Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Legendado por Cabine de Projeção
Tradução: Rafa Revisão: Lzito
Ora, ora.
Quem entrou aqui sem permissão?
Não tenha medo, minha querida. Não vou chamar a polícia.
Interessante.
De todos os tesouros nesta sala,
você sabe qual é o mais valioso?
Não?
Na verdade,
é o menor objeto
e cabe na palma de uma mão.
Parece que você descobriu meu segredo.
Que segredo, Vovô?
Oh.
Eu nunca o contei a ninguém. É uma velha história
que remonta a muito, muito tempo.
Quando eu era apenas um menino,
em Montreal,
onde nasci.
Durante o dia, eu rondava o cais,
roubava tudo o que caía das caixas.
Até que... bum!
O capataz nos dispersava como moscas.
Eu dormia na rua.
Mas, quando o frio chegava,
eu procurava um lugar abandonado, perto de um apartamento habitado.
Assim, vivendo colado à parede de uma cozinha,
eu podia sentir um pouco do calor do fogão.
No apartamento ao lado,
havia uma família barulhenta.
A mulher estava sempre furiosa com o marido e a enteada,
cuja mãe tinha morrido no parto.
Você os espionava?
Sim, sabe...
Não tínhamos televisão naquela época...
Vou parar.
Não, não. Continue.
Receio que não seja uma história muito alegre.
Todos os dias, a mulher gritava:
"Você e seu pai são uns imprestáveis,
eu deveria jogá-los na rua!"
Ela os aterrorizava.
O pai dela fazia o possível para confortá-la.
Ele repetia: "Você deve aguentar firme, minha filha, para ganhar o céu."
Naquela noite,
a noite em que tudo mudou,
eu fui testemunha de algo...
extraordinário.
Algo mágico.
Eu queria tê-la levado para longe daquele lugar maldito.
De manhã cedo,
eu a vi limpando o chão como se nada tivesse acontecido.
Era como se...
ela tivesse vergonha.
Elas brilhavam...
como se estivessem molhadas.
Perfeitamente redondas.
E tinham gosto...
...de sal.
Como lágrimas.
Você roubou as pérolas da garota?
Oh, não me julgue, eu era apenas uma criança.
Então, o que você fez com elas?
O que eu sempre fazia com tudo o que encontrava.
Havia no bairro
um penhorista que, às vezes, dava alguns trocados
pelas coisas que levávamos.
Quando mostrei uma pérola, ele ficou cético.
Não era a maior que ele já tinha visto,
mas sua cor,
seu brilho, seus reflexos...
Ele disparou: "Onde você roubou isso, seu ratinho?"
"Eu não roubei."
E contei a ele o que tinha visto.
Ele não acreditou.
Então, mostrei a segunda pérola.
"Eu não sou mentiroso", eu disse.
Eu o via pensando rápido agora.
"Um par idêntico".
"Muito, muito raro", ele disse.
"Vai ficar com elas ou não?"
"Não tão rápido.
"Silêncio.
"Tenho que avaliá-las."
"O que isso quer dizer?", perguntei.
"Quer dizer:
"saia daqui
"e volte amanhã.
"Ou talvez prefira que a gente vá à polícia com seu conto de fadas?"
No porto, havia um especialista em pérolas,
um joalheiro conhecido por sua integridade.
Ele as examinou, impressionado com a qualidade.
O diâmetro.
Oh, o brilho,
a cor,
a forma...
"Elas são perfeitas".
Havia a questão de sua procedência.
"Mares do Sul?
"Talvez.
"É estranho,
"nunca vi pérolas assim.
"Elas cheiram a mar,
"mas não vêm de uma ostra.
"Estou convencido.
"Onde você as encontrou?"
"É uma história engraçada",
respondeu o penhorista.
"Você não acreditaria."
Mas o joalheiro ouviu sem vacilar a história do menino de rua
e da jovem que chorava pérolas.
Ele ficou sério.
"Oh. Espere,
"espere", disse ele, "não se mexa."
O joalheiro era um homem sábio e profundamente religioso.
Ele possuía uma coleção de livros antigos
que faria museus morrerem de inveja.
"Você sabia?
"Quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden,
"Adão derramou tantas lágrimas que os animais vieram beber delas.
"E as lágrimas de Eva
"se transformaram
"em pérolas."
"É só uma fábula, uma parábola.
"Você acredita que seja verdade?"
"Quando se trata de Deus,
"quem pode dizer o que é possível ou não?"
"Eu coloco minha fé em dinheiro vivo.
"Quanto valem, na sua opinião?"
"As pérolas da tristeza?
"Não têm preço", disse ele,
"Mas posso lhe oferecer isto.
"E compartilhe com aquela que chora.
"Senão..."
"Eu não faço caridade,
"mas conheço você.
"Se você diz que vale um,
"é porque vale dois.
"Tenha um bom dia, senhor."
"Tudo bem", disse o penhorista.
"Não são as mais preciosas, com certeza,
"mas posso te dar um dólar por cada uma."
Eu nunca tinha visto tanto dinheiro.
Ele me perguntou se eu conseguiria mais.
Eu disse que sim.
Com meu dinheiro,
fui comprar a maior caixa de chocolates.
Parecia que a felicidade surgia nela pela primeira vez.
Ela estava radiante.
Naquela noite, ela não chorou.
E não houve pérolas.
No dia seguinte, o penhorista me esperava, mas eu não tinha nada.
"É porque eu a amo.
"Não quero que ela fique triste."
"O que?
"Seu idiota!
"A vida te dá uma chance, apenas uma.
"De qualquer forma, não se casa com a primeira garota que encontra.
"Ela vai te sangrar como um vampiro,
"até os ossos.
"Você tem uma escolha a fazer:
"ou ela chora e você fica rico,
"ou ela sorri e você fica no seu buraco para sempre."
A jovem esperou o dia todo,
como se seu príncipe fosse chegar a qualquer momento.
Eu não sabia mais o que fazer.
O penhorista tinha conseguido semear a dúvida em mim.
Ele tinha razão,
eu não era ninguém.
Ela não chorou naquela noite.
Nem no dia seguinte...
Nem no outro.
Mas na sétima noite...
Minha alma dilacerada voava para cada vez mais longe.
Será que eu estava me condenando?
"Muito bem, meu garoto",
disse o penhorista ao me ver.
"Vamos, vou fazer um preço especial."
"Não, não é o suficiente.
"Eu parti o coração dela."
"Bom, tudo bem, mas ela também não morreu.
"Tome, é dez vezes mais do que da outra vez."
O suficiente para que eu pudesse mudar de vida.
"Isso é bom.
"Um homem deve fazer seu caminho sozinho.
"Você não vai se arrepender.
"Fez o que era preciso.
"Vamos fazer bons negócios, você e eu somos iguais."
Vivi como um rei naquele dia.
Comprei roupas novas,
uma passagem para Paris na terceira classe de um navio.
Mas, quando cheguei em casa pela última vez...
No dia seguinte,
tudo estava estranhamente silencioso.
Eles tinham levado todas as suas coisas e desaparecido.
Ela tinha ido embora.
O que eu podia fazer?
"Oh, meu garoto. Mas o que você fez?"
Eu fui direto
Para pegar as pérolas, ele devia encher a caixa vazia com notas de 100 dólares
dinheiro de papel, nada mais.
Só então trocaríamos as caixas.
"Eh, sim, sim,
"Vejamos. Posso te dar isso, sim."
Mas, claro,
não havia nada de grande valor na loja.
Até o ouro dele era falso.
Ele entrou em pânico.
"Poderíamos nos tornar sócios, você e eu, 50/50, que tal?"
"Depois de tudo que eu fiz, você não pode pagar?
"Essa caixa tem que estar cheia na volta
"ou irei vendê-las em outro lugar."
"Es-Espere!
"Volte antes do fim do dia. A caixa estará cheia."
"Preciso de dinheiro rápido, o senhor entende",
disse o penhorista.
"O prédio está em bom estado. O senhor não vai se arrepender."
O velho joalheiro suspirou diante da ganância sem fim dos homens,
meditando sobre os caminhos impenetráveis de Deus.
A surpresa do joalheiro foi total.
Elas eram idênticas às do penhorista e havia milhares delas.
Ele chamou o capataz: "Senhor?
"Senhor, aqui.
"O senhor sabe o que é isso?"
"Isso? É novidade. Vem do Japão.
"Chama-se plástico."
Plástico.
Na verdade, embora o penhorista fosse ganancioso,
ele era tão solitário quanto eu.
E foi assim que eu o enganei.
Guardei uma de lembrança.
Rezando para nunca mais vê-lo.
E nunca mais o vi.
Espere, espere, espere...
Mas então você inventou toda essa história?
É esse o seu segredo?
É sempre a história em torno do objeto que lhe dá valor.
Sempre a história, nunca o objeto.
E, pessoalmente,
ainda a acho maravilhosa.
E a jovem?
Ela pelo menos existiu?
Legendado por Cabine de Projeção
Tradução: Rafa Revisão: Lzito
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.