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NA ÉPOCA
-Cães do inferno? -Sim, seus preferidos, Dean.
Jo!
Não posso lutar nem andar, mas posso fazer alguma coisa.
Temos tudo o que precisamos para fazer uma bomba.
-O que estamos fazendo? -Caçando um fantasma.
Sabe quem faz isso? Gente pirada!
Nós somos doidos.
Amanhã caçaremos o Diabo.
Esta é nossa última noite na Terra.
Vá com essa arma ao Lúcifer e a esvazie na cara dele.
Sabe que nunca machucaria você.
Escuta, seu filho da mãe.
Eu mesmo vou matá-lo.
Vou arrancar seu coração!
Que bom, Sam.
Continue alimentando esse fogo dentro de você.
Toda essa raiva reprimida. Vou precisar dela.
AGORA
HOSPITAL PSIQUIÁTRICO GLENWOOD SPRINGS
JOVEM MORRE EM INCENDIO RESIDENCIAL PELA MANHÃ
As enfermeiras falaram que não está tomando seus remédios.
Quer me dizer por quê?
Susan?
As pílulas me deixam com sono. Mas não posso...
Se eu dormir, ele virá.
O monstro, você diz.
-Já conversamos sobre isso. -Mas ele matou a Annie.
Susan, você é esquizofrênica.
Sua mente prega peças em você.
Fica confusa.
Às vezes, você vê coisas.
Sei o que sou.
Posso ver meu filho morto parado atrás de você.
Sei que ele não é real.
Mas o monstro é.
Annie era sua colega de quarto.
E o que aconteceu com ela foi doloroso para todos nós.
Talvez seja mais fácil você conjurar um monstro,
do que enfrentar a tragédia que foi o suicídio dela.
Posso ouví-lo à noite, nas paredes.
Susan, monstros não existem.
18:30. Apaguem as luzes.
Meu Deus!
Me ajudem!
Socorro!
Começaram cedo essa noite.
Rápido!
Está vindo!
Me ajudem!
Me ajude!
Me ajude!
Tradução e Sincronia: Spo0ok, Brubs e MaKTaiL (BDRip)
"SAM, INTERROMPIDO."
Vocês me foram entregues por um dr. Babar em Chicago.
Isso mesmo.
Não tem um livro infantil com um elefante chamado Babar?
Não sei. Não tenho nenhum livro de elefantes.
Olha, doutor, acho que o médico se complicou com ele,
por que meu irmão é...
Certo, está bem. Obrigado.
Isso não é necessário.
Porque não me diz como está se sentindo, Alex?
Estou bem.
Talvez um pouco depressivo.
Certo. Faz idéia do porquê?
Provavelmente porque eu comecei o apocalipse.
-O apocalipse? -É, isso mesmo.
E acha que você quem deu início.
É. Tipo...
Eu matei um demônio, Lilith
e acidentalmente libertei Lúcifer do inferno.
Agora ele está na Terra e estamos tentando impedí-lo.
Quem?
Eu. E ele. E um anjo.
Como um anjo em seu ombro?
Não. Ele se chama Castiel. Usa um sobretudo.
Viu o que quis dizer, doutor?
O garoto tem se culpado há meses por isso.
O apocalipse não foi culpa dele.
-Não foi? -Não.
Havia outro demônio, Ruby. Ela o viciou em sangue demoníaco.
Perto do fim, ele já estava praticamente fervendo a coisa.
Meu irmão não é mau.
Ele só estava chapado.
Sabe?
Então, pode consertá-lo pra que possamos
voltar a viajar pelo país e caçar monstros?
Erma...
Cancele meu almoço.
Dr. Fuller gostaria de deixá-los em observação por uns dias.
Nós dois? Eu também?
Sim, querido. O doutor acha que assim será melhor.
Certo. Só vou dar uma checada em você.
Olha, enfermeira Ratched, vou deixar uma coisa clara aqui.
Já vi "Um Estranho no Ninho" então nem dê uma de sadista.
Certinho.
Está bem, pode tirar as calças.
Espera.
Como é? Pra quê?
Como foi sua ducha descontaminadora?
Tranqüila.
A pressão da água estava boa.
-A enfermeira... -Ela foi bastante meticulosa.
Bom.
Não acredito que deixei você me convencer a fazer isso.
É o mínimo que podemos fazer.
Martin salvou a vida do pai inúmeras vezes.
-Ele é um ótimo caçador. -Era. Até Albuquerque.
Além do mais, achei melhor nos mantermos ocupados.
Melhor do que o quê?
Nada.
Olha, você tem me preocupado nessas últimas semanas.
Fala sério, Sam. Para. Só porque estarmos num hospício,
isso não te dá o direito de me analisar.
A Ellen e a Jo terem morrido, foi uma tragédia, OK?
-Não vou me consumir por isso. -Você sempre faz isso.
Não pode manter essa porcaria aí dentro.
Paga pra ver.
Lá está ele.
Sam. Dean.
Vocês cresceram.
Parecem bem.
Valeu. Você também, Martin.
Obrigado por virem.
Antigamente, eu podia cuidar disso sozinho,
com as mãos amarradas às costas. Mas agora...
-O que estamos caçando? -Ainda não sei.
Um fantasma, demônio, monstro.
Animal, vegetal, mineral.
Houve cinco mortes no hospital durantes os últimos 4 meses.
Os médicos dizem que são suicídios, mas estão errados.
Já viu essa coisa?
Alguém já viu?
Alguns pacientes viram alguma coisa, mas não é o suficiente.
Eles são confiáveis?
Claro. Por que não seriam?
Caramba, não sei.
Sei que vocês acham que tenho um parafuso solto.
Não estariam muito errados.
Mas eu não os chamaria se não houvesse nada aqui.
Eu sinto que há!
Acreditamos em você.
Já viu algum dos corpos, achou sinais de ataque?
Bem, não.
Eu não...
chego mais perto de cadáveres.
Alex, Eddie.
Estou feliz de ver que vocês estão fazendo amigos.
Porque você e o sr. Creaser não se juntam a nós?
Por favor. Por aqui.
Na verdade, vou colocá-lo no grupo da tarde.
O que? Por quê?
Para ser sincero,
sua relação com seu irmão parece ser perigosamente co-dependente.
Acho que um tempo separados lhes fará bem.
Certo, quem gostaria de começar?
Mais alguém?
Está bem, Ted. Acalme-se.
Estou calmo.
E eu gostaria de falar calmamente,
sobre o monstro que está nos caçando.
Ted, não falaremos disso outra vez.
Não faz bem para o grupo.
Concordo.
Sabe o que mais não faz bem para o grupo?
Um monstro comendo nossas caras!
Está bem. Obrigado.
-Agora, alguém mais... -Eu o vi!
Quando ele matou a Susan!
Eu também! Ele tinha garras de lagosta.
-Não tinha não! -Um alien como no "Arquivo X".
Pare! Pare de ajudar! Me escutem!
-Estamos mortos! -Já chega!
Não há monstro algum.
Ted, quer que eu chame a segurança ou vai se comportar?
Me comportar.
Engula essa!
Eddie?
Sou a dra. Erica Cartwright. Estou responsável pelo seu caso.
É minha psiquiatra?
Que sorte a minha.
E você é meu paciente paranóico esquizofrênico,
com distúrbio de personalidade narcisista e psicose religiosa.
Sorte minha.
Podemos conversar?
Podemos.
Temos umas perguntas pra você.
Que coincidência. Também tenho umas pra você.
Então toma lá, dá cá, Clarice.
Certo, Hannibal. Eu começo.
Quantas horas dorme por noite?
Três ou quatro a cada duas noites.
O que pode me dizer sobre os suicídios aqui?
-Foram trágicos. -Não notou nada de estranho?
Sei lá, tipo fumaça preta ou enxofre?
Não. Por quê? O que isso quer dizer?
Sinais demoníacos.
Eu caço demônios, monstros. Essas coisas.
Quantas vezes você bebe por semana?
Uma hora preciso dormir, então... Sete dias da semana...
Por volta de 50.
Já sentiu calafrios quando anda pelo hospital?
Não que eu lembre. E se tivesse?
Significa que tem um fantasma por aqui.
Certo.
Quando foi que teve um relacionamento duradouro?
-Defina "duradouro". -Mais de dois meses.
Nunca.
Os pacientes disseram ter visto algo estranho?
Aqui? O tempo todo.
Claro.
Então, vamos falar sobre o seu pai.
Dean. Ei.
Você está legal?
Acabei de ser estuprado mentalmente.
Então, não. Não to legal.
-Diz que encontrou algo. -Encontrei.
Um cara diz que viu a criatura. Devíamos falar com ele.
Quer se encontrar aqui em uma hora?
Quanto mais rápido terminarmos isso, mas rápido vamos embora.
Esse lugar me assusta.
-Oi. -Oi.
Sou a Wendy.
Talvez esse lugar não seja tão ruim assim.
Cara, você não pode pegar ela.
Estou tão dividido.
Já era hora. As enfermeiras estão fazendo a ronda.
Temos uns 15 ou 20 minutos. Onde esse cara está?
Quarto 306.
Caramba!
-Depressa! Vamos! -Se afasta, Dean. *
Ei, achei uma coisa.
-O que tem aí? -Bem aqui.
Me ajuda aqui.
Beleza.
Esse buraco vai até o cérebro dele.
O que isso quer dizer?
-Vamos descobrir. -Sério?
Talvez seja melhor vigiar.
-Velho! -Olha, o cérebro dele foi sugado.
Fascinante. Tem alguém vindo.
O que vocês fazem aqui?
Pudim!
Certo. Venham, os dois.
Loucura funciona.
São pinturas originais do Gacy, o palhaço assassino?
-Eu que pintei. -De volta ao caso, por favor.
O que quer que essa coisa seja,
ela suga seu cérebro até não ter mais nada.
Aí faz as mortes parecerem suicídios.
Alguma idéia?
Sim.
Uma péssima.
O que é?
Aposto um frango assado que é o que estamos enfrentando.
Um espectro.
Eles abrem o crânio e se alimentam de cérebro.
-Já enfrentou um antes? -Nunca.
-Também nunca quero enfrentar. -Então, como o matamos?
Com prata.
Se toca um espectro com isso a pele se racha.
Essas são as boas notícias.
A má, é que eles podem se passar por humanos.
Pode ser qualquer Pedro, Paulo ou Maria nesse lugar.
Maravilha. Como achamos ele?
Com um espelho.
Diz a lenda que ele mostra a verdadeira forma em um espelho.
Só temos que checar cada paciente e trabalhador daqui.
Certo.
Mas o que ele está fazendo em um hospital psiquiátrico?
Um hospício é o lugar perfeito pra fazer vítimas.
Claro.
Quem acreditará em um paciente que diz que viu um monstro?
É o local de caça perfeito.
-E aí, doutora? -Me diga você.
Estou caçando.
Um espectro.
Pode ser qualquer pessoa.
Então, eu poderia ser um monstro?
Não, passou no teste.
-Por que você? -Por que eu o quê?
Por que precisa caçar monstros?
Por que não deixar outra pessoa fazer isso?
Não acho alguém tão burro assim.
É o meu trabalho.
Alguém precisa salvar a pele dos outros.
Incluindo a sua.
Há uma certa quantidade?
Quantas pessoas precisa salvar?
-Todas. -Todas elas?
-Precisa salvar a todos? -Sim. Todos dos esportes.
Como?
Acredite, o que disser, já ouvi coisas piores.
É o fim do mundo, beleza?
A droga do Apocalipse bíblico.
E se eu não o impedir e salvar a todos,
então, ninguém o fará e morreremos.
Que horrível.
Nem me fale.
Com ou sem o apocalipse, com ou sem monstros,
é um peso enorme sobre seus ombros.
Sentir que seis bilhões de vidas dependem de você.
Nossa. Como acorda pela manhã?
Boa pergunta.
Olá, Eddie.
Doutor.
Beleza.
Tive que assaltar três enfermarias pra conseguir isso.
São só chapeado de prata, mas devem funcionar.
Ah, não. Hoje não, docinho. Continue andando. Eu...
Quero ele agora.
Ele é mais largo.
Você já pegou piores.
Fuller está de plantão hoje.
Temos que pegá-lo antes das luzes apagarem.
-Nós três. -O quê? Não!
Martin, temos que passar pela segurança, os serventes
e cortar a garganta do chefe.
Vai ser ruim do começo ao fim, mas precisamos da ajuda.
Não, não dá.
Sabemos o que houve em Albuquerque.
Não sabem nem da terça metade!
Eu era como vocês. Achava que era invencível.
E daí...
descobri que não era.
-Martin, você ainda é um caçador. -Sou não!
Sou um inútil!
Por que acham que eu mesmo me internei no hospício?
Daria tudo pra ajudá-los. No duro.
Mas não dá.
Lamento, mas não dá.
Ele ainda está no prédio.
Pega a ala oeste e eu a leste.
Não! Não!
Olha o braço dele! O corte não está queimando!
Não é ele!
Não é ele.
-Você está bem? -Não, não estou.
Eu estou...
legal!
-Eles te deram algo? -Sim, me deram tudo!
É espeta... culalar!
Você sempre foi um bêbado feliz.
-O doutor não era o espectro. -Eu sei.
Não entendo. Eu vi no espelho. Não era humano.
Ou está vendo coisas.
-Talvez esteja ficando louco. -Não sou louco.
Qual é! Você tem sido metade louco já tem um tempo.
Desde que voltou do inferno, ou até antes disso.
E estamos em um hospital psiquiátrico.
Talvez finalmente ficou louco. Sabe, talvez agora...
seja mesmo louco de fato.
Eu cometi um erro. Só isso. Vou achar a coisa.
Eu sei.
Está tudo bem. Olha pra mim.
Está tudo bem...
porque você é meu irmão
e ainda o amo.
Não compareceu na nossa sessão hoje.
-Estou um pouco ocupado. -Ainda caçando o espectro?
-Pessoas estão morrendo. -Pessoa morrem o tempo todo.
Deixe-me fazer o meu trabalho e talvez salvar sua vida?
Não é minha vida que estou preocupada.
Eu estou bem, beleza? Estou bem.
Qual é. Até você não acredita nisso.
Toda essa pressão que está se submetendo, toda essa culpa...
está matando você. Não pode salvar todo mundo.
Não pode.
Esses dias não consegue salvar ninguém, Dean.
-O que disse? -A verdade, Dean.
Deixou a Ellen e a Jo serem mortas.
Atirou no Lúcifer, mas não conseguiu matá-lo.
Não conseguiu deter o Sam de matar Lilith,
e você quebrou o primeiro selo. Tudo que faz é falhar.
Achou mesmo que você, Dean Winchester,
"com muita cuca no lance", iria vencer o diabo?
Tenha dó!
O mundo vai queimar, e não há nada que possa fazer.
Quem é você?
Como sabe dessas coisas?!
-Ei! Calma aí. -Diga-me!
Eu disse calma aí!
Quem é você? Quem é ela?
Quem?
-Está cego?! Ela! -Chapa, não tem ninguém aí.
Eu não sou real, Dean.
Eu estou na sua cabeça...
pois você está ficando louco.
Deixe-me em paz!
Pediu pra me chamar?
Sim. Obrigado.
Só queria pedir desculpas. Sinto-me horrível pelo que fiz.
Pensei que fosse um monstro.
Sei disso. A pergunta é, por quê?
Eu estava...
Não importa...
Porque depois do ocorrido de ontem,
eu me toquei de algo.
Percebi que não existe monstros.
Fico feliz de ouvir dizer isso.
Mas francamente?
Monstros são o menor do seus problemas.
Pessoas podem aprender a viver com desilusões,
mas a raiva que vi em você. Eu...
Machucou aqueles dois homens e ia me matar.
A aparência dos seus olhos quando veio pra cima de mim...
Era como se você nem fosse humano.
Parecia um homem possuído.
Eu sei.
Por favor...
Poderia...
me dar uma segunda chance?
Bem, isso aqui não é uma prisão. Poderá ir na sala de estar.
-Sob supervisão. -Obrigado.
Mas se houver mais um ataque de raiva,
irei transferi-lo para uma instalação
que é preparada pra pacientes violentos.
E acredite-me, eles serão menos bondosos.
O que foi?
Não é o sangue demoníaco, Sam. Nunca foi.
-O quê? -O problema era você.
Foi sempre você.
As mentiras, sua arrogância, essa mancha negra na sua alma.
Agora todos vamos morrer por sua causa.
-É tudo culpa sua! -Você matou todos nós!
-Aberração patética! -Seu desgraçado malvado!
Vamos todos morrer! Aberração!
-Perdedor! -Aberração!
Deixem-me em paz!
Deixe-me em paz! Não!
Parem com isso! Deixem-me em paz!
Deixe-me em paz! Não fui eu!
Me larguem! Deixe-me em paz!
Deixe-me em paz!
O que está havendo?
-Martin, sou eu, Dean! -Desculpe.
-Você está um trapo, garoto. -Eu me sinto assim também.
-Cadê o Sam? -Confinado.
Ele ficou louco, graças a Deus.
-O quê? -Estou ficando louco também.
Estou vendo coisas. Ouvindo coisas. Nós dois estamos.
-Loucura é a pista. -Como assim?
-Dean? -Loucura é a pista.
Você disse isso. Mas o quê?
As coisas que eu e o Sam fizemos, as coisas que vimos,
vamos acabar ficando loucos eventualmente.
Provavelmente vamos acabar como dois loucos babões.
-Sem ofensa. -Não me ofendi.
Mas eu e ele pirando no mesmo dia?
Tem que ser o...
-O monstro. -O quê? Onde? Onde?
Não, não. Não tem nada aí.
E se essa coisa não se alimenta da insanidade
e sim torna os outros insanos?
É possível? Isso parece real?
Não sou a fonte mais confiável no que é "real,"
mas parece fazer sentido.
Então fomos infectados.
Alguma coisa nos injetou com loucura. Sabe, algo...
Talvez...
Talvez seja o fantasma do meu pai.
Não. Concentre-se no espectro, Dean.
-Concentre-se! -Isso, o espectro.
Beleza, o espectro. Nos envenenou.
Talvez com veneno, sabe, por toque.
Ou veneno ou saliva.
-Wendy. -Wendy?
Wendy babou-se toda em mim e no Sam!
Foi assim que fomos infectados.
Não posso pisar nas linhas.
Isso é real?
É sim, docinho.
É bastante real.
Ela ainda está viva!
Há dois pacientes no quarto da Wendy. Eles me atacaram.
Pode me ouvir? Dean!
Você tem que sair e matar aquela coisa.
Vou cuidar dela.
-Não consigo. -Precisa. Não tem escolha, filho.
Vai!
Dean, corra! Corra!
Solte-me!
Não. Está muito raivoso pra ficar solto no mundo real.
-Você! -Mas é claro que sou eu.
Vocês caçadores não fazem jus a sua reputação.
Martin está um trapo. Ele é inofensivo.
E você e seu irmão venham aqui, falando sobre matar monstros?
Tornou fácil saber de vocês. Só foi preciso tocá-los
que vocês já eram meus!
Eu amo isso aqui dentro.
Esse lugar é meu restaurante pessoal de cinco estrelas.
Cérebros loucos!
Eles ficam ensopados em dopamina e adrenalina
e todos os tipos de hormônios e químicas que os tornam...
deliciosos.
E quanto mais loucos, mais gostosos ficam.
Você fez isso comigo!
Eu ajudei, mas essa raiva? Não, não. Isso é de você.
Eu não crio loucura. Só aumento o que já está lá.
Você constrói seu próprio inferno. Mas eu dou as ferramentas.
E quando você estiver no ponto...
eu faço todos os seus problemas desaparecerem.
Fique longe dele!
Acha mesmo que isso vai terminar bem pra você, guri?
Não.
Mas eu sou louco, então dane-se!
Ainda está louco?
Não mais do que o normal.
Temos que sair daqui.
Parece que Tom Cruise tinha razão. Psiquiatras são uma bosta.
O que está fazendo? Sam, está bem?
Não.
-Não, o espectro... -O que tem ela?
-Ela tinha razão. -Claro que não.
Está morta, beleza?
Vamos cair na estrada. Preciso de um drinque ou 12.
Na maior parte do tempo consigo esconder,
mas estou com raiva. Estou brabo com tudo.
Tinha raiva de você e do papai, depois Lilith e agora do Lúcifer.
E eu dou desculpas. Culpo a Ruby ou sangue demoníaco.
Mas não é culpa deles e sim minha.
E está dentro de mim. Eu estou brabo o tempo todo.
E não sei por quê.
Está bem, pare. Pare com isso.
E daí?
O que vai fazer? Tirar uma licença?
Vai dizer sim pro Lúcifer? O quê?
-Não, é claro que não. -Exatamente.
E é exatamente o que vai fazer. Vai pegar toda essa porcaria,
e enterrá-la. Vai esquecer.
Porque só assim continuaremos!
Por isso não acabamos igual o Martin!
Está comigo?
Qual é, bicho. Está comigo?
-Estou com você. -Ótimo.
Vamos dar o fora daqui.
Tradução e Sincronia: Spo0ok, Brubs e MaKTaiL (BDRip)
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