All language subtitles for The.Dead.Will.Tell.DVDRip.Xvid.2005.ThunderX

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Original subtitles

QUANDO OS MORTOS FALAM

Mantenha distância.

Vamos. Do que tem tanto medo?

Pare de correr!

É uma custódia revogável...

corrige com um escrivão.

Que mais?

Certo, entro no tribunal às 9hs...

diga que eu telefono...

- Número 10! - Perto das 13hs.

10?

Número 11.

- 11. - Aqui.

11 são dois "1".

- Assim? - Ligo pra você depois.

Ótimo, 2 dígitos é algo novo pra mim.

Desculpe, fui grossa.

Não foi. Falou demais, mas falou bem.

Podia ser grossa também.

- 12! - Aqui!

Perdemos nossa vez.

Escritório de advocacia, posso ajudar?

Como está nosso juiz favorito?

Medicado, mas boa decisão. 25% do west bank.

Muito bem.

Perdeu o marido. Pelo menos tem algo.

Estarei lá em cima.

- O que é isso? - Uma fotografia.

Um dos sócios comprou e pendurou.

- Quem? - Ele.

Esqueci o recibo. Obrigado.

Isso é seu?

Até eu trocar o cheque.

- Tirou essa foto? - Sim.

É mesmo?

É difícil acreditar em mim?

- Sou o Billy. - Desculpe, é que...

é poderosa. Não sei por quê.

Sabe, sim.

Não sei o nome. Terei que chamá-la de "11".

- Que graça. - Vamos jantar?

- Quando? - Hoje. No Oliver's, às 8hs.

- Preciso ver minha agenda. - Eu espero.

Pode ser, 8hs. E o nome é Emily.

Tenho um encontro hoje?

Nos queriam fora de lá em uma hora.

- Há quanto tempo foi? - Umas 5 hs.

Deus, com certeza isso está na lista.

Que lista?

Fiz uma lista aos 17 anos...

do que procurar numa garota.

Jantares as 5hs constava lá.

Alguém com quem conversar a noite toda.

Que mais?

Chegamos.

É muito...

eu notei.

Quer algo?

Como água, ou suco?

- Âgua. - Certo.

Por que não bebe?

Por não ter escolha ou por ter?

Eu tenho, é...

que tenho pequenos problemas de controle.

É sério?

Sério.

- Eu não faço isso. - Faz o quê?

Recebeu um fax.

Como foi o jantar?

Eu sabia!

Como sabia? Nem eu sabia!

Porque eu sou eu, e não você.

É ridículo.

Nem aconteceu nada antes.

Sou uma vagabunda!

Conheço vagabundas e você não é.

Transei no primeiro encontro.

Em que década vive?

- Sempre fazem isso. - Eu não.

Nunca fiz.

Deve ter uma razão dessa vez.

Pra onde você foi?

Muito lindo.

Âs vezes acontece.

Âs vezes acontece.

No restaurante. Ligo depois.

Querem minha exposição!

- Está brincando? - Acredita?

Que incrível!

Uma garrafa da melhor água com gás!

Estou tão orgulhosa de você!

Posso falar uma coisa?

É o melhor mês da minha vida.

Ando com um sorriso bobo.

Estão pensando que sou louco.

Eu amo você.

- Meu deus, eu falei isso? - Acho que sim.

- Eu não falo isso. - É.

Não faço isso.

Bem, eu nunca fiz isso, então...

o que está fazendo?

Estava tentando te dizer.

- Eu também amo você. - Está brincando, não é?

Não, na verdade, não.

Meu Deus, é tão lindo!

É antigo. Tem algo escrito.

- Não entendo o que é, mas... - p, r, a, s...

também não entendo.

Eu sei que foi rápido, mas...

- nunca me senti assim antes. - Isso é loucura.

Nos conhecemos há um mês.

- É muita loucura. - É, eu sei.

- É mesmo, não é? - Talvez.

Experimente.

Experimente.

Por que está...

está um pouco pequeno.

Ficou perfeito.

Você é perfeito.

Isso significa que o quer?

Pode me ajudar?

- Salsichas boas! - Leve-as pra lá.

Liz, já viu o anel da minha noiva?

Ele gosta de dizer "noiva". Gosta do som.

Só faz um dia. Deixe-me aproveitar.

O que é, 6 quilates?

Não é tão pequeno!

É lindo, onde o encontrou?

Eu procurava uma câmera...

e devo ter escrito o endereço errado...

pois caí numa loja de antiguidades.

Vi o anel, e não consegui sair sem comprá-io.

Um noivado por consumismo compulsivo.

Vou cuidar dos convidados...

e deixá-las falar de mim.

Certo.

- Ele é demais. - Pois é.

Qual é o problema?

- O conheço há um mês. - Qual é?

Tive 2 maridos.

Os 2 me enrolaram um tempão...

e tive 2 divórcios muito feios.

Lucrativos, mas feios.

É coisa boa. Dá pra sentir.

Lá vem sua pequena assistente.

Jenny!

Desculpe o atraso. Aula de Ioga.

Desde quando faz churrascos?

Não faço. Meu futuro marido faz.

- O quê? - O futuro marido dela.

Está bem?

Sim, estou bem. É lindo!

Parabéns, serão muito felizes.

Quero uma bebida. Querem?

Não.

- O que foi aquilo? - Não sei.

Como faz?

É intuição. Aponte a câmera...

isso, tem que olhar pela lente.

E tire foto da 1a. Coisa que chamar sua atenção.

- Posso tirar de você? - Não.

Mas eu disse "não".

Olhe aquilo.

Com essa luz... é disso que falo.

Isso que se deve fotografar.

Aonde vai?

Nossa, que lindo!

- E o tribunal? - Foi divertido.

E de resto? Como vai o homem?

Tão bem, não dá pra explicar.

Que bom, nem quero ouvir.

Por que odeia meu anel?

O quê?

Não o odeio.

Ficou olhando a semana toda.

É um anel lindo.

Jenny.

Não é nada.

Sinto uma vibração esquisita vindo dele.

Só isso.

Quem está aqui?

Com licença?

Pó. Muito fino.

Vou sair do foguete.

- um passo... - o que foi?

O rádio.

- Quem ligou? - Não sei.

Pode descobrir. Vou correr.

Por que estamos em pânico?

- Os pais dele irão! - E daí?

E daí que ele diz que são muito conservadores.

O que acha? Conservador o suficiente?

Folhas? Não muito.

- Isso está bom? - Terá comida lá.

Nunca os vi. Devem estar receosos pelo filho...

casar com quem conheceu há 5 semanas. Eu estaria.

Não devem ser tão horríveis.

O bastante pra serem escondidos por um mês.

Não podem ser perfeitos como seus pais.

- Morro de saudades. - Eu sei.

Queria tê-ios aqui.

O que disse pro Billy?

Que morreram num acidente quando eu tinha 18 anos.

Pulei a parte sobre meu período na clínica.

Devo contar?

Hoje não.

Conte depois. Ele pode surpreendê-la.

Emily?

Está linda. Eles vão te amar.

Coisa boa mesmo. Me dá vontade de dobrar meu prozac.

Acho que esse é o objetivo.

Trabalho numa farmácia.

Liz é uma boa pessoa, quase não critica arte.

- Está sendo protetora. - Bom trabalho.

- Obrigado. - Parabéns.

- Obrigado por virem. - Por nada.

Cabeça levantada. Lá vêm eles.

É minha vez de sair.

- Mais champanhe? - Obrigada.

Mais uma olhada.

- Como estou? - Está brincando? Maravilhosa!

Olá, velhos.

Billy, não somos velhos.

Mãe, pai, esta é a Emily.

Sr. E sra. Hytner, que prazer conhecê-los.

Por Deus, Beth e John.

Billy nos manteve longe até hoje.

- Prazer, Emily. - Bem-vinda à família.

Parece decente.

- Isso é potável? - Não.

Vamos ver.

Vamos dar uma olhada.

O Billy sempre teve talento. Muito.

Eu também, ele falou?

É preciso mais do que talento nesse mundo.

John é o artista reprimido. Se tivesse continuado...

Billy pegaria o dom dele e o enterraria numa caixa.

- Não seja ridícula. - Não é ridículo, John.

- Perdoe-a. - Perdeu tempo nos negócios...

- querida, me dê seu copo. - John.

Está se constrangendo.

Não. Estou constrangendo você.

Chega disso, por favor?

Obrigado.

Viram o anel da minha noiva?

Minha nossa, é encantador! John?

O quê?

Muito adorável.

Vou pra casa. Deixar vocês artistas sozinhos.

Leva sua mãe pra casa?

- Claro. - Ótimo.

- Foi um prazer conhecê-la. - Para mim, também.

Vou me refrescar.

Bem-vinda ao meu mundo.

- Sinto muito. - Tudo bem.

- A deixamos em casa e... - não, cuide dela.

Peço carona pra Liz.

Só me acorde quando entrar.

A superficie parece ser...

de grãos muito finos quando se vê de perto.

É quase como pó.

Um pequeno passo pro homem.

Quem é você?

Quem é você?

Tem alguma ex-namorada?

- Alguém bravo? - Bravo com o quê?

- Comigo, e vai pra sua casa? - Então?

Tenho ex-namoradas, e viu as duas.

Ela estava lá na janela olhando pra mim!

Juro que a vi 2 vezes na rua.

Se havia alguém na sua janela, chame a polícia.

- Não quero. - Por quê? Não é nada.

Sempre chamam a polícia.

Se estão seguindo você, deve avisá-la.

Não quero.

Não quero mais falar nisso.

- Podemos ir dormir? - Claro, como quiser.

Cadê seu anel?

Deus!

Não sei, estava comigo quando entrei.

Enroscou na blusa, mas estava...

tudo bem, achamos amanhã.

Vamos achar.

Pare com isso.

Dá pra parar... olhe pra mim!

Está tudo bem. Foi um dia difícil pra nós dois.

Não deveria ter apresentado meus pais.

Não sei o que há comigo.

Está tudo bem. Vamos pra cama.

Eu amo você.

Eu amo você.

Emily.

Desculpe.

- Não batem na porta. - Ela estava aberta.

Tudo bem.

A cliente das 10hs está aqui.

Tudo bem? A cliente está aqui.

Faça um favor? Remarque-a.

É sobre marcar hora?

Como sabia que segui você?

Parece que vejo as coisas.

Seu reflexo.

Você está bem?

- Não. - O que há de errado?

Ando vendo coisas.

- O que vê? - Coisas que não existem.

Fico vendo uma mulher.

Quando começou a vê-la?

Logo depois que fiquei noiva.

Tem gente que vê o que outros não vêem.

Isso é loucura, espero que perceba isso.

Não é tanta loucura.

Emily, onde o Billy comprou este anel?

Antiquário Beech & Filho

Posso ajudá-la?

- Oi, parecia que estava fechada. - Não, é só um pouco escura.

Procura algo em especial?

Na verdade, achei algo.

- Desculpe pelo frio daqui. - Estou bem. Estava pensando...

Meu noivo comprou este anel há algumas semanas.

Claro.

Pode dizer algo sobre ele?

Arquivei a papelada na semana passada.

Não tenho certeza.

Tem algo escrito. Não consigo entender, mas...

Que estranho. Tem outra letra nele agora.

Bens preciosos têm uma história.

Carregam um pedaço da alma do dono.

Principalmente anéis.

Aqui está. Marie Salinger.

Comprou o anel...

Num leilão há mais de 35 anos?

Sim. Acho que esperava pelo comprador certo.

O que houve com o 1o. Dono?

Ninguém sabe. Ela desapareceu.

A pesquisa sobre Salinger.

Obrigada. Terá um bônus enorme por isso.

Mesmo deixando a mãe do Billy esperá-la?

- O quê? - Quer almoçar com você.

- Beth, oi! Como está? - Olá, Emily.

- Meu Deus, é trabalho demais. - Está tudo bem?

Tudo ótimo. Queria levá-la pra almoçar.

É tão gentil.

Aqueles eventos não servem pra conhecer alguém.

Soube mais lendo suas paredes do que pelo meu filho.

Algo de bom?

Formada na Yale, Direito na Stanford. É impressionante.

- Estes são seus pais? - Sim.

Moram perto?

Eles morreram quando eu tinha 18 anos.

Eu sinto muito.

O John e eu podemos ser como pais pra você.

Obrigada.

Sempre quis uma filha e...

Tudo o que sempre quis era uma família...

Eu adoraria almoçar com você, mas preciso...

Me preparar pra minha próxima reunião.

Se importa se adiarmos?

Não, não... claro, me desculpe.

Só queria conhecer minha futura nora melhor.

- Sim, conhecerá. - Uma outra vez.

- Vejo que achou seu anel. - O quê?

Billy disse que tinha perdido.

- Não perdi meu anel. - Tudo bem...

Às vezes os problemas se resolvem sozinhos, não?

Acho que sim.

Detetive Ed Landry

Ei, qual é?

- Com licença. - Pois não?

Um detetive Ed Landry estava aqui há uns anos...

Ainda está.

Posso falar com ele?

Um segundo.

- Marie Salinger. - Lembra de algo do caso?

- Algo fora dos jornais? - Por que quer saber?

Eu sou a advogada de bens.

Um familiar pediu pra investigar o desaparecimento.

Ele é um pouco excêntrico.

Acha que algumas partes dos bens...

acha que tem algo estranho.

Estranho?

Srta. Parkes, acho que se uma mulher foi assassinada...

Há algo de estranho mesmo.

- Foi assassinada? - Tecnicamente, desapareceu.

Só achamos o seu dedo e seu anel de noivado.

Entendo.

Já ajuda.

- Obrigada por seu tempo. - De nada.

- Está bem, srta.? - Estou.

Acho que esqueceu isso.

Onde conseguiu o anel?

Com a família.

Entre, e sente-se. Esse calor acaba com a gente.

Verei se posso descobrir mais sobre Salinger.

Ela estudava no Loyola. Vamos ver aqui.

Acharam seu dedo na Colônia de Arte Avalon.

Deve ter sido jogado de um carro andando.

O corpo pode estar em qualquer lugar.

- Algum suspeito? - Foi Paul Hamlin.

- Quem? - O noivo dela.

Que deu o anel. Foi o último visto com ela.

A família não gostava dele.

Ela deve ter tentado terminar.

Ele tinha um motivo e nenhum álibi.

Houve um julgamento?

Pro júri, haviam provas insuficientes.

Sem corpo, não há assassinato. Saiu livre.

- Onde está agora? - Entocado por aí.

E aconselho a não procurá-lo.

Encontraram seu dedo no mato

Bens preciosos têm história.

Sem corpo, não há assassinato

Ela desapareceu. Foi Paul Hamlin.

Tem gente que vê coisas que outros não vêem.

Não sei o que há comigo.

Deus!

Desculpe. Você está bem?

- Sim. - Desculpe.

O que é isso?

Não sei como contar, sem parecer louca.

Vê essa pessoa?

É Marie Salinger.

Foi assassinada em 1969.

Mas nunca acharam seu corpo.

A polícia acha que foi seu noivo.

É?

O anel que você me deu era dela.

Como sabe?

- Eu descobri. - Jesus!

Que pena, vou levar de volta.

Isso não é o pior.

Acho que ela está tentando se comunicar comigo.

Eu sei.

Quando eu tinha 18 anos, tive uma crise.

E bem séria.

Como assim?

Internaram-me numa clínica psiquiátrica.

- Por que não me contou? - Não sabia como.

Não queria que nada mudasse entre nós.

Depois que meus pais morreram, comecei a ver coisas.

Ou a sentir.

Ouvia a minha mãe no outro quarto.

Ou via um livro aberto.

Meu pai amava um livro e eu o via aberto na cadeira.

Não sabia o que era real.

Até disseram que eu estava louca.

Era estresse pós-traumático.

O que fazia sentido, eu acho...

Era mais fácil do que entender o que estava acontecendo.

Então, eu...

Tomei remédios pra enterrar essas sensações.

Agora elas estão voltando.

Não sei o que dizer.

Não quero que diga nada. Estou desesperada por estar...

Não acho que estou louca.

Ela está aqui, aqui, aqui, aqui...

Está aqui...

Ela está bem ali.

Eu quero entender isso. De verdade, mas...

Não posso devolvê-lo? Não ligo pro anel, ou pro passado.

O que importa somos nós.

Vamos tirar isso de nossas vidas.

Eu o devolvo.

Você está certo.

Não quero que nada atrapalhe nossa vida.

- Tem certeza? - Sim, devolverei amanhã.

- Oi. - Oi.

Posso ajudá-la?

- O sr. Beech está? - Sou eu.

Deve ser seu pai.

Meu pai está morto.

Meu deus!

Sinto muito. Eu o vi na semana passada.

- Quando? - Na semana passada.

Ele está morto, há mais de 8 anos.

Sinto muito.

O que quer?

Diga o que quer!

Cancele meu cliente. Preciso ir a um lugar.

Olá!

Com licença!

Com licença?

Sr. Hamlin, desculpe incomodá-io, mas poderia me ajudar?

- Sr. Hamlin, sou Emily Parks. - Sim?

Estou aqui por causa de Marie Salinger.

- É repórter? - Não.

O que tem ela?

Ela quer que eu fale com você.

Quero que vá embora agora. Marie está morta.

- Saia da minha casa! - Estou com o anel dela.

Meu noivo o comprou.

Não sei quem é ou o que acha saber...

Eu a vi. Ela me trouxe aqui.

Saia daqui!

- Saia! - Está bem!

Quer falar com Marie? Quer falar com ela?

Marie está morta!

Morta! Morta!

Certo, encontrei isso.

Chama "Entidades ligadas à terra".

"Deixar a terra pode ser difícil...

principalmente, após uma morte traumática."

- Inclui assassinato. - Do que está falando?

Do que estamos falando?

Certo, o espírito dela está preso à terra.

Não consegue ir antes de achar uma solução.

- Precisa de ajuda. - Por que eu?

Por que o Billy entrou na loja?

Parece que ela tramou tudo.

Escute, isso é real.

Você deve ter uma ligação com ela. Leia isso.

"Âs vezes, há algo entre o espírito e os vivos...

Além da posse física do objeto desejado."

- Ela me levou a uma casa. - Casa de quem?

- Do noivo dela. - Que a matou?

Talvez queira que faça algo com ele.

Talvez isso envolva você e o seu noivo.

Algum tipo de aviso sobre Billy?

Não sei, não sei mesmo.

Ela está tentando lhe falar algo.

É, com certeza.

O que vai fazer?

Esperar ela me dizer.

Oi, amor.

Tudo bem?

- Não estou louca. - Nunca disse isso.

- Está acontecendo mesmo, Billy. - O quê?

Do que está falando?

- Ainda está com isso? - Fui à casa do noivo.

- O quê? - Ela me levou lá.

Tentava me contar algo. Acho que quer minha ajuda.

O que está fazendo?

Tentando descobrir por que ela morreu.

Por que faz isso conosco?

Acha que quero isso? Que escolhi isso? Não escolhi.

Decidimos que você devolveria o anel.

- Espere... - Pra continuarmos nossas vidas...

- Foi o que conversamos. - Espere.

Não terá um "nós" até eu resolver isso.

Não vou desistir. Não posso.

Deus!

- Eu amo você. - Eu sei.

- Devolva o anel. - Não posso.

Eu tentei. Ela não deixou.

Já ignorei essas sensações, não farei de novo.

Tenho que ir.

- Não! - Não, pare, por favor.

- Me solte! - Não grite.

Me solte!

- Se não gritar. - Me solte.

- Só quero entender uma coisa. - Me solte!

A viu mesmo?

Vi.

Acham que a matei.

- Eu a amava, não a matei. - Quem foi?

Não sei.

Vou descobrir o que aconteceu com Marie.

Tome cuidado.

- Bom dia. - Mãe?

Quando vai cortar essa grama?

- O que está fazendo aqui? - Isso é café?

Queria um café. Obrigada.

- Que diabos é isso? - Ah, isso!

Um presente de casamento. Metade.

Ganhará a outra depois do casamento.

Está me dando o "Steinway"?

Talvez tenham uns pequenos prodígios.

Pra que ficar intocado na minha sala?

- Qual é o problema? - Só estou cansado.

Obrigado, foi muito generosa.

Como vão as coisas com Emily?

Sou sua mãe, mas posso tentar ser imparcial.

O anel que dei pra ela...

Tem uma história. A ex-dona dele...

Foi assassinada.

Que sentimentalismo.

O nome dela era Marie... Salinger.

E a Emily acha...

que está recebendo mensagens dela.

Está obssecada em resolver a morte da mulher.

Lê todos os artigos, faz pesquisas...

Até fala com a polícia envolvida no caso.

- Que mais? - Não sei!

Não sei.

Billy, eu gosto muito da Emily. Seu pai também, mas...

- lá vamos nós. - Vocês devem...

Se conhecer melhor.

Pare, por favor.

É melhor conhecê-la bem agora...

- antes de se enrolar. - Casamento é isso? Um rolo?

Pode ser se não sabe no que está se metendo.

Aqui é o Billy. Deixe um recado.

Retorno logo

oi, sou eu.

Estou ligando pra ver como está.

Nos falamos depois. Tchau.

Vendas no sábado, grandes descontos.

Cupons de desconto de 10 dólares...

de uma compra de 50 ou mais.

Meu deus!

Vamos!

Gosta do seu mecânico?

- Ou melhor, ele gosta de você? - Por quê?

Não tem fluído hidráulico, e cortaram o freio.

- Não acredito! - Mexeram no sistema elétrico.

- Avisei sobre o Hamlin. - Ele a atacou ontem.

- Não atacou. - E não denunciou?

Estava chateado, veio conversar.

Quando ficou assim, matou uma mulher.

Vamos.

- Emily! - Estou bem.

Peguei sua mensagem. Vim correndo.

Estou bem, de verdade. Só estou testando você.

- Obrigado por cuidar dela. - E pra ser a madrinha.

- Pode ir, o cargo é seu. - Eu escolho o vestido.

Está bem mesmo?

Vou lavar o rosto. Já volto.

Então, saímos daqui.

Pare!

Saia de cima de mim!

Me solte!

Pare!

Pare com isso!

- O que fazem aqui? - Viemos ver nossa advogada.

- Billy precisa de uma. - Como? Cadê ele?

Sendo entrevistado por um detetive.

Com licença.

Não acho você má pessoa. Não quero seu mal.

Mas meu filho está apaixonado e você o está fazendo infeliz.

Essa não é minha intenção.

Podemos acabar longe de nossas intenções.

Ele não está pronto pra cuidar de você.

Cuidar de mim?

O Billy me disse o que está acontecendo...

Não sou psiquiatra, mas é óbvio...

Que está perturbada.

Não vou ter essa conversa com você, Beth.

Tente ficar lúcida até me entender.

Não deixarei a vida do meu filho virar um inferno...

- Porque sua esposa vê mortos. - Mãe!

- Você está bem? - O que foi?

É tudo um mal-entendido.

Liguei pra falar do acidente, não sei o que pensaram.

Se não precisa mais de nós, gostaríamos de ir.

Claro. Aviso se tiver notícias.

Conversamos depois.

- Oi. - oi, sou eu.

A Colônia de Arte Avalon já era.

Tinha que lhe falar. Fechou em 1970.

Espere. Posso entrar na propriedade?

Procurei o dono, mas mora em outro estado.

Vou alugar um carro.

Não entre

Colônia de Arte Avalon

Fique longe de mim!

Saia de cima de mim!

Me solte!

Beth Saunders.

A mãe do Billy?

Olá.

Olá.

- Ela é linda! - É.

É rara, especial.

Mas delicada. Difícil de manter viva.

O detetive veio aqui.

Não envelheceu muito.

Sinto muito, sofri um acidente.

- Eu soube, você está bem? - Sim.

Disse que não fui eu.

Nunca consertei uma torradeira. Imagine carros.

Não o estou acusando.

Sei que não matou Marie.

- Está certa disso? - Sim, estou.

Posso entrar?

É incrível. Deve dar trabalho cuidar de tudo.

Obrigada.

- É assim que lembra dela? - E.

- Reconhece esta mulher? - Não. Foi antes de namorarmos.

- Por quê? Quem é ela? - A mãe do meu noivo.

Minha ligação com Marie deve ir além do anel.

- Ela a matou? - Não sei...

mas não deve ser coincidência.

Por que...

Por que ela não me procurou?

Não posso responder isso.

Mas pode me dizer algo.

O que estava escrito aqui?

- Só vejo "p r a s". - "Pra sempre."

- "Pra sempre." - Era isso que sentíamos.

Que ficaríamos juntos pra sempre.

Não sabia o que fazer com isso.

Não aguentava olhar, mas não consegui jogar fora.

- Tome, fique com isso. - Não, é sério, paul.

Marie era artista. Assim que entrava no mundo.

Se quer conhecê-la...

É um bom lugar pra começar.

Billy?

A galeria de chicago quer 30 cópias minhas.

Que ótimo! Podemos conversar?

Sim, espere. Tenho que pôr isso no fixador.

Oi, como está?

- Posso mostrar uma coisa? - Claro.

O que é?

Foto da Colônia de Arte Avalon, de 1969.

- Ouviu falar? - Não.

Sua mãe estava lá. Está vendo?

E Marie Salinger também.

Onde achou isso? Alô?

Sim, eu ligo depois.

Sim, eu tenho. Já volto.

Tenho, em algum lugar. Mas você...

certo, espere.

Ferros Ornamentais Bridgecrest.

"Ferros Ornamentais Bridgecrest."

A foto mudou!

- Como fez isso? - Eu não mexi.

Não é culpa sua.

- Virou uma foto diferente! - Como assim?

Era a foto de uma construção de tijolos.

"Ferros Ornamentais Bridgecrest."

Uma construção do meu pai. Mas não tirei foto.

Letras vermelhas grandes?

Tem um mural do lado do prédio.

- Nunca tirei essa foto. - Eu vi!

Eu vi! Tem uma cerca atrás fechada com uma corrente.

Falei a você sobre ele, ou passei de carro...

Billy, eu nunca fui nesse lugar! Nunca!

Estou descrevendo pra você o que vi na foto.

- Acredito em você. - Eu juro!

- Eu acredito, de verdade! - Temos que ir lá.

- Mas por quê? - Ela está me dando pistas.

Acho que não consigo fazer isso.

Como assim?

Esse negócio de perseguir fantasmas.

Quer saber? Tudo bem.

Está cansado.

Durma um pouco.

- Afaste-se! - Abaixe esse cano!

Que diabos está acontecendo?

Ela tentou me bater com o cano.

Ela está comigo, então, relaxe.

Meu pai é o John Hytner. Dono daqui.

- Está bem? - Sim.

Desculpe.

Ela invadiu, só cumpri ordens.

Tudo bem. Pode ir agora.

- O que faz aqui? - Devia ter vindo com você.

Aonde vai?

É o escritório do meu pai.

O que procura?

Não sei.

O que é isso?

Está aí desde sempre.

Tem algo por baixo. Pintaram isso por cima.

Tenho que fechar. Te encontro em casa, certo?

Se cuide.

- O que faz aqui? - Boa recepção. Como está?

Esse lugar é meu. O que você faz aqui?

Entre. Tenho que ligar pra segurança.

Não, estamos bem. Está tudo bem, obrigado.

Guardo um uísque 18 anos aqui pra ocasiões como esta.

Tem ocasiões assim sempre?

Não.

Certamente, não com meu filho.

A segurança ligou e disse que tinha uma mulher aqui.

Acordou e dirigiu por 48km?

- O que tem aí? - Um quadro... da sua parede.

É mesmo. Está juntando antiguidades?

- Onde o conseguiu? - Esqueci.

Acho que era da sua mãe. Quando fazia algo.

E acabou aqui.

Veio aqui pra isso?

Conheceu Marie Salinger?

A garota com quem Emily se preocupa tanto?

Mamãe a conhecia?

Como? Ela está morta!

Estudaram na Colônia de Arte Avalon.

Nunca falou dela. Não deve conhecê-la.

Isso explicaria umas coisas.

- Como o quê? - A hostilidade dela com Emily.

Besteira, Billy. Emily é toda atrapalhada.

Sua mãe quer que seja feliz.

- Preciso ir. - Levará essa coisa velha?

- Sim, posso? - A vontade.

- Se valer algo, quero uma parte. - Sim, claro.

Não deixe uma garota...

Que conhece há só um mês, virá-io contra nós.

Principalmente uma garota que, claramente, tem problemas.

- O que está fazendo? - Carregamos filmes no escuro.

Há técnicas loucas com foto infravermelha.

Usadas pra ver o que há debaixo de peças de museu.

- Que foi? - Nada.

Obrigada.

É da Marie.

Saia de cima de mim!

Mãe?

Meio cedo pra beber.

É hora de coquetel em algum lugar.

Aonde vai?

- Viu seu pai ontem? - O que está acontecendo aqui?

Mãe?

Olhe pra mim.

Pintou isso?

Billy, fui pra Avalon

Por que pintou por cima?

Mãe...

o que fez com ela?

O que...

o que ela fez comigo?

Talvez consiga que o fantasma da Emily explique isso.

Seu pai e eu nos conhecemos na Colônia de Arte Avalon.

Era verão.

E ele a conheceu. Foi isso.

O papai se envolveu com ela?

Ele se apaixonou por ela.

Depois, voltou pra mim. Disse que precisava de mim.

Disse que estava brincando, e que queria crescer.

Ter família. Nada mais de arte, de pinturas.

Assumiu os negócios do pai...

E depois tivemos você.

Fui feliz por um tempo.

O que aconteceu com ela?

A polícia disse que o noivo dela a matou.

Por que pintou por cima?

Não pintei.

Seu pai pintou.

Colônia de Arte Avalon

- Landry. - Detetive, é a Emily.

- Fale alto. - Eu achei algo.

Que tipo de advogados formam na Stanford?

Ela está aqui, não está?

Não está mais.

Os ossos dela estão, mas vou removê-ios agora.

Eu a amava.

Esqueci disso por muito tempo.

Deus, estou ficando velho.

Foi um acidente, não fiz de propósito.

Ela quer partir.

Precisa, mas não consegue até que resolvam sua morte.

Marie está morta. Se foi!

Eu a amava muito. Mas ela se foi.

Devia ter deixado isso pra lá.

Não pode falar isso agora. Estou noiva.

Não me importo. Estou apaixonado.

- Não fique. - Não, John.

Sinto-me lisonjeada, mas somos amigos.

Me casarei com Paul.

- Não, não faça isso! - Não me toque!

Me solte!

Saia de cima de mim!

Marie.

Deus, Marie!

O que você é? Como poderia saber?

- Ela está me falando. - Está falando o quê?

O que aconteceu. Sobre o assassinato.

Não! Meu deus!

Emily, onde você está?

- Emily! - Detetive!

Solte-a!

- Socorro! - Solte-a!

Está tudo bem.

Está bem?

Não esperou depois de ligar.

Ligar? Não liguei.

Vamos.

Olá?

Paul!

Paul?

Paul?

Oi. E o Paul?

- É da família? - Não, uma amiga. Emily Parks.

Sou médica do Paul, Dra. Miller.

Ele ligou dizendo ter dificuldade pra respirar.

Ele está bem?

Sinto muito. Ele morreu há uma hora.

Estava moderado há um tempo.

Osteosarcoma é um tumor que cresce devagar.

A saúde dele deu uma virada.

Agora consegue ter paz.

- Meu Deus, adorei esse vestido. - Claro, você que escolheu.

Já volto.

Pra sempre

queria que seus pais estivessem aqui.

Deviam ver como está linda.

Talvez eles estejam.

- Vamos, Emily, um brinde. - Certo, quem começa?

Ao amor.

O amor eterno.

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