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Eles mataram o meu irmão, por isso matei um dos deles.
Anteriormente
Quando o assassino sacou da arma, tinha uma parte do pulso descoberta.
Tinha a pele negra.
Estamos interessados no homem que vive em Wapping Wall. O lutador.
Sr. Moscow.
Este é o Príncipe Albert Victor, o segundo na linha de sucessão ao trono.
Tem, então, uma oferta?
Tenho terrenos.
Uma plantação de açúcar na Jamaica. Num sítio chamado Morant Bay.
Se me levar à vitória, é sua.
Veio um trabalho de NI.
Há uma colega a caminho. É uma mulher muito inteligente.
Queres que eu fuja?
Se não o fizeres, haverá uma guerra.
Hezekiah Moscow. O dia do julgamento chegou.
Eu trato disto. Tu tratas das raparigas.
MIL GOLPES
Sugar Goodson?
A família Jeremy e os homens do Elephant and Castle
exigem que a besta vil e assassina nos seja entregue aqui e agora.
Ou queimo o Blue Coat Boy
e todas as almas nele presentes!
Credo!
Vou queimar tudo. Todos morrerão. Tragam-no cá para fora.
Manda-o sair.
Última oportunidade, Sugar.
Só falo contigo, Bull.
Mary.
Estou a ouvir a tua linda voz?
Devia saber que tinhas algo a ver com isto.
Pronto, Sugar. Podes entregá-la, também.
Levamos os dois e vamos embora.
A minha resposta é não!
Não se abdica de almas em território Goodson!
Que se lixe.
Sr. Jeremy!
Eu sou o homem que procura.
Hezekiah Moscow.
É bom poder ligar uma voz ao nome.
Só há uma forma honrada de acabar com isto.
Lutamos os dois.
Um contra um.
O que me diz?
Digo que temos acordo.
Eles matam-te.
Entra ali, vai buscar a Mary e arrasta a cabra para aqui.
Hezekiah Moscow.
O homem em carne e osso.
Então e a luta justa?
Ouvi falar muito de ti, rapaz.
Acho... Acho que isto ajuda a equilibrar as coisas, rapazes.
O que acham?
Isto torna-a justa.
Bate-lhe. Vá lá, Bull. Bate-lhe.
Vá lá!
O que fazemos agora, Mary?
Eu mandei matar o Indigo por nós.
Podem acobardar-se como cordeiros para o matadouro
ou podem apoiar-me e acabar com isto.
Parece que o selvagem venceu hoje.
Mas o dia ainda não acabou.
Anda cá.
Ali está ela.
Cabra assassina! Vamos!
Vá lá!
Merda. Eles estão a entrar.
- Então, como vai ser? - Vamos, meninas!
Seu...
Papá!
Ouve lá!
Rose!
Anda, Rose. Eu seguro-te.
Eu seguro-te. Vamos. Vamos.
Vamos.
Os vossos reis estão mortos.
Vocês são uma vergonha para os Elefantes.
Levem os vossos feridos de volta a casa com esta mensagem:
As Quarenta Elefantes ergueram-se.
Eu sou a rainha.
Agora, desapareçam!
Se vivemos, vivemos para o Senhor.
E se morremos,
morremos pelo Senhor.
Quando uma vida está em jogo,
pode ser difícil encontrar consolo.
Podemos obtê-lo
quando compreendemos a natureza de Deus.
Vá lá. Não precisamos do vosso Deus.
Ela é uma lutadora.
Vai sobreviver.
A Casa de Deus é também sua, Sr. Goodson.
Pois somos todos filhos d'Ele.
Ninguém te pediu que viesses, fantasma de merda.
- Compreendo que estejas zangado... - Desculpe, padre. Eu acompanho-o.
Estás a sangrar.
Não é nada.
Como está ela?
Sobreviverá.
Ainda tencionas voltar para a Jamaica?
Tenho uma coisa a reter-me aqui por mais algum tempo.
Que tipo de coisa?
Negócios.
Por falar em negócios, alguns dos teus quartos davam-me jeito.
Devias voltar ao Elephant and Castle.
Não me sinto em casa a sul do rio.
- Uma rainha sem palácio? - Um lutador sem ringue.
Um homem e uma mulher sem palavras gentis a dizer um ao outro.
Podes ficar com quartos no Green Dolphin.
Mas não quero problemas.
É tudo?
É tudo.
Mary.
Soube que os Jeremys atacaram Wapping Wall
e venceste.
Não graças a ti.
Não sabes do que falas.
Sabias que eles vinham e não me avisaste.
Tentei, mas não houve tempo.
Não me parece.
O que ganharia com a morte da minha filha?
A morte de quem nasceu de ti e te arruinou, não sei.
Não sei o que te passa pela cabeça.
Eu criei as Quarenta Elefantes,
mulheres miseráveis que arranjaram forma de sobreviver num mundo que nos odiava.
Tinha de garantir que sobrevivíamos, mesmo que isso te colocasse em perigo.
Tinhas de lhes mostrar que merecias a coroa que agora usas.
Porque dizes isso?
Porque tenho os dias contados.
Tenho um tumor na barriga.
Outra mentira para te protegeres.
Não.
Consegues senti-lo.
Um pouco.
É uma coisa estranha.
Muito estranha.
Mas consegui o que queria.
És rainha outra vez.
Mais forte do que nunca.
Morrerei feliz.
Vens sempre ter comigo a pedir algo que não posso dar.
Em vez disso, dei-te algo muito mais precioso.
Dei-te ferramentas para sobreviver.
Dei-te uma família.
Não vês?
O Manifesto Comunista
ANARQUISTAS, UNAM-SE
"Evite morder os lábios ou pôr a língua entre os dentes.
Podem ocorrer acidentes muito graves.
A boca deve ficar bem fechada..."
Boa tarde, Sr. Moscow.
Boa tarde.
Sua Alteza Real.
Sr. Moscow.
Não imagina o quão ansioso estava pela sessão de hoje.
Esteve a praticar boxe, Sr. Moscow?
Pode dizer-se que sim.
Um combate não autorizado.
Certo. Bem,
não vou perguntar mais.
Hoje não vamos praticar boxe.
Vamos conversar.
Está bem.
E... de que vamos falar?
Do homem que vai enfrentar
e da pergunta fundamental.
Porque quer lutar, Sua Alteza Real?
É uma vingança.
Quero redenção.
Um rancor mesquinho?
Não.
Pode não compreender.
Mas como membro da realeza inglesa, tenho um código de honra antigo.
Então, conte-me.
Fui cadete da Marinha durante três anos.
Seria de pensar que alguém com a minha posição estaria protegido
da cultura bruta da messe, certo?
Mas estaria enganado.
Havia um rapaz mais velho.
Ele tornou a minha vida num pesadelo.
Mas agora sou um homem.
E, um dia, serei rei.
E, quando finalmente o derrotar,
serei digno.
Há muitos treinadores no Clube de Boxe do Oeste de Londres
mais adequados para este tipo de luta.
Não, o senhor é diferente.
Não estava a falar do seu tom de pele. Referia-me ao seu estilo.
Os resultados são evidentemente diferentes.
Não estou a perceber.
Quero o melhor treinador.
Quero alguém com esse toque mortífero.
O quê?
O boxe
é uma arte e uma ciência.
O seu objetivo não é o de matar o outro homem.
E espero ter sido claro.
Sim.
E se quer falar sobre matar,
procure mais perto.
Olhe em seu redor e lembre-se de onde veio tudo isto.
Ouça. Estou mais do que ciente
do sangue que foi derramado por parte da minha família.
Mas o que posso fazer em relação a isso é outra questão.
Uma coisa que posso fazer, Sr. Moscow, é pô-lo a treinar-me.
Assim, ganharei de certeza.
E, depois, receberá a sua recompensa.
Espere. Hezekiah!
Hezekiah.
Hezekiah!
Sei que o acordo é injusto, mas encorajo-o a continuar.
E deixar um membro da realeza tentar-me com terras roubadas?
- Não... - Acha-me selvagem...
- Não. - ... e quer aprender.
Quanto mais quer que me curve, Sra. Victoria?
Quanto?
A minha família e eu somos os beneficiários da bondade da rainha.
Porém, ela reclama a minha pátria como sua.
E apesar de ver a hipocrisia...
... também compreendo a minha posição.
Diz-me que, apesar de tudo o que está mal na minha vida, é melhor eu ficar.
Ou talvez tenha mentido a si própria este tempo todo.
Imagino que a sua memória da luta com o Buster Williams esteja corrompida.
Na minha opinião, vi alguém que dominava totalmente a sua arte.
Graça, classe, elegância
e a mais profunda dignidade face a uma multidão hostil,
a um país hostil.
Espero que saiba que este acordo nunca se tratou apenas de terra e boxe.
Espero que o saiba.
Pode dizer a Sua Alteza Real que continuarei a treiná-lo.
Mas não aqui.
Ele pode vir a Wapping,
se se atrever.
Quero quebrar-lhe as ilusões.
Quero que veja homens a lutar, não por honra,
mas pela refeição seguinte.
Só então compreenderá.
A Jane está doente.
Está a morrer.
Ia acontecer um dia.
Ela merece o seu destino.
Deixa que Deus seja o juiz.
Agradece o que a tua mãe te deixou.
"Mãe."
Uma mulher que gosta mais de pássaros de rua do que de mim.
Ela mandou-me para um asilo porque viu os olhos do meu pai em mim.
Vens comigo para Wapping Wall
ou vais ficar aqui o dia todo a bisbilhotar as minhas emoções?
Temos muito que celebrar.
Não posso ir contigo.
Sou rainha outra vez e preciso da minha Eliza.
Mary.
Ser-te-ei sempre leal.
Mas as mulheres da fábrica precisam de mim.
Prefere-las às tuas Elefantes?
Somos todas iguais.
Se vires bem, qual é a diferença?
Não me odeies.
Nunca poderia odiar-te.
Vá lá.
Tens de ser forte.
Encontra a Verity.
Vais precisar dela.
E vai correr tudo bem,
Rainha Mary.
Bom dia, senhor.
É ele?
É o Charles Duval?
É.
Haja algo de bom a sair de uma batalha de rua.
E a dinamite?
Ainda não a encontrámos.
Há anarquistas e criminosos à solta.
Esta cidade...
Está à beira do caos.
Iniciámos rusgas a todos os estabelecimentos comerciais
nas Docas de Wapping.
Estamos a deter pessoas para interrogar a toda a hora.
E prendemos o homem que suspeitamos ter trazido o Duval.
Um veterano chamado Jack Mac.
Se ele souber algo sobre a dinamite, vamos arrancar-lho.
Foi entre quem?
- O quê? - A batalha de rua.
Eram homens do Elephant and Castle
e os Goodson viram-se envolvidos.
Diz-se que a Mary Carr está por trás de tudo.
Tens a certeza?
Uma testemunha ouviu-a declarar-se rainha novamente,
não só das suas mulheres, mas de todos os Elefantes.
Temos um esconderijo de dinamite
e uma Jezebel à solta,
a declarar-se rainha na cidade onde Sua Majestade vive e governa.
Se fosse a ti, encontrava a dinamite, antes que a Mary Carr o faça.
IMPORTAÇÕES ALBION
Gostaria de importar uma tonelada de boa sorte.
Aproveita e serve-te de alguma.
Mary.
Pelo menos lembra-se do meu nome.
Não podes ficar muito tempo. Estou muito ocupada.
O presidente vem cá hoje.
Não te vou tomar muito tempo.
Não planeias roubar isto, certo?
Só vim ver como se está a dar a minha Verity na vida.
Que tipo de emprego é este, afinal?
Correspondência, sobretudo.
O presidente recebe carregamentos americanos em Liverpool.
É uma vida honesta.
Uma vida normal.
Aqui ninguém te quer matar, o que muda tudo.
Ganho um salário de 20 libras por ano,
deixei de beber, os meus filhos estão bem
e é um trabalho satisfatório.
Visto daqui, parece monótono como tudo
e solitário.
Estou a portar-me bem, é o que importa.
Verity Ross, arranjaste trabalho numa das empresas mais sujas
desta Terra de Deus e não és nenhuma santa.
Vá lá, qual é a tua ideia?
Registas um carregamento, fazes magia e algo cai da parte de trás de um navio.
Por amor de Deus.
As Quarenta Elefantes estão de volta.
Um trompete soou pelos telhados.
Disse: "Precisamos da nossa Verity Ross para o maior dos trabalhos!
Precisamos da nossa falsificadora."
Fui a última pessoa que vieste procurar?
Não ia ter contigo se não tivesse todas. É a mais pura das verdades.
Podes encontrar-me no Green Dolphin.
Estás com bom aspeto.
A Mary veio visitar-nos.
É muito arriscado Não venhas
Tony Chen Waterloo, Liverpool.
De volta ao local dos seus crimes, Mary Carr?
Soube que houve uma guerra civil entre Elefantes
e que a senhora é a vencedora.
Parabéns.
Obrigada.
E dou-lhe os meus pêsames.
Parece que ainda está preso no depravado Lado Este,
quando preferia estar a fazer vénias na corte de Sua Majestade.
Está sempre a planear algo. O que se segue?
Vou para o campo com seis dogues alemães.
Acho que sei por que o irrito.
Elucide-me, por favor.
Provei que a velha mentira está errada.
Que as pessoas comuns são burras e devem saber o seu lugar.
Claro que, a certa altura da sua vida, apercebeu-se de que era uma mentira,
mas passou a vida a protegê-la,
por isso, só lhe resta esconder a verdade.
Mary.
Pode não ter moral, nem classe,
mas tem instinto de sobrevivência.
Neste momento, para sobreviver, precisa de sair de Londres.
É esse o seu futuro.
Isto é apenas uma cortesia que lhe faço.
Obrigada pela sua preocupação.
Fiz coisas terríveis para proteger este país.
E voltaria a fazê-las.
Sem hesitar.
Só vejo um soldado raso.
Um homem condenado a vaguear pelos becos sem saída de Wapping,
para toda a eternidade.
É uma coisa bíblica.
Agora, se me dá licença, tenho de ir a um jantar.
BELAS CAMAS
- Bem... Sim. - É o primeiro palpite?
- Não fales de mim. Eu não estava... - Eu não ia...
- Não ia dizer... - ... nada de mal.
Caramba! Olha quem é ela!
Verity!
Senta-te.
Eu sirvo-te um copo.
Não, obrigada.
Ela endireitou-se mesmo, não foi?
Com o álcool, ando na linha.
Profissionalmente, o que acham?
Que bela visão.
Comove-me vê-la.
Tivemos as nossas desavenças, passámos agruras,
mas ainda aqui estamos.
Gostaria de propor um brinde.
Verity Ross, senhoras e senhores.
De regresso à sala.
Peço desculpa pela interrupção.
Não esperava tanta gente.
Senhoras, esta é a Sophie Lyons, uma amiga de Nova Iorque.
Arranjem espaço.
Não preciso de carteiristas.
- Quem pensa ela que é? - Que audácia.
O meu pai devia ter-te dito que não trabalho sozinha.
Eu e estas mulheres somos uma só.
Se queres pagar às tuas amigas
da tua parte, é contigo.
Mas o plano mantém-se.
Alguém tem lume?
Não.
Eu tenho.
Como te chamas?
Alice.
Alice.
Talvez seja boa altura para explicar o porquê da tua vinda aqui.
Há um homem do petróleo a morrer em Nova Iorque.
Rico.
Não tem apenas posses, é mais rico do que a realeza.
Vai terminar os dias numa mansão vazia de mármore branco,
na Quinta Avenida.
Existe um quadro e ele vai tê-lo, custe o que custar.
As senhoras ajudar-me-ão a obter a obra e serão recompensadas.
É bom que seja um quadro especial.
Há três séculos que não é visto.
Estou a falar da obra mais cobiçada da alta sociedade de Nova Iorque.
Marta e Maria Madalena, de Caravaggio.
Pode ser?
Até recentemente, ninguém sabia onde estava.
Mas depois veio um rumor, que se transformou em sussurro
e se tornou num nome.
Um inglês chamado Graften.
Sei de fonte segura que é ele que tem o Caravaggio.
Já entraste em contacto com o amigo dele?
Na verdade, tenho posado para o Sir Frederick Leighton.
Ele está a pintar-me.
Dei uma palavrinha por ti.
Ele adoraria ver as tuas capacidades na sua festa,
onde o Graften estará presente.
E que capacidades são essas?
Talvez te possa fazer uma demonstração.
Este é o meu Pacificador.
Trago-o para proteção pessoal.
Isto é um cartucho Colt .45.
Uma de vós atirará sobre mim.
- O quê? - Não pode ser.
Alice.
Vou pedir-te um favor importante.
Preciso que me dês um tiro no coração. Mata-me.
Vais fazê-lo quando contar até três.
Um, dois, três.
A bala está agora na câmara.
Bravo, a Alice finalmente tem algo de especial.
Sim, as balas estão vazias.
Raios partam.
És hipnotista.
As pessoas anseiam a inclusão.
É como se visse buracos nas cabeças deles.
Por isso, enfio-me neles.
Uma vez lá dentro, tenho o poder.
Vai descer agora.
DISPENSÁRIO DE WAPPING
Tenciona pagar imposto sobre esse tabaco?
O que disse?
Perguntei se pretende ser um bom cidadão
e pagar o que é devido pela sua mercadoria roubada?
E quem raio é você?
Um leal servo de Sua Majestade, a rainha.
Só lhe tomo um minuto.
TABACO DE QUALIDADE
O corpo de uma mulher foi encontrado perto daqui.
Uma prostituta que se afogou nas docas de Londres, há uns dias.
Um homem violento veio identificá-la.
Chorou.
Por culpa, presumo.
Pode ler o nome dele aqui.
As minhas desculpas.
Não sabe ler, pois não?
O nome aqui escrito é Edward Goodson.
Há quem diga que o Edward mudou.
Testemunhas afirmam que ele esteve com ela na margem,
a discutir em voz alta na noite em que ela desapareceu.
O meu irmão...
... é um bom homem.
É dono de um bar e pai.
Ninguém nesta cidade acreditará em si.
Ele será enforcado, Sugar.
A menos que o senhor colabore.
Só quero que observe a Mary Carr,
aonde vai, com quem fala e me conte o que vê.
Chegará a altura em que ela será julgada, sentenciada,
presa em Holloway e aí serei eu a garantir que lá ficará até ao fim dos seus dias.
Está louco.
Então, vou andando.
Dê os meus cumprimentos ao seu irmão.
Mamã!
Minhas filhas, bons olhos vos vejam.
Cresceram tanto.
Marianne.
Vá lá, vamos.
Agora estou aqui.
Agora estou aqui, minha querida bebé.
Mamã.
Está tudo bem, não te preocupes.
Vai correr tudo bem.
Estou aqui.
De que serves, se nem proteges os teus filhos?
Marianne, desiludi-te. Eu sei. Desculpa, Marianne, por favor...
A única diferença entre ti e o Sugar é que tinhas uma família.
Devias tê-la protegido.
Marianne, por favor. Ouve-me.
Vou deixar-te e levo-os comigo.
- Pensa bem, Marianne. - Não te metas.
- Marianne, por favor... - Sarah!
- Por favor, não. - Sarah!
- Não! Por favor. - Sarah, faz as malas, sim?
Vamos para Dublin, está bem? Linda menina.
Ajuda a tua irmã, Thomas. Vais levar a Rosie quando estivermos prontos.
Não me vou embora.
Vens comigo e com as tuas irmãs e acabou-se, percebes?
Mas não quero. Quero ficar aqui e ajudar o pai. Ele precisa de nós.
Thomas, és um bom rapaz, com um grande coração e uma boa cabeça.
Estou a dizer-te, se ficares aqui, é só uma questão de tempo,
vais acabar morto naquelas pedras,
ou pior, vais definhar como ele ou o Sugar.
Não o permitirei, Thomas.
Não me vou embora, mãe.
Rapaz estúpido. És mesmo um Goodson.
O que pensas que estás a fazer?
Estás a magoar-me.
Treacle, podes ser muita coisa, mas violento com mulheres não és.
Pai.
Estou perdido.
- Estou perdido. - Ouve.
Não te vou desiludir.
Vá lá.
Vamos.
Vamos. Tirem-no dali.
Que perda de tempo.
Sem deuses.
Sem mestres.
Tradução: Miguel Afonso
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