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D� um quebra-cabe�a a Morgan Gillory, e ela s� para de pensar se montar.
- E a�? - Achamos.
- Vou mandar foto. - N�o � Roman.
Tem gente na minha cola.
Melhor esconder. A pessoa de quem Roman est� fugindo
n�o quer que o conte�do vaze.
Isso fica entre n�s.
C�rculo pequeno.
Vamos passar pelo reconhecimento facial.
Quem � voc�?
Eu quero aquela mochila.
- Um roubo de uma obra de arte� - Pintado por Rembrandt em 1645.
O ladr�o queria o quadro por um motivo.
Rhys veio nos ajudar a encontrar o quadro.
Sou especialista em recupera��o de arte. Se eu achar o Rembrandt,
a seguradora pode evitar um cheque alto.
Faz ideia de quem �?
A internet acha que sim. Chamam-no de Jean-Baptiste.
Se acharmos A Mo�a, devemos devolver a Miriam Weisman, n�o aos Foster.
Voltou � cena do crime�
SELO POLICIAL
�sozinha, sem escolta?
A� n�o ter�amos isso.
Detetive Karadec e eu tocamos isso.
Est� me tirando do caso?
Relaxe, o resgate j� vem.
Ei. � o nosso cara. Vamos! Ele est� fugindo.
Jean-Baptiste pode n�o existir. Pode ser um mito.
Um guarda o alvejou no ombro e ele fugiu sem nada.
Estou no museu, voc� vai querer ver.
O caso se escancarou.
Museu Harbach
SOMENTE EMERG�NCIAS
Jesus!
Droga, Clark! Meu Deus! Isso n�o � legal!
Voc� ficou brava. Qual a bronca? Voc� adora.
- Voc� me assustou. � meu trabalho. - Desculpa, voc� adora essas coisas.
N�o esse tipo de coisa, est� bem?
Beleza, desculpa. Eu n�o via a hora de te ver.
Pensei o dia todo.
- Todo? - �, a maior parte.
Vem c�.
- Certo, vamos. - Vamos sair daqui.
Cad� minha chave?
UMA MENTE EXCEPCIONAL
CENA DO CRIME - N�O ULTRAPASSE
N�o viram ningu�m sair antes?
Ningu�m.
Se a chave n�o tivesse ca�do, nem ver�amos.
Se lembrar de algo�
Tem algo a ver com o quadro que foi roubado?
Morgan.
- Ligou para ela? - Liguei.
Voc� lembra do diretor do museu. Cyrus Carrow, 48 anos.
Causa: Trauma craniano na nuca.
Possivelmente a chave de roda, que sumiu do porta-malas.
Ent�o, roubaram uma tela de US$ 20 milh�es do museu do nosso amigo
e, dias depois, ele morre.
Tem chance de n�o ter liga��o?
Ou ele sabia sobre o roubo, ou sabia quem sabia.
Foram nele antes de ele vir a n�s.
Alguma chance de ser Jean-Baptiste?
Pouca. Jean-Baptiste levou telas do mundo todo.
Cyrus n�o viajava.
E se ele e Jean-Baptiste atuassem juntos?
Acha que ele ligou pra fechar o resgate?
N�o reconheci a voz, mas ele me entregou a Polaroid.
N�o sabemos se a v�tima era testemunha ou c�mplice.
Quando ele foi morto?
Segundo o legista, na �ltima hora.
Gra�as a Deus.
Que bom que viemos r�pido.
Ele usava isso.
Por que o matador deixaria aqui um rel�gio de US$ 200 mil?
Por que o trabalho de tirar do pulso? Para esquecer?
� falso.
Se fosse original, o ponteiro deslizaria, n�o pularia, e a grava��o � rasa.
Os t�cnicos dir�o.
Parece bom. Vou sair um pouco.
- Tudo bem? - Sim, coisas das crian�as.
Quer carona?
N�o, quero andar.
E a lixeira que precisa ser menos esvaziada.
Desculpa, s� uma toalha. Fiz bagun�a. J� peguei.
Claro.
Morgan! Morgan!
O qu�? Voc� me seguiu?
Voc� foi � cena e saiu logo.
Sim, eu te segui. O que aconteceu?
Acho que Rhys � Jean-Baptiste.
Rhys, o consultor?
N�o, o amendoim. � o mesmo cara! S� n�o acho que recupere arte.
Acho que ele rouba. Ou ambos.
Ele tem uma caixa no quarto dele, e acho que A Mo�a est� l�.
Calma, � um quadro.
� isso? Soube que ele tem um caixote, e agora acha que ele � um ladr�o?
N�o, eu vi, e tamb�m a cicatriz de ferida no ombro esquerdo,
tipo Jean-Baptiste, no mesmo lugar.
- Certo, como viu a cicatriz dele? - H�?
A cicatriz. Voc� n�o viu?
Estou vendo sua cara. Traduz para mim?
Sim. �, enfim. Ele e eu� N�s�
Fiquei chocada tamb�m. Podemos pular essa parte?
Vamos repensar a investiga��o.
- J� � drama seu. - N�o.
Rhys ficou aqui do roubo ao homic�dio.
Eu entendo, por isso preciso ver a caixa.
N�o se invade quartos sem mandado. Voc� sabe.
Se achar algo importante, digo que vi quando me chamou.
N�o melhora nada. Tamb�m seria perj�rio numa busca ilegal.
Boa, vou anotar.
Morgan!
N�O PERTURBE
FR�GIL
Bem-vindo, Rhys.
- Oi! - Ol�!
Para onde voc� sumiu?
Tive que trabalhar em um outro caso.
�, eu sei. Queria que as pessoas parassem de se matar o tempo todo.
Tipo, j� chega, sabe?
Talvez volte logo pro quarto.
Por qu�? Eu s� Tinha muito trabalho para ser feito l�.
E aquele rel�gio? Lembra-se do rel�gio?
- Est� tudo bem mesmo? - Est�.
Porque n�s fomos interrompidos.
Fomos mesmo.
Talvez� Sei l�. Que tal continuar de onde paramos?
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Achou a tela?
Achei uma tela, n�o a tela.
N�o sabemos se Rhys � Jean-Baptiste ou o assassino.
Sei que � Jean-Baptiste,
mas sabemos que n�o � o assassino porque ele tem �libi.
Certo. Uma cicatriz n�o basta, Morgan. Precisamos de mais.
Eu vou encontrar mais.
O que me preocupa � como.
Quer saber? Eu n�o preciso disso agora.
E n�o preciso que Wagner se irrite de novo.
Se acha que Rhys � Jean-Baptiste, temos que avis�-lo.
De jeito nenhum. N�o.
Voc� s� precisa fazer o capit�o me p�r no caso.
E como eu vou fazer isso?
Pode come�ar ficando calado sobre o que rolou no quarto dele.
Mentir sobre onde estava e como sabemos de tudo.
Bole algo que tenha sentido e fa�a-o confiar em mim de novo.
Voc� est� dificultando demais.
Desculpa.
DELEGACIA DE POL�CIA N� 11
V�TIMAS
Temos um ladr�o e um assassino.
Detetive Karadec, bom ver voc�.
Capit�o.
Gillory, sei que vai encontrar outro caso que exija seus talentos �nicos.
A imprensa vai perguntar sobre a v�tima.
O que sabemos sobre Cyrus Carrow?
Sem antecedentes, sem filhos, solteiro, � filipino
e fez mestrado aqui.
Cyrus foi diretor do museu por cinco anos.
Verificamos a equipe toda. Nada suspeito.
E as redes sociais?
�ltima postagem, duas horas antes.
Vivendo a vida mocha!
Descubra onde. E o cara dos vidros fum�?
Checamos a placa. O carro est� no nome de Lou Fowler.
J� emitimos um alerta.
Liga��es com Jean-Baptiste?
Nada. N�o sabemos quem � ou se existe.
Sou c�tico, mas adoraria estar errado.
O cara do resgate n�o ligou de novo?
Nenhum contato meu soube de algo
sobre a tela roubada, seja na dark web ou outro lugar.
Ou n�o veio � tona, ou quem pegou est� sendo bem cuidadoso.
�timo. Procuramos um ladr�o de arte
e um ladr�o de carro que podem ser o mesmo cara,
mas o �nico suspeito que identificamos ainda � o neto de Miriam Weisman.
Algu�m vai ver o que ele fazia enquanto Detetive Karadec
e eu fur�vamos sem�foros.
Meu pai comprou esse quadro em 1932. Moramos em Crac�via.
Eu fui a �nica sobrevivente da nossa fam�lia.
Quando os nazistas vieram, levaram tudo.
Morgan e eu podemos vasculhar a casa do Cyrus.
S� voc�, detetive. Morgan est� no banco.
Forrester e Ozdil, se h� liga��o entre Cyrus e Jean-Baptiste, quero saber.
Espero que saibamos mais quando eu falar com a imprensa.
O que tem de bom?
Pode comer minhas cenouras ou os pretzels de outra pessoa.
Este � o canto da consultora, �? Onde esperamos ser chamados?
Voc�, talvez. Eu sa�.
Sobre mais cedo, eu n�o tinha planos. Eu estava� � que�
De verdade, est� tudo bem.
N�s nos empolgamos. Est� tudo bem.
Certo. Como est� o outro caso?
O que voc� tinha que checar.
Sim, est� bem, muito bem. Resolvido.
- J�? - Sim.
Eu sei. Alguns casos s�o dif�ceis, sabe?
E outros s�o f�ceis de resolver.
Tem de tudo na Crimes Hediondos.
Bem, parab�ns.
Eu pensei um pouco.
Vou querer pretzels de outra pessoa.
Capit�o, pode falar?
Depois, detetive. Sabe como � imprensa quando fica esperando.
Queria Morgan de novo no caso Jean-Baptiste.
- Queria? - Voc� tamb�m,
se trabalhasse com ela como eu.
Aonde voc� foi?
N�o entendi.
Na cena do crime, voc� foi embora. Voc�s dois.
Estou achando dif�cil acompanhar voc�s.
Acho que vai agir sozinho.
Capit�o! Eu trabalho com Morgan. Em todos os casos.
Sei no que me meti. Se ela pisar na bola de novo, � minha culpa.
Quem leva maleta e nunca v� dentro?
- D� pra se concentrar? - O que falou para Wagner me p�r de volta?
Papo de pol�cia, ele topou. Simples.
- Vai deixar pra l�? - O que acha?
- Wagner sabe que voc� - Sim?
�� uma inc�gnita, t�?
Quer saber o que est� rolando. E vale pra mim.
Fazendo isso, tudo certo,
mas se continuarmos escondendo dele, estou ferrado.
- Mas estamos escondendo. - Sei disso.
- Ent�o tome cuidado. - Este � o apartamento do Cyrus.
Espere a�.
Cyrus morava sozinho. Tem algu�m a�.
N�o esper�vamos algu�m.
Lamentamos muito a perda. H� quanto tempo conhecia Cyrus?
Cyrus e eu namoramos h� uns meses.
Um amigo apresentou quando vim da Col�mbia,
e n�s nos demos bem.
Ele prop�s morar junto imediatamente.
Quando parou de responder as mensagens, fiquei receoso e vim.
E a� vi a not�cia.
Sinto muito. Meu parceiro e eu conhecemos o Cyrus.
Parecia muito gentil.
Achei que era pra sempre.
Sabe de algu�m que o machucaria?
O Cyrus? N�o.
Voc� trabalha?
Sou professor de idiomas no IFLA.
Assist�ncia Internacional de Idiomas.
Nossa, que lindas.
Sim, obrigado. Barroco italiano do s�culo 18.
- Eu sei. Adoro o tema floral. - Sim.
Cyrus ou voc� colecionava?
Eu atra� Cyrus pras antiguidades.
Compramos na semana passada no mercado do Rose Bowl.
Que achado. Esse � t�o brilhante.
O que usa para polir? �xido f�rrico?
�XIDO F�RRICO VERMELHO
N�o lembro o que usamos. Algum tipo de produto de limpeza. Por qu�?
Pode usar �xido f�rrico para polir metais,
mas, adicionando um pouco de alum�nio em p�, voc� faz termite,
que � uma composi��o pirot�cnica que queima em at� 4500 graus Fahrenheit.
Ent�o, as pessoas usam para soldar, fazer fogos de artif�cio ou granadas.
�, derrete at� vidro.
Como a claraboia do museu.
Espera. Acha que tive algo a ver com o roubo da tela?
Um subproduto da termite � o �xido de alum�nio.
� um p� muito fino.
Sim, � isso.
Acho melhor levar o papo para a delegacia, Emilio. Emilio!
Ei!
Sai!
Ve�culos roubados nem sempre s�o confi�veis.
Saia, senhor. Bem devagar.
ADMINISTRA��O
Ei, � o Arthur. Preciso atender.
Certo. Vou avisar Wagner.
Arthur, tudo bem?
Poderia estar melhor.
Como assim?
Um cara me emboscou.
Queria a mochila do Roman.
- Fique quieto. - Eu fugi, mas n�o antes de ele me atacar.
Meu Deus. Est� muito ruim?
Minha cabe�a � dura. Vou sobreviver.
Onde voc� est�?
- Fazendo curativo. - Que hospital?
Hospitais perguntam demais. Tenho meu pr�prio ajudante. Espere.
Ei, Harold, me d� um segundo?
Um minuto. Obrigado, irm�o.
Morgan, preste bastante aten��o.
Os caras n�o est�o brincando.
O que quer que esteja na mochila que Roman me deu,
eles querem, e querem muito.
Sabem que est� comigo?
N�o sei. Se sabem, eu n�o contei.
Certo, voc� pode identificar o cara e descrev�-lo para um retratista?
J� discutimos isso. Eu n�o vou � pol�cia.
Arthur, voc� foi atacado.
E se souberem que tenho as coisas do Roman?
Diga onde est�. Podemos ir a�.
Por favor.
- Sr. e Sra. Foster. - O que foi isso?
Greg e eu vimos a coletiva do capit�o.
Ent�o sabem que estamos lutando para achar a tela.
Est�o? Porque pareceu que voc� s� quer aparecer no notici�rio.
Se aparecer numa c�mera puder ajudar a pegar um assassino e um ladr�o�
- E o bilhete de resgate? - Temos um suspeito sob cust�dia,
e estamos tentando responder isso.
N�o parece que t�m muito pra mostrar.
Sr. e Sra. Foster, sabemos o quanto A Mo�a significa pra voc�s.
Garanto que o Capit�o Wagner e n�s da Crimes Hediondos
estamos fazendo de tudo.
Deixem-nos trabalhar.
N�o precisa. Vamos contratar um detetive.
J� nos fizeram esperar muito.
Voc�s n�o entendem. Pegaram o cara errado.
Queremos acreditar,
mas voc� tentou fugir em um ve�culo roubado. Duas vezes.
E tem o que encontramos no seu apartamento.
Itens afins com o roubo.
N�o � meu. Nunca vi isso antes.
- E por que fugir? - Olha�
Acho que voc� namorou Cyrus para ter acesso ao museu
e depois deu uma de Miss�o Imposs�vel.
Roubo, assassinato, resgate.
Voc� planejou tudo.
Nosso namoro n�o era perfeito, mas eu jamais o machucaria.
Nem por US$ 20 milh�es?
Onde escondeu o quadro?
N�o estou escondendo.
Mas foi receber o resgate. E a�?
Teve medo de n�o achar comprador?
Acho que voc� soube do Rhys pelo Cyrus,
Cyrus sacou seu lance, e voc� n�o podia aceitar.
Ou ele descobriu que n�o foi a primeira tela que voc� roubou.
Eu n�o entendo.
Acho que entende, Emilio. Ou prefere o nome Jean-Baptiste?
S� soube do quadro roubado porque Cyrus me disse.
N�o vou responder mais nada.
Tudo bem, n�o diga mais nada.
Mas este mandado diz que deve nos deixar procurar
quaisquer marcas no seu ombro.
Isso foi cortando abacate feito idiota.
Que bom que sobreviveu.
- E voc�? - Cicatrizes?
S� uma. Tenho certeza de que voc� tamb�m viu.
N�o, acho que n�o.
Dif�cil de acreditar, dado seu dom de observar.
Ver�o, 2010, Festival de Arte de Floren�a. A coisa tomou um rumo muito desagrad�vel.
N�o vi a arma, mas ouvi o tiro.
Sorte que n�o foi na art�ria.
Ele tem uma cole��o inteira, n�o tem?
Isso, ele tem.
Servi dois anos no Ex�rcito colombiano. 27� Batalh�o de Selva em Putumayo.
Olha a lateral da m�o.
Vermelha. Por qu�? Acha que ele bateu?
N�o, acho que � tinta. Emilio disse que era professor.
Deve ter corrigido prova, mas n�o vi nenhuma no apartamento.
- Voc� trabalha? - Sou professor de idiomas.
Talvez estivesse num escrit�rio
que talvez seja usado n�o s� para corrigir provas.
Pessoal, vamos!
Ela foi embora.
Achamos que Emilio pode ter tido outro motivo para estar aqui.
Esconder o quadro?
Ou a arma.
- Muitas caixas. - Eu checo aqui.
Vamos come�ar.
Ensinar idiomas pode ter feito Emilio mudar de pa�ses.
Belo disfarce para um ladr�o internacional.
N�o tem nada aqui, s� papelada de alunos.
- Tamb�m. - O que temos aqui?
- Nossa! - Vou chamar a equipe para abrir.
Pessoal!
Parece que achamos Jean-Baptiste.
Boa tarde.
Sou o Capit�o Nick Wagner, da Divis�o de Crimes Hediondos.
Mais cedo, nossos detetives prenderam um indiv�duo
que acreditamos ser respons�vel pelo assassinato de Cyrus Carrow.
Mesmo com a investiga��o incompleta,
devolveremos em breve o Rembrandt roubado aos seus leg�timos donos.
ROUBO DE QUADRO
Alguma pergunta?
Informaram os Foster?
Deixamos recado.
V�o ficar felizes. N�o parece haver danos.
Olha s� quem �.
- Detetives. - Ari, Miriam! O que fazem aqui?
Viemos ver o quadro. Morgan nos convidou.
Voc� � Arthur?
Policial se infiltrando?
Sou amiga da Morgan.
Vou falar o que tenho a dizer para acabarmos isso.
Estou ouvindo.
Um cara se escondeu atr�s do meu furg�o.
Quando n�o dei o que ele queria, ele pegou a l�mina, e n�s brigamos.
Voc� viu o cara?
S� de relance.
Depois fomos para a rua. Tudo aconteceu muito r�pido.
Qualquer coisa ajuda.
Certo.
Cara branco, 50 anos, magro, grisalho. Tinha um cavanhaque enorme.
Tamb�m tinha uma tatuagem, um p�ssaro saindo aqui pela camisa.
O que est� fazendo?
Achamos umas fotos na mochila do Roman.
N�o pudemos identificar um dos caras.
Esse � o cara?
Sim, esse � o cara.
Preciso que venha � delegacia dar uma declara��o oficial.
Receio que a n�o oficial ter� que valer por ora. Desculpe.
Sua vida pode estar em perigo.
O que quer que eu fa�a?
Quer que fique l� at� o pegarem?
S� encontre o cara.
Bote gente sua atr�s da Morgan e da fam�lia dela. Estou bem.
Acabamos? Est� bem.
Vou lhe dar meu n�mero. Fique com ele.
Espero que nunca mais veja esse cara, mas, quando o vir, me ligue.
Tudo bem.
- Voc� convidou? - Sim.
Acha que os Foster v�o emprestar o quadro?
Ser� a �ltima vez que Miriam Weisman poder� ver,
sem falar que, a rigor, � dela, ent�o nada disso � justo.
Nossa miss�o � cumprir a lei, mesmo n�o sendo.
Sim, obrigada pelo lembrete.
Perdoem a pressa, mas preciso ir a Palermo amanh�.
Outra obra de arte roubada precisa do meu servi�o.
Uma jovem provocante desta vez?
Uma paisagem.
Rhys, parece que sua miss�o aqui acabou. Obrigado.
O prazer � todo meu.
Se serve de consolo, eu tamb�m queria que A Mo�a voltasse pra Miriam Weisman.
Voc� est� bem?
Estou.
N�o � ela.
N�o � ela.
Como assim?
N�o tem os meus olhos.
Meu pai sempre adorou que t�nhamos os mesmos olhos.
Ela tem raz�o.
Karadec, veja o branco dos olhos. � claro demais.
Em 1645, pintores usavam misturas de giz
ou branco chumbo com suavidade cremosa.
Esse brilha e ofusca, mais como um branco tit�nio moderno,
que s� viria ap�s tr�s s�culos.
Em 1645, ningu�m pintaria com esse brilho e clareza.
N�o havia material.
Perdoem a pressa, mas preciso ir a Palermo amanh�.
Como assim n�o � ela?
Segundo Morgan, � falso.
O museu n�o teria autenticado?
N�o um museu pequeno como o Harbach, e vindo de um colecionador respeit�vel.
Vamos acreditar que ela sabe s� de olhar?
Um autenticador vem a�, mas creio em Morgan.
Onde ela est�?
Pode pegar o pr�ximo, n�?
Obrigada, Gina.
N�o sou de despedidas prolongadas, mas, neste caso�
- Est� com voc�? - O qu�?
- Voc� est� com o quadro? - � s�rio isso?
Voc� n�o abriu essa pasta desde que chegou. O que tem?
Por isso que falou de cicatrizes.
Acha que sou Jean-Baptiste. A� fiz o qu�?
Levei o Rembrandt sem ningu�m ver,
dobrei e escondi na minha pasta?
Sei de um jeito de esclarecer.
S�o arquivos secretos de clientes, Morgan. S� isso, garanto.
A recupera��o de arte envolve uma papelada lament�vel.
Aposto que sim.
Certo, como quiser.
Perd�o, pensei que a que achamos no escrit�rio do Emilio
- fosse falsa e voc� - Roubou a verdadeira. Percebi.
Routledge Seguros
US$ 22.000.000. Estimativa Impostos n�o inclu�dos
Estava me manipulando?
Seguro MANS�O FOSTER
Alguma coisa era real?
N�o.
N�o � real.
Morgan, o que � isso?
Pedimos � Daphne a ap�lice dos Foster nos �ltimos dez anos.
Veja o que estavam assegurando em 2019.
� muita arte.
Olha o que asseguraram anos depois.
- S� 12 itens. - E agora?
- S� um. - Sim.
De todas as obras inestim�veis deles, quais as chances
da �nica pe�a roubada ser a �nica que tem seguro?
Acho que o que vi na casa deles era falso.
FALSO
Como a tela que achamos.
Rastreei vendas no mercado negro de oito das obras no seguro dos Foster em 2019.
E investigamos mais. Eles devem pra gente m�.
Est� dizendo que eles armaram o roubo pelo dinheiro do seguro?
Eles amam tanto esse quadro,
que n�o quiseram se desfazer nem ao falir.
Sim, aonde quer chegar?
Um deles deve ter tido uma ideia. N�o sei se foi Greg ou Linda.
Vamos dar um jeito de levarem a tela e devolverem sem ningu�m saber.
Assim, ficariam com o dinheiro do seguro e com o quadro.
Mas, se n�o precisa, por que o verdadeiro?
Talvez n�o. Talvez os Foster tenham feito uma falsifica��o para o museu.
�, provavelmente pelo mesmo especialista que fez as das paredes.
N�o iriam querer que sua amada tela fosse cortada da moldura, n�?
O museu nunca teve o verdadeiro? Foi uma arma��o?
�, mas ningu�m rouba um museu de gra�a.
Sabe o rel�gio?
Acho que Greg e Linda deram o rel�gio ao Cyrus como entrada.
E, Quando Cyrus notou que era falso,
j� tinha roubado a tela, fazendo parecer que foi Jean-Baptiste
para n�o suspeitarmos.
Ele s� n�o sabia que o quadro tamb�m era falso.
E decidiu trair os Foster pedindo resgate.
TRAGA US$ 500 MIL
Quando descobriram, os Foster o confrontaram
antes que ele descobrisse a falsifica��o.
E ele j� tinha dado o quadro para Emilio,
que o escondeu no escrit�rio achando ser verdadeiro.
Os Foster n�o podiam arriscar o segredo.
Precisavam mant�-lo calado, ent�o mataram Cyrus.
De novo, n�o sei quem.
Talvez os dois.
Rel�gio falso? Fala s�rio!
De novo, n�o sei quem.
Certo, precisamos interrogar os Foster.
Eles t�m um iate.
Monet F�cil
Os Foster t�m um iate. Vi a foto l�.
Chamava-se Monet F�cil.
Se desovarem a arma, podem se livrar do crime e levar a tela.
Forrester, leve o Oz. Eles v�o pra casa.
Karadec, voc� enjoa f�cil?
Conhece o lugar?
- Um amigo para o barco aqui. - S�o eles.
Monet F�cil
Est�o indo. Vamos.
Sim.
Sim, � real, ou, sim, �
As camadas de baixo n�o batem com os pigmentos da �poca
em que Rembrandt pintou o verdadeiro.
Sr. e Sra. Foster, LAPD!
Aqui � a Tenente Soto.
Est�o me seguindo de novo.
Onde? Eu mando um carro.
Passando pela Temple com a Grand. Ali�s, estou indo a�.
Talvez esse cara me siga at� a delegacia.
- Oi. - N�o est�o. Devem ter ido �s pressas.
E levaram tudo de valor.
Ent�o, est�o fugindo. Boa, obrigado.
� falso mesmo?
� o melhor que j� vi. Como aquela senhora sabia?
N�o eram seus olhos.
Voc� viu a placa?
N�o, ele fica costurando entre os carros � tipo um sed�,
mas o cara sabe o que faz.
Chego a� em 15, 20 minutos, no m�ximo.
Certo, ent�o fique na linha comigo at� chegar � delegacia.
Vou ficar bem, beleza? At� j�.
Arthur?
LAPD, pare j� o barco. Agora!
Abaixe a arma.
Sinalizador, Greg? Isso machuca.
Abaixe!
Eu at� queria, mas a pol�cia tem regras,
e n�o largar a arma nessa situa��o � uma delas.
O que est� fazendo? Pare! J� � demais.
- Eu cuido disso. - N�o cuida, n�o.
Ningu�m mais precisa morrer, Greg.
N�o sei do que est� falando!
Podemos ter errado, mas vamos arrumar.
Abaixe a arma.
Querido, por favor. Acabou, ouviu? Para onde vamos?
Como vamos viver?
- Onde? - Nos fundos.
FR�GIL
O qu�? Espera.
Para onde foi? Estava bem a�. Eu juro por Deus.
Onde ele foi parar?
O que tem a�?
Acreditaria se eu dissesse que � um t�nis?
Como sabia?
Ela n�o tem meus olhos.
Isso importa?
Eu n�o mato, Morgan.
- S� rouba. - Eu recupero arte para seguradoras.
E, de vez em quando, fica com uma?
Voc� � Jean-Baptiste.
Nem sei quem escolheu esse nome.
Nem foi a primeira obra que roubei.
Fale pro meu parceiro quando ele te prender.
Voc� ainda n�o ligou.
Ser� que voc� n�o quer, como eu, que A Mo�a volte pra Greg e Linda?
E sabe que posso devolv�-la ao lugar dela.
Voc� roubou a tela s� para dar? Espera que eu acredite?
Espero.
- Mentira. - Quero fazer o que � certo, Morgan.
N�o tenho como saber se voc� devolver�.
� verdade. Acho que voc� vai ter que confiar.
Acham que os Foster se safam f�cil?
Eles precisariam de um �timo advogado
- E eles podem pagar? - Que desperd�cio.
Se eu tivesse essa grana, compraria uma mans�o em Malibu ou um time da WNBA.
E eu abriria meu abrigo de animais.
Agora fiquei mal.
- Foi por querer. - �!
Certeza. Vou pegar mais bebida.
- Pode morar no meu canil. - �.
- Queria se enjaular. - Isso.
- Nada do Arthur? - Ainda n�o, tenente.
Vou ligar de novo. Se n�o atender,
- ponha um alerta pro furg�o. - Certo.
Oi. Soube que voc�s fazem happy hour aqui. Achei que fosse encontrar voc�.
Se vai me demitir, posso p�r mais bebidas na conta?
Voc� n�o est� demitida, Morgan. � valiosa demais pra sua equipe e pra mim.
N�o farei isso.
Pedindo desculpas?
N�o.
Como � ficar fora dessa? N�o � do seu feitio.
N�o fiquei de fora. Fui expulsa. Obrigada por perguntar. Foi p�ssimo.
N�o se preocupe. Voc� vai estar na pr�xima.
Soube do quadro?
Soube. Oz acha que os Foster jogaram no mar.
Faz sentido. Eles t�m cara de "Se n�o posso, ningu�m pode."
Voc� acha que foi isso?
Sei l�, sou s� consultora.
Interrogamos a tripula��o.
Um viu um homem com roupa de mergulho se jogar ao lado do barco com algo.
Ent�o, eu estava pensando que pode ter sido Jean-Baptiste.
Fala s�rio! Acho que o cara n�o existe.
N�o?
Vov�.
� a minha menina.
Minha Madeline.
ARTHUR ELLIS PAISAGISMO
Baseado na s�rie francesa.
Legendas: Rafael Rodrigues
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