All language subtitles for Curb Your Enthusiasm S03E09 Mary, Joseph and Larry

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Original subtitles

- Ol�, Larry. Como est�? - Bem.

�ptimo. Escute, � verdade?

Ouvi dizer que foi ao concerto dos U2 ontem � noite.

Tenho estado a pensar nisso e n�o o imagino l�.

Fui arrastado pela minha mulher. Tinha bilhetes...

Por isso, fui para lhe fazer o favor. � embara�oso.

N�o tem de ter vergonha. Gosta de rock.

Como soube que eu tinha ido ao concerto dos U2?

A Marge, da recep��o, telefonou para confirmar a sua consulta

e a sua governanta disse-lhe.

A minha governanta disse � Marge que fui ao concerto dos U2?

Foi o que... parece que sim.

N�o sabia que gostava de rock & roll.

S� n�o gosto que a minha vida

seja revelada a qualquer um pela minha governanta.

N�o sei que mais fez ontem.

� a �nica coisa que sei que fez ontem.

N�o diga a ningu�m que fui ao concerto dos U2.

Est� bem. Vamos esquecer isso. Ent�o, qual � o problema?

Tenho uma coisa na garganta.

- Deixe-me ver. - Tenho um...

Tenho um p�lo p�bico.

Tem um p�lo p�bico na garganta? Est� bem...

Deixe-me l� examin�-lo.

N�o � assim t�o invulgar. � frequente ter doentes com isso.

C� entre n�s, n�o � coisa que fa�a frequentemente...

N�o preciso de saber sua agenda.

- Eu s�... - Vamos l� ver...

Abra bem a boca. C� est� ele.

Estou a v�-lo. Est� l� atr�s.

Est� bem l� atr�s e enrolado...

Posso tir�-lo, se quiser,

mas aviso-o desde j� que ser� um pouco doloroso.

Sinceramente, vai doer. H� outra alternativa.

Beba l�quidos e o p�lo sai. Tr�s dias, no m�ximo.

Credo. Est� aqui preso a arranhar-me a garganta.

Parece que consigo cuspi-lo, mas n�o consigo.

A escolha � sua. Se quiser posso tir�-lo,

ou pode deix�-lo sair sozinho.

- O que quer fazer? - Est� bem. Eu espero.

- Quer um conselho? - Sim?

Fosse o que fosse, n�o repita nos pr�ximos dias.

N�o se preocupe. N�o vou repetir por muito tempo.

�ptimo. � sempre um prazer v�-lo.

- O prazer foi meu. - Certo...

- Coragem, sim? - Est� bem. Obrigado.

- Como correu a consulta? - Vou passar mais dois dias com isto.

Examinou-me e disse-me que sairia por si.

Escuta, temos muito que fazer antes de os meus pais chegarem.

O qu�? O que h� para fazer?

Temos de fazer as compras de Natal, arranjar uma �rvore. Temos de...

Espera, espera, espera.

Que conversa � essa? �rvore de Natal?

Sim, vamos escolher uma �rvore e decor�-la.

Uma �rvore de Natal?

Os meus pais v�m c�, vamos festejar o Natal. Est�s surpreendido?

Temos de ter �rvore de Natal?

Claro que sim. � Natal.

- � muito estranho, demasiado estranho. - Vais gostar.

Sou judeu, ter uma �rvore em casa d� azar.

O meu tipo pode pensar que vou trocar.

O teu tipo n�o se importa.

Desculpa.

J� trataste das gratifica��es de Natal?

N�o. Vais tratar disso?

Sim, e depois vou buscar o Jeff para gratificarmos o pessoal do clube.

- Nesta �poca, isto nunca acaba. - Mas vais sentir-te bem.

Est� bem. At� logo.

O que devo dar... esquece.

Dora?

Pode fazer-me um favor?

Quando as pessoas telefonarem a perguntar por mim,

importa-se de n�o lhes dizer onde estou?

- Est� bem. - Quando telefonaram do m�dico,

disse-lhes que fui a um concerto dos U2.

N�o quero que as pessoas saibam onde vou.

- Est� bem. - Diga que n�o estou em casa.

- N�o est� em casa. - � capaz?

- O Sr. Larry n�o est� em casa. Certo. - Obrigado.

E aqui tem uma pequena...

lembran�a de Natal.

Tome l�.

- Feliz Natal. - Feliz Natal, Sr. Larry, e obrigada.

- Pronto... - Divirta-se.

A Dora, tamb�m.

Adeusinho, Sr. Larry.

- Carlos. - Senhor Larry.

- Como vai a jardinagem? - Bem.

- O jardim est� bem? - Est�.

- Jardinar � bom, n�o �? - �, sim.

- Jardinagem � bom. - Pois �...

Carlos...

tenho uma pequena lembran�a de Natal para si.

- � muito generoso. - Sabe uma coisa?

Trate-me por "tu".

- "Tu"? - "Voc�" � um pouco formal para n�s.

Porque n�o usamos "tu"?

Pode ser? Um "tu" informal entre n�s, n�o precisamos do "voc�."

Constou-me que foste ao concerto dos U2.

A minha mulher obrigou-me a ir, nada mais.

- Conheces algu�m da banda? - Conhe�o o cantor.

- Como se chama ele? - Sei o nome.

- N�o sabes. - Idiota. Sei o nome dele.

- Queres apostar? - Cem d�lares.

Apostado. O nome dele � B-O-N-O.

- Pronuncia-o. - N�o sei como se diz.

N�o sei se � "Bo-no" ou "Bon-no."

� Bon-no. Como soletraste, empat�mos. N�o te devo nada.

- Quites. - J� agora, quem te disse?

A Dora.

- Telefonei para l� e disse-me. - Acabei de falar com ela sobre isso.

At� o meu m�dico sabe. Disse o mesmo ao m�dico.

Tens de falar com a tua empregada.

Se fores l� a casa, daqui a dias, vais ver uma �rvore de Natal.

Porqu�?

- Os pais da Cheryl v�m c�. - N�o vai parar por a�.

Nunca tive uma �rvore de Natal. � perturbador.

- Pois �... - Judeus com �rvores � o pior que h�.

Ao menos, a tua mulher n�o � judia. E aqueles casais?

Dois judeus a comprar �rvores? N�o podem ficar com o feriado deles.

- Temos de o a�ambarcar? - Fico possesso.

- N�o podem ficar com o feriado. - Escuta...

A Susie vem a�. H� umas semanas, ela esteve fora

e eu telefonei, por volta das 2h00 da manh�

a uma pessoa, a uma mulher - � s� plat�nico, n�o h� nada -

mas descobriu a conta do telefone e disse-lhe que foste tu.

Disse que tinhas discutido com a Cheryl, dormido l� e feito o telefonema.

- Que hist�ria. - N�o me parece m�.

- � boa. - � muito boa.

- Acho que � boa. - Obrigado.

Porque n�o lhe contaste a verdade?

22h00 � o limite para amizades plat�nicas. Depois das dez, � estranho.

Ol�, querido. Larry, n�o sabia que estavas c�.

- Esqueci-me que vinhas. - Como est�s, querido?

- Prazer em ver-te. - Aqui tens as chaves.

- Obrigado. - Ent�o...

O que tens? Qual � o problema dele?

Tenho uma coisa na garganta.

Bebe �gua.

A prop�sito, devo-te alguma coisa pelos telefonemas que fiz...

N�o. Estavas num mau momento. Fica por conta da casa.

- N�o deve ter sido pequena. - � um prazer.

A quem telefonaste �s 2h00 da manh� de minha casa?

� minha governanta, � Dora.

Espera a�. Discutes com a Cheryl,

dormes em minha casa e telefonas � tua governanta �s 2h00 da manh�?

Ela ia demitir-se. Tem muitos problemas com a Cheryl.

A Cheryl n�o encontra nada. N�o encontrava o pijama.

Gritou com ela, e tive de convenc�-la a n�o se demitir.

- �s 2h00 da manh�? - Ia-se embora no dia seguinte.

� um ou outro, mas um dos dois est� a mentir. S� n�o sei qual �.

- N�o estamos a mentir. - Est�o, sim.

N�o, n�o estamos.

N�o acredito.

- � verdade. - Por favor, tenho coisas para fazer.

Vamos ao clube gratificar o pessoal.

Feliz Natal.

Feliz Natal tamb�m para si. Obrigado por tudo.

Feliz Natal.

Obrigado. Foi muito simp�tico.

Feliz Natal.

- Foi �ptimo. - Que tal correu?

Lindamente. Foi �ptimo, est�o todos felizes. O que se passa?

Gratifiquei aquele?

Acho que lhe dei duas gratifica��es.

N�o, ele teria dito alguma coisa.

N�o teria tanta certeza. Sabes que mais?

Andei por a� a dar gratifica��es e fiquei...

- Dei-lhe duas gorjas. - A s�rio?

- Confundi-me. - Porque n�o disse nada?

Recebeu o dobro do dinheiro. Ainda perguntas porqu�?

Bem, s� que �...

Ol�. � um pouco constrangedor,

mas estive a dar as gratifica��es de Natal...

Foi muito generoso. Muito obrigado.

N�o tem de qu�. Tenho a certeza

de que n�o se apercebeu, mas gratifiquei-o duas vezes sem querer.

Duas vezes? N�o. Aproximou-se, disse-me "Feliz Natal"

deu-me algum dinheiro e foi ter com outra pessoa.

Sim, e fiz isso duas vezes.

- N�o, n�o. S� fez isso uma vez. - Bem, eu... Foram duas vezes.

- De certeza que n�o notou. - Teria notado, se tivesse acontecido,

mas como n�o aconteceu...

Diz que s� o gratifiquei uma vez?

Sim.

Quer que lhe devolva a primeira gratifica��o?

Quero reaver a segunda gratifica��o.

N�o houve segunda.

Uma grande bola dourada ali...

- Sim, aqui. - Perfeito.

- Tens o teu tri�ngulo dourado. - Vou p�r esta mesmo aqui.

- Ol�, Larry. - Feliz Natal.

J� cheg�mos. O que achas? Gostas?

- � um pouco grande. - Sim, � grande.

- Pega numa bola. - Faz um gancho. Eu ensino-te.

- Faz um gancho. - N�o, talvez mais tarde.

� a maior que j� vi.

Quanto maior, melhor. A Cheryl est� na cozinha com a Becky.

- Est�o a cozinhar. - A fazer biscoitos.

Que maravilha.

- J� acabaste as compras de Natal? - Ainda n�o. Est�o quase.

O que compraste para a Cheryl? Podes dizer-me...

Sabes, acho que lhe vou dar o tallis do meu av�.

- Tallis? O que � um tallis? - N�o sei.

- Parece um len�o. - Ele vai oferecer-lhe um len�o.

- S� isso? - Sim.

Tens alguma coisa na garganta?

Um pezinho de uva.

Pois �...

- Toma, bebe um pouco... - Deixe estar.

Esta n�o tem gancho.

- Ol�, Becky. - Como est�s?

- Bem. - Boas festas. Como est�s?

- Bem. - Ol�, querido.

Porque n�o usas o len�o que a Dora te ofereceu no teu anivers�rio?

Sabes, aquele vermelho?

Porque me d� comich�o. Pica-me.

Ela falou nisso, hoje.

Achou que n�o tinhas ligado ao presente encantador que te deu.

E disse-me que lhe gritaste por ela dizer �s pessoas onde vais.

N�o lhe gritei, s� convers�mos

porque o meu m�dico soube que fui ao concerto dos U2.

Foste ao concerto dos U2?

Ela obrigou-me a ir. O que � que tem de mais?

E ficou chateada por teres dado o dobro da gratifica��o ao Carlos.

O qu�? Est�s maluca? N�o fiz isso.

Deste-lhe duas gorjetas.

- N�o podes fazer isso. - Mente, tal como o empregado.

- Do clube. - Que empregado?

Gratifiquei-o duas vezes porque n�o me lembrei...

- Porqu�? - Estava a gratific�-los a todos.

N�o sabia a quem j� tinha dado. Esqueci-me de a quem dera.

Sabes que mais? Devias lev�-la a almo�ar no clube.

- � uma boa ideia. - Oferece-lhe um bom almo�o.

Concordas com tudo o que ela diz?

- Se me levasses, ficaria contente. - Podes discordar dela.

Ela pensa que estou certa na maioria das vezes.

Achas mesmo que devia lev�-la a almo�ar?

Querido, ela ficaria t�o contente.

Pronto. Levo-a a almo�ar fora.

Acho maravilhoso.

- Bela �rvore. - Obrigada.

- Carlos. - Senhor Larry.

Carlos, vou perguntar-te uma coisa. Disseste � Dora

que recebeste uma gratifica��o maior do que a dela?

N�o.

Porque ela disse � minha mulher que disseste isso.

Porque inventaria uma coisa destas?

N�o achas curioso?

Sabes o que eu adoro?

Adoro como sabes que o leite de soja est� a acabar.

Antecipas-te e p�es outro pacote no frigor�fico,

para haver sempre leite frio.

- J� reparei nisso. - Est� bem, Sr. Larry.

E dobras muito bem a roupa, muito bem mesmo.

Sobretudo as t-shirts.

H� um pequeno truque que fazes no fim,

vira-las e as mangas ficam dobradas como se fossem uns pinguins.

J� vi isso, j� reparei nas dobras.

O papel higi�nico. Vamos falar do papel higi�nico.

Nunca estou na casa de banho a olhar para a cartolina.

Assim que o rolo acaba, j� l� tens um rolo novo.

Nunca sa� de l� com as cal�as em baixo,

a gritar, "Mais papel higi�nico."

Que mais � que tu fazes?

Papel higi�nico,

dobrar a roupa,

leite de soja.

Colocar esponjas novas n�o � um dos pontos fortes, para ser franco.

Est� bem, Sr. Larry.

- J� acabou? - N�o, n�o.

Que conversa foi aquela?

Natal.

- Ol�. - Ol�. Greene.

O Larry est� c�. Ol�, Lar.

- Vejam s�. - Ol�, Sammy.

Ol�, Larry.

Susie, apresento-vos a Dora, a minha governanta.

- Ol�. - � a tua governana, a Dora?

Escutem, cometi um erro. Lamento imenso.

- Podes crer que cometeste. - Pe�o imensa desculpa aos dois.

- Para a pr�xima, n�o grites comigo. - Estava a pensar parvo�ces.

Pensava que falavas com uma mulher.

- Lamento imenso. - Sinceramente, fiquei ofendido.

- Jeff. - Ol�, Chris. Como est�s?

- �ptimo. - Prazer em ver-te.

- Larry. - Christopher. E, os 20 d�lares?

Parece ser uma mulher encantadora. Porque n�o gostar� a Cheryl de si?

De certeza que n�o � pelo trabalho, j� vi a casa...

N�o foi a melhor coincid�ncia?

- Quem diria? - Pois.

Quem diria? � incr�vel.

Vamos chamar o pap�.

- Querido, a Sammy tem fome. - Vamos l�, ent�o.

- �ptimo. Vamos, Sammy. - Lar, mais uma vez,

pe�o desculpa.

- Todos cometemos erros. - Eu sei.

H� algum problema?

Foi aquilo da esponja?

Vinde, homens de f�

Alegres e triunfantes

Vinde a mim, vinde a mim

Para Bel�m

Vinde e admirai-O

Que nasceu rei dos anjos

Vinde e deixai-nos ador�-Lo

Vinde e deixai-nos ador�-Lo

Vinde e deixai-nos ador�-Lo

O Senhor Jesus Cristo

Salv�, Senhor, a Ti saudamos

Nascido nesta manh� feliz

Jesus, a Ti toda a gl�ria...

Anda.

- Junta-te a n�s. - N�o me parece.

- As letras est�o aqui. - Tir�mo-las da Internet.

Quanto tempo pensam que demorar�o os c�nticos de Natal?

- At� calhar. - N�o sabemos.

Posso dar-te uma palavrinha?

Claro.

Vinde e deixai-nos ador�-Lo

Vinde e deixai-nos ador�-Lo

- O que se passa? - Bem, a Dora demitiu-se.

- O qu�? - Perguntei porqu�

e ela disse-me que a Susie Greene lhe disse que n�o gosto dela,

por isso, falei com a Susie para descobrir o que se passava.

- Por amor de Deus... - A Susie contou-me uma hist�ria

sobre a discuss�o que tivemos

e tu foste l� passar l� a noite

e telefonaste � Dora.

Mas expliquei � Susie que tu e o Jeff s�o uns aldrab�es.

O pequeno Senhor Jesus

Deitou a cabecinha

As estrelas no c�u

Iluminavam as palhinhas

O pequeno Senhor Jesus

A dormir na palha

O qu�?

- O qu�? - O que aconteceu aos biscoitos?

- O qu�? - Os biscoitos.

Os biscoitos de ontem � noite?

- Pois �. - O que foi? Comi-os.

O qu�? Comeste-os?!

Eram para o pres�pio.

Comeste o menino Jesus e a m�e, a Virgem Maria.

Pareciam biscoitos em forma de animal.

- Est�s a brincar? - Jesus Cristo n�o � um animal.

Pensei que fosse um macaco.

- Um macaco? - Por favor.

- O Filho de Deus era um macaco? - Pass�mos o dia a fazer biscoitos.

- Desculpem. - N�o viste as palhinhas?

O coco tostado era o feno. E o est�bulo?

Pensei que fazia parte do zool�gico.

Porque ter�amos um zool�gico no dia de Natal? Pronto...

- Vou compens�-los. - Como?

- Comeste o Nosso Senhor e Salvador. - Vou arranjar outro pres�pio.

- Onde? - N�o h� nada aberto. � Natal.

Vamos visitar o nosso primo.

- Lamento. - Pois...

- Vou compens�-los. - Meu Deus.

� melhor ires ver isso.

Seu mentiroso. Sai de minha casa.

- Porqu�? - Sai de minha casa.

- N�o menti. - Mentiste, pois.

- N�o menti. - Espera at� eu p�r as m�os...

no Larry David, o cabr�o desse oculista. Vou mat�-lo.

Somos pessoas simples, humildes.

Viemos de longe.

Desculpem... Posso falar consigo um segundo?

- Continuem. - Como est�?

Ol�.

Ol�. Deixe-me fazer-lhe uma pergunta.

Como posso alugar um destes pres�pios?

Alugar? Somos um grupo de volunt�rios da igreja.

- Por isso... - Estou metido numa alhada.

� dia de Natal, n�o temos pres�pio. Isto � um pres�pio?

Da Natividade, claro.

N�o temos esta cena l� em casa, porque eu a comi.

Eram biscoitos e...

H� alguma forma de poder levar o seu grupo at� � minha casa?

- Hoje? - Sim.

- � dia de Natal. - Sim, eu sei.

S� por umas horas.

Compreendo. Na verdade, estamos quase a fazer um intervalo.

Talvez consegu�ssemos ir a sua casa.

� �bvio que seriam recompensados.

Um donativo para a igreja seria algo positivo.

- Est� bem. Um donativo. - �ptimo.

Se calhar, � melhor discutir o donativo.

O que acha justo?

N�o queria dizer, mas sou obrigado a faz�-lo.

500 d�lares.

E uma refei��o, porque � quase hora de almo�o.

N�o sei cozinhar. Teria de vir de fora.

Pode ser.

Est� bem. Dou-lhe 500 d�lares.

E a refei��o. N�o quero abusar...

Quem � voc�?

- Sou o Jos�. - Jos�, sou o Larry.

- Ol�. � um prazer. - Igualmente.

- Ent�o, eu s�... - Aquela ali � a Virgem Maria.

� claro que � Maria, a M�e de Deus.

E p�e esta tralha toda numa carrinha?

N�o � tralha, mas cabe tudo numa carrinha. D� mesmo jeito.

Que maravilha. Bem, � fant�stico.

- � bom para todos. - Estou encantado com isto.

Estava numa alhada e voc�s ajudaram.

Ainda bem que pude fazer isto. � um prazer.

- Preciso das indica��es do caminho. - Claro.

- V� l� onde pomos a manjedoura... - Jos�?

- Ol�. - Ol�.

- Caramba. Que rapidez. - As indica��es eram �ptimas.

Carregam a tralha em cinco minutos e l� v�o.

Todos t�m a sua fun��o e colaboram.

� pena o Natal n�o ser o ano todo. Ganhavam uns belos trocos.

Por acaso, fazemos uma pe�a de P�scoa.

E, por volta do 4 de Julho, fazemos de revolucion�rios.

�s vezes, em Novembro, fazemos um equin�cio.

Pronto. Pensei em montar tudo aqui, nesta zona.

Excelente. Estava a pensar o mesmo.

Pode ser assim? �ptimo.

- Ol�, Maria. - Ol�.

- Olha para o bebezinho. - Sim, j� cheg�mos todos.

- Temos o Jesus e o resto do grupo. - Vamos preparar tudo rapidamente.

- Avisem-me, se precisarem de algo. - Com certeza. Obrigado.

Um anfitri�o generoso e simp�tico. Vamos l� tratar de tudo.

� fant�stico. Olha s� para isto.

- Est� o m�ximo. Adoro isto. - Obrigado.

V�o ficar encantados, quando chegarem a casa.

Obrigado, Jos�. Obrigado, Maria, pastores...

- � um prazer. - Jos�, posso fazer-lhe uma pergunta?

H� pouco, falou em comida.

De facto, fal�mos sobre uma refei��o.

Querem que lhes v� buscar alguma coisa?

- Pode ser. - Chinesa? Salgados? O que prefere?

- Sim, sim. - Sim �s duas?

- Sim �s duas. - Quer as duas?

Obrigado.

Deve ficar cheio de fome por estar a� de p� sem fazer nada.

- Mais do que imagina. - � curioso.

Quer um pouco de galinha com laranja?

- Parece-me bem. - Parece-lhe bem?

Tem muitas malaguetas.

- N�o coma as malaguetas. - Gosto das malaguetas.

- Aguento o picante. - O Jos� gosta das malaguetas.

Pois gosto. Confesso.

Permite-me uma pergunta?

Sente-se bem?

- Tenho um p�lo p�bico na garganta. - Que azar.

N�o me livro dele. Est� a dar cabo de mim.

Est� a deixar-me louco, Jos�. Louco.

A sua vida n�o me interessa...

Caramba. A prop�sito, a Virgem Maria tem c� um corpinho.

O qu�?

Joey, c� entre n�s,

voc� e a Maria n�o t�m apetites de vez em quando?

N�o. Sabe que mais? Vamos embora. Arrumem tudo.

- V� l�, Joe. - N�o aturo isto. Vamos embora.

- Retire o que disse. - Largue-me.

- Retire j� o que disse. - Cavalheiros.

Retire o que disse.

- Mata-o, Jos�. - Cala-te, Maria.

Saia de cima de mim.

Espere a�.

O p�lo p�bico.

Saiu.

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