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Em quem confiar?
Obrigada.
Como saber?
O vencedor do contrato da Terceira Fase � Samir Meshal.
Pelo aspeto deles?
Desvie os olhos de Samir Meshal.
Assim farei.
Ou pelo que dizem?
- Nessa Stein. - N�o � bem a mulher que parece ser.
Pelo que fazem?
Se te tivesse contado a verdade, tinhas ficado?
Todos temos segredos.
Kasim?
Mas, �s vezes,
pode acontecer algo que n�o nos deixa escolha
a n�o ser revel�-lo.
Para deixar o mundo ver quem somos realmente,
a nossa exist�ncia secreta.
Eles sabem.
Mas sobretudo dizemos mentiras,
escondemos os nossos segredos uns dos outros, de n�s mesmos.
Por isso, quando pensamos nisso nesses termos,
� de admirar que confiemos sequer em algu�m.
N�o tenhas medo.
Estou em seguran�a.
N�o consigo fazer isto!
Se � o pre�o por uma na��o...
Ela concordou.
- Repita? - Ela concordou.
Bom dia.
Porra.
Est� l�?
O seu segredo est� seguro?
Diga-me qual �.
Diga-me algo que mais ningu�m poderia saber.
Queimou-me a cara.
O seu segredo est� seguro?
Est�, sim.
- S�o eles. - Sim.
- O que querem? - N�o disseram.
- Porqu�? - Acho que n�o est�o prontos.
Acho que o levaram em rea��o a algo
que eles n�o estavam � espera.
- O qu�? - A morte de Samir Meshal.
- N�o sabes isso. - Por que mais o levariam?
Por isso acho que os devemos expor.
Acho que devemos contar ao mundo o que nos aconteceu.
A vergonha � deles!
Seja o que for que querem, ir�o perder.
E n�s perderemos o Kasim.
Nunca devia ter feito isto. Nunca devia ter concordado com isto.
Devia ter contado a toda a gente o que aconteceu desde o in�cio.
N�o tiveste escolha.
- Tive, sim. Fiz a errada. - Pela raz�o certa. Fizemos as duas.
Olha o que isto nos fez.
N�o sabemos o que fez.
Agora s� nos resta esperar e descobrir.
Mas, Nessa...
Nessa, olha para mim.
Nessa.
Temos de ter muito, muito cuidado agora.
N�o contar a ningu�m.
- A Rachel e o Ephra j� sabem. - Disto?
- O que nos aconteceu. - N�o tudo.
Sabem o suficiente. Se v�o � Pol�cia...
N�o v�o.
Eu falo com eles, eles ouvem-me.
Afinal, sou m�e dele.
- Quem mais sabe? - Ningu�m. S� n�s os quatro.
Bem, acho que esse c�rculo devia incluir a Pol�cia.
N�o.
Atika, foste raptada durante quase um ano
e n�o pudeste contar a ningu�m.
Agora o teu filho foi levado aparentemente pela mesma gente
e, mesmo assim, pedes-me que n�o diga nada.
- Sim. - Porqu�?
Porque � a melhor hip�tese de o ter de volta.
N�o sabes disso.
Eu sou a �nica que sabe.
Eu sou a �nica que sabe como essas pessoas s�o.
Em primeira m�o.
Eu digo para irmos � Pol�cia.
- N�o � o mundo deles. - Atika, vives no nosso mundo!
Mas o Kasim est� no deles!
E o melhor que posso fazer agora � esperar.
Saber o que eles querem e depois decidir se lho damos ou n�o.
Nada do que a Pol�cia possa fazer mudar� isso.
Mas se tentarem pode mat�-lo.
- N�o estou confort�vel com isto. - Ent�o fique desconfort�vel!
Ele � meu filho!
Ephra!
Ela est� certa.
Rachel, por favor, n�o pode dizer nada.
Na verdade, sabes que mais? Podes chamar-me Mrs. Stein.
Rachel...
- Espero que estejas certa. - Estou.
Porque no teu lugar n�o sei se conseguiria tomar essa decis�o.
No meu lugar eras de Gaza.
Nascido num campo de refugiados que continua a existir hoje.
Terias passado a vida toda como estranho na tua pr�pria terra
sem lar, sem na��o, nada.
Mas, no meu lugar, terias aprendido uma coisa.
A esperar.
Nem toda a gente vai ser assim t�o paciente.
Com um buraco destes,
v�o come�ar a ench�-lo com todo o tipo de merdas, Atika.
Que encham.
O qu�?
� rid�culo.
- Mr. Stein n�o � o pai do Kasim. - � inacredit�vel.
O que estamos a fazer � apenas rotina, ver todos os �ngulos.
Mas n�o � o comandante a baixar as cal�as.
- Miss Halabi, o pai do Kasim... - Morreu.
H� sete anos. Num acidente de carro em Gaza.
Como ela j� lhe disse, mas n�o acredita.
Com licen�a.
Sabe o que acho? Acho que o tempo est� a passar
e n�o tem nada para mostrar.
E � por isso que anda a agarrar-se a tretas ou aos meus tomates.
- Ephra. - Ele � que est� a fazer merda.
- E se fosse verdade? - Rachel!
- Mrs. Stein! - Como ajudaria?
- Se fosse verdade... - Isto � de loucos.
Teriam um segredo. Que eles podiam querer explorar.
Mas tenho a certeza que n�o t�m.
N�o tem nada. Sen�o nem perguntava.
- Porque foste t�o agressivo? - O qu�?
Porque ele foi um idiota.
� por isso?
� por isso que concordas com a Atika em tudo o que ela diz?
Concordo com ela porque � a m�e da crian�a.
E agora pareces ter um interesse genu�no.
- Rachel. - Faz o teste ent�o.
O qu�?
- Faz o teste. - N�o.
- Porqu�? - Porque � rid�culo!
Se � assim t�o louco, porque n�o faz�-lo para os acalmar?
Nem me vou dignar a responder.
N�o darei o meu esperma � Pol�cia.
- N�o precisar�o de esperma. - Obrigado, doutora.
Tu, a Nessa e a Atika, n�o percebo o que andam a tramar.
Mas comeres a governanta e n�o quereres que se saiba percebo.
- N�o. - � poss�vel.
- N�o. Por favor... - J� vi, � poss�vel.
A Atika era tua tradutora antes de ser da Nessa, deste-a � Nessa
antes de ela ir para l�, porqu�?
Porque era uma boa tradutora.
Ent�o porque se tornou governanta? Aqui, na nossa casa?
Sabes porqu�.
Sei que ela e a Nessa passaram por uma experi�ncia horr�vel
de que n�o podemos falar a mais ningu�m.
Mas... porque n�o foi ela viver com a Nessa?
Porque � que teve de vir viver connosco?
- Porque era a coisa acertada. - Para quem?
Quando disse "United Colours dos Stein" n�o quis dizer literalmente.
- Rachel... - Faz o teste.
Obrigado por concordar em fazer isto.
Fazem uma recolha com zaragatoa � m�e e ao homem.
E alguma coisa da crian�a. Um fio de cabelo.
- O Kasim tem escova de cabelo? - N�o.
- Ent�o talvez da cama dele. - N�o.
- E uma escova de dentes? - Sim, era excelente.
Ent�o pronto.
Usamos isso.
Porque est� sempre a olhar para mim?
Est� acordado.
J� estou h� algum tempo.
- O que faz aqui? - Est� tudo bem, estou de luvas.
N�o pode entrar aqui!
S� est� a piorar as coisas.
Preciso de um telefone.
- Gabinete de Anjelica Rosen. - Ol�, Jenny, � o Hugh.
- Ol�, Hugh, como vai? - Muito bem, obrigado.
A Anjie est� dispon�vel?
- Deixe-me ver, n�o desligue. - Obrigado.
- O Hugh est� ao telefone. - O que quer?
N�o disse. S� quer saber se est� dispon�vel.
Diz-lhe que fui almo�ar.
Pe�o desculpa, ela n�o est� c�. Foi almo�ar.
- Pode dar-lhe uma mensagem? - Claro.
- Diz-lhe que a amo? - Claro.
Por favor, diga-lhe exatamente isso. � muito importante.
- Eu digo-lhe. - Obrigado.
Ele disse-me para lhe dizer que... ele a ama.
V� l�, sorri.
"Ele n�o sabe o que isso significa."
Parece que lhes d�s muitas dores de cabe�a.
� o meu trabalho.
O teu trabalho � melhorar.
- O meu trabalho � reaver o rapaz. - N�o, esse � o da Pol�cia.
Pois. Bem...
N�o est�o a faz�-lo, pois n�o?
Voltas para a cama?
N�o comece.
- Vamos. - Aonde vamos?
Quero mostrar-lhe uma coisa.
- N�o posso passar isto. - Est� bem, fique a�.
Este � o quarto em que Michael Gatz, o motorista do rapto, se matou.
Estava ligado a este monitor quando o fez.
Com efeito,
� um registo dos �ltimos momentos de vida dele.
Aqui v� que ele est� morto.
Boa.
N�o seja sarc�stica.
Aqui v� onde ele est� a morrer.
Se recuarmos
para cinco minutos antes...
Aqui, est� a ver? V� esta interfer�ncia?
Sim, o que �?
Foi o que me perguntei.
Reli o perfil
que mandei fazer de ti antes de te dar este emprego.
Mandou algu�m investigar quem investiga, interessante.
N�o esperavas que n�o o fizesse.
Pois n�o. Ainda bem que o faz.
O que lhe disse?
- Que �s muito sens�vel a... Sim. - Amea�as, sim.
N�o foi por isso que me contratou?
N�o para ser comprometido, Nathaniel.
- N�o serei. - J� te comprometeste h� pouco.
N�o o voltes a fazer.
Quer aquele rapaz de volta, certo?
Disse para deixares isso com a Pol�cia.
- Est�s a ligar a quem? - N�o interessa.
Veja. V�?
Sim.
Ent�o,
cinco minutos antes de o Gatz se matar fez um telefonema.
O que � muito estranho porque, quando c� entrou,
a Pol�cia tirara-lhe o telem�vel.
- Algu�m lhe deu outro? - Sim.
- E acho que sei quem foi. - Quem?
Algu�m que me tem vigiado.
Mrs. Dalloway?
Sabe quem sou?
Sabe o que represento?
Sarilhos para si.
A todos os n�veis, a n�o ser que colabore.
Pensei...
� a sua filha l� em cima no seu apartamento?
E tem medo por causa do que eles amea�aram fazer-lhe, certo?
Eu compreendo. Acredite que sim.
Deixe-me dizer-lhe o que acho que aconteceu.
Eles mandaram-lhe um telem�vel e depois ligaram para l�.
E amea�aram-na com a sua filha se n�o fizesse o que diziam.
E queriam que passasse um telem�vel �quele homem.
E foi o que fez.
O que fez com ele depois?
Pu-lo na incineradora.
- S� isso? - Sim.
� tudo?
E depois deram-lhe 5000 libras. Tinhas raz�o.
- N�o adivinhei o dinheiro. - Adivinhavas se visses a mala Prada.
Pensei que ia contar � Pol�cia.
N�o.
Quem est� a passar o limite agora, Nessa?
N�o quero p�r outra crian�a em perigo por minha causa.
Se contasse isto � Pol�cia, a dela podia ficar em perigo.
Falou com ela sozinha? Sem seguran�a consigo?
N�o. N�o comeces a controlar-me.
N�o quis dizer isso. � uma coisa dif�cil de fazer.
N�o foi assim t�o dif�cil.
A �nica forma de p�r algu�m assim a falar
� tendo mais medo de si do que de qualquer pessoa.
Isso... � dif�cil.
Estava bastante escuro.
Ela deve ter visto algo.
Eu sou bastante fria, n�o achas?
N�o, n�o diria isso. Diria que est� cheia de raiva.
N�o. F�ria.
O que � curioso, dado o seu papel p�blico como pacificadora.
N�o posso.
� suic�dio profissional.
N�o passas de um profissional.
Est� bem. Est� bem.
- Vou-me embora e pensar nisto. - N�o.
N�o v�. Nessa, por favor.
Est� bem, n�o aconteceu nada. Estamos bem.
Est� bem.
Est� bem?
Quase me matou.
Ent�o, o que queres fazer agora?
Est� bem.
- Acho que n�o devemos ir � Pol�cia. - �timo.
A enfermeira n�o � importante. O que � interessante...
Pronto, o que � interessante � o que nos disse
sobre os raptores do Kasim.
Eles t�m um m�todo. Amea�am mas tamb�m recompensam.
Agora, quando o Gatz fez aquele telefonema
ela disse que ele nem falou.
Por isso, acho que ouviu uma amea�a repetida
de que, se n�o fizesse o que fez a si mesmo, eles iriam em frente.
Mas ele fez e a� acho que a fam�lia dele recebeu uma recompensa.
E ent�o?
Ent�o, quem fez o perfil sobre mim antes de me contratar?
O Caleb Schwako.
Est� bem.
N�o, tudo bem.
Enquanto ainda estou aqui preciso que ele me arranje equipamento.
� um programa para o meu port�til, ele sabe.
- O que far�? - Come�ar� a dar-me respostas.
Lady Stein, � um prazer voltar a v�-la.
Mr. Schwako, preciso que me fa�a uma coisa.
Quem quer que eu investigue?
- Perfeito. - O que procuras?
O que sempre se procura nestas situa��es.
� Mr. Gatz?
N�o, � meu irm�o. O meu marido faleceu recentemente.
Lamento. Em nome de quem ficar� o seguro do carro?
No meu.
Ent�o este � o seu endere�o de email?
�.
- E s�o 15 mil libras. - Sim.
- Em dinheiro? - Sim.
NUMER�RIO
Bem, o seu seguro j� est� ativo.
Enviam-lhe um email a confirmar. Mas depois de contar isto...
O ve�culo � seu. Parab�ns.
Apanhei-te.
Um tipo vai ao rabino e diz-lhe que a mulher est� a tentar envenen�-lo.
O rabino diz: "N�o te preocupes, eu falo com ela".
Da pr�xima vez que se encontram, o tipo pergunta-lhe como correu.
E o rabino diz:
"Ouve, estive cinco horas a falar com a tua mulher.
Toma o veneno".
N�o lhe posso dar a contrato, Shlomo.
- N�o � verdade, sabes? - Foi o que descobrimos.
Quem o descobriu? Eu a trabalhar com o Hezbollah.
Se fosse louco a esse ponto, estava agora sentado em frente a ti
rodeado por uma po�a de mijo.
- Pode prov�-lo? - Tenho de provar?
- Tens uma cicatriz aqui. - Desapareceu h� muito, Shlomo.
Mas eu sei que est� a�
porque te sentaste no meu joelho quando o m�dico te coseu.
N�o podemos ser comprometidos, Shlomo.
J� foram.
Alguma vez entra num restaurante pela frente?
Raramente.
- Ofereceram-lhe alguma coisa? - N�o pedi.
- � gr�tis. - N�o me parece.
Obrigado.
Voc�s s�o donos deste restaurante?
Cheg�mos a um acordo.
Envolve roubar a caixa?
N�o, deixamos isso para o homem do IVA.
E o porco era homem e o homem era porco.
� tudo kosher, Mr. Zahary.
� italiano.
Se nos encontr�ssemos em p�blico,
seria o senhor a sentir-se mais comprometido.
N�o brinque comigo, seu merdas. Nem pedi para me encontrar consigo.
- Eu compreendo. - N�o compreende nada.
Olhe para si, idiota de cara pastosa.
� algum vampiro? N�o pode ver a luz do sol?
Eu quero ajud�-lo, Shlomo. Deviam ter-lhe dado o contrato.
Agora � meu conselheiro de neg�cios.
Mas esque�a os dedos.
Se lhe aperto a m�o, tenho de ver se ainda tenho alma.
N�o negociou com o Hezbollah.
N�s investig�mos.
E isto prova-o.
H� sete anos o Grupo Stein lan�ou a sua Primeira Fase
de implementa��o de comunica��es em territ�rios palestinos.
E o Shlomo recebeu esse contrato.
- E ent�o? - Ent�o,
talvez me possa dizer.
Porque foi o Ephra Stein a lan��-la e n�o a irm� dele?
Porque estava ele na lideran�a a�
mas agora os seus pap�is inverteram-se?
Leve o seu tempo, foi h� sete anos.
Porque n�o lhe faz a ele essa pergunta?
Farei.
E talvez no futuro lhe possa fazer a si mais algumas.
N�o s�o provas, Shlomo.
- A mim parece-me que s�o. - Mas diria isso, n�o era?
Ent�o tens dois peda�os de papel. Um diz que n�o podes confiar em mim,
o outro diz que podes.
Qual vais escolher?
Acho que j� escolhi.
Escolheste mal, querida.
Sabes como sei isso?
Porque o sinto.
Aqui.
N�o preciso de peda�os de papel a dizer-me o que pensar
e tu tamb�m n�o devias precisar.
S� que n�o funciona assim, Shlomo. E sabe disso.
De que porra est�s a falar? S� funciona assim!
Esquece esses papieren geschift. � tudo tretas.
Qualquer um pode escrever qualquer coisa, mas isto,
isto �s tu que escreves para ti mesma.
Isto, querida, � a �nica coisa em que devias confiar.
- J� me mentiste, Nathaniel? - N�o.
- N�o? - N�o.
- Mentias-me? - N�o.
Quem te contou sobre a liga��o de Shlomo Zahary ao Hezbollah?
- N�o lhe posso dizer isso. - Porqu�?
O que as pessoas est�o dispostas a dizer-me tem de ser em confid�ncia.
- Sou tua chefe. - Sim.
E contrata-me para descobrir coisas, que � o que fa�o.
Mas como o fa�o, os m�todos que uso, devia deixar isso comigo.
Como saber se as pessoas dizem a verdade?
N�o sabe. Tem de usar discernimento.
O que fazer se cometemos um erro?
Tentamos retific�-lo, que � o que estou a tentar fazer aqui.
Podes parar? Para. Para. Para.
Parar o qu�?
De o procurar. Deixa a Pol�cia fazer isso.
N�o, n�o me parece.
Ent�o despe�o-te.
Dinheiro? A� apanhou-me.
- �timo. - Estou a brincar.
Eu n�o! Salvaste-me a vida.
Olhe para mim.
Eu fazia-o de novo, quer me pagasse ou n�o.
Mr. Bloom tem o port�til dele e o meu est� a ser o seu espelho
e isto � o que ele anda a descobrir.
A fam�lia Gatz.
- O motorista do rapto. - Sim.
A Pol�cia j� sabe dele.
Mas n�o que andam a gastar dinheiro. Muito.
Em numer�rio, em Rye. Rye � um s�tio muito bonito.
E � para onde Mr. Bloom ir� a seguir.
Ele � muito bom, muito met�dico.
� determinado. Acho que nada o para. Nada.
O seu segredo est� seguro?
N�o, n�o est�.
Porqu�?
Atika, fiz uma coisa horr�vel.
O qu�?
LIGA��ES DE VOOS
ESTADO DE ISRAEL
Para que � isto?
Para a minha cara.
Pensei que te tinham mandado parar.
RELAT�RIO DE TESTE GEN�TICO
Temos ent�o os resultados.
Mr. Stein,
n�o encontraram vest�gios de ADN seu na escova de dentes do Kasim.
Na verdade, n�o se encontraram vest�gios de ADN paternal,
s� da Atika. Mas n�o � invulgar.
E, como t�nhamos a amostra de Mr. Stein para cruzar,
se ela estivesse na escova de dentes, teria aparecido.
Por isso... n�o � o pai.
Para onde agora, comandante?
N�o, n�o me diga. Agora � o senhor com a pila na m�o.
Com licen�a.
Obrigada.
Estava a ver quando � que irias aparecer.
E vim pelos canteiros de rosas.
O bicho da madeira, a mosca, � tudo o mesmo, n�o �?
Lamento os teus problemas, Ephra.
E s� queriam ajudar.
Quantos pa�ses destru�ram com esse tipo de oferta?
N�o sei bem.
Mas estou feliz por n�o estar aqui de botas militares.
- E tu tamb�m deves estar. - E dada a hist�ria da minha tribo?
"Nunca mais". N�o � esse o lema militar?
- Dos Shayetet 13? - N�o sei.
A s�rio?
A unidade especial israelita. Pensei que o teu pai ajudara a arm�-los.
Se o fez, foi h� muito tempo.
Quando a tua fam�lia seguia uma agenda muito diferente
daquela que tens hoje. - Radicalmente.
S� que tu e a Unidade 13,
os vossos caminhos cruzaram-se, n�o foi?
H� sete anos, no papel deles como especialistas em resgate de ref�ns.
Sei o teu segredo, Ephra. Sei que a Nessa e a Atika Halabi
foram ambas raptadas em Gaza h� sete anos.
- N�o sabes nada. - Sei, sim.
- O que � isso? - O carro donde foram ambas levadas.
- E quem � essa pessoa? - O motorista.
N�o me parece.
Mas foi.
Fica com ela.
N�o est� certo.
N�o a poria no �lbum da fam�lia.
Mas n�o fingia que n�o existe.
J� n�o.
- Fala-me dele. - De quem?
Do pai do Kasim.
Na verdade, n�o o conhecia.
�s vezes, em situa��es assim,
acontecem coisas
muito mais depressa do que deveriam.
Ele era... otimista.
- E se n�o tivesse morrido? - Mas morreu.
No dia em que foste raptada.
N�o consigo imaginar como deve ter sido para ti.
Ter de ver isso e depois passar por isto.
Nesse horror todo.
Tinha a Nessa.
E ela tinha-te a ti.
Fomos fortes juntas.
Ainda �s.
Muito mais forte do que eu.
Ela diz que podes ir. Quando?
J�.
Tudo o que fizeres, aluguer de carro, tudo,
quero que seja com um BI falso.
Porqu�?
Soube agora que concordaste em esconder informa��es da Pol�cia.
Tecnicamente, � obstru��o � Justi�a.
- A pedido dela. - Exato.
Por isso, as provas que precisares de encontrar
apanha-as antes de a Pol�cia saber que andas � procura
porque, se souberem,
a nossa chefe pode ficar perigosamente comprometida.
Compreendes?
Sim.
Sem rasto.
De acordo.
Portas a abrir.
E ela disse para te dizer que estavas certo no que viste.
E o que vi?
N�o sei, ela s� disse para te dizer.
John Hopkinson?
- Vai causar sarilhos? - N�o.
Se tudo correr como devia, ningu�m saber� sequer que c� estive.
Gail Gatz?
Est� um homem l� em baixo na cozinha. Est� morto.
Quem � ele?
Gail, se a quisesse matar, estaria a p�r buracos no teto.
� meu irm�o.
- Quem o matou? - Ouvi-os discutir.
O meu irm�o disse-lhe que eu n�o estava c�. Escondi-me.
- Onde disse ele que estava? - Em casa dele. Eu limpo-a.
- Quando foi isso? - N�o sei.
Temos de a tirar daqui.
O seu marido tinha um contrato que correu mal.
Para o encobrir, os chefes dele raptaram-na
para ele fazer o que devia, coisa que ele fez, salvou-lhe a vida.
Agora eles parecem ter mudado de ideias. Porqu�?
Quem lhe deu o dinheiro? Gail, quem lhe deu o dinheiro?
- Para onde me leva? - � Pol�cia.
- N�o posso ir. Pare o carro. - Tem de ir. N�o.
- Pare o carro! - Credo... Gail.
- N�o posso ir � Pol�cia. - Pode.
- N�o posso. Eu matei-o. - Gail, tem...
Eu matei o meu irm�o.
Ele ia gastar o dinheiro. Todo.
Est� bem.
Ainda tem de ir � Pol�cia.
Por favor, tenho de ver a minha m�e primeiro.
Tenho de lhe dizer onde deixei o dinheiro. Por favor.
Deixe-me ver a minha m�e primeiro.
Por favor! Eu conto-lhe tudo.
- Onde est� ela? - A trabalhar.
� uma f�brica de pedra. Ela faz a contabilidade � noite.
- Onde est� ela? - Nas traseiras.
Fique aqui se quiser.
Isto n�o � uma f�brica de pedra.
Eu n�o matei o meu irm�o.
- Quem matou? - Tive de o trazer aqui.
Tive de o trazer.
Ele disse que matava a minha m�e se n�o o fizesse.
Quem?
O que aconteceu quando foram raptadas?
- Como assim? - O que aconteceu ao pai do Kasim?
- Tu sabes o que aconteceu. - Conta-me de novo.
Ele ia a guiar o carro no dia em que fomos levadas.
Ele foi morto.
A escova de dentes n�o era do Kasim.
Era nova. Eu vi-te us�-la.
- O Kasim � meu? - N�o.
Ent�o de quem �?
- J� te disse. - N�o disseste nada.
N�o disseste nada.
Porque o motorista do carro era este.
Ela era a motorista do carro.
Vou perguntar-te de novo e quero que me digas a verdade.
Quem � o pai do Kasim?
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