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Certo... Tenho um segredo para te contar.
Est�s no meio da estrada...
Eu sei... Queres ouvi-lo?
- Queres mover o carro primeiro? - Na verdade, n�o.
S� te quero dizer mais uma coisa.
O qu�?
Isto n�o vai sair bem...
Est� bem, diz-me.
Estou apaixonado por ti...
Deixem as crian�as caminharem com a natureza...
Que vejam os belos la�os e comunh�es entre a vida e a morte...
A unidade alegre e insepar�vel...
E aprender�o que a morte �, na verdade, necess�ria...
E t�o bela quanto a vida.
Este � o meu voto para Bennett.
Este jovem incr�vel,
que nos foi arrebatado t�o repentinamente,
que foi t�o amado, cercado de tudo que achava belo.
� com este estado de esp�rito que devolvemos Bennett
�quele reino de onde Deus milagrosamente criou a vida.
- Abre a porta, Ryan. - Um momento.
Deixa-me... Deixa-me...
Vamos, deixa-me entrar.
Credo, Ryan! Abre estas janelas!
N�o me importa o que digas, da pr�xima vez deixa a Gl�ria ajudar-te.
Parece que alguma coisa morreu e foi para o c�u.
- N�o sabia que ela estava aqui. - N�o est�.
Mas vai voltar em breve.
- Onde estavas? - Estava aqui.
- O qu�? Em casa? - Sim...
Mostra-te de vez em quando, sim? A tua m�e est� preocupada.
O que quero saber, o que preciso saber... �...
Como foram os 17 minutos de vida para o meu filho?
N�o sei o que dizer-lhe, senhora Brewer, eu n�o estava l�...
A senhora falou com todos os m�dicos,
com todas as enfermeira, com todos os param�dicos, com todos os bombeiros
que trabalharam naquela noite.
N�o sei que informa��o adicional lhe possa dar.
- E Jordan Walker? - Ainda est� em coma.
Eu sei, mas tenho um v�deo de uma c�mara de vigil�ncia,
e nesse v�deo parece que eles conversaram...
Talvez tenham conversado.
Ele teria sido capaz de conversar com o meu filho?
Depende da lentid�o do sangramento no c�rebro dele.
� poss�vel que tenha ficado consciente
o suficiente para manter uma conversa.
Ent�o ele teria sido a �ltima pessoa a falar com o meu filho antes de morrer?
Sim.
Desculpe, tenho um compromisso.
Quando acha que ele vai acordar?
Como j� lhe disse antes, Sra. Brewer, j� dei-lhe todas as respostas que sabia.
Mas ele pode acordar, digo, quais seriam os sinais?
Sinto muito.
Allen?
Allen?
Ol�! Ol�, como vais? Desculpa.
Estou um pouco cansado...
Est�s a suar.
Sim... Sim... Obrigado. Tens raz�o.
Estes dados est�o correctos? Porque n�o tenho nada aqui para o ver�o.
- Allen? - Tudo bem.
Parece que te esqueceste de dormir.
Estou bem. Tudo bem.
Obrigado pelas flores, n�o precisavas...
Pensei ligar-te tantas vezes, n�o sabia que fazer nesta situa��o.
S� quero ser forte para a Grace, � tudo. � o que estou a fazer.
Claro...
Ent�o... Temos... Temos 30 alunos aqui.
Prontos e a rezar para se formarem.
Bem, verei o que posso fazer.
Se quiseres alguma coisa, qualquer coisa, � s� dizeres-me.
Eu sei.
Hoje tive uma ideia interessante.
At� fiz uma compra.
Parece haver muitas pesquisas sobre como lamentar a morte de algu�m.
Encontrei algumas sugest�es interessantes.
N�o, Allen, n�o...
Sugerem que usemos uma sineta.
Podemos toc�-la quando sentirmos saudade de Bennett...
Ou... quando pensarmos nele.
Podes coloc�-la em qualquer s�tio da casa.
Deixa-me v�-la.
- Ol�. - Ol�.
- �s a Rose, certo? - Sim.
Entra.
Por aqui...
Queres um ch�, um refrigerante?
N�o, estou bem, obrigada. Desculpe por eu passar aqui.
De forma alguma. Estou contente que tenhas vindo.
Queria falar consigo desde o funeral.
Sim, eu sei. Quisera poder ter dado mais respostas � sua mulher.
Sei o quanto ela as queria.
Claro que ela quer respostas. Est� muito focada no assunto.
Mas � uma quest�o de tempo. Como te est�s a sentir?
�gua... Pode dar-me um pouco de �gua?
Sim, claro. Senta-te ali e fica � vontade.
Tento imaginar como conheceste o Bennett.
Fazes parte do governo de Huston?
N�o...
Ent�o �s estagi�ria no jornal?
N�o...
Servi�o comunit�rio? Diz-me se estou quente ou frio.
Frio.
N�o imaginava que o Bennett mantivesse contacto com amigos da escola prim�ria.
N�o. Eu sou aquela que ele engravidou.
- Perd�o? - Estou gr�vida.
Desculpa... Mas... N�o compreendo.
Estou gr�vida de 3 meses.
� do Bennett?
Sim.
Tens a certeza?
Sim.
Vais t�-lo?
Ele disse-me que s� passaram uma noite juntos.
N�o acredito que ela n�o tenha para onde ir.
Deve ter onde ficar at� o teste de paternidade.
Teste de paternidade?
N�o submeterei a pobre rapariga a isso.
- Est�s a defend�-la? - N�o a estou a defender.
S� n�o vejo porque ela inventaria isto.
Porque tem 18 anos e n�o tem dinheiro.
N�o consigo lidar com isto! Simplesmente n�o consigo!
Grace, Grace, Grace... Vem c�... Vem c�...
Nem sequer a conhecemos!
Parece ser uma boa mi�da.
Se for dele, afinal, n�o fico feliz com isso.
N�o quero que todos pensem que fomos aben�oados.
- Achas que fomos aben�oados? - N�o, n�o acho.
Provavelmente foi ela que pintou o cabelo dele.
Ele jamais faria aquilo!
Continua a arrumar a cama. Vou descer para busc�-la.
Porque tinha ela que vir para a nossa casa?
Estamos de luto, isso n�o far� bem ao beb�.
N�o deve ter outra escolha.
- Est�s realmente gr�vida? - Sim.
Isso � f�cil de imaginar...
A �nica coisa errada que o meu irm�o fez,
e nem sequer est� aqui para enfrentar as consequ�ncias.
- Sou a Rose. - Eu sei, sei quem tu �s.
O meu irm�o tinha a tua foto na mesinha de cabeceira.
- �? - Sim.
N�o lhe tocava porque ele certamente se masturbava com ela todas as noite.
- Tu �s o irm�o mais novo? - Sim, o maluco.
Ele n�o te contou que sou maluco?
N�o, nunca me contaste que eras maluco.
Foi apenas educado.
Sim, estou bem, n�o pare�o estar?
Bem, pareces meio agitado.
Estou um pouco inquieto, sim...
Est�s com febre.
N�o sei porqu�, estou a sentir-me bem.
- Ryan... - Sim?
A minha m�e acabou de se internar para reabilita��o.
Toma uma aspirina, isso ajuda.
O que dirias se te perguntassem sobre esta noite?
Que tal um elogio pelo que te dei h� pouco?
Tu n�o me deste nada.
- Dei-te tudo. - Ok, mas quero mais.
Quero saber o que pensas.
Por favor.
Eu diria...
Eu diria...
O maior?
Gosto disso...
Gosto dessas palavras.
Algu�m me ajude a encontrar o meu beb�/i>
Algu�m me ajude a encontrar o meu beb�!
N�o sei para onde foi!
Viu o meu beb�? Pode encontr�-lo?
N�o consigo encontr�-lo... Ele � t�o pequeno!
N�o consigo... N�o consigo encontr�-lo!
A minha m�e vai caminhar todas as noites �s 6.
Eu segui-a h� duas noites. Ela d� a volta ao quarteir�o,
repetidamente, � procura do James.
Espera um momento.
Ol�! Tu deves ser o Ryan.
Entra, por favor. Senta-te.
Estamos a acabar com a Leighton...
Fica � vontade para ouvires ou para participares quando quiseres.
- Est� bem. - Desculpa, Leighton.
Quando perguntei ao meu pai onde ela estava,
disse que estava � procura do James.
�s vezes, ela corre para o quarto dele e abre a porta
como se fosse v�-lo ao computador, ou algo assim.
Frequentemente, os pais que n�o viram o corpo, como a tua m�e,
ainda procuram pelos filhos nas multid�es.
�s vezes at� pensam que os v�em.
� normal, Leighton.
O melhor que podes fazer pela tua m�e
� conversares sobre isso com ela.
Acho que pode ajudar.
- E ent�o, Ryan. Ol�! - Ol�.
- O que te traz aqui? - Nada.
S� achei que fosse a coisa normal a fazer.
Est�s a sentir algum sintoma de perda?
N�o.
- Quem a senhora veio ver? - Jordan Walker.
N�o sei porque n�o percebem isto. Ele prefere as cortinas abertas de dia.
Acha mesmo?
Disse-lhe isso depois de pedir aquele aqu�rio?
Ele s� quer um pouco de vida neste quarto.
Descafeinado, pingado com sabor a caramelo e espuma extra.
Brinde a mim.
Se est� a tentar subornar-me
para dar de comer ao peixe no fim de semana, desista.
Est� bem. Estarei aqui no fim de semana.
- Obrigada. - De nada.
E, Tony, podes pedir ao Dr. Jacobs para passar aqui quando chegar?
- Tenho algumas perguntas para ele. - Imediatamente...
Obrigada.
N�o tens que falar, se n�o quiseres.
Podes apenas escutar.
Recomendo fortemente que n�o partilhes.
Estas pessoas s�o como abutres de luto.
Ent�o porque est�s aqui?
N�o tenho aonde ir.
E a minha irm� Amy estourou os miolos na igreja.
- Sinto muito. - E quanto a ti?
O meu irm�o... morreu num acidente de carro.
H� montes de acidentes de carro.
O irm�o da Leighton estava num carro, o da Sarah e o do Jason...
A irm� da Hilary teve uma overdose, e...
o irm�o do Jeremy morreu antes mesmo de ele nascer.
� o mais dram�tico de todos. At� parece que ele se lembra dele!
- Ent�o �s a �nica com um suic�dio? - Como sabes que n�o foi assass�nio?
Porque acabaste de dizer que ela estourou os miolos.
� apenas suic�dio... Nada especial.
Sabes... N�o fica mais f�cil, ou... mais interessante.
Todas as diferentes camadas dos problemas dos tramados.
Estou bem. Estou bem, a s�rio.
Bem, se n�o estiveres, o grupo � �ptimo para falares sobre isso.
Os teus amigos v�o evitar-te como se fosses a peste.
Nem falo nisso com eles.
Ent�o, fico contente que estejas aqui.
Alguma vez me notaste,
nas vezes em que nos cruzamos?
Pelo menos reconheceste-me em algum momento?
Fecha os olhos. Estou quase a acabar.
Os dois est�o fechados.
- Est�o fechados. - �ptimo.
Ent�o, foste eleito "o mais popular"
ou "o melhor de todos",
ou "o melhor tipo para conhecer", certo?
Certo... Sim, fui eleito o melhor de todos.
Ent�o tu �s um tipo porreiro?
Penso que sim.
� por isso que est�s aqui?
Porque �s porreiro com toda a gente?
N�o...
J� n�o pareces o rei do baile.
Que merda!
A minha m�e vai-me matar!
Achei que caiu bem.
- Verdade? - Sim!
- Sim? - Sim.
Tu �s t�o linda, Rose!
Diz se houver alguma coisa que n�o consigas comer.
Imagino como o teu est�mago deve estar sens�vel agora.
Tenho desejos de comer os burritos do Taco Bell.
Manteiga de amendoim e bananas era o da Grace, certo?
Certo.
Quando a Grace teve o Ryan,
pensei que fosse dar � luz uma Banana Split.
Na verdade, foi o Bennett.
Bryan, est�s a aproveitar o ver�o?
O ver�o acabou.
Claro.
Diz-me porqu�. N�o me consigo lembrar.
Est� bem. Aqui vai outra. Como vai a escola?
Vai bem. Tenho todas as aulas que queria...
Depois da escola, eu e uns amigos fomos nadar,
e talvez mais logo a gente v� ao cinema.
- Excelente! - Porque � excelente?
Parece ser uma boa maneira de passar o dia.
S� falta um burrito de feij�o.
- Tenho uma coisa para a Rose. - �ptimo! Vamos ver o que �.
H�m um site na internet onde se p�e a foto de duas pessoas
e se v� como ser�o os filhos delas.
Coloquei a tua foto e a do Bennett,
e de acordo com eles, o vosso filho
vai para escola no autocarro dos anormais.
Ryan, isso n�o � apropriado.
Deixa-me ver.
Olha! Olha!
Pelo menos, estabelece os padr�es dele muito bem, certo?
Chega, Ryan. Obrigado.
Ainda assim eu amo-o.
Algu�m sabe se o tempo vai melhorar no fim de semana?
Porque fazes isso? Porque mudas de assunto quando se fala no Bennett?!
- Eu n�o fa�o isso. - Sim, fazes!
- Grace... - Fazes pois. O qu�?
Pintaste o cabelo do nosso filho de azul?
A Rose n�o quer falar sobre isso ao jantar.
- Porque n�o? S� quero saber. - Grace, p�ra com isso!
Porque criar um caso agora?
S� estou a fazer uma pergunta.
Pintaste ou n�o de azul o cabelo do nosso filho?
acabei.
Sim.
Sabes, quando fui � morgue, pensei que n�o fosse ele...
Pensei que fosse outro, porque o nosso filho nunca pintaria o cabelo de azul!
E pensei que talvez houvesse um engano, e ent�o... vi a cara dele e...
era ele, era o nosso filho.
E estava morto... outra vez.
Foi como se tivesse morrido duas vezes.
Desculpe.
Eu n�o queria criar um caso, s� queria fazer uma pergunta.
Posso vir no hor�rio de atendimento, se for mais f�cil.
N�o, n�o, n�o fa�as isso, Dante. Vamos recome�ar do in�cio.
Volto amanh�. Vou marcar uma hora.
Estou bem... Estou bem.
Talvez devesses pensar em tirar umas f�rias por mais um tempo.
Posso arranjar um substituto.
N�o, n�o fa�as isso. Estou bem.
� que ainda n�o tomei o meu caf� da manh�.
Queres jantar comigo hoje? Sem condi��es...
Costum�vamos ser bons amigos... Lembras-te?
Eu... s� preciso de uma noite de sono...
� esse o meu problema, preciso de uma noite de sono.
E a casa da praia?
� certamente um lugar maravilhoso
para esquecer o mundo por algum tempo.
A Grace adora a casa de praia!
v�s. Bem... Quando a m�e do Rick morreu,
levei a fam�lia toda para a Fl�rida por algumas semanas, fez diferen�a...
N�o posso conversar mais contigo.
Sabes isso.
S� quero certificar-me que est�s a cuidar de ti.
Nem sempre foi a Grace.
- Ryan, vamos para a casa de praia. - Quando?
N�o quero ouvir nada, a decis�o est� tomada, vai a fam�lia toda.
S� perguntei quando.
Agora, hoje.
- Posso levar algu�m? - Sim, claro. Quem?
- A Ashley. - Est� bem.
- Nada de drogas! - Por favor, pap�, porque n�o?
Falo a s�rio, Ryan. Vai ajudar a tua m�e a fazer as malas.
Achas que vai querer uma amostra antes de irmos?
Por favor, Grace, desliga isso.
N�o entendo como um carro se despeda�a assim.
Talvez dev�ssemos mostrar ao Bill de novo, porque...
Talvez houvesse algo errado com a estrutura do carro.
N�o havia.
Ele sai do cami�o, vai at� junto do Bennett, e ent�o...
Parece que fala com ele...
Grace! A Ryan tem uma amostra, adorava que a testasses.
Fala com ele e d�-lhe o casaco...
Vais testar a amostra ou n�o?
Ele ficou vivo durante 17 minutos. N�o tens a menor curiosidade
sobre o que aconteceu naqueles 17 minutos?
Talvez esta seja uma boa altura para parares com os testes, sabes?
A Ryan parece estar bem... N�o vamos for�ar a barra.
O que achas?
Acho que � importante ser consistente.
Est� bem.
S� penso que isto � demais para ti.
Est� tudo bem, estou bem, posso faz�-lo.
Tu n�o a levaste � casa de praia, pois n�o?
Claro que n�o!
Esta m�sica � maravilhosa!
Algu�m j� fez amor ao som desta m�sica?
A mam� j� fez... Ela est� a sorrir.
- Estou sentada na cama dele? - Sim.
� arrepiante!
Voc�s os dois davam-se bem?
Brig�vamos um pouco quando �ramos pequenos,
a minha m�e diz que eu o seguia sempre.
Ele era lindo!
A minha m�e acha que ele foi a coisa mais incr�vel que j� viveu, mas...
Na verdade, ele sabia ser um filho da m�e, quando queria.
Ele ganhou um monte de tarecos!
�... ganhou.
Tu provavelmente irias querer namor�-lo.
- N�o. - Sim, irias. Acredita.
Ele tinha esse efeito nas pessoas.
Sei que a minha m�e queria namor�-lo �s vezes.
- E quanto a ti? - Quanto a mim, o qu�?
Quem querias tu namorar?
N�o sei... Tu, talvez?
Talvez...
Vou ganhar! Chego primeiro l� em baixo! C� vamos n�s!
Ol�, Grace.
- Tem um minuto? - Claro.
Comprei um livro.
Um livro sobre beb�s.
E h� tantas perguntas cujas respostas eu n�o sei!
E ent�o espero que me ajude a complet�-lo.
- N�o � uma boa altura? - Tudo bem. Do que precisas?
O nome dele... Como escolheu o nome do Bennett?
- Por causa do Tony Bennett. - O cantor?
N�o � f�cil escolher o nome do nosso beb�!
Allen e eu n�o concord�vamos quanto ao nome para menina.
Eu queria Ruby e ele algo mais tradicional.
Ruby... � bonito.
Ent�o... Espero que isto te ajude.
Quer sentir?
Porque n�o vais nadar, como os outros?
Ele d� sempre pontap�s, quando ouve a tua voz... Sinta.
- Estou bem, obrigada. - Por favor...
� forte!
De novo!
Nunca imaginei que fosse ficar gr�vida.
Nem achava que era poss�vel na primeira vez.
Quem tem este tipo de sorte?
Achas que foi a primeira vez do Bennett?
Sim, acho que sim.
Engra�ado, n�o �, que tu sejas a �nica a falar comigo sobre ele?
Adoro conversar, mais do que tudo; tenho tantas perguntas!
Acho que devias ir nadar.
- Sou o Bennett. - Prazer em conhecer-te, Bennett.
Prazer em conhecer-te tamb�m.
- Olha... - Espera!
- Para que faculdade vais? - Barnard. E tu?
Pensei que fosse Nova Iorque.
N�o, vou para a Barnard, deram-me uma bolsa.
Boa! Eu vou para Berkeley.
Sem bolsa de estudos.
Tenho que ir trabalhar. Estou sempre atrasada.
Est� bem... Por favor, n�o v�s j�!
Levei um ano a ganhar coragem para falar contigo.
N�o v�s, por favor!
Esperaste at� as 3:15 do �ltimo dia da escola.
Est� bem... Nunca disse que era bom a escolher o momento.
Tenho que ir trabalhar.
- Ser� que eu... posso ir contigo? - Sim!
- Desculpa... - Sim...
Sim? Tens a certeza?
Ryan! Ryan!
Ryan!
Ryan! Vem a� uma tempestade! Sai da �gua!
- O qu�? - N�o me contraries!
Apenas saia da �gua! Agora!
Eu sei nadar!
Porra! Saia agora! Neste momento! Estou a falar a s�rio!
N�o est�s a entender? Vem, por favor!
Porra! Sai j�!
- O que est�s a fazer? - N�o quero falar contigo!
Escuta-me!
Nadou?
Sim, sim... Sim, nadei.
Foi... bom, foi bom. Estava um pouco fria, mas foi bom.
Est�s bem?
Ah, sim, estou bem. Estou bem. Simplesmente bem.
N�o h� nada como a brisa do mar, sabes?
Sei... Sempre quis morar perto do mar.
A minha m�e achava que eu era quase doida.
- Mas que coisa! - N�o faz sentido.
N�o, na verdade, n�o.
A tua m�e � mais que bem-vinda para ficar connosco, se quiser.
N�o iria dar certo. A minha m�e n�o � l� muito s�...
N�o creio que isso fosse assustar algu�m c� em casa.
A verdade � que n�o lhe contei que estou gr�vida.
Porque n�o?
Porque ela ia dizer-me que escolhi o caminho errado.
N�o quero ouvir isso...
N�o penso que tenhas escolhido o caminho errado.
N�o estou certo porque o escolheste, mas n�o lamento que o tenhas feito.
- Sei que h� outras op��es. - Apoiar�amos de qualquer modo.
- N�o sou contra nenhuma delas. - Claro que n�o!
- Eu apenas... Eu n�o sei. - N�o sabes?
- N�o, eu realmente sei... - Tu n�o tens que saber.
N�o tens que saber. Est� tudo bem. Podemos conversar sobre isto noutra altura.
Vamos ao cinema?
Ryan! Allen?
Quer ver o truque que fa�o nas festas?
- Claro. - Est� bem. Segure nisto.
Vejam s�!
� bom!
Na verdade nunca fiz isto numa festa. N�o sei como me lembrei disto.
Tem algum truque que fa�a nas festas?
N�o sei se isto conta, mas nunca esque�o os n�meros das pessoas.
Tenho tend�ncia para decorar n�meros.
Quais s�o os meus n�meros?
Tu tens 18 anos, 216 meses...
164 semanas, 25.920 dias...
311.040 horas.
Bateste � nossa porta
em... 14 de Agosto de 2008, �s 2:30 da tarde,
O teu parto est� previsto para 12 de Fevereiro de 2009.
Faltam ainda 119 dias...
2.136 horas...
128.160 minutos.
E tens dois batimentos card�acos.
� medida que te for conhecendo, contarei mais.
Esse seu truque para festas � t�o melhor que o meu!
- O que houve? Onde est� a Grace? - Ela est� bem.
- L� nos fundos. - E o meu filho?
- No andar de cima. - O que aconteceu?
A sua esposa sentiu-se mal num supermercado e precisou de assist�ncia.
- Ela est� l� fora? - Sim.
Obrigado, Sr. pol�cia. Esta � a Rose.
Tu est�s bem?
- Chamei um t�xi. - Porque n�o me chamaste?
Porque o teu telefone estava desligado.
Desculpa... Eu estava no cinema.
- Foste ao cinema? - Sim, com a Rose.
Foi agrad�vel sair um pouco.
Porque desligaste o teu telefone?
Foram s� duas horas.
Em duas horas pode acontecer muita coisa.
O que aconteceu no supermercado?
Foi um filme engra�ado? Tu riste-te?
Ou era triste, e tu choraste?
N�o suporto isto.
Estou a avisar-te... Tu n�o...
Quero apenas saber o que houve! S� isso!
Tive uma ideia... Se quiseres, v� com a Rose para Paris,
ou Roma, ou algum lugar bem rom�ntico, tirem f�rias de toda esta... morte.
Isso n�o � justo!
Sabes o que n�o � justo?
N�o � justo que possas ir ao cinema com ela,
e eu nem possa passar pelo cereal favorito do Bennett...
Por favor... N�o fa�as isso... N�o fa�as isso...
Desculpa! Deus! Deus! Deus! Deus!
Aonde vais? N�o! N�o!
Desculpa! Desculpa! Vem c�...
Desculpa! Sinto tanto!
Lamento tanto...
Desculpa! Desculpa! Lamento tanto!
Lamento tanto! Eu realmente lamento muito!
Eu amo-te! Eu amo-te! Eu amo-te!
Grace, s� te amo a ti e a mais ningu�m, percebes?
Desculpa! Lamento muito ter-me ausentado durante tanto tempo.
Mas agora estou de volta. Que maravilha! V�!
N�o conseguem nem seguir as mais simples instru��es!
Quantas vezes j� te disse que precisas de luz?
Bom, j� basta. Vamos ler.
Nem sequer me lembro onde paramos!
Foi no 7� ou no 8� cap�tulo.
Vejamos... Oitavo cap�tulo.
Vamos terminar a lista de leituras para o ver�o, em que esta � a primeira.
E digo-lhe que a do col�gio � mais chata que a da faculdade.
Bom. Onde est�vamos? Vamos ver...
Ele come�ou a avan�ar num sonho...
Tremendo como a agulha do man�metro quando o apontava em direc��o � escada,
A sua voz esgani�ada, o olhar fixo... Algo parecia estar errado.
Os meus... reflexos... Sabe de uma coisa?
O Allen... nem sempre foi assim. N�o quero que o julgue,
ele �, na verdade, um homem muito gentil.
E verias isso se o conhecesses.
Ele nunca amou ningu�m menos do que devia, nunca!
Quero que saibas disso.
� apenas mais uma fase... Uma fase que estamos a atravessar, s� isso.
Exactamente como outra qualquer.
"O que � que h�?" eu gaguejava baixinho, e...
- Ele � todo vosso! - O que est� a acontecer?
- Esperem! O que...? - Ele vai ser transferido.
Para onde? Porqu�?
H� um mandato de pris�o.
Vai para o hospital municipal, onde h� vigil�ncia 24 horas.
- Deve haver um engano... - N�o h� engano nenhum.
E quanto �s coisas dele?
N�o vai precisar delas para onde vai.
Ficar� assustado se as suas coisas tiverem desaparecido!
O que pensa que um homem destes lhe trar� para a sua vida?
Assim que acordar, se acordar... vai logo para a Penitenci�ria Rikers.
Vai visit�-lo l� tamb�m?
Acho que talvez a Grace esteja a ter um caso.
N�o.
N�o a culparia se estivesse.
N�o creio que ela fizesse isso.
Eu fiz... Tive um caso.
Precisava saber que ela me amava.
Estou cansado. Toda a minha vida me senti como se fosse o nosso 1� encontro.
Nunca a mereci.
Quer ir a uma festa comigo?
Vai ser divertido.
N�o estou vestido para isto.
N�o se preocupe. N�o s�o de julgar as pessoas.
Meu Deus! Tu est�s imensa!
Nunca pensei que podia esticar assim!
Shea, este � o Allen. Allen, esta � a Shea.
- Ol�, como vai? - Ol�. Prazer em conhec�-lo.
Esperem! Perceberam que este � o visual
com o qual nunca iriam querer ser vistos numa festa?
N�o, mas estou a usar as roupas de gr�vida da Grace.
- E tu? - � isso mesmo.
Na verdade est�s perfeito.
Vamos entrar!
Nem morto quereria ser visto nu!
Tu est�s gr�vida ou algo assim?
Sim, estou.
Moras debaixo de um viaduto e vais ter um beb� sem-abrigo
e vai us�-lo para conseguir mais dinheiro?!
N�o, sou apenas uma gr�vida normal.
Manda ver!
Nem morto me agarravam a ter um beb�!
Tudo bem se eu me aproximar mais um pouco?
Se estiver bem para v�s, tenho que lhes contar uma coisa.
Ou�am... Estou drogado.
Estou a viajar e tudo mais...
� algo que a Britney Spears diria: "T� viajando", percebem?
Podemos ir para outro s�tio.
N�o, n�o, esperem! Esperem! Digam algo familiar, por favor. Algo familiar!
Estou s� a ver fantasmas demais.
Batatas fritas.
Bob Esponja.
Macacos?
Os que te arrancam as bolas, te derrubam o bolo de anivers�rio, ou os simp�ticos?
Os simp�ticos.
Vai, beb�, vai!
- O que fizeste? - Eles autografaram-me a barriga.
Pareceu gentil na altura...
"Tem um �ptimo ver�o com a nova crian�a."
Nunca gostei de anu�rios.
- Quer autografar? - Est� bem.
Talvez fosse mais f�cil se falasse com a Grace sobre ele.
Comportas...
N�o sei o que faria se elas se abrissem.
Falarei sobre algu�m. Mas mal ser� sobre ele.
Porque farias isso?
Porque h� coisas que preciso contar-lhe.
Est� bem.
Eu conheci esse rapaz...
Ele foi maravilhoso comigo.
Est� tudo bem?
Sim.
A primeira vez que o vi, foi na aula de Ingl�s.
Usava um bon� de basebol no primeiro dia de aulas.
O professor f�-lo tirar e o cabelo dele estava todo arrepiado;
sorriu para mim enquanto tentava ajeit�-lo.
Nos olh�vamos um para o outro depois disso.
E comecei a sentir como se o conhecesse.
Olhava tanto a sua foto no anu�rio que lhe conhecia o rosto de cor.
No �ltimo ano, tive aulas de piano. E ele, de futebol.
Ent�o cruz�vamos todos os dias depois das aulas exactamente no mesmo lugar.
E isso tornou-se uma coisa que eu esperava ansiosa.
T�o ansiosa que posso dizer todos os dias em que ele faltou,
porque foram os dias em que fiquei desapontada.
E �s vezes ele olhava para mim... outras vezes, virava a cara...
...e �s vezes era t�o intenso...
que come��vamos a olhar-nos desde o in�cio dos degraus.
E ent�o, no �ltimo dia, ele falou comigo.
E tudo o que me disse foi exactamente como imaginei que seria.
E ele sentiu-se como se sentia nos meus sonhos,
e pensei que tudo acontecia exactamente do jeito que devia acontecer.
E fui feliz como nunca tinha sido!
Feliz e temerosa ao mesmo tempo.
E se ele visse a minha barriga, teria escrito algo reconfortante.
Esta foi uma das equa��es mais dif�ceis que j� resolvi.
Levei tr�s anos a faz�-lo.
E eu estava apaixonada por ele...
� por isso que vou ficar com o beb�.
Estive apaixonada por ele durante quatro anos.
Eu mal o conhecia... Mas tudo foi exactamente como imaginei...
Tudo foi... exactamente como visualizei.
Eu tinha que ficar com este beb�.
Acho que ele foi o amor da minha vida.
Estou muito cansado...
N�o posso continuar a lutar.
T�o cansado...
- Foi uma boa hist�ria. - Obrigada.
N�o quis dizer nesse sentido, digo, foi bom ouvir.
N�o para ti, mas para mim foi, acho.
E ent�o, como foi o enterro do teu irm�o?
- N�o me lembro. - Mem�ria defeituosa?
N�o, realmente n�o me lembro, eu estava muito pedrado.
N�o sabia que te drogavas...
N�o me drogo. A minha m�e faz-me um teste de duas em duas semanas.
� isso que eles fazem para provar que a minha vida � normal.
- Precisas de companhia? - Sim, claro.
O beb� est� de cabe�a para baixo, o que significa que est� quase na hora.
Como est� a sentir-se, Sr. Brewer? Parece que precisa de descansar.
Estou bem, obrigado. Como est� o beb�?
Exactamente como quero que ela esteja neste momento.
- � uma menina? - Perd�o, pensei que soubesse!
- � uma menina? - Parab�ns!
Ela � saud�vel?
Tem os batimentos card�acos muito fortes.
Cuidou dela muito bem.
Isto � maravilhoso!
Isto � maravilhoso!
Com licen�a.
� maravilhoso! Bom, volto j�.
- Qual � o teu problema? - Apenas preciso de 1 minuto.
Ent�o... Fica um minuto. Vou voltar l� para dentro.
N�o quero esse beb�, Allen, e n�o me importo se isto soa horr�vel.
Isso soa horr�vel.
Se ele fosse vivo, ela n�o ficava com o beb�!
- N�o posso ser amiga dela. - N�o precisas ser.
- N�o serei. - N�o, n�o, n�o fa�as nada!
N�o te posso dizer como estou a sentir-me?
N�o, quando tudo o que dizes soa t�o terr�vel.
Tens raz�o. Perder um filho � terr�vel.
Tu n�o �s a dona do sofrimento.
N�o �s a �nica. H� outras pessoas que tamb�m sofrem.
Tu n�o. N�o derramaste uma l�grima nem uma vez.
- Vou entrar. - ...vais a eventos desportivos...
Algu�m tem que permanecer forte, permanecer inteiro! Se eu desmoronar,
tudo vai para o inferno, e n�o permitirei isso.
Sinto muito se n�o posso lidar com nada al�m da minha dor
e n�o trato a fam�lia como um ex�rcito!
Nem tudo � sobre ti ou a tua dor, Grace!
H� pessoas na nossa vida que precisam da nossa aten��o.
N�o se d� um c�ozinho a quem acabou de perder um cachorro. N�o se faz isso!
Ent�o o que fazemos? Devolvemo-la?
Damos-lhe 20 dinheiros e desejamos-lhe sorte?
Trat�-la como um presente que nos foi dado,
como se estivesse tudo bem depois que o nosso filho morreu, n�o suaviza o golpe.
Para mim, sim.
Estou contente por ti! Estou contente que
a rapariga que � a raz�o do nosso filho estar morto te suavize o golpe!
- Isso n�o � justo... - O que fazia ele no meio da estrada?
Se estivesse com os amigos, se estivesse com a gente,
estaria no meio da estrada? Responde-me!
Tu n�o sabes nada a respeito dela! N�o fazes o menor esfor�o para conhec�-la.
N�o quero conhec�-la, n�o entendes isso?
Devia ter sido ela a morrer naquela noite! Devia ter sido ela!
Ol�...?
- Ol�. - Posso ajudar-te?
Sim. A Ashley deixou este cachecol no meu carro. Quem �s tu?
Sou a Amy. Moro aqui.
- Amy? - Sim.
Amy, a irm� mais velha da Ashley?
O que te contou ela? Que tinha morrido electrocutada?
Ca� no mar durante um cruzeiro?
- O que te disse ela desta vez? - Ryan!
- Vou dizer � m�e. - Eu odeio-te!
Ryan! Ryan, por favor, posso explicar! Ryan, escuta, por favor!
Eles n�o se importam comigo! Parar eles eu podia estar morta.
- N�o fazes ideia do que � isso! - Sim, fa�o! Desculpa! Sinto muito!
Tu �s uma mentirosa! � isso o que �s.
Olha... Isto n�o � assim t�o mau!
N�o fazes ideia de como �! Diz!
Diz que n�o fazes ideia de como �.
N�o fa�o ideia.
Abre o port�o. Abre a porra do port�o!
Desculpa. S� queria que gostasses de mim!
Vai-te lixar!
Ol�!
Ol�!
- O que est� a fazer? - Chamei a Gl�ria.
Disseste que n�o falar�amos sobre isso!
N�o podemos viver neta casa desta forma! Vamos, por favor!
Espere! Espere! Espere! O que � isso?
Lavas-te as camisas dele? Est�s despedida!
- Desculpe... - Pare!
Tu apagaste-o...
O que fazes? Est� a agir como uma crian�a! N�o fiz nada disso!
Eu gostava de olhar para as fotos dele e de sentir-lhe o cheiro!
- E agora tudo se foi! - Ele est� aqui!
N�o, ele n�o est� aqui! Ele est� morto!
Eu sei disso, droga!
N�o temos mais nada a que nos agarrar, percebes?
Qual � o teu problema? N�o podes simplesmente...
Desculpa!
Oh, meu Deus!
Senhora Brewer...
Ele tinha todos os sintomas de um enfarte:
dificuldade em respirar... aperto no peito...
mudan�as nos batimentos card�acos... tonturas...
- Mas n�o foi um enfarte? - N�o podemos dizer que sim.
- O electrocardiograma est� normal. - O que foi?
O corpo dele est� sob um enorme stress, Sra. Brewer.
A press�o alta... a sinusite reflectida numa infec��o do ouvido...
E sofre de uma severa falta de sono.
Mas n�o foi um ataque card�aco?
�s vezes os pacientes manifestam sintomas,
porque � mais f�cil sentir dor f�sica que emocional.
Ryan! N�o estava � tua espera.
Posso partilhar uma coisa?
A minha... a minha hist�ria, ou o que quer que seja que voc�s fazem aqui.
- Sim, claro! - Por onde come�o?
- Por onde quer que comece? - Come�a por onde quiseres.
Posso dizer que o meu irm�o era um palerma?
Podes dizer tudo que quiseres.
O meu irm�o era um palerma, ok?
E agora que ele morreu, � um m�rtir.
Ali�s, ele est� morto, n�o �?
N�o viste o corpo?
N�o, estava demasiado drogado.
A minha m�e foi buscar-me e nem podia mexer-me, nem mexia a cabe�a.
Ent�o n�o me pude despedir. Fiquei s� deitado na cama,
a pensar na aten��o toda que ele teria quando voltasse para casa
e em como os seus amigos idiotas assinariam o gesso...
E em como ele provavelmente ainda ganharia uma queca por pena.
Ent�o, n�o lhe disse adeus.
E agora... Sabes? Acontece que...
Acontece que... ele...
Ele nunca foi um palerma.
Na verdade, ele era muito meu amigo.
Ele podia ter-me acusado mil vezes e nunca o fez.
Ele e eu costum�vamos fazer todo tipo de merdas juntos.
A verdade � que quero ser exactamente como ele.
Eu amo-o mais que tudo.
E estava drogado demais para me despedir.
E creio que tudo que lhe dei...
foi, nada!
Sabem o que � ter s� uma hip�tese e deit�-la fora?
Foi-se! Nunca mais terei essa hip�tese novamente.
Sinto tantas saudades dele!
- Ol�, Sra. Brewer. - Acordou!
Ontem de manh�.
- N�o me ligaram. Ele est� bem? - Parece bem.
Ser� transferido para a pris�o de Rikers dentro de 10 minutos.
- Posso falar com ele? - Que seja r�pido.
Ol�.
Sou a Grace... Brewer.
A m�e do Bennett. O rapaz no carro?!
E da�?
E da� foste a �ltima pessoa a ver o meu filho vivo.
O sinal estava verde para mim. Vou processar a sua fam�lia.
Lembra-se?
- Est�-se a sentir melhor? - Pare�o estar-me a sentir melhor?
Vi o v�deo da c�mara de vigil�ncia... E parece que falaste com meu filho...
Como se o confortasse ap�s o acidente...
N�o confortei ningu�m.
Caso n�o tenha notado, tenho outras merdas na cabe�a.
Lembra-se se ele estava a sentir dor?
N�o vou fazer isto, minha senhora.
Esperei um longo tempo para falar consigo. Por favor!
- V�-se embora! Saia daqui! Saia! - N�o posso! N�o posso!
Ele n�o morreu como her�i, se � isso que quer ouvir.
N�o � isso!
N�o sei... Aconteceu. Aconteceu depressa.
- Ele perguntou-me se foi culpa dele. - E ent�o disseste-lhe que n�o foi?
- Disse que n�o se preocupasse. - E que mais?
- Quer mesmo saber, minha senhora? - Mais do que qualquer coisa.
O corpo dele estava preso entre a frente do meu cami�o
e a porta dele. Havia tanto metal esmagado...
N�o sei. Talvez fosse isso que o mantinha inteiro.
N�o queria mov�-lo. Creio que n�o podia, mesmo que tentasse.
O bra�o direito estava t�o para tr�s do corpo...
que parecia que nem estava mais preso ao ombro.
Nunca vi uma coisa assim!
Tive que subir at� ao tecto do meu cami�o s� para chegar at� ele.
N�o creio que estivesse com dor. S� acho que... estava com frio.
E ent�o o senhor deu-lhe o seu casaco?
Sim, mas n�o adiantou nada.
Era o... sangue...
O sangue fazia-o sentir frio.
Quanto sangue? Quanto?
Mais do que jamais tinha visto.
Ele estava apavorado?
N�o sei, quero dizer, havia...
fluidos por todo o lado, mas... Um monte de tro�os a sair dele, sabe?
Talvez ele... Talvez ele estivesse a chorar, acho eu.
Estava a chorar porque estava com dor ou porque estava apavorado?
- Isso importa? - Qual dos dois?
Apavorado, suponho.
Acha que ele sabia que estava a morrer?
Ele sabia que estava a morrer?
Sabia que estava mal, mas n�o falamos de Deus, nem nada assim.
Eu apenas lhe disse que escutasse as sirenes,
que quando as ouvisse tudo estaria bem.
Ele precisava de mim e eu n�o estava l�...
Eu devia estar l� para garantir que ele n�o tivesse medo.
Quer um pouco de �gua?
Ele precisava de mim, chamou-me, e eu n�o estava l�...
Ele n�o chamou pela senhora. Ele chamava por ela,
repetidamente, pela rapariga que estava no carro dele.
- Rose? - Rose! S� se importava com a Rose!
Se estava ferida, se estava com dor, se perguntava por ele...
Repetia: "Tem que ajud�-la, tem que cuidar dela!"
Mas eu... pensei que estivesse morta.
Perguntava por Rose?
At� me pediu para aumentar o volume do r�dio...
Aquele pobre rapaz tinha sangue a sair pelos ouvidos
e queria que ela ouvisse a m�sica que estava a tocar.
Ele pensou que talvez ela gostasse de ouvi-la.
Tenho que ir.
Relaxa! Podes ficar aqui o tempo que quiseres.
E, Rose, telefonei para a minha m�e sobre as ex-institui��es correccionais dela.
Isto � quase nada, juro!
Ol�! � a Lydia?
Sim, ol�! Aqui � a Shea, sou amiga da Rose, do trabalho.
A Rose est� muito bem e ela quer que eu lhe conte uma coisa... que...
Bem. N�o tomaremos muito do seu tempo, ent�o...
Eu n�o sabia...
Ela perdeu o emprego. E s� tem 15 minutos no telefone.
Lamento muito ouvir isso,
Mas... A Rose quer que eu lhe conte uma coisa.
Que �... ela est� gr�vida!
Eu diria de 3 ou 4 meses... Sim... Ela vai ficar com ele.
Cuidar� dele durante um ano.
Sim... Ela est� a lidar com isto como uma verdadeira republicana!
Ela quer que saibas que n�o est� com medo,
e que tem o apoio da fam�lia do pai do beb�.
Eu n�o sei... Imagino que tudo que ela precisar...
Certo. Ela quer perguntar-te uma coisa.
Diz-lhe que tudo bem, se ela quiser vir at� c�.
- Diz-lhe que est� bem. - Tens a certeza?
Sim.
O qu�?
Ela quer que pe�as 10 mil d�lares adiantados...
e diz que te vir� ajudar se conseguires os 10 mil agora.
Porque... ela acha que � disso que tu precisas.
Parecia estar contente em saber que estavas bem.
Tudo bem.
O m�dico disse que podes ir embora.
- Sim... - �ptimo!
Falaste com o Jordan Walker, n�o �?
Sim.
O que ficaste a saber?
Bennett amava-a, n�o amava?
Oh, sim...
Queria que ele tivesse chamado por mim. Isso � t�o horr�vel?
Eu chamo por ti... Chamo por ti todos os dias!
- Estou aqui agora... - Oh, meu Deus!
Quero o meu filho!
Meu pobre, pobre, pobre filho!
Tudo bem... Est� tudo bem...
Eu n�o estava l� quando ele mais precisou de mim.
N�o pude... n�o pude salv�-lo! N�o pude salv�-lo!
- N�o pude salv�-lo! - Olha para mim! Allen!
Foi um erro! Foi um erro! Ele morreu com o impacto, ele n�o sofreu.
Tu n�o podias ter feito nada.
Ele n�o sofreu. N�o houve sofrimento. N�o havia nada que pudesses fazer.
Est� tudo bem...
Temos que lev�-la para nossa casa. Temos que faz�-lo.
Todos os lugares aonde ela possa ter ido.
- Vou procur�-la. - Claro.
- Tudo bem? - Estou pronto. Estou bem. Vamos.
Ol�! Sou o Allen Brewer.
Meu Deus! Realmente podias cair morto. assim bonito!
- Estou � procura da Rose. - Perdeu-a?
- De forma nenhuma. - N�o sei onde ela est�.
Gostava muito de encontr�-la. Estamos preocupados, ent�o
por favor, diga-nos alguma coisa... Por favor.
J� n�o era sem tempo!
Tente o lugar do acidente. Ela vai l� todas as tardes.
Rose!
Rose! Espera!
N�o se preocupem. O beb� est� bem.
Rose... Est�vamos preocupados, sabes?
Porqu�? Porque se preocupariam comigo?
Porque procuro nos anu�rios para encontrar o pai do meu beb�?
- Larguem-me! - N�o vais v�-la!
A coisa mais nojenta que j� vi acabou de sair do meu corpo no autocarro!
Est�s em trabalho de parto?
Estou bem!
Fizeste um belo progresso num ano, Rose.
Est�vamos preocupados contigo! Desapareceste!
N�o se preocupem, este beb� vai ficar bem.
Vamos levar-te ao hospital. Se for muito cedo, levamos-te para casa.
N�o quero ir para casa.
N�o quero que a minha filha cres�a num lar disfuncional.
Como vou cri�-la sem lhe falar sobre o pai?
Dizer-lhe para n�o mencionar o seu nome na frente do av�
porque n�o aceitou que ele est� morto?
Ou ficar preocupada que a av� a sufoque enquanto dorme,
porque preferia que ela n�o existisse?
Ou que o tio dela lhe deixe amostras de urina no ber�o?
Desculpa, isto n�o foi justo... Gosto de ti, Ryan.
- Gosto de ti, tamb�m. - Obrigada.
Prometo que n�o a sufoco no ber�o.
Sei que n�o fui muito �til para ti na tua situa��o...
E se tivesse que fazer tudo de novo, faria completamente diferente.
Rose...
Quando tiveres o teu beb�, vais compreender
que a coisa mais horr�vel que pode acontecer a uma m�e � perder um filho.
Lamento muito...
o que aconteceu entre n�s as duas.
Realmente lamento.
Por favor, Rose...
D�-nos uma chance... Entra no carro com a gente.
Nem mesmo sei quem ele �...
O queres saber? N�s contamos...
Quero saber tudo o que saberia se ele ainda estivesse vivo.
Quero mais recorda��es dele.
Vamos contar tudo o que quiseres saber,
vamos conversar at� o beb� nascer.
H� uma foto dele na pista de atletismo. Ele era veloz?
- O meu beb� vai ser veloz? - Sim.
- Qu�o veloz? - 400 metros em 15 segundos.
Tudo bem... Tudo bem...
Ele foi eleito o "melhor de todos". Porque � que todos gostavam tanto dele?
Contem-me!
Porque ele era um tipo porreiro... No terceiro ano,
quando o seu amigo Jack usava �culos,
o Bennett sentiu-se t�o mal por ele, que pegou nos �culos do Allen
e levou-os para a escola para que o Jack n�o fosse o �nico.
Quem � esta rapariga com ele?
Foi o par dele no baile e ele s� foi com ela porque ela bebia muito.
- Ryan! - � verdade!
Isso � bom! Gostei, isso � informa��o.
Era uma rapariga muito inteligente! Estudou Literatura Inglesa em Oxford.
Era boa nos copos.
Que mais? Que mais?
Odiava que lhe tirassem fotografias.
Quando lhe tiravam fotos, fazia uma careta horr�vel.
Que careta?
- � meio dif�cil... - Mostre-me a careta!
Oh, � horr�vel!
Comia o que estivesse no prato, desde que estivesse tudo separado.
Tirava a cobertura da piza e comia tudo por ordem...
- Ele era meio estranho... - Mas de um modo muito meigo.
Quando comia Cheetos, comia-os aos pares,
para que n�o ficassem sozinhos.
Meus Deus, isto d�i!
Eu costumava chate�-lo o tempo todo.
Ele nunca usava fio dental, mas usava um bocado de col�nia...
Uma que encontrou no arm�rio do pai, e ficava com o cheiro dele.
Est� a acontecer!
Bennett viveu 17 anos, 3 meses, 7 dias...
2 horas e 36 minutos.
Ele partiu seis ossos na vida.
Tirou 3.97 no GPA e nunca teve uma namorada antes de te conhecer.
A sua temperatura mais alta foi de 40 graus.
E... sabia contar antes de dizer a sua primeira palavra.
E qual foi?
- Mam�. - Mam�.
Obrigada.
Obrigada.
Continua a respirar. Est� tudo bem, querida.
Aperta a minha m�o, se quiseres.
Continua a respirar...
Estamos a chegar.
O nome dela � Ruby.
Hei!
- Ol�! - Ol�!
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