All language subtitles for Jasmine.2025.S01E02.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Vais abrir ou não?

E tu não vais abrir?

Já disse que abro. Fechamos mais logo.

Já sabes... É quando quiseres.

Se fico aqui parada, como uma árvore,

vai haver problema.

Tu dás comigo em doido. Vieste cá tantas vezes.

Alguma vez ficaste à porta?

É só aparecer e chamar por mim.

Isso é uma promessa.

Claro. Temos acordo?

Acordo para quê?

Abre, só uma vez. Mostra só uma vez.

És tão carente.

Que mal tem mostrares uma vez? Anda lá.

Está bem.

Que coisa mais linda! Que maravilha!

Meu Deus! Abençoada. Maravilhosa.

Não é uma tortura para ti vires cá todos os dias?

Se não viesse todos os dias, doutor, ia sentir a minha falta, Sr. Dr.

- É verdade. - Mas tenha cuidado.

Dizem que sou pior do que a droga.

Há quem tenha morrido por dependência a mim.

És realmente um bocadinho viciante, sim.

Só um bocadinho?

Hoje não quero ceder ao vício.

Aconteceu alguma coisa.

Surgiu uma situação...

Se te disser, talvez não queiras voltar. Não sei.

É mau. Diz lá.

Anda, diz lá. Diz!

Há outra família na lista. São ricos.

Mas eu fiz um acordo contigo!

- Não te zangues. - Não me zango?

Pago muito dinheiro ao hospital.

Sabes bem o quanto pago, Gökhan!

Ouve-me...

- É gente de topo. - E?

Conseguiram ir para o topo da lista.

Infelizmente, em caso de morte, o coração é deles.

Como é possível isto acontecer?

Fizemos hoje os testes.

A morte cerebral pode acontecer a qualquer momento. Não tarda.

Caramba!

Depois da morte cerebral,

temos de transplantar o coração em 48 horas, Yasemin, tu sabes.

Yasemin não, é Jasmine.

Porque usas esse nome?

Yasemin não é melhor?

Não. É melhor Jasmine.

Só o meu irmão me chama Yasemin.

O teu meio-irmão?

Isto... O que usam para lavar os lençóis?

É que tem um cheiro...

Eu uso amaciador, mas não ficam assim suaves.

Tentas saber a marca, por favor?

- Se descobrires, diz-me. - Está bem.

O louco do meu irmão matou o meu pai

quando eu tinha 15 anos.

Mesmo à psicopata, não?

Sabia que ias reagir assim.

Todos reagem assim. É normal.

Mas não condeno o meu irmão.

O meu pai era um cabrão.

Gostava de tocar...

Não quero falar nisso, mas acho que percebeste.

Um dia, veio ter comigo...

O Tufan veio ter comigo

e disse: "Não precisas de ter mais medo. Acabou-se o choro."

Cortou-lhe o pescoço.

Foi para a cadeia com 17 anos.

Quando o libertaram, estava aleijado. Coxeava.

Deram-lhe uma facada na perna, devido a uma dívida de jogo.

Estava a poupar para um cavalo.

Queria ser jóquei. Era o sonho dele.

Nunca aconteceu.

Quando ele estava na cadeia, comecei a ser acompanhante.

Antes disso, os bandidos do bairro já andavam a rondar.

Mas mal fiz 18 anos,

tudo piorou, por ser maior de idade.

Fizeram-me a vida negra.

E eu pensei: "É isto que querem?

Tudo bem. Eu dou."

Primeiro, ia vendendo fotos minhas e ganhando dinheiro.

Depois, passei para os carros. Tudo escalou.

O meu meio-irmão saiu e passou a ser meu chulo.

Como é meu meio-irmão, achámos que não havia problema.

Eu já fazia aquilo. O que mais podíamos fazer?

E tínhamos conhecimentos.

Mas eu arranjava trabalhos e queria que ele me protegesse.

Não queria acabar morta no meio do nada.

É que o meu trabalho é perigoso.

E a história é esta. Desde então, o Tufan não me larga. Abençoado!

E depois? Que belo par de irmãos, não?

Naquela noite, quando me acordou coberto de sangue, chamou-me Yasemin.

Antes disso, chamava-me "Sardas".

Deu-me esse nome,

mas naquela noite chamou-me Yasemin e isso ficou-me.

Resumindo, só o meu irmão me chama Yasemin.

Todos os outros me chamam Jasmine.

Ouve, doutor.

Põe-me no topo da lista.

Eu arranjo o dinheiro.

Este coração é meu.

Não. Estes pasteis têm açúcar a mais.

Vê-se bem.

Vais mesmo ter com esse tipo?

Sim. Precisamos do dinheiro.

O maluco que o quer fazer em céu aberto?

Sim. E depois?

Eu sei, é um bimbo,

mas é uma fantasia gira.

O que foi? Coraste.

Ficaste com as bochechas vermelhas.

Uma fantasia gira, Yasemin?

Disse-o sem malícia. Não tens de vir.

Não sejas ridícula. Vou e espero lá perto.

Tu é que sabes.

Malditos tarados! Os loucos vêm-nos todos bater à porta.

Para de falar. Estás a aborrecer-me. Vamos lá.

Anda, levas-me ao Etiler?

- Ao Etiler? - O Koray pagou-me o tratamento capilar.

E num cabeleireiro exclusivo e especial.

Para ficar parecida com a mulher dele.

Ele sente a falta dela, coitado. Olha.

Que se lixe a mulher, Yasemin.

- Não digas isso. - Percebeste?

Não te fica bem.

Primeiro dizes: "Paz à sua alma."

Não te fica bem dizer isso.

Falas assim dos mortos?

Que se lixem os mortos. Anda.

Espera!

Está a usar os cremes que indiquei?

- Sim, querido. - E tem o cabelo nesse estado?

- O que tem? - Veja.

Então, os cremes não estão a ajudar.

Tem marcação?

Sim, tenho, feita pelo Sr. Koray.

Disse-me que o Sr. Orkun havia de me ajudar.

- O Orkun sou eu. Bem-vinda! - Obrigada.

Ersin, lava o cabelo da senhora!

Como se chama aquilo para onde foi a Cansu?

A estância de esqui?

Ela ia para a Suécia,

mas discutiu com o marido.

- O quê? - Quando?

Não sei. Disse-me ontem.

- Orkun, trata-me das pestanas. - Está bem.

Mas, atenção,

não quero a miúda da última vez.

Sim, por favor.

Nós mandámo-la embora.

Boas notícias. Essa gente do gueto!

- Bem a viste, na última vez. - Pois vi.

Era do tipo: "Onde comprou a carteira?"

"Que sapatos fantásticos!"

- Topei-a logo. - Pois claro.

Não enganam ninguém! E de carteira falsa.

Ela foi embora. Já não volta.

Ainda bem. Não gosto dessas.

- Ela não volta. - Acho bem.

Não volta.

É um expresso? Queria café de filtro.

Mas pediu expresso.

Acha que não sei o que pedi? Pedi café de filtro.

Se tiver, traga. Senão, esqueça.

Era eu que queria. Devo ter-me esquecido.

Muito obrigada.

- Bom proveito. - Obrigada.

Sr. Orkun, quando vai lavar o meu cabelo?

- Tenho alguma pressa. - Com certeza.

Quando o Sr. Koray me mandou cá...

Querida, espere um momento. Quando acabar, trato de si.

Já aí vou. É só um momentinho.

Está bem.

Pensei que ele lhe tinha dito que eu tinha pressa e...

Pois disse. Mencionou que tinha pressa.

- Mas hoje estou sozinho. - Certo.

Estou muito ocupado.

Acabo aqui e já aí vou. Eu sou rápido.

Orkun, querido, és rápido,

mas não quero o cabelo uma vassoura. Tem cuidado.

Ora, então? Não me conhece? Eu tenho cuidado.

Eu sei, querido. Não esqueças as tuas prioridades.

- É só isso. - Orkun, por favor.

Minha senhora, falou em prioridades? Não percebi.

Há aqui um mal-entendido.

Eu também tenho marcação.

Sou uma cliente com marcação.

Por isso, a senhora não tem prioridade.

Está a falar das marcações aqui ou de alguma das suas?

Então?

- Essa foi forte. - Não mereceu?

Foi mesmo forte.

- Olha, ofendeu-se. - Calma.

- Ofendeu-se. - Não devia falar assim.

O que se passa? Minha senhora, o que foi?

Isto não é fixe, querido Orkun.

- Fale com o Sr. Koray. - Não.

Diga-lhe que não conseguiu tratar de mim,

por causa dessas duas injetadas em Botox.

O quê?

"Tinha de as pôr bonitas.

Demorei tanto tempo e mesmo assim não resultou."

Pode dizer-lhe isso.

- Orkun! - Pode parar?

- Cale-se! - Desavergonhada!

E os sapatos são horríveis.

Espere, minha senhora. Pare!

- Calma! - Orkun!

Aquela mulher horrível enervou-me.

Pôs-se a falar em "gueto", olhe no que deu.

- Deu-me cabo do dia. - Não parava de falar.

Que vá falar sozinha.

E chamou-me "injetada de Botox". Ouviste?

- Botox, que disparate. Calma! - Enervou-me mesmo.

Calma. Eu trago-lhe um café. Espere. Isto ficou preso.

- O que foi? - Está preso. Calma.

- O que se passa? - Encravou.

- O que é que encravou? - Espera.

- O que lhe fizeste ao cabelo? - Tem chiclete.

- Como? - Deste-lhe cabo do cabelo.

- Orkun, tira isso! - Foi a outra!

- Vamos ver a câmara. - A invejosa!

Que tal?

Parece-me bem.

Estás a gravar a minha careca?

Quanto a isso não há nada a fazer, mas dá-te outro carisma. Deixa lá.

Se for um problema, vai ao cabeleireiro onde me mandaste.

Já percebi. Não te mando mais lá.

E eu nunca mais lá vou.

És tão bonita!

Pareço a tua mulher?

Com essa roupa, pareces mesmo.

Até o cheiro é o mesmo.

Tu é que escolheste a roupa e o perfume.

- Não te importas, pois não? - Não.

Mas este perfume está fora de prazo. Já é um pouco velho.

Cheiro a nabo podre.

Mas é doce. Eu gosto. É romântico.

Posso chamar-te "mulherzinha"?

Quer chamar-me "mulherzinha". Pode?

Se paga, porque não?

De quanto precisas?

Preciso de algum dinheiro.

- A lista. Para o coração. - Exato.

Posso ajudar em alguma coisa?

Na verdade, podes.

De quanto precisas?

Infelizmente, neste momento preciso de muito.

O dinheiro não é problema.

Mas podias fazer uma coisa por mim em troca?

Agora?

Mais tarde. Tenho de fazer umas chamadas.

Se o dinheiro não é problema, faço qualquer coisa, maridinho.

Anda cá. Desta vez não te gravo a careca, estás com sorte.

Maridinho.

Yasemin! Yasemin Aktaş, da sala 11B, da escola!

- Canan! - Como estás, rapariga?

Ótima. E tu?

Bem, como vês estou "carregada".

Que linda! Quando nasce?

Está quase, mais dois meses.

- Estás com medo? - O quê?

Não sei, mas os últimos meses não metem medo?

Não. E já é o segundo. Tenho um pequenino em casa.

Tanta pressa porquê? Ainda és tão nova.

Pressa? Estamos quase nos 30.

Se não te despachas, perdes a vez.

É que depois custa mais.

Tens razão.

- E tu, como andas? - Está tudo bem.

- Vida de solteiro é vida de rei. - Ora nem mais.

Para quem são? Deixa ver. Para o namorado?

Não exatamente. São...

Não tens marido? Conta lá.

Não fiques triste. Nem todos têm de casar e ter uma família.

Se tiveres tempo, anda à nossa festa.

- Festa? - Sim.

O Suat e eu vamos celebrar o aniversário de casamento.

Convidei toda a gente da secundária.

A turma toda?

Quase. Vêm as raparigas todas.

Vem o Görkem, a Ceren...

Não sei se se falam, mas já deves ter visto algo.

Está no Instagram há uma semana.

Nem sempre as vejo. Deve ter-me passado ao lado.

Yasemin, por onde tens andado?

Por falar nisso, segue-me, se é que ainda não segues.

Depois do secundário, continuámos a falar.

E sabes a Pelin? Já teve filhos. Até a Pelin.

Às vezes, pergunta por ti.

"Pode onde anda a Yasemin? Desapareceu."

Falamos no grupo, no chat.

Há quantos anos! Ainda bem que te encontrei.

Assim acabas comigo. Estás a usar o que eu queria.

Gostas? É bonito?

Inacreditável. Gosto tanto de ti!

Não sou um borracho, Baha?

Eu sonho com este rabo.

Pões-me louco. Quero comer este rabo!

Diz adeus.

- Levanta a cabeça, para eles verem. - Queres que vejam?

Olha para aqui.

Maravilha.

És mesmo louca.

O que tomaste antes de vir?

Foste lá, não foste?

Mas não me avisaste.

Não aconteceu nada. Está feito.

Tens fome? Queres comer?

Estás bem?

Yasemin, hoje,

gritei-te e passei-me da cabeça contigo.

Desculpa.

Dói-te?

Dói-me o coração.

Dói-te? Vamos ao hospital.

Não é dessa forma...

Yasemin, prometo-te que tudo vai passar.

Um dia, tudo vai passar.

Faz-me festinhas na cabeça.

Quero que isto acabe.

Às vezes, quero mesmo que acabe.

Mas depois digo: "Espero que nunca acabe."

Não é estranho?

Gosto da minha vida, à minha maneira. O que hei de fazer?

Gosto de sorrir. Gosto de me zangar contigo.

E comer os outros também é divertido.

E também pastéis, com muito açúcar.

E hambúrgueres. É um motivo para viver.

E, às vezes, trazem um brinquedo.

Dão-nos um brinquedo.

Talvez seja uma esperança vã.

Posso simplesmente morrer.

Isso não vai acontecer. Não sejas tola. Está bem?

Eu não te deixo.

Talvez devesses deixar-me.

Tens razão. Às vezes zangas-te, porque eu sou uma prostituta.

Talvez fosse melhor para ti eu deixar de estar na tua vida.

O que foi? O que tens? Passa-se alguma coisa?

Aquele anormal fez-te alguma coisa? Estás a rir-te de quê?

São os nervos. Que ia ele fazer?

Inclinou-me e comeu-me na autoestrada.

Foi um espetáculo para quem passava. Estava tudo a buzinar.

Um camião passou e buzinou tanto

que eu achei que ia morrer.

Tinha o rabo de fora. Foi em direto.

Tu ias fartar-te de rir. Foi divertido.

Ia rir-me imenso, Yasemin.

Eu vou só à cozinha.

Pousa a cabeça. Pousa.

Maldito sejas.

Anormal.

Irmão?

Andaste desaparecido. O que foi?

Sentiste a minha falta?

- Pega. - O que é?

Abre.

- Queres que ponha isto? - Sim. Pode ser?

Gostas deste estilo de cabelo?

- Fica-me bem? - Fica

A tua irmã não vai aparecer?

Não. Hoje está a trabalhar, não vai aparecer.

Só mais uma coisa.

Veste isso.

Veste, rapariga.

Estás a ver? Mantive a minha promessa.

Entra.

Olha para mim.

Estás mocada ou quê?

Anda cá.

- O que foi? - Deita-te um minuto. Anda lá.

Pousa a tua cabeça.

Pousa.

O teu cabelo. Sim.

- É assim que queres? - Desta vez.

Desta vez.

FAMÍLIA ULUS

Bolas!

Palerma!

- A Jasmine veste-se assim? - Calou.

Cala-te, Tülay.

Cala-te.

- O que sentes pela Jasmine... - Cala-te!

Não voltes a dizer isso, ouviste?

Isso não é verdade.

Não é verdade.

Não é verdade.

Percebeste, não percebeste?

É fácil, mas não é de graça. Vou levar nas orelhas.

- Está bem. Fotografia? - Não. Vídeo.

Um onde estejas a tocar-te.

Nesses não me vês a cara. Lamento.

Mas servem o propósito.

Sim. Não interessa.

Não espreites.

Já te mandei. Deves ter recebido. Vê lá.

Tu percebes mesmo disto. Vejo isso nos teus olhos.

Queres isto porquê?

- Vão todos ver. - O que é isto?

És mesmo louca.

Vai-te lixar, anormal!

Diz adeus.

Nem toda a gente tem de ter uma família, não é?

Canan!

Tradução e Legendagem: María José Ferreira

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