All language subtitles for Stranger Things - 5x08 - Chapter Eight The Rightside Up.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

Juro que não toquei em nada!

E o portão abriu-se sozinho? Como por magia?

Deve ter sido uma avaria.

Deixa ver se percebi:

houve uma avaria no momento em que o camião apareceu?

Achas que acredito?

Não sei o que aconteceu.

E se foi mesmo uma avaria?

Mas não causada por nós.

RÁDIO DE ONDAS CURTAS

Muito bem, cobaias, vamos a isto.

Uma dimensão inteira está prestes a cair em cima de nós.

Olha…

Está tudo bem?

O plano é uma loucura e há muitas coisas que têm de correr bem.

Também há muitas que podem correr mal,

mas nós conseguimos. Eu sei que sim.

Uma última luta e este pesadelo acaba.

Finalmente acaba.

Ora viva!

MAC, daqui Wolfpack. Escutam…

- Então? - Vou alertar a doutora.

Essa padece de complexo de Deus.

Só nos vai fazer perder tempo.

Não.

Vamos caçar esta anormal.

CAPÍTULO OITO: O MUNDO REAL

- Estarão bem? - A carrinha é mais rápida que o jipe.

Na pior das hipóteses, 8 km mais rápida.

Tiveram 6 minutos e 20 segundos de avanço,

levam uma dianteira adicional de quase 1 km.

Estão bem, por enquanto,

mas a merda a sério ainda está para vir.

Erica, tento na língua.

Isto não é "Introdução à Ciência". Esta situação exige palavrões.

- Qual é a sensação? - De quê?

Ajudar a salvar o mundo e assim.

É muito boa.

É mesmo boa, caraças!

Vão!

Invadir! Avançar!

Robin, sim.

Podes confirmar que foram vocês e não vêm aí mais Cujos mutantes?

Fomos. Não stresses já, Vic. Só mais logo.

Entendido. Não. Emoções controladas.

Não há sinal de um planeta malvado em movimento.

Ainda bem.

Isto vai demorar.

Vamos dividir-nos. Usamos ambas as escadas.

Sem pressa. Vão com calma.

Há plataformas pelo caminho. Usem-nas para descansar.

Muito bem.

Vamos a isto.

Estás bem?

Não tenhas medo.

São todos amigos.

Só estão aqui para observar.

Não penses neles.

Sim, papá.

Faça-se luz.

Bom trabalho, Águia Careca.

Vai para o telhado.

Cuidado com o C4. Não quero destruir já o Mundo Invertido.

Eu tencionava ser desastrado.

Mas tens razão, Jim. É prudente ter cuidado.

Muito bem.

Lembra-te disto:

duas pancadas lentas significam…

- O Abismo começou a mover-se. - Isso mesmo.

Tu e a tua irmã posicionam-se, mas aguardam. Não atacam.

Quando eu confirmar que o planeta está perto da torre,

dou três pancadas rápidas.

Aí, atacamos. Matamos o Henry.

E rezamos para que o Dustin tenha razão e o planeta deixe de se movimentar.

O que poderá correr mal?

Se alguma coisa correr mal,

tens de me prometer que não me tiras daqui.

Quero garantir que ele está morto.

Claro, olha,

também quero que me faças uma promessa.

Se, por milagre, o plano resultar, saímos daqui.

A Dra. Kay e os planos dela ficam para resolver noutra altura.

Combinado?

Vamos acabar com isto, miúda.

- Queres? - Quero.

Olha…

Aquilo que disseste na Squawk…

Lamento.

Não lamento o que disseste. Seria mal assumido.

Assumido, não! Jesus Cristo.

Está tudo bem.

Não, não está.

Eu devia ter-te apoiado, mas não o fiz.

Eu estava tão centrado em mim que não consegui perceber.

Sinto-me um idiota e…

Desculpa.

Não tens de pedir desculpa. E não és um idiota. Não és.

Acontece que…

… durante muito tempo, nem eu compreendia.

Acho que tinha de acontecer da forma que aconteceu.

Encontrei o meu caminho.

O que importa é ainda aqui estares

e achares que podemos ser amigos.

Amigos? Nem pensar.

Melhores amigos.

Muito bem, vamos lá.

Apanhar o planeta.

Estão a demorar tanto porquê?

Não sei. Pode ter que ver com o facto de a torre ter 150 metros.

Se houver algum problema, avisam.

Sim, claro. Exceto se já estiverem mortos.

O stress dá-me fome, por isso…

Queres alguma coisa?

Não.

Está bem.

Mas, olha, podes…

Vickie?

Vickie!

Merda.

Não há nada melhor para a ansiedade que uma taça de…

É alucinado, não é?

Olá.

Obrigado, meu.

Muito bem.

É espetacular.

É pena termos de rebentar com isto.

Santa mãe de Deus.

Jim, escutas?

Sim, escuto.

Tenho boas e más notícias.

A boa: a nossa teoria estava certa.

Um planeta gigante está a descer sobre nós.

A má: a nossa teoria estava certa.

Um planeta gigante está a descer sobre nós.

- Quanto tempo temos? - Não muito.

Espero que a Super-Miúda esteja quase.

Vá lá, Onz.

Este é o Vecna, neste momento, no Abismo?

Não precisas de sussurrar, mas sim.

Porque não o matamos já?

- Parece estar vulnerável. - Não o podemos ferir aqui.

Só na mente dele.

- Não é a dele? - Não.

- É a minha. - O quê?

Espera.

Estás bem?

Maravilha!

Tinha saudades disto!

O Hop.

O Abismo movimentou-se.

- Estamos perto da casa do Henry? - Não.

- É longe? - Não tenho a certeza.

- Disseste que conhecias bem a mente dele. - Conheço, mas há aqui muitas memórias.

Somos a Dorothy em Oz. Mas sem a Estrada de Tijolos Amarelos.

Tudo se liga, mas há caminhos longos e curtos.

- Queremos um caminho curto. - Claro!

Podem calar-se enquanto tento pensar?

- Joyce, é a tua peça idiota? - Quero ver-te lá, Harrington.

Numa sexta à noite? Querias!

Tive uma ideia.

- É a Joyce? - Sim.

Ali atrás, o Hop está a fumar um charro.

E ali o Sr. Wheeler está a apalpar a Sra. Wheeler.

É pena não termos tempo, temos de ir assistir à peça.

Três, dois, um, vão!

Sim, vamos pelas traseiras.

Sala oeste livre.

Lado sul!

Estamos no local. Negativo em…

- Não, malta. Não está alinhado. - Como assim?

A ponta da torre não está alinhada com a fenda.

Merda.

- Se o Abismo lhe toca… - A torre cai.

Que bom. É mesmo bom.

Chefe, a Onz tem de parar este planeta.

- Rapidamente. - Quanto tempo?

Trinta segundos?

O que estamos a fazer?

- Esperamos. - Para quê?

Três. Temos de atacar.

Chefe, fala comigo. O que se passa?

Não sei. Ela não responde. Já fiz o sinal.

Está tudo na mesma aqui.

Vamos ser esmagados por um planeta em movimento. Repete!

- Temos de ir. - Tem de ser assim. Acredita.

Merda!

Cuidado!

Agora!

Steve!

Steve!

Aguenta! Eu agarro-te! Aguenta!

Estamos vivos!

Merda, pensei que estavas feito.

O Abismo parou! A Onz apanhou-o! Repito, a Onz apanhou o sacana!

Sim! Uau! Vamos!

Voltaste. Voltaste por mim.

E nunca mais te vou deixar.

Não até sairmos daqui. Todos nós.

É ela! É o monstro!

- Levantem-se! - Não, eu não sou o monstro.

Posso prová-lo.

Tudo livre!

Segura aqui.

- Ei! - Calma!

- Estás pronto? - Pronto?

Sim.

Calma. Eu agarro-te.

Ora bem, ou vai ou racha.

Merda.

Isto faz de nós viajantes do espaço?

Viajantes do espaço interdimensionais.

Toma, Armstrong!

Acabou-se.

Onde estão elas?

Com a Max.

Seguras.

Onde estão elas?

Já te disse.

Com a Max.

Longe daqui.

Não acreditas, pois não?

Que elas vão perceber que és mentiroso.

Ele não nos vê porquê?

O Sr. Quéisso não é o único com poderes mágicos.

Daí escolheres crianças.

Achas que têm mentes fracas.

Mas são mais espertas do que pensas.

E tu…

És inteligente?

Deixaste-te apanhar.

E aqui…

… encontrarei todas as respostas de que preciso.

Merda.

É ele. Ele é a Coisa Negra.

Tudo o que a Holly disse é verdade. Ele quer destruir o nosso mundo.

Mas não consegue. Não sem vocês.

Temos de fugir. Já.

Estamos mais fortes, não é?

Também eu.

Holly!

Posso segui-la até à mente dele.

Podemos acabar com o nosso irmão juntas.

Vamos!

Agora!

Olá, irmão.

Não sei quanto a vocês,

mas eu estava à espera de mais.

- Trepadeiras? - Ou monstros?

A mentalidade da colmeia atua aqui. Se o Henry morreu,

os lacaios dele também. - "Se"?

Não sabemos o que se passa na colmeia.

A Onz quebrou o feitiço e parou o Abismo, mas ainda pode estar a lutar.

Ouve, ela tem treinado para isto.

E ela não está sozinha. Ela tem a Kali e a Max.

E de certeza de que o Henry morreu. Se não morreu, está quase.

Sim.

Conseguiste animar a malta!

Olá, meu.

Olá.

Pensei que estava condenado.

Fico a dever-te uma.

Sim.

Lá porque não gosto de ti, não significa que te queira ver morto.

E palpita-me que vamos precisar de ti aqui.

Já agora, não te censuro.

Por não gostares de mim.

Às vezes, sou um cretino.

Pois.

Eu também.

Olha, Steve,

quando estive na Califórnia,

apoiaste a Nancy quando eu não pude.

E pensei que seria por isso que as coisas estavam mal entre nós.

Mas, na verdade, os nossos problemas não tinham nada que ver contigo.

Demorei muito tempo a perceber isso.

E…

… a deixá-la ir.

Não fossem as nossas merdas,

eu já te podia ter permitido poupar tempo porque…

Há muito que sei que eu e a Nance nunca ficaríamos juntos.

Ela é independente. Ela tem de andar pelo mundo e…

- Não sei. Eu quero… - Seis pequenotes?

Ela contou-te?

Eu deveria ter dito quatro?

Não lhes devias chamar pequenotes.

Claro.

Resumindo, no fundo, eu…

Prefiro tê-la como amiga do que não a ter.

Ela é mesmo…

- Especial. - Sim.

Estamos de acordo numa coisa.

Acho que sim.

- Mas não gosto de ti. - Nem eu queria o contrário.

Pombinhos! Venham cá ver isto.

Credo.

É isto.

É o que vi na minha visão.

As crianças estão ali.

Estamos à espera de quê?

Derek? Não! Derek, tens de continuar.

- Não consigo. - Derek, então? Vá lá!

Deixem-me aqui! Salvem-se, parvalhões!

Não sejas idiota!

- Não estou a ser idiota! - Estás, sim! Não podes…

- Estão todos bem? - Estamos.

- Encontraste-o? Diz que sim. - Desapareceu.

Voltou ao mundo real.

Ele pode voltar. Ele vai voltar.

A gruta é longe?

Não é longe. Vamos.

Derek, temos de ir. Agora.

Vão! Fujam!

Dustin! Lucas! O que se passa? Falem comigo!

HERBICIDA

Sabias que isto ia acontecer.

Tal como sabes o que lhe vai acontecer.

Não vês, Jane?

É um círculo. Um círculo vicioso terrível.

Mas podemos pará-lo. Esta noite.

Como?

Depois de matarmos o nosso irmão e de as crianças serem salvas,

não saímos com os outros. Ficamos na ponte.

Quando o Mundo Invertido desaparecer…

… também desaparecemos.

É a única forma, Jane.

A única forma.

Ela vai fazê-lo, Jim. Ela vai acabar com a própria vida.

Aparece!

Aparece, sacana mentiroso!

Sou muitas coisas, mas não sou mentiroso.

Vi a mente dela

e agora vi a tua.

Tanta raiva!

Uma filha morta por tua causa. Em breve, outra.

Aparece!

Tu és aquilo que receias.

Tu és a maldição.

Não!

Este sinal é porquê?

- Não é um sinal. - Então, o que é?

Meu Deus.

Holly!

Vai para a gruta!

Eu ajudo-te. Aguenta.

Aguenta!

Aguenta.

O que fizeste?

Olá.

Doutora.

Encontrei os trabalhos de casa.

OPERAÇÃO PÉ DE FEIJÃO PREPARAÇÃO DA MISSÃO

- Max! - O que aconteceu?

Ela desapareceu como se fosse um fantasma!

Foi a Coisa Negra? A Coisa Negra levou-as?

Ouçam!

Mantemos o plano. Vamos para a gruta. A Coisa Negra não nos vai magoar lá.

Sigam-me em silêncio e não se afastem.

- Vamos! Vá lá. - Vá lá, malta.

Vamos! Depressa!

As crianças estão sozinhas. Leva-nos até elas.

Não consigo, não sem o banho. Ele bloqueou-nos cá fora.

Temos de ir para o Abismo, ir ter com os outros. Matamo-lo lá.

Não há tempo. Os mundos vão colidir até chegarmos a ele.

A não ser que as crianças consigam ir para a gruta.

Se o Dustin tiver razão, sem as crianças, o Henry não faz nada.

São muitos "ses".

O que queres fazer?

Não podemos desistir agora.

Não é isso que estás a fazer? Desistir?

Eu sei a verdade.

- O Henry mostrou-me o teu plano. - O Henry mentiu-te.

Ele enganou-te.

Ele usou-te e tu acreditaste.

Olha bem para mim e diz-me.

Diz-me.

Diz-me que não tencionas matar-te esta noite.

Não há tempo para isto. Temos de ir.

Não o vou detonar.

- Não. - O quê?

Não vou detonar o C4.

Não até saber que estás a salvo com os outros em Hawkins.

Se matarmos o Henry e não destruirmos o Mundo Invertido, nada importa.

E é por isso que o vou destruir. Mal eu saiba que estás a salvo.

Porque fazes isto?

Porque o Henry o manipulou e ele perdeu o juízo.

- Kali, espera. - Não. É mais importante do que ele.

- Mais do que qualquer um de nós. - Força. Mata-me.

Se eu estou viva, o Henry também está.

Tenho de terminar o círculo.

Vais fazê-lo. Mas não assim.

Não com mais violência. Não com mais dor.

Já houve tanta dor.

Desde que nasceste.

A tua mãe foi-te tirada. A tua infância foi-te tirada.

Foste atacada, manipulada, abusada

por pessoas horríveis.

A vida tem sido tão injusta contigo, tão cruel.

Mas não deixas que isso te destrua. E preciso que lutes, miúda.

Só preciso que lutes uma última vez.

Lutar pelos dias felizes que esperam por ti.

Lutar por…

… por um mundo fora de Hawkins.

Lutar pelo dia em que tens uma filha

e lhe dás a vida que nunca tiveste.

Por ficares furiosa quando ela estiver com um rapaz

e não deixar a porta aberta 10 cm.

Eu sei.

Sei que não acreditas que podes ter isto.

Mas prometo-te

que encontraremos forma de o teres.

Tu encontrarás forma de o teres.

Porque tem de ser.

Porque mereces.

Jim!

Jim! Estás aí, Jim?

Não quero aumentar o stress, mas temos companhia.

Vamos! Estamos quase lá! Continuem!

Por esta abertura! Aqui! Vamos! Um de cada vez!

Vão!

Debbie, espera!

Viste o Derek?

- Derek! - Espera! Holly!

- Derek! - Holly!

Vamos! Nós conseguimos! Temos de ir! Anda! Depressa!

Continua a correr! Anda, Derek! Vá lá!

Entra. Ele vem aí! Vai!

Vamos!

Holly!

Vai!

- Chupa aqui! - Vamos!

Holly!

- Estás bem? - Estamos bem.

Foi ele? Foi o Henry?

Sim, mas ele não nos apanha. Está bem? Aqui não. Estamos a salvo.

- Sim. - Estamos a salvo.

- Porque estás a olhar? - Não estou!

Estamos a aproximar-nos. E não sabemos o que está lá dentro.

Devias partilhar algum desse poder de fogo.

Tens poder de fogo.

Três Molotovs? Ora…

Se não assumires a culpa pela minha morte, preciso de uma dessas armas!

Merda!

Obrigado!

São sinalizadores.

O quê?

Sinalizadores. Essa arma é de sinalizadores.

O quê?

Sinalizadores?

Nancy! Nancy, que raio é isto? A sério?

É alguma piada?

Que raio faço com sinalizadores?

Então? Will!

- Will! - Will!

Então? O que foi? O que se passa?

É o Henry.

Ele está vivo.

Resiste.

Como me encontraste?

Quem te mandou cá?

Mandaram-te cá!

Resiste.

Will!

O que foi isto?

Holly?

Não saiam daqui.

O que se passa? O que estás a ver?

É o Henry. Conseguiu entrar na gruta.

Ele vem aí! Venham! Subam! Todos! Vamos!

Depressa! Vá, depressa! Vão!

Ele encontrou-as. Encontrou a Holly e as crianças.

E a Onz?

Estás a ver a Onz? Ou a Kali? Ou a Max?

Estão sozinhas. Completamente sozinhas.

- Vão! - Vamos, malta! Depressa!

Consegues impedi-lo? Com os teus poderes?

Posso tentar. Continuem.

Vão!

Mexam-se!

Vamos!

Meu Deus.

Depressa! Vamos!

Depressa! Vamos! O buraco é aqui!

Joshua, desce! Tem cuidado, está bem? Não parem! Thomas, agora tu!

Jim, escutas?

Jim, escutas?

Raios partam!

Kali!

Vejam o que aqui temos.

Os teus amigos abandonaram-te? Não é muito simpático, pois não?

Levem-na daqui.

Olha…

Eu estou aqui.

E eu também.

Aquilo que virem aqui não é real.

Nada vos pode magoar. Olhem para mim, está bem?

Está bem.

Venham, vamos.

Vão. Não se afastem.

Olhem em mim, está bem?

Não parem.

Porra!

Olha para mim, Derek!

Por aqui. Vão para o outro lado e esperam por mim.

Debbie, tu primeiro.

Thomas, é a tua vez.

- Vamos despachar-nos! - Vamos!

- Vamos! Nós conseguimos. - Despacha-te, Glenn.

Vão!

Diz-me onde está a outra anormal ou esta morre aqui e agora.

Não sei do que estás a falar. Somos só nós.

Achas que estou a brincar? Onde está ela?

O que estás a fazer, Murray? Não é um bom plano.

É uma loucura.

Muito bem. É agora ou nunca.

Última oportunidade.

Onde está ela?

Vai para o Inferno.

Está bem.

Kali.

Não!

Kali.

- Traz ligaduras. - Faz pressão na ferida.

Kali, olha para mim.

Aguenta, está bem? Estou aqui. Vai correr tudo bem.

Não me vou safar.

Não digas isso. Vais conseguir. Vais safar-te, está bem?

Não chores, Jane.

A minha história…

… ia sempre acabar aqui.

Não.

Não.

Holly.

Holly?

Como me encontraste?

Por favor.

Por favor, senhor. Não dispare.

Quem és tu?

Henry. Henry Creel. Vivo aqui perto.

Quem te mandou cá?

Ninguém. Estava nas grutas. Ouvi um grito.

Mandaram-te cá!

Está confuso. Precisa de um médico.

O que se passa?

Ele está numa memória.

E ele está assustado. Muito assustado.

Meu Deus. Graças a Deus!

Por momentos, pensei que tinham morrido.

O que foi?

O grandalhão não dá abraços?

Nem um "obrigado por destruíres o helicóptero"?

"Foste bem corajoso e…"

O que se passa?

Esperem.

A Kali. Onde está a Kali?

Meu Deus.

Onz, eu…

Desculpa.

Posso saltar.

Posso saltar pelas rochas até ao Abismo.

Chego lá num instante. À árvore. É um atalho.

O Henry ainda lá está.

- Se caíres… - Não caio.

Se conseguires…

Eu mato-o.

A sério?

E depois?

Quando eu era miúda e tu me encontraste na floresta…

Eu tinha medo.

Muito medo.

Não compreendia o mundo.

Não percebia… as pessoas.

Tu acolheste-me.

Criaste-me.

Protegeste-me.

Tornaste-te meu pai.

Mas já não sou uma miúda.

E não sou a Sara.

Ela não teve escolha.

Mas eu tenho.

E eu preciso que tu

acredites que vou fazer a escolha certa.

Preciso que acredites em mim.

Encontra-me.

Encontra-me.

Tens de resistir.

Vai consumir-te.

Vai consumir todos.

Não foste tu.

Nunca foste tu.

Deixa-me em paz!

Por isso é que o Devorador de Mentes não te queria na gruta.

Não queria que recordasses.

Eu disse para me deixares em paz.

Eras apenas um miúdo, um miúdo como eu.

E ele usou-te.

Usou-te para o trazeres para cá.

És igual a mim, Henry.

Um hospedeiro.

Mas podes resistir. Ajuda-nos a combatê-lo.

Não o deixes ganhar, Henry, por favor. Não o deixes ganhar.

Não.

Ele mostrou-me a verdade.

Mostrou-me que este mundo está destruído.

Que o ser humano está destruído.

Não lhe dês ouvidos, Henry. Ele está a controlar-te.

Ele nunca me controlou.

E eu nunca o controlei.

Não percebes, William?

Eu podia ter resistido.

Mas eu decidi

juntar-me a ele.

Meu Deus.

Ele precisa… de mim.

E eu preciso dele.

Nós…

… somos…

… um.

Fujam!

Fujam!

Dustin!

- Vá lá! - Vamos!

Vamos!

Merda!

Vamos! Vão!

Fujam!

- Ela feriu-o. - Como?

- Luta contra o Vecna. - Mentalidade de colmeia.

Então…

… queres mesmo morrer.

- Temos de a ajudar. - Como?

A mente. Se ferirmos o Devorador, ferimos o Vecna.

Ferir ali o Godzilla?

Só conseguimos ferir algo tão grande se nos separarmos.

Vamos pelos flancos. Destruir a resistência.

- "Resistência"? Que conversa é essa? - Ali.

Um vai atraí-lo para o desfiladeiro. Os outros posicionam-se nas falésias.

Emboscada por cima.

Só uma pergunta.

Qual de nós é o isco?

Sou eu.

Vão!

Vão!

Anda.

Não!

Não!

Não podemos fazer nada! Vá lá, por favor!

Cuidado!

- Isto é pelo Eddie, seu filho da mãe! - Pelo Eddie!

Já não tenho medo.

Não temos…

… medo…

… de ti.

Sim!

Temos de ir!

Foge! Merda!

Onz!

Estão todos bem?

Holly.

Holly? Estás a ouvir-me?

Holly?

Holly? Vá lá, Holly. Vá lá.

Nancy?

Sim, sou eu. Estou aqui.

Sim, sou eu. Estou aqui.

Holly?

Deita tudo cá para fora. Vais ficar bem.

Onde estou?

Estás a salvo, amigo, está bem? Vamos levar-vos para casa.

Sim. Ena!

Eu estou aqui, amigo. Estou aqui. Está tudo bem.

Por favor. Volta para mim!

Não!

Meteste-te com a família errada.

Mãe, estás a matá-lo!

Socorro!

Porque não vais para casa?

Desta vez, não fugi.

Eddie!

Adoro-te, meu.

Adeus, Mike.

Onz! Onz, onde estás?

Ele não me obrigou a fazer isto.

Foste tu.

Will, acorda!

Desaparece!

Só quero que isto acabe.

Chefe, à escuta?

Sim, escuto. Então?

O sacana sem nariz está arrumado.

Voltámos ao Mundo Invertido e temos as crianças.

Como estão todos? Estão todos bem?

Sim, levámos uma bela tareia, mas estamos bem.

E a Onz?

Levámos todos.

Que tal partir esta merda toda, velhote?

Destruir, de vez, o Mundo Invertido.

Vamos pôr-nos a milhas daqui.

Sim, entendido.

Muito bem. Começa a contagem decrescente.

Para! Ainda cais em cima de mim!

Também estou sujo.

Cheira mesmo mal.

O que estás a fazer? Ainda entra mais porcaria.

É isto ou desmaio.

Porque cheiras a…

Não sei a que cheiras, mas é mau.

- Cretinos. - Cretinos.

Que bom.

Lá está ele, lar doce lar.

Jimbo, uma pergunta. Como te sentes?

Preciso de uma sesta e um cigarro.

- Já não fumas. - Não.

É por isso que vai saber tão bem.

Atenção!

Estão todos bem?

Ponham todos as mãos no ar!

Mãos no ar, já disse!

- Saiam! - Largue-me!

Desçam! Mãos no ar!

Eu disse mãos no ar!

Está bem.

Está bem.

Não! É a minha irmã! Larguem-me!

- Sim! - Está bem!

Vamos! Mexam-se!

- Dustin! - O que se passa?

Todos de pé!

A Onz? Estás a ver a Onz?

Sargento! Onde está a rapariga?

Ela estava aqui há um segundo.

Ela deve ter fugido.

Meu Deus…

- Mike. - Largue-me!

Tu…

Tens de sair daí! Tens de sair!

Isto não acaba enquanto eu aqui estiver.

Não. Arranjaremos uma solução. Ripostamos, como sempre.

Preciso que fales com os outros.

- Não. - Preciso que lhes agradeças por mim.

Por terem sido simpáticos.

Por me ensinarem o que é a amizade.

Não! Por favor, não faças isto.

Mike, preciso que os ajudes a compreender a minha escolha.

Mas eu não compreendo.

Eu sei.

Mas vais compreender.

Um dia, vais.

Tu compreendes-me.

Melhor do que ninguém.

Sempre compreendeste.

Desde que nos conhecemos…

… viste-me como sou.

O meu nome é Mike. Diminutivo de Michael.

Podíamos chamar-te Onz. Diminutivo de Onze.

Mesmo como eu sou.

Amo-te.

Amo-te exatamente como és.

Por favor, não me deixes, Onz.

Por favor, não faças isto.

Estarei sempre contigo.

Eu amo-te.

Adeus, Mike.

Onz!

- Onz! - Mike!

- Não lhe toque! - Mike!

Larguem-me!

Onz!

Onz!

Onz! Não!

Onze!

Onz!

Onz!

ESCOLA SECUNDÁRIA DE HAWKINS

Não!

Onz!

Onz!

MEMORIAL

DEDICADO AOS CIDADÃOS DE HAWKINS, INDIANA,

QUE PERDERAM A VIDA NO GRANDE TERRAMOTO

- Olha só. - Sim.

18 MESES DEPOIS

Olá, estranhos. Há quanto tempo.

Pergunto-me…

Será que se lembram de mim?

Talvez eu esteja a ser modesta. Vejamos:

como poderiam esquecer esta voz reconfortante à Debra Winger?

Pois é. Sou eu, a Robin Buckley, conhecida como Rockin' Robin.

O Jimmy "Mãozinhas" deixou-me voltar à cabina como convidada.

Vão ter de me dar um desconto, pois sinto-me enferrujada.

Vou falar de quê?

Os meus temas estão tão desatualizados como o corte à tigela do meu amigo.

Não há soldados.

Não há vedações.

Não há câmaras do Big Brother.

E o único Big Mac que há é um Smush Duplo Patty no Mickey D's.

As pessoas estão felizes e a sorrir e ir ao cinema.

Quem não quer ver a nova aventura do Indy?

Merda.

Pronto.

Desculpem. O meu parceiro abandonou-me.

No que toca a desculpas, ele tinha uma muito boa.

Vamos, rapazes! Preparem-se para o basebol!

Pois bem…

Sem distrações!

Sou quase demasiado supersticiosa para dizer isto, e já bati na madeira,

mas acho que a maldição de Hawkins finalmente desapareceu.

Muito bem, Thomas. Aqui vamos nós!

- Mas ao mesmo tempo… - Vamos.

… nem sequer é a Hawkins de que me lembro.

Parece tão diferente.

Talvez não seja a cidade.

Talvez seja eu que mudei.

Provavelmente, todos nós.

Para os meus amigos, é bem verdade.

Já agora, a formatura deles é hoje.

Pois é, a turma de 1989 da secundária de Hawkins sobe ao pódio.

Espero que mostrem o vosso apoio. Eu vou mostrar.

Se alguém merece uma ovação de pé, são eles.

Para começar a festa, a minha nova preferida.

Se partires mais ossos, desenrasca-te.

Estou farto de hospitais.

É melhor eu ficar sozinha.

Quer dizer…

O que é isto?

O que foi? A formatura é hoje.

Daqui a duas horas. Acho que te estás a adiantar.

Agora estás mesmo a adiantar-te.

Desculpa. Estás muito sensual.

E tu estás muito totó.

Tanto mel, até mete nojo.

Vais tirar a fotografia?

Depressa? Por favor?

Mãe, está tudo bem.

- Estarei a um dia de distância. - Eu sei.

- Virei a casa sempre que puder. - Está bem.

Vou telefonar tantas vezes que te vais fartar.

- Está bem. - Está bem?

Pronto.

- Adoro-te. - Adoro-te.

Queres tirar mais fotos?

- Vou tirar. - Sim.

Tão bonito. O melhor aluno do ano.

MELHOR ALUNO

Super-Homem!

A filmar.

- Feliz formatura. - Feliz formatura.

- Que bom. - Turma de 1989.

Sim.

Merda. Esperem. Não.

- Não. - Deixa-o pendurá-lo.

- Larga o lençol. - Não.

Há demasiada luz.

- Não é O Padrinho. - Eu sei que não.

- Deixa-o pendurá-lo. - Mais um take.

Foi o dia todo. É um artista…

- Estou? - Joyce. É a Karen. Viste o Mike?

Não, não vi.

Não o vemos desde ontem à noite.

É a Karen. Ela não sabe do Mike.

Onz!

Onz!

Olá, miúdo.

Vi logo que estarias aqui.

A tua mãe está passada.

Não a censuro. É assim…

Não sei se te recordas do historial de crianças desaparecidas nesta cidade.

Ela não entende.

Ela nunca vai entender porque não o faço, não consigo subir ao palco.

Seria uma mentira.

Como se eu quisesse seguir em frente.

Mas não quero.

Não sigo em frente.

Eu tinha um plano.

Que eu e a Onz iríamos para longe e ninguém nos iria encontrar.

Eu até falei de irmos para um lugar com três cascatas.

Nem sequer sei se ela acreditou em mim.

Quem acreditaria? Três cascatas? É tão estúpido, infantil.

Era um plano de fantasia. Devia ter um a sério.

Mas eu não…

Nunca pensei que ela fosse…

Ouve…

A culpa não é tua.

O que aconteceu não é culpa tua.

A Onz fez a escolha dela.

Está na hora de fazeres a tua.

A meu ver, tens dois caminhos à tua frente.

Tens um caminho no qual continuas a culpar-te pelo que aconteceu.

Continuas a pensar no que poderias ter feito de outra forma.

Afastas as pessoas e sofres porque achas que mereces isso.

E depois há outro caminho

no qual encontras uma forma de aceitar o que aconteceu.

Consegues aceitar a escolha dela.

Não quer dizer que gostes, não quer dizer que compreendas.

Nunca pensas nisso.

Aceitas e pronto.

E vives a melhor vida que consegues.

Já segui pelo primeiro caminho.

E não o recomendo.

E quanto à Onz…

Acho que sabes o que ela quereria para ti.

PARABÉNS, TURMA DE 1989

- Não sei. Eu? - Sim.

- Nunca fui. - Nem eu. Mas acho que ela ia gostar.

SECUNDÁRIA DE HAWKINS

Boa tarde a todos.

Bem-vindos à cerimónia de formatura da turma de 1989.

Mãe!

Mike.

Desculpa, mãe. Entrei em pânico.

Não tens de explicar nada.

Olha para ti.

Estás crescido.

Tenho tanto orgulho em ti.

Tanto orgulho.

Adoro-te, mãe.

Adoro-te, querido.

E é com grande prazer que vos apresento

alguém que se destacou enquanto aqui esteve.

Senhoras e senhores, deem as boas-vindas ao melhor aluno, Dustin Henderson.

É assim mesmo!

Dustin!

É o meu amigo!

Eu só queria uma infância normal.

Mas essa infância foi-me roubada.

Foi-nos roubada.

E, no último ano, se querem que vos diga,

tenho andado mesmo lixado com isso.

Tento na língua.

Mas lembrei-me dos últimos seis anos

e percebi que, embora tenha havido muitas coisas más,

também houve muitas coisas boas.

Gosto de jogar um jogo que se chama Dungeons & Dragons.

- Sim! - Credo.

Neste jogo, há duas classes de caos: o caos bom e o caos mau.

O caos mau traz anarquia, destruição, guerra.

Mas o caos bom pode trazer inovação,

mudança.

E esta escola,

sinceramente, precisava de mudar.

Estávamos divididos em desportistas, totós, anormais.

E no meio do caos

todas as paredes caíram

e fiz novos amigos.

Fiz amigos que nunca seriam meus amigos.

Não fui só eu. Aconteceu com tantos outros.

Quando conhecemos pessoas diferentes de nós,

começamos a aprender mais sobre nós.

Mudamos.

Crescemos.

Agora sou uma pessoa melhor.

Sou uma pessoa melhor graças a eles,

graças aos meus amigos.

Já não estou lixado.

Mas estou preocupado.

Preocupado

porque, agora que o caos acabou,

o diretor Higgins e os quadradões iguais a ele

vão esforçar-se para voltar a ter tudo ordenado.

E eu não quero ordem.

Daí eu achar que é hipócrita usar esta coisa.

Parecemos ridículos. Parecemos senadores romanos.

Eu não sou assim. Acho que nenhum de nós é.

Sinceramente, que se lixe.

HELLFIRE EXISTE!

- Henderson. - Sim!

- Abaixo a escola. - Henderson!

- Abaixo o sistema. - Chega.

Abaixo o conformismo.

- Abaixo aqueles… - Sim!

… que nos quiserem reprimir e separar.

Este é o nosso ano!

HELLFIRE EXISTE!

Acalmem-se!

Sentem-se já!

Vão fazer a escola de verão!

E estão de castigo!

- Dustin! - Dustin!

Dustin!

És louco. És um autêntico louco.

- O Higgins borrou-se. - E agora? Vai expulsar-me?

- És doido. - Olá.

Olá, Stacey.

O que fizeste no palco foi brutal.

Obrigado. Eu quis fazer uma cena à Belushi.

Mas num filme do Hughes.

Mas não sei. Isto faz sentido?

Sim.

- Não faz mal se tu… - Claro.

Sim?

Está bem. Fixe.

- Porque disse isso? - Meu…

Vou dar uma festa logo à noite.

Apareçam.

- Espera. - Isto aconteceu?

Devemos ir?

É uma pergunta retórica?

Não. Que se lixe.

Tenho uma ideia melhor.

Muito melhor.

Penso que vocês iam adorar Nova Iorque.

- Sim. - Quanto é a renda?

- Vais mudar-te? - Queres vir morar comigo?

A sério? Vá lá.

Olhem para este sítio. O pôr do sol, a vista.

Estão mesmo a dizer-me que não sentem falta disto?

- Não. - Não.

A floresta, a pedreira, o Family Video, o Hawk?

- Não. - Não.

Eu não voltava para cá nem por um milhão de dólares.

Olha que nem precisavas de um milhão. Os preços continuam baixos.

Há um sítio fixe em Forest Hills.

Ainda não o consigo pagar, mas estou lá quase.

E isto com o salário de treinador.

- E és professor de Educação Sexual. - Sim.

- Aulas de Educação Sexual? - Faz parte do contrato.

Se eu tivesse dúvidas sobre DST, perguntar-te-ia a ti.

Obrigado?

Não, adoro.

Adoro ensinar os miúdos.

Posso ensinar-lhes o milagre da vida e como não o iniciar acidentalmente.

E, desta vez, eu decido as notas.

Sinto que és um mãos-largas.

Dou Muito Bom a todos.

E Bom a quem for mesmo idiota.

Abaixo disso não.

Não queres ir dar aulas para a NYU?

Vou avaliar o teu filme sobre capitalismo, canibalismo, o que for?

Não, é anticapitalista. A Consumidora.

É uma metáfora. Quanto mais ela come, mais fome ela tem.

- Certo. - Está bem.

- Ainda está a ser… - Claro.

- É o título provisório. - É bom.

Se fosse a Smith, eu pensaria duas vezes.

A sério?

São as aulas sobre Steinem que te atraem ou a alta concentração de mulheres?

Ambas as coisas?

E tu, Nance?

Que tal as miúdas na Emerson?

Não sei.

Desisti.

Não acredito. O quê?

Eu sabia! Foste para a Marinha.

Não, nem por isso. Eu…

Aceitei um emprego no Herald.

Isto dá-lhe um ar mais chique. Sou estagiária.

Mas não sei. Estava farta da escola.

E pensei em experimentar o mundo real.

Nancy Wheeler. Continuas uma caixinha de surpresas.

Sabem,

há uma coisa da qual sinto falta.

Sinto falta disto.

Só…

… nós.

Na boa.

Tenho saudades vossas.

Gosto muito dos meus novos amigos. Mas acontece que…

Não é a mesma coisa.

Acho que nunca será.

Credo!

Dás cabo de mim.

Vamos fazer alguma coisa.

Não sei. Podíamos…

… encontrar-nos.

Uma vez por mês, aqui.

Sim. Ou num lugar mais neutro.

- Tipo… - Está bem.

Uma cidade que fique entre Hawkins, Massachusetts e Nova Iorque?

Louisville.

- Philly. - Philly.

Tenho um tio lá. É estranho, mas tem uma casa grande.

- Tem uma cave? - Sim.

- E sala da caldeira? - O quê?

Sim.

Meu Deus, é perfeita. Para o esconderijo.

É onde ela aprisiona os homens e incinera os corpos.

A Consumidora.

- Julgavam o quê? - Que nos querias matar.

Não.

Está bem. Encontramo-nos em casa do tio estranho da Robin

e vamos beber e recordar

e fazer o filme canibal anticapitalista do Jonathan.

Começamos no próximo mês.

Sim, alinho.

Eu alinho.

Que nada nos separe.

Incluindo asfixiar quem mais gostamos.

A escola.

Hipotecas.

E filhos.

- Saúde. - Saúde.

Pois, Steve. Filhos?

Não sei, malta. Acho que a Kristen pode ser a tal.

Não disseste o mesmo sobre a Dawn?

- Não. - E a Margaret.

E a Julie.

Não disse isso sobre a Julie. Com ela, tudo era um drama.

Drama?

Ela é boa atriz?

Não queiras…

Ando à procura.

- Não. Ela não. - Sim, diz-lhe que vá.

Disseste que ela era o amor da tua vida.

Lembro-me disso.

Ela era linda.

Chefe. Sra. Byers. É sempre um prazer.

Já querem pedir?

Sim.

Sim. Queremos uma garrafa de Cabernet Sauv…

- Sauvignon. - Sim. Cabernet Sauvignon.

E caviar para entrada.

E queremos dois bifes do lombo especiais como o chefe os quiser preparar.

- Muito bem. - Certo.

- Hop! - O que é?

É um grande dia. É um dia único na vida.

Criaste dois rapazes lindos e dois homens incríveis.

Tiveram de ultrapassar muito mais do que a puberdade.

Devias estar feliz.

Estar orgulhosa.

Estou, mas…

É que…

A cabana vai ficar sossegada.

Seremos só nós e os grilos.

Os grilos. Pois. Já não gosto do som dos grilos.

Obrigado.

Quem me dera…

Quem me dera que fosse um som diferente,

talvez o grasnar de gaivotas

ou ondas a bater gentilmente na praia.

Parece-me bem.

Pode ser real.

Não há nada a prender-nos aqui.

Deves julgar que temos uma conta bancária choruda.

Pode ser.

Ligou-me um amigo dos tempos de Nova Iorque.

Montauk procura um chefe da Polícia.

A cidade está a crescer. Eu ganharia mais 20 %.

Sei que não chega para uma mansão,

mas é… substancial.

Os miúdos estariam mais perto. É um instante até à cidade.

Eu e tu?

Podíamos recomeçar.

Mudar.

Juntos.

Estás a brincar?

Não temos de decidir nada esta noite. Não temos de decidir, mas…

Não é verdade.

O que?…

Há algo que eu gostaria de decidir esta noite.

Quem é?…

Joyce Byers.

Queres passar o resto da tua vida

com um velho cansado, rabugento e teimoso que gosta muito de ti?

Sim. Quero.

Um silêncio contido cai sobre a vila.

Aterrorizados, os aldeões observam dos telhados e das vielas

e pensam como irá acabar.

O som das botas ecoa pela praça

enquanto Strahd von Zarovich avança até Dustin, o Bardo.

- Não. - O vampiro investe.

- Não! - Crava as presas na garganta.

Quem assiste suspira quando o corpo cai.

O alaúde ressoa ao cair na calçada, soltando uma última nota triste.

Filho da mãe!

Resta um herói solitário, Will, o Sábio. A última e única esperança da Baróvia.

Invoca Enxame de Meteoritos. Acaba com o sacana.

- Não posso. - Porquê?

Pedra inibidora. Ele não tem magia.

Ataca-o com o teu bastão.

Causa seis pontos de dano. Restam-lhe 30 pontos de vida.

Então, e agora?

- Acabou-se. - Agora nada.

Nada como?

- Xeque-mate. - Perdemos.

Depois disto tudo, o Strahd von Cretino ganha?

- Este jogo é uma treta! - Concordo.

Que perda de tempo, que estupidez!

Strahd saboreia a tua raiva.

Junta-te aos teus amigos, feiticeiro.

Acaba com isto e lança. Não quero ouvir estas merdas.

Está bem.

A maga. Da Abadia de Sta. Markovia. Ela disse para a invocarmos.

Se estivéssemos mal.

O encantamento para a invocar. Como é?

- Como é o encantamento? - Will!

"Maga! Levanta-te e ampara a nossa queda longe de trilhos negros e segredos.

Manifesta-te e cumpre a tua promessa."

Não acontece nada.

- Vá lá, meu. - Porquê?

Então, porque temos o encantamento?

- O quê? - Esperem.

Esperem lá.

Uma luz púrpura desponta por entre a névoa.

Cada vez mais brilhante.

É um portal.

E deste portal sai…

… a Maga de Sta. Markovia!

Eu disse-lhe!

A maga estende as mãos e dispara um feixe de luz poderosa.

Strahd solta um grito lancinante…

… enquanto o seu corpo mirra, arde e se transforma em cinzas.

Gostas?

O nevoeiro lúgubre que cobre a vila de Baróvia desvanece-se

e a população acolhe-vos com vivas.

Para honrar a coragem e bravura, dão-vos medalhas

e cada um recebe mil peças de ouro.

Com riqueza e honra,

vivem o resto das vossas vidas com conforto e felicidade.

Fim.

- Grande campanha. - Grande, amigo.

Grande campanha.

Esperem. É só isso?

Conforto e felicidade? Haverá algo mais banal?

Pensei que eras um mestre storyteller.

É verdade, a parte do conforto e da felicidade.

Mas a felicidade existe em muitos lugares.

O cavaleiro e a jovem

retiram-se das batalhas e vão viver para uma pequena aldeia.

A cada dia que passa,

o amor deles fica mais forte.

O bardo,

ávido de conhecimento,

vai para a Guilda dos Magos do Enclave

e passa os dias na sua vasta biblioteca.

- Apesar de dedicado aos seus estudos… - Amigo.

… tem sempre tempo para uma boa aventura.

Quanto a Will, o Sábio,

viaja para muito longe, para a agitada cidade de Vallaki.

No início, é avassalador.

É tão diferente da vila onde passou a juventude.

Mas pouco depois encontra o seu lugar lá.

Olá!

E com isso encontra profunda felicidade

e aceitação.

E o storyteller?

O que tem?

O storyteller continua a contar histórias,

histórias inspiradas nos amigos.

Um dia, espera ele,

os relatos das suas grandes aventuras correrão o mundo

para que todos conheçam a bravura deles.

Mas há uma história que ele nunca contará.

A história da maga.

Ou, pelo menos, não a verdadeira.

A verdadeira?

Com o Raio de Sol.

Larguem-me!

Adeus, Mike.

Ela gastou o que restava da sua energia e desapareceu.

Onz!

Mas já pensaram como terá ela invocado o feitiço?

- A pedra inibidora. - Ela não conseguia usar a magia dela.

Ninguém reparou.

Mas a maga é muito inteligente.

Inteligência igual só mesmo a da sua irmã,

que, ao ouvir as alegações do paladino,

mudou de ideias.

Não chores, Jane.

A minha história…

… ia sempre acabar aqui.

Mas a tua não.

Juntas, as irmãs traçaram um plano,

um plano para proteger a maga da Ordem da Mão Negra,

sempre obcecada em roubar-lhe os poderes.

Para os enganar, ela tinha de fazer com que todos

incluindo os amigos, acreditassem que ela estava morta.

E, lá longe, a irmã invocou um feitiço.

A salvo do poder da pedra inibidora.

A Onz? Estás a ver a Onz?

Feitiço de invisibilidade.

Quando a maga fugiu, a irmã invocou um último feitiço.

A maga que viram morrer não era real.

Ela era uma ilusão.

Para onde foi ela?

Ninguém sabe.

Ninguém saberá.

Mas eu gostava de imaginar que ela está numa terra bela e longínqua.

Encontra uma pequena vila para ser o seu lar.

A salvo do perigo da Mão Negra.

E é aqui,

finalmente,

que ela encontra a paz.

Que finalmente encontra a felicidade.

E isto é só uma teoria, certo?

Como sabemos se é verdade?

Não sabemos.

Não há certezas.

Mas escolho acreditar que é.

Eu acredito.

Eu acredito.

Eu acredito.

Eu acredito.

Eu acredito.

Pessoal! Então? A lasanha está a arrefecer!

Sim, acabámos agora. Já subimos.

Holly, como se joga?

Credo, cuidado!

Caramba! Disseste que acabavas há uma hora!

Olha, é o nosso castelo.

Vou ver no manual se há uma campanha inicial.

- És a Dungeon Master porquê? - A ideia foi minha e a casa é minha!

Disseste que não tinha nada de totó!

- Isto é totó! - Pousa-o!

- Deste um traque? - Não.

Cheira aqui mal. Vou vomitar.

É só piza velha.

A piza velha não cheira a rabo!

A culpa é das miúdas.

As miúdas não dão traques. Se derem, cheiram a rosas.

Ouçam a Holly!

- Concentra-te! - Não consigo ver!

Está bem! Podes ser um halfling!

Queres que eu ande assim e caia?

Não, estás sentado e concentrado!

Devolve-me os óculos!

O que é isto?

Quero ser o Dungeon Master!

Não! Podes pousar isso?

Tens de ser um anão, um elfo, um gnomo…

BEM-VINDOS CASA DE WILL, O SÁBIO - CASTELO BYERS

ESTÁ A SAIR DE HAWKINS ATÉ BREVE

STRANGER THINGS - MANUAL FANTASY ROLE-PLAY

Legendas: Rita Menezes

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