All language subtitles for Vis.a.Vis.4x06.Spa.HDTV.720.x265-1

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian Download
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Apresento-lhes a F�tima, a filha de Zulema Zahir.

-Quando vir sofrer a sua filha,

vai ter que dizer-nos onde caralho est� a Altagracia.

H� um instinto mais forte que o da maternidade:

o da sobreviv�ncia.

Tenho um plano para que me tires daqui.

-E a quem h� que sequestrar? -A sua ex.

Zulema a troco de tua ex mulher.

Esse � o trato.

-Zulema. -Estou livre.

As m�os onde possa v�-las!

N�o cumpriste, Sandoval.

Lamento.

-Tenho alzh�imer. -Qu�?

No dia em que eu n�o te reconhe�a, vais preparar-me um caf� com leite

e vais por-lhe estas pastilhitas.

Tr�z-me a Zulema Zahir.

Isto o que �, uma putazita?

Chamo-me Magdalena Cruz

e meus neg�cios dependem de umas pris�es em calma.

N�o tem nada que me possa interessar.

Mas o que posso fazer � transferir a tua filha F�tima

� sua antiga pris�o. -Eu n�o negocio.

� que tiraram o meu noivo da pris�o

e vem ver-me esta tarde.

Que se passa, c�u?

A assistente social disse-me que para poder continuar limpo,

tenho que deixar para tr�s toda a minha vida anterior.

Lamento, de verdade.

Hoje estou a d�-la para adop��o. Estou enganada?

Est�s a fazer bem, cigana.

N�o te vou voltar a deixar.

Vamos fazer um controlo rotin�rio de drogas.

�s a nova e vais ser apanhada porque aqui as coisas funcionam assim.

Kabila.

Rizos.

Qual de todas estas foi a que te deu os comprimidos?

Hern�ndez, leva a Kabila ao isolamento.

Tu e eu vamos ser grandes amigos.

Anuncie o seu produto ou marca aqui Contacte www.SubtitleDB.org

Que dizes? Que fazem aqui?

Mas, isto o que �?

Olha, olha, olha.

Olha!

-Est� cheio de galinhas. -E a Sole � a ra�nha do curral.

-Ela � a dona das galinhas. -Sole, que fazes?

Dou de comer �s galinhas.

Ah, muito bem. Fugiu de ti ou qu�?

Mi�da, queres ver que lhe deu uma coisa dessas na cabe�a,

um "ictos" desses... -Qual "icto" nem "icto"...

Sole, tu tomaste alguma coisa, verdade?

-Est�s bem, Sole? -Est�s drogada.

Mami, vamos um segundito � cela, por favor.

-Porqu�? -Esqueci-me de uma coisa, vem.

Vem comigo.

Recorda-se que fora do hor�rio de comida n�o se servir�o alimentos...

Quem porra soltou as galinhas?

Mill�n, fugiram.

N�o me surpreende, todos os dias metidas em jaulas, como n�s,

entendo-as. -Muito graciosa, Sole.

Ent�o �s tu a das migalhitas?

Pois vais r�r-te no isolamento.

-Mas, que fazes? -N�o � para tanto, Mill�n.

Filha de puta!

N�o, Mill�n, n�o!

-N�o, n�o! -P�ra, p�ra!

-N�o, n�o! -P�ra, p�ra!

P�ra, p�ra!

Mill�n, est� doente! Certo? Tem alzh�imer!

Agora mesmo n�o faz a m�nima ideia de quem �s tu! Sim?

S04 E06 "M� PESSOA"

D�-me muita pena a Sole.

� que tem a cabe�a perdida, perdida, perdida, perdida...

Nada � pior que esquecer-te de quem �s. Digo-te.

N�o s� � esquecer-te de quem �s,

� esquecer-te dos teus.

Vamos, eu n�o posso imaginar o que �...

esquecer-me da minha filha.

� que ter uma filha muda tudo.

Eu antes pensava em fugir.

Contava os dias que me faltavam para sair,

mas agora...

Agora conto os dias que me restam para estar com ela.

Cinco anos me faltavam antes da �ltima fuga, n�o?

Pois agora s�o treze.

E, com bom comportamento,

podem ser onze.

Minha m�e.

Tu cada dia mais boa e eu cada dia mais filha de puta.

� que eu n�o sei se compensa ser filha de puta, Zule.

Porque olha-me, olha-me onde estou.

-Onde estou eu. -Pois aqui. Nesta merda.

-Tere... -Palacios.

Eu estou limpa, eh? Estava a fazer a cama.

Mas, vamos, j� vou, porque hoje toca-me os sanit�rios.

Tere...

Acabam de nos avisar.

Teu pai morreu.

-Palacios! -Lamento.

N�o vai haver vel�rio, enterram-no hoje.

Sandoval disse que tens permiss�o de duas horas

se queres ir ao enterro.

Sim, sim. Sim quero.

J� venho buscar-te para que te mudes, sim?

E termina de meter o chuto se quizeres.

Bem precisas.

Portas-te muito bem comigo.

Porto-me muito bem contigo porque...

Porque o mereces.

Porque sinto-me muito mal saber que tiveste uma...

inf�ncia...

sem conten��o,

sem carinhos, sem cuidados,

sem uma m�e...

Eu n�o tenho nenhum trauma...

nem quero compaix�o.

N�o... Quem disse compaix�o?

Chama-se empatia.

Est� bom, n�o? Continua a comer.

Sabes que,

gra�as a tua m�e,

minhas duas preciosas filhinhas...

ficaram sem mam�.

Zulema... n�o � minha m�e.

ela pariu-me, sim, mas isso n�o a converte em minha m�e.

S�bia observa��o.

O feito de parir n�o te converte em m�e.

E muito menos Zulema, que � uma esp�cie de...

animal selvagem

dos que n�o te podes fiar nem por um s� momento.

Mas bom,

de mim podes confiar, n�o?

Deixei-te bem claro no outro dia quando fal�mos.

Eu quero o melhor para ti.

E vejo tudo o que se passa aqui.

Vejo o mal que passaste desde que entraste em Cruz del Norte.

O que te fizeram estas porcas.

Tudo. Vejo tudo.

Incluindo o corrim�o e esses golpes que tens.

Em Cruz del Norte, eu sou Deus.

Assim que, a partir de agora,

mais te vale que me digas se alguma destas te molesta,

te amea�a ou te causa dano.

S� tens que dizer-me e assunto terminado.

-Sim? -E que tenho de fazer em troca?

E que te parece...

Ser minha amiga?

S� isso.

Vem.

Vem. Acerca-te.

Vem.

Senta-te ao colo do tio Carlos,

que vou explicar-te como se manuseia tudo isto.

Vem.

Anda, vem.

Esta.

Essa?

Essa n�o te vai voltar a molestar nunca mais.

Tu n�o tens desejos para a tua filha?

Dsejos de qu�?

"Pois" coisitas...

Que a queiras abra�ar, que...

Que a queiras cuidar, que a queiras proteger da Barbie...

Mas tu n�o entendes nada.

Cada cent�metro que...

me acerco da mi�da, � um cent�metro que ganha Sandoval.

O melhor que posso fazer � manter-me longe.

Perdoa-me.

Acompanha-me. Tens uma visita.

Eu n�o tenho... vamos a ver, que eu n�o tenho advogado.

N�o tenho familia, n�o tenho amigos...

-Bom, esta. -Eu estou aqui.

Zulema Zahir s� h� uma, n�o? Vem.

Teu pai estava doente h� muito tempo?

Sim, muito.

Tinha cancro de pulm�o.

Fumava dois ma�os por dia.

Dizia que o ia deixar quando fosse maior

e tinha 72 anos...

Pobre papi...

Vou tirar-te as algemas.

N�o te vais apresentar no enterro assim.

Sabes o que mais ternura sentia de meu pai?

Que... Que sempre esteve orgulhoso de mim.

E eu que n�o lhe dei nenhum motivo para estar.

Mas embora sua filha fosse uma drogada de merda

que lhe roubara o telem�vel para vend�-lo e dar uma pica,

ele sempre esteve orgulhoso da sua Tere.

M�e de Deus, Pai nosso,

roga senhora por n�s pelos pecados cometidos.

Agora e na hora da nossa morte. Am�n.

Ol�, tia �ngela.

Quero faz�-lo eu, sim?

Fode-me muitissimo n�o ter estado mais tempo com ele,

n�o o ter acompanhado quando estava doente,

n�o lhe ter segurado a m�o...

Ningu�m, nunca, me quiz dessa maneira.

Ningu�m, nunca, me vai querer assim...

Cu�da-te, bonita.

Tere.

Piti.

Sinto muito pelo teu pai, mi�da.

Era muito boa pessoa.

Tinha a esperan�a de que estivesses morta.

Trinta anos sem saber de mim.

V�s-me muito mudada?

A que vieste, m�e?

Eu n�o quero falar contigo.

Recordas-te...

que um dia...?

Aquela vez em que entrou uma borboleta no quarto?

N�o podia voar.

Eu tentava que sa�sse pela janela.

E tu entraste e arrancaste-lhe as asas.

Deixaste o corpo com vida.

Disseste-me:

"Se n�o a podes ajudar a viver,

ajuda-a a morrer".

Queres dizer-me para que porra vieste?

N�o sabes quem sou.

N�o sabes quem sou.

Levaste-a assim que nasceu.

Levaste-a assim que nasceu.

Uma visita, assim boa?

-Pois seria... -Visita!

Uma visita boa... De antes de tudo, ou seja, do princ�pio.

De quando vinham aqui meus primos, meus irm�os, meus sobrinhos...

Desde que me tornei fufa...

Bom, desde que eles suspeitaram que eu era fufa,

pois n�o. Mesmo que tenho uma prima segunda que tamb�m...

-Pois essa tamb�m n�o veio. -Pois eu, mi�da, a...

Eu...

Uma visita...

� que eu, importantes, bonitas, visitas, n�o tive.

-Tu sim tiveste. -Bom, sim, um tost�o de visita.

No princ�pio, quando vinha ver-me Piti,

eram muito tristes, porque est�vamos muito tristes, mas...

Bom, uma vez, no dia de anivers�rio,

do meu anivers�rio, trouxe-me uma prenda.

-Um livro. -Grande merda, Tere.

A aventura da tua vida, eh? Que te trouxe um livro.

Ningu�m veio visitar-me aqui. Nunca.

Que n�o teve, diz agora... Que pouca vergonha.

Aquele velho.

N�o lhe digas...

N�o, mas olha...

Sim, o velhito...

-Fernando. -Claro...

Ai, Fernando, t�o lindo.

Ai, sim, � verdade, que nos enamor�mos aqui.

Claro.

Ai, que bom era Fernando.

-Sim. -Em tudo.

Em tudo. J� nos contaste, sim.

N�o sabes o que era Fernando, na "quest�o".

-Conta-nos. -Tinha ainda muita energia.

E mantinha-se...

N�o, tu recordas-te do que tu queres, vamos.

Olha! Ai, uma joaninha.

Uma joaninha! Uma joa...

-Era uma joaninha branca. -Foda-se!

V�s? Joaninha. Eu, joaninha?

Que queres, Duas Esponjas?

Nada.

Bom,

dou-te as minhas alm�ndegas.

Sei que gostas.

Vamos, come.

"Pos" sim.

Simp�ticas as alm�ndegas. Est�o bel�ssimas.

Gosto de ver as pessoas que desfrutam a comida.

Hoje � o teu dia de sorte.

Tenho influ�ncia nas cozinhas.

J� ver�s, uma surpresa especialmente para ti.

N�o, n�o. Eu n�o quero mais.

-Bom... -� que as minhas alm�ndegas enchem muito.

-Porque levam muito p�o ralado. -Claro, claro.

Vais desaproveitar esta oportunidade

com a especialidade que ficaram � Antonia as alm�ndegas?

Come.

Mas, que porra dizes, Duas Esponjas?

Come.

Est�o muito boas.

A ti d�-te gosto ver como me banho e, a mim, como tu comes.

Vamos.

Um pouquinho mais.

Vamos ver.

Reclamar�s...

Engole-a. Sim.

Dentro.

Deixa-a j�, que a vais rebentar, porra!

Que comas as putas das alm�ndegas,

gorda!

Traga.

A �ltima?

Ai, que pouca vergonha, Palacios...

Venho do enterro de meu pai, e venho com uma alegria,

que me sai do peito... Sinto-me culpada, eh?

Alegro-me muito de te ver.

E eu a ti.

Acompanho-te?

Quanto tempo levam juntos?

Vinte anos de noivos.

Est�vamos super enamorados.

E porque o deixastes?

Pois...

os dois metemo-nos juntos na droga,

ele libertou-se e eu n�o.

Tu como est�s? Como vai tudo?

Bem.

Com tua noiva, bem?

Deix�mo-nos h� quase um ano.

-Ah, sim, bolas... -Nada, a coisa n�o funcionava.

Tu como est�s? Que tal?

Bem. Igual.

Bom, n�o, mudaram-me de pris�o,

mas vamos l�, que � o mesmo. J� sabes.

Tens a� uma coisita...

Continuas agarrada?

Pois sim.

De facto, acabei de meter uma pica antes de vir.

Pois tens uma pinta do cara�as,

na verdade.

Est�s muito bonita, muito mais que na �ltima vez que te vi.

Com o tempo que haveis estado a falar,

o que disseram?

Pois podes crer que n�o me recordo?

Tenho que ir...

-Muitissimo obrigado por vires. -Ora essa.

Mas n�o me importa.

� que h� conversas que n�o queres que acabem, verdade?

Tere.

Qu�?

Importas-te se te for ver � pris�o?

Para qu�?

N�o sei, para ver-te, para falar...

As visitas s�o de segunda a s�bado, das cinco �s sete da tarde.

Tens que solicitar por escrito.

N�o est� permitido introduzir comida, nem bebida.

Agora, se lhe levares umas flores, fa�o vista gorda.

E d�-lhe dois beijos.

Creio que nunca te dei dois beijos na minha vida, n�o?

� igual.

Sabes o que � o mais m�gico de tudo isto, Palacios?

Que se meu pai n�o tivesse morrido,

eu n�o teria ido ao enterro e n�o tinha visto o Piti.

� como se meu pai...

estivese a organizar tudo isto desde algum s�tio, sabes?

A verdade � que n�o acredito nesse s�tio.

E que mais, Tere?

Desfruta o momento.

Que ningu�m nunca deveria sentir-se culpado por estar feliz.

Nunca.

Vais ver quando conte a Sole...

Vou pedir a transfer�ncia imediata de Sole para um centro especializado

e preparado para cuidar dos doentes de alzh�imer.

N�o, n�o, n�o.

N�o, n�o. N�o a podes levar.

-N�o. -N�o. N�s somos a sua gente,

n�s cuidamos.

Mi�das, compreeendo-o perfeitamente bem,

mas t�m que entender que a sua doen�a est� avan�ando.

Entrou na fase quatro.

Para que lhes fique claro, e o possam visualizar:

Sole vai estar perdida,

Sole vai ter mudan�as repentinas de humor,

mudan�as repentinas de personalidade, vai estar muito mais agressiva,

vai ter alucina��es...

Mas n�s podemos cuidar, n�o?

-Perfeitamente. -Claro.

Antonia, eu n�o duvido das tuas boas inten��es nem das de nenhuma;

mas entendam uma coisa: Sole est� doente.

Pensem-no.

E vai piorar.

Sole n�o vai saber nem quem �, muito menos quem s�o voc�s...

Como ela n�o tem fam�lia, comunico-o a voc�s.

E para esclarecer qualquer d�vida que tenham, aqui estou.

Eu vou-lhes contando todos os avan�os.

Raparigas, lamento muito, de verdade.

Mas pensem nisto:

a vida sempre pode piorar.

F�tima,

parab�ns.

Se vens dar-me conselhos de m�e, chegas 20 anos atrasada.

Eu dei-te a garra de Lobo para dobrares a gorda

e dobraste-a com uma bandeja de alm�ndegas.

Foda-se... Glorioso, de verdade.

Obrigado.

Tu desde quando fumas?

Eu sei que �s uma rapariga esperta.

Sabes que o Barbie est� a utilizar-te, verdade?

E eu a ele.

Sei que � um porco, n�o sou parva.

Mas tamb�m � ele que manda aqui.

Tens que medir os teus inimigos.

E Sandoval � dos grandes.

Eu nunca, na minha vida, escuta o que te digo,

o desvalorizei.

Bom, de facto, agora mesmo pode estar...

a vigiar-nos.

� como ter Deus do meu lado.

E isso faz-me poderosa.

Meter a Rizos no isolamento

n�o te faz poderosa.

Foder a Goya n�o te faz poderosa,

e ter o filho de puta do Sandoval do teu lado

n�o te faz poderosa, faz-te idiota.

Nunca se chama idiota a uma filha.

Poderia baixar-me a auto-estima, eh?

Eh, eh, eh!

Que se passa aqui?

Nada. Uma bronca entre m�e e filha.

Uma mais e v�o juntinhas as duas para o isolamento, vale?

Gostas de bater na mam�, verdade?

Isso n�o te d� o direito a participar em conversas familiares.

Vai.

Fora daqui.

Sim, sim, sim.

Tere,

rezei por alma de teu pai.

Para que descanse em paz.

Obrigado, mami.

Eu, entretanto, vou-me esquecendo das coisas,

mas recordo-me de minha mam� e meu pap�.

�s vezes n�o sei sequer quem sou eu.

Se estou ou n�o estou...

� como se meu c�rebro

fosse uma bola dessas de pl�stico furada,

e por esse furito, assim,

escapam-se todos os meus pensamentos,

minhas recorda��es...

Como o ar.

Minhas meninas,

quando eu morrer, n�o quero que me metam numa caixa.

Ai, por favor. Olha, que eu...

Ai, senhor, � que eu sou claustrof�bica.

A mim que me incinerem, que me queimem.

Como fizeste com teu marido, n�o?

Chi�a... Chi�a, que bruta!

Um pouco, n�o?

Recordas-te?

Sim.

Isso. Isso, isso.

Sim.

Sim, sim.

O que de verdade gostaria...

� arder...

numa fogueira muito grande,

e elevar-me ao c�u...

como uma guerreira viking,

como um filme.

Como no filme que eu vi, com Kirk Douglas, quando era menina.

Ah, que bom estava esse filme...

Eu chorei.

Mami... Est�s bem?

Sole!

Somos Tere e Saray. Somos tuas amigas, sim?

Que... Vem, vem. Que te levamos � casa de banho.

D�-me a m�o. Isso. Muito bem.

Vamos?

N�s acompanhamos-te.

-Claro. -Vem, vamos.

E assim merendamos.

-Que boa ideia -Vem, que toca a merendar.

Procuramos algo de chocolate ou algo...

Meu favorito �, sem d�vida, o encontro de mesa.

Porque h� o que tem vidro, que esse n�o gosto tanto,

mas o de mesa � muito bu� porque tens um contacto muito mais directo

e a mim encanta-me que as pessoas venham visitar-me.

Ou seja, que venha minha fam�lia, meus amigos, meus conhecidos...

Ela gosta at� que venha a fam�lia dos outros

a visitar-te a ti.

� que... N�o, mas � verdade...

Eu n�o gosto "de" falar...

Minha visita, vamos, aquela que ma d� vida de verdade,

� a visita... A visita, essa...

"ande" se fode.

-A �ntima? -Essa como se chama?

-A �ntima. -Pois essa.

Mas, Antonia, se tu j� n�o tens marido nem nada, n�o?

Que tem? Mas eu pago-lhe.

Olha, paguei a um negra�o...

Custou-me caro, eh, menina?

Mas deixou-me, que estive tr�s dias sem poder fechar as pernas.

A mim a visita da Luna, essa de falar,

n�o gosto, porque... N�o me agradam as pessoas.

Menos mal que ningu�m me vem ver.

� Antonia o que se passa � que gosta do facto de pagar

e ela poder dizer o que quer que lhe fa�am,

porque gosta essa coisa de estar por cima, dominar...

-N�o, n�o... -V�m, fazem-te isso e v�o.

E gostas disso. -Eu gosto mais dessa �ntima,

porque eu pago e fazem-me o que me d� na gana.

-Isso. -E tu sabes o m�rbido que �

que eu esteja ali gritando como uma louca

e o funcion�rio na porta, "a escutar" tudo? Vamos!

Homem, na cabana eu n�o podia.

Imagina... Os cinco mi�dos, minha sogra a cheirar...

Ora vai. Eu onde mais desfrutei a fodaria, foi aqui.

Mas � uma pena, porque todo esse tipo de visita �ntima e tudo isso,

n�o tem essa parte muito boa como o cortejar antes.

Ou seja, aqui as pessoas v�m para fazer amor j�, directamente...

Tu p�, que vais fazer ao refeit�rio? Vais comer, pois ali vais foder.

Sim.

-Querias falar comigo? -Sim, entra.

Do tema de Zulema e de sua filha encarrego-me eu.

N�o te metas.

Certo.

Ter uma protegida na pris�o � p�-la em foco,

na mira das outras presas.

E a cena das alm�ndegas vai terminar mal, sabe-lo, n�o?

Vai terminar com um espeto nas costas de uma delas.

-Sabe-lo? -Sim, sim. Sei-o perfeitamente.

Sabes o que � bom? Que Zulema tamb�m o sabe,

por isso est� a sofrer.

Temo-la onde quer�amos.

Deveria agradecer-nos,

j� que lhe despert�mos o seu instinto maternal.

Temos a estocada final para dobr�-la.

Que vais fazer a F�tima?

Que est�s a pensar?

Para conseguir justi�a,

h� que cometer pequenos actos de injusti�a.

Que tens? Porque te desconcentras?

Porque te afastas do objectivo?

Ei!

Sabes perfeitamente bem que tudo isto o estamos a fazer

para meter a Altagracia outra vez c� dentro.

Para guardar uma assassina, n�o?

Eu n�o te vou ajudar a rebentar uma jovem

cujo �nico delito � ser a filha de Zulema.

N�o o vou fazer.

Mataram a minha mulher.

Ataram-na de p�s e m�os,

subiram-a a um trampolim, empurraram-a e a deixaram ali.

Afogaram-a como a um c�o.

J� te esqueceste ou qu�? Ou te recordas?

-Sim, recordo-me. Sei. Sim, sim. -Recordas-te?

Que caralho disse eu o ano passado

quando te deu para matar uma presa em Cruz del Sur? Eh?

Denunciei-te?

Ou apoiei-te?

Ou te disse: "Eu confio em ti"?

-Confiaste em mim. Sim.

Que � que queres, eh?

Que se inteire todo o mundo?

Que isto salte para a luz?

Que um dia te deu um ataque de ira,

que te deu para empurrar uma presa de uma varanda?

Homic�dio imprudente.

De oito a dez anos...

N�o vou ter muitas ilus�es com Piti,

sim? Porque logo me pega a "baioneta", e j� me conheces.

O mesmo � o principio de uma nova vida para ti.

Que bonita est�s.

J� to disse uma vez, Zulema.

Tu e eu temos muito em comum.

Ningu�m confiava numa mulher para gerir pris�es,

mas n�o me dobraram.

Como a ti.

-Voc� � uma mulher de neg�cios. -Assim �.

E o futuro dos neg�cios s�o as pris�es de hommens.

J� imagino.

S�o... S�o muitos.

-Suponho que d� muita pasta. -Exacto.

Por isso entender�s que n�o possa permitir

que ningu�m o ponha em risco.

Nem sequer tu e tua amiga Altagracia.

Lamento, n�o � nada pessoal.

Eu n�o pedi uma visita �ntima.

Sandoval disse-me que te traga aqui.

-Mas... -Ponto final.

-Ol�. -Que tal?

Agora levo-as.

Eu n�o quero que te aconte�a nada.

Continuo a estar agarrada � hero�na.

E n�o te posso prometer que a v� deixar.

Nem eu to vou pedir, Tere.

Queria que conhecesses a minha pequena...

afei��o...

de voyeur.

Gosto de cham�-lo...

"Meu Motel".

Bom, sou um homem como qualquer outro, tenho as minhas debilidades.

a �nica diferen�a � que eu tenho que conformar-me

somente com olhar.

N�o te d� pena?

D�-me asco.

Sabes onde estamos?

Ali ao lado est� a sala da visita �ntima.

Gostaria que pares a� e que observes.

Que d�s uma olhada.

Vamos a ver como te explico...

...o futuro de algu�m que, creio eu, que te importa,

um pouco, ao menos.

Tua filha.

N�o, n�o, n�o. Por favor.

Deixa-me. Ajuda!

Deixa-a!

P�ra...

P�ra!

Parem!

P�ra!

Parem!

Ajuda!

Agora vamos a ver o que � mais forte,

se o teu instinto maternal,

ou o teu instinto de sobreviv�ncia.

-P�ra-o. -Que o pare? Imposs�vel,

viste o que s�o estas tr�s bestas.

h� anos que n�o cheiram uma f�mea.

N�o.

Que fa�o?

Diz-me onde est� Altagracia

e talvez possa fazer algo, depende de ti.

P�ra e digo-te.

P�ra e digo-te.

Ajoelha-te e suplica-me.

Ajoelha-te!

Suplica-me, Zulema!

Suplico-te...

que pares isto

e que deixes a minha filha.

Suplico-te.

Deixa-a. P�ra isto.

P�ra-os.

Na verdade, � que estou...

surpreendido de ver-te assim.

Convertida num ser humano,

comum e corrente.

D�bil e submisso.

Mam�...

N�o...

Quem me vai ajudar?

Fora!

Sandoval, situa��o de m�xima alerta.

N�o!

N�o te falhei nunca...

Adapta��o para PT-PT (sem AO): EduardoLuzOliveira

Ajude-nos e torne-se membro VIP para remover todos os an�ncios do % url%

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.