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HINO DA BATALHA * HINO DE UMA CONSCI�NCIA *
"For�a A�rea dos Estados Unidos"
Durante a Guerra da Cor�ia, tive sob o meu comando a Quinta For�a A�rea
que operava sob o comando das Na��es Unidas.
Este avi�o foi um dos muitos que participou das nossas opera��es.
O seu piloto eu nunca esquecerei.
Fico feliz por pedirem que apresente esse filme
com base nas experi�ncias reais deste piloto
o coronel Dean Hess da For�a A�rea dos Estados Unidos.
A extraordin�ria hist�ria do coronel Hess
sua intensa e muitas vezes secreta batalha
com um problema particularmente dele,
sua coragem, sua habilidade e seu sacrif�cio
a muito tempo inspiraram a mim
e aos combatentes que o conheceram.
Mas � mais que uma demonstra��o dram�tica
da capacidade de um homem fazer o bem.
� tamb�m uma afirma��o da bondade intr�nseca do esp�rito humano.
Por essa raz�o, fico feliz que seja contada.
Come�a no ver�o de 1950,
cinco anos ap�s o final da Segunda Guerra Mundial
e um m�s depois da invas�o da Cor�ia do Sul.
� um amanh� calma e ensolarada
no agrad�vel povoado de Westhampton, Ohio.
E nos perguntamos:
Como podemos nos livrar da culpa?
Encontraremos a felicidade
atrav�s da paci�ncia e da humildade?
N�o menosprezar�
um cora��o despeda�ado e arrependido.
Am�m.
Que lindo serm�o, Dean, mas me desculpa te dizer que
podia falar menos da culpa e mais da esperan�a que o c�u nos oferece.
- Mary. - Pode ficar para comer, di�cono?
Eu adoraria, mas tenho que voltar para a granja.
- At� o pr�ximo domingo. - Tchau.
Tchau, di�cono.
Voc� tem raz�o, Mary.
- N�o consigo atrair o seu interesse. - Dean. . .
Por mais que me esforce
s� fa�o repetir as palavras de um livro!
Palavras. As palavras n�o s�o suficientes, Mary.
Dean, por que se punir com essas quest�es? N�o � justo.
Estou tentando encarar a realidade.
N�o sou feito para ser ministro.
Tenho quase dois anos tentando, tentando compensar.
N�o pode esquecer as crian�as do orfanato alem�o, certo?
Nunca.
Quando me tornei ministro
esperava encontrar uma forma de viver com isso
mas n�o encontrei.
L�der Azul para V�o Azul. O alvo � vista. Prepare suas bombas.
Bem, Assassino. Em frente.
Dean, sua bomba se prendeu! Solte-a!
Esta � a R�dio de Berlim.
Hoje, os americanos realizaram outro ataque infame
sobre um povo humilde e indefeso:
A pac�fica aldeia Kaiserberg.
Esses nobres americanos destru�ram um orfanato e uma igreja
matando 37 crian�as.
� um crime t�o desprez�vel que nem o inferno receber� o autor.
Suas m�os estar�o manchadas para sempre
com o sangue inocente dessas inofensivas crian�as.
"Governo Militar"
Ol�. Voc� fala ingl�s?
Um pouco.
Este era. . . o orfanato St. Peter?
Sim, era, antes do ataque a�reo
antes que viessem seus avi�es.
O r�dio disse. . . que algumas crian�as morreram no bombardeio.
Mas o r�dio mente freq�entemente.
Haviam 37 crian�as.
E n�o � mentira.
- Bom dia, querido. - Bom dia.
Que dia maravilhoso!
J� est� preparando o seu serm�o?
Ainda � segunda-feira. Isso � o que se chama indus. . .
� para a for�a a�rea, Mary.
Est�o voltando a chamar o pessoal e decid� me oferecer.
- Precisam de gente para a Cor�ia. - Aqui precisamos de voc�!
N�o. Aqui n�o sirvo para nada. Eu sei a muito tempo.
Se voc� voltar,
n�o devia ser capel�o?
J� � muito ruim n�o servir de nada para o povo daqui.
Que ajuda poderia dar aos feridos e aos moribundos?
Como poderia matar agora?
Calma.
Vou apenas para o programa de forma��o, n�o ao combate.
Isso n�o tem l�gica; regressar � guerra n�o tem l�gica.
Foi a� que come�ou o seu problema!
N�o procure a l�gica, n�o ir� encontr�-la.
Nem sempre temos que ter um motivo claro para o que fazemos.
� isso que sinto.
Mary. . . isso � o que tenho que fazer.
Dean, a Mary acaba de me dizer.
� verdade? Voc� vai anunciar. . .
Ontem � noite avisaram para me apresentar em Washington em uma semana.
- Voc� vai tomar o meu lugar. - Voc� sabe o que faz?
Sim.
Uma vez me falou sobre os motivos para se tornar ministro.
- Certo. - O meu n�o � bom o suficiente.
- E nunca foi. - Rapaz, eu. . .
Voc� conheceu a minha av�.
Ouviu ela dizer que nossa fam�lia veio da Alemanha,
de uma aldeia perto de uma cidade chamada Kaiserberg.
- Sim, claro, mas. . . - Sua maior esperan�a era
retornar a uma pequena igreja em Kaiserberg
onde batizaram e casaram a av� dela.
- E ent�o? - Ela nunca pode voltar, mas eu sim.
Eu a vi do ar.
Num ataque a�reo em que participei.
Junto � igreja, tinha uma orfanato
cheio de crian�as que s� sabiam que a guerra os aterrorizava,
que era um pesadelo que podia mat�-los.
Eu tornei seus medos realidade ao mover esse dedo e soltar a bomba.
Lamento, rapaz.
Eu n�o sabia, nunca soube.
Mas eu acho que voc� est� se precipitando.
Falaremos disso em melhor hora.
N�o adianta, di�cono.
Poderia fazer o an�ncio e se encarregar dos of�cios?
Bem. . . est� bem. Dean.
Se voc� deseja.
"Seul, Cor�ia 1950"
Obrigado, sargento.
"Quartel General Quinta For�a A�rea "
- Sou o coronel Hess. - Bom dia, coronel.
Ben Harrison, assistente do general. Fez uma boa viagem?
- Muito r�pida, obrigado. O general est�? - � o Dean?
- Sim, senhor! - Entre. Deixa eu te ver. "Comandante Chefe"
J� faz muito tempo. Sente-se.
- Obrigado, senhor. - Como est�, Dean?
Sim, senhor. Feliz em voltar trabalhar com voc�.
Estou satisfeito de voc� estar aqui, Dean.
Chamar� a aten��o dos coreanos um homem t�o corajoso quanto eles.
Por isso quis trazer o "Assassino" Hess.
Revisar� e treinar� pilotos coreanos nos avi�es 51.
Ningu�m sabe nada. Tamb�m sem cuidados. Muito ansiosos.
J� arruinaram alguns avi�es que demos e n�o lhes daremos mais.
- Estamos usando todos em combate. - Eu entendo.
Que pessoal terei, senhor?
Meia dezena de oficiais, e um grupo de recrutas.
Ser�o o �nico poder a�reo nosso com base na Cor�ia.
Todos os outros v�os v�m do Jap�o.
As for�as terrestres talvez pe�am ajuda, mas n�o poder� prest�-la.
Seu �nico objetivo � estabelecer a for�a a�rea coreana,
portanto n�o arrisque esses avi�es em combate.
Seu grupo te espera no seu quartel general:
O que resta de um aer�dromo construido h� anos pelos japoneses.
Exatamente a�, a quilometros de Yongsan.
- Boa sorte, coronel. - Obrigado, senhor.
- Obrigado, sargento. - De nada, senhor.
Sou o coronel Hess.
- Herman, senhor. Seu sargento. - Voc� est� sozinho?
O major Moore est� desjejuando, senhor.
E o oficial de servi�o, o capit�o Skidmore. . .
- Skidmore? Que Skidmore? - O pr�prio.
Disse que voc� e ele lutaram muito na guerra anterior.
Este � o seu escrit�rio, senhor.
E seus quartos.
- Ent�o o Skidmore na ativa. - Retornou.
O mundo l� fora lhe pareceu muito frio. Quero dizer. . .
Os veteranos tamb�m s�o �teis, sargento.
Re�na todos os oficiais.
Traga-me os registros de todos e os relat�rios de hoje.
Sim, senhor.
Aten��o!
N�o vou dizer "descansar"
porque parece que fizeram isso desde que chegaram aqui.
Nossa miss�o � instruir
sobre nossos avi�es e t�ticas para um destacamento de pilotos coreanos.
Mas antes que eles e os avi�es cheguem, quero este lugar limpo.
Isso parece um chiqueiro.
Nem um helic�ptero poderia pousar na pista! Alguma pergunta?
Sou o major Moore, senhor. N�o temos com o que arrumar a pista
exceto as ferramentas dos ve�culos.
- E o povoado por que passamos? - � Yongsan, senhor.
- N�o podem conseguir algo l�? - Dean! Ol�, rapaz!
- Ol�, Skidmore. Onde estava? - Em Yongsan.
Procurando divers�o. Certamente n�o � Paris.
- N�o � o oficial de servi�o hoje? - Era para voc� vir amanh�
e aqui n�o h� muito o que fazer, ent�o. . .
Major Moore. . . at� novo aviso Yongsan fica proibido.
De agora em diante, aqui h� muito o que fazer.
Alguma outra pergunta? Vamos, sargento.
Ent�o esse � o grande amigo de quem nos tem falado.
Ei, vov�, onde est� o prefeito?
O prefeito? O principal?
O dirigente? O patr�o?
- O chefe? - "O chefe"?
Isso sim ele entendeu.
O chefe?
Est� vendo?
N�o est�. Certamente, saiu para comer.
Ou�am. Eu. . .
preciso de ajuda.
Uma moto niveladora. Pegar entulhos. Entendem, entulhos?
Uma grande pista. . . para avi�es!
Desculpe.
Ol�, ol�!
- Posso oferecer ajuda? - N�s precisamos, senhorita. . .
- En Soon Yang. - Sou o coronel Hess.
O sargento Herman e eu procuramos ferramentas para o aer�dromo.
Temos que arrumar a pista para os avi�es pousarem.
Diz que n�o sobrou nada. O inimigo destru�u o que n�o levou.
- Qual � a aldeia mais pr�xima? - Sosan. Mas fui a semana passada.
Est� queimada e destru�da como as outras aldeias ao redor.
Entendo.
Bem, obrigado, senhorita Yang. Vamos, Herman.
Devia usar os canais oficiais
para solicitar engenheiros.
Sim, e talvez cheguem no fim da guerra.
Coronel!
Esta menina lembra de ter visto algum tipo de equipamento. Voc� falou. . .
- Moto niveladora? - N�o.
- Ser� uma escavadeira? - Sim. Obrigada.
- Numa vala no caminho para Sosan. - Pode nos mostrar?
Eu tenho que esperar o prefeito, ela os levar�.
- Que bom! - Ela sabe exatamente onde est�.
Perfeito! Obrigado mais uma vez.
N�s agradecemos por estarem conosco.
Se esforcem mais, escravos!
Deixei Indiana para fugir de um desses.
Ei, coronel!
Nossos pilotos coreanos!
- Sou o coronel Hess. - Primeiro esquadr�o, primeiro grupo
da For�a A�rea da Rep�blica da Cor�ia, �s suas ordens.
- Sou o major Chong. - Muito prazer.
O general Kim me encarregou do grupo, porque falo sua l�ngua.
Perfeito. Diga aos seus oficiais que � uma honra t�-los aqui.
O sargento Herman vai mostrar os seus quartos.
- Sim, senhor. - Obrigado, senhor.
Em quanto tempo estar� em opera��o?
N�s gostar�amos de mais ajuda.
- Assim que mudarmos. - Est� bem.
- Por certo, trouxeram uma bandeira? - Sim, senhor.
Muito bem. A i�aremos com a nossa.
Tem certeza que n�o entendem o que dizemos?
- Sem int�rprete, morrer�o. - Mas morrer�o ricos.
N�o ganhamos uma partida em uma hora.
Mais outra!
"Tenho um par de incautos coreanos", disse.
"N�o falam ingl�s. Lhes ensinamos rummy e ganharemos tudo".
- � sorte de principiante. - Desculpe, por favor. N�o principiante.
Mal ingl�s. Bom rummy. � um antigo jogo coreano.
Skidmore, devia bater na sua cabe�a
at� esmagar completamente!
S�o os avi�es! Pedem permiss�o para pousar � torre de controle!
- Concedido! A pista est� livre! - Concedido! A pista est� livre!
- S� 10? - S�o todos.
E n�o h� mais para vir. N�o se esque�am disso.
Tratem eles como se fossem suas namoradas, heim?
Os avi�es j� chegaram, come�a o verdadeiro trabalho.
Espero ter capacidade para conseguir.
- Ol�, di�cono! - Bom dia, Mary. Trago seus ovos.
- Obrigada. N�o queria entrar? - A senhora Massing espera os seus ovos.
- Entendo. - � do Dean?
Sim. Est� bem e parece estar se adaptando.
- E voc�? - Eu?
Sim, eu vi voc� sair do consult�rio do Dr. Corrigan.
Nessa cidade � imposs�vel manter segredos.
- Vou ter um beb�, di�cono. - Isso � maravilhoso!
O Dean vai ficar muito feliz. Voc� j� escreveu?
N�o. N�o vou contar por enquanto.
- Por que n�o? - Noutras ocasi�es, n�o conseguiu.
Mas, Mary, ele deve saber.
- J� tem muita preocupa��o. - Preocupa��o? Isso o deixar� feliz.
N�o quero dar-lhe mais problemas.
Acho que voc� sabe o que faz. � melhor eu ir.
- Cuide-se bem. - Tchau.
- Tchau. - At� a pr�xima semana, di�cono.
- Parecem cada dia melhor. - S�o os mais dedicados que conhe�o.
N�o querem descer nem para comer.
Quero os relat�rios de v�o o mais r�pido poss�vel.
- Agora mesmo. - Enquanto esfrio minha cabe�a.
Maples!
Sim, senhor?
A torre me disse que fez contato com um avi�o inimigo.
S� de vista, senhor. Tivemos que sair fora r�pido.
Sim.
Sabe, l� em cima nos sentimos nus
pela falta de pilotos experientes.
Nos reportam suas patrulhas terrestres cada dia mais perto.
De agora em diante, levar�o armas carregadas.
- S� para sua prote��o. - Entendido!
Esperem! N�o me digam! "Peru congelado"
- Melhor que ra��es em lata? - Per� para A��o de Gra�as.
Que nossos amigos coreanos n�o vejam!
- Ou v�o querer pilot�-lo! - Nos permita!
Ha, ha, ha, voc� e eu
Pequeno c�ntaro como eu te amo
Ha, ha, ha, voc� e eu
Pequeno c�ntaro como eu te amo
Voc� � quem me faz ter amigos e inimigos
Voc� me faz usar roupas velhas
Aqui est� t�o perto do meu nariz
Te inclinarei e descer� pela garganta
Ha, ha, ha, voc� e eu
Pequeno c�ntaro como eu te amo
Ha, ha, ha, voc� e eu
Pequeno c�ntaro como eu te amo
Em casa, papai agradecia a mesa em A��o de Gra�as.
N�o porque eramos muito religiosos
mas porque o Dia de A��o de Gra�as � muito especial para os granjeiros.
Se tivesse sido um bom ano, a mesa ficava t�o cheia de comida
que rangiam as pernas.
Vejam, n�o sou bom para estas coisas.
N�o h� algu�m que se sinta mais qualificado?
Bem, parece que serei eu.
Senhor. . .
em primeiro lugar, obrigado por estarmos todos bem.
Ent�o quero dizer
que se esfor�ou muito para dar-nos uma mesa. . .
muitos alimentos, bebidas e abund�ncia.
Parece que ningu�m poderia passar fome.
E se algum dia pensarmos em come�ar a nos queixar,
fa�a-nos calar imediatamente.
- Am�m. - Am�m.
Enquanto o cozinheiro corta esse peru, que tal outra can��o?
- Thompson. "Wait for the Wagon"! - N�o, n�o!
- "Jeanie with the Light Brown Hair"! - Vem comigo
Minha querida Phyllis
Para aquela montanha azul
Onde as flores cheiram mais doce
Venha passear comigo
Estou ao seu lado todas as manh�s de domingo
Subiremos na carro�a
E todos iremos passear
Espera a carro�a Espera a carro�a
Espera a carro�a e todos iremos passear
Espera a carro�a Espera a carro�a
Espera a carro�a e todos iremos passear
Algum movimento?
- Tudo tranquilo, senhor. - Bom.
Por que n�o vai comer alguma coisa?
Fico no seu lugar por um tempo.
Depressa. O peru vai acabar.
Obrigado, senhor.
- E feliz Dia de A��o de Gra�as. - Obrigado. Igualmente.
E n�s iremos passear
- J� viu ossos mais descarnados? - � uma homenagem � ocasi�o.
Eles comem porcas se colocarem molho!
Ei, crian�as! Afastem-se da�! V�o!
Fora daqui!
Fora! Fora! Fora daqui e n�o voltem!
Esse � um pau muito grande para crian�as t�o pequenas, sargento.
Sim, senhor, mas essas crian�as est�o nos deixando loucos!
V�m do norte em bandos.
E roubam tudo o que encontram.
N�o parecem bons ladr�es.
Chong, quem � essa mulher?
Diz que est� tentando cuidar dessas crian�as
�rf�s com quem fez amizade.
Qual � seu nome?
- Chu. - Se chama Chu.
Chu. Est� com fome?
Parece que seria bom comer alguma coisa.
- Chong, leve-os para aliment�-los. - Sim, senhor.
O que faz? Mostrar que tem um cora��o de ouro?
N�o. Adora as crian�as. Mas isso � uma idiotice.
Esses trombadinhas sair�o at� do �ltimo buraco da Cor�ia.
Ser� melhor fixar os m�veis no ch�o.
Ol�, Chong. Ol�, Chong. Aqui Lider de V�o. Cambio.
Prossiga, Lider de V�o.
Por acaso, sabe onde estamos?
Estamos chegando na montanha Keijo.
De l�, pegaremos um rumo a 84 graus. Cambio.
Muito bem. Maples, como vai o seu rapaz?
Na dire��o correta.
Que continue assim.
Aqui Mosquito Um Mosquito Um
chamando o avi�o que voa 16 km a leste de Munsan.
Cambio.
Aqui L�der Maclntosh. Prossiga, Mosquito Um. Cambio.
Tenho um alvo para voc�s. Comboio de tropas no A-B-7253.
6 km ao leste. Atacar�o? Cambio.
Prossiga, Lider Maclntosh. Cambio.
Assim ser�, Mosquito Um. Vamos para o alvo.
- Lider Maclntosh, se prepare para atacar! - Entendido, Lider de V�o!
Skidmore, sabe que n�o podemos arriscar esses avi�es!
Mantenham sil�ncio de r�dio. Siga-me. Fora.
Bem. Acerte-os com tudo.
Maples! Na sua asa esquerda. Acerte o que se desviou!
O que �, Maples?
Aquelas crian�as!
Ah, aquelas pobres crian�as!
Est� certo. N�o obedeci o regulamento.
Mas olha o que acertamos! Muitas tropas! Tropas inimigas! Apagadas!
E bombardear aqueles refugiados. . . Tamb�m pode apagar isso?
Foi um acidente. Na guerra h� muitos acidentes. Sabe disso.
Voc� sabe como as coisas se parecem do ar.
- Lembra da Alemanha. Quantas vezes. . . - Chega!
Olha, Dean, n�o sei que tipo de problema
carrega, mas n�o jogue em cima de mim.
- Este � um assunto s�rio. - N�o precisa me dizer.
N�o tenho tanta certeza.
Pensei que voc� soubesse como a guerra era, mas n�o tenho certeza.
N�o se esque�a de uma coisa:
Tudo o que importa � quem ganha, n�o o bom homem que seja.
Ganha ou morre. Se toca o seu cora��o, est� a um passo da morte.
J� acabou?
N�o voltar� a voar at� novo aviso.
- Alguma pergunta? - Sim. Uma.
O que aconteceu com o "Assassino" Hess?
- Maples? - Sim, senhor?
S� queria dizer que. . .
Tente esquecer o mais r�pido poss�vel.
Obrigado, senhor. Lamento ter perdido o controle.
Eu estou bem. J� estou melhor.
Eu tive uma experi�ncia similar.
� algo que nunca consegui me livrar completamente.
Ent�o, n�o sou o indicado para te aconselhar, mas pensei. . .
Senhor, as coisas s�o assim, eu acho.
Acho que tudo � obra e vontade de Deus.
A B�blia n�o diz
que nem um pardal cair� ao ch�o
sem a Sua aprova��o?
Bem, Ele deve ter dado sua aprova��o para o que aconteceu hoje.
Deve ter dado.
Ele � o Todo-Poderoso, certo?
N�o. Temos que confiar Nele, senhor.
Como podemos viver sem isso?
Continua, Maples.
Veja, coronel, cheguei � conclus�o que
Deus e seus motivos s�o invis�veis aos olhos do homem.
Por isso, acho que precisamos nos conformar
se nos d� ao menos luz suficiente para dar o pr�ximo passo
e cumprir a nossa pr�xima tarefa.
Obrigado, Maples.
Obrigado.
- O coronel est� aqui? - Sim. Cozinheiro!
- Sim? - Os homens e eu decidimos
jantar hoje pato assado � Long Island com arroz da �ndia.
Ter�o sorte de jantar mingau quente!
Aquelas crian�as! Veja-as!
- Coronel? - Sim?
- O sargento tem um problema. - Sim, sargento?
Esses comil�es se multiplicam como coelhos! O que eu fa�o?
Alimente-os.
- O que aconteceu, Chong? - Agente inimiga, coronel.
Tive que mat�-la.
Estava a ponto de lan�ar isso no armaz�m de muni��es.
O Chong suspeitava dela desde que chegou com as crian�as.
N�o chore.
N�o chore, nen�.
Toda a hist�ria da mulher. Guerrilha norte-coreana. Sabotagem.
Trazia essas pobres crian�as famintas para aparecer inofensiva.
Escrevi a ordem para que a base fique proibida aos civis.
Incluindo os pequenos civis?
Acha que h� guerrilheiros entre eles?
N�o. Mas s�o muitos
e se tornaram um inc�modo.
Os pilotos temem atropel�-los ao decolar e pousar.
Poderiam se tornar perigosos.
Poderiam ser perigosos algum dia, se sobreviverem muito tempo.
Est� certo. Isto n�o � lugar para eles.
- N�o coloque isso at� amanh�. - Sim, senhor.
Vamos, Herman. Iremos � Seul.
Levamos eles?
Desconfiam de todos com uniforme.
Viram como assassinavam sua fam�lia e toda a aldeia.
Teremos de mostrar-lhes que tem v�rios tipos de uniformes.
Suba. Sou o coronel Hess. Este � o sargento Herman.
- Ol�. - Meu nome � Lu Wan.
As crian�as e eu agrademos, assim como nossos pobres p�s cansados.
- De onde v�m? - Eu venho de Pusan.
Tenho uma loja onde talho est�tuas religiosas de marfim.
N�o � uma grande loja. � muito pequena.
Para ser exato, nem mesmo � uma loja. . . � um posto num beco.
Mas fa�o as melhores est�tuas da cidade
e sou por consci�ncia um homem modesto.
Para onde v�o?
Para um templo budista que fica perto em busca de asilo.
Veja, eu sou crist�o,
mas a casa de Deus � para todos.
Pode nos deixar no pr�ximo cruzamento.
N�o. Vamos lev�-los ao templo.
- � aquele? - Sim, mas o inimigo tamb�m esteve l�.
Tem crian�as l� dentro!
Bem, senhorita Yang.
Boa noite, coronel.
Sei que encontrou o equipamento na estrada.
Sim, � verdade. Obrigado.
N�o sabe quanto nos ajudou.
- O que faz aqui? - Entre e ver�.
Aqui h� paz.
S�o seus?
N�o. Os encontrei na estrada.
Perderam os seus pais.
- E voc� sozinha cuida deles? - Sim, n�s j� vamos.
Aqui n�o encontrei o que esperava, e n�o encontrei ajuda em Yongsan.
Para onde v�o?
Para o sul, na esperan�a de estarmos bem.
Sim.
Ele ir� no carro��o.
Estas estradas est�o obstruidas. Ele n�o poder�. . .
Ent�o, o levar� em seus bra�os at� que fiquem bem.
Viajando n�o vai ficar bom.
Mas aqui certamente morreria.
Senhorita Yang. . . preciso da sua ajuda.
Sim.
H� mais de cem crian�as assim no campo.
- Cem crian�as? - Sim.
Tenho que tir�-los de l�, mas n�o posso abandon�-los � sua sorte.
- Queria traz�-los aqui. - Aqui?
Para voc� cuidar deles.
Mas n�o temos comida, n�o temos combust�vel nem rem�dios.
N�o h� teto.
N�s consertaremos o telhado. Forneceremos os suprimentos.
N�o sei o quanto posso conseguir, mas
ser� muito melhor do que encontraria na estrada.
- Mas cem crian�as. . . - N�s vamos ajudar.
- O que acha? Vai ficar? - N�o acredito.
Vai fazer?
- Como poderia me negar? - Bem. Vou cuidar agora mesmo.
Lu Wan, ela � a senhorita Yang. Ela vai cuidar das crian�as.
E voc�? Vai ficar para ajudar?
Desculpe. Tenho que ir para Pusan.
Minhas est�tuas. Agora s�o mais necess�rias que nunca.
Aqui h� uma necessidade maior.
Disse que � crist�o. Lembra de S�o Mateus?
"Aquele que recebe uma crian�a em meu nome
me receber�."
Vou ficar por um tempo.
Obrigado. O Herman, lhes dar� m�o, certo?
- Sim, senhor. - Bem. Enviarei para voc� depois.
Venham, crian�as.
- Coronel. - Sim, Lu Wan.
As primeiras impress�es s�o redes para apanhar o vento,
mas tenho uma impress�o persistente sobre voc�:
Que talvez voc� seja um homem de Deus.
Sou apenas mais um piloto.
Isso � tudo.
- Ei, coronel. - Diga?
Tenho tempo livre. Quero acompanh�-los.
- Poderia ajudar a acomod�-los. - Est� bem.
Informe a senhorita Yang que irei quando puder.
Claro.
Ser� um al�vio irem embora.
Por pouco atropelo v�rios ontem ao decolar. Fiquei muito assustado.
- Mas o que n�o o assusta? - Bem. V�o!
Alegre-se. A� vai o seu problema.
Pelo menos eles comiam tudo sem resmungar.
Herman.
Leve o seu jipe para o povoado para ver se encontra
algo para as crian�as.
- Umas guloseimas ou algo assim. - Guloseimas?
N�o sei, coronel. Neste pa�s n�o existem muitas docerias.
Talvez Deus prover�.
Eu n�o sei muito sobre Deus,
mas acho que n�o tem doceria em Yongsan.
Ent�o v� � Seul.
"Marinha dos Estados Unidos Pol�cia Militar"
"Armaz�m de Provis�es - Marinha"
Bem. A� est�o suas oito caixas de doces.
E me d� algumas caixas de chicletes.
Me d� umas caixas de chicletes.
Para que almirante disse que eram?
Herman. O almirante Herman.
Almirante Herman. Herman?
- Vai levar, soldado? - N�o, obrigado. J� levei.
"Marinha dos Estados Unidos"
Se a Marinha soubesse
o que estamos fazendo com esta lona
- Te dariam de bom grado. - Sim, um golpe na cabe�a!
Vinte anos! Se continuarmos assim, pagaremos a hipoteca deste lugar.
Segunda ou terceira?
Sim, sargento, isto � incr�vel.
- Mas o que � isso? - Chicletes.
- Quer um pacote, Lu? - N�o, obrigado.
� o m�ximo que consegui em pouco tempo, mas fique tranquila.
Quando o coronel e eu acordarmos, tudo funciona.
Onde conseguiram coisas t�o maravilhosas?
� melhor n�o dizer nada, senhorita Yang.
Seu ex�rcito tem sido muito generoso.
N�o engula!
- Mastigue. - Chu! Eu sou Chu!
Sim, j� sei, mas confie em mim. Olha, preste aten��o.
Me observa. Coloca na boca. Agora, mastiga. Viu?
N�o engula. Vai durar para sempre. Mastiga.
J� aprendeu!
Alimentos, sab�o, at� camas.
N�o sabem o luxo que nos trouxeram.
Mas n�o conte a ningu�m.
Se o oficial da intend�ncia souber que um catre � um luxo,
n�o quero nem pensar onde iremos dormir.
Ele engoliu de novo.
- Chu! Ol�, velho amigo! - Major.
Este � um lugar alegre, Dean.
Que bom que voc� veio! N�o parou de perguntar por voc�.
Parece que est� tudo em ordem, senhorita Yang.
Este � o major Moore. Herman disse que Deus iria prover.
Mas n�o me disse que faria atrav�s da Marinha Americana.
Nada mau para come�ar. Com um pouco mais de dinheiro
inclusive cinco d�lares. . . estaremos melhor.
Desculpe.
Obrigada, tenente, major.
Vou dar banho no Chu. Sempre consegue ser o �ltimo na tina.
Vem, Chu. Vem, Chu.
Espere. Est� bem, amigo. O superaremos juntos.
- Bom trabalho, n�o, major? - Muitas crian�as s�o crist�s,
ent�o devem ter o seu s�mbolo.
Se tivesse as minhas ferramentas, teria ficado melhor.
Embora n�o est� mal feita.
Algum dia, talharei uma de marfim.
- Vai ser bonita. - Esse dia chegar�, Lu Wan.
O endere�o da minha loja em Pusan.
Obrigado.
Oxal� a guerra parasse um tempo para lev�-los a um lugar seguro.
S� conhe�o um lugar seguro: Cheju.
- O lugar de onde venho. - Cheju? Onde fica?
D� no mesmo, poderia ser na lua.
� uma ilha a 100 km da costa.
- Voc� sempre viveu l�? - Desde a inf�ncia.
Meu pai era coreano, minha m�e era da �ndia.
Se conheceram em Nova Delhi, e eu nasci l�,
mas Cheju foi minha casa por quase toda a minha vida.
- L� n�o h� bombardeios? - N�o.
L� h� comida e assist�ncia. A escola onde lecionei est� vazia.
Seria um ref�gio perfeito para as crian�as.
Sim, seria o ref�gio perfeito, n�o?
Mas 100 quil�metros. . .
- O qu� disse? - Perguntou se voc� � o seu pai.
- O que disse agora? - Que eu sou sua. . .
� hora do jantar, coronel. Quer nos acompanhar?
Sim! Com prazer.
- Thompson. - Vamos.
- Major. - E para mim?
Nada ainda.
Minhas namoradas n�o podem ter me esquecido.
Que engra�ado. "Reverendo Dean Hess."
Esque�a as piadas. Depressa. . .
Um momento. Deixe-me ver isso.
"Reverendo Dean Hess." Quem diria. . .
Conseguimos uns caminh�es e tanques velhos.
A partir de amanh�, seus alunos ter�o pr�ticas de tiro.
- Ser� muito �til, coronel. - Chegou correspond�ncia, reverendo.
Para voc�.
Algu�m est� pegando no seu p�.
� o di�cono da minha congrega��o, no meu povoado.
Ou ser� que � pregador?
E me deixou falar desajeitadamente na A��o de Gra�as?
Voc� fez muito bem, Frank.
Os volunt�rios sempre fazem bem.
N�o entendo, Dean. Pensei que te conhecia bem.
Passamos muitas coisas dif�ceis juntos.
N�o era nenhum pregador na Alemanha.
- Isso foi h� muito tempo. - Nem tanto! O que aconteceu?
Muitos folhetos gr�tis na rua?
"O C�u � o seu destino. Arrependa-se e ser� salvo."
N�o me diga que voc� caiu nisso.
- N�o � problema seu. - Claro que �!
Por que n�o nos disse que era pregador?
C�us! Um pastor de comandante. Os homens n�o v�o gostar nada.
- Gostam de quem faz o seu dever! - Sim.
O que vai fazer se tiver que derrubar o inimigo?
- Esta � uma unidade de treinamento. - � por enquanto, sem d�vida.
Mas n�o significa que ser� amanh�!
Isso � tudo, capit�o! Pode se retirar.
- E ent�o? - O que disse?
- Sim, � verdade. - � inacredit�vel!
Me pague uma bebida, r�pido.
Embora a Mary n�o queira te dizer agora,
acho que voc� deve saber que est� esperando um filho.
O m�dico diz para n�o se preocupar que ela est� bem.
Vou ao quartel general para usar o telefone.
Vou pegar alguns charutos! Vou ter um filho!
Ao quartel general?
- Sim? Ah, coronel Hess. - Ol�, major. O general est�?
Est� em T�quio. Eu posso ajud�-lo?
Sim, quero usar o seu telefone para chamar Westhampton, Ohio.
- Vou ter um beb�! - Vai o que?
- Minha esposa vai ter. - Ah, meus parab�ns.
Obrigado. Deve haver alguma forma de me comunicar.
N�o ser� muito f�cil, mas vamos ver o que podemos fazer.
Muito bem.
Al�? Al�?
Dean, fiquei apavorada quando a telefonista disse: "Chamada da Cor�ia".
- Tem algo errado? - N�o, n�o. Est� tudo bem.
Eu acabo de saber pelo di�cono Edwards.
Ah, meu amor, estou nas nuvens.
Disse: "Estou nas nuvens." Voc� est� bem?
O Dr. Corrigan disse para n�o se preocupar.
- Tudo sair� bem. - Ser� menino, n�o?
Se quer assim, � claro.
O que voc� disser, coronel.
Al�? Dean?
Mary? Al�?
Al�? Al�?
Vamos, andando. Isso mesmo. Como est�, Lu Wan?
- Bem. Obrigado, coronel. - Peguei essas crian�as no caminho.
Conseguiu falar com sua esposa?
- Sim, est� tudo bem. - S�o novos hospedes?
- E est�o com fome. - Vou lev�-los.
Vou colocar estes comil�es na cama e o conduzirei � base.
- Est� bem. - Vai realmente ter um filho?
- Realmente. - S�rio?
- Toma. Quase esqueci. - Ah, obrigado, coronel.
Venham, crian�as. Ao ataque.
O que � isso, Lu Wan?
Um sab�o da Marinha tem muitos usos.
Acho que est� mais para talhar do que para tomar banho.
Ouviu que seu jipe se aproximava. Vive esperando por ele.
Tem a m�o muito boa com as crian�as.
Espero que sim, porque logo terei meu pr�prio.
Nossa, como est� charmoso!
- Pr�prio? - Acabo de saber.
- Liguei para a minha esposa. - A sua esposa?
Sua esposa deve estar muito feliz.
T�o feliz como pode estar com um marido que a deixou sozinha.
N�o est� sozinha.
Ter� o seu beb� e a garantia que voc� voltar� um dia para casa.
Vem, Chu. � hora de dormir.
J� est� quase terminado.
- Bem, � a senhorita Yang. - Mas faz�-la em sab�o � um insulto.
Ela merece o melhor marfim.
- � uma jovem bela e extraordin�ria. - Sim.
Mas h� algo. . . n�o sei. . . algo estranho com ela.
Como muitos de n�s, ela perdeu tudo,
foi atirada � guerra, despojada de um lar,
fam�lia, amigos. . . e romance.
Ouve este velho escultor de sab�o falar de romance!
O romance ficou t�o longe no meu passado que nem sequer � uma boa lembran�a!
Lu Wan.
Sim?
As crian�as querem te dar boa noite.
Eu vou v�-los.
Falar com voc� � sempre um prazer, coronel.
Que noite linda.
N�o parece ter uma guerra em torno de n�s, certo?
Cheira o pinheiro.
O pinheiro, coronel, � o nosso s�mbolo para a eternidade.
Como fica verde o ano todo, parece viver para sempre.
Em Cheju, perto da escola, tem um par de pinheiros g�meos.
Refletem um ao outro. Quando o vento sopra,
balan�am juntos, como se dan�assem.
Quando n�o h� vento, ficam im�veis, pacientes, seus ramos entrela�ados.
Diz a lenda que cresceram juntos, um ao lado do outro. . .
Dos t�mulos de dois amantes?
De dois amantes que n�o puderam ficar juntos nesta vida.
Senhorita Yang!
J� est�o agasalhados e quase dormindo.
Obrigada, Herman.
Senhorita Yang. . .
Bem, boa noite.
Boa noite, coronel.
Pobre menino. Est� cheio.
Vamos ver. O que eu fiz? Muito bem.
Sobe.
Quem ser� o pr�ximo? Quer ser voc�?
Deixa eu ver.
Desta vez, est�o na nuca.
Te far� c�cegas, mas. . .
Mantenha os olhos fechados.
Vou recomendar que te d�em a medalha de catador de insetos.
Matei milh�es de bichos eu sozinho.
O destacamento despiolhador me d� for�as!
Leve as crian�as da daqui!
Vamos!
Ao solo!
Hollis! Afaste-se!
Tem um inimigo atr�s, coronel!
- Lider Maclntosh. - Prossiga, Maples.
Tenho um atr�s. Pode tir�-lo?
Vire � direita, Maples. Irei atr�s dele.
Est� se aproximando!
O que far� se tiver que derrubar um inimigo?
Detenha-o, coronel! Ajude-me!
Obrigado, coronel! Que jeito de disparar!
Parecia como se estivessem se divertindo muito!
Onde voc� vai? N�o me diga que vai embora.
Estou a muito tempo aqui. Tenho que ir para Pusan.
Tenho as minhas responsabilidades.
N�s gostar�amos que ficasse. Voc� sabe.
Mas n�o seria justo te pedir mais sacrif�cios.
- Obrigado pelo que fez. - O qu�?
Por sentar as crian�as no joelho para apreciar seus sorrisos?
Eu � que devia agradecer.
Mas, coronel. . . parece incomodado.
N�o h� nada t�o terr�vel como a guerra.
Hoje eu matei.
Sim. A guerra � perversa.
Eu vejo dentro do seu cora��o.
Coronel, pode balbuciar um momento um pobre velho escultor de marfim?
Entenda, s�o apenas palavras e talvez n�o valem mais que um punhado de areia.
Em tempos como este, um homem de consci�ncia pode pedir aos outros:
"Protejam-me. Matem por mim. Mas n�o pe�am para manchar minhas m�os"?
O que se deve fazer quando a �nica escolha poss�vel � entre dois males?
�s vezes, aceitar o mal menor pode ser a nossa �nica op��o.
Para poder salvar, �s vezes temos que destruir
e dessa destrui��o, criar uma nova vida.
- Essa � a resposta? - A verdadeira resposta, coronel
n�o est� na minha balbucia��o.
Est� na B�blia. "Oh, Senhor, Voc� viu o meu erro.
Julga Voc� a minha causa."
- Quem � voc�? - Sou apenas um velho cansado
muito desejoso de chegar ao seu posto em Pusan.
Essa dan�a � a sua favorita.
Fala de duas amigas que se encontram depois de grandes desgra�as
e falam das suas descobertas sobre a vida.
Uma n�o para de falar centenas de coisas, fala disso e daquilo.
E a outra?
S� diz uma:
Que a f� � o maior consolo para todos.
Aqui Controle Maclntosh. Quantos tanques disse? Repita.
� melhor alertar o coronel.
Est� me ouvindo, Vagabundo Um?
Coronel!
- Coronel Hess. - O que �?
Recebemos um informe pelo r�dio da avan�ada.
Se aproxima uma grande coluna de blindados inimigos.
Controle Maclntosh. Repita a sua posi��o.
Repita a sua posi��o. Cambio.
Controle Maclntosh. Aqui Vagabundo Um.
Estou na A-M-7523.
A coluna inimiga vai para o sul.
N�o h� nada para det�-los deste lado do quartel da divis�o.
Precisa de um ataque a�reo imediatamente.
- Que noite para isso! - Claro.
Est�o usando o clima para avan�ar.
Avise os homens, Herman. Chama o quartel general. Vou me vestir.
Chamando Mariposa. Chamando Mariposa.
Aqui o Controle Maclntosh. Cambio.
Est�o s� a 45 minutos ao norte.
As outras pistas est�o mais inundadas que a nossa.
Nenhum avi�o na �rea pode decolar.
Nem daqui. Essa pista, coronel. . .
Est� melhor para flutuadores que para rodas.
- Senhor, eu e meus homens nos oferecemos. - N�o. Essa pista est� muito ruim.
- N�o sei se d� para usar. Moore. . . - Por que n�o averiguamos?
Me prepara um avi�o com bombas e foguetes.
Sim, senhor.
- Pe�o permiss�o para acompanh�-lo. - N�o.
- Algu�m precisa cobri-lo. - N�o arriscarei mais avi�es.
Se algo te acontecer, aqui somos um alvo f�cil.
Se vamos os dois, um ter� que passar.
Al�m disso, quero fazer as pazes com voc�, Dean.
- Vai por seu equipamento. - Obrigado.
Informe o observador que estamos a caminho.
Preparem os outros avi�es. Alertem os pilotos coreanos.
Assim ser�. Se as coisas parecerem ruins, te avisarei.
Avise a senhorita Yang que fique preparada para evacuar as crian�as.
Fique perto da plataforma. Essas nuvens cont�m pedras.
Boa sorte.
- Pe�o permiss�o para ir primeiro. - N�o.
E se eu n�o conseguir, n�o tente. � uma ordem.
Entendido.
Est� louco. N�o conseguir�o.
Vamos, rapazes! Vamos, homens! Decolem!
Decolem! Sim, podem! Vamos!
J� estou no ar. Em frente.
Estou atr�s de voc�.
N�o foi dif�cil.
Fico feliz em sair da chuva.
J� dever�amos estar perto do alvo.
Vou tentar contatar esse observador brit�nico.
Al�, Vagabundo. Al�, Vagabundo.
Aqui Lider Azul Maclntosh. Responda.
Al�, Lider Azul Maclntosh. Aqui o Vagabundo.
- S�o s� voc�s dois? - Sim. Como est� a� embaixo?
O tempo os segurou um pouco
mas j� parou de chover.
J� retomaram o ritmo.
Se bombardeassem os primeiros tanques, bloqueariam a estrada.
Entendido. Ouviu, Skidmore?
- Sim. - Faremos o que ele disse.
O alvo est� na frente.
C�us.
Muito bem! Agora, se atacarem a retaguarda, ficar�o presos.
Quem quer isso? Isso � como atirar nos patos.
Lider Maclntosh para Controle Maclntosh. Est� ouvindo? Cambio.
Aqui o Controle Maclntosh. Prossiga.
- O grupo do major Chong est� pronto? - Afirmativo.
- Que decolem. - Entendido.
Luz verde.
Poderiam bombardear a frente novamente?
Est�o passando os tanques.
Entendido. Vamos atr�s deles.
- Ouviu, Skidmore? - Entendido.
Bem. Temos que aproveitar os �ltimos foguetes.
Com esse bati duro nele!
Ianques, j� os t�m na caixa! Sua equipe pode lhes colocar o arco.
Rosa. . . ou azul?
Temos pouco combust�vel. Voltamos para a base.
Sim.
Vou com voc�, Dean.
Voc� est� bem, Skidmore?
- Acho que acabou para mim. - Aguenta!
- N�o sei se posso. - Sim, pode sim, Stan.
Nossos pilotos coreanos est�o �s 12:00h.
Nossos treinamentos dar�o frutos aqui.
Assim ser�.
L� v�m eles.
Lider Maclntosh para Torre.
Aprontem a ambul�ncia e os resgates.
Sim, senhor!
O campo j� est� � vista, Stan.
J� estamos quase em casa. N�o se separe.
Voc� est� indo muito bem, Stan. Aprume-o. Mantenha-o firme.
Isso mesmo. Agora, abaixe as rodas.
Est� ouvindo? Abaixe as rodas.
Bom trabalho.
Coloque-o na linha, Stan. Mantenha-o alinhado.
Direto. . . e devagar. Muito bom.
Voc� est� indo muito bem. Mantenha-o assim.
Voa firme e far� um bom pouso.
Vou ficar aqui at� voc� aterrizar.
- Sim, Stan? - Est� a�?
- Estou aqui. - Tenho. . . Tenho medo.
N�o h� nada a temer.
Nada.
Pensei que sabia como viver. . .
mas n�o era assim.
E agora. . .
n�o. . . n�o sei como morrer.
- Dean? - Sim, Stan?
Reza. . .
Reza por mim.
Eu j� fiz.
Ou�a. N�o tenha medo.
Pensa que a vida � um lugar cheio de sombras
e cheio de gente
que n�o pode se ver muito bem uns aos outros.
Pense tamb�m na porta que est� mais al�m.
Quando essa porta se abre. . .
a atravessamos e atingimos um brilho maravilhoso.
Isso � tudo.
� apenas um pequeno passo das trevas para a luz.
Da escurid�o para a luz.
Obrigado. . .
reverendo.
Se voc� diz. . .
Obrigado.
E veio o vento do deserto.
E me levou voando
onde o homem n�o pode chegar por seus p�s.
E pela primera vez
ao tentar lhe proporcionar um pouco de paz
senti que talvez eu fui o instrumento
que sempre quis e precisava ser.
Talvez atrav�s da agonia da guerra
finalmente consegui fazer o que nunca pude.
Ao pensar em outra pessoa al�m de mim
eu me encontrei.
Durma bem.
N�o o esper�vamos t�o tarde, coronel. As crian�as est�o dormindo.
- Podemos sair um momento? - Claro que sim.
Senhorita Yang, eu. . .
- Serei transferindo para outro campo. - Transferido?
N�o se preocupe. Herman e o tenente Maples ficar�o.
Nada vai mudar.
N�o � a mesma coisa, coronel.
A moral n�o d� a mesma sombra que o pinheiro.
Voc� vai estar aqui.
Quem sabe por quanto tempo?
Me desculpe.
Normalmente, n�o admito meus medos,
mas �ltimamente tenho Cheju na cabe�a o tempo todo.
Algo. . .
Um medo me diz que nunca mais verei a minha casa.
Quando tudo isso passar, ver� Cheju novamente.
Adeus, senhorita Yang.
Adeus, coronel.
At� um dia melhor.
At�. . . um dia melhor.
As minhas ordens j� chegaram? Sou Dean Hess.
Ah, sim, coronel. Chegaram faz uma hora.
Pelo que vejo, saiu da �rea de Yongsan bem a tempo.
- Por qu�? O que foi? - O inimigo vai atacar com tudo.
Seus pilotos coreanos j� deixaram o campo e ser�o reagrupados.
Toda essa �rea j� � dada como perdida.
Vou pegar suas ordens, coronel.
N�o � chiclete! Vamos! Ponha-o!
- L� vai! - Pena que acabou o chiclete.
- � verdade. - O que foi da �ltima caixa?
- Pergunte ao Chu. - L� vem o coronel!
- O que foi. . . - Acertaram o meu jipe.
- � verdade sobre o campo? - Sim, ontem foi fechado.
Passamos para deixar essas provis�es a caminho do lugar de substitui��o.
- Senhorita Yang! - Coronel! Soube que precis�vamos de voc�!
- T�m que sair daqui! - Mas s�o muitas crian�as. . .
- S�o quase 400! - N�o podem ficar! Vamos!
N�o h� tempo a perder. Herman, volte as provis�es para o jipe.
Sim, senhor.
Bem. Coloque a�.
Aqui, Maples.
Como a crian�a est�?
J� n�o pode ir adiante, coronel. Todos est�o exaustos.
Tem uma pista a 13 ou 16 km por este caminho.
De l� poder�amos levar as crian�as para Cheju.
Cheju? Mas como?
Precisam de poucos avi�es de transporte para lev�-los.
Quando amanhecer eu vou averiguar.
Voc�s comecem a andar e os verei na minha volta.
Coronel.
- Coronel. - Bem, � Lu Wan!
Uns refugiados disseram no caminho que tiveram que deixar o templo.
Ent�o eu voltei para oferecer a minha ajuda.
Vai ser muito �til.
Mas pensei que voc� queria ir para Pusan.
J� n�o sei se quero ir para l�.
Disseram que minha loja foi destru�da pelo fogo.
Ent�o pensei que ajudar esses pequenos
� algo que nunca poder� ser destru�do.
Queremos lev�-los para Cheju,
mas parece quase imposs�vel.
A diferen�a entre o imposs�vel e o poss�vel
� o tamanho da vontade do homem.
Wan Lu! Vem sentar-se. Parece cansado.
O meu � a idade, senhorita Yang. Voc� deve estar exausta.
Eu carrego a crian�a enquanto voc� dorme.
Voc� tem que dormir.
Balance devagar
Doce carruagem
Venha me levar para casa
Balance devagar
Doce carruagem
Venha me levar
Para casa
Se apresse, certo, Joe? Temos que queimar esse lugar!
Ei, Frank, aqui! Me ajuda carregar isto!
Certo, certo. J� vou!
Sargento, eu. . .
Sou o coronel Hess. � o oficial em servi�o?
Eu era. O esquadr�o foi desviado hoje. J� se foi o �ltimo avi�o.
N�o vir�o mais avi�es?
J� deram o campo como perdido. Somos os �ltimos.
Necessito algum meio de transporte para levar algumas crian�as para a ilha Cheju.
- Crian�as? - Sim, s�o 300 ou 400.
- Voc� pode me ajudar? - Quatrocentas?
Isso � imposs�vel, coronel! J� foi ao porto?
- N�o. fica longe? - A 29 km da pista.
Obrigado, capit�o.
Sim, senhor. Reardon capit�o. Todos j� se foram, exceto n�s.
- J� acenderam o fogo? - Sim, senhor.
Major, acaba de chegar um coronel
que queria transportar um monte de crian�as para Cheju.
Crian�as. Centenas.
- Como se chama? - Acho que � Hess.
Ent�o est� a�. Diga-lhe que suas ordens j� chegaram.
- E depois, saiam da�.! - Sim, senhor!
Coronel! Coronel!
Oxal� pudesse me comunicar com o porto. Esse coronel est� em apuros!
- Quer que eu volte a ligar? - N�o. Esque�a.
- Para Cheju? - Sim, senhor.
V�rias centenas, disse o capit�o.
Var. . .
- Ligue-me com ele. - Sim, senhor.
"Autoridade Portu�ria Marinha dos Estados Unidos"
Tenente, pode me conseguir um barco de evacua��o?
- Talvez um LST? - Um LST?
N�o temos nenhum livre.
Mas estes s�o �rf�os! Moribundos!
Desculpe, coronel, mas precisamos para transportar as tropas.
Voc�s s�o a Marinha! Onde est�o os seus barcos?
Voc�s s�o a for�a a�rea. Onde est�o os seus avi�es?
Vamos!
N�o tive sorte.
N�o teve sorte?
- S�o nossos? - N�o! � o inimigo!
Saiam do caminho! Para a vala!
Herman, tire essas crian�as da carro�a!
Yung-Ai!
Voltem para o caminho. J� se foi.
J� se foi.
Voc�. . .
Voc� os levar� para um lugar seguro.
Eu sabia. . .
que n�o voltaria a ver Cheju.
Mas voc�. . .
sim o ver�.
N�o sabia o que dizer
nem mesmo uma ora��o.
As palavras n�o carregam a maior homenagem, meu filho
nem cont�m a verdade absoluta.
As boas a��es s�o as ora��es mais puras.
Avi�es!
- Nossos! - S�o modelo 119!
Transportadores de tropas!
- S�o cinco! - Cinco!
- Talvez n�o sejam para n�s. - Averigue.
"For�a A�rea dos Estados Unidos"
- O coronel Hess est� aqui? - Sim, est�! Quem os mandou?
O general Cambridge. Somos a "Opera��o Trans-infantil".
Mas seremos lama se formos agora!
Sim, senhor!
Ei, Coronel!
C�us! Como � maravilhoso ser amigo de um general!
Vamos! Por aqui! Vamos l�, meninos!
Venham. Por aqui. Entrem. Vamos.
Esse � o meu garoto! Onde voc� estava?
- O piloto pede a ordem, senhor. - Que decolem.
Sim, senhor. Luz verde. Decolar.
"Orfanato da Cor�ia Cheju-Do"
"Dedicado � mem�ria da senhorita En Soon Yang"
"Por Dean E. Hess - 1950"
N�o est� mal.
- Este � o Chu. - Chu! Sou o Chu!
- Eu sou a Mary. - Voc� � a Mary.
- Sim. - Toma, amig�o.
� maravilhoso v�-los t�o saud�veis.
Os alimentamos com chicletes.
Querido, voc� parece t�o feliz como as crian�as.
Sempre se cuidou das crian�as.
Meus olhos viram a gl�ria
Da vinda do Senhor
Ele est� pisoteando a colheita
Onde armazenam as uvas da ira
Ele soltou o raio fat�dico
Da sua espada terr�vel e veloz
Sua verdade segue sua marcha
Gl�ria, gl�ria, aleluia
Gl�ria, gl�ria, aleluia
Gl�ria, gl�ria, aleluia "Dedicado. . . Aos que n�o conseguimos salvar."
Sua verdade
Sigue sua marcha " F i M "
"As crian�as do Orfanato da Coreia
representaram eles mesmos neste filme."
LEGENDAS : Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol
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