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Lina!
Max!
-Puxa. -Por que corria tanto?
-N�o sei. -N�o me viu? -N�o.
Acontece todo esse corre-corre aqui em Paris.
Quando n�s...?
Boa tarde!
-Quando voc� chegou? -Pode esperar no hotel?
Preciso discutir algumas coisas com voc�. N�o tenho muito tempo.
-Talvez a caminho da palestra. -Claro.
Este ano, decidimos concentrar
a a��o da Solidariedade Internacional a 3 objectivos.
Primeiro, libertar todos os trabalhadores presos,
que foram presos por suas opini�es contr�rias �s do poder.
Segundo, conseguir para os republicamos irlandeses
presos na Inglaterra serem considerados presos pol�ticos.
Terceiro, desejamos como parte de nossa campanha,
que prisioneiros submetidos a tortura na Am�rica Latina,
sejam soltos, especialmente no Chile e na Bol�via.
Essas tr�s quest�es s�o a ess�ncia do nosso movimento.
Para proteger os direitos humanos que s�o normalmente amea�ados.
Espero que voc�s, jornalistas, apreciem nossos esfor�os em suas mat�rias.
E a situa��o na �frica do Sul?
Nosso movimento tem tido sucesso l�, apesar da repress�o...
e das torturas, o que � comum nesses pa�ses.
Se o pa�s em quest�o n�o pode resolver o problema do Apartheid sozinho,
toda a �frica pode se desestabilizar.
O governo franc�s pode intervir?
N�o damos conselhos, a Solidariedade Internacional v� fatos.
O governo deve julgar por si mesmo.
H� boatos de que deixar� o seu mandato.
O mais importante � o Solidariedade Internacional e n�o o presidente.
Deixe que falem, senhorita.
Como concilia sua fun��o com o Solidariedade Internacional
com a dire��o de uma companhia de seguros su��a.
N�o responda. � s� provoca��o.
Oh, � voc�. Parece se incomodar quando o dinheiro age pela liberdade.
Eu j� acumulei fortuna. N�o me gabo nem me envergonho.
Viajar� a Teer� para obter a liberta��o dos sindicalistas?
Pode responder, por favor?
Nosso presidente est� sempre onde a ajuda � necess�ria,
seja em Teer� ou Washington.
Max Baumstein ir� protestar ao embaixador do Paraguai amanh�
contra a pris�o da jovem inglesa Betty Healy.
Ela foi presa e torturada pelos homens no poder.
-Max? -Sim?
Tenho saudades de casa.
E eu, ent�o? Tenho sonhado com o jantar em Genebra h� 2 semanas.
-S� n�s dois? -Sim, tranquilos.
Espaguete com muita manteiga.
Sim?... Em meia hora.
Reservei uma mesa no hotel.
Sim, eu tamb�m. At� logo.
Sr. Presidente...
O advogado est� prestes a chegar, Charles e a bela Annie.
Ent�o, acho que vou sair.
J� vai!
Sou amigo do Solidariedade e tenho algo para o sr. Baumstein.
Obrigada, darei a ele.
-O que �? -Um envelope para voc�.
Abra!
-Devem ser documentos para amanh�. -D� aqui!
Qual?
Eu trouxe um presente de Nova York.
E o que �?
O que �?
O que �, ent�o?
O que �?
Voc� � louco.
Max Baumstein � louco.
Obrigada, Max!
Lindo.
Veja!
Onde?
Max!
Voc� n�o deve trabalhar!
-O que h�? -Nada!
Eu o incomodo?
Preciso ir!
N�o liga para mim. Mal chegou e j� vai embora.
Ah, por favor.
-Ent�o eu vou com voc�. -N�o.
-N�o seja t�o teimosa. -Voc� acha que n�o �?
Adeus, Raimond.
Desculpe, antes aqui era um cabar�?
-Quando? -Antes da guerra.
-N�o fa�o ideia. -Adeus, Mac.
A Can��o do Ex�lio, por favor.
Voc� nega que Betty Healy foi presa pela pol�cia secreta.
Ela nunca esteve em nosso pa�s, o que significa que n�o pode ter sido presa.
Acho que me expressei claramente.
Voc� est� obstruindo o curso da justi�a. Liberte Betty Healy!
Ent�o n�o h� nada que possa fazer sobre isso?
O meu governo tem mostrado que tem boa vontade.
O caso, que tem se destacado pelos inimigos do nosso pa�s,
visa prejudicar nosso presidente.
N�o h� esperan�as?
Infelizmente, n�o. Sinto muito por essa jovem... e por voc�.
Sim.
Sr. Embaixador,
parece-me que, em 1933
o senhor era funcion�rio da embaixada alem� em Paris.
Isso mesmo.
O que isso tem a ver?
Se minha mem�ria n�o falha,
o senhor se chamava Ruppert von Leggaert.
Sim, � isso.
O senhor se lembra de uma mulher chamada Elsa?
Elsa Wiener?
Elsa Wiener?
Elsa e Michel Wiener, Herr von Leggaert Ruppert.
Sim, eu me lembro... vagamente.
"Monsieur le President": por qu�?
Tudo j� faz tanto tempo.
Charles, minha pasta, por favor!
Eu gostaria de mostrar algo.
Max!
Acabei de matar o embaixador do Paraguai.
Voc� atirou no embaixador!
Ainda est�o procurando uma raz�o para o assassinato do embaixador.
Somente ontem, Max Baumstein deu uma coletiva de imprensa
para explicar os objetivos do novo programa de seu movimento.
Baumstein � fundador e presidente do Solidariedade Internacional.
Paris. Hoje o governo aprovou tr�s novos projetos de lei.
Dois deles relativos � ind�stria e com�rcio.
O terceiro tem a ver com o novo membro da Espanha na OTAN.
O Ministro da Economia apresentou um plano para a expans�o
de pesquisa e desenvolvimento de micro-eletr�nica.
Sou eu, Guefroy.
Voc� pode visit�-lo!
-S� uma foto! -Vamos!
Sem fotos, por favor, sejam razo�vel!
Por favor, n�o aqui!
Voc� tem meia hora. Espero l� fora.
Tem cigarro?
Levaram a sua bengala?
Levaram tudo. Mas de forma muito educada.
Como foi autorizada a me visitar?
Gra�as a Guefroy. Ele realmente cuida de voc�.
-Max? -Sim?
-Sempre estarei com voc�. -Eu sei.
-N�o tenho nada a dizer. -N�o perguntei nada, s� estou aqui.
� como se encontrasse um velho fantasma.
Quem?
Federico Lego.
Voc� o conhecia?
Era conhecido como Ruppert von Leggaert.
D�-me um cigarro.
Max! Acalme-se, Max!
Temos muito tempo para conversar. Logo eu poderei visit�-lo todo dia.
Mas como eu deveria falar?
Por onde devo come�ar?
� uma hist�ria muito longa.
-Max, temos tempo. -N�o.
N�s n�o temos tempo.
Vai fazer 50 anos.
Voc� precisa saber.
Quero que voc� saiba.
Eu era jovem, ent�o.
Eu s� tinha 12 anos.
Tudo come�ou em mar�o de 933, em Berlim.
Depois, ele falou sobre o terceiro registo.
Voc� ainda n�o fez nem o exerc�cio para o segundo.
Ah, mas o terceiro registo � mais f�cil.
Judeu imundo!
Papai!
-Pai! -N�o! N�o.
� uma crian�a!
O mesmo vai acontecer para voc�, seu judeu sujo.
N�o! N�o!
De onde veio isso?
Voc� costumava falar que era um defeito de nascimento.
N�o d� no mesmo?
A mulher. Quem era ela?
Eram amigos dos meus pais. Ele era editor e ela, cantora.
Muito bonita. Voc�s s�o bem parecidas.
Ela salvou minha vida.
E como ela se chamava?
Elsa. Elsa Wiener.
Sim, Elsa e Michel Wiener.
L� em cima.
Vamos!
Eles cuidaram de mim.
Ela me ajudou a aprender a andar de novo.
Vamos!
Eu me tornei parte da vida deles. Eram tudo que eu tinha.
Voc� est� bem?
-Cansado. -Vamos, voc� consegue.
E Michel Wiener: um ser humano incr�vel!
Era um idealista e defensor de bons livros.
Falava comigo de igual para igual.
Sobre o que n�s, judeus, pod�amos esperar que acontecesse.
Ele explicou o regime nazista para mim.
Falou sobre a oposi��o e porque estavam sendo presos.
Levou-me a todos os lugares com ele.
Herr Wiener, por favor!
Tem havido muita mat�ria sobre isso, e eu me pergunto,
se consigo me lembrar, ou apenas contar o que li.
O que est� fazendo aqui?
-Porcos judeus! -Saiam! O que lhe d� o direito...?
Ponha de volta!
Est� destruindo minha empresa toda!
Eu estava com medo e n�o queria mais v�-los.
Michel decidiu que Elsa e eu dever�amos deixar o pa�s.
E eu estava determinado a nunca mais voltar � Alemanha.
Elsa n�o queria ir sem Michel.
Mas ele disse que tinha que ficar para vender sua editora.
Ele cedeu e n�s dois partimos.
Espere, vou ver os assentos.
Max, confio Elsa a voc�.
Cuide bem dela.
Por favor, embarquem no trem!
Fechando todas as portas!
O trem est� pronto para partir. Por favor, embarquem no trem!
Fechando todas as portas!
Cuidado ao entrar!
Por favor, embarquem no trem!
Michel, esperarei por voc�. Venha logo, por favor.
Vou esperar por voc�, Michel!
Fiquei muito feliz quando chegamos a Paris.
Realmente feliz: Paris, a liberdade, as ruas. Fantastico!
E o meu medo foi embora.
Sem mais nazistas, sem inc�ndios ou tiros.
Voc� n�o pode imaginar.
Moramos em um hotel.
Michel tinha nos dado muito dinheiro.
E eu passeava por esse enorme hotel.
-E v� com cuidado. -Sim, eu vou.
-Boa tarde, Max. -Boa tarde.
-Ela estava muito triste? -Ah, sim.
Ela raramente sai.
N�o tivemos not�cias de Michel.
Na v�spera de Natal, eu tive que insistir par descer e jantar.
Ela estava bem vestida. E estava linda.
Realmente linda.
-Elsa, quando Michel...? -Psst!
Para voc�, Max. Para n�s!
Madame, o que quer ouvir?
Eu queria que meu filho tocasse.
Max, quero que toque para mim.
Toque para mim.
D�-me esse prazer.
Um presente de Natal, por assim dizer.
Um gesto de cavalheiro.
-Voc� � franc�s? -Sim.
E voc�?
-Est� viajando para Paris? -Sim.
-Quer um jornal? -Sim.
Obrigado!
Nada mal, n�o �? Nada mal.
N�o pode fazer isso!
Entregue para Elsa Wiener no Hotel D'Oriente, em Paris.
Eu imploro.
Elsa Wiener, Hotel D'Oriente, Paris. Muito obrigado.
Oh, meu Deus!
-Onde encontro Madame Wiener? -N�mero quatro.
Ol�?
-O que voc� faz aqui? -Procuro Madame Wiener.
-Ela est�? -O que foi?
Eu vim de Berlim para entregar uma mensagem para ela.
-Quem � voc�? -Maurice Bujart.
Acabo de chegar de Berlim, garoto.
Vou dar uma olhada, mas espere a� fora.
� o senhor de Berlim.
Maurice Bujart, prazer conhec�-la!
Sente-se!
� realmente Madame Wiener?
-Sim, sou eu. -Pediram-me para entregar isto.
-Quem? -N�o sei. S� disse seu nome e o hotel.
Ent�o eu liguei. Voc� � realmente Elsa Wiener?
-Sim. -Ent�o, aceite.
-Quem lhe deu o dinheiro? -Um homem no trem.
-Como ele se parece? -Eu realmente n�o sei.
Alto, barba por fazer e meio mal-vestido.
Ele usava uma boina.
-Michel! -Ele enfiou o dinheiro no meu bolso.
Mas, por que o senhor?
Ele procurava por um franc�s.
Depois, ele foi levado por civis, que nem pediram seus documentos.
Ele sabia que n�o conseguiria mais chegar � fronteira.
Acabei de voltar da It�lia.
para procurar uma namorada.
Sou poeta como d'Annunzio, e minha musa me faz dormir.
Em outras palavras, ponho minha musa na cama. Nua!
mas a musa nos meus sonhos � Mussolini!
Acabei de chegar de avi�o de Berlim,
e estou procurando uma piranha.
Se ela � loira, morena, pobre ou rica
para mim � tudo a mesma coisa.
Ela deve ajudar-me a gerar filhos: com uma bunda grande,
de modo que, para sempre, amaremos nossas pestinhas.
Heil!
E agora, senhoras e senhores exclusivo e pela primeira vez:
o rouxinol renomado de Viena, Elsa Wiener!
Bravo! Ela � minha amiga.
Bravo! Bravo!
-Pode me comprar alguma coisa? -N�o, desculpe, tenho que ir.
-Est� louca? -Deixe-me ir.
-Voc� ouviu? Querem voc�. -Mas eu realmente n�o vou poder.
-Pagaram por quatro m�sicas. Volte l�! -Deixe-me ir!
Ei, bravo, bravo!
Madame, desculpe!
-Sim? -Sua voz � realmente fant�stica.
-S� isso? -Esta manh�, parecia t�o triste.
-O que faz em Berlim? -Eu vendo champanhe.
� um bom neg�cio. Posso convid�-la para um drinque?
-N�o, obrigada. -Vai anim�-la.
O homem no trem era seu amigo?
N�o, era Michel, meu marido.
Eles o deixar�o ir, se ele n�o fez nada. Ficar� bem.
Eu trabalho com eles. No fundo, s�o gentis.
Eles s�o bestas e assassinos, que s� me enchem de �dio.
Quem trabalha com eles � patife. Deixe-me em paz.
Michel, onde quer que esteja sempre vou estar ao seu lado.
Eu amo voc�, Michel.
Elsa Wiener cuidou do acusado por v�rios meses,
conduzindo-o como uma m�e. Ele n�o se privou de nada.
Ele n�o viveu no luxo, mas as necessidades b�sicas foram atendidas.
Algu�m quer intervir? O promotor?
Monsieur?
N�o? Tudo bem. Monsieur Baumstein, agora pode falar.
Caro presidente, senhoras e senhores, membros do j�ri,
sr. promotor.
Sou respons�vel por minhas pr�prias a��es admito isso.
Eu sei que sou culpado.
Assumo total responsabilidade por minhas a��es.
Deixem-me antes afirmar.
Lutei contra todas as formas de terrorismo.
Porque � perigoso e ineficaz.
No entanto, matei Ruppert von Leggaert, conhecido como Federico Lego.
N�o quero justificar minha a��o.
S� desejo que possam compreender.
Mesmo que contradiga tudo o que eu disse
sobre o impasse que s�o as a��es individuais.
Meu gesto � um grito.
Um sinal de alarme.
Independentemente das raz�es pessoais que me levam ao assassinato.
Se olharem em volta, v�o reconhecer que poderes perigosos est�o governando,
fazendo com que suas teorias raciais popular entre as massas,
as mesmas pessoas que afundaram o mundo em sangue e fogo em 1933.
Lamento que meu ato levou o nome do Solidariedade Internacional ao descr�dito.
Foi uma a��o espont�nea.
Como Leggaert estava diante de mim, o bom homem que sou logo viu o jovem Max diante
de seu torturador!
Eu sou culpado e n�o procuro qualquer desculpa para minha a��o.
Mas eu n�o desejo a qualquer crian�a do mundo, independente da nacionalidade
ou ra�a, que experimente o que tivemos que passar.
-Aonde vai? -Passear. E voc�?
Eu estava de passagem.
-� seu? -Sim. � bonito, n�o �?
-Um Citroen? -Sim.
� um dos melhores.
-Como vai a sua m�e? -Madame Elsa n�o � minha m�e.
Ela me acolheu. Meu pai trabalhou para seu marido.
-Ap�s o acidente? -N�o foi um acidente, foi o SA.
-Quem? -O SA! Os nazistas! -Ora, mas por qu�?
Porque sou judeu. Voc� j� viu um judeus antes?
N�o. Para ser honesto, n�o.
-Quer dar uma volta? -Eu adoraria!
Entre. Elsa � judia tamb�m?
N�o, n�o mesmo.
-E Michel, o marido? -Ele tamb�m n�o �.
Foi preso porque publicou livros contra os nazistas.
-Voc� o viu? -Como voc� sabe disso?
Madame Elsa me disse.
Eu o vi apenas rapidamente.
-O cinema, Monsieur Bujart? -Maurice, n�o Monsieur Bujart!
-Gaumont-Palast? -Muito bom, Maurice.
Assim � melhor.
Ben e Jean, que fazem?
Eu acho que Marcel quer nos convidar.
Esque�a. Voc� vai ouvir falar de mim!
Est�o todos aqui. Somente os ausentes est�o faltando.
Sem brincadeirinhas, sim?
Isso n�o pode continuar assim.
� a crise. Tudo � caro.
Os shows, a decora��o, os impostos.
A equipe de funcion�rios. E os clientes n�o consomem.
-Ele vai fechar? -Nunca se sabe!
Estou considerando o seguinte:
Essa � uma boa not�cia.
As coisas s�o muito mais f�ceis quando se pode rir.
Vou fechar ou vou ter que despedir todos, menos Jean, do piano.
-Porque sou o melhor. -Sil�ncio. Porque voc� � o mais barato.
� isso a�. Desculpe.
Se quiser ficar, pode. Eu poderia dar comiss�o pelo champanhe.
-Como � isso? -20 francos, se levar o cliente a comprar bebida.
Essa � a �nica possibilidade, infelizmente.
Diga-me at� o final da semana.
Marcel ainda � um cara legal.
-Outros teria sido bem sacanas. -Ele n�o ajuda muito Elsa.
Acaba se virando. S� o come�o n�o ser� f�cil. Mas depois...
Depois, vamos todos ficar de saco cheio!
Maurice, com licen�a. S� 2 minutos. V� sentando.
-Boa noite. -Boa noite, senhora.
-Herbert est�? -Est�, eu vi.
Perto do aquecedor.
-Herbert. -Ol�, sra. Wiener.
Not�cias?
N�o.
Eu tenho not�cias, boas not�cias.
-Vinte mil. -Vinte mil?
-Quando? -Agora, se quiser.
Vou telefonar. Acho at� que conseguimos 22 mil.
� rico, comerciante. Quer dar o casaco � amante.
N�o. Vou pensar mais um pouco. Hoje, n�o.
Vinte mil francos, sra. Wiener! � muito dinheiro.
Eu sei, Herbert.
-Mas � n�o. -Tem que saber o que quer.
Pode vir, por favor. Quase terminamos.
Um, dois, tr�s!
N�o, est� pesado demais, marcial demais!
Deve ser alegre. Como posso explicar?
Um ar livre! � isso!
Vamos! Sr. Kleinmart, � Mozart!
Vamos dar vida! Um, dois, tr�s!
Por favor, diga nome, idade e profiss�o.
Maurice Bujart, 77 anos, vendedor de champanhe.
E Ruppert von Leggaert? O que ele fazia na �poca?
Era um cliente de Rajah.
Ele era bem ass�duo l�.
Monsieur Bujart, seu testemunho � fundamental.
O senhor n�o teve contato com o acusado nos �ltimos 40 anos.
Por que n�o?
Sou obrigado a responder?
Seria desej�vel.
Uma vez.
Em 948, eu acho.
Max tinha acabado de chegar de Genebra,
onde tinha fundado uma empresa de seguros. Ele n�o estava muito bem.
Eu tinha assumido a f�brica de champanhe,
depois da morte de meu pai.
Eu estava dez anos mais velho quando nos vimos de novo.
Max tamb�m.
Sim, e?
Eu tinha conhecido uma crian�a
e encontrava um adulto.
Um homem com id�ias.
Continue.
-Tivemos opini�es contr�rias. -Mais espec�fico, por favor.
T�nhamos vivido a guerra, com os horrores que conhecemos.
Max s� falava disso, era uma obsess�o.
Quando ele disse que ia fundar a Sociedade Internacional,
pediu-me para participar. Mas eu n�o aceitei.
Eu n�o tenho as mesmas opini�es.
E n�o mudei de ideia.
O que quer dizer?
Nada. Todos t�m suas pr�prias id�ias. � por isso que n�o quero ser testemunha.
Sua franqueza � admir�vel, Monsieur Bujart.
Eu gostaria de fazer uma pergunta.
Em maio de 1934, depois de ter conhecido Max e Elsa,
Elsa pediu-lhe para viajar para Berlim,
para fazer contato com o advogado de seu marido.
� isso mesmo?
-Sim. -Por que o senhor fez isso?
Com todos os riscos envolvidos num momento como esse.
Eu queria fazer um favor.
Ela estava t�o sozinha.
-T�o triste. -Ent�o, por pena?
N�o.
Elsa nunca me despertou pena.
Eu fui a Berlim, porque eu...
porque eu...
Monsieur Bujart.
Estava apaixonado por Elsa Wiener?
Sim.
Sim, estava.
N�o tem ningu�m l� em cima.
Eu gostaria de falar com o promotor Hellwig.
Sabe muito bem que ele n�o est� aqui.
Eu gostaria de falar com o sr. Hellwig.
Eu vim da Fran�a.
Pare de me perseguir. Eu n�o aguento mais.
-Prenda-me se quiser. -N�o entendo bem o seu idioma.
Fui enviado por Elsa Wiener.
� sobre seu marido Michel.
De quem ela n�o tem mais not�cia.
Posso esperar por ele.
Mas amanh� de manh�, tenho que voltar a Paris.
-De quem est� falando? -O sr. Hellwig.
-Mas... -Ele est�?
Diga que Maurice Bujart deseja falar com ele sobre Elsa Wiener.
Aqui est� ele!
Fale!
-Diga o que tem a dizer. -O qu�?
O sr. Hellwig est� na urna.
Pode falar. Ele est� ouvindo.
Eu pensei que voc� fosse da Gestapo.
Eles me provocam sempre com novos m�todos.
Kurt desapareceu h� dois meses.
Recebi esta urna pelo correio.
Isso foi h� tr�s semanas.
-S� isso. -Monstruoso!
-Quem poderia fazer isso? -Est� brincando?
Eu vou dizer, querido franc�s: os nazistas!
Quem mais poderia ser?
� absolutamente imposs�vel.
Inacredit�vel! E Michel?
-Como est� Elsa? -Ela est� preocupada e muito inquieta.
Ela n�o vai ouvir nada, entendeu?
Seu Michel est� acabado!
Acabado como estava Kurt.
Como estamos todos n�s!
-Quem � Kurt? -Kurt?
Era o meu marido. Voc� n�o entende nada, Mister Bujart.
N�o ver� ningu�m l� fora.
Tudo bem, Mister Bujart.
Tudo normal. Nada de estranho.
Ele sempre dizia, Hitler n�o duraria mais que seis meses.
E ainda est� aqui. Tudo parece t�o limpo.
Basta olhar para as ruas.
As mais limpas da Europa!
N�o h� mais m�sicos, sindicalistas, opositores.
-Tudo � controlado. -Voc� � louca.
Claro, est�o tentando me deixar louca.
Fui amea�ada na rua.
Eles tocam a campainha e me insultam.
E o senhor?
O que quer aqui?
Eu vendo champanhe.
Vende champanhe... Tudo normal.
E voc� est� vendendo champanhe.
V� embora, senhor.
N�o h� sentido em ficar aqui.
O que devo dizer a Elsa?
O que devo dizer a ela? Ela n�o vai entender!
Diga a ela como veio at� mim.
E fale disso.
-E voc�? -Eu?
N�o, espere.
N�o falo com ningu�m h� tanto tempo.
Fique. Estaria me fazendo um grande favor.
Por que n�o visitou Michel?
Quantas vezes vou repetir: n�o pode ver ningu�m!
-Entende, Elsa? -Voc� visitou a mulher de Kurt.
Ela est� sendo vigiada. Ela n�o vai durar muito. Est� em mau caminho.
Berlim mudou muito. Quem se importa!
Voc� estava em Berlim por causa de Michel.
E n�o descobriu nada sobre ele. N�o sabe nada!
N�o se pode descobrir nada, Elsa. Todos t�m medo.
Michel foi preso pela Gestapo. Voc� sabe
que eu fiz o que podia.
-N�o sei, o que mais eu poderia fazer. -Voc� me prometeu!
-E n�o fez absolutamente nada! -Eu fiz o que pude!
-Voc� devia t�-lo visitado na pris�o. -Qual pris�o?
Sabe onde o colocaram?
Encontrei o advogado dele numa urna.
Devo perguntar � pol�cia?
Desculpe, Michel Wiener, em qual pris�o?
N�o, esse n�o � o caminho.
-� uma causa perdida... -Pare, Elsa! N�o se chateie assim.
N�o mesmo. Muito pelo contr�rio.
Sinto muito. � parte do meu trabalho.
Ficar b�bada. Para embriagar os outros.
Pe�a outra garrafa ou chamo outro cliente.
Se Michel morrer, eu morro tamb�m.
Bobagem, Elsa. Estou aqui por voc�.
E n�o se esque�a de Max.
N�o, eu quero Michel, ningu�m mais! Quero o meu Michel!
Se o conhecesse, entenderia. � ele.
Pense nisso. Seja r�pida, Frau Wiener.
N�o pode me chantagear.
Sinto vergonha de voc� e de nosso pa�s.
Estou no Rajah todas as noites.
Falarei com Maur�cio. Espere por mim.
-O que disse a ele? -Nada em especial.
V�, por favor.
Ele n�o parece muito feliz.
-Cinco anos. -O qu�?
Michel foi condenado. Cinco anos em campo de concentra��o.
Oh, meu Deus.
-Maurice, faz-me um favor? -Sim?
Cuide de Max por um tempo. Preciso ficar sozinha e pensar.
Se isso ajuda.
-Quando? -Agora seria o melhor momento.
Explicarei isso a ele.
-Ele ficar� com raiva de mim? -Claro que n�o.
Est� melhor com Maurice do que o meu, com a bab�.
Maurice � simp�tico.
-Ele est� s� fazendo um favor. -Isso mesmo.
Aproveite, antes que acabe.
N�o fa�a essa cara. Sabe exatamente o que penso.
O que devo fazer?
Se conselho fosse bom era vendido.
Fa�a o que quiser.
Pare de se lamentar. E pare de se embriagar.
-Onde arranjou isso? -N�o � da sua conta.
Tudo bem, vamos mudar de assunto.
Desculpe-me, por favor.
-Eu n�o posso. -Pelo amor de Deus, voc� � adulta.
-Faria isso? -N�o sei.
Nunca fui apaixonada por muito tempo.
Mas com algu�m como Michel... Quem sabe?
Decida-se. O cara vem lhe visitar todo dia.
Ele vai se cansar um dia.
Gar�om, a conta!
Pode deixar, � minha vez.
Muito obrigada.
Fico pensando nisso.
Mas eu n�o faria isso.
Seria trair Michel.
Se fosse mais f�cil, Maurice n�o iria querer tanto.
Tudo bem, vamos indo.
Apoiem a campanha contra Hitler. Venham � demonstra��o.
Apoiem a campanha contra Hitler. Venham � demonstra��o.
Eu preferiria voltar para casa.
-Eu tamb�m. -Posso dizer algo, Elsa?
A vida � um monte de merda!
Doutor, pe�o licen�a para lembr�-lo do meu caso.
N�o tenho not�cias do meu Hector, preso h� seis meses,
acusado, apesar de sua inoc�ncia. Espero, caro advogado,
que possa ganhar o caso do meu Hector.
Enviarei dinheiro. Eu ficaria muito feliz com a permiss�o de visita.
Minhas distintas sauda��es.
S�o dois francos, Julie.
-Na �ltima vez voc� cobrou um. -Cartas comerciais s�o mais caras.
S�o mais dif�ceis que cartas de amor.
-Ponha no correio. -Sim.
-Voc� vem amanh� de novo? -Sim.
-Max! -Elsa?
-O que faz aqui? -Trabalho.
Marcel n�o sabe. Normalmente, venho mais cedo, mas Julie n�o tinha tempo.
-Podia ter me perguntado. -Maurice sabe.
-Est� bem com Maurice? -N�o � o mesmo do que com voc�.
-Quando cumprimentar algu�m, d� um beijo. -Sim.
Camaradas, � hora de aprendemos com os acontecimentos.
Quando o movimento do trabalhador se divide, o fascismo lucra,
e depois esmaga a classe trabalhadora e todas as organiza��es.
Vamos unir nossas for�as para a liberta��o das v�timas do fascismo,
e, ao mesmo tempo, derrotar a burguesia em nosso pr�prio pa�s.
Ficando unidos, podemos salvar os lutadores da liberdade na Alemanha.
Fale de Michel. Ele est� preso na Alemanha.
Ele � seu marido. Levante-se por ele.
Tudo bem, venha.
Esta � a esposa de Michel Wiener.
-� a esposa de Michel Wiener? -Sim.
Stefan Werner. Conhe�o seu marido. Encontrei-o uma vez, em Viena.
O que podemos fazer por voc�?
Eles o levaram � noite.
Entendo. Mas n�o foi s� ele.
A melhor coisa para voc� seria nos contar sobre o seu marido.
-Quando? -Agora, se quiser.
Madame Wiener gostaria de falar.
Por favor, venha, Madame.
O que foi? � muita gente. O que est� esperando?
Boa tarde, Madame Wiener.
Tenho o prazer de saudar a esposa do editor de Berlim, Michel Wiener.
Seu marido � um de n�s.
Algumas palavras de Madame Wiener.
Michel, meu marido, sempre foi sincero,
respeit�vel. Ele viveu pelo seu trabalho,
a publica��o de livros.
Heine, Goethe, Thomas Mann.
Eles o prenderam e o conduziram a um acampamento.
Sabem o que � estar num acampamento como esse?
Foi-me dito,
que os homens s�o sempre maltratados l�.
Eles v�o matar Michel.
Por favor, fa�am tudo para que meu marido n�o morra. Imploro a voc�s!
O meu amor! Por favor.
-Bravo! -Bravo!
O cara no r�dio toca bem pior do que voc�.
Bem ou mal passado?
O que h�, maestro?
-Voc� foi a Berlim ver Michel! -Bem ou mal passado?
N�o importa. N�o tem o direito de visit�-lo sem me dizer.
Ou�a, Einstein. Est� come�ando a me irritar, sabia?
Max, o que est� acontecendo?
Deixe-me ver. Meu Deus, pare de agir assim.
N�o � nada.
Eu vi Elsa.
Oh, ent�o � isso.
Ent�o, v� em frente.
Droga! Venha c� com esse dedo.
Deixe-me ver. D�i?
N�o.
Cuidado!
N�o se mexa!
Levante a m�o um pouco mais.
Prontinho!
O que tem Elsa? Fale!
Ela n�o parece bem.
Estou preocupado. Ela tem bebido muito.
-Como sabe disso? -Eu trabalho no Rajah.
-E o que faz l�? -Escrevo cartas para as senhoras.
Podia ter me perguntado antes.
Voc� n�o � meu pai.
Ent�o, o que quer fazer?
Eu n�o sei.
N�o est� com fome, Maurice?
Vai sair?
Meu pequeno Pr�ncipe, um dia ainda ganha um beijo.
Largue-me, estou ocupada!
Ol�, senhor!
-Est� procurando Elsa? -Sim.
Ela foi embora, mas voltar� amanh�.
-Obrigado. -O que devo dizer a ela?
Ai, droga!
Dois anos no m�ximo, tr�s.
Mais tr�s anos, ent�o, eu assumo o neg�cio.
Champagne Bujart. � comigo, agora.
Maurice Bujart!
� um bom neg�cio mesmo com m� colheita.
Mas, se a colheita for boa, armazenamos e esperamos.
E se n�o for boa, o pre�o sobe,
mesmo assim as pessoas bebem.
N�o h� com que se preocupar, Elsa.
A mulher que me ama, n�o ter� de se preocupar com nada.
-Ent�o, Elsa, como foi? -�timo.
Eu dormi e isso me fez muito bem.
Pode me acompanhar?
Canalha! Canalha!
-Canalha! -Maurice, o que faz aqui?
Por que fez isso? Por que dormiu com esse porco?
-Monsieur, est� b�bado. -Cale-se, seu bastardo!
Tenho direito a uma resposta, Elsa!
Que direito?
Bujart na Alemanha. Bujart para Max. E agora, Elsa cansa.
Bujart, amigo e bom companheiro. Elsa, voc� esqueceu?
Os nazistas s�o monstros.
Voc� foi para a cama com um monstro.
N�o diz mais nada, Elsa? � uma prostituta barata e assassina!
Tinha que ser feito, Maurice.
Michel ser� solto!
Nenhuma carta para mim? Telefonemas, cartas, nada?
Oh, tem um telegrama. Ele guardado aqui h� tr�s dias.
Agora, voc� precisa ir.
Michel est� livre agora, s� porque Elsa foi para cama com Ruppert von Leggaert.
Michel! Michel!
Oh, Michel! Meu Michel!
-Quem lhe avisou? -A Cruz Vermelha.
Michel! Michel!
Aluguei um quarto, bem perto daqui.
S� para n�s. Vamos l�!
Tenho que cuidar de algo primeiro.
-Por que agora? -Tenho que encontrar os camaradas.
Que tipo de camarada? Michel, voc� acabou de ser solto!
Claro. Estou livre, mas n�o os outros.
Est�o todos l� ainda.
Tenho muitas den�ncias a fazer aos jornais.
Para que o mundo inteiro saiba... � longe?
N�o. Conhe�o bem o lugar.
-Michel! -Sim?
Foi dif�cil?
Est� falando franc�s fluentemente n�o �?
Foi como voc� disse.
Quando vieram me pegar, pensei comigo mesmo:
Serei fuzilado!
E agora, estou aqui!
E o que Max est� fazendo?
Voc� quase n�o o reconhece.
Est� grande, agora. Ver� por si mesmo.
-Ainda o tem? -Sim.
Eu disse a mim mesma: se o manter, Michel voltar�.
E agora, veja: estou aqui!
Um verdadeiro milagre!
Michel. Michel!
Pensei em voc� sempre.
Quando penso nisso. Eu falei com voc�.
Eu fiz voc� rir, e voc� riu.
Finalmente, estamos juntos novamente.
Como conseguiu?
Quem mandou me soltar?
Quem?
Fui eu, Michel. Quem mais?
Michel!
Oficial! Que entre a pr�xima testemunha.
Madame Mopart!
Por favor, fale ao microfone, Madame.
Por favor, nome, idade, profiss�o e endere�o.
Charlotte Mopart, 77 anos, aposentada.
Moro em Paris, 18� distrito.
Conhecia o acusado antes dos fatos?
� parente dele de alguma forma?
-N�o. -Jura dizer a verdade e nada mais?
-Sim. -Levante a m�o direita e diga: juro!
Eu juro!
Madame Mopart, o que aconteceu com a senhora ap�s a morte dos Wieners?
A situa��o era extremamente dif�cil.
Para Max, era como se tivesse perdido os pais pela segunda vez.
Muitas vezes ele foi ao cemit�rio.
Ent�o, n�s convers�vamos.
Maurice e eu.
Ele decidiu lev�-lo para a casa de alguns amigos, na Su��a.
Era um grande amigo, o bom e velho Monsieur Bujart.
Isso tem que ser dito.
Madame, j� terminou?
S� um momento, por favor, caro presidente.
Eu gostaria que Madame Mopart nos contasse o que a fez
ocupar-se de novo com Michel e Wiener Elsa.
Quando voltei do acampamento, em 1945...
-Acampamento? -Sim, fui presa em 43.
Sabe, depois que voltei do acampamento
eu queria colocar flores no t�mulo.
Elsa era minha amiga.
Mas n�o encontrei a sepultura.
Os nazistas levaram seus corpos para uma fossa.
Eu queria fazer algo, para que n�o fossem simplesmente esquecidos.
Organizei uma vaquinha.
Para uma placa memorial no "Sans Souci".
Mas isso n�o agradou a todos.
Alem�s da Resist�ncia!
Isso era o que menos importava.
Foram os primeiros a desafiar Hitler.
Protesto! N�o tem nada a ver com o caso.
Eu gostaria de salientar que a testemunha, pessoa de bem,
foi contrabandista em Pigalle por 20 anos.
Isso n�o tem nada a ver!
-Posso ir agora? -Sim, senhora.
Normalmente, os canalhas morrem bem cuidados na cama.
Mas n�o desta vez.
Um canalha a menos. Vale a pena viver para ver.
Bravo, Max!
Lina, cinco anos, com condicional.
Pelos seus judeus, vagabunda.
Ele n�o vai entrar no para�so.
N�o pode ser verdade!
Vai me responder, ou n�o?
� claro, coincid�ncia ou n�o, eu me pare�o com Elsa.
Paris ainda � uma cidade maravilhosa.
Se eu fosse um membro do j�ri, n�o teria condicional.
Que tipo de pessoa ela era?
Quem?
-Elsa! -Era como voc�, uma chata.
Por que nunca falou dela?
Por que deveria?
Voc� teria perguntado as mesmas coisas.
Quando eu lhe conheci, n�o acreditei nos meus olhos.
Por favor! O julgamento acabou.
-Voc� est� quase careca. -Bem.
6 meses depois, Lina e Max Baumstein foram baleados em frente de casa.
Ningu�m admitiu a responsabilidade pelos assassinatos.
Os assassinos nunca foram identificados.
-Est� pagando? -Sim.
-46,80, por favor. -Fique com o troco.
Obrigado!
Monsieur, desculpe-me, por favor,
-� Max Baumstein? -Sim, por qu�?
Eu s� queria apertar sua m�o.
-Vamos! -Adeus e muito obrigado!
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo como um velho tolo. Eu sou louco de amor por voc�.
LEGENDAS: jmedeiros17
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