?
Ol�. Eu estava s�...
O que t�m naquele bastidor?
S�o 15,36 Tflops...
T�m o qu�, 192 GB de RAM?
Isto �... um Cyclops64.
- Nunca tinha visto um. - Como se chama?
Desculpe, sou Shimon Ben-Reuven, o diretor de inform�tica.
Se soubesse que t�nhamos um destes c� em baixo vinha fazer visitas...
N�o � permitido.
- O que fazem aqui em baixo? - Uma auditoria.
A qu�? Ao Estado de Israel?
Algo do g�nero.
� melhor ir embora. Boa noite.
Shimon Ben-Reuven
O soldado teve 47 e o �rabe 85, mas � o soldado que fica com a vaga.
Vai negar que isto aconteceu?
Diga-me que estou enganado e que houve um engano...
Foi o que pensei.
Ou�a, marquei um encontro com um jornalista.
O que tem a dizer sobre isso?
- Quem lhe paga o ordenado? - A Funda��o Stein!
Foi por isso que vim para c�, para fugir deste tipo de tretas!
Como acha que Nessa Stein vai reagir
quando descobrir que at� aqui isso acontece?
- Vai falar com ela? - Vai falar comigo?
Ent�o vou falar com eles.
Pelo que descobri, parece que a Academia Kidma,
financiada pela Funda��o Stein,
est� a realizar um processo de sele��o discriminat�rio
contra �rabes israelitas e a favor de veteranos militares israelitas.
Onde tem as provas?
Gostava que ele tivesse falado comigo, primeiro. Ou contigo.
Foi diretamente � imprensa, nem nos deu hip�tese.
- Ent�o... ele tem raz�o? - Parece ter sido um engano.
Pelo que estou a ouvir, n�o passou disso.
Se pensarmos bem, s�o s� dois jovens e um erro administrativo. � tudo.
- N�o � assim t�o invulgar. - Mas um � israelita e o outro � �rabe.
Exato! Foi o que desencadeou tudo, mas n�o significa que seja a causa.
- H� outros exemplos? - N�o sei, ainda n�o, mas...
...temos de reconhecer que s�o feitos milhares de exames todos os anos.
� normal que haja discrep�ncias. � uma certeza matem�tica.
- Ele parece ter-se precipitado. - Porque faria isso?
Tem tido dificuldades com o trabalho.
As notas dos alunos dele t�m sido consistentemente baixas.
- Achas que procura uma desculpa? - Sim, � poss�vel.
Tamb�m pode estar a dizer a verdade, da� o departamento ter problemas.
Sim, mas... n�o sabemos.
Para j�, n�o fazemos coment�rios. Nenhum, Ephra. Entendido?
- Porque tens sequer de dizer isso? - Pronto...
Frances, quero que v�s l� e fales com ele.
Descobre por que ele foi direitinho � imprensa.
Sim, descobre por que n�o veio ter connosco.
A educa��o deve ser uma meritocracia.
Mal se usa como uma ferramenta
para a engenharia social baseada na ra�a,
criamos um sistema de Apartheid.
Tive de faz�-lo.
Teve de ser.
UTRECHT, HOLANDA
...parece que a Academia Kidma, financiada pela Funda��o Stein,
est� a realizar um processo de sele��o discriminat�rio
contra �rabes israelitas e a favor de veteranos militares israelitas.
Onde tem as provas?
- Sim. - ...deve ser uma meritocracia.
- Mal se usa como uma ferramenta... - Sim.
...para a engenharia social baseada na ra�a,
criamos um sistema de Apartheid.
Obrigado.
Que gentileza teres-me deixado entrar pela porta da frente.
- Isso � uma cena de vampiro? - As artes negras...
Fizeste um acordo com os israelitas?
- Qual deles? - O secreto.
N�o, n�o temos segredos, n�o podemos dar-nos ao luxo.
Agora, talvez n�o, mas h� sete anos
qual foi o pre�o para tirarem a tua irm� de Gaza?
Nenhum, porque ela n�o estava l�.
Sei que � muito importante manter uma hist�ria,
mas para n�o teres de lavar a porta da frente duas vezes,
por que n�o me dizes se este preconceito positivo
por veteranos militares foi o que te custou para libert�-la?
Primeiro, isso nunca aconteceu.
Em segundo lugar, se tivesse acontecido,
achas que s� pediriam para mudar algumas notas de exames?
- Ent�o o que pediram? - N�o pediram.
S� estou a dizer que, se tivessem pedido, n�o seria isso.
Acho que est� tudo relacionado.
O rapto da tua irm�, o rapto da crian�a, a tua academia.
At� acho que o suic�dio de Samir Meshal est� relacionado.
Devias fazer as palavras cruzadas do The Times.
Ouvi dizer que vai haver uma vaga.
Sabes o que significa "pista" no grego antigo?
"Fio". Isso � suficientemente educativo para ti?
N�o, espera, deixa-me pegar numa caneta.
Um fio... para unir tudo. S� tenho de encontr�-lo.
Isso inclui uma noite no Expresso do Oriente, Mr. Poirot?
Est�s confiante.
Deve ter-te custado veres a tua irm� a roubar-te o cargo...
...ou foi simplesmente porque n�o estavas � altura?
Vou usar a porta...
...mas quero que saibas que consigo trepar as paredes.
CENTRAL TELEF�NICA ZAHARY COM FRONTEIRA ENTRE ISRAEL E CISJORD�NIA
Manuten��o de cabos, ponto de entrada.
Isto � tudo rede. Precisamos do cabo de entrada.
Est� tudo como devia.
O que � aquilo?
Apanhei-te...
Ent�o?
Tinha raz�o. Temos um problema.
Nunca v�m sozinhos.
Obrigado.
O que foi agora?
Quer que fale sobre coisas t�cnicas ou quer que simplifique?
Pronto. H� dez anos, inici�mos a Primeira Fase,
a instala��o de cabos de fibra �tica de telecomunica��es pela Cisjord�nia.
Demorou tr�s anos a ser conclu�da.
Agora, qualquer telecomunica��o na regi�o,
independentemente da origem, mesmo que seja um telem�vel,
acaba por entrar no nosso sistema de fibra �tica.
Agora, o ponto cr�tico do nosso interesse aqui
� que, tirando o Egito, todo o tr�fico nesse sistema
tem de passar pelos territ�rios palestinianos at� Israel.
Isto acontece porque, historicamente,
o cabo principal, o cabo �tico Neptuno,
leva todo o tr�fico internacional por baixo do Mediterr�neo
de Israel para It�lia e, depois, para a rede internacional.
Tudo.
� 95 por cento do tr�fico que vai para a Europa Ocidental
e para os Estados Unidos, tirando as comunica��es por sat�lite.
Depois, h� oito anos,
quando o governo israelita apresentou concorr�ncia,
a sua companhia, a Z Com,
comprou uma participa��o de 30 por cento na rede de interc�mbio israelita,
incluindo a rede principal Last Point
que leva o sistema palestiniano para o cabo Neptuno.
E pensar que nem terminei o liceu.
E foi nesta altura que encontr�mos isto.
- O que � isso? - N�o sabe?
Quando quero trocar uma ficha, chamo um eletricista.
� uma esp�cie de sniffer.
Assim j� sei o que �. O que raio � um sniffer?
Uma escuta telef�nica, Mr. Zahary. das grandes,
capaz de ouvir chamadas internacionais que saem da Cisjord�nia.
Cara�as...
Sempre soubemos que os israelitas eram capazes de tentar fazer isso,
pelo que examin�mos os cabos regularmente.
N�s tamb�m.
- Ent�o por que nunca procuraram ali? - N�o sei.
- Quem o colocou l�? - N�o fui eu.
Tem sete anos.
- E est� l� h� oito anos. - E ent�o?
- A Mossad? - N�o sei.
- A Shin Bet? - N�o sei.
Queres dizer o raio da lista toda? Vou continuar sem saber.
Fez isto pelo meu pai? Uma vez no Irgun...
N�o sou militar, Nessa.
Mas sempre conseguiu farejar um neg�cio, certo?
- Sempre soube fazer isso. - N�o sei nada!
� o M�dio Oriente, Shlomo. Tem de saber tudo!
- Mas n�o tinha conhecimento disto! - Est� no raio das suas instala��es!
- Mas n�o o pus l�! - Pediu-me para confiar em si!
- E devias! Devias! - N�o desta vez.
Por amor de Deus, Nessa. V� l�.
Estou?
� o pr�prio.
N�o sei, acho que j� disse o suficiente para j�.
Apoiamos imenso o que tem a dizer e achamos que � vital
que tenha a plataforma certa para continuar a diz�-lo.
O nosso jornal dar-lhe-� isso... inequivocamente.
Tem de ser esta noite?
Assim, podemos publicar a entrevista no jornal da manh�.
Est� bem... Onde fica isso?
Quarenta minutos, uma hora. Est� bem.
Obrigado.
Amor, tenho de sair.
Abram o raio do port�o!
Nessa Stein est� a sair de casa. Sozinha.
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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