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Em quem confiar?
Como saber?
Pelo aspeto deles ou pelo que dizem?
Pelo que fazem?
Todos temos segredos.
Mas, �s vezes, raramente,
pode acontecer algo que n�o nos deixa escolha
a n�o ser revel�-lo.
Para deixar o mundo ver quem somos realmente,
a nossa exist�ncia secreta.
Mas sobretudo dizemos mentiras,
escondemos os nossos segredos uns dos outros, de n�s mesmo.
Por isso, quando pensamos nisso nesses termos,
� de admirar que confiemos sequer em algu�m.
OITO ANOS ANTES
CASA DE DETEN��O, FAIXA DE GAZA
N�o tenhas medo.
Estou em seguran�a.
N�o consigo fazer isto!
Se � o pre�o por uma na��o...
Ela concordou.
- Repita? - Ela concordou.
OITO ANOS DEPOIS
Espera, o que est�s a fazer?
- Espera. - O que foi?
Onde est� o...
- Onde est�? - O qu�?
Porra, quem era?
Depois disto, temos de ter uma conversa sincera.
O qu�?
Tu sabes quem era.
Acho que n�o h� muito sobre mim que n�o saibas.
- Para quem trabalhas? - Para ti.
N�o.
Um guarda-costas a s�rio sabe manter a dist�ncia.
�s do MI6?
Trabalhas para o Hayden-Hoyle.
Porra!
Agradece-lhe. Diz-lhe para apertar no treino.
N�o te preocupes, ganho mais do que preciso.
- Ganhas o qu�? - Sai de cima de mim.
F�cil com o corpo, morta por detr�s dos olhos.
Nem comeces.
Kasim?
Kasim?
Kasim?
Agrade�o-te a Ti, rei vivo e eterno,
por restaurares misericordiosamente a alma dentro de mim.
A tua fidelidade � grande.
Pensei que ias deixar isso.
N�o consigo.
Obrigada.
N�o confio nela.
Porque ela te apanhou de cal�as em baixo? Literalmente?
Era o meu trabalho, chefe.
- � bom se o fizeres. - N�o era o dela.
O que queres que fa�a?
Elogiar-te pelo esfor�o ou despedir-te pelo resultado?
V�, desaparece antes que a chefe te veja.
- Tarde demais. - Merda.
E a� vem um helic�ptero para cortar...
O meu p�nis.
- Hugh. - C.
Em que p� est�s quanto ao Samir Meshal?
- Vou interrogar a mulher. - E o rapto Stein?
A Pol�cia est� a tratar disso.
A s�rio?
Sim, a s�rio.
Est� a sugerir que n�s rapt�mos a crian�a?
N�o, claro que n�o.
Mas sei da visita que fez a Nessa Stein antes do desaparecimento dele.
Fui avis�-la.
- Quanto a qu�? - Aos israelitas.
Porqu�?
Nunca tent�mos influenciar Nessa Stein e nunca o faremos.
Ent�o n�o faz ideia de quem poder� ter raptado a crian�a?
Porque os palestinos acham que fomos n�s.
O seu informador � demasiado transparente, comandante.
N�o � estranho � vossa hist�ria.
E o que sabe da nossa hist�ria?
Tenha muito cuidado.
A hist�ria em que acabou de entrar remonta a milhares de anos.
Eu s� acredito naquilo que vejo com os meus pr�prios olhos.
Ent�o espero que saiba ler em Braille.
Comandante.
O motorista do rapto. Acordou.
Prima um. Tem uma mensagem no atendedor de chamadas.
Ou�a-a e depois apague-a.
- Quem �? - Pegue nele.
Apague-a.
Terceiro andar. Portas a abrir.
Esperem aqui.
- Perderam-no. - Fizemos tudo o que pod�amos.
Exceto mant�-lo vivo.
Quem era ele?
Chamava-se Michael Gatz. Foi dos Servi�os Secretos Militares.
O homem que o seu seguran�a matou tamb�m era.
Sugere que foi uma opera��o militar?
N�o. Sa�ram h� quatro anos e funcionalmente desapareceram.
- At� agora. - Tarde demais.
� claramente uma equipa que n�o deixa qualquer rasto.
Ent�o o que se segue?
Dado o que aconteceu, tenho de sugerir a possibilidade
de o nosso primeiro contacto mais prov�vel
ser quando os raptores do Kasim optarem por nos contactar a n�s.
Est� a dizer que o longo bra�o da lei ficou amputado?
E como espera que reajamos a isso?
N�o espera isso. Ele espera que esperemos.
O debate de financiamento aos palestinos, ainda quer falar?
Sim, mas sem perguntas sobre isto.
N�o haver�, h� um blackout total.
- De certeza? - � um rapto.
O mundo exterior � sempre o �ltimo a ouvir.
Mas normalmente nem sequer lhes contam.
Est� bem.
Quanto tempo mais tenho de aturar estes macacos em minha casa?
O qu�?
Havia urina no ch�o do bengaleiro.
Se a pontaria deles � assim, se nos tentam matar morremos logo.
- Temos de receb�-los. - Porqu�?
Sabes porqu�.
Vais ao almo�o?
- Ganhas alguma coisa? - O qu�?
Se formos a esse almo�o, aparecemos numa caravana.
Queres isso?
Angario fundos para a educa��o. J� o fa�o h� sete anos.
- Sim, mas tens saudades? - Claro que n�o.
H� uma grande vaidade na tua fam�lia, Ephra.
E parece estar a crescer.
Primeiro, o teu pai quer salvar Israel,
agora a tua irm� tenta salvar o M�dio Oriente.
Qual � o teu plano para as minhas filhas?
Envolve criptonite?
Abdiquei de tudo, n�o tenho culpa.
Foste tu que insististe em lev�-los �quele concerto de treta.
Agora culpas-me a mim?
Acho que querias apresentar as minhas filhas judias
com o filho palestino da Atika
para o mundo ver as "United Colours" dos Stein.
- N�o �... - Foi vaidade. � tudo vaidade.
E ter homens com armas a mijar no meu bengaleiro
n�o � um pre�o que vou pagar.
Ela est� sedada?
N�o sei, acho que n�o. Porqu�?
Se fosse eu, n�o sei se estaria assim t�o calma.
N�o se est� a comportar como esperavas?
Nada est� a acontecer da forma que esperei.
Onde est� o pai?
Morreu, Frances. Num acidente de carro h� oito anos.
Certo. N�o sabia.
- N�o? - N�o.
Sim, trabalhava como motorista para n�s em Gaza.
Por isso, depois de isso acontecer, trouxemos a Atika com o beb�.
Est� bem. Se...
Agora que sabes, compreendes a rea��o dela?
Porque � que quando isto acontece
esperam que nos comportemos de certa maneira
e, se n�o � assim, toda a gente fica desconfiada?
N�o estou desconfiada.
Ainda bem.
Estes s�o os pontos potenciais para o debate.
Certo.
Claro que a dire��o dele depende de quem domine.
Sim.
De um lado tem a Margaret Andrews, rapidamente pro-israelita.
Refrescantemente fora de moda.
E do outro lado tem Angela Roberts.
Apenas a uns passos de negar o Holocausto.
Por isso � que, com tudo o que se passa agora...
N�o.
N�o, eu quero ir, tenho de ir.
Acha mesmo a escolha acertada?
Est�s desconfiada de mim agora?
Tento s� evitar uma situa��o manifestamente inflam�vel.
E achas que eu n�o?
Frances, porque n�o dizes o que esperas que eu fa�a aqui?
Est� bem. Tudo o que pudermos para reaver aquele menino.
Esse � o trabalho da Pol�cia.
O pol�cia ingl�s contra o M�dio Oriente?
Dev�amos faz�-lo por eles?
Este � o seu mundo, Nessa, ningu�m...
Onde come�a a corrup��o, Frances?
Na mala de um carro, se for a� que o encontramos.
N�o achas que quero revirar isto tudo?
Fazer os poss�veis para reaver aquele menino? Claro que quero!
Foi exatamente por isto que o levaram, eu conhe�o isto.
Para me fazer reagir tal como pessoas como tu esperam que reaja.
Nessa, n�o sou essas pessoa, sou sua conselheira.
Ent�o para de me dizer para contornar a Pol�cia.
Nada pode mudar por causa disto.
Lamento.
Nada pode mudar.
S� que mudou. Mudou tudo.
E � por isso que o N�mero 10 a quer fora.
Acabaram de a p�r l�.
Rapto, suic�dio, tiros.
Acho que esperavam compreender o M�dio Oriente,
n�o uma demonstra��o pr�tica.
O que s� mostra o quanto ela precisa do nosso apoio.
Ou o erro que cometemos ao torn�-lo t�o p�blico.
Ainda acho que foi a coisa certa a fazer. Que � a coisa certa.
E a Monica �...
A pessoa ideal para aconselhar o governo
em rela��es anglo-americanas no M�dio Oriente.
Estive l� oito anos, Julia. Sei quando o presidente solta gases.
E eu tive o general Berkoff sentado � minha frente,
no s�tio onde est�, h� duas horas.
E ele disse-lhe que quer que ela fique na C�mara dos Lordes.
Admito que fiquei surpresa
ao ouvir um americano apoiar tanto um membro n�o eleito.
Cuidado, Monica,
l� por achar que tem a prote��o do rufia do recreio,
n�o significa que as pessoas n�o estejam � sua espera � sa�da.
A �nica pessoa que acho que precisa de prote��o � a Nessa Stein.
Samir Meshal. O bilhete de suic�dio.
N�o h� impress�es digitais no envelope.
- Vai ser descartado. - Porqu�?
Impress�es digitais n�o seriam vitais.
Mas um suic�dio? Naquele exato momento?
Tinha uma amante em Washington.
Ela acabou com ele na noite anterior a ele voltar.
No bilhete ele pede desculpa � mulher.
Pedi ao Hayden-Hoyle que desse uma olhada.
N�o esque�amos o lance de longe, Julia.
"O lance de longe". N�o � um americanismo?
� o que sempre foi e o que todos queremos.
Paz no M�dio Oriente.
E acha que o Hoyle � um empecilho?
Acho. Sen�o n�o lhe pedia para se livrar dele.
Para ir para o lugar dele.
Lady Roberts.
Espanta-me um erudito hist�rico de tal gabarito
ter de ser recordado que a presen�a de �rabes em Israel
precede em muito o pr�prio estado de Israel.
E espanta-me que tenha de lembrar a nobre baronesa,
que se diz t�o especialista, de que as 12 tribos de israelitas
estavam de facto primeiro unidas no reino de Israel
h� mais de 3000 anos.
Nesse argumento, isso d� aos residentes da Normandia
o direito de repatriarem Kent?
Talvez a nobre baronesa estivesse menos disposta a fazer piadas
se bombas-foguete ca�ssem sobre Dover.
Eu n�o fa�o piadas, Lady Andrews. N�o enquanto Israel usa f�sforo.
Baronesa Stein.
Sa�do o compromisso financeiro continuado deste governo
para com a Autoridade Palestiniana
embora lembre os meus nobres lordes
de que, se este projeto de lei ruir,
h� o perigo de todas as possibilidades
de negocia��o de paz ru�rem tamb�m.
A esta luz, sa�do igualmente os passos positivos
anunciados por Israel nos �ltimos dias
para ajudar a economia palestina.
Medidas tais como os comit�s conjuntos da �gua e agricultura
s�o sinais positivos para ambos os lados
na sua viagem em dire��o � negocia��o de paz.
Felicito a mostra especializada da minha rec�m-enobrecida colega
de indecis�o.
Mas aproveito a oportunidade para lhe lembrar
que uma indecis�o pode transformar-se num espig�o.
Samiria pertence a Israel! Samiria pertence a Israel!
A Palestina n�o existe.
Tome isto.
- Estamos bem. - Meu Deus.
Foi s� um jogo idiota, est� bem? O pai estava fazer um joguinho.
N�o a deixes ver isto.
S� preciso de limpar isto. Dois segundos e j� passa.
Atika, leva-a daqui.
Atika, leva a minha filha para fora desta sala agora!
- Rachel. - Esta � a minha casa,
n�o do pai dele, j� n�o �. Minha.
- Pronto, vai correr bem. - N�o vai nada, n�o vai nada.
Rachel, lamento.
O que significa isso? Lamentas o qu�?
Aquilo que passaste.
E tu compreendes o que estou a passar?
Tens uma grande mensagem, Nessa. Queres que o mundo ou�a.
O que vale isso?
Vale um filho?
- N�o, claro que n�o. - Sabes l�, se n�o tens nenhum?
- N�o � justo. - A s�rio?
Sabes o que a Pol�cia acha? Acha que eles levaram o errado.
Que n�o procuravam o Kasim, procuravam uma das minhas.
Uma filha minha. Minha.
S� para te atingirem.
Como podes compreender como isso me faz sentir?
N�o acredito.
Porqu�?
O meu marido n�o tinha uma amante.
A aut�psia revelou que estava gravemente doente.
- Sabia disso? - Sim.
Cancro secund�rio do pulm�o.
Mas ele n�o queria que se soubesse, por isso...
- Manteve segredo. - Sim.
Mas n�o de mim.
�s vezes, ah-say-yeeda...
A mulher � a �ltima a saber?
Sim.
A sua foi?
E acha que toda a gente � como o senhor.
- Toda a gente n�o. - Mas o meu marido sim.
Deixe-me ver novamente.
Por favor.
E veja bem
porque quero que toda a gente saiba que o meu marido n�o tinha amantes
e n�o escreveu esse bilhete.
Samir Meshal foi a minha casa e, de repente,
tivemos uma discuss�o enorme.
E disse-lhe o que sentia e que j� sentia isso h� algum tempo
e que fora �timo enquanto durara mas, sabe como �...
Ele ficou devastado, mas o que podia fazer?
E quando o viu pela �ltima vez?
No fim tive de lhe pedir para sair.
Se soubesse que ele faria o que fez, eu...
N�o acredita nela?
Filha �nica, pais falecidos,
solteira, trabalhadora independente, internacional.
Solit�ria, celebridade desorientada,
faz uma escolha rom�ntica desastrosa
ao tentar substituir os pais que perdera,
amante palestino.
Podia ser. Podia mesmo ser.
Mas podia n�o ser.
Se fosse construir um passado que fosse dif�cil de verificar,
esse � bom para escolher.
Acha que � uma lenda.
- Porque est� ela no pa�s? - Chegou ontem.
Por causa da morte do Meshal?
N�o sei.
Vamos descobrir.
Bem, no fim continu�mos amigos e colegas de trabalho.
E como funcionava isso?
Apresentei-o a pessoas para ajudar o neg�cio dele,
esse tipo de coisa.
Importa-se que pergunte o que recebia em troca?
20 por cento bruto do lucro.
E qual era o lucro?
Menos do que o esperado.
Est� bem. Est� �timo, Miss Lantham. Obrigado.
Tem uma bela vista daqui.
Deve ser um homem que vale a pena conhecer.
Importa-se que lhe fa�a... uma pergunta pessoal?
Fa�a.
Amava Samir Meshal?
Gostava muito dele.
N�o � essa a minha pergunta.
Bem, eu terminei a rela��o por isso, obviamente, talvez n�o amasse.
E acha que ele a amava?
O que � isto? "O Barco do Amor"?
Amava?
Ele queria mais da rela��o do que estava disposta a oferecer.
E o que estava disposta a oferecer ao certo?
O que acha?
N�o sei.
Por isso estou a perguntar.
Dois solit�rios a encontrar-se em hot�is pelo mundo fora?
Sexo.
E no seu ramo de trabalho consideram ter informa��es.
E tratava-se de sexo completo? N�o falamos s� de dar as m�os?
"Sexo completo"? Quer saber se fod�amos?
Sim.
Ent�o sim, fod�amos. Muito.
- Com que frequ�ncia? - Espere, excita-se com isto?
Faziam sexo sempre que se encontravam?
Por ele ser velho? N�o se subestime.
Espantava-se com o que faria com a mulher certa.
E era a mulher certa para Samir Meshal?
Fod�amos como coelhos.
Precisa de um len�o agora?
Sabia que ele estava a morrer?
- Desculpe? - Era segredo. Ningu�m sabia.
Exceto a mulher dele. Por isso achei que tamb�m soubesse.
N�o fazia a m�nima ideia.
Obviamente, ele n�o partilhava os seus segredos.
N�o. Cancro secund�rio do pulm�o.
Mas continuaram a fazer sexo at� ao fim?
Da �ltima vez, n�o. Estava ocupado a atirar-me com copos.
- E quando foi a �ltima vez? - H� semanas, talvez h� um m�s.
- Esqueci-me de fazer um di�rio. - Mas assim t�o recente?
Ele foi a minha casa em DC, fodemos tr�s vezes numa hora.
Talvez visse a� que estava a ficar sem tempo.
Miss Lantham, porque me est� a mentir?
Querido, v� por mim, consigo levar qualquer homem a fazer isso.
Este n�o.
O cancro prim�rio de Samir Meshal fora da pr�stata.
Fizera uma prostatectomia radical h� quatro anos
que o deixara impotente.
Seria imposs�vel fazer sexo com Samir Meshal.
A verdade � que n�o acredito que tenha conhecido Samir Meshal
e n�o acredito que se chame Rebecca Lantham.
Dev�amos acabar isto agora.
Acha sensato?
- Est� a deter-me? - Claro que n�o.
Mas devia deixar-nos faz�-lo.
Porqu�?
Porque acabou de cometer um erro grave.
Por isso, se quer mesmo conhecer-me,
porque n�o come�a por me dizer quem � realmente?
E o que realmente aconteceu a Samir Meshal?
Estou em espera h� cinco minutos. Preciso de falar com ela agora!
Designa��o.
Top�zio, 48427.
Est� a usar um telem�vel da empresa, Top�zio?
Sim.
- Est� sozinha? - Sim.
Est� segura?
- N�o sei bem. - Um momento.
V� para o ponto de repouso acordado. Espere por mais instru��es.
Se acha que ela corre perigo, porque a deixou ir?
Ela s� falar� connosco se eu estiver certo.
- E se estiver? - Ela vir� ter connosco.
E se n�o chegar c�?
A� terei raz�o na mesma.
Est� disposto a sacrificar uma vida para saber isso?
Mas, se estiver certo,
a vida de Samir Meshal j� foi sacrificada.
Por eles.
Quem s�o eles?
� o que espero que ela nos diga.
- Tracy? - Sim.
� a Kate.
Gra�as a Deus. Estou pendurada h� uma eternidade.
Est�s bem?
Fui descoberta. MI6.
- O que sabem eles? - N�o sei.
Mas sabem que Rebecca Lantham � um disfarce.
Porque est�s a ligar?
Por causa de uma coisa que ele disse.
O qu�? O que disse ele, Tracy?
- Est�s no ponto de repouso? - Sim.
Achas que a tua vida corre perigo iminente?
- O qu�? - A tua vida est� em perigo, Tracy?
N�o sei. Porque estaria?
Fica a�. N�o ligues a ningu�m. Ir�o ter contigo em breve.
- E Tracy? - Sim?
Licenci�mo-nos juntas e gost�vamos do Rick Carver, lembras-te?
Sim.
Ent�o confia em mim. Sou tua amiga, est� bem?
- Est�. - Fica a�.
- Est� l�? - Rebecca Lantham?
- Quem fala? - Sou membro do MI6.
Falou com o meu colega hoje num interrogat�rio.
Temos raz�es para crer que a sua vida corre perigo.
Este telefone n�o � seguro.
Eu sei. Mas preciso que deixe o seu quarto.
- Agora, por favor. - N�o posso fazer isso.
Rebecca, sei que � agente do FBI.
Infelizmente, n�o sabe que a sua opera��o � clandestina
e que, agora que foi descoberta, v�o apagar o rasto.
- Como sabe disso? - V� � sua janela.
- V� uma carrinha prateada? - Sim.
N�o tenho de lhe dizer para que �, pois n�o?
Est�o aqui para a limpar a si.
Mas pode ser voc� a fazer isso.
E por isso n�o vamos mandar ningu�m at� si.
Queremos que saia do hotel, apanhe um t�xi
e v� para um s�tio p�blico onde nos encontraremos.
Rebecca, precisa de tempo.
Tempo para fazer as suas escolhas e � isso que ofere�o.
Mas agora est� a esgotar-se.
Acredite quando digo que a sua vida corre perigo imediato.
Tem de sair do quarto, Rebecca.
Vai contra o meu treino.
S�o as pessoas que a treinaram que a v�o apanhar.
Copperhill Lane, junto ao reservat�rio de Wraysbury.
- O que h� l�? - Pare! � americano!
- Ent�o mate-me. - Porque est� aqui?
- � o meu trajeto. - N�o, no geral.
Bem, pod�amos come�ar pela Segunda Emenda.
V� l�, para quem trabalha?!
Porqu�? Quer que pare�a o Dick van Dyke?
Trabalho para o imperador Zod.
Quer esta boleia ou n�o?
Sim, est� bem, vamos. V�, v�.
Rebecca Lantham?
Sou da seguran�a brit�nica.
Ela fugiu.
Quer que d� a volta?
Merda, merda, merda.
Estamos bem aqui?
- Est� l�? - Conseguimos v�-la.
Onde est�o?
- O que � aquilo? - V� a luz atr�s de si?
Est�o a� para a ir buscar.
- O que quer que fa�a? - V� at� l�.
- N�o saio l� para fora. - Porqu�?
- Porque � que acha? - Porque tem medo.
Desculpe, Tracy.
Para n�s, uma situa��o assim � tudo uma quest�o de log�stica.
E, quando tem de ser assim depressa,
a primeira coisa que esquecemos � que tentamos mover um ser humano.
Por isso, desculpe, eu compreendo como se sente.
�timo.
Daqui a duas horas estar� num voo para casa.
Mas agora preciso que fique quieta pois j� a vamos buscar.
O nome dela � Ann. Ela apresentar-se-� a si.
Vir� uma mulher at� aqui.
E tentar� matar-me.
O qu�?
- E, se ela o fizer, tamb�m o matar�. - Porqu�?
Chamaram-me Tracy. N�o deviam saber o meu nome.
N�o ligue o carro, ainda n�o. Isso piorar� tudo.
Olhe para mim.
N�o nos trariam aqui se achassem que me bastava fugir.
Se quiser sobreviver a isto, tem de fazer exatamente o que lhe disser.
Est� bem?
Foi exatamente para fugir a isto que vim para c�.
Sim, h� coisas que nos perseguem sempre.
- Como se chama? - O qu�?
- Como se chama? - Paul.
Donde vem, Paul? Originalmente?
- Montana. - �timo.
Um mi�do do campo como eu.
Paul,
para apanhar um peru, tem de lhe mostrar os gr�os, est� bem?
A� vem ela.
V� l�.
V� l�.
Se queres apanhar um peru, querida, basta rebentar-lhe com a cabe�a.
Olhem se n�o � a Mary Poppins.
Ao menos poderemos dizer a Mrs. Meshal que estava certa.
Que tinha um marido fiel?
N�o, Max, acho que n�o iremos fazer isso.
Porqu�?
Foi um assalto que correu mal.
O taxista foi contratado por um gangue para a levar at� um s�tio
para ser assaltada, as coisas complicaram-se, exaltaram-se.
Porque dois dos seus cidad�os tinham armas de fogo, Harlan,
em territ�rio de soberania brit�nica.
O que posso dizer?
Primeiro roubaram-nos os Big Macs.
E agora temos os vossos crimes com armas.
E nada nos faz bem � sa�de.
Acredito que ainda somos os l�deres mundiais
na exporta��o de sumo de arando.
E nas pol�ticas de neoconservadorismo.
Julia, preciso de sair desta sala
sabendo que esta situa��o foi contida.
Completamente contida.
- E eu assim farei. - �timo.
S� que...
S� que o qu�?
Bem, se eu n�o sei para onde n�o olhar,
como dizer aos outros para n�o olharem para l�?
Acho que os acontecimentos deixaram isso bem claro. N�o acha?
N�o.
Agora, general, estou a fazer aquilo em que pica a cauda dum burro.
Mas receio que, se n�o me deixar ver atrav�s da minha venda,
ainda possa acabar por picar o seu traseiro.
Desvie os olhos de Samir Meshal.
- De que parte? - Todas.
- S� isso? - S�.
Assim farei.
Creio que n�o adianta usar fechaduras num s�tio como este.
Houve uma altura em que tinhas a chave da minha casa.
E custou-me o meu casamento.
Se fosse mesmo verdade, Hugh,
acho que te tinhas esfor�ado um pouco mais para o manteres.
N�o te tinha como uma mulher desprezada, Julia.
Acho que n�o me tiveste com qualquer sentimento.
� por isso que procuras dispensar-me?
Agora que j� n�o queres p�r os p�s debaixo da minha mesa?
E l� estava eu a pensar que o C era de Cumming.
Se tivesses estado na reuni�o com o Brigadeiro-General Berkoff
sabias que acabei de te salvar de te cortarem os tomates.
E qual � o limite atual para um p�nis envelhecido agora?
Fizeram-no, sim.
N�o, n�o podes.
Mas, sim, devias faz�-lo.
V�s? Consigo ler-te a mente.
Ent�o qual � a resposta � minha pr�xima pergunta?
Essa � f�cil. Nessa Stein.
N�o � bem a mulher que parece ser.
Alguma mulher �, Hugh?
A Pol�cia n�o tem pistas e n�o deve encontrar nenhuma.
Uma institui��o t�o masculina.
S� uns olhos viram este ficheiro. Os teus ser�o os segundos.
Virei busc�-lo dentro de meia hora.
- As tuas filhas est�o em seguran�a. - Eu sei.
Uma equipa que n�o deixa rasto n�o comete um erro desses.
- Queriam levar o Kasim. - Sim.
A Rachel acha que devemos contar � Pol�cia.
O qu�?
O que te aconteceu a ti e � Nessa.
N�o. N�o podes contar. Prometeste. E a Rachel tamb�m.
Mas e se ajudar a encontr�-lo?
N�o sabemos se ajudar�. N�o sabemos nada!
E, at� sabermos, n�o devemos dizer nada.
Pela Nessa, por mim.
Por favor. N�o digas nada.
Promete-me.
Promete-me.
Promete-me.
Eu prometo.
S� r�pido.
Espera. Espera, espera, espera.
Entra! Entra! Ganhaste!
Uns alien�genas decidem invadir a Terra
e, para mostrar que � a s�rio,
primeiro destroem Londres e Nova Iorque e Paris
e depois aterram
mesmo na Linha Verde entre Israel e a Cisjord�nia.
E decidem convocar uma reuni�o entre a Autoridade Palestiniana
e Israel e a mensagem deles � simples:
"Resistir � in�til. Pousem as armas".
E n�o sei dizer os pormenores do que se seguiu
mas no fim a vossa simpatia iria para os alien�genas.
Algu�m pode dizer ao seu parceiro surdo que tem o telem�vel a tocar?
A n�o ser que seja o meu, claro.
� o meu!
Se for engano...
Est� l�?
Sabemos o seu segredo, Mrs. Stein.
E sabemos que far� tudo o que mandarmos para o manter.
V� � rece��o.
Desculpem, senhoras e senhores. Deem-nos licen�a um momento.
Com licen�a. Com licen�a.
Tem um...
Sim?
- Onde est�? - Na casa de banho. J� a fechei.
- O que aconteceu? - N�o sei, ela n�o me diz.
Nessa?
Nessa?
O que foi?
Ele est� vivo.
Gra�as a Deus!
Onde est�?
Mam�, estou em seguran�a. Estou em seguran�a.
Eles sabem.
Eles sabem.
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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