All language subtitles for The Honourable Woman - 1x03 - The Killing Call.720p.BluRay.SNOOZE.pt

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Original subtitles

Em quem confiar?

Obrigada.

Como saber?

O vencedor do contrato da Terceira Fase � Samir Meshal.

Pelo aspeto deles?

Desvie os olhos de Samir Meshal.

Assim farei.

Ou pelo que dizem?

- Nessa Stein. - N�o � bem a mulher que parece ser.

Pelo que fazem?

Se te tivesse contado a verdade, tinhas ficado?

Todos temos segredos.

Kasim?

Mas, �s vezes,

pode acontecer algo que n�o nos deixa escolha

a n�o ser revel�-lo.

Para deixar o mundo ver quem somos realmente,

a nossa exist�ncia secreta.

Eles sabem.

Mas sobretudo dizemos mentiras,

escondemos os nossos segredos uns dos outros, de n�s mesmos.

Por isso, quando pensamos nisso nesses termos,

� de admirar que confiemos sequer em algu�m.

N�o tenhas medo.

Estou em seguran�a.

N�o consigo fazer isto!

Se � o pre�o por uma na��o...

Ela concordou.

- Repita? - Ela concordou.

Bom dia.

Porra.

Est� l�?

O seu segredo est� seguro?

Diga-me qual �.

Diga-me algo que mais ningu�m poderia saber.

Queimou-me a cara.

O seu segredo est� seguro?

Est�, sim.

- S�o eles. - Sim.

- O que querem? - N�o disseram.

- Porqu�? - Acho que n�o est�o prontos.

Acho que o levaram em rea��o a algo

que eles n�o estavam � espera.

- O qu�? - A morte de Samir Meshal.

- N�o sabes isso. - Por que mais o levariam?

Por isso acho que os devemos expor.

Acho que devemos contar ao mundo o que nos aconteceu.

A vergonha � deles!

Seja o que for que querem, ir�o perder.

E n�s perderemos o Kasim.

Nunca devia ter feito isto. Nunca devia ter concordado com isto.

Devia ter contado a toda a gente o que aconteceu desde o in�cio.

N�o tiveste escolha.

- Tive, sim. Fiz a errada. - Pela raz�o certa. Fizemos as duas.

Olha o que isto nos fez.

N�o sabemos o que fez.

Agora s� nos resta esperar e descobrir.

Mas, Nessa...

Nessa, olha para mim.

Nessa.

Temos de ter muito, muito cuidado agora.

N�o contar a ningu�m.

- A Rachel e o Ephra j� sabem. - Disto?

- O que nos aconteceu. - N�o tudo.

Sabem o suficiente. Se v�o � Pol�cia...

N�o v�o.

Eu falo com eles, eles ouvem-me.

Afinal, sou m�e dele.

- Quem mais sabe? - Ningu�m. S� n�s os quatro.

Bem, acho que esse c�rculo devia incluir a Pol�cia.

N�o.

Atika, foste raptada durante quase um ano

e n�o pudeste contar a ningu�m.

Agora o teu filho foi levado aparentemente pela mesma gente

e, mesmo assim, pedes-me que n�o diga nada.

- Sim. - Porqu�?

Porque � a melhor hip�tese de o ter de volta.

N�o sabes disso.

Eu sou a �nica que sabe.

Eu sou a �nica que sabe como essas pessoas s�o.

Em primeira m�o.

Eu digo para irmos � Pol�cia.

- N�o � o mundo deles. - Atika, vives no nosso mundo!

Mas o Kasim est� no deles!

E o melhor que posso fazer agora � esperar.

Saber o que eles querem e depois decidir se lho damos ou n�o.

Nada do que a Pol�cia possa fazer mudar� isso.

Mas se tentarem pode mat�-lo.

- N�o estou confort�vel com isto. - Ent�o fique desconfort�vel!

Ele � meu filho!

Ephra!

Ela est� certa.

Rachel, por favor, n�o pode dizer nada.

Na verdade, sabes que mais? Podes chamar-me Mrs. Stein.

Rachel...

- Espero que estejas certa. - Estou.

Porque no teu lugar n�o sei se conseguiria tomar essa decis�o.

No meu lugar eras de Gaza.

Nascido num campo de refugiados que continua a existir hoje.

Terias passado a vida toda como estranho na tua pr�pria terra

sem lar, sem na��o, nada.

Mas, no meu lugar, terias aprendido uma coisa.

A esperar.

Nem toda a gente vai ser assim t�o paciente.

Com um buraco destes,

v�o come�ar a ench�-lo com todo o tipo de merdas, Atika.

Que encham.

O qu�?

� rid�culo.

- Mr. Stein n�o � o pai do Kasim. - � inacredit�vel.

O que estamos a fazer � apenas rotina, ver todos os �ngulos.

Mas n�o � o comandante a baixar as cal�as.

- Miss Halabi, o pai do Kasim... - Morreu.

H� sete anos. Num acidente de carro em Gaza.

Como ela j� lhe disse, mas n�o acredita.

Com licen�a.

Sabe o que acho? Acho que o tempo est� a passar

e n�o tem nada para mostrar.

E � por isso que anda a agarrar-se a tretas ou aos meus tomates.

- Ephra. - Ele � que est� a fazer merda.

- E se fosse verdade? - Rachel!

- Mrs. Stein! - Como ajudaria?

- Se fosse verdade... - Isto � de loucos.

Teriam um segredo. Que eles podiam querer explorar.

Mas tenho a certeza que n�o t�m.

N�o tem nada. Sen�o nem perguntava.

- Porque foste t�o agressivo? - O qu�?

Porque ele foi um idiota.

� por isso?

� por isso que concordas com a Atika em tudo o que ela diz?

Concordo com ela porque � a m�e da crian�a.

E agora pareces ter um interesse genu�no.

- Rachel. - Faz o teste ent�o.

O qu�?

- Faz o teste. - N�o.

- Porqu�? - Porque � rid�culo!

Se � assim t�o louco, porque n�o faz�-lo para os acalmar?

Nem me vou dignar a responder.

N�o darei o meu esperma � Pol�cia.

- N�o precisar�o de esperma. - Obrigado, doutora.

Tu, a Nessa e a Atika, n�o percebo o que andam a tramar.

Mas comeres a governanta e n�o quereres que se saiba percebo.

- N�o. - � poss�vel.

- N�o. Por favor... - J� vi, � poss�vel.

A Atika era tua tradutora antes de ser da Nessa, deste-a � Nessa

antes de ela ir para l�, porqu�?

Porque era uma boa tradutora.

Ent�o porque se tornou governanta? Aqui, na nossa casa?

Sabes porqu�.

Sei que ela e a Nessa passaram por uma experi�ncia horr�vel

de que n�o podemos falar a mais ningu�m.

Mas... porque n�o foi ela viver com a Nessa?

Porque � que teve de vir viver connosco?

- Porque era a coisa acertada. - Para quem?

Quando disse "United Colours dos Stein" n�o quis dizer literalmente.

- Rachel... - Faz o teste.

Obrigado por concordar em fazer isto.

Fazem uma recolha com zaragatoa � m�e e ao homem.

E alguma coisa da crian�a. Um fio de cabelo.

- O Kasim tem escova de cabelo? - N�o.

- Ent�o talvez da cama dele. - N�o.

- E uma escova de dentes? - Sim, era excelente.

Ent�o pronto.

Usamos isso.

Porque est� sempre a olhar para mim?

Est� acordado.

J� estou h� algum tempo.

- O que faz aqui? - Est� tudo bem, estou de luvas.

N�o pode entrar aqui!

S� est� a piorar as coisas.

Preciso de um telefone.

- Gabinete de Anjelica Rosen. - Ol�, Jenny, � o Hugh.

- Ol�, Hugh, como vai? - Muito bem, obrigado.

A Anjie est� dispon�vel?

- Deixe-me ver, n�o desligue. - Obrigado.

- O Hugh est� ao telefone. - O que quer?

N�o disse. S� quer saber se est� dispon�vel.

Diz-lhe que fui almo�ar.

Pe�o desculpa, ela n�o est� c�. Foi almo�ar.

- Pode dar-lhe uma mensagem? - Claro.

- Diz-lhe que a amo? - Claro.

Por favor, diga-lhe exatamente isso. � muito importante.

- Eu digo-lhe. - Obrigado.

Ele disse-me para lhe dizer que... ele a ama.

V� l�, sorri.

"Ele n�o sabe o que isso significa."

Parece que lhes d�s muitas dores de cabe�a.

� o meu trabalho.

O teu trabalho � melhorar.

- O meu trabalho � reaver o rapaz. - N�o, esse � o da Pol�cia.

Pois. Bem...

N�o est�o a faz�-lo, pois n�o?

Voltas para a cama?

N�o comece.

- Vamos. - Aonde vamos?

Quero mostrar-lhe uma coisa.

- N�o posso passar isto. - Est� bem, fique a�.

Este � o quarto em que Michael Gatz, o motorista do rapto, se matou.

Estava ligado a este monitor quando o fez.

Com efeito,

� um registo dos �ltimos momentos de vida dele.

Aqui v� que ele est� morto.

Boa.

N�o seja sarc�stica.

Aqui v� onde ele est� a morrer.

Se recuarmos

para cinco minutos antes...

Aqui, est� a ver? V� esta interfer�ncia?

Sim, o que �?

Foi o que me perguntei.

Reli o perfil

que mandei fazer de ti antes de te dar este emprego.

Mandou algu�m investigar quem investiga, interessante.

N�o esperavas que n�o o fizesse.

Pois n�o. Ainda bem que o faz.

O que lhe disse?

- Que �s muito sens�vel a... Sim. - Amea�as, sim.

N�o foi por isso que me contratou?

N�o para ser comprometido, Nathaniel.

- N�o serei. - J� te comprometeste h� pouco.

N�o o voltes a fazer.

Quer aquele rapaz de volta, certo?

Disse para deixares isso com a Pol�cia.

- Est�s a ligar a quem? - N�o interessa.

Veja. V�?

Sim.

Ent�o,

cinco minutos antes de o Gatz se matar fez um telefonema.

O que � muito estranho porque, quando c� entrou,

a Pol�cia tirara-lhe o telem�vel.

- Algu�m lhe deu outro? - Sim.

- E acho que sei quem foi. - Quem?

Algu�m que me tem vigiado.

Mrs. Dalloway?

Sabe quem sou?

Sabe o que represento?

Sarilhos para si.

A todos os n�veis, a n�o ser que colabore.

Pensei...

� a sua filha l� em cima no seu apartamento?

E tem medo por causa do que eles amea�aram fazer-lhe, certo?

Eu compreendo. Acredite que sim.

Deixe-me dizer-lhe o que acho que aconteceu.

Eles mandaram-lhe um telem�vel e depois ligaram para l�.

E amea�aram-na com a sua filha se n�o fizesse o que diziam.

E queriam que passasse um telem�vel �quele homem.

E foi o que fez.

O que fez com ele depois?

Pu-lo na incineradora.

- S� isso? - Sim.

� tudo?

E depois deram-lhe 5000 libras. Tinhas raz�o.

- N�o adivinhei o dinheiro. - Adivinhavas se visses a mala Prada.

Pensei que ia contar � Pol�cia.

N�o.

Quem est� a passar o limite agora, Nessa?

N�o quero p�r outra crian�a em perigo por minha causa.

Se contasse isto � Pol�cia, a dela podia ficar em perigo.

Falou com ela sozinha? Sem seguran�a consigo?

N�o. N�o comeces a controlar-me.

N�o quis dizer isso. � uma coisa dif�cil de fazer.

N�o foi assim t�o dif�cil.

A �nica forma de p�r algu�m assim a falar

� tendo mais medo de si do que de qualquer pessoa.

Isso... � dif�cil.

Estava bastante escuro.

Ela deve ter visto algo.

Eu sou bastante fria, n�o achas?

N�o, n�o diria isso. Diria que est� cheia de raiva.

N�o. F�ria.

O que � curioso, dado o seu papel p�blico como pacificadora.

N�o posso.

� suic�dio profissional.

N�o passas de um profissional.

Est� bem. Est� bem.

- Vou-me embora e pensar nisto. - N�o.

N�o v�. Nessa, por favor.

Est� bem, n�o aconteceu nada. Estamos bem.

Est� bem.

Est� bem?

Quase me matou.

Ent�o, o que queres fazer agora?

Est� bem.

- Acho que n�o devemos ir � Pol�cia. - �timo.

A enfermeira n�o � importante. O que � interessante...

Pronto, o que � interessante � o que nos disse

sobre os raptores do Kasim.

Eles t�m um m�todo. Amea�am mas tamb�m recompensam.

Agora, quando o Gatz fez aquele telefonema

ela disse que ele nem falou.

Por isso, acho que ouviu uma amea�a repetida

de que, se n�o fizesse o que fez a si mesmo, eles iriam em frente.

Mas ele fez e a� acho que a fam�lia dele recebeu uma recompensa.

E ent�o?

Ent�o, quem fez o perfil sobre mim antes de me contratar?

O Caleb Schwako.

Est� bem.

N�o, tudo bem.

Enquanto ainda estou aqui preciso que ele me arranje equipamento.

� um programa para o meu port�til, ele sabe.

- O que far�? - Come�ar� a dar-me respostas.

Lady Stein, � um prazer voltar a v�-la.

Mr. Schwako, preciso que me fa�a uma coisa.

Quem quer que eu investigue?

- Perfeito. - O que procuras?

O que sempre se procura nestas situa��es.

� Mr. Gatz?

N�o, � meu irm�o. O meu marido faleceu recentemente.

Lamento. Em nome de quem ficar� o seguro do carro?

No meu.

Ent�o este � o seu endere�o de email?

�.

- E s�o 15 mil libras. - Sim.

- Em dinheiro? - Sim.

NUMER�RIO

Bem, o seu seguro j� est� ativo.

Enviam-lhe um email a confirmar. Mas depois de contar isto...

O ve�culo � seu. Parab�ns.

Apanhei-te.

Um tipo vai ao rabino e diz-lhe que a mulher est� a tentar envenen�-lo.

O rabino diz: "N�o te preocupes, eu falo com ela".

Da pr�xima vez que se encontram, o tipo pergunta-lhe como correu.

E o rabino diz:

"Ouve, estive cinco horas a falar com a tua mulher.

Toma o veneno".

N�o lhe posso dar a contrato, Shlomo.

- N�o � verdade, sabes? - Foi o que descobrimos.

Quem o descobriu? Eu a trabalhar com o Hezbollah.

Se fosse louco a esse ponto, estava agora sentado em frente a ti

rodeado por uma po�a de mijo.

- Pode prov�-lo? - Tenho de provar?

- Tens uma cicatriz aqui. - Desapareceu h� muito, Shlomo.

Mas eu sei que est� a�

porque te sentaste no meu joelho quando o m�dico te coseu.

N�o podemos ser comprometidos, Shlomo.

J� foram.

Alguma vez entra num restaurante pela frente?

Raramente.

- Ofereceram-lhe alguma coisa? - N�o pedi.

- � gr�tis. - N�o me parece.

Obrigado.

Voc�s s�o donos deste restaurante?

Cheg�mos a um acordo.

Envolve roubar a caixa?

N�o, deixamos isso para o homem do IVA.

E o porco era homem e o homem era porco.

� tudo kosher, Mr. Zahary.

� italiano.

Se nos encontr�ssemos em p�blico,

seria o senhor a sentir-se mais comprometido.

N�o brinque comigo, seu merdas. Nem pedi para me encontrar consigo.

- Eu compreendo. - N�o compreende nada.

Olhe para si, idiota de cara pastosa.

� algum vampiro? N�o pode ver a luz do sol?

Eu quero ajud�-lo, Shlomo. Deviam ter-lhe dado o contrato.

Agora � meu conselheiro de neg�cios.

Mas esque�a os dedos.

Se lhe aperto a m�o, tenho de ver se ainda tenho alma.

N�o negociou com o Hezbollah.

N�s investig�mos.

E isto prova-o.

H� sete anos o Grupo Stein lan�ou a sua Primeira Fase

de implementa��o de comunica��es em territ�rios palestinos.

E o Shlomo recebeu esse contrato.

- E ent�o? - Ent�o,

talvez me possa dizer.

Porque foi o Ephra Stein a lan��-la e n�o a irm� dele?

Porque estava ele na lideran�a a�

mas agora os seus pap�is inverteram-se?

Leve o seu tempo, foi h� sete anos.

Porque n�o lhe faz a ele essa pergunta?

Farei.

E talvez no futuro lhe possa fazer a si mais algumas.

N�o s�o provas, Shlomo.

- A mim parece-me que s�o. - Mas diria isso, n�o era?

Ent�o tens dois peda�os de papel. Um diz que n�o podes confiar em mim,

o outro diz que podes.

Qual vais escolher?

Acho que j� escolhi.

Escolheste mal, querida.

Sabes como sei isso?

Porque o sinto.

Aqui.

N�o preciso de peda�os de papel a dizer-me o que pensar

e tu tamb�m n�o devias precisar.

S� que n�o funciona assim, Shlomo. E sabe disso.

De que porra est�s a falar? S� funciona assim!

Esquece esses papieren geschift. � tudo tretas.

Qualquer um pode escrever qualquer coisa, mas isto,

isto �s tu que escreves para ti mesma.

Isto, querida, � a �nica coisa em que devias confiar.

- J� me mentiste, Nathaniel? - N�o.

- N�o? - N�o.

- Mentias-me? - N�o.

Quem te contou sobre a liga��o de Shlomo Zahary ao Hezbollah?

- N�o lhe posso dizer isso. - Porqu�?

O que as pessoas est�o dispostas a dizer-me tem de ser em confid�ncia.

- Sou tua chefe. - Sim.

E contrata-me para descobrir coisas, que � o que fa�o.

Mas como o fa�o, os m�todos que uso, devia deixar isso comigo.

Como saber se as pessoas dizem a verdade?

N�o sabe. Tem de usar discernimento.

O que fazer se cometemos um erro?

Tentamos retific�-lo, que � o que estou a tentar fazer aqui.

Podes parar? Para. Para. Para.

Parar o qu�?

De o procurar. Deixa a Pol�cia fazer isso.

N�o, n�o me parece.

Ent�o despe�o-te.

Dinheiro? A� apanhou-me.

- �timo. - Estou a brincar.

Eu n�o! Salvaste-me a vida.

Olhe para mim.

Eu fazia-o de novo, quer me pagasse ou n�o.

Mr. Bloom tem o port�til dele e o meu est� a ser o seu espelho

e isto � o que ele anda a descobrir.

A fam�lia Gatz.

- O motorista do rapto. - Sim.

A Pol�cia j� sabe dele.

Mas n�o que andam a gastar dinheiro. Muito.

Em numer�rio, em Rye. Rye � um s�tio muito bonito.

E � para onde Mr. Bloom ir� a seguir.

Ele � muito bom, muito met�dico.

� determinado. Acho que nada o para. Nada.

O seu segredo est� seguro?

N�o, n�o est�.

Porqu�?

Atika, fiz uma coisa horr�vel.

O qu�?

LIGA��ES DE VOOS

ESTADO DE ISRAEL

Para que � isto?

Para a minha cara.

Pensei que te tinham mandado parar.

RELAT�RIO DE TESTE GEN�TICO

Temos ent�o os resultados.

Mr. Stein,

n�o encontraram vest�gios de ADN seu na escova de dentes do Kasim.

Na verdade, n�o se encontraram vest�gios de ADN paternal,

s� da Atika. Mas n�o � invulgar.

E, como t�nhamos a amostra de Mr. Stein para cruzar,

se ela estivesse na escova de dentes, teria aparecido.

Por isso... n�o � o pai.

Para onde agora, comandante?

N�o, n�o me diga. Agora � o senhor com a pila na m�o.

Com licen�a.

Obrigada.

Estava a ver quando � que irias aparecer.

E vim pelos canteiros de rosas.

O bicho da madeira, a mosca, � tudo o mesmo, n�o �?

Lamento os teus problemas, Ephra.

E s� queriam ajudar.

Quantos pa�ses destru�ram com esse tipo de oferta?

N�o sei bem.

Mas estou feliz por n�o estar aqui de botas militares.

- E tu tamb�m deves estar. - E dada a hist�ria da minha tribo?

"Nunca mais". N�o � esse o lema militar?

- Dos Shayetet 13? - N�o sei.

A s�rio?

A unidade especial israelita. Pensei que o teu pai ajudara a arm�-los.

Se o fez, foi h� muito tempo.

Quando a tua fam�lia seguia uma agenda muito diferente

daquela que tens hoje. - Radicalmente.

S� que tu e a Unidade 13,

os vossos caminhos cruzaram-se, n�o foi?

H� sete anos, no papel deles como especialistas em resgate de ref�ns.

Sei o teu segredo, Ephra. Sei que a Nessa e a Atika Halabi

foram ambas raptadas em Gaza h� sete anos.

- N�o sabes nada. - Sei, sim.

- O que � isso? - O carro donde foram ambas levadas.

- E quem � essa pessoa? - O motorista.

N�o me parece.

Mas foi.

Fica com ela.

N�o est� certo.

N�o a poria no �lbum da fam�lia.

Mas n�o fingia que n�o existe.

J� n�o.

- Fala-me dele. - De quem?

Do pai do Kasim.

Na verdade, n�o o conhecia.

�s vezes, em situa��es assim,

acontecem coisas

muito mais depressa do que deveriam.

Ele era... otimista.

- E se n�o tivesse morrido? - Mas morreu.

No dia em que foste raptada.

N�o consigo imaginar como deve ter sido para ti.

Ter de ver isso e depois passar por isto.

Nesse horror todo.

Tinha a Nessa.

E ela tinha-te a ti.

Fomos fortes juntas.

Ainda �s.

Muito mais forte do que eu.

Ela diz que podes ir. Quando?

J�.

Tudo o que fizeres, aluguer de carro, tudo,

quero que seja com um BI falso.

Porqu�?

Soube agora que concordaste em esconder informa��es da Pol�cia.

Tecnicamente, � obstru��o � Justi�a.

- A pedido dela. - Exato.

Por isso, as provas que precisares de encontrar

apanha-as antes de a Pol�cia saber que andas � procura

porque, se souberem,

a nossa chefe pode ficar perigosamente comprometida.

Compreendes?

Sim.

Sem rasto.

De acordo.

Portas a abrir.

E ela disse para te dizer que estavas certo no que viste.

E o que vi?

N�o sei, ela s� disse para te dizer.

John Hopkinson?

- Vai causar sarilhos? - N�o.

Se tudo correr como devia, ningu�m saber� sequer que c� estive.

Gail Gatz?

Est� um homem l� em baixo na cozinha. Est� morto.

Quem � ele?

Gail, se a quisesse matar, estaria a p�r buracos no teto.

� meu irm�o.

- Quem o matou? - Ouvi-os discutir.

O meu irm�o disse-lhe que eu n�o estava c�. Escondi-me.

- Onde disse ele que estava? - Em casa dele. Eu limpo-a.

- Quando foi isso? - N�o sei.

Temos de a tirar daqui.

O seu marido tinha um contrato que correu mal.

Para o encobrir, os chefes dele raptaram-na

para ele fazer o que devia, coisa que ele fez, salvou-lhe a vida.

Agora eles parecem ter mudado de ideias. Porqu�?

Quem lhe deu o dinheiro? Gail, quem lhe deu o dinheiro?

- Para onde me leva? - � Pol�cia.

- N�o posso ir. Pare o carro. - Tem de ir. N�o.

- Pare o carro! - Credo... Gail.

- N�o posso ir � Pol�cia. - Pode.

- N�o posso. Eu matei-o. - Gail, tem...

Eu matei o meu irm�o.

Ele ia gastar o dinheiro. Todo.

Est� bem.

Ainda tem de ir � Pol�cia.

Por favor, tenho de ver a minha m�e primeiro.

Tenho de lhe dizer onde deixei o dinheiro. Por favor.

Deixe-me ver a minha m�e primeiro.

Por favor! Eu conto-lhe tudo.

- Onde est� ela? - A trabalhar.

� uma f�brica de pedra. Ela faz a contabilidade � noite.

- Onde est� ela? - Nas traseiras.

Fique aqui se quiser.

Isto n�o � uma f�brica de pedra.

Eu n�o matei o meu irm�o.

- Quem matou? - Tive de o trazer aqui.

Tive de o trazer.

Ele disse que matava a minha m�e se n�o o fizesse.

Quem?

O que aconteceu quando foram raptadas?

- Como assim? - O que aconteceu ao pai do Kasim?

- Tu sabes o que aconteceu. - Conta-me de novo.

Ele ia a guiar o carro no dia em que fomos levadas.

Ele foi morto.

A escova de dentes n�o era do Kasim.

Era nova. Eu vi-te us�-la.

- O Kasim � meu? - N�o.

Ent�o de quem �?

- J� te disse. - N�o disseste nada.

N�o disseste nada.

Porque o motorista do carro era este.

Ela era a motorista do carro.

Vou perguntar-te de novo e quero que me digas a verdade.

Quem � o pai do Kasim?

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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